O Jogo do Anjo
Capitulo 3
Terra
Eu sou
teu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se
acolheu
Eu sou a tua sombra, eu
sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele,
proteção, sou o teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso
amor
Eu sou tua saudade
reprimida
Sou o teu sangrar ao ver minha partida
Sou o teu
peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu
amor
Sou teu ego, tua
alma
Sou teu céu, o teu inferno a tua calma
Eu sou teu tudo,
sou teu nada
Sou tua vida, sou meu eu em você
-x-x-x-
O silêncio da noite tomava conta daquele lugar e entrestecia até mesmo mais linda flor.A lua escondida entre as nuvens negras parecia ter vergonha de mostrar os seus belos encantamentos a raios que saiam entre as sombras escuras nem ousavam roçar o chão.
As flores pareciam sangrar. As flores estavam caidas, sem vontade de se abrirem e encantarem os outros com a sua e se afogavam em uma dor perdida.
O som da morte reinava naquele lugar. O cheiro de sangue podia ser sentido á metros de distância daquele lugar. O ar que o habitava estava completamente distorcido, impuro. Impuro com atos indignos de alguém que nunca deveria ser um figura vergonhosa. Mas não era aquele caso. Não naquele momento, não naquele lugar. Naquele maldito lugar. Ela recolheu-se dentro de si. Agachada, ela segurava fincando as unhas em seu pulso. Filhetes de sangue escorríam por ele. Ela odiu-se profundamente. Nunca queria ter feito isso. Nunca deveria ter obedecido a essa ordem, mesmo que fosse a sua primeira ordem. Mas isso não importava mais. A unica coisa que importava agora era aquela palavra que estava em sua cabeça. 'Traidora.' A palavra que lhe pouco havia dita fincava dentro dela. E pior, ainda o que estava prestes a fazer a fincava ainda mais em suas entranhas. A fincava tanto, que nem sequer se movia.
Ela parou. Levantou-se. Levantou- o rosto e olhou para a criança a sua frente. Os olhos verdes caramelizados, o cabelo castanho liso caindo lhe pelos ombros, o rosto inocente. O rosto de uma criança. Ela a olhou nos olhos. Os olhos de vidro a fitavam, queimando dentro de si. E aquela sensação, medo, a pequena não conhecia. A pequena não fez nada. A pequena chorou.
Ela ouviu passos. Provavelmente, o barulho que fizera acordou as pessoas ali. Mas apenas um garoto veio ali. Não muito velho e nem muito novo. A idade dela. Seus olhos e cabelos tinham a mesma cor de verde de água escura. Ele rosnou para ela. Foi tudo muito rápido. Ela fugiu. A pequenina era pura lágrima. O garoto se aproximou dela. Perguntou seu nome, se estava ferida. Ela não fez nada. A voz não lhe saía, os olhos de vidro ainda a mantinham cativa. A pequenina pulou nos braços do rapaz. Eram quentes, seguros. Eram... Cativos. Carinhoso. Assim como os braços daquele que a esquentava durante a noite para dormir. Ela queria ficar ali, presa para sempre, cativa para sempre. Não queria fugir, não queria ir para nenhum lugar. Ela queria estar ali. Só ali. Em meio a dor e o medo, a tristeza e a enotrpência, a pequenina sentiu algo em seu peto crescer, florescer, assim como as flores lá fora floresciam. O rapaz a abraçou de volta, colocou em volta seus braços no ombro pequeno, como se quisesse protege-la, salva-la. Ele a levou dali. Como se quisesse também, florescer em meio ao inverno gelado, dentro de si mesmo.
-x-x-x-
Eeeiiii. Mais um capitulo. Nada muito elaborado ou detalhado, simples taé demais. Não tenho o que comentar, só que apresentei Isabella e seu respectivo cavaleiro.
