Nota da Tradutora: Esta fanfic é uma tradução de "Goldilocks and the Four Heads of Houses" por DailyProphetEditor.

Olaaaaaaaaaaaaá!

Cadê as reviews pessoal?

Bom, aqui vai outro capitulo. É o penúltimo.

Mandem uma Review! Não precisa nem ao menos escrever muito!

Aproveitem.

Capítulo Quatro – Pomona Sprout

Pomona Sprout estava parada no Salão de entrada de Hogwarts, olhando com raiva para as flores rosa decorando as paredes. E mais uma vez ela balançou a cabeça

Pomona gostava de flores. Amava elas. Pelas barbas de Merlin, ela era a professora de Herbologia. Mas essas coisas rosa não eram flores. Elas eram ornamentos infantis e de mal gosto que só passavam por flores por que eram o formato que eles mais pareciam.

É claro, Lockhart havia os inventado. Se ele tivesse apenas pedido ajuda, ela provavelmente teria lhe feito esse favor. Ela poderia ter criado grandes flores, e ainda de bom gosto e talvez algumas girlandas ou vinhas subindo as escadas... Ou quem sabe alguns Lírios? Ela havia conseguido fazer alguns gigantes, em um belo tom de rosa, mas Cachinhos Dourados nem havia pedido sua opinião.

Ao invés disso, ele havia agido como se também fosse um sabe-tudo em horticultura, e agora eles estavam presos com enormes flores de papel rosa que parecia haverem sido cortada do papelão por uma criança estúpida. Só de pensar que elas eram simétricas... Todos sabiam que orquídeas eram as únicas flores simétricas no mundo, com a exceção de uma espécie especial de flor que ela tinha criado verão passado, mas Cachinhos Dourados não sabia delas, sabia?

- Pomona? - uma voz seca a chamou.

Pomona se virou e viu a Vice-Diretora voltando de suas ultimas rondas noturnas.

- Eu vou a biblioteca para entregar a Revista. Você quer vir junto para retirá-la?

Ah sim, a Velha Revista Inglesa. Minerva havia mencionado um estudo recente sobre a transfiguração de sementes que estavam realmente começando a crescer um pouco, era um projeto fascinante. Ninguém havia tido sucesso nisso antes.

O mero pensamento das novas possibilidades que isso possibilitaria fez a cabeça de Pomona girar. A extinção de certas espécies de plantas poderia ser prevenida, e talvez fosse possível até a recriação de algumas já extintas. Imagine aquela gigante Lycopodiophyta do Paleozóico em uma estufa de Hogwarts... Pomona tinha que ler esse artigo, mas ela não queria subir as escadas até a biblioteca.

- Claro - disse ela simplesmente, afinal, ela sabia que Minerva nunca iria apenas entregar a revista.

-Sabe Minerva, você poderia simplesmente me entregar a revista assim nenhuma de nos precisaria ir até a biblioteca. Eu tenho certeza de que a Irma não se importaria se eu lese uma revista que esta no seu nome...

- Não fui eu quem fez as regras - Minerva disse exatamente como Pomona esperava.

Pomona sorriu. Alguém estava de mau-humor apos patrulhar os corredores a noite...

- Sabe, você quebrou duas regras o ano passado... Duas das grandes se me recordo corretamente - ela continuou a irritar sua amiga.

- Aquilo foi completamente justificado- Minerva respondeu enquanto elas entravam na biblioteca.

Mas Pomona não estava mais ouvindo. Ela havia acabado de ver Cachinhos Dourados Lockhart no canto da sessão reservada com outro homem... Um bruxo com vestes negras... Merlin, aquele era...

-Absolutamente. Pomona, era Quadribol. Até mesmo Severo entendeu minha intervenção. Eu falei com Dumbledore e ele-

Pomona puxou sem cerimônias Minerva para baixo com ela, se escondendo rapidamente atrás de uma estante. A Vice-Diretora começou a reclamar, mas Pomona a fez ficar quieta.

- Olhe - ela exclamou, apontando para os dois homens pelo buraco que os livros deixavam.

Minerva agora também viu os dois homens e um sorriso se espalhou por sua face. Essa cena hilária fez com que Pomona quase desse uma alta risada. Ela teve que morder - forte- sua mão para impedir a si mesma de cair na gargalhada.

- Você me enoja - Severo cuspiu.

- Deixe-me mostrar sobre o que se trata "O meu eu mágico - o loiro respondeu ronronando.

- Então essa era a razão da festa do Dia dos Namorados - Minerva comentou com um humor contido.

Lockhart se moveu. Ele pulou no outro bruxo, empurrou Severo contra a parede e gemeu - Pomona teve que morder a mão ainda mais forte - e então tentou beijar o Mestre de Poções. Severo o empurrou no ultimo segundo.

Pomona olhou para Minerva e viu a outra bruxa balançar a cabeça, descrente.

- Ele tentou beijá-lo. Eu não acredito que Cachinhos Dourados tentou beijar Severo…

Minerva deu um grande sorriso - algo raro de se ver. Ainda mais raro era ver Severo envolvido com outro ser humano, mas que já havia sido visto. Pomona sempre se lembraria daquele Natal, cinco anos a trás quando Sibila tinha bebido demais e Severo teve que ser rápido para não ficar enrolado nos muitos xales dela.

Na verdade, era muito estranho Severo não ter saído desesperadamente de perto de Lockhart. É verdade que Cachinhos Dourados estava bloqueando a saída da sessão reservada, mas Pomona não esperava um comportamento exemplar de Severo em uma situação como essa. Ela mesma teria azarado CD até o próximo milênio, ou ao menos teria feito desaparecer seu cabelo dourado.

- Mas... Por que ele não escapa? - ela perguntou a Minerva.

- Lockhart ainda está em seu caminho... Acho que Severo não quer tocar nele novamente.

- Eu tinha a impressão de que Severo era um bruxo, e um bruxo com temperamento curto, por sinal. Por que ele não manda Cachinhos Dourados para longe?

Minerva deu de ombros e olhou ao redor; então apontou para uma mesa perto delas.

- A varinha... Ele não está com sua varinha.

- Quer dizer que ele não tem como escapar? Oh, isso tão engraçado - Pomona riu maldosamente.

Ela olhou novamente para os dois homens. CD tinha recobrado boa parte de sua compostura, na verdade, Pomona tinha a impressão de que ele não desistiria tão facil. E julgando pelo olhar no rosto de Severo, as coisas podiam ficar feias.

- Você acha que deveríamos ajudá-lo? - Pomona perguntou - Antes que ele perca a paciência e começa uma luta de verdade?

- Por quê? Você acha que Cachin... Quero dizer Lockhart vai tentar de novo?

Pomona olhou novamente para os dois bruxos. Lockhart ja estava se movendo novamente, falando algo sobre a paixão de Severo.

- Obviamente - disse Pomona - Como se você não fosse tentar beijar Severo se tivesse a chance?

-Pomona! Eu nem sonharia com isso, ele é uns quarenta anos mais novo que eu... E uns trinta mais novos que você, falando nisso.

A-ha! Ela tinha tocado em algo agora. Pomona sempre achou que, em seus próprios pensamentos, sua amiga achava que Severo era até que muito bonito.

- Não é essa a questão. Eu quis dizer, hipoteticamente, se houvesse uma ocasião. Eu iria, mas se você quer ser chata sobre isso...

Minerva olhou atentamente os dois homens. Sim, Cachinhos Dourados iria definitivamente, tentar de novo. Pomona quase sentiu pena de Severo, quase.

- O que aconteceria se nós os ajudássemos? - Minerva sussurrou.

- Então Severo nos deveria um favor, o que é sempre bom - Pomona decidiu.

- Mas eu imagino o que poderíamos fazer- ela continuou - Se nós só interrompermos, Cachinhos Dourados vai, simplesmente, tentar mais tarde, ele nunca admitira que está errado. E então Severo vai ter sua varinha...

Talvez elas só devessem interromper os dois e falar algumas coisas que indicassem que Severo estava saindo com alguém. Mas quem? Precisava ser uma historia realista para convencer o excitado Príncipe Encantado de que Severo não era interessado em homens...

-Segure-os - Minerva disse de repente entregando seus óculos a Pomona.

A bruxa alta tinha se levantado e ajeitado suas vestes.

- Como eu estou?- ela perguntou com o tom de uma garota antes do primeiro encontro.

- Que?

Pomona não a ouviu direito, ela estava olhando para os dois bruxos novamente. Ela mal podia acreditar em seus olhos. Cachinhos Dourados havia agarrado a frente das vestes de Severo e o puxou para mais perto. Com uma força surpreendente, ele segurou Severo em seu abraço e o beijou de verdade. Severo lutou de todas as maneiras possíveis para se afastar, mas CD era muito forte. Não era nada do outro mundo, provavelmente o homem fazia uma dieta estrita e praticava exercícios todo dia.

- Minerva você sempre esta bem, o que isso tem a ver com...

Severo tinha tido sucesso em livrar seu rosto e segurou o outro bruxo a distancia de um braço. Então com um sorriso cruel, ele jogou Lockhart contra a estante mais proxima.

Ai. Pomona sabia que aquilo devia ter doido.

- Cuidado Severo- Lockhart arfou - Cuidado, apena me beije seu tolo...

Aquele idiota. Ele simplesmente não conseguia cogitar a possibilidade de que havia algumas pessoas que não eram apaixonadas por ele no mundo.

A porta da biblioteca fechou com força atrás de Pomona. Minerva estava agindo como se tivesse acabado de entrar, mas nenhum dos homens percebeu nada.

- O que você vai fazer? - Pomona quis saber.

- Me assegurar de que Severo me deva um favor - respondeu Minerva - você tinha um ótimo... Bom, dois ótimos argumentos.

Então ela soltou o primeiro botão de suas vestes e bagunçou um pouco o cabelo. Pomona olhou para sua amiga em descrença. O mundo havia enlouquecido por acaso? Minerva até pegou um pouco daquele horrível confete e jogou em suas vestes pretas.

- Você fica aqui - ela ordenou - e fique quieta, entendeu?

Pomona apenas concordou com a cabeça, temporariamente sem palavras.

- Severo? Severo, você está ai?- Minerva sussurrou.

Não, essa não era mais Minerva. Minerva não falava daquele jeito. Minerva não andava daqule jeito, com passos lentos e programados, balançando a cintura e sorrindo como o gato da Alice.

Os dois bruxos finalmente a notaram. Cachinhos Dourados tentou arrumar seu cabelo imediatamente. Severo apenas ficou olhando para Minerva.

- Eu sabia que o encontraria aqui - ela disse suavemente - Severo, Gilderoy, vocês não estavam brigando novamente, estavam?

CD virou para Minerva de maneira importante. Pomona não tinha certeza, mas por um segundo, ela tinha visto a boca de Severo se mexer falando "me ajude" para Minerva, mas provavelmente não, devia ser só sua mente pregando uma peça. Severo nunca iria pedir ajuda principalmente não de alguém da Grifinória.

- Não mesmo Minerva. – declarou Cachinhos Dourados - você apenas interrompeu uma discussão muito intensa sobre algo que eu queria perguntar a tempos para Severo.

- Ah, me desculpe Gilderoy - disse Minerva agradavelmente.

- Me desculpe, mas não posso deixar vocês continuarem essas discussões acadêmicas hoje. É, afinal, Dia dos Namorados. Severo, você não se esqueceu da nossa pequena encontro, não é?

Severus stared blankly at the Deputy Headmistress.

Severo olhou para a Vice-Diretora sem expressão alguma.

Minerva sorriu, e docemente murmurou algo como "Honestamente querido" antes de se aproximar dele.

Então ela colocou sua mão direita no ombro de Severo, se ergueu na ponta dos pés e beijou sua bochecha levemente. Ainda sorrindo ela tirou uma mecha de cabelo da face dele.

- Você não vai demorar muito com essa discussão, vai? - ela perguntou tímida.

Pomona teve que morder sua mão de novo. Isso era ótimo! Ela sabia que Minerva era uma atriz muito boa - todo bom professor precisava dessa habilidade - mas isso era rico. Pomona sentiu mais lágrimas de riso em seu rosto.

Severo agora havia recobrado o poder sobre sua voz. Ele colocou seu braço esquerdo ao redor da cintura de Minerva e a puxou mais perto.

- É claro que não - disse ele - Na verdade, eu estava falando para Lockhart aqui que eu realmente precisava ir embora.

Lockhart ofegou.

- Eu sinto muito por fazê-la esperar - Severo continuou, com uma voz mais gentil do que Pomona jamais havia ouvido dele - Você não esta brava comigo, está?

- Nenhum pouco - Minerva ronronou

Ela olhou para o homem mais novo balançado os cílios, enquanto Severo tirava gentilmente o confete do cabelo dela. Parecia que eles estavam completamente alheios a tudo que acontecia a sua volta.

- Vocês... Estão? – Cachinhos Dourados arfou.

- Você não sabia?- Minerva perguntou.

- Não! Não, eu não sabia...

CD realmente corou quando ele olhou para Severo de novo. Severo respondeu com um olhar de desdém.

- É obvio - ele disse.

Pomona se esforçou de novo para não gargalhar.

- Mas vocês são os diretores de Grifinória e Sonserina - Lockhart mal conseguiu falar.

- E? - ela perguntou se virando. Severo ainda tinha seu braço em volta da cintura dela e ela se aconchegou no homem.

- Sabe não há nenhuma regra dizendo que temos que nos odiar por sermos diretores de casas rivais.

- Mas você é tão mais velha que ele!

- Ai - disse Minerva suavemente.

Severo abraçou a cintura dela com mais força.

- Peça desculpas para ela neste instante! - ele ordenou a Lockhart - A nossa diferença de idade pode não ser normal, mas você não pode negar que Minerva é a bruxa mais bonita de Hogwarts.

Cachinhos Dourados olhou para Minerva e murmurou uma desculpa. Pomona sorriu novamente enquanto sua amiga se virava de novo nos braços de Severo e sorria abertamente para ele.

- Isso não era necessário, mas foi muito gentil da sua parte - ela sussurrou - Você é tão cavalheiro.

- Eu só disse a verdade - Severo respondeu e por alguma razão, Pomona sabia que aquilo não fora atuação.

Gilderoy Lockhart apenas ficou olhando o casal a sua frente. Severo agora beijava a testa de Minerva e a soltava gentilmente.

- Eu o esperarei em meu quarto, certo? - Minerva perguntou.

- Eu a verei em um minuto - respondeu Severo.

Minerva sorriu de novo e dançou dois passos para trás, ainda segurando a mão do Mestre de Poções. Severo sorriu também e esticou seu braço, como se quisesse prolongar o contato físico o máximo possível.

- Eu ainda não acredito nisso! – Cachinhos Dourados soltou bravo.

A mão de Severo prendeu a de Minerva. Com um movimento rápido, ele a puxou e a segurou em seus braços quando ela quase perdeu o equilíbrio.

- Como você pode não acreditar nisto? - ele perguntou rouco.

Ele segurou o rosto de Minerva entre suas mãos e a beijou apaixonadamente.

Ela respondeu com igual fervor, e gemeu suavemente quando as mãos dele desceram por suas costas. Pomona achou que ele havia murmurado algo quando puxou a Vice-Diretora para mais perto, mas ela não conseguiu ouvir direito. Não que não fosse óbvio. O casal parecia não se preocupar se qualquer um estivesse os observando.

Cachinhos Dourados olhou para o casal com a boca aberta, mas agora ele estava, obviamente, convencido de que os dois realmente eram amantes. Pomona tinha certeza que sua expressão estava tão besta quanto a de Lockhart. Pessoalmente, ela não tinha mais tanta certeza de que os dois estavam ainda atuando. Aquela paixão parecia muito real...

Ela ouviu alguém tossir a sua esquerda e se virou. Filio Flitwick estava parado na porta da biblioteca, estava a um tempinho aparentemente...