Por coincidência, Lady Hermione e sua mãe não eram as únicas pessoas cansadas de ouvir sobre Harry Potter. O próprio Harry Potter estava um pouco cansado de ouvir sobre Harry Potter.

Quando, na manhã seguinte, ele abriu o Times, e achou uma historia sobre ele, estremeceu ligeiramente, e abandonou o jornal. Teve um tempo, claro, quando ver seu nome no Times – particularmente acompanhado, como nesta manhã, com as palavras "Rico industrial" – tinha dado a ele uma certa animação. Afinal, ele nem sempre foi rico, e ele nem sempre teve o titulo de industrial. Uma vez – há muito tempo atrás, mas ainda vivo em sua memória – ele tinha sido completamente pobre, e chamado, pelos meninos com quem ele diariamente vagava pelas ruas de Londres, em busca de travessuras ou coisas piores, de Dead Eye. Chamavam-no assim não porque cego de um olho, mas porque, aos cinco anos de idade, arrancara o de um rato com um estilingue e uma pedra, a uma distância de cinqüenta passos.

Desde este célebre dia, ele raramente olhava para trás, mas agora já não se importava em fazer isso. Também não se importava, necessariamente, em gastar tempo falando do seu recente sucesso. Afinal, a maior parte das pessoas que o bajulam agora, foram as mesmas pessoas que difamaram ele alguns anos atrás. Ele sabia que não era um gênio, como hoje o consideravam, nem fracassado como afirmavam que ele era então. A verdade, Harry tinha decidido há muito tempo, em algum lugar no meio do caminho, que o melhor era simplesmente não ligar para isso.

Assim, ele pegou a correspondência que seu secretário tinha deixado em cima de sua mesa e começou a ler. Uma batida na porta de seu escritório particular o interrompeu antes dele terminar uma única linha. Ele olhou para cima e disse, tolerantemente:

-Entre.

Ronnie "Ambrose"*, com uma copia do mesmo jornal que Harry estivera olhando poucos instantes atrás dobrados debaixo do braço, entrou delicadamente na sala e fechou a porta atrás dele com a maneira de alguém que esta atento em parecer tão discreto quanto o possível para quem estava no outro aposento.

- Desculpe pela intrusão, Dead* - ele disse, assim que fechou com segurança o trinco da porta. - Mas ela está ai.

Harry não precisava perguntar quem seria "ela". Ele disse apenas, com um tom de certa surpresa:

- Com certeza é muito cedo para ela. Só passa um pouco das dez.

- Ela estava usando suas plumas - Ambrose disse, atravessando a sala e desmoronando pesadamente em um assento de couro do outro lado da maciça mesa de seu patrão. - Você sabe, aquela que ela usa quando vai às compras.

- Ah - Harry disse - Isto explica tudo.

- Certo - Ambrosia pegou o jornal do seu braço e disse, casualmente - Então você viu o jornal hoje, Dead?

- Vi. - Harry respondeu na sua voz grossa.

- Leu? - Ambrosia enrolou o jornal de modo a destacar a seção em que o patrão aparecia. - Você viu esta parte aqui?

- Sim, li. - Harry disse.

- É chamado de 'elegante -Ambrosia virou o jornal para si, a fim de ler de novo, alto e nada fluentemente,mas com uma voz regulamente agitada de animação, apesar de sua aparente indiferença. - "Chega ao mercado, criada pelo inventor da arma de carregamento pela culatra, essa elegante nova pistola, que promete ser esse ano o mais desejado modelo pelos colecionadores de arma perspicaz" - Ambrosia olhou para seu patrão. - Importa-se em ouvir quantos pedidos para ela foram feitos essa manhã?

- Diria que muito pouco. - disse Harry - Lembre-me, Ambrosia, de enviar ao autor dessa matéria uma caixa de conhaque.

- E isso não é tudo - O secretario não estava fazendo um trabalho muito bom ao tentar esconder sua animação. Ele ansiosamente inclinou-se para frente na poltrona dobrando as páginas que segurava. - Dr quem o senhor acha que fez um pedido há pouco tempo atrás? Quem você acha Dead?

- Não poderia imaginar.- Harry disse, com um distinto desinteresse arrastado em sua voz.

- O príncipe de Gales, Dead. - Ambrosia estava com o rosto corado, e os olhos brilhando. - O príncipe de Gales vai carregar uma pistola Potter esta temporada!

-O príncipe de Gales - Harry disse, retornando a sua correspondência - "precisa" de uma pistola Potter ...

- Dead - Ambrosia ficou de pé e foi se inclinar sobre a escrivaninha do amigo, o jornal esquecido, amassado na sua mão fechada. - Dead, qual é o problema com você? Você acaba de receber a mais brilhante recomendação para uma de suas armas, o que nunca aconteceu, e no Times de Londres, O Times homem! lido por mais pessoas mundialmente do que qualquer outro jornal, e você senta ai agindo como se não fosse nada. O que em nome de Deus está errado?

- Não seja idiota, Ambrosia. -Harry puxou a lapela de seu impecavelmente cortado casaco da manhã. - Nada está errado. Só estou um pouco esgotado esta manhã. A noite foi longa ontem à noite, você sabe.

Ambrosia riu. Poucos homens teriam coragem para rir do grande "Potter", mas Ronnie Ambrose tinha a vantagem de vinte anos de amizade com este homem. Porque, ele tinha esfregado o nariz de Harry Potter na terra mais vezes do que ele poderia contar. Isto, é claro, foi bem antes que o amigo o tivesse tirado da frente do Dials, antes que sua carreira tivesse tomado esse rumo meteórico até o estágio presente; e bem antes que Harry Potter tivesse crescido bem mais que sua altura atual 1,80m.

Apesar disso, Ambrosia, mesmo sendo muito mais baixo, não tinha nenhum escrúpulo em provocar seu melhor amigo e patrão.

- Oh! - ele disse - Estamos cansado de correr atrás de Lady Cho até tarde da noite, não estamos?

- Isso não é da sua conta, "Ambrosia." - Harry rosnou como resposta.

Ambrosia riu de novo, desta vez se lembrando de como conhecera seu apelido, e voltou à carga:

- Bem, alguma sorte?

- Se você quer saber se eu descobrir a identidade do homem com quem minha noiva esta tendo um caso ilícito, a resposta é não - Harry disse. - Pelo menos, nada que fosse admissível em uma corte do tribunal, caso aconteça dela me processar por quebra de promessa...

- Se ela processar você? -Ambrosia gritou. - Você acha que, se você acabar com o compromisso com ela, Lady Cho não vai processar você por tudo o que conseguio? Meu Deus, Dead! Falta menos de um mês para o casamento.

-Estou bem ciente disso, Ambrosia - Harry disse, secamente.

Ambrosia abaixou a voz conspiratoriamente:

- Tenho ouvido falar de juízes que estão arbitrando milhares de libras a noivas cujos sujeitos desistiram de repente, alguns deles um sólido ano antes do abençoado dia. E você está achando que vai escapar sem ser processado?

- Eu sei que ela vai me processar - Harry disse, com cuidadosa paciência - e eu sei que ela vai me vencer também, a menos que eu tenha melhor prova de sua infidelidade, do que os desaparecimentos mal explicados, como noite passada e estes infernais rumor que vem correndo.

Ambrosia sacudiu sua cabeça. - Rumores -ele disse, desgostoso. - Você pensaria que tínhamos voltado ao Dials, pelo modo como aqueles destruidores falavam um com o outro. Apesar disso, você nada pode provar devido a uns rumores.

- Este -Harry disse - é o motivo pelo qual eu estou vigiando ela.

- E os rapazes ainda não descobriram nada?

- Ah, tudo bem, há um homem - Harry disse, carrancudo. - Mas ou os rapazes perderam a pista dele, ou o sujeito é um fantasma. Parece que ele consegue se fundir com as sombras e se perder no meio de multidões quase como se...

- ... Ele fosse um de nós -Ambrosia terminou para o patrão. Ele assoviou, baixa e lentamente. - Você acha que ele poderia ser...

- Claro que não - Harry disse. - Como a filha de um duque estaria se envolvendo com um sujeito do Dials?

- Além de você, quer dizer?

Harry com dificuldade reprimiu o sorriso.

- Obviamente - ele falou devagar. -Eu acho que o sujeito é casado e está querendo evitar que a mulher descubra.

- Ou você, mais provavelmente - Ambrosia disse. - Quem sabe não está querendo que a sua linda cabecinha vá pelos ares. Contudo, Dead, não seria mais fácil simplesmente deixá-la te processar? Você é muito rico, você sabe. Pode facilmente arcas com o desperdício de alguns milhares de libras e acabar com isso.

O sorriso foi varrido do rosto de Harry.

- Não, eu não penso assim. - Ele disse, tão educadamente como se tivesse recusando uma xícara de chá. - Eu não vou legar nenhuma moedinha a mais à Lady Cho Chang do que as tenho que dar. Não dessa maneira.

Ambrosia levantou a sobrancelha. Harry supos que não podia culpa-lo. Sua recusa em simplesmente "resolver tudo" com Cho Chang deixou até ele mesmo perplexo. Orgulho era claramente o que estava em jogo aqui. O orgulho dele, o qual ele nunca tinha considerado uma coisa tão frágil que uma simples mulher pudesse balança-lo.

Entretanto, ele nunca tinha entregado se apaixonado antes.

Isto era sua culpa. Ele ficara tão admirado de que aquela mulher linda,educada e - isso também se poderia admitir - bem nascida pudesse se interessar por ele, que se rendeu a ela, intoxicavel pelo o que ela representava, em vez de ver o que ela era.

Ele tinha aprendido cedo demais. O noivado deles mal tinha se tornado oficial antes que Cho começasse a se tornar descuidada, não estando onde ela disse que estaria ou chegando absurdamente tarde nos compromissos que ela tinha com ele, e algumas vezes parecendo... Bem, como uma mulher que acabou de ser violentada. E não por ele.

Foi quando Harry começou a perceber o quanto ele foi negligente não levando em consideração o fato de que Cho apesar de toda a sua beleza e posição social, era apenas uma mulher, tão capaz de desonestidade quanto qualquer pessoa do Dials.

Idiota dele de não ter percebido antes do anuncio do casamento.

Ambrosia suspirou. - É uma vergonha gritante, eu lhe digo. Em que mundo estamos no qual um homem como Harry Potter, o Lothário de Londres – não consegue evitar que sua própria noiva o traía? É quase, como eles chamam? Oh, certo. Justiça poética.

Harry olhou para seu velho amigo com um amargo sorriso.

- Seus toques mordazes sobre as ironias da minha vida são inúteis, Ambrosia. Entretanto, em vez de ficar ai de pé, parado, falando sobre elas, não seria melhor você a mandar a Sua Senhoria entrar? Não há como saber o que Snake e Higginbottom devem estar fazendo lá, tentando manter-la impressionada.

Ambrosia disse de repentemente queixoso. - Certo, vou mandá-la entrar. Mas eu estou te dizendo agora, Harry, eu não gosto disso. Eu nunca vi você desse jeito. Não por uma mulher. Ela não vale isso, você sabe. Ela pode ter um titulo, mas é a prostituta mais ágil que já vi.

- Cuidado, Mr. Ambrose- Harry disse de modo displicente. - É da minha futura mulher que você está falando.

Ronnin rolou os olhos. - Só vou acreditar vendo.

-Vá, Ronnin - Harry disse, se sentindo mais cansado que nunca. - Mande que ela entre. E prepare mais café, tudo bem? Minha cabeça parece estar em um torno está manhã.

Ambrosia fungou ao ser dispensado.

- Como a Vossa Alteza Serena desejar. - Depois, com a cabeça erguida, mas com lábios curvados para cima, o secretario saiu da sala.

Quando ele se foi, Harry sentou por um momento olhando para fora da janela à esquerda de sua mesa. A vista da movimentada Bond Street, era uma das mais bonitas à venda em Londres, mas mesmo assim Harry não a via naquele momento. Ao invés disso, como sempre fazia quando estava perturbado com alguma coisa, ele via o rosto de sua mãe, como ela se parecia antes da doença que tirou a sua vida e devastou suas bonitas feições. Aqueles poucos anos antes de sua morte tinham sido as memórias mais felizes de Harry. E depois ela se foi...

Oh, o pai dele tinha tentado. Mas Lilian Potter tinha sido a luz na vida de James Potter, assim como na de seu filho, e uma vez que ela se foi, o velho tinha se tornado uma sombra do homem vigoroso que era, meio louco, costumava desaparecer por dias, deixando Harry sozinho com tios nada afetuosos. Havia sido por algum milagre que ele fora parar no meio daquela gente desagradável?

Graças a Deus, havia um homem, ao menos, que estava lá para o resgatar do que ele poderia ter se tornado...

Era naqueles dias antes da morte de sua mãe que Harry sempre pensava que sua carreira dava outro dramático impulso, como estava fazendo aquela manhã. Porque ele tinha percebido, no momento em que ele havia conseguido suas reais cem libras – e quão espantosa lhe parecera essa soma – que aquilo não importava. Não importava quanto dinheiro ele tivesse. Dinheiro não importava. Todo o dinheiro do mundo não iria salvar a mãe dele.

E nem todo o dinheiro do mundo iria trazê-la de volta.

- Harry - disse uma voz sonora e muito refinada - O que você está observando tão atentamente?

Harry estremeceu e se mostrou apenas ligeiramente surpreso ao descobrir que não se encontrava no quarto em que crescera, mas no confortável escritório que mantinha na Bond Street, não muito longe da casa de Mayfair,em que ele vivia. E a mulher se dirigindo para ele não era a sua mãe, que sofreu prolongadamente e dolorosamente morte vinte anos atrás, mas a muito viva Lady Cho Chang, cuja bela figura e ainda mais belo rosto eram naqueles dias os mais admirados em Londres.

- Estou com ciúmes - Cho disse, brincando, espichando sua mão enluvada sobre a mesa para que ele pudesse beijá-la. - Quem é ela?

Ele a encarou. Ela estava com roupa nova esta manhã, uma que ele nunca tinha visto antes, a qual continhas muitas penas. Ele mal conseguia ver seu rosto com todas aquelas plumas o envolvendo. Porém, o que ele ainda podia ver era uma beleza de quebrar o coração.

- Ela? - ele ecoou, pegando a mão dela quase automaticamente e beijando-a antes de se voltar para ela.

- Sim, bobo. A que você está pensando sentado aqui. Não tente me dizer que não era em uma mulher. - Cho sentou-se presunçosamente na beira da escrivaninha, esquecida do modo como sua crinolina se enviesava perigosamente para cima quando fazia isso. No entanto,ela devia estar perfeitamente ciente do que ela estava fazendo, esperando exibir o novo par de pantalonas. Estava muito coquete.

- Era uma mulher - Harry disse devagar, se sentando novamente. Ele tinha se levantado logo que ele percebeu que ela estava lá, como um cavalheiro deveria fazer. Embora ele não estivesse convencido de que, para dizer a verdade,ela fosse uma dama. Oh, pelo nascimento, certamente. Mas não pela natureza. O que havia sido, durante certo tempo, parte de seu atrativo: ser filha de um e decididamente não considerar nada demais se comportar de modo indecoroso... O que mais um homem poderia almejar numa esposa?

Pouco a pouco, Harry estava descobrindo, que aquela mulher escolhia se comportar indecorosamente com mais homens do que apenas seu marido.

Ou futuro marido, como no caso.

- Estou com ciúmes - Cho disse com seu lábio inferior se projetando para frente, a fim de afetar um atraente ar de amuo - Quem é ela? Diga-me, agora. Você sabe que horrenda possessiva criatura eu sou, Potter. E você tem aquela reputação! Eu sei de dúzias e dúzias de mulheres que se apaixonoram por você. Diga com quem você andou e acrescentou a sua lista agora.

Harry não disse nada. Ele raramente precisava, quando Cho estava na sala. Ela falava o suficiente para os dois.

- Deixe me ver. - Ela colocou um dedo no queixo. - Com quem eu vi você conversando noite passada? Bem, Dame Ashforth, claro, mas ela é muito mais velha que você. Eu sei que ela tem uma quedinha por você, mas dificilmente ela seria o tipo de mulher pelo qual um homem ficaria sentado pensando, toda a manhã. Então não é Dame Ashforth. Quem mais estava lá? Oh, sim. A pequena menina Granger. Mas ela é muito comum para um homem com seu gosto seletivo. Quem poderia ser Potter? Eu desisto.

- Você desisti muito rápido - ele disse, simplesmente. - Mas vou te dizer de qualquer maneira. Estava pensando na minha mãe.

- Oh - Cho disse fazendo uma cara de desapontamento - Eu nunca teria adivinhado. Você nunca falou dela.

- Não. Não falo. - Harry disse, não para ela. Não agora. Nunca. -Então, my lady. Supostamente você vai me dizer o que eu possivelmente fiz para ganhar a honra da sua presença tão cedo. Até certo ponto tenho alguma autoridade nisso, tendo passado suficientes noites com você para saber que só uma razão das mais vitais a obrigaria a sair da cama antes do meio dia.

Cho sorriu para ele de modo travesso, perguntando:

- Então você acha que me conhece tão bem, Senhor Potter ? É possível, você sabe, que eu ainda tenha alguns segredos.

- Oh - Harry disse. - Eu sei que você tem. E quando eu finalmente pegar você neles, minha querida, eu com certeza irei fazer meu advogado um homem muito feliz.

O sorriso de Cho desapareceu.

- O-oque? - ela gaguejou. Sob o leve blush, ela ficou visivelmente pálida. - S-sobre o que você esta falando, meu querido?

Harry, lamentando ter falado tão petulantemente – e absolutamente inseguro quanto a ter sido ele o causador daquele mal estar, arquivou a pontada de irritação que sentira ante as palavras indelicadas à Lady Hermione Granger, uma garota que ele tinha tido conhecido ligeiramente e quem ele certamente não tinha tido o mínimo de interesse – e disse rapidamente:

- Me desculpe, minha dama. - A ultima coisa que ele precisava era que a suspeita dela crescesse, e, assim ficaria mais cuidadosa nos seus compromissos com seu amante. - Eu falei brincando, mas percebi agora que, talvez, não tenha sido de bom gosto. Agora, o que eu devo a honra da visita esta manhã?

Cho continuou de olho nele desconfortavelmente, mas o comportamento dele, que se manteve decididamente brando, parecendo desarmar ela, e a cor voltou a seu rosto. Quando ela estava completamente recuperada, ela gritou:

- Harry, querido, é uma coisa estranha, mas Virginia Crowley ficou com uma incomoda gripe de primavera, e ela supostamente tinha um compromisso com Mr. Worth. Bem, você sabe que eu não poderia conseguir nada, devido à... bem, aquele acidente da ultima vez que eu vi Mr. Worth, relativo ao credito do meu pai. Mas de repente Virginia me disse que eu poderia usar o dela, e você sabe,Harry, eu quero muito parecer com o tipo de esposa de um importante homem como você merece. Mas meu enxoval, dificilmente seria apropriado até para a mulher de um negociante de coisas usadas, quanto mais para a mulher de alguém como...

Harry alcançou o bolso de seu colete e perguntou:

- De quanto você precisa?

- Oh - fez Cho parecendo alegre, depois imediatamente se tornou pensativa. - Bem, eu preciso de quase tudo, chapéus, capas, luvas, sapatos, meias finas compridas, para não mencionar roupas de baixo... creio que isso será mais do que o suficiente. - Ela disse exibindo entre o dedo indicador e o polegar de sua mão direita um espaço de cerca de 1,5 cm.

Harry lhe deu uma pilha de notas aproximadamente da espessura que ela indicou.

- Dê meus comprimentos ao Senhor Worth. - Melhor isto agora, ele pensou, do que uns milhares a mais na corte.

- Oh, obrigado, querido. - Cho se inclinou sobre a mesa, seus lábios fazendo beiço para aceitar um beijo dele, o dinheiro já tinha sido colocado rapidamente em sua bolsa. Harry levantou seu rosto, pretendendo passar sua boca levemente sobre a sua, um rápido, beijos de adeus. Mas Cho evidentemente tinha outras idéias. Ela o segurou, agarrando sua lapela, e o puxou em sua direção, empurrando sua língua entre os lábios dele e pressionando seus seios ousadamente contra ele.

Harry, que adorava completamente os modos de Lady Cho no passado, não os apreciava tanto agora. De um lado, as plumas era um pouco problemáticas, voando, e fazendo cócegas em seu nariz. Por outro, ele sabia bem que ele não era o único homem com quem ela praticava.

Por isso era tão vitalmente importante que ele descobrisse alguma prova de sua traição, e levá-la até Mr. Lightwood – que era quem lidaria com o processo de violação de promessa que ela indubitavelmente traria tão longo quanto ele terminasse o noivado.

- Bem - ele disse depois que Cho tinha finalmente se afastado novamente, acabando o beijo. - Isto foi... legal.

- Legal? - Cho pulou para fora da mesa, parecendo perturbada. - Não há nada de legal. Justamente ao contrario, para falar a verdade. Sério, Harry, eu acho que você mudou.

- Mudei? - Harry não pode deixar de sorrir disso. - Eu mudei?

- Sim, você mudou. Você sabe que esta fazendo um mês – bem, por ai – desde a ultima vez que... bem, passamos a noite juntos?

Ele disse, calmamente. - Ah, mas Cho, você sabe que as coisas são diferentes agora que nós somos noivos. Não podemos ser tão selvagem como nós éramos antes. As pessoas vão falar."

- Você não costumava se preocupar com o que as pessoas pensam. - Cho disse com alguma magoa. - De fato, se eu me lembro bem, seu lema era "Pro inferno o que as pessoas acham.

- Sim - Harry disse, cuidadosamente. - Mas isso era quando eu só tinha a minha própria reputação para cuidar, não a da minha futura esposa.

Ela suspirou, e olhou para a cima. - Bem, se acontecer de você mudar de ideia - ela disse, indo em direção à porta - você sabe onde me achar.

E então se foi. Mas ela deixou para trás uma ampla evidencia de sua presença, em uma nuvem de perfume de rosas, e algumas plumas perdidas, a qual ficou como folhas caídas no outono, em cima de sua mesa.

Como se estivesse esperando ansioso que a noiva de Harry Potter deixasse a sala, entrou no escritório seu pai, com um Ambrose muito irritado em seu calcanhar.

- Harry, meu menino.- James Potter gritou com um braço aberto num comprimento e o outro agarrando um livro de couro. - Parabéns!

- Parabéns? - Harry olhou para Ambrosia, que só sacudiu a cabeça. As ordens dadas eram que o velho Potter fosse admitido no escritório de seu filho qualquer quisesse... Embora geralmente se tentasse anunciá-lo.

Hoje, entretanto, James Potter estava claramente muito animado para esperar tal formalidade.

- Você quer dizer que ainda não ouviu? - James se sentou em um dos assentos de couro em frente à mesa de seu filho. - Eu vi Lady Cho sair agora mesmo. Eu espero que você não se importe por eu ter divido as noticias alegres com ela."

Harry afundou na sua cadeira, da qual ele tinha levantado educadamente enquanto estava dando adeus à sua noiva. Ele estava cansado, e sua cabeça ainda doía. Ele se perguntava o que tinha acontecido com o café que Ambrosia tinha lhe prometido.

- Qual é novidade? - ele perguntou, sem muito interesse.

As noticias que eu ouvi esta manhã. Estão correndo por toda a cidade. A historia do jornal, sobre sua nova arma.

- O que tem isso? - Harry perguntou.

- Oh! - Enquanto a conta no banco de seu filho tinha crescido,o mesmo ocorria com a cintura de James Potter,que se remexia em sua cadeira. Ele não era o que se podia se chamar de obeso. Porém, ele era um homem que tinha passado a maior parte da vida indo para cama com um pouco de fome, e o peso que ele ganhou com o passar de alguns anos parecia ocasionalmente pegá-lo de surpresa. - Então você não sabe? Bem, eles dizem que certamente até o final do ano vão lhe oferecer uma carta-patente. Um baronato, mais precisamente.- James balançou a cabeça sonhadoramente. - Imagine. Meu filho, um baronete. E casado com a filha de um Duque! Meu neto terá sangue azul em suas veias, assim como terá um título antes do nome. Um homem não poderia desejar mais nada pro seu único progênito.

Harry arregalou os olhos para o seu pai. O velho tinha se tornado, um pouco maluco depois da morte da mãe de Harry, mais sua loucura sempre foi mais excentricidade do que qualquer outra coisa. Por exemplo, em certa ocasião, ele tinha fantasiado uma engenhoca na qual o homem poderia voar, ou uma poção que podia deixá-lo invisível. A recente fixação de James Potter com a nobreza – como mostra o livro sobre nobiliarquia que trazia nas mãos – tinha parecido inofensivo em comparação com as outras. Agora Harry se perguntava se ele devia ter se preocupado mais com isso.

- Um baronato? -Harry ecoou. - Eu acho que não.

- Oh, sim. Sim, é verdade - seu pai garantiu. - Aparentemente, foi uma sugestão do Príncipe de Gales. Bem, o negocio do carregamento pela culatra foi o que começou isto. E agora esta nova arma, a Potter, bem, todo mundo esta falando sobre ela. Eu escutei que o jovem Duke de Rawlings atirou em um cara com uma em Oxford, semana passada. Agora, me deixe ver. - Ele abriu o livro de couro em seu colo, e folheou-o até sua página favorita, uma na qual estava listada os nascimentos e as mortes dos Changs, a família de Lady Cho, aquela na qual, numa futura edição, apareceria o nome de seu filho, ou seja se Harry fosse adiante com aquilo - Eu espero que você consiga o titulo antes do casamento. Assim o registro seria: Cho Chang, filha única do décimo quarto duque de Childes, casada com Harry Potter, baronete, 29 de junho de 1870...

Harry percebeu, com algo parecido com horror, que não havia maluquice ali. Não mesmo. Seu pai estava falando a verdade honesta de Deus.

Ambrosia, ainda de pé na soleira da porta, perguntou com extrema educação:

- Você ainda quer que eu traga aquele café, my lord?

- Sim -Harry disse, com uma voz estrangulada. - E adicione um pouco de uísque, por favor.


*Animal carnívoro, que designa algum espartalhão, oportunista, como era apelido de Ronnin.

** Era assim que, às vezes, Ronnin o chamava.

(N/A): Oii pessoas, olha eu aqui de novo, demorando a postar! Em minha defesa eu estava em semana de provas! Não tinha tempo nem de respirar direito! Um saco... Mas enfim, chega das minhas desculpas esfarrapadas, espero que vocês estejam gostando, não sei vocês mas eu amo esse Lothrário de Londres, um dos meus favoritos! Muito obrigada a todos os comentário principalmente a:

Nety Granger: primeira reviews, hein ? Espero que você continue gostando da fanfic :) E continue mandando a sua opinião.

Forever Loving Jimmy: Muito obrigada, espero que você esteja gostando, e eu prometo atualizar os capítulos o mais rápido possivel.

Brena: Esse Harry não é uma coisa menina? Ele definitivamente é alguma coisa (tenho que admitir que adoro esses romance medievais), pois é, coitada! Morro de pena, tenho que admitir que pensei em colocar o Draco como noivo da Mione, mas sinceramente? Não vou muito com a cara do Rony... Então se tem que ter algum "vilão" na história que seja ele... Espero que continue gostando. Bjo

Caroline Moraes: kk o importante é que você comentou, entendo totalmente. Se eu que nem estou na faculdade, sofro com provas,para estudar e tal, imagine você que tem faculdade e estagio... deve ser realmente uma luta. Espero sinceramente que você continue gostando. E boa sorte com a faculdade.

Deb: Eu juro que tentei terminar esse capítulo o mais rápido que eu pude, serio! Espero que você continue gostando. Bjo.

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