Bem, voltei com mais um! Não escrevi mais nada porque passei meu final de semana fazendo trabalhos e cuidando da vida! ~às vezes é necessário kkk. Espero que gostem do capítulo e divirtam-se!
E, poxa, quase não postei essa semana pelos comentários... mas não vou desistir ainda! Espero que estejam aí, lendo e acompanhando esta história maravilhosa da Michelle Reid!
Enfim, boa leitura e divirtam-se!
P.S.: Sempre responderei aos comentários no final do capítulo! :3
Capítulo Quatro
Oh, por favor, não, pensou Hina, tão horrorizada por saber que Sasu estava pretendendo levar aquela cena romântica tão longe que seus lábios se fecharam para impedir um gemido de protesto. Mas a contrariedade ficou clara em seus olhos quando ela desceu as escadas trajando um vestido verde-claro que deixava seu corpo bem delineado e terminava na altura dos joelhos.
Sasu já esperava por ela no fim da escada. Ele também havia trocado de roupa, e vestia agora uma calça marrom-clara e uma camiseta simples que dava-lhe um ar casual e estiloso, além de uma sensualidade muito grande.
Ele olhou para ela e algo em seu olhar fez com que Hina sentisse as pernas bambas e o coração acelerar. Em seguida, a expressão desapareceu e ele esticou o braço em silêncio para que ela descesse o restante dos degraus.
Quando ela se aproximou o bastante, Sasu segurou sua mão e a direcionou para ele. Os lábios dele pousaram em sua têmpora; ela sentiu o calor do corpo dele em contato com o seu.
— Linda — sussurrou ele.
E você também, Hina pensou, mas não disse nada.
— Aonde vamos? — perguntou, consciente de todas as pessoas que os cercavam.
— Para onde os recém-casados vão. — Ele pegou o casaco creme que ela carregava dobrado no braço. — Para algum lugar onde possamos ficar sozinhos.
— Mas não quero ficar sozinha com você. — Ela franziu a testa enquanto colocava o casaco sobre os ombros.
— Não quer? Estou arrasado. — Ele disse aquilo com sarcasmo.
— Pensei que fôssemos ficar aqui. Não podemos ficar? — Ela olhou para ele com ansiedade. — Estou acostumada com o lugar. É... confortável.
Retirando o cabelo de Hina delicadamente de baixo do casaco, Sasu parou para observá-la, com uma expressão estranha nos olhos negros. Em seguida, ele sorriu e disse:
— É tradição mudar de lugar.
Hina aproximou-se mais dele, sussurrando de modo contido contra o pescoço dele.
— Que bobagem.
— O quê?
— O resto. — Seus olhos passaram rapidamente pelas pessoas que aguardavam. — Se temos de ir embora, eles não têm de ir também?
— Quer que eu expulse nossos convidados? — Ele parecia surpreso.
— Os seus convidados — Hina o corrigiu.
— Veja, cara — ele disse. — Você não quer se atracar novamente comigo... principalmente diante de tantas testemunhas.
— Só estou dizendo que deveríamos ficar...
Ele se moveu com tanta delicadeza que ela não percebeu. Em um segundo, estava ajeitando o casaco ao redor dos ombros de Hina; no segundo seguinte, seus dedos compridos envolviam o corpo dela e, com uma força controlada, ele a puxou para perto de seu peito e a discussão terminou com um beijo do tipo que a deixava sem fôlego.
Ela percebeu vagamente o burburinho que se espalhou pelo salão enquanto o primeiro arrepio de tensão a tomava depois de dias. O prazer percorreu-lhe o corpo, fazendo com que levantasse as mãos contra o peito de Sasu para tentar afastá-lo. Mas ele não se moveu e não parou de beijá-la, e o calor do beijo fez com que ela se curvasse contra ele. O casaco cuidadosamente colocado sobre os ombros escorregou e caiu ao chão, aos pés de Hina, e os braços de Sasu a envolveram com mais intensidade... alguém disse uma coisa engraçada, outra pessoa riu baixinho.
Sasu diminuiu a pressão nos lábios dela com beijos suaves.
— O show deve continuar, cara — ele sussurrou.
Assustada demais com o lembrete feito em público, Hina engoliu em seco, de maneira tensa, e concordou. Então, os aplausos começaram quando Sasu deu um passo para trás. Abaixando-se para pegar o casaco no chão, ele o lançou casualmente sobre o ombro e ficou em pé de novo e voltou-se para a platéia para fazer uma saudação em tom de brincadeira. Os risos se somaram aos aplausos. Hina olhou para baixo e detestou sentir suas faces corarem.
Assim que ele segurou sua mão e a levou para fora, Hina viu o helicóptero no gramado novamente e isso a fez se lembrar de seu pai. Ela virou-se rapidamente para Sasu e disse:
— Não posso sair daqui sem ver meu pai. — Ele ficou tenso ao lado dela.
— Ele já partiu para pegar o voo de volta a Gatwick — ele disse.
Por um minuto Hina não conseguiu respirar. A sensação de rejeição era tão grande que simplesmente olhou para Sasu enquanto seu rosto empalidecia.
Desconfortável, ele a guiou pelo gramado e a colocou dentro do helicóptero. Poucos minutos depois, eles estavam acima da parede temporária de lona branca e virando-se para ficar de frente a um lago onde uma grande frota de diversos barcos se aglomerava, com o exército de profissionais da imprensa em movimento, sem dúvida tentando tirar uma foto da partida.
Ao lado de Hina, Sasu fez um movimento tenso com o corpo.
— Ignore-os — disse. — Logo eles se cansarão dessa brincadeira e passarão a perseguir uma nova notícia.
Por mais estranho que parecesse, ela não se preocupava mais com quantas fotografias idiotas eles conseguissem fazer.
— Ele foi embora sem se despedir de mim — sussurrou. Era só isso o que importava.
— Ele tem um negócio para salvar. — Sasu nem sequer tentou fingir que não sabia de quem ela estava falando. — Você precisa entender que a Hyuuga's é prioridade para ele neste momento.
— Oh, sim. Obrigada — disse ela— pela desculpa esfarrapada.
Depois disso, terminaram a viagem com a expressão impaciente dela e o silêncio impassivo dele. Hina olhou pela janela enquanto o helicóptero sobrevoava o lago azul e brilhante. Uma hora depois, estavam atravessando a pista do Aeroporto Linate para entrarem em um avião particular que trazia o logotipo da De Santis em sua fuselagem branca e reluzente.
O interior da aeronave era luxuoso. Sasu a acomodou, disse algo a um atendente que passava e saiu para conversar com o piloto.
Dois minutos depois ele estava de volta, e os motores foram acionados. Ele sentou ao lado de Hina e prendeu seu cinto de segurança, pedindo a ela que fizesse o mesmo.
Alçaram voo nos céus de puro azul e ela ainda não fazia idéia de para onde estavam indo. Na verdade, não se importava. Aquele tinha sido o pior dia de sua vida e no momento ela se sentia um desastre, como se funcionasse por puro instinto e nada mais.
— Eu o mandei de volta enquanto você se trocava — disse Sasu repentinamente, fazendo com que ela virasse o rosto para encará-lo.
Ele estava sentado ao lado dela, aparentemente tranqüilo, mas Hina percebeu a tensão ao redor de sua boca.
— Por quê? — perguntou ela. Ele observou o rosto de Hina.
— Ele a magoa. Ele a magoa?
— Ele é o meu pai — Hina respondeu rapidamente. — Ele pode me magoar!
— Sou seu marido — replicou ele. — Posso tirar tudo o que a chateia de sua vida.
Hina fitou-o com extrema desaprovação.
— Você me magoa. Isso quer dizer que vai se manter longe de mim?
— Não enquanto estivermos a três mil quilômetros do solo. — Ele sorriu, parou de sorrir e suspirou. — Pare de lançar essa raiva contra mim, Hinata, e me explique por que seu pai pensa que pode tratá-la como a tratou hoje.
Então ela contou a ele sobre sua mãe com uma voz fria, direta e digna, sem saber que Sasu observava todas as expressões que cruzavam seu rosto, porque se recusou a olhar para ele enquanto falava.
— Então, entenda — ela concluiu — que ele vê seus maiores medos se materializando no dia de nosso casamento.
A aeromoça se aproximou com café e sanduíches, interrompendo a conversa enquanto ele passava tudo de uma bandeja à mesa baixa diante deles. Sasu fez um sinal para dispensar a aeromoça e inclinou-se para servir o café.
— Você se parece com sua mãe? — perguntou ele por curiosidade.
Hina fez um gesto positivo com a cabeça.
— Sou como um lembrete constante do que ela fez.
Ele entregou-lhe uma xícara com café quente.
— E onde ela está agora?
— Ela... morreu há dois anos. — Sua voz ficara tão embargada que ela bebericou o café para disfarçar... e franziu a testa ao sentir o sabor doce e amargo ao mesmo tempo.
— Você colocou açúcar.
— Você não toma com açúcar?
— Não — disse ela e perguntou com curiosidade: — Você toma?
Recostando-se na poltrona, ele tomou um gole de sua xícara.
— Não sabemos muito um sobre o outro, não é?
Não, pensou Hina, não sabemos.
— Você bebe seu café com açúcar ou não? — insistiu ela.
— Forte, puro e doce — respondeu ele, e virou a cabeça para ela, com os olhos negros mais escuros que o normal e deixando transparecer uma expressão que ela não conseguiu distinguir.
Mas sentiu um arrepio e franziu a testa, tentando entender o motivo. O assunto discutido só ficaria mais seguro se eles começassem a falar sobre o clima.
— Ao que me parece, cara — ele disse —, sua família é tão problemática quanto a minha, o que nos deixa mais em sintonia do que você imaginava.
Abrindo a boca para discutir com ele, ela pensou melhor e não o fez, pois percebeu que tinha razão.
— Mesmo assim, continuo não gostando de café com açúcar — disse ela com firmeza e pousou a xícara sobre a mesa.
Ele apenas riu e chamou a aeromoça para que trouxesse outra xícara.
Por algum motivo que não atinava, seu humor melhorou. Até comeu dois sanduíches e sentiu-se começar a relaxar.
—Aonde estamos indo? — por fim ela decidiu perguntar.
— Bem, a pergunta demorou a ser feita — disse Sasu, levantando-se. —Ao Caribe — disse sorrindo ao abrir o que era um armário com bebidas e pegou uma garrafa. — Tenho um lugar lá, escondido em uma ilha paradisíaca apenas com pelicanos para nos fazer companhia... aceita um? — Ele se virou para mostrar a ela algo que parecia conhaque.
Hina recusou com um movimento de cabeça.
— Está com medo de ficar embriagada de novo?
— Estou com medo de dormir.
— Para sua sorte — ele voltou com dois copos e se sentou novamente —, dormir nesse avião não é problema, pois temos uma cama na qual podemos deitar no fundo da cabine.
Com a expressão mais calma que conseguiu demonstrar, ele esperou que o olhar nervoso dela se voltasse para a porta da cabine e silenciosamente ofereceu-lhe o copo. Ou ela aceitaria a bebida ou teria de tolerar mais alguns comentários sarcásticos feitos por ele, e Hina sabia disso.
— Com um voo de nove horas pela frente, com ou sem o conhaque, você vai sentir necessidade de usar aquela cama.
— Com ou sem você? — disse ela antes de conseguir se conter.
Os olhos negros dele brilharam.
— Isso foi um convite?
— De jeito nenhum! — negou ela.
— Então beba o conhaque — ele disse. — Você estará segura comigo... por enquanto.
Foi o por enquanto que fez com que ela se sentisse nervosa, mas foi o tom de desafio na voz dele que fez com que pegasse o copo e o virasse de uma vez.
— Não foi uma boa idéia, cara — disse ele ao observá-la tossir quando o conhaque desceu queimando sua garganta.
Ele tinha razão; não tinha sido uma boa idéia. O conhaque foi direto para a sua cabeça. Ela agüentou uma hora inteira se esforçando para se manter sentada, mas acabou sucumbindo à necessidade de se deitar e fechar os olhos.
Sasu se ofereceu para ajudá-la a atravessar a cabine. Ela recusou a ajuda com uma dignidade firme e teve muita dificuldade para chegar ao pequeno banheiro sem tropeçar.
Alguns minutos depois, vestindo apenas o sutiã e a calcinha, ela estava encolhida sob um cobertor macio e coberta pelo lençol mais macio, e adormeceu com a cabeça latejando.
Ela dormiu durante horas, não soube quantas, e acordou na cabine semiescura com o som abafado dos motores do avião para lembrá-la de onde estava.
Sua cabeça estava mais leve e ela se sentia bem melhor do que quando havia se deitado. Também estava com fome, mas a idéia de sair da cama confortável, vestir uma roupa e enfrentar Sasu fez com que se virasse na cama com a intenção de ficar exatamente onde ela... Ficou chocada quando o viu. Ele estava deitado de bruços ao seu lado a cabeça apoiada no travesseiro perto do dela e os grandes ombros nus brilhando sob a luz que saía da luminária ao lado.
Hina estava completamente relaxada, mas logo começou a ficar tensa. No entanto, quando percebeu que ele estava adormecido, a tensão foi embora novamente num suspiro de alívio.
Os cílios pretos e sedosos estavam fechados tranqüilamente perto de sua face e a boca relaxada como ela nunca vira, a forma sensual ainda mais bonita em repouso. O cabelo estava despenteado, revelando uma onda preta e brilhante que ela não havia notado antes.
Tomada por uma curiosidade à qual ela sabia que não deveria se entregar, Hina deixou seus olhos percorrerem os braços dele, jogados contra o travesseiro, os largos ombros e as costas morenas expostas porque o cobertor havia descido.
Hina segurou sua parte do cobertor, colocando-o cuidadosamente sobre o ombro porque a nudez dele fazia com que se lembrasse de que também estava despida.
Estaria ele nu... completamente nu? A intimidade da situação foi percebida por ela. Seu olfato ficou aguçado e ela sentiu o cheiro dele, fresco, porém irresistivelmente masculino a ponto de fazer com que Hina passasse a língua levemente sobre os lábios, por motivos que ela se recusava a analisar.
E a pele que cobria os músculos que davam forma ao corpo dele tinha um brilho que fez com que ela pensasse em óleo de bronzeamento, apesar de saber que o efeito era resultado de sua morenice natural.
Seu marido, ela pensou, tentando entender como era ser esposa dele, e ainda achava a idéia estranha, assim como era estranho o fato de os dois estarem deitados ali, juntos na cama.
— Cinzas — uma voz forte e calorosa murmurou.
Hina se assustou, os olhos direcionados ao rosto dele. Sasu estava acordado. Ela ficou tensa, segurando o cobertor. Teria saído da cama se não soubesse que estava vestindo apenas o menor sutiã verde já confeccionado e calcinha verde, que formavam um conjunto.
— Sensualmente cinzas suaves... não, não se afaste — ele disse quando ela tentou fazer isso e com um movimento de corpo ele ficou deitado de lado e apoiou a cabeça na mão para poder olhar para o rosto dela e para os cabelos negros que se espalhavam pelo travesseiro.
— Bellissima — disse ele suavemente. — La signora bella De Santis.
— Não — negou ela. — Pare de me chamar de bela.
— Criatura estranha. — Ele sorriu, esticando o braço para retirar uma mecha que lhe caía sobre a sobrancelha. — Você tem o rosto mais belo que já vi numa mulher e a determinação mais fascinante para negá-la. Adoraria saber por quê.
— Não vou responder a esse tipo de galanteio... — a mecha voltou a cair e Hina o afastou, franzindo a testa — só porque você...
Sua voz falhou e ela apertou o lábio inferior com os dentes quando percebeu o que estava prestes a dizer.
Movendo-se mais para perto para que ela sentisse os pelos de seu peito roçarem na pele do braço, ele perguntou:
— Porque eu... o quê? Porque estamos casados e... aqui? — ele terminou e disfarçou certa surpresa quando uma de suas pernas tocou as dela.
— O... que acha... que está fazendo? — ela perguntou.
— Ficando à vontade com minha esposa.
Ela soltou o cobertor para poder usar as mãos para empurrá-lo, mas seus sentidos foram surpreendidos quando sentiu o calor do corpo musculoso dele e os pelos do peito contra as palmas de suas mãos. A situação toda foi um grande choque, pensou, tomada pelo calor da perna dele sobre as dela e a expressão que demonstrava enquanto continuava olhando para ela, de maneira suave, delicada e sonolenta o bastante para fazer com que os cílios longos disfarçassem o brilho de caçador contido naqueles olhos.
Ela até conseguia sentir o bater constante do coração dele na parte em contato com seu braço. Ele se inclinou e a beijou, não com paixão, mas sim suave e delicadamente; mesmo assim ela afastou a cabeça, sentindo-se tomada pelo calor, pela força e pela proximidade.
— Pare de ter medo — disse ele delicadamente. — Não vou machucá-la.
— Mas eu não...
— E é comum que se beije o homem com quem você acorda.
Ele esperava que ela o beijasse? De jeito nenhum, ela pensou e respondeu balançando a cabeça em negativa.
— Então espera que eu a beije? Não é muito justo, cara, mas... tudo bem — disse e sua boca encontrou a dela novamente, mas dessa vez contornou os lábios de Hina com a língua, e delicadamente posicionou-se entre eles até que se rendesse e os entreabrisse. Ela permitiu que Sasu a experimentasse com uma lentidão sensual, tirando seu fôlego.
Quando ele se afastou novamente, o coração dela estava batendo com tanta força e os lábios tremiam em protesto por ele ter se afastado.
— Uma maneira nada mal de se começar um novo dia — ele murmurou.
— Ainda está escuro lá fora — Hina conseguiu dizer.
— Mas já passou da meia-noite — ele disse, afastando-se um pouco para apoiar a cabeça em sua mão novamente. — Você dormiu por horas. Perdeu nosso primeiro jantar juntos como marido e mulher e me deixou sozinho pensando o que poderia ter feito com que minha contida esposa virasse um copo de conhaque como se fosse uma alcoólatra inveterada.
Hina corou.
— O fato de eu não estar acostumada a beber não faz com que seja contida.
— Incontida, então?
O que queria dizer? Que ela havia se comportado como uma tola de cabeça quente? Provavelmente ele tinha razão, aceitou com relutância.
— Bem, estou com fome agora — ela disse com uma voz perto do normal, quando sentiu o coração bater forte. — Então... se você tirar sua perna, vou me levantar e...
A voz dela desapareceu diante de um leve aceno de cabeça de Sasu.
— Relaxe — ele disse. — Não vou consumar nosso casamento aqui, nesse lugar nada romântico, mas quero um pouco mais do que você tem me dado... muito mais — ele disse ao baixar a cabeça de novo, e dessa vez não havia delicadeza alguma em seus movimentos.
Sua boca tomou a de Hina com uma masculinidade profunda, doce e sensual, e ele a pressionou contra o travesseiro com o peso de seu corpo, tirando-lhe o fôlego.
Hina sentiu o calor emanar de todas as células de sua pele, o gosto e o cheiro e a paixão avassaladora fizeram com que soltasse o cobertor para se agarrar com força em Sasu.
A garantia que ele lhe dera de que não transformaria aquilo em algo para o qual ela não se sentia pronta forneceu a desculpa de que precisava para baixar a guarda e retribuir os beijos de Sasu com fervor, as costas arqueando-se sob a pressão do corpo dele. Mal notou quando ele afastou o cobertor de uma vez, apenas aproveitou o prazer que sentiu quando ele acariciou sua coxa nua.
Afastando os lábios, ele disse com um brilho forte nos olhos:
— Sua pele parece seda... —As palavras soaram roucas e excitantemente instáveis. E então ele fez Hina gemer quando voltou a beijá-la, as mãos acariciando a linha fina de sua calcinha e a barriga lisa, o calor da pele de Sasu contra sua pele muito sensível, fazendo-a tremer enquanto ele passava as mãos sobre suas costelas em direção aos seios.
O pânico a tomou de repente, das pernas expostas ao pescoço, em um rompante de consciência enquanto ele acomodava com os dedos os seios fartos mal cobertos pelo tecido do sutiã. Ela tentou afastar-lhe a mão, mas ele segurou seu pulso com a outra mão, e a respiração dela pôde ser ouvida quando ele afastou a mão para poder dar beijos úmidos em seu pescoço e sobre o outro seio.
Ela gritou e enlouqueceu sob ele quando sua língua alcançou o mamilo, fazendo com que uma onda de calor a tomasse, deixando-a zonza. Ele voltou a beijá-la na boca, deslizando a mão sob seu corpo para puxá-la para si. Quando Hina percebeu, o fecho de seu sutiã tinha sido aberto e ele a havia deitado de costas novamente contra os travesseiros.
— Você é linda — ouviu Sasu dizer em meio a suas sensações confusas.
Mais uma vez ele a beijou, entrando em contato com a maciez quente de seus lábios e explorando profundamente com a língua enquanto voltava a acariciar o seio, dessa vez nu e tão receptivo a seu toque que Hina gemeu em protesto, sentindo um grande prazer e segurando-lhe a cabeça, os dedos como garras entre seus cabelos.
Ele a beijou e acariciou sem parar. Hina conseguiu sentir os tremores do corpo dele e a tensão de seu corpo, e escutou seu gemido enquanto o beijava, quando ele pressionou o mamilo rígido na palma de sua mão.
Ela deveria ter parado tudo ali, mas não parou.
Deveria ter sabido que, quando uma mulher estremece contra o corpo de um homem, o leva à loucura. Mas ela estava gostando do que ele a fazia sentir e desejava mais.
As mãos dele estavam por todas as partes agora, acariciando-a e aprendendo o que a fazia gritar e o que a fazia gemer de prazer.
A pele dele parecia seda quente contra as palmas de suas mãos. Hina nunca havia sentido tamanha perda de controle de seu corpo e dos sentidos. Estava ofegante e gemia, e ele respirava rápida e descompassadamente.
Hina deveria ter voltado à realidade ao sentir a força da ereção dele contra sua coxa no mesmo momento em que ele escorregou a mão entre as pernas e apossou-se de sua intimidade... mas a realidade estava longe dali. Ela estava perdida em uma tempestade de prazer. A sensação percorreu suas veias e carne e ela não fez nada enquanto os dedos dele se moldavam e se moviam contra seu corpo, com a outra mão entre seus cabelos, e o calor do beijo era tão grande e intenso que ela estava quase fora de controle quando ele disse:
— Sabia que você faria isso comigo... — Ele afastou os últimos vestígios de pano para liberar o caminho de modo que pudesse sentir tudo ainda melhor.
Hina não estava preparada para a força daquele toque. Não conseguiu controlar sua reação. Arqueou-se e prendeu Sasu em seu beijo como se fosse a única maneira de sobreviver ao que sentia. Ele sussurrava coisas que Hina não compreendia e enchia seu corpo com uma sensação desconhecida para ela.
Em seguida, ele fez um movimento para tirar-lhe a calcinha e foi o palavrão que sussurrou que trouxe Hina de volta à terra. O pânico a dominou como um monstro, e se afastou dele com força impulsionada pela adrenalina que lhe percorria as veias. Olhou rapidamente para o rosto de Sasu, que demonstrava estar confuso e chocado, e escapou dele. Levantou apoiando-se em suas pernas trêmulas e sentidos confusos ao pé da cama.
O silêncio que se fez dava a impressão de que não havia ninguém na cabine, exceto pelo som de sua respiração ofegante. Seus olhos pareciam tão grandes, intensos e assustados que ela mal conseguia ver Sasu.
— Você... disse — ela conseguiu dizer.
— Eu sei o que eu disse — interrompeu ele.
Hina tentou ajustar os olhos e ousou olhar para ele ainda deitado, com seu corpo maravilhosamente nu. Ele havia coberto os olhos com um braço e sua boca estava fechada. Incapaz de não olhar para ele, ela viu a evidência clara de seu desejo destacado entre os pelos escuros.
Chocada pelo desejo que sentiu, ela se virou sem a menor idéia do que faria em seguida.
Pule sobre ele, uma voz maldosa dentro dela sugeriu.
— Meu Deus — disse, no entanto, baixando a cabeça para cobrir os olhos com as mãos. Não conseguia acreditar que tinha chegado àquele ponto... não conseguia acreditar que confiara na promessa feita por ele!
— Você tem costas muito sensuais — disse ele de repente, fazendo com que os cabelos pesados caíssem por suas costas quando ela se levantou. — Brancas, macias, firmes e deliciosamente moldadas pelas laterais de sua calcinha inútil.
Sentindo-se completamente envergonhada, Hina colocou as mãos para trás a fim de arrumar a peça.
— Você acha que isso adiantou alguma coisa? — ele perguntou em tom de brincadeira.
Ela balançou a cabeça num gesto de negação e desejou ainda estar vestindo o sutiã, porque talvez tivesse a coragem de se virar e dizer algo ácido a ele. Mas não o estava usando mais e os seios estavam pesados e pulsantes, com os mamilos rígidos e capazes de despertar nela outras sensações que gostaria de não sentir.
— Então você acha que é divertido interromper tudo quando as coisas estavam ficando... quentes?
Ele estava nervoso. Hina percebeu isso com um arrepio que fez com que ela ficasse ainda mais rígida.
— Você... não compreende.
— Conheço uma provocadora de longe — ele disse com cinismo.
Ela escutou o movimento atrás de si e sabia que ele estava saindo da cama e rapidamente pegou a única coisa que tinha por perto: sua blusa. Ele também estava se vestindo; ela escutou o roçar das roupas enquanto vestia a blusa e a fechava com um movimento nervoso e trêmulo.
— Um homem que não sabe honrar suas promessas merece ser atiçado... e apagado — ela respondeu quando se sentiu mais segura com o tronco coberto.
— Então você não tem instintos naturais... — Ele riu.
Pegando sua saia e vestindo-a, ela finalmente se sentiu corajosa o bastante para se virar. Ele estava de pé do outro lado da cama. E ainda estava nu; ela desejou não sentir nada com aquela visão. A luz suave da luminária passou pelos músculos dos ombros de Sasu quando ele vestiu a calça, iluminando sua barriga e o peito forte e peludo.
Sem tirar os olhos dele, não viu quando Sasu olhou para seus seios fartos moldados pelo tecido fino que deixava à mostra os mamilos rígidos.
—Não vou pedir desculpas por ter interrompido o que você disse que não ia acontecer — disse ela ao afastar os cabelos.
Ele semicerrou os olhos, o velho cinismo de volta. Inclinando-se na direção da cama, pegou algo.
— Aqui está — ele o jogou para hina. — É melhor você vestir isso antes de sair daqui, ou meu comissário de bordo vai ser surpreendido.
Com aquela atitude audaciosa, ele vestiu a camisa preta e caminhou em direção à porta. Não houve barulho... não era feita para fazer barulho, Hina percebeu ao observá-la se fechar.
Mas ele queria que ela fizesse barulho, aquele demônio arrogante e mimado.
Hina olhou para o sutiã que agora segurava entre os dedos, olhou para seu corpo e ficou corada.
Eles terminaram a viagem em um estado de isolamento entremeado por comentários muito educados aqui e acolá.
Hina comeu, ele não, apenas bebeu café e não houve sinal de álcool. Por fim, ele pegou uma maleta de mão cheia e a colocou sobre sua cadeira para se concentrar... Hina desejou ter algo parecido para que pudesse fazer o mesmo.
Mas não tinha. Agora era a esposa mimada de um homem muito rico e seu emprego como secretária de seu pai havia terminado. Sua nova função na vida era ser a esposa de um homem rico... aprender a agir como tal. E a ficar calada quando o marido rico estivesse concentrado, pois a expressão séria em seu rosto indicava que era isso o que ele esperava que fizesse. Ela cochilou novamente, curvada em seu assento, descalça e com os pés sob o corpo, e a cabeça apoiada no canto do assento. Quando despertou, viu que havia um cobertor macio sobre seu corpo e Sasu continuava sentado trabalhando ao lado dela. Hina o observou por um momento, olhos sonolentos acompanhando o mover repentino da caneta quando ele escrevia algo no documento que estava lendo, dedos ágeis e precisos em sintonia com seu cérebro. Era a mesma caneta-tinteiro que ela havia usado para assinar o contrato pré-nupcial, percebeu, preta com um círculo dourado na ponta, a ponta de platina colocando tinta no papel.
— Você escreveu inconclusivo de modo errado — ela disse sem saber o que dizer, ou que estava lendo o que ele escrevia.
A caneta parou e foi erguida. Ele virou-se para fitá-la, com os olhos negros não mais irritados, apenas frios.
— Não escrevo errado — ele disse de modo arrogante.
— Você escreveu um "e" no lugar do "i" — ela insistiu. — A frase é "Essa atitude é inconclusiva e inaceitável" — repetiu. — Perde o sentido com o erro.
— Você consegue ver minha letra daí? — Recostando os ombros no encosto da poltrona, ele olhou para ela com curiosidade. — A ponto de distinguir um "e" de um "i"?
Hina fez que sim, ainda enrolada no cobertor.
— Não se você estivesse escrevendo em italiano — sentiu que deveria explicar. — Não sei escrever muito bem em italiano.
— Nem em inglês.
Hina olhou para ele. Não havia nenhum sinal de incerteza em sua expressão, mas não o vira olhar para o papel para ver se ela tinha razão. Isso significava que ou ele era confiante demais ou ela havia cometido um engano. Desenrolando as pernas de sob seu corpo, Hina afastou o cobertor, esticou o braço e pegou o papel do colo dele. Leu tudo com cuidado, e entregou o papel a ele sem dizer nada.
Ele pestanejou, expressando sua incerteza na cor dos olhos, e Hina riu — não conseguiu evitar... era muito bom estar certa.
Ele olhou para baixo, não se conteve, e sorriu:
— Sua bruxa de cabelos negros — ele disse, tendo de, cuidadosamente, transformar o "e" em "i".
— Meu cabelo não é negro — protestou Hina.
— O que é, então? — Colocando o trabalho sobre a mesa diante deles, ele se recostou e olhou para ela novamente.
— Escuro e azulado — respondeu Hina e passou os dedos pelas mechas para afastá-las do rosto. — Com vida própria — ela disse quando uma mecha lhe caiu sobre a sobrancelha.
— Exatamente como a dona.
— Então você percebeu. — Ela afastou a mecha insistente mais uma vez, mas ele voltou a cair.
— Percebi — disse ele.
— Também percebeu que sou virgem? — ela perguntou casualmente.
Ao comentário:
SasuHina6: Seja bem-vinda! Sempre é bom ter novos leitores e fico muito feliz por estar gostando tanto! Não fique com raiva deles, sempre há um motivo para tudo... E sim, o Sasuke foi um chantagista, mas há males que vêm para o bem, não? rsrs E a Hinata está devendo demais para ele, não é? rsrs Enfim, obrigada por ter lido e gastado um tempinho para comentar! Espero-te neste e nos próximos! E você logo vai saber da Lua de Mel! ;p
E então, o que acharam? Este capítulo foi quente, como o Sasuke disse, mas a Hina acabou de jogar um bomba nele O que será que o Uchiha vai fazer agora? (Hinata: quem é a provocadora agora, hein? u.u)
Enfim, deixem seus comentários e digam-me o que esperam para os próximos capítulos! :3
Obrigada por terem lido \o/
