Capítulo 3
A Revanche (parte I)
'I
believe in you
(Eu acredito em você)
I'll give up
everything just to find you
(Desistirei de tudo só para
reencontrar você)
I have to be with you to live to
breathe
(Eu tenho de estar com você para viver, para
respirar)
you're taking over me
(Você está
assumindo o controle sobre mim)
Have you forgotten all I know
and all we had?
(Você esqueceu tudo que eu sei e tudo
que nós passamos?)
You saw me mourning my love for you
and touched my hand
(Você me viu lamentando meu amor por
você e tocou minha mão)
I knew you loved me
then
(Eu soube então que você me amava)'
Taking Over Me- Evanescence
Gina acordou de manhã, com o barulho do trânsito. Ela se expreguiçou sorridente, sentindo-se feliz e leve, como não se sentia à muito tempo. Sua mão bateu em alguma coisa, ao seu lado na cama. Lá estava a razão dela se sentir tão feliz, que dormia tranqüilamente, com a boca meio aberta. Ela o olhou ali, tão indefeso e bonitinho, e sentiu seu peito cheio de uma alegria quente.
Passando a mão nos cabelos dele, beijou-o na testa, e levantou correndo para o chuveiro. A água quente sobre seu corpo era reconfortante, e ela não resistiu, cantando alegremente.
-A noite foi boa mesmo.- uma voz enrolada falou.
Ela desligou o chuveiro, e se enroulou na toalha gigante.
-Por que diz isso?- ela riu, ele estava apenas de cueca, os cabelos desarrumados, o rosto inchado de sono, esfregando os olhos meio fechados por causa da claridade.
-Você estava cantando.- ele respondeu, começando a escovar os dentes.
-Para alegrar sua manhã!
-Você tem a voz mais desafinavelmente adorável que eu já ouvi.
-Vou considerar isso um elogio.- ela respondeu, beijando-o no rosto - Dormiu bem?
-Dormi, tirando aquelas malditas pombas que não pararam de fazer barulho.
-Eu não ouvi nada.
-Eu sei, você roncou ao meu lado a noite toda.- ele riu, lavando a escova.
-Eu não ronco!- ela exclamou horrorizada, sem ter certeza.
-Vai dizer que foi o encanamento?
-Você tá de brincadeira comigo!- ela acusou, e como ele sorriu, percebeu que era brincadeira mesmo.
-Seu sem graça!
-Eu achei muito engraçada sua cara. E mesmo que você roncasse, eu acho que não me incomodaria, desde que eu fosse o primeiro a cair no sono.
-Hum. - ela se levantou indo até ele.- E tem alguma coisa em mim que te incomoda, que você mudaria?
-Eu não te faria tão cabeça dura.
-E eu não te faria tão arrogante.- ela rabateu, as mãos na cintura.
-Ainda bem que não está em nossas mãos.
-É, eu também não mudaria nada em você.- ela comentou.
-Por que mudaria? Eu sou perfeito!
-Retiro o que disse, eu te faria menos convencido.- então ela pegou a varinha, tranfigurando seu nariz para um nariz de porco, o abraçando.- E você continuaria comigo, mesmo se eu parecesse e roncasse como uma porquinha?
Ele então transfigurou o próprio nariz, para um nariz de porco.
-Se você é uma porca, eu sou um porco. - afirmou.
-Essa é a coisa mais fofa e estranha que alguém já me disse.
-Não me diga! Eu acabei de transfigurar meu nariz.- e a beijou.
-Meu príncipe encantado.- ela suspirou abraçando-o, era tão bom sentir o corção dele, batendo no mesmo ritmo acelerado que o dela.
-Você não poderia ter encontrado algo menos parecido comigo.- ele respondeu amargo.- Eu não sou nobre, bondoso, e não me arrisco pelos outros.
-Eu não disse o príncipe encantado dos outros, eu disse o meu príncipe encantado. - ela respondeu, caminhando para o quarto, procurando uma roupa para se vestir.- Ei, Draco!
-Hum?- ele murmurou, enquanto ligava o chuveiro.
-Se lembra do seu terceiro ano? Quando estavamos indo para Hogwarts?
-Voltamos a sessão de regressão?
-Você já cansou?
-Não.
-Eu gostei de relembrar. Aumenta minhas memórias sobre você, para quando estivermos longe.- ela lamentou, e ele não respondeu.
-Qual memória você tinha em mente?- ele gritou do chuveiro, depois de um momento de silêncio.
Setembro de
1993, Trem de Hogwarts
Gina sentia as sacudidelas enquanto o
trem desacelerava. Chovia muito, e ela não se sentia muito
segura. Pessoas a toda volta saíam de suas cabines, tentando
entender o que acontecia. Ela andava pelo corredor, tentando
encontrar seu irmão e Harry, para descobrir o que acontecia.
Então, no corredor lotado, alguém tentava correr, empurrando as pessoas para abrir caminho. Alguém de cabelos loiros, e rosto pálido e pontudo. Malfoy. Ele passou rapidamente por ela, e para sua surpresa Gina viu que ele estava apavorado. Enquanto olhava para trás, procurando saber para onde ele corria com tanta pressa, o trem parou completamente com um tranco. Ela pode ouvir o barulho das malas caiando do bagageiro, e os gemidos das pessoas acertadas pela bagagem. Foi o tempo de se virar de novo e ver o amigo de seu irmão, Neville, indo em direção a uma cabine, e as luzes se apagaram."
Roma,
atualmente
-Que bom que guarda essa imagem de mim.- Draco
respondeu, saindo do banheiro.- Honra nossa relação.
-Você tinha 13 anos, é claro que estava apavorado!- ela riu, vestindo os jeans.- Eu mesma estava apavorada.
-Pelo menos eu não desmaiei como o Potter.- ele repondeu ainda emburrado, começando a se vestir também. Havia trazido a mala na noite anterior, parecia inútil tentar ocupar o próprio quarto. O máximo que fizera fora pôr a placa não perturbe na porta, para não levantar suspeitas.
-Isso me lembrou de outra coisa.- ela respondeu animada.
Setembro de
1993- Castelo de Hogwarts
Gina subia a escada para sua
primeira aula de seu Segundo Ano, Transfiguração. Ela
ainda estava nervosa pelo ocorrido no ano anterior, mas tudo indicava
que não tinha com o que se preocupar. Já no café
da manhã as garotas de seu ano a chamaram para tomar café,
todas juntas. Ela conversava, rindo com elas, quando uma voz
arrastada a chamou.
-Que foi, Malfoy?- se virou brava, reconhecendo o dono da voz.
-Você também viu o Potter desmaiar, não viu? Se sentiu segura, ao saber que seu herói não pode nem ver um dementador sem desmaiar?
-Pelo menos não foi o Harry que saiu correndo, pelo trem inteiro, com medo dos dementadores. Ouvi meus irmãos dizendo que você quase molhou a calça, não foi? - ela respondeu, as meninas soltando risadinhas.- É melhor se cuidar, Malfoy, ou vai ter que usar fraldas. Vamos embora.- e saiu com suas amigas, deixando Draco furioso, que gritava coisas, xingando-a. Ela apenas o ignorou.
Roma,
atualmente
-Esqueci que você me humilhou publicamante.
-Me desculpe, Draco, naquela época eu só estava me vingando pelo que você me fez no ano anterior. Você tinha tornado minha vida um inferno.
-Acho que nos acertamos então.
-Eu jamais faria algo assim com você, de novo.- ela assegurou.
-Mas, o Potter realmente desmaiou, não foi?- ele insistiu, e ela revirou os olhos.
-Ele desmaiava, - enfatizou- porque aconteceu uma coisa especialmente horrível com ele. Quando acontece coisas horríveis com você, e dementadores se aproximam, você desmaia.
-Eu sei disso.- ele sussurrou, ele sabia porque sentia na própria pele.
-O que foi de pior, que aconteceu com você, Draco?- ela perguntou timidamente, querendo saber para poder ajuda-lo. Tantas coisas horríveis deviam ter acontecido com ele nos últimos anos, e ela queria fazê-lo esquece-las todas, tirar toda a dor dele.
-O que está acontecendo agora, estou morrendo de fome.- ele respondeu, e ela riu.
-Então vamos comer!
E com isso empurrou-o para a porta, pegando a bolsa numa comôda, ainda pensando no que poderia ter acontecido de tão terrível com ele.
XXX
Depois de tomar café em uma pequena padaria perto do hotel, os dois decidiram caminhar um pouco pela cidade. Roma era muito bonita, havia construções históricas, praças, e Igrejas por toda parte. "Assim como pombos e turistas", resmungava Draco. Havia luz, flores e pessoas alegres, o que tornava o ambiente muito acolhedor. Estavam passando por uma rua especialmente bonita, com muitas flores nas janelas junto às roupas penduradas, quando pela vitrine Gina viu uma livraria. Era pequena e pintada de verde, logo na esquina, do outro lado da rua. Animada, pegou Draco pela mão, puxando-o para atravessarem a rua, tomando cuidado para não serem atropelados.
-Posso saber o que estamos fazendo?- Draco perguntou.
-Quero comprar um livro.- ela respondeu.
Eles entrarm na loja, e um sino tocou em algum lugar do fundo. Era uma livraria trouxa, mesmo assim havia uma sensação de magia nos velhos livros empoeirados, nas diversas prateleiras. Haviam outras três pessoas no lugar, folheando livros distraídas, mal levantando a cabeça para olha-los. Seus olhos passavam de Draco, para os cabelos ruivos de Gina, e de volta para a leitura.
-O que você quer comprar exatamente?- Draco sussurou.
-Um livro Inglês- Italiano, ou Italiano-Inglês, tanto faz. Para eu aprender um pouco da língua, e não me sentir mais tão perdida.
-Se quiser, eu posso te ensinar também.- ele respondeu, e ela sorriu, beijando-o na bochecha, achando-o adorável.
-Seria ótimo! Eu não conseguiria sozinha, só com um livro. Obrigada.
-Isso significa que ainda teremos que procurar um livro de línguas nessa livraria poerenta? - ele suspirou.
-É.- ela sorriu, e seguiu sozinha por um corredor.
A livraria era maior e mais velha do que ela imaginara, seu nariz coçava e ela já se sentia perdida, em meio à tantas estantes, em uma língua que ela não entendia. Mas, era um lugar agradável, como toda Roma o era. Parecia incrível haver tantos livros no mundo, tantas idéias, a maioria ela jamais leria, ouviria falar ou veria novamente. Nesse momento sentiu alguém forçando um livro em sua mão, e ouviu a voz de Draco dizendo "Leia". Ela se virou surpresa, apenas a tempo de ver o cabelo dourado dele sumindo atrás de uma estante. Intrigada, Gina viu que segurava um velho volume de capa vermelha, com um marcador. Abriu o livro, e viu que se tratava de um estudo de poemas, em inglês.
'Terror de te
amar num sítio tão frágil como o mundo,
Mal
de te amar nesse lugar de imperfeição,
Onde tudo nos
quebra e emudece,
Onde tudo nos mente e nos separa.' Shopia de
Mello Breyner
-Acho que encontrei seu livro inglês-Italiano, Italiano-Inglês. - a voz de Draco a acordou.
-Onde você achou isso?- ela perguntou comovida, apontando para o livro de poemas.
-Por aí.- ele deu de ombros.- Vamos? Esse lugar já está me dando alergia.
Gina então comprou o livro para aprender italiano, mas também levou o livro de poesias. Eles saíram, e continuaram a caminhar, Gina segurando a mão de Draco, que não protestou.
-Quando estavamos lá dentro, lembrei de outra memória.- ele falou.
-Veja só! E qual foi?
Setembro de
1993, Castelo de Hogwarts
Malfoy estava em um corredor vazio
do castelo, se exibindo para Pansy Parkinson. Ela não era, nem
de longe, bonita, mas vinha de uma das famílias bruxas
sangue-puro mais influentes e ricas. Um contato como aquele era
sempre vantajoso. Além disso, ela parecia gostar especialmente
de Draco, e ele adorava atenção.
-Não que eu queira contar vantagem, por causa do meu ferimento, mas foi bom ver aqueles panacas cortando minhas raízes de margarida, e descascando meu pinhão em poções.
-Foi muito engraçado mesmo. Mas, preciso ir Draquinho. Tenho que acabar aquela redação para Transfiguração. A chata da McGonagall passou muito dever, aquele gato velho! Tchau, Draquinho.
Pansy mal havia virado o corredor, ele tirou o braço do apoio flexionando-o. O corte já não existia à dias, a única coisa que o incomodava era deixar o braço paralisado, que ficava formigando.
-Você está se aproveitando desse seu braço!- uma voz contrariada e conhecida chamou sua atenção.
Ele se virou e deu com a ruivinha Weasley ali. Sentiu-se furioso. Aquela pirralha ainda teria que pagar pelo que havia feito com ele, pela humilhação pela qual passara.
-Weasley estúpida!
-Você só está fingindo estar com dor!- ela o acusou, furiosa.
-E daí?- ele se aproximou, furioso, ela parecendo encolher.- Eu levo vantagens com isso. Até humilho seu irmão e o querido Potter. Queria que você tivesse visto eles trabalharem para mim. Isso a poria em seu lugar.- e com isso virou de costas e foi embora.
Roma-atualmente
-E
onde exatamente é o meu lugar?- Gina riu.
-Do meu lado.- ele respondeu.
-Ei, Draco. Vem! -ela o pegou pela manga, puxando-o pela calçada.
-Você gosta mesmo de me puxar.
-É uma cabine de fotos.
-Uau, agora é que vou correr mais rápido.- ele ironizou, ela o ignorou.- O que tem uma cabine de fotos?
-Eu acabei de perceber que não temos nenhuma foto juntos.
-Isso é bom, não é? Não terão provas contra nós.
-Pare de ser paranóico.
Era uma cabine de fotos, bem nova e moderna. Ela procurou nos bolsos até encontrar as moedas certas, e as pôs na máquina.
-Vem.-ela o puxou de novo, e ele entrou a contra gosto. Odiava fotos.
Assim que entraram, Gina fez um biquinho, olhando a câmera com doçura. Aquilo era tão divertido! Draco olhou sério, vendo-a fazer caras e bocas, ele nunca sorria, especialmente depois de dois flashs na cara. Então percebeu que ela o olhava com o canto de olho, sentiu sua boca tremer em um leve sorriso. E a próxima coisa que soube é que estavam se beijando na cabine.
Ela saiu animada, pegando uma cópia e dando outra para ele. Ela riu das fotos, duas dele sério, e ela mandando beijos, uma deles se olhando, ele levemente sorridente, a última só dava para ver eles se beijando do nariz para baixo.
-Uma para cada um.- ela exclamou feliz.- E eu tive outra lembrança.
Outubro de
1993, Dia das Bruxas.
Gina estava acompanhada de suas amigas,
que discutiam animadas, o que acontecera com o quadro da Mulher
Gorda.
-Mas, você viram o que aconteceu com ela?
-Vocês acreditam mesmo no Pirraça? Quero dizer, ele não inspira muita confiança.
-O Prof. Dumbledore acredita.- Gina respondeu- Ele deve ter suas razões, então acredito nele.
-Ei, Weasley!- Malfoy gritou do espaço do Salão Principal, ocupado pelos Sonserinos.- Eu soube que o Potter não foi a Hogsmead, hoje de manhã. Agora, quem tem mais medo de passar pelos dementadores, eu ou ele?- ao ouvir isso, vários alunos da Sonserina riram, alguns até fingiram desmaiar. Gina corou de vergonha. Mafoy sorria, parecendo satisfeito- Mas, acho que ele não vai ter muito com o que se preocupar, o Potter. Logo, logo Sirius Black irá encontra-lo, e os dementadores serão menos assustadores.
-O que você quer dizer com isso Malfoy?!- ela gritou.
Mas, nesse momento foram silenciados por Dumbledore, que os mandava dormir, e anunciava que as luzes seriam apagadas em breve.
Roma, atualmente
Eles pegaram um táxi e resolveram ir visitar o Capitólio, Gina já ouvira falar muito naquele lugar. Como a viagem iria demorar, ela apoiou a cabeça no ombro dele, olhando as fotos que tiraram juntos.
-Sabe, Draco.- ela finalmente falou.- A gente passou por poucas e boas. Já vivemos de tudo. Já humilhamos um ao outro, brigamos, viramos amigos, nos amamos, nos odiamos. Acho que já passei por todos os sentimentos, junto com você. É quase como se tivessemos vivido uma vida inteira. Na realidade, acho que são poucas as pessoas que podem dizer que já viveram ou sentiram algo assim. Somos uns sortudos, especialmente por vivemos tudo isso juntos.
Ele apenas a enlaçou, sem falar nada. Draco queria poder dizer a ela tudo o que sentia, como ela o fazia sentir. Sobre como suas mãos tremiam, seu coração acelerava, sua barriga gelava, e ele sentia aquela crescente alegria e euforia só por estar perto dela. Que ela era o melhor que já acontecera e que aconteceria na vida dele. Mas, ele não conseguia, algo sempre o impedia. O que o tranquilizava é que ela parecia entender, mesmo que ele não falasse nada.
-Me lembrei de mais coisas!- ela exclamou animada.- E como a viagem vai ser longa, espero que seja interessante.
Novembro de
1993, Campo de Quadribol
Gina chorava abraçada a sua
amiga, enquanto Harry era transportado em uma maca até
Hogwarts, por Dumbledore.
Ele devia estar morto, não havia como ter sobrevivido a queda. A imagem de Harry caindo da vassoura não parava de passar diante de seus olhos fechados. Ela estava com medo, medo de tê-lo perdido para sempre. O que ela iria fazer sem ele por perto?
Nesse momento alguém pôs uma mão reconfortante em seu ombro, ela se virou esperando ver outra amiga, ou até um de seus irmãos, mas seu queixo caiu de espanto. Era Draco Malfoy.
-Só vim dar meus pêsames.- ele falou- É uma triste perda nessa idade. Apenas se console, o sofrimento dele terminou.- ele então sorriu maldosamente.
-Me solta, Malfoy!- ela o empurrou para longe, quase derrubando-o no chão.
-Pode me empurrar, Weasley. Não é isso que vai traze-lo de volta.- Malfoy gritou furioso, com uma certa satisfação.
Sua amiga teve que segura-la, para que não batesse ou azarasse Malfoy, que foi embora sorrindo triunfante.
Roma,
atualmente
-Minha vez de contar uma história.- ele
respondeu. Não gostava muito de relembrar de quando ela
gostava do Potter, e especialmente não gostava quando ela
lembrava.
Dezembro de
1993, Trem de Hogwarts
Draco procurava com Crabbe e Goyle por
uma cabine vazia. Foi quando avistou a Weasley em uma cabine. Como
estava entediado resolveu ir falar com ela. Adorava humilhar os
Weasley, principalmente a garota Weasley.
-Olá. Sozinha de novo Weasley?
-Do que está falando Malfoy?- ela retrucou.- Esta cabine está cheia de gente.
-Eu não vejo o Potter aqui.
-Não existe só ele no mundo, caso não tenha notado, Malfoy.
-O que eu notei,- ele respondeu, tentando não corar- é que você nunca está com ele.
-Curioso não é?- ela perguntou com ironia.
-Nem tanto. Ele não deve te suportar.- sorriu, vendo um brilho de tristeza nos olhos da menina, mas ela então se levantou indo confiante até ele. E do nada tentou bater a porta da cabine. Mas, o pé de Draco estava na frente. Ele soltou um palavrão, segurando o pé machucado.
-Oh, Malfoy, desculpe.-ela sorriu.- Não vi o seu pé aí.
-Sua traidora de sangue filha de uma ...
-Acho melhor ir procurar um medibruxo, assim que chegarmos. Vai ver quebrou algum dedo. Adeus, Malfoy.- e fechou a porta da cabine na cara dele.
Roma, atualmente
-Ai, eu me lembro disso.- ela fez uma careta.- Desculpe, seu pé deve ter doído muito.
-Não tanto quanto meu orgulho.
-Quebrou seu dedo mesmo?
-Não exatamente.-ele sorriu.- Mas, ainda tenho a cicatriz.
-Cortou seu pé?- ela perguntou assustada.
-É, aparentemente. Com todo aquele sangue. Mas, tudo bem. A cicatriz é uma boa lembrança agora, bem, mais ou menos.
-Ai, deve ter mesmo doído. Desculpe.- ela deu um beijo nele.- Agora é minha vez de te contar. Pena que esta lembrança também não vai te animar nem um pouco.
-Qual lembrança daqueles dias foi exatamente animadora?
Janeiro de
1994, Biblioteca de Hogwarts
-Soube da nossa vitória,
Weasley?- a voz de Malfoy chamou a atenção de Gina, na
biblioteca.
-Shh.-Gina resmungou, sem tirar os olhos do livro.
-Estamos na liderança para a taça.- Draco continuou, ignorando-a.
-Mas, ainda não ganharam.- ela não resistiu responder, ainda com os olhos fixos no livro - Foi uma vitória apertada demais.
-Mas, ganhamos da Corvinal, que ganhou da Lufa-Lufa, que ganhou da Grifinória.
-Você sabe perfeitamente bem que a Grifinória só perdeu por causa dos dementadores.
-Isso não muda o fato de que somos os favoritos desse ano. De novo.
Gina não respondeu, tentando se controlar. Não podia explodir na Biblioteca, seria expulsa por Madame Pince. Ela não podia dar esse gosto a Malfoy.
-E sabe também o hipogrifo daquele guarda-caça, metido a professor, o que me atacou?
-Por que você foi estúpido o suficiente para ofende-lo? O que tem?- ela perguntou, fingindo pouco interesse.
-Meu pai conseguiu que ele fosse a julgamento. Pena meu pai ser tão influente, um hipogrifo tão bonito... não vai ter a menor chance.
-O que está acontecendo aqui?- Madame Pince se aproximou, o expanador na mão, apontado diretamente para eles.
-Malfoy está me importunando. E eu estava pedindo para ele sair.- Gina respondeu imediatamente.
-Para fora, Malfoy, já! Arrume o que fazer, ou saia. Se o vir aqui de novo, vou tratar para que seja expulso da biblioteca até o sexto ano.
Draco se afastou devagar, mas não sem se virar para Gina, lançando-lhe um olhar feroz. Ela apenas sorriu e acenou.
-Tchauzinho, Malfoy.
Roma,
atualmente
-Você podia ser quase tão malvada
quanto eu.- ele comentou.
-Quando seu boa, sou ótima. - ela sorriu - Mas, quando sou malvada, sou melhor ainda.
Ele passou a mão no rosto dela, a olhando. Ela não sabia o que era maldade de verdade, e ele agradecia por isso. Haviam coisas ruins no mundo, Gina não precisava saber de nenhuma delas.
-Me lembrei de uma vez que você tirou sarro de mim.
-Qual delas?- ela sorriu.
Março
de 1994, Castelo de Howarts
-Que vergonha, Malfoy. Se fazendo
de dementador, e levando um feitiço na cara. - Gina riu,
passando por ele no corredor.
-Ei! O Potter acreditou!- Draco respondeu, sem saber o que mais falar. - A culpa é dele se não conseguiu ver a diferença.
Roma, atualmente
-Como éramos adultos.- ela riu, o olhando.
-Você tem uma risada linda, que me faz muito feliz.- ele sorriu, dando-lhe um beijinho, enquanto o carro parava.- Acho que chegamos.- ele acrescentou rapidamente, desviando os olhos dela, que suspirou feliz.
XXX
N/A- Olás! Obrigada a todos por estarem realmente lendo essa fan fic. 6 comentários!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É quase metade do número de comentários que a fic inteira recebeu, quando a publiquei pela primeira vez. Eu não sei o que as pessoas tem contra comentário, mas... Aqui vai mais um capítulo, espero que vocês tenham gostado! É realmente difícil encontrar situações nos livros onde poderiam ter havido interações entre o Draco e a Gina. Especialmente porque a Gina aparece umas 3 vezes em cada livro, antes da Ordem de Fênix. Que como é meu livro favorito, é a parte mais trabalhada. Enfim, espero que meu fim se encaixe no Harry Potter and the Deathly Hallow´s, porque não quero muda-lo. Gostei tanto dele... (fazendo beicinho). Enfim, faltas 2 dias, 1 hora e 12 minutos!!!!!!!!!!!
Meus agradecimentos especiais são para (se esqueci alguém, por favor me perdoem!):
Bruhluna- que bom que gostou da história, e da narrativa! Espero que continue achando perfeita, estou tentando atualisar de um modo que não seja cansativo. Me avisa se não consegui, por favor!
Cris- Hahahaha! Foi logo o bastante?! Espero que tenha gostado!
LolitaMalfoy- A continuação chegou, e espero não demorar muito até o próximo capítulo! Espero que tenha gostado, porque ainda tem mais!
Larissa- Espero que continue adorando a fic (gostei desse adjetivo, hahaha! E do perfeita também!) Sim, essa fic já foi postada. Só que resolvi reescrever, fazer umas mudanças, e tentar receber mais comentários (sinceramente!). Vamos ver no que dá, não é mesmo?
Beijos para todos, Mary Campbol!!! (2 dias, 1 hora e 5 minutos! Vou parar, já estou ficando irritante!)
