Cap 3 – O Plano
Legenda:
"Blá...blá..blá.." - Fala dos personagens
"bla..bla..bla..."- Pensamentos
(bla..bla..bla...) – Explicações minhas
Obs: Se vcs se ofendem com palavrões (q estão presentes no nosso cotidiano mas que toda mãe odeia) ou não gosta, não leiam esse cap. Todos os palavrões da fic são propositais para demonstrar o estado de espírito da Kagome.
Obs2: Todas as partes passam na quinta feira (aonde acabou o cap passado) em horários diferentes. Por isso prestem atenção aos horários!!! Boa Leitura!
10:57 a.m.
"Desgraçado! Idiota! Retardado! Filho de uma puta!"
Ok... Eu exagerei, a mãe dele não tem culpa por ter um asno como filho... Ah que se dane, ela tem sim. Quem mandou não educar ele direito e deixa-lo crescer sendo um egoísta prepotente idiota!
Atravessei o pátio e subi um lance de escada em menos de um minuto. Faltavam exatamente dois minutos para eu estar oficialmente atrasada para a minha reunião com o reitor. Isso significava que eu tinha dois míseros minutos para conseguir chegar ao prédio da reitoria que era longe pra caramba e subir oito malditos lances de escada!
Sabe aqueles dias que você acorda, abre a janela e dá de cara com um dia lindo. Os passarinhos cantando, o Sol brilhando num céu sem nuvens, as pessoas parecem felizes e você pensa que nada pode dar errado na sua vida porque o universo esta na mais perfeita paz? Não se engane, dias como esses podem se transformar no pior dia da sua vida se Murphy resolver pegar no seu pé.
E pelo jeito Murphy esta com o dedo indicador apontado na minha direção. Hoje estou zicada! Não zicada é pouco, eu to fudida mesmo. O que mais me falta acontecer hoje? Cair da escada e quebrar o pé? Esse seria um final perfeito para uma ótima manhã...
Depois de um tempo correndo como uma desvairada, saltando obstáculos e desviando dos lerdos, cheguei ao prédio da reitoria. Agora começaria a parte difícil, subir a porcaria de escadas.
"Por que não tem uma porra de elevador nesse prédio? Falta de dinheiro do dono que não deve ser."
Tomei fôlego e comecei a subir correndo, já deveria estar a muito atrasada quando estava começando a subir o segundo andar tropecei e bati minha perna na quina da escada.
"Aie... Escada filha de uma égua! Vai ficar roxo!". Pensei dando um soquinho na madeira querendo extravasar minha raiva.
Recomecei a subir, agora com mais cuidado. Depois de sabe-se lá quanto tempo cheguei ao meu destino. Nem preciso comentar que estava cansada, dolorida e com umas pontadas irritantemente fortes no baço (acho q é lá q dói qnd a gente se esforça mto). Sem contar a falta de ar, a sede e o estado deplorável que me encontrava (cabelo meio solto, meio preso, roupa amarrotada e toda suada).
Curvei meu corpo e apoiei minhas mãos nos joelhos. Precisava urgentemente de oxigênio...
10:53 a.m.
Obs: Essa parte começa no fim do capítulo anterior
Olhei para o relógio.
"Cinco minutos. E então, temos um trato?"
"Aceita! Aceita! Aceita!"
"Quem você pensa que é para tentar me acuar com uma chantagem barata como essa?" Falou muito bravo.
"Owou (tipo aquele som q o icq fazia qnd chegava uma mensagem)... Deveria ter presumido que um plano tendo a Kikyou como peça chave iria dar merda..."
"Não é uma chantagem!". Tentei arrumar. "É uma troca de favores! Você me ajuda e eu te ajudo."
"Claro, uma troca de favores. Só que se eu não te ajudo você joga uma piranha pra cima de mim.". Falou/gritou dando alguns passos na minha direção.
"Lógico! Se eu não fizesse isso você nem ouviria o que eu tinha para falar". Falei/gritei fingindo não me importar com a proximidade dele.
"Você tem razão. Eu não iria te ouvir mesmo." Falou chegando mais perto ainda. Quando meu olhar encontrou o de Inuyasha, senti o mesmo que aconteceu na festa. Sentia-me presa ao seu olhar, não conseguia pensar nem raciocinar. Não consegui nem ter uma reação quando fui prensada pelo Inuyasha em uma árvore.
"Mas mesmo com a sua chantagem eu não vou participar do seu planinho.". Sussurrou perto da minha orelha. "Aprenda a lidar com seus problemas, bruxa."
"Ui..."
Não sei o que aconteceu depois desta frase. Acho que a grosseria do Inuyasha acordou meu cérebro que deu um solavanco nos meus neurônios e eu tomei consciência do que estava acontecendo. E claro, fiz o que qualquer garota que estivesse presa em uma árvore por um homem, muito lindo por sinal, principalmente por este ângulo, faria. Dei uma joelhada no meio das pernas dele.
Ela não teve o mesmo efeito que eu estava esperando (cair no chão e ficar gemendo de dor), aparentemente ser um hanyon nessas horas é uma vantagem, mas o Inuyasha soltou um AI e abriu uma brecha para minha fuga quando usou as mãos para proteger-se.
"Você é um dos meus problemas Inuyasha". Falei me colocando o mais longe possível das mãos dele. "Lide com isso agora!"
Não que eu seja muito covarde, mas meu sexto sentido estava gritando aos quatro ventos para eu sair correndo o mais rápido possível. Sair do campo de visão dele antes que a dor diminuísse e ele pudesse vir atrás de mim. E quando vi o Inuyasha apoiado na árvore que estávamos me lançando um olhar tipo vou te matar da forma mais dolorosa que existe´ eu percebi que meus sexto sentido estava totalmente certo.
Já que ele estava certo, então não havia o porquê de contrariá-lo. Peguei minha mochila que tinha caído no chão num momento que não me recordo e sai correndo. Corri tanto e tão rápido que em menos de um minuto já havia atravessado o pátio e subido um lance de escada...
11:23 a.m.
Bati na porta me apresentando e logo entrei.
"Pois não?". Perguntou uma senhora sem olhar para mim enquanto digitava alguma coisa num computador. Presumi que esta fosse à secretaria do reitor.
"Com licença, meu nome é Kagome Higurashi, tinha uma reunião com o reitor às onze horas." Falei olhando para o relógio pendurado na parede e arregalando os olhos.
"Puta que o pariu! Já são onze e meia?"
"Ah sim, o senhor Myoga esta a sua espera.". Falou desviando a atenção do computador e me olhando pela primeira vez. "Nossa senhora de Fátima! O que aconteceu com você?". Perguntou espantada.
"Ahm... Fui perseguida por um cão bravo." Inventei na hora.
"Coitadinha, sente-se aqui enquanto eu pego um copo de água para a senhorita.". Falou me empurrando para uma das varias cadeiras da sala de espera.
"Muito obrigada senhora mas já estou bastante atrasada.". Falei com um sorriso, falso, lógico. Se me sentasse à probabilidade de me levantar de novo iria ser quase zero. "Gostaria de falar logo com o reitor, mas aceitaria um copo de água."
"Claro, vou avisá-lo que a senhorita esta aqui." Retribuiu o sorriso e entrou em uma sala que ficava ao lado de sua mesa.
Os segundo em que fiquei sozinha foram suficientes para que todo o nervosismo que eu esqueci na correria voltasse.
"Kagome? Pode entrar.". Falou a senhora da porta da sala. "Já já levarei a sua água.
"Obrigada". Forcei um sorriso e entrei na sala.
"Bom dia Srta. Higurashai, fiquei sabendo que a srta. teve problemas para chegar aqui."
"As noticias voam."
"Bom dia Sr. Sim, tive um contra tempo. Desculpe pelo atraso". O que mais eu poderia dizer? Chutei o saco do filho do dono e sai correndo. Aliais, o cão bravo é ele´. Não é muito aconselhável para quem já esta na corda bamba...
"Por favor, sente-se." Falou apontando para uma das duas cadeiras que existiam na frente da sua mesa. Quando me sentei senti meus músculos da coxa pulsando.
TOCK TOCK
"Com licença sr Myoga.". Entrou a secretaria com uma bandeja nas mãos. Colocou um café na frente do reitor e um copo de água gelada a minha frente. Mas minha atenção estava toda voltada para a jarra que estava em cima da mesa, tão geladinha...
"Obrigada Kaede, vamos adiantar o assunto Kagome? A srta. sabe por que foi chamada para falar comigo?". Fui tirado do meu namoro com a jarra pelo reitor.
"Na verdade não sei sr.". Menti, lógico que eu sabia, esse motivo me deixou sem dormir varias vezes esta semana..
"Certo. Quando a srta. assinou o contrato da instituição na sua matricula a srta. concordou com os termos vigentes neste e com suas regra, estou correto?". Perguntou mexendo em alguns papeis.
"Ah não. Por favor não..."
"Esta." Minha voz saiu meio falha mas disfarcei tomando um gole d´água.
"E como uma das regras do contrato estava esta bem aqui...". Apontou para um dos parágrafos que falava que o bolsista não poderia se envolver em brigas, causar prejuízo etc.. "A srta. esta entendendo agora o porquê de ser chamada aqui?" Perguntou de novo.
"Não." Menti. Ele estava querendo o quê? Uma confissão? Nem morta...
"Chegou ao meu conhecimento que a srta. se envolveu em uma discussão em uma confraternização dos alunos. Estou certo?" Perguntou de novo. Esse cara já estava começando a me dar nos nervos. Por que ele fica perguntando se eu sei o que ele esta falando se ele sabe que eu sei?
"Não chegou a ser uma discussão Sr.". tentei convencê-lo. Não que eu estivesse mentindo também, a conversa´ com o Inuyasha na festa foi tão rápida que não pode ser considerada uma discussão, muito menos uma briga.
"Não? Então por que testemunhas que falam ter sido uma discussão?".
"Não acredito que ele tem testemunhas! Povo mais filho da puta!"
"Então me fale Kagome, se não foi uma discussão, o que foi?" É impressão minha ou ele ta começando a achar divertido me torturar?
"Esse cara ta me irritando muito!"
"Foi...". Ia dizer que só tinha sido uma conversa mas fui interrompida por novas batidas na porta.
"Com licença Sr. Myoga". Falou Kaede entrando e entregando um post it para ele que o leu rapidamente.
"Peça para que espere, já estou terminando com ela." Falou para a secretaria.
"Terminar com o que? Minha vida?"
"Não precisa falar nada Kaede, a pessoa sobre quem eu quero falar esta na sala, então não há motivo para ter que esperar ela sair." Inuyasha entrou na sala e sentou-se na cadeira ao meu lado.
"Inuyasha, esta é uma conversa particular, você terá que sair." Falou o reitor calmamente, como se já estivesse acostumado a lidar com ele.
"Ora Myoga, vocês também estão falando sobre mim. Qual é o problema de participar também? Se a Kagome não se importar eu posso ficar, não é?". Inuyasha olhou para mim e deu um sorriso malicioso, naquele momento eu percebi o porquê dele estar naquela sala e simplesmente gelei.
"Será que eu sou uma pessoa tão ruim para merecer tudo isso?...".
"Mas a Srta Kagome se importa, por isso dê o fora.". Falou o velho ficando meio irritado.
"Talvez tenha jogado pedra na cruz ou ter simplesmente dançado macarena em cima dela..."
"Verdade Kagome? Você se importa se eu participar da conversa?". Perguntou com uma voz cínica
"E agora? Eu me importo ou não? Pelo sorriso dele é melhor eu não me importar."
"Nem um pouco.". Menti
"Viu Myoga, ela não se importa. Podem continuar daonde pararam, fiquem a vontade.". Deu um sorriso cheio de dentes para mim.
"To ferrada.."
O reitor suspirou e voltou sua atenção novamente para mim.
"Então Kagome, o que foi?". Perguntou novamente.
"E agora? Falar que foi só uma conversa não vai colar graças ao Inuyasha. Por que esse cara insiste em fuder a minha vida?"
"Foi... uma conversa... num tão mais alto.". Arrisquei. Se o Inuyasha quiser me ferrar não a nada que eu posso fazer pra impedir mesmo...
"Uma conversa num to mais alto? Isso não é o mesmo que discussão?". Perguntou meio incrédulo
"Claro que não Myoga. A Kagome e eu não discutimos, nos estávamos conversando. As pessoas que interpretaram erradamente." Falou Inuyasha calmamente.
"O QUE?????" Arregalei os olhos.
"Espera um pouco Inuyasha, você quer dizer que dezenas de pessoas que presenciaram a cena da discussão interpretaram errado?". Perguntou num tom de quem não acreditava
"Exatamente. Se não fosse verdade por que eu iria falar isso, se tivesse sido uma discussão teria significado que nós não nos gostamos.". Ele falou calmamente.
"A gente se gosta?"
"O que você quer dizer com isso?". Perguntou o reitor interessando. Acho que esta conversa esta levando outros rumos..
"O sr. logo vai ver. Mas posso lhe assegurar que a Kagome e eu nos damos super bem". Deu um sorriso que gelou de novo a minha espinha
"Como é que é? Não to entendendo aonde ele quer chegar.."
"Bom... então os dois concordam que não estavam discutindo e que TODAS as testemunhas entenderam errado?". Perguntou num tom trocista.
"Sim". Respondemos ao mesmo tempo. Sabia que teria que me acertar com o Inuyasha mais tarde, mas só me preocuparia com isso depois.
"Hahaha.. A mentira de vocês é patética.". Falou destroçando toda a esperança que construí quando o Inuyasha me acobertou. "Mas como a srta. Kagome é uma boa aluna vou fingir que acredito nesse conto da carochinha.".
"Eu não vou perder minha bolsa? Yes!!"
"Mas.".Sempre tem um mas... "A srta. infringiu uma regra, por isso não posso deixá-la sair sem uma advertência. A próxima briga que a srta. se envolver irá acarretar na perda da sua bolsa de estudo, foi bem claro?". Perguntou o velho reitor
"Sim Sr.". Respondi
"Ótimo, então pode voltar para as suas aulas, espero nunca mais ter que chama-la aqui para falar sobre este assunto." Falou com um sorriso levantando, apertando minha mão e me levando para a porta. Inuyasha também se levantou e nos seguiu.
"Aonde pensa que vai rapaz?". Perguntou o reitor ao Inuyasha
"Para minha aula..." Respondeu ele.
"Não Sr, ainda tenho que conversar com você sobre aquele escândalo que você deu. Pode voltar a se sentar. Tchau srta. Kagome". Falou para mim e logo depois fechou a porta.
"Tenha um bom dia!". Me falou a secretaria que se chamava Kaede.
"A sra. também tenha um ótimo dia! Tchau". Falei com um sorriso de orelha a orelha.
Estava me sentindo mais leve, mais disposta, mais tudo. As coisas correram muito bem lá dentro. Quando sai do prédio o dia estava parecendo bem mais colorido. Estava começando a ficar preocupado com o que o Inuyasha poderia armar contra mim, conhecendo ele o pouco que conheço, já deu para perceber que ele não vai deixar barato aquela joelhada. Mas só vou começar a me preocupar com isso depois.
14:30 p.m.
Estava saindo da sala quando Eri, uma menina do curso, me chamou para tirar uma dúvida. Fomos juntas até a saída, não teríamos mais aulas hoje, isso significava que eu poderia ir para casa e dormir direito pela primeira vez na semana.
Saímos do prédio e vimos um carro preto conversível estacionado, não que eu fosse Maria gasolina, muito pelo contrario, não consigo nem diferenciar uma marca de outra, mas mesmo sendo uma leiga no assunto, dava para perceber que aquele era um PUTA carro.
"Uau... O que ele esta fazendo aqui?". Eri falou super interessada.
"Quem?". Perguntei querendo saber o por que de tanto interesse, não tinha a mínima idéia de quem era o dono do carro.
Quando deixei de focar o carro e prestou atenção na pessoa que estava encostada neste tive uma taquicardia. Inuyasha estava com óculos escuros e braços cruzados apoiado no carro. Assim que me viu acenou um oi deu um sorriso malicioso.
"Ele ta vindo pra cá? Ai meu deus!". Falou desesperada passando a mão no cabelo para ajetá-los.
"Eu hein... Tem louca pra tudo."
"Olá Kagome, oi... amiga da Kagome". Comprimentou Inuyasha tirando os óculos e prendendo-os na camisa. Isso fez com que ela abrisse um pouco deixando um pouco a mostra o peito dele. Eri engasgou com a própria saliva quando viu.
"Oi Inuyasha. Tudo bem com você?". Respondeu com um sorriso de orelha a orelha.
Inuyasha fez um aceno afirmativo e voltou-se para mim.
"E ai? Vamos?". Perguntou
"Vamos pra onde? Que eu me lembre não marquei de sair com você.". Eri quando ouviu o que disse soltou um muxuxo de indignação. Nos dois olhamos para ela que ficou vermelha
"Até amanhã Kagome, tchau Inuyasha.". Falou praticamente sumindo depois.
"Que história é essa de 'vamos'?" Perguntei quando Eri já estava a uma distância segura.
"Nós temos assuntos pendentes querida.". Sorrio mostrando os caninos.
"Pode guardando os dentinhos tótó, não tenho medo deles." Inuyasha parou de sorrir na hora e me lançou um olhar gelado que não fez nenhum efeito. "Não me lembro de ter nenhum assunto pendente com você." Diminui meu tom, chegando quase a sussurar. "Que eu saiba você não aceitou minha oferta, não sei o por que de você ter me acobertado na sala do reitor, mas você fez isso porque quis, não tenho nada haver com isso." Sabia que isso não iria colar, mas não dizem que a esperança é a ultima que morre? Não custava nada tentar...
"Aqui não é lugar para falar sobre isso. Entra no carro." Falou dando as costas para mim e apertando um botão no controle do alarme para destravar o carro.
"Você acha que eu vou entrar nesse carro? Vai sonhando..".
"Por quê? Tem medinho que eu faça alguma coisa com você?". Perguntou com desdém
"Exatamente.". Inuyasha soltou uma gargalhada.
"Relaxe garota, nunca iria sujar minhas mãos com você. E alem do mais, por que eu iria fazer alguma coisa contra você tendo varias testemunhas que te viram conversando comigo, deixa de besteira e entra no carro.".
"Com quem você pensa estar falando? Não sou as menininhas trouxa que você pega."
"Você se tem em tão alta conta garota.. Você não é tudo isso que pensa ser."
Soltei um suspiro, aquela conversa já estava começando a se tornar repetitiva, se eu respondesse agora iríamos começar com a velha troca de 'elogios'
"Ok Inuyasha.. Se eu não entrar nessa porcaria de carro você não vai me deixar ir embora, não é verdade?" Perguntei com uma expressão entediada.
"Sim". Simplesmente respondeu.
"Ótimo" Falei abrindo a porta e me enfiando dentro do carro. Estava morrendo de sono eu não dormia direito há dias! Merecia um descanso "Se você tentar alguma coisa vai se arrepender" Avisei quando ele sentou no banco do motorista e impregnou o carro com seu cheiro. Fiquei meio anestesiada pelo perfume, mas me recuperei antes que ele percebesse.
"Bla, bla, bla" Tirou uma da minha cara enquanto ligava o carro.
"Por que você esta dando ignição?"
"A gente esta dentro de um carro, carros foram feitos para andar.." falou sarcástico.
"Nossaaaaaa o Inuyasha sabe ser sarcástico. Que evolução."
"Jura?? Mas normalmente eles tem um destino aonde eles param de andar." Respondi com a mesma moeda.
"Sei lá, ficar dando voltas no quarteirão. Tanto faz..." Falou dando os ombros.
"Então gaste seu combustível com alguma coisa útil e me leve para casa.". Se minha mãe estivesse nesse carro iria tomar duas broncas. Uma por ser mal educada e outra por ser folgada, mas quem esta no carro era o Inuyasha, que não era nem um pouco educado, então não pegava nada.
"Você pedindo com esse jeitinho doce não tem como negar.". Falou irônico.
Não sei por que, mas achei graça do comentário e pela primeira vez sorri para o Inuyasha, ele parecia não estar preparado para aquela reação, pois ficou meio (bem pouquinho) vermelho. Resolvi falar alguma coisa para quebrar o clima chato.
"Ah, cala a boca.". A frase do ano. Poderia ter sido um pouquinho mais original Kagome..."Vira à esquerda ali". Falei apontando a rua que ele devia virar.
Inuyasha dirigia em silêncio enquanto eu olhava a paisagem pelo vidro, já estávamos perto de casa quando decidi falar alguma coisa.
"Hum... E então? Não vai falar nada?". Perguntei olhando para uma mulher que atravessava a rua com um bebê.
"E verdade, já tinha me esquecido. Você será a minha nova namorada.". Falou calmamente acelerando o carro.
"Você cheirou meia? Eu não vou ser sua nova namorada...". Disse indignada
"Você vai ser sim porque, primeiro, você me deve. Lembra que eu acobertei sua estória?". Abri a boca para falar que não devia nada a ele e que ele fez porque quis, mas ele me cortou. "Não adianta falar que eu fiz por que quis que você sabe que não é verdade.
"Mas você fez sim. Quando eu propus esse plano você desdenhou." Falei um pouco alterada.
"Segundo". Continuou como se não tivesse me escutado. "Você me agrediu, AGORA eu posso fazer você perder a bolsa. Você ouviu o aviso do Myoga.
"Você esta me chantageando?" Perguntei quase pulando no pescoço dele.
"Não é uma chantagem. É uma troca de favores, você me ajuda e eu te ajudo.". Falou sarcástico.
"Você é um canalha Inuyasha!". Gritei
"Por quê? Se eu faço chantagem com você eu sou canalha, mas você fazer comigo você não é?". Gritou também.
"A minha situação era diferente. Eu estava desesperada, com medo de perder minha bolsa e só você poderia me tirar daquela cilada porque você me colocou nela!". Mais gritos
"Por que você insiste em falar isso? Eu não te dedurei! Se eu te dedurasse eu iria me ferrar junto, ou você não percebeu que eu também tenho bolsa?
"Você tem bolsa? Mas você é filho do dono!". Voltei ao tom normal.
"E você achou que só por causa disso eu comandava a universidade? Eu também tive que fazer uma prova, eu também levei um sermão do reitor por discutir com a Kikyou, só que meu esporro foi bem pior que o seu, já que o reitor é meu tio!". Disse bravo.
"Mas me disseram que você...". Comecei a falar meio chocada.
"As pessoas dizem muitas coisas, principalmente sem saber. Você já deveria estar acostumada a isso.". Disse num tom calmo. "Direita ou reto?"
"Reto.". Estava me sentindo péssima. Inuyasha não parecia ser o crápula que costumei pensar nos últimos dias e ainda estava me levando para casa mesmo depois de tantas patadas.
"Desculpa". Falei baixinho fazendo ele olhar para mim.
"Desculpa por te julgar.". Repeti um pouco mais alto.
"Tudo bem. Você não foi a primeira e nem vai ser a ultima". Respondeu prestando atenção na rua. Senti um aperto no coração.
"Estou muito emotiva hoje. Fala sério... sentindo pena do Inuyasha!"
"Eu te ajudo a se livrar dela.". Falei antes que me arrependesse, afinal quanto tempo poderia demorar para Kikyou sair do pé dele, um, dois meses, quatro meses no maximo... "Pode parar aqui.". Falei apontando para minha casa. "Mas só te ajudo com uma condição: você não vai tentar se aproveitar.". Inuyasha deu um risada.
"Pode ficar tranqüila, você não faz meu tipo". Respondeu sorrindo.
"Affe.. sem comentários...". Sai do carro e fui em direção às escadas da minha casa.
"Ei Kagome!". Ouvi Inuyasha me chamar.
"Sim?". Me virei.
"Suas coisas.". Falou levantando minha mochila.
"Ata..' Falei voltando para pegar minhas coisas. Para economizar tempo, enfiei minha cabeça pela janela do Inuyasha e a peguei. Assumo que esta foi uma idéia de girico, pois quem olhasse de fora pensaria que eu estava beijando quem estava dentro do carro. Maldito vidro fumê..
"Kagome?". Ouvi minha mãe chamando, coloquei a cabeça para fora do carro.
"Oi mãe." Falei inocentemente.
"Quem esta ai com você?" Perguntou esticando o pescoço tentando ver quem estava no carro.
Inuyasha percebendo esse interesse saiu do carro e colocou-se na frente da minha mãe.
"É um prazer conhece-la senhora. Sou Inuyasha Taisho, namorado da sua filha." Falou cumprimentando minha mãe com um sorriso no rosto. Minha mochila pela segunda vez no dia foi parar no chão quando eu entrei em estado choque.
"Ele acabou de falar para minha mãe que é meu namorado? O Inuyasha cheirou meia, certeza..."
"Namorado? Por que você não me contou Kagome?". Perguntou meio desconfiada.
"Nós começamos agora.". Ele respondeu por mim, já que eu estava muito ocupada tantando controlar minha vergonha e raiva.
"Hum, então vamos entrar. Gostaria de conversar com você." Minha mãe fez sinal para que subisse as escadas.
"Sinto muito sra, mas hoje não poderei ficar. Tenho um compromisso daqui a pouco. Aliais.." Olhou para o relógio. "Já estou atrasado. Foi um prazer conhece-la". Apertou a mão de minha mãe novamente. "Até amanhã Kagome". Falou me dando um selinho que me arrepiou inteira.
Não tive tempo nem de ter alguma reação, Inuyasha já havia entrado no carro e dado partida. Na verdade só consegui ter todas as minhas atividades celebrais quando ouvi a buzinada de despedida.
"E então Kagome, que história é essa?".
Oi Leitoras!!
Nossa, esse cap penou para sair, quando já tinha escrito metade dele tive um ataque de vamos-apagar-arquivos-obsoletos-do-pc e deletei o cap junto por engano... Fiquei com mta raiva e perdi a vontade de escrever por uns dias. Mas para não deixar vocês sem atualização passei 3 hrs na frente do pc reescrevendo e escrevendo o cap... Não achei que ele ficou muito bom (está muito forçado!), mas espero compensar no próximo!
Ah, o excesso de palavrões serve pra demonstrar o quão brava a Kagome estava. Nos próximos caps não terão tantos... A kagome vai ficar mais calminha namorando com o Inu, huaahuh
Vamos asReviews!
Kagome Juju Assis- HeheheheheAinda estou bolando mtas coisas para a Kagome fazer com a Kikinojo.. Espero q tenha gostado desse cap tb pq ele deu trab em dobro, hehehe
TaMiReS ScAbIaN LeE- Eu n li todas não Tami.. Só li aquela que vc fez o manifesto para as escritoras. Quando tiver tempo dou uma passada nas outras! E a Kagome não é a aluna mais inteligente, ela só é muito esforçada e enxerga oportunidade rsrsrs. Espero q tenha gostado.
Maiyu .Mad.Hatter.- Na verdade nunca ouvi falar... Sou totalmente desatualizada e desinformada sobre anime e manga... Os únicos mangas que li foram da SM e Inu pq achei de graça na net.. nos animes a lista e só um pouquinho mais comprida. E a Kagome é exagerada mesmo hehe
Lory Higurashi- Gostou do cap Lory? Talvez no próximo eu faça mais foras pra sua personagem 'favorita'. rsrs
Jessicalpc- Ainda pretendo fazer ela passar por mta coisa. Espero q tenha gostado.
Lilly Angel88- Aeeeee! A primeira que falou sobre a cena da mãe da kagome! Essa deu trabalho pra deixar daquele jeito, mas alguém gostou. Viva \o/!
valeriachan- Oi valeri! Novas leitoras são sempre bem vidas! Rsrs. Eu sou pau pra toda obra, gosto de tudo menos pagode. Que bom q vc esta gostando da fic! Me deixa mto feliz XD
Sylvana Melo- Mais uma!! Eu adorei escrever essa parte, ri pacas (pois e.. eu do risada das minhas próprias piadas... eu sei, patético, huahau) que bom que vcs estão gostando!
Hanari- Nossa! Fiquei emocionada.. Adorei saber q vc gostou tanto da fic.
Muito Obrigada meninas, são os reviews de vcs que me fazem ter vontade de escrever ou reescrever a fic rsrsr
Vamos lá gente, o cap pode n estar tão legal qnt o anterior mais deu trab dobrado! Mandem Reviews com opiniões!!
Possível nome para o próximo cap:
A Nova Namorada de Inuyasha
Beijos
Izayoi-chan
