Plano Americano: é um enquadramento que não acontece de corpo inteiro, podendo ser em qualquer parte do corpo. Plano Geral: mostra um cenário extenso, um cenário completo.

Essa ficou curtinha, mas sei lá, tenho pensado muito sobre o que as pessoas hoje em dia buscam tanto destacar. Dar valor. De vez em quando acho que esquecemos de prestar atenção no que de fato importa para nós, independe de julgamentos.


Primeiro observava-se os braços. Da sensação na pronuncia de um arrepio. Submissão. E um close adjetivo.

Há nesse entre meio um silêncio de suspiros e respirações aceleradas. A torpe mescla de saliva e paladar. Todos os sinais, como dito, adjetivados pelo mesmo close em foco. Enveredados na mesma tomada, na mesma cena. Os afoitos dançam, se digladiam num uníssono ritmo de prazer.

Uchiha.

Haruno.

Tomados.

Genuína carícia.

A fotografia é o escuro. A diversidade do breu. Nele o humano aperta os olhos para gotículas de suor que percorrem do topo a base do pescoço feminino. Nascidas detrás da orelha, as pequenas gotas descrevem um caminho de fogo, mas são detidas pela aspereza da língua masculina muito antes de alcançarem o propósito concebido.

Se analisados de fora seriam quase como a dualidade sagaz entre resoluções e confissões interpessoais. Não estavam em busca de nada muito egoísta. Eram apenas o que eram.

Súplicas tenazes. Mas sem nunca obterem o bastante.

Plano americano para averiguarmos entre as sombras do quarto o brilho doente da ânsia animalesca. Mãos em aberta sentença do divino, excomungando. Porque se viam perfeitos, e indelegáveis.

Eram O amor.

Eram sussurros impronunciáveis na estreita cadência do desespero.

Sem buscas para o amanhã ou sensatas soluções, apenas perdidos naquela velha maneira de absolvição. Quando ela revelava-se apenas um corpo. Quando ele revelava-se apenas um corpo.

E os minutos como controverso estigma de um montante de cenas desconexas perdidas entre um ou outro apartamento vazio da cidade.

Fosse o dele.

Fosse o dela.

Plano Geral.

Janelas entrecobertas por pesadas cortinas marfim, molduradas pelos batentes escuros, de madeira fria, e o concreto dos prédios escondendo o que prevalece de nós. O que prevalece em Sasuke Uchiha e Sakura Haruno.

Pessoas.

Desejos.

Humanos.


Agradeço os comentários, mas devo admitir que fiquei muito feliz com os seus, Biana Caroline, nossa, de verdade, é muito bom e reconfortante quando alguém fala assim de algo que você se empenha em fazer. Depois de lê-los juro que senti uma reconfortante onda de criatividade de novo. Aquela coisinha de querer sair escrevendo feito louca, valeu, me-s-mo!