Olá, eu voltei. Boa leitura, querid s.

Percy não esperava que sua filha ficasse tão amiga de Scorpius a ponto de ter que ir buscá-la em Malfoy Manor. Secretamente, tinha muita curiosidade sobre o patriarca da família, ele era um dos magos mais poderosos da Inglaterra e um ômega, Percy não tinha nenhum em sua família com quem tivesse podido ter uma ligação, era algo de que tinha sentido muita falta, principalmente quando se afastou da família na guerra. Estremeceu, só de se lembrar da época tinha calafrios, teve ataques de pânico, calafrios e descontrole hormonal. Não era saudável para bruxos viverem fora de clãs ou covens.

- Senhor Weasley, bem-vindo. – A voz de Narcissa Malfoy o trouxe de volta ao presente e o fez sorrir educadamente.

- Seu elfo me deixou passar. Vim buscar minha filha, espero que ela tenha se comportado bem. – Ele disse, tinha passado toda a tarde esperando uma chamada urgente de um dos Malfoy, reclamando que sua filha tinha destruído algo caríssimo.

- Lucy é uma menina adorável, espero que ela continue nos visitando. – Narcissa disse, sinceramente surpresa por realmente ter gostado da menina. Via-se que o cabelo ruivo e o sobrenome não a fizeram insuportável, muito ao contrário.

- Claro, Scorpius é muito bem-vindo para nos visitar também. – Percy disse.

- Pode ser arranjado, desde que sua casa seja protegida o suficiente. – Ela disse, e Percy percebeu a borda afiada de sua magia alfa saindo inundar a sala. – Lucy comentou que sempre vão a um parque jogar pão para os patos.

- Sim, e sim, é um lugar muito seguro e agradável. – Percy disse. – Harry é um pouco paranoico com a segurança da família, ele colocou proteções no apartamento, e sempre acho que tem algum auror me seguindo.

A mulher sorriu.

- Quem diria que o Menino-que-Viveu seria tão cuidadoso. Já teve algum problema?

- Só alfas idiotas, nada preocupante, mas tente dizer isso a minha família. Por eles eu voltaria para a casa dos meus pais. – Ele reclamou.

Narcissa já era casada com Lucius há tempo o suficiente para não dizer nada concordando com os Weasley, mas chamou-os de incompetentes mentalmente. Ela já teria manipulado o jovem ômega para que voltasse para a casa logo que a esposa morreu. Isso sem falar que nenhum alfa se engraçaria para um filho seu duas vezes, ela era muito boa marcando território.

- Nesse caso, tenho certeza que Scorpius estará encantado em devolver a visita. Meu filho poderá acompanhá-los, ele se comporta bem na maior parte das vezes. – Ela brincou, mas achou interessante a maneira com que o diretor desviou o olhar.

- Claro, será divertido. Agora, sem querer ser indelicado, mas onde Lucy está? Preciso fazer o jantar.

- Venha comigo, e sinta-se a vontade para ficar para jantar conosco, porque eu te garanto que não será fácil dizer não aos dois quando pedirem para ficar mais tempo juntos. – Ela disse, sorrindo.

- Sou muito bom dizendo não as crianças. – Percy garantiu, confiando em seus anos de prática.

Narcissa preferiu não salientar que ele nunca tinha lidado com um pequeno Malfoy mimado e manipulador, mas, por que estragar a diversão? Ela certamente riria ao ver o diretor tentando dizer não a seu neto.

X~x~X

Draco não estava surpreso que seu pai tivesse comprado o que Scorpius pediu, mas era surpreendente que seu filho tivesse pedido um vestido. Scorpius nunca tinha demonstrado interesse nisso antes, mas ele ainda não tinha tido contato com muitas crianças, o que poderia explicar a coisa toda. Se sua amiguinha tinha ficado muito bonita de vestido, era lógico que ele quisesse um também. E ele tinha ficado lindo, é claro. Seu pai tinha escolhido um vestido verde, de saia solta, e com detalhes em renda branca, Scorpius tinha ficado verdadeiramente angelical usando aquilo. E a roupa não estava atrapalhando em nada seus jogos com Lucy Weasley, que também usava um vestido de malha, enquanto pulavam amarelinha na sala de jogos da mansão sob o olhar atento dos dois Malfoys.

- Papai, sabe que esse vestido não é bom para ir para a escola, certo? – Draco perguntou.

- Espero que se refira ao fato de que é muito elegante. – Seu pai disse, e o loiro se apressou em confirmar.

- Claro, no que estava pensando? – Perguntou, ofendido.

- Às vezes me esqueço de que te criei excepcionalmente bem, me desculpe pelo deslize. – Lucius disse, sorrindo. – Pensei que pudesse estar insinuando que ele não poderia usar vestidos na escola.

- Por que não poderia? – Draco parecia genuinamente surpreso.

Lucius suspirou, que seu filho não tivesse problemas com assuntos de gênero sempre o deixava meio cego para os problemas da sociedade. Um dos motivos para seu profundo desprezo pelos mestiços e sangue-ruins era que eles traziam uma série de preconceitos e pensamentos estúpidos para a sociedade mágica. Ele se lembrava perfeitamente de seu pai contar do movimento anti-ômegas independentes que se alçou após a queda de Grindelwald. Dumbledore o derrotou, e os livros de história o pintavam como um ômega problemático e desequilibrado porque se recusava a seguir as ordens de um alfa ou se submeter a um acasalamento, para piorar, ele foi derrotado pelo alfa queridinho dos mestiços e sangue-ruins, o que só exacerbou algumas noções arcaicas e permeadas do pensamento religioso dos muggles entrasse no mundo mágico.

- Draco, meu filho, você é tão inocente em alguns aspectos. A escola é mista, e a maior parte das crianças que não nasceram em berço mágico tem uma noção estranha de que meninos devem se comportar de um jeito e meninas de outro. Por exemplo, te garanto que muitos deles podem zombar de Scorpius por usar um vestido, chamando-o de gay, como se isso fosse ruim, ou coisa mais ofensivas.

Draco suspirou.

- Oh, sim. Agora que você comentou, me lembro que uma vez na escola, Finnigan e Thomas começaram a apontar e falar esse tipo de coisa quando Blaise usava saias. – Draco disse, franzindo o cenho. – O que é uma idiotice, só acho que estavam com inveja das pernas dele. Blaise sempre teve pernas impressionantes, aquele bastardo. Não entendo porque alguém não iria querer vê-lo de saias o tempo todo, é um deleite para a visão.

Lucius riu.

- Você é absolutamente pansexual.

Draco deu de ombros, ele sempre esteve bem com o fato de que se sentia atraído por pessoas em geral, não seus gêneros.

- Sempre gostou só de mulheres?

- Sim, mas sua mãe sempre foi muito boa eliminando a concorrência. – Lucius disse, sorrindo.

O mais jovem riu, já tinha visto sua mãe intimidando e enfeitiçando alfas femininas que chegavam muito perto de seu marido. Sua raia possessiva vinha toda dela, isso era uma certeza. Ele ainda estava rindo quando sua mãe chegou com Percy Weasley.

- Olá, diretor. – Ele disse, sorrindo, ao mesmo tempo que seu pai.

- Senhor Malfoy, como vai? – O ruivo respondeu, fazendo uma careta ao perceber que esse tratamento era dúbio naquela casa.

- Acho melhor, me chamar de Draco, ou vamos ter muita confusão por aqui. – Draco disse, com cortesia.

- Tudo bem, Draco. Lucy se comportou?

- Como uma verdadeira princesa. – Draco disse.

Percy bufou.

- Você é um pouco suspeito para opinar. Ela te ganhou e te enrolou no mindinho no momento em que foram apresentados. – O ruivo brincou.

Draco fez um som ofendido.

- Que calúnia, levou pelo menos até ela me chamar de bonito.

Lucius trocou um olhar com sua esposa, que só sorria, de maneira vitoriosa. Ele suspirou, achando que aquilo iria dar uma confusão enorme, mas quem era ele para discutir?

- Papai! – A voz de Lucy fez com que seu pai deixasse de olhar para Draco Malfoy e pusesse sua atenção nas crianças.

- Oh, olá, fugitiva. – Ele disse, pegando-a no colo. – Pronta para ir para casa?

Lucy fez beicinho.

- Mas ainda não terminamos a partida! – Ela reclamou.

- Sim, diretor. Ainda não terminamos de brincar. – Scorpius disse, abraçando a perna do diretor.

- Tudo bem, podem terminar esse jogo, mas nem pensem que poderão me enrolar e começar outro. – Ele disse, colocando a filha no chão e olhando severamente para as duas crianças. – Já permiti que viesse brincar com seu amiguinho, mas se começar a se comportar mal não poderá repetir isso, fui claro, jovenzinha?

- Sim, papai. – Lucy disse, colocando as mãozinhas para trás.

- Muito bem. – Percy disse.

Scorpius o olhou com os olhos arregalados e cheios de água.

- Mas… mas… não quer que eu seja amiguinho da Lucy?

- Oh, não foi isso que eu disse. – Percy disse. – Mas os dois precisam ouvir os adultos. Assim que terminarem de brincar, eu e ela vamos para casa. Amanhã se verão na escola.

- Mas eu ainda quero brincar de vestir! – Scorpius protestou. – Lucy sabe mais sobre vestidos, por que não pode deixá-la aqui?

- Scorpius. – Draco disse, com firmeza e autoridade, fazendo seu filho olhá-lo com um beicinho. – Nós já discutimos sobre isso. Não pode desobedecer e fazer birras só porque alguém te disse não, seja educado e não discuta com o diretor.

- Eu sinto muito. – Scorpius disse, olhando para Lucy com um nó na garganta, mas não queria que ninguém o visse chorando. – Obrigado pela visita, Lucy. Nos vemos amanhã, com licença.

Os adultos viram como o menino saía correndo da sala. Lucius suspirou, Narcissa estreitou os olhos em direção ao filho.

- Ele precisa aprender, parem de me olhar como se eu fosse um dementador. – Draco disse, ainda que tivesse o coração em frangalhos.

- Eu não tinha ideia de que uma visita pudesse terminar assim, eu sinto muito. – Percy disse, ainda que soubesse que não era culpa sua ou de Lucy.

- Não é culpa sua, Scorpius é mimado e muito sensível. Mas não podemos deixar que ganhe todas as disputas ou vai se tornar um pirralho insuportável, como o pai dele foi. – Lucius disse.

- Ei! Eu não era tão ruim. – Draco se defendeu, ainda que sem sucesso.

Lucy, estava muito quieta, com um beicinho sentido também, mas não se opôs quando o pai pegou sua mão.

- Lucy, agradeça a hospitalidade dos Malfoy, mas temos que ir.

- Obrigada por me convidar. – Ela disse, com voz triste. – Me diverti muito, vovô do Scorpius.

- Não fique triste, ele vai ficar bem antes da hora do jantar. – Lucius garantiu. – E os dois poderão brincar outras vezes, não é o fim do mundo.

- Podemos? – Ela perguntou ao pai, com cara de medo.

- É claro, os dois se comportaram, não é? – Ele disse. – Não temos porque separá-los.

- Mas você nem disse como Scorpius ficou bonito de vestido. – Ela acusou. – Todo mundo disse.

Percy repassou as cenas em sua cabeça e só então percebeu que o menino tinha estado usando um vestido o tempo todo.

- Ah, Scorpius é bonito usando qualquer coisa, mas amanhã vou me certificar de dizer novamente, ok?

- Sim.

Draco sorriu, ele gostava do jeito que o diretor falava de seu filho.

X~x~X

Narcissa tinha uma viagem para organizar, e sabia que isso iria irritar o marido. Ele realmente não queria sair do país e deixar Scorpius sem seu ômega familiar, mas era uma questão de saúde, por isso, ela já estava pesquisando o melhor local para os pulmões de Lucius. Era por isso que estava trocando cartas com Ronald Weasley, ele queria evitar a todo custo que seu marido ficasse ali no inverno, mas também não queria que ele fosse para um país muito quente, era um rapaz muito exigente. A fazia se lembrar um pouco de Severus Snape.

- Decidindo com Weasley para onde temos que nos exilar?

- Sim, não falta muito e não quero fazer nada às pressas. – Ela disse, estranhando a falta de hostilidade na voz do marido ao tratar desse assunto.

- Espero que ele não nos envie para algum lugar cheio de praias. Odeio praias. – O ômega disse, com voz manhosa, e já se ajoelhando aos pés da esposa.

Narcissa não iria questionar o porquê de Lucius estar num humor tão complacente, se limitou a deixar sua mão ir ao cabelo dele e acariciá-lo do jeito que o ômega gostava. Isso fez com que não demorasse a ouvi-lo fazer sons satisfeitos, ele era como um gato grande e mimado, ele escolhia quando e como queria atenção e afagos, não o contrário.

- Draco e o garoto Weasley vão acabar se vinculando. – Lucius disse, praticamente ronronando quando Narcissa habilmente massageou sua nuca.

- Os dois tolos nem perceberam. O jovem Percival praticamente brilha enquanto ele e Draco trocam flertes.

- Ele gosta de ser chamado de Percy.

- Bem, não gosto de diminutivos e de jeito nenhum vou ficar chamando meu genro de Weasley. Ele vai passar a ser um Malfoy de todo modo.

Lucius sorriu.

- Acho que vai ter uma surpresa se pensa que ele vai aceitar docilmente ser domado.

Ela sorriu mais largamente ainda.

- Draco é meu filho, os alfa Black nunca gostaram de ômegas doces… gostamos de coisinhas espinhosas e com garras afiadas.

Lucius fez um beicinho ofendido, que não combinava nada com o brilho malicioso de seus lábios.

- Eu sou perfeitamente dócil e bem comportado. – Protestou. – Sei exatamente como agradar minha alfa, quer ver?

Ela assentiu, muito interessada no desenrolar da cena. Lucius se ergueu e se despiu, ela mordeu os lábios ao vê-lo usando suas joias de vinculação. Ele era um ômega de ouro, é claro. Seu colar tinha vários fios finos coroados com pequenos diamantes, as pulseiras tinham pedras preciosas azuis, ele não tinha colocado as tornozeleiras, mas ele tinha um belo conjunto, brincos e anéis também… mas o que ele mais gostava não eram joias de ornamento, eram as joias possessão, como eles as chamava. Lucius exibia um anel peniano de ouro com o nome de sua esposa gravado no metal, e quando ele se ajoelhou novamente, o fez de costas para ela, de modo que pudesse apreciar o plugue de ouro maciço mantendo-o aberto e preenchido. Era uma bela visão, as nádegas pálidas e macias de Lucius chamavam mais ainda a atenção para a base arredondada do plugue, que era enfeitada com um "N" formado por diamantes.

- Posso ver que andou se divertindo sem mim. – Ela disse, com a voz perigosamente suave. – Por acaso eu disse que poderia brincar?

- Não, mas eu precisava, já que não me deu atenção o suficiente. Amanhã volto as poções por mais uma semana, vou estar imprestável… não quero ouvir reclamações ou desculpas para ficar olhando para outros ômegas por ai. Não pense que não vi como olhava para aquele enfermeiro do Weasley medimago.

Narcissa já estava de pé com sua varinha em mãos, parada bem atrás de seu marido e pronta para começar seus jogos. Ela riu, porque, realmente tinha apreciado o jovem enfermeiro, ser casada e vinculada não a tornava cega, depois de tudo.

- Oh, sim. O que posso fazer se o rapaz tinha aquele jeito de andar? Era impossível não olhar para aquela bunda balançando.

Lucius praticamente rosnou, mas isso se transformou num gemido quando a varinha de sua esposa ativou uma função do plugue, que era crescer dentro dele de acordo com os comandos de Narcissa.

- Já que foi tão atrevido, acho que vamos descobrir o quanto quer ser fodido. Vai ter que me deixar muito feliz.

O loiro gemeu quando sentiu uma gaiola surgir ao redor de seu pênis, pressionando sua ereção parcial para baixo e aprisionando sua possibilidade de liberação rápida.

- Agora, meu adorado ômega, acho que preciso te disciplinar. – Ela disse, acariciando suas costas com as alças de couro de um chicote. – Se for um bom menino, posso te deixar tentar me dar um orgasmo durante meu banho, se conseguir chegar aos três antes de dormirmos, posso te libertar pela manhã e usar aquela poção de que gosta tanto.

Lucius gemeu só de pensar na possibilidade, e fez um esforço realmente grande para não gritar quando sentiu o primeiro golpe do chicote em seu traseiro nu. Narcissa devia estar mesmo muito contente por sua aquiescência em viajar, ou preocupada com sua saúde, porque ela só tomava a poção que lhe dava um pênis para fodê-lo em ocasiões especiais. Geralmente preferia atormentá-lo com sua coleção de vibradores, ela era muito boa usando-os nele, provavelmente fodia melhor do que muitos homens.

X~x~X

Harry já tinha se acostumado ao fato de que seus filhos gostavam muito de Scorpius Malfoy, vamos lá, até ele reconhecia que o menino era puro encanto. Era meigo e bonito, uma combinação mortal em alguns anos, porque ele tinha certeza de que o menino seria uma serpente, pronta para manipular a tudo e a todos, seria muito divertido de ver. O Chefe dos Aurores viu de longe como os Malfoy chegavam e seus filhos corriam para vê-los, o menino loiro usava um vestido azul escuro naquele dia. A camisa com o logo da escola estava parcialmente abotoada por cima da peça, mas mesmo assim era algo que chamou a atenção de uma parte dos pais, que começaram a cochichar, para a irritação de Harry, ele jurou a si mesmo que ia prender uns idiotas se começassem com ofensas e agressões verbais contra uma criança. Resolveu tentar uma abordagem positiva e ver se com isso os descontentes se sentiam desencorajados a fazer comentários.

- Scorpius! Você está muito bonito hoje. – Ele disse, alegremente. – Essa cor combina com você.

- Obrigado, senhor Potter. – O menino respondeu. – Não tinha um igual ao da Kimberly, mas meu vovô disse que pode mandar fazer alguns ex…excluídos pra mim.

- Exclusivos, Scorpius, exclusivos. – Draco corrigiu, carinhosamente. – Agora, por que não entra com os pir… digo, meninos Potter?

Seu filho assentiu e entrou na escola ao lado de James Potter, que segurava a mãos dos dois menores.

- Oh, eles vão ser amigos pra sempre e te fazer ter urticária. – Potter cantarolou a seu lado. – Adoro tanto meus filhos.

- Você é tão irritante, Potter. Depois me perguntam por que quebrei seu nariz. – Draco resmungou.

- Porque era um valentão mal intencionado. – Potter espetou. – Mas está criando bem seu filho, o que mostra que realmente mudou. Aqui, me dê um abraço e esses idiotas vão começar a ter ataques cardíacos.

Potter estendeu os braços e Draco quis fugir, mas o imbecil era rápido e forte.

- Potty, pare com isso! A Weasel fêmea vai achar que estamos tendo um caso.

- Me desculpe, Draco, mas chamou minha irmã do quê? – A voz fria do diretor fez com que os dois congelassem no lugar.

- Senhora Potter, senhora Potter. – Draco disse, rapidamente, se livrando do abraço do auror.

- Não me parece ter sido isso não. – Percy disse, com uma mão na cintura. – Não devia dar apelidos assim para os outros, o que acontece se Scorpius te ouvir e repetir, hein? Crianças são esponjas, sabe que sim. Só iria aumentar a má fama dos Malfoy, que imprudente. – Percy admoestou e Draco jurou vingança contra Potter por sempre despertar seu lado infantil e fazê-lo tomar bronca.

Harry, por sua vez, riu. Era sempre engraçado ver como Percy colocava em seus devidos lugares. Sua risada morreu quando seu cunhado olhou diretamente para ele.

- E você, Chefe. Deveria ter mais cuidado, sabe como seus fãs são, um jornalista tirou fotos, pode estar colocando Draco em perigo se eles publicarem que estão tendo um caso.

- Ginny não é ciumenta desse jeito. – Harry protestou.

Percy revirou os olhos.

- Não, mas a situação política atual não está bem para que rumores desse tipo insuflem os cidadãos. – Percy disse.

- Oh, isso! – Harry disse corando. – Não se preocupe, a ideia da foto foi da Hermione, ela vai cobrar uns favores e o Profeta vai publicar uma foto de como superamos nossas rivalidades e somos amigos.

- Podia ter avisado antes. – Draco reclamou. – Meus amigos vão ficar preocupados com a minha sanidade.

- Oh, boa lembrança. Você vai fazer seus amigos irem ao baile beneficente do Ministério, e claro, vai ter que ir também. – Harry disse.

- Mas nem pensar, sabe como seria? Seríamos atacados. – Draco disse.

- Claro que não, é por isso que vamos fazer parecer que somos todos amigos. – Harry disse. – Tudo ideia da Hermione, ela disse que o público em geral tende a seguir o que as celebridades fazem. É meio estúpido, mas ei, eu não vou discutir com ela.

Draco suspirou, mas, Percy fez um som aprovativo.

- Sim, ela está certa. Se começarmos uma campanha mostrando que dois dos mais ícones da divisão entre puros sangue e mestiços superaram suas diferenças. O baile é em dois meses, ante dele precisamos fazer outras coisas… vou falar com a Hermione hoje. Se comportem.

Percy voltou a entrar na escola, deixando Harry e Draco meio atônitos.

- Eu nunca concordei em fazer parte dos planos malucos de vocês, leões desmiolados.

- Fique à vontade para ir lá e dizer isso ao Percy… ou a Hermione, ela está grávida, lembre-se de como mulheres hormonais são perigosas.

Draco preferia ir a vários bailes do que enfrentar esses dois. Ainda se lembrava bastante bem de como tinha um bom gancho de direita, e o diretor, bem, não queria desagradá-lo.

- Só não espere que sejamos amigos de verdade. – Draco resmungou. – Você não aceitou da primeira vez e guardo rancor.

Harry revirou os olhos.

- Amadurecer é uma boa ideia, Malfoy. Percy não gosta de alfas irracionais.

Draco não entendeu a referência ou o sorriso malicioso de Potter, mas ele era um gryffindor, quem podia imaginar o que estava passando por aquela cabeça de vento?

X~x~X

James ouviu com atenção o problema de sua prima e Scorpius. Os dois eram grudados como ele e Albus, não gostavam de não poder ficar juntos o tempo todo e os adultos estavam complicando a vida, como sempre.

- Já sei o que fazer! – O menino mais velho exclamou.

- O quê? – Scorpius perguntou.

- Temos que casar os seus pais, assim os dois serão irmãos e vão morar juntos. – James disse.

Lucy sorriu, Scorpius ficou pensativo, mas depois sorriu também.

- Isso é uma boa ideia, Jamie. – O loirinho disse. – Vovô já disse que papai precisa arrumar alguém porque está ficando resmungão, ele vai nos ajudar.

- Sim, e papai é muito triste quando pensa que não percebo. Acho que ele sente falta da mamãe, mas se estiver com o seu papai, vai ficar feliz o tempo todo. – Lucy disse.

- Mas os dois são meninos. – Albus apontou. – Todos os papais que conheço são meninos e meninas.

- Claro que não, Albus. Tio Charlie só namora meninos, e só não tem filhos porque é domador e ninguém quer morar numa reserva perigosa. – James explicou.

- Verdade. – Albus disse, sorrindo. – Tio Charlie é domador de dragões, Scorp! Ele mora super longe, mas é muito legal.

As crianças entraram em discussões sobre os tios dos Weasley e o loirinho se animou ainda mais para entrar oficialmente para a família. Eles pareciam muito divertidos.

X~x~X

Scorpius não sabia se devia incomodar o avô com um pedido. Ele estava de cama novamente e o menino sentia um aperto no peito só de vê-lo tão fraco.

- Vovô, tem certeza que está bem? – Ele perguntou, realmente preocupado, mas confortavelmente sentado ao lado do patriarca, com o corpinho inclinado sobre a barriga do mais velho.

- Sim, estava doente, mas estou ficando melhor. O pai da sua amiga Rose é meu medimago. Ele me faz tomar poções horríveis.

- Vou falar com ela, Rose pode dar um jeito nisso. – Scorpius disse. – Ela pode pedir pra ele colocar colocar mel na poção.

Lucius sorriu.

- Mas não era disso que queria falar, verdade?

- Não, mas não importa. Você está doente.

- Besteira, o que é? Não tenho nada para fazer, não quer me deixar triste, não é?

- Tudo bem. – Scorpius suspirou, como se fosse o adulto complacendo uma criança doente, o que fez Lucius sorrir. – James teve uma ideia hoje depois que eu e a Lucy contamos como é injusto que não podemos brincar juntos o tempo todo.

- Sim? E qual foi? – Lucius incentivou seu filho, as maquinações de crianças sempre eram engraçadas.

- Devemos juntar o papai e o diretor. Assim eles se casam, Lucy vira minha irmã e ninguém precisa voltar pra outra casa. Ah, e o papai não vai ser resmungão e o diretor não vai ficar triste por causa da mamãe da Lucy.

Lucius sorriu imensamente.

- Oh, esse é um excelente plano! – O mais velho disse. – Vovô vai ajudá-los, inclusive, já tenho uma ideia…

Scorpius bateu palmas, ele sabia que seu avô iria ajudá-los.

E então, o que acharam?

Nos vemos na atualização de Pet, que será a próxima a ter publicação.
Beijos