Oi pessoal. Aqui estou eu novamente. Agora vocês lerão a história de outro ponto de vista. Viram o que eu fiz aqui, ahá? HÁ! Okay, chega, foi ridículo, eu sei, sou meio retardada assim, não liguem, é normal. Boa leitura!
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Reencontrando Amizades - Lily's POV
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Nós, como pessoas mortas não podíamos dormir mais, e nem sequer sentíamos sono, então passamos a noite toda observando nosso filho dormir. Um sonho calmo e sem nenhum pesadelo. Nem mesmo um leve vestígio de que na naquela noite, o pior dia da sua vida acontecera. Ao chegar de manhã, Petúnia desceu antes que os habitantes da casa acordasse e foi pra geladeira. Tirou um leite e pegou no armário a mamadeira mais velha que tinha. Franzi o rosto.
- Ela não precisava fazer isso... – exclamei.
James sentado no sofá com uma mão no pezinho de Harry apenas olhou pra mim.
- Se ele não fosse um Potter ela não o trataria assim – disse ele vendo Petúnia encostar Harry numa almofada e segurar a mamadeira pra ele com a boca repuxada. Suspirei.
- James ela o trataria mal apenas por ser meu filho, não é sua culpa. – disse triste. Ele sorriu fraquinho e então esticou a mão e acompanhou sua cicatriz com o dedo indicador. E então suspirou.
- Não vai sumir. - ele comentou. Eu me sentei no braço do sofá e observei Harry tomar o leite quetinho como sempre fora. Um som no andar de cima fez Petúnia entregar a mamadeira a Harry rapidamente e subir sorrindo as escadas numa velocidade mais rápida. Eu a segui normalmente, deixando James com Harry. Mesmo que ela me odiasse nunca eu quis ter um relacionamento desses com a minha irmã. E pra falar a verdade estava curiosa, sabia apenas que o menino se chamava Dudley. Mas nunca o havia conhecido pôs a última vez que vi Petúnia ela estava grávida de alguns meses a mais que eu.
Ela entrou em um quarto cor azul bebê e decorado com laços e mais badulaques e mimos do que alguém poderia querer. Franzi a testa. Ela pôs as mão no berço e tirou um garotinho loiro e bem gorducho de dentro. Ela o ajeitou nos braços e desceu com ele sorrindo e brincando. Sorri e se eu sentisse ainda meu coração ele iria dar uma falha. A segui de perto vendo a criança. Ele não era... bonito. Mas também não era feioso. Era apenas... um Dursley.
- Oi – falei baixinho mesmo que ele não me ouvisse – Oi Dudley...
- Por que está falando assim com ele? – perguntou James.
Olhei pra ele irritadiça.
- James, ele é meu sobrinho! – falei em voz alta. James suspirou e voltou a admirar Harry.
Petúnia foi até o armário e pegou um mamadeira bonita e enfeitada. Bem parecida com a que Harry tinha. Só que em vez de ser vermelha e dourada no bico era azul e prata.
- Esse garoto nunca iria pra Ravenclaw... – disse James com a testa franzida olhando pras cores azul e prata. Eu simplesmente olhei pra ele. - Ok, ok! – ele levantou as mão em defesa e voltou ao seu filho. Abaixei meus olhos pra Harry. Ele era tão lindo... Seu cabelo negro desalinhado estava opaco por causa da fuligem e a única coisa limpa nele era o rostinho e os olhos brilhosos. Petúnia iria incorporar um santo quando visse seu sofá claro e bonito arruinado por Harry. Ela se sentou numa poltrona ali e segurou a mamadeira pra criança carinhosamente aninhada em seus braços.
- Ela nunca vai tratá-lo assim – disse olhando pra Harry.
James suspirou.
- Você acha que ele ficará bem? – perguntou apreensivo. – Acha que vai ser bem cuidado?
- Acho que quando crescer ele irá ser uma criança maravilhosa, mas que agora ele vai lutar e muito contra todo o mundo bruxo desconhecido pra ele e lutar ainda mais pra arranjar outra família... Mas de uma coisa eu sei – disse fazendo meus olhos lacrimejarem – eu não vou sair do lado dele. Nunca. O máximo algumas saídas rápidas pra outros assuntos menos importantes mas sempre quando ele precisar de mim eu estarei aqui. Cuidando dele.
- E eu – disse James se levantando e me abraçando por trás e pondo a cabeça em meu queixo – estarei aqui pra cuidar dos dois. Da minha esposa e do meu filho. Sempre...
Assenti.
Harry terminou a mamadeira e sem querer a deixou cair. Petúnia resmungou estressada e a pegou no chão.
- É bom não fazê-la cair de novo! – rosnou.
Suspiramos juntos.
- Hum... James? – chamei na parte da tarde. Ele estava sentado nos degraus da escada com as cabeças entre as mão vendo Harry chorar desesperadamente e Petúnia e Vernon se esforçando ao máximo pra fazê-lo ficar quieto. – Você é quem mais o conhece amor. O que ele quer? – perguntei. - Se não arranjarmos uma maneira de fazê-lo parar, temo que Petúnia e Vernos o afogarão!
James levantou a cabeça e seu rosto estava triste.
- Ele quer a mãe. - ele disse. Foi como levar um tapa na cara. Eu olhei pra Harry e franzi a boca - Ele sempre chama por você antes de dormir a tarde. - James disse baixinho. Andei e me sentei ao lado dele e comecei a brincar com meus dedos na escada. Eles a atravessavam.
- Isso é estranho. – disse James olhando pra minha mão.
Nós ainda tínhamos cor, vamos dizer assim, mais éramos fracos, como se existisse um véu na nossa frente.
Pensei em Marlene. Será que ela também estava assim? Como nós? Invisível a olhos mundanos mas... presente? Franzi o cenho e olhei pra James.
- James? – chamei. – Você... cuida do Harry por um minutinho? – perguntei me pondo de pé.
James assentiu.
- Mais por quê? – ele perguntou confuso.
- E se Marlene ainda estiver como nós? Vagando por aí? Se eu for de encontro dela como viemos de encontro ao Hagrid, posso achá-la. - James me encarou - É a Marlene, James. Preciso tentar.
Os olhos castanhos claros de James brilharam. E ele assentiu sorrindo. Sorri pra ele também e o abracei forte. Isso era bom... nós podíamos nos tocar. Sabia que ele pensava a mesma coisa, mas relacionada não com abraços e beijos, algo a mais, afinal ele é James Potter. Acenei e andei até a porta. O dia estava ensolarado ao contrário do anterior, e o sol normalmente queimaria minha pele, mas agora eu só podia sentir como ele era quente.
Eu limpei minha cabeça de pensamentos aleatórios, fechei os olhos e foquei nela. No cabelo preto e lustroso que caia em cachos perfeitamente delineados em volta dos olhos azuis. Consegui vê-la sorrindo e então senti meus pés tocarem em algo fofo. Primeiramente tive medo de abrir os olhos mas então criei coragem e os abri, o que me fez olhar para um cemitério. Ofeguei.
Olhei em volta, várias pessoas como eu estavam andando por ali, algumas tristonhas, e outras como se ainda estivessem vivas. No meio delas, procurei minha amiga.
- Lene... – falei baixinho. E então gritei – Marlene!
- Ela não está aqui – disse uma voz atrás de mim.
Me virei. Uma moça loira e baixinha estava encostada num túmulo.
- Então onde ela está? – perguntei.
- Por que? Ela é sua amiga?
- Melhor amiga – corrigi.
Ela comprimiu a boca.
- McKinnon nunca vem aqui, ela fica atrás de um rapaz, disse que precisa cuidar dele. - ela rolou os olhos - esses espíritos que não esquecem a vida antiga...
- Rapaz? – perguntei – ela já lhe disse o nome? Ou algo sobre ele?
A moça pensou por um minuto e depois falou:
- Algo como Sindy, Silio... algo assim...
- Sirius? – sugeri.
- Isso! – exclamou ela.
Suspirei.
- Então Pads... – falei pro alto – agora que você não pode ficar com a Lene ela corre atrás de você, ô ironia danada!
A garota ergueu a sobrancelha pra mim mas eu acenei a mão pra ela como um "Deixa quieto". Pensei em talvez tentar ver como as outras estavam. Seria possível, certo? Fomos até Hagrid noite passada. Fechei os olhos e pensei em Emmeline... e então o cheiro da fazendo invadiu minhas narinas. Existia apenas uma casa mas ela era enorme, ao longe um garoto loiro trabalhava no estábulo. Tomei fôlego (não que eu precisasse) e me encaminhei a casa. Passei pela porta com um arrepio e olhei em volta. Era uma casa bonitinha e de aspecto tranquilo. Algo perfeito para auguem aposentado.
- A senhora não pode... – disse uma voz que eu adorava.
- Emme – gemi e andei até a sala.
Uma senhora velhinha e acabada estava deitada no sofá. Seu cabelo prateado era ralo e ela estava fraca. Sentada perto dela uma mulher bonita de cabelos cacheados loiros em perfeito estado e olhos azuis escuros sorria fracamente pra ela. Emmeline. A senhora tentou pedir algo mais uma vez.
- Mãe! – disse Emme sorrindo. Ih! Eu tinha acabo de chamar a mãe dela de acabada.
Lágrimas caíram dos meus olhos. Eu tinha certeza que Emmeline não sabia de nada sobre eu e James ou se não, não estaria nesse clima agradável. Sei como ela é como alguém próximo dela morre, afinal eu já testemunhei isso. Uma Emme desesperada aparecendo na lareira lá de casa e dizendo que Lene estava morta, é, não eram minhas lembranças de ouro.
Eu estava me torturando visitando Emmeline... ela não conseguiria falar comigo. Nenhuma delas poderia. Exceto talvez Marlene e muito tristemente Dorcas. Não queria arriscar ir atrás de Dorcas e acontecer o mesmo que aconteceu com Marlene.
Só sobrou Alice...
Assim que pensei nela parei em um lugar que eu conhecia bem, mas desejava neste momento nunca ter conhecido. Eu olhei em volta para as paredes brancas do hospital St. Mungus e respirei fundo. O que Alice estava fazendo aqui?
- Alice? – chamei. Andei pelos corredores. Era uma sensação muito diferente andar por um hospital quando ninguém olha pra você. Era realmente macabro.
Haviam enfermeiras em uma porta amontoadas. Conhecia isso, significava um caso grave. Eu parei e respirei fundo. Meu coração pulou duas batidas, mas então atravessei todas as enfermeiras causando um arrepio em todas as que toquei. Assim que entrei no quarto eu empaquei.
Minha amiga Alice de cabelos claros estava deitada na cama ao lado de Frank, seu marido. Os dois não deixavam os olhos se fixarem em nada. Comecei a soluçar.
- O que houve? – perguntou a enfermeira ao curandeiro geral. Ele suspirou.
- Comensais da morte. Agora que Você-Sabe-Quem se foi não podemos dizer com certeza...
- Se foi!? – exclamei.
- ...Mas por alguma razão, ele seus seguidores estavam atrás do filho do casal, o bebê Neville. Pelo menos, foi o que fontes nos disseram.
- Neville – falei.
- Mas por que será? – perguntou outra enfermeira.
- Estão dizendo por ai que ele enviou seus comensais pra casa dos Longbottons e foi pessoalmente a casa dos Potter.
Algumas pessoas na sala arfaram.
- Eles estão... – alguém começou e então o curandeiro completou – Mortos. Sim, estão... E os Longbottons loucos por tamanha tortura.
Outros ofegos.
- O quê? – disse uma voz conhecida. Com dificuldade tirei os olhos de Alice e me virei pra ver a minha amiga de trabalho, Julie. – Lily está morta? – ela perguntou assustada. Antes que o curandeiro pudesse fazer qualquer coisa ela saiu correndo e chorando. Comecei a soluçar de novo e desisti de me observar sofrer.
Apareci em casa novamente e James se levantou de supetão.
- Lily! – ele gritou. Eu não disse nada, ele me abraçou e eu me agarrei em seu peito. Ali, eu chorei.
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Olá povo... aqui está mais um. Bom, vamos aos PS's.
Sobre as amigas de Lily, nunca saiu uma informação concreta de que eram elas, mas muitas pessoas, eu inclusive, gosta de pensar que sim. Julie foi criação minha, afinal, Lily é amável, ela tinha que ter amigos. Me perdoariam se eu falasse um palavrão aqui? Não? Vou falar de qualquer maneira. O capítulo original era com ela voltando pra casa e James indo atrás dos amigos dele, mas não tive c* pra escrever a cena dele com o Remus, portando, divirtam-se com isso. ^^
Nos vemos logo!
Angel ..
