Estou de volta...

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4º Capitulo - Problemas

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O dia já ia bem alto, já quase a entrar na tarde. Os raios de sol já tinham forçado os estores da janela e radiavam o quarto. Mas os dois jovens continuavam a dormir agarrados com os corpos nus colados. O telefone de Shaoran começa a vibrar acordando-os sobressaltados. O rapaz não se lembrando da falta de roupa sai da cama e começa a procurar pelo telefone no meio das roupas. Sakura vira-se para o outro lado continuando a dormir.

- Sim? – Atende Shaoran passado alguns segundos até encontrar o telefone. Ainda sonolento encosta-se a parede e nota que estava nu. Embaraçado, pega nos boxers e veste-os rapidamente.

- Onde andas? Fui a tua casa e os teus pais disseram que não dormiste lá, que pensavam que estavas comigo. – Diz Eriol no outro lado da linha.

- Eu depois explico. Estou bem, encontramos amanha. Adeus. – Sem mais explicações desliga o telefone e volta para a cama deitando-se ao lado da namorada. – Amor acorda. – Disse quando dava beijos nos cabelos dela. Ela vagarosamente vai abrindo os olhos e vira-se para ele. – Bom dia.

- Bom dia. – Responde ainda meio sonolenta e com dores de cabeça.

- Dormimos juntos. – Diz o rapaz serio.

- Eu sei. – Sakura aproxima-se mais e deita-se sobre o tronco nu do namorado.

- Não te arrependes?

- Não. E tu?

- Também não. – Responde mais aliviado com a resposta da jovem. – Estava com medo que achasses um erro.

- Achas? A minha primeira vez queria que fosse contigo. E foi. E foi maravilhoso. – Afirma Sakura muito vermelha de vergonha.

- Eu também queria que a minha primeira vez fosse contigo. E foi. – A rapariga olha para o rapaz admirado. – Eu sei o que estas a pensar. Pensavas que já não era virgem. Mas era. Foi maravilhoso. Tu és linda. E minha. – O rapaz deita-a na cama e mete-se por cima dela beijando os lábios que tanto amava.

Ainda ficaram alguns minutos deitados na cama a partilhar carícias e beijos, mas a fome falou mais alto e tiveram de se levantar para prepararem algo para comer.
E o dia foi passando e Shaoran passou lá o resto do dia, mas teve de ser ir embora depois de receber varias chamadas da mãe.

Segunda rapidamente chegou para tristeza da rapariga, que só queria dormir mais. O inicio da manha corre como sempre, acorda atrasada, ouve o irmão a ralhar e chega a escola em cima da hora. Ao chegar ao pé da amiga que pensava encontra-la com um grande sorriso no rosto, encontra-a cabisbaixa e com umas olheiras enormes.

- Tomoyo que se passa? – Pergunta a amiga muito preocupada.

- Ele disse que o beijo foi um erro. Que não devia de voltar acontecer. Que ele apenas estava bêbado e deixou-se levar. E que não queria voltar a falar comigo… - Ela não consegui acabar a frase. As lágrimas já corriam como cascatas pelo rosto, dificultando a fala. Por azar nesse momento o grupo maravilha aproxima-se do local. Os ânimos entre eles também não estavam bem. Estavam todos calados, menos Meilin que ralhava alguma coisa com Shaoran mas esse parecia não ouvir. O rapaz olha para a namorada, com um olhar que deu logo a entender que ele já sabia da história.

Assim a semana passou-se, Tomoyo não comia, Sakura encontrava-se a mesma todas as noites com o namorado e ultimamente tinham tentando perceber como ajudar os dois jovens. Ambos sabiam que o que ele tinha dito era mentira. Ele só sofria por ter medo de enfrentar a realidade. E ainda mais sendo de empresas rivais.

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E assim passou-se um mês. Sakura e Shaoran continuavam a namorar as escondidas, e cada dia mais felizes e mais apaixonados. Tomoyo já tinha melhorado, mas continuava triste, mal comia e as notas tinham começado a cair, o que estava a deixar a amiga muito preocupada.

Sakura estava sentada debaixo da árvore do parque encostada ao namorado como faziam todas as noites, quando começa a sentir um aroma de frango acabado de sair do forno. Os olhos da rapariga começam a brilhar e rapidamente levanta-se.

- Apetece-me um frango assado. – Pede com olhinhos de pedinte para o namorado.

- Mas acabaste de jantar, nem faz uns dez minutos. – Estranha o desejo da namorada.

- Va lá, arranja-me um frango. Por favor.

- Sakura, assim vais engordar e pareces uma bola. – Reclama Shaoran a não entender atitude da namorada.

- Fogo mau humorado. Já não quero frango nenhum vou para casa. – Dizendo isso começa a caminhar para casa, deixando Shaoran uns segundos a olhar para a namorada sem perceber o que se passava. Mas em poucos segundos começa a correr até a namorada segurando-a por um braço obrigando-a a parar.

- Que tens? – Pergunta preocupado.

- Não sei bem. Deve ser o stress da Tomoyo que veio ter comigo. Desculpa amor. – Os olhos de esmeraldas começam a encher-se de lágrimas.

- Não chores, vá. Eu levo-te para casa, que mereces ir descansar. – A rapariga apenas acena com a cabeça e começam a caminhar em direcção a casa da jovem.

O dia amanheceu rapidamente para a opinião de Sakura. O aroma de panquecas acabarem de ser feitas enchia o quarto. A rapariga com o cheiro começa a ter uma enorme vontade de vomitar, em pouco tempo já estava encostada a pia a tentar vomitar. Mas o estômago estava vazio e nada saia. Quando a má disposição acalmou a rapariga arranja-se e desce para tomar o pequeno-almoço, mas assim que chega a cozinha e sente o cheiro mais intenso sente logo novamente vontade de vomitar.

- Filha estas bem? – Pergunta o pai a ver a filha pálida.

- Sim estou. Não estou com muita fome, como algo na escola. Hoje apetece-me ir a pé. Adeus. – Sem esperar resposta sai de casa a correr e só abranda alguns quilómetros depois. Já estando bem longe de casa começa a caminhar até ao parque do pinguim onde se senta num baloiço. Fica a baloiçar durante alguns minutos, o vento a bater-lhe na cara fazia sentir menos enjoada. O tempo passava e ela nem dava conta. Só voltou a realidade quando o telemóvel do bolso começa a vibrar. Sobressaltada salta do baloiço. Pega no telemóvel e vê que tinha recebido uma mensagem do namorado.

"Estas muito atrasada. Estas bem? A aula já começou a 5 minutos"

Sakura olha para o relógio e vê que estava mesmo muito atrasada, ainda mais a primeira aula era matemática. Com uma velocidade extrema, corre ate a escola e em pouco tempo estava a bater a porta da sala de aula. Assim que recebe licença para entrar a rapariga entra muito envergonhada.

- Pode-se saber o porque do atraso senhorita Kinomoto? – Pergunta o professor com o seu habitual tom de mau disposto com uma mistura de zangado. – Senta-te e não atrapalhes mais a minha aula. – Diz ao reparar que a rapariga não ia responder. Sakura caminha até ao seu lugar ao lado de Tomoyo e fica quieta a aula toda. Os seus pensamentos estavam em todos os lugares menos ali. Por sua sorte, o professor nem pegou com ela o final da aula, era como se ela ali não estivesse.

O intervalo finalmente chega, para alívio de todos os jovens dentro daquela sala e arredores. Os gritos do professor costumavam ser insuportáveis e conseguia-se ouvir a metros de distância e aquele dia não tinha sido diferente.

Sakura foi a primeira a sair da sala de aula, o que era muito estranho. A rapariga tinha pegado nas coisas e estava a correr para a casa de banho com novamente vontade de vomitar. Tinha deixado amiga para trás, e pelo o caminho tinha batido no namorado deixado cair vários livros mas ela nem parou para os pegar.

- Está cada vez mais estranha. Francamente que baixo nível. – Comenta Chiharu com atitude da rapariga. Shaoran começa a pegar nos livros mas sente uma mão a bater na dele. Olha para cima e vê Meilin com um ar de superior.

- Não pegues nisso. Deve estar cheio de germes. – Shaoran não liga e pega novamente nos livros e afasta-se dos amigos procurando a namorada. Rapidamente encontra-a sentada no chão com a cabeça entre as pernas no buraco onde costumavam-se encontrar. Shaoran corre até a namorada e vê o rosto cheio de lágrimas.

- O que se passa? O que tens? Estas a sentir-te mal? – O rapaz pega-lhe ao colo e senta-se por debaixo dela, deixando-a numa posição como se tivesse a ser embalada.

- Estou só mal disposta. Deve ter sido algo que comi que me fez mal. – Explica a rapariga. Ficaram abraçados naquela posição durante alguns minutos até o telemóvel de Shaoran começar a tocar o que fez voltarem a realidade. Sem muita vontade atende a chamada da prima.

- Não vens para a aula? Esta quase a começar. – A voz de Meilin era fria o que deu a entender ao rapaz que ela estava zangada com ele. Sem dizer mais nada desliga a chamada.

- Temos de ir. – Diz Shaoran levantando-se ajudando a namorada a imita-lo. Sakura assim que se sente de pé perde as forças e acaba por desequilibra-se e cair novamente nos braços do namorado. – É melhores ir para casa. Estas pálida. – Sakura mete-se de pé e afirma com a cabeça. – Queres companhia?

- Não. Seria muito estranho nos dois faltarmos. – Diz Sakura forçando um sorriso para o namorado. – Eu ligo para o meu irmão e ele daqui a uns cinco minutos esta aqui.

- Certeza?

- Claro. Vá despacha-te estás atrasado. – Shaoran ficou alguns segundos parado olhando para a namorada. Mas o telefone vibrou novamente chamando-o para a realidade. Beija a namorada e sai a correr em direcção da sala.

Sakura encosta-se na parede durante alguns segundos esperando que o chão pára-se de rodar. Demorou algum tempo mas finalmente a tontura parou. Vagarosamente sai da escola e vai caminhando para casa. O chão novamente começa a mexer-se e a rapariga para num jardim e senta-se num banco. Encostada ao acento direita os seus olhos param diante a farmácia que ficava na esquina da rua.

- Será que…- Levanta-se rapidamente, esquecendo o mau estar, e caminha até a porta do edifício. Assim que chega a porta, para. Todo o seu corpo termia como se estivesse com frio. O seu coração batia como se ela tivesse acabado de correr a maratona. – Sakura, tens de saber. – Fecha o olhos e respira fundo para ganhar coragem de entrar. O ambiente era frio. A rapariga não sabia se seria o ar condicionado se os próprios medicamentos libertavam um frio de doença. Havia apenas dois clientes alem da jovem, que rapidamente saíram do local. Chegando a sua vez Sakura aproxima-se do balcão

- Bom dia. – Cumprimenta a farmacêutica. – Em que posso ser útil? – Sakura paralisa sem saber por onde começar. A sua respiração ficava pesada, e a sua garganta seca. A boca abrir e fechava continuamente. Novamente fecha os olhos e ganha coragem para falar.

- Um teste de gravidez. – Responde baixinho como se estivesse a contar algum segredo. A mulher a sua frente fica a olhar para ela mas vai buscar o pedido sem pronunciar uma palavra.

- É só? – Sakura apenas confirma com a cabeça e coloca o dinheiro todo da sua carteira em cima da bancada. Naquele momento não se importava quanto custava ou o troco que ia receber. – É preferível fazer de manha e sem beber agua durante a noite.

- Obrigada. – A jovem dos olhos de esmeralda pega no saco e sai a correr do local até sua casa. O caminho parecia ter sido longo, mas tinha-o feito em menos de cinco minutos. Por sorte ninguém estava em casa. Descalça-se e soube ate ao seu quarto escondendo o saco debaixo da almofada.

Suspirando cansada senta-se no chão encostada a cama. Os seus olhos tinham lágrimas que queriam sair. Mas ela obrigava-as manterem-se no seu lugar.

O seu estômago começa a roncar com fome. Esquecida da sua tristeza, a rapariga começa a vasculhar a cozinha toda.

- Apetecia-me empadas. – Pensa a rapariga em voz alta. Nesse momento a porta da rua abre-se, entrando por ela, Touya.

- Sakura? – Pergunta ao ver ali a irmã no horário de aulas.

- Não estava a sentir-me bem. Então vi para casa. Mas estava com fome. Estava-me apetecer empadas.

- Bem, eu tenho é aqui um bolo de chocolate… - Mas antes de poder acabar a sua frase, Sakura já tinha tirado o bolo das suas mãos e tinha cortado uma fatia enorme. – És mesmo uma monstrega. Tens um apetite de um monstro. – Mas a rapariga nem se importava, estava a deliciar-se com o bolo como se nunca tivesse comido nada de doce em toda a sua vida.

A noite finalmente tinha chegado. Sakura não tinha parado de receber sms do namorado e da amiga assim que as aulas tinham acabado. Ambos queriam ir vê-la, mas ela não se sentia em condições para falar com ninguém.

Teve dificuldade em dormir. O seu coração batia como nunca. E não conseguia encontrar posição para dormir. Mas tinha que adormecer, no dia seguinte tinha aulas e não podia faltar. Mas estava ansiosa de mais.

Mas finalmente adormeceu e em poucas horas já era de manha. Sakura tinha posto o despertador para tocar meia hora mais cedo, mas ela acordou antes dele. Com um aperto no coração pega no saco debaixo da sua almofada e vai até a casa de banho trancando a porta.

A tremer abre a embalagem e começa a ler as instruções rapidamente. E sem esperar muito faz o que as instruções diziam. Assim feito coloca o teste sobre a bancada da casa de banho e começa andar de um lado para o outro esperando os cinco minutos passarem. E assim que passaram, a rapariga pega no teste e fica a segura-lo mas sem coragem de ver o resultado. Mas passado alguns segundos abre os olhos e depara-se com as duas riscas. Positivo.

Assustada larga o teste e recua ate a parede mais próxima, onde se encosta e desliza ate ao chão a chorar. Os minutos passaram até começar a sentir movimento em casa. Rapidamente pega em tudo e corre até ao quarto enfiando-se na cama de novo. As lágrimas não paravam de cair pelo seu rosto. Em suas mãos segurava o teste fortemente como se estivesse a proteger algo importante.

O irmão tinha a ido chamar, mas ela não queria ir a escola, não naquele estado. Com a desculpa que estava doente conseguiu convencer o irmão a deixar ela ficar a descansar.

Assim que o irmão saiu, Sakura pega no telemóvel e manda uma mensagem ao namorado a pedir para ele ir ter com ela o mais rápido possível. E como previsto ele aceitou sem questionar.

Em dez minutos ele já estava a tocar a campainha. Sakura vagarosamente abre a porta e abraça-o como se não houvesse amanha. As lágrimas teimavam em cair por sua cara, o que assustava o jovem.

- Amor o que se passa? – Shaoran tentava acalma-la mas sem muitos resultados. Vendo que não ia acalmar-se rápido, o rapaz pega-a ao colo e leva-a até ao seu quarto deitando-a na cama. – Sakura o que aconteceu? – O rapaz começava a preocupar-se muito com o estado da jovem. Ela não parava de chorar e de tremer. Notava-se que estava assustada e com medo. Ele apenas não sabia era o que era.

- Desculpa, a culpa é minha. – Diz a rapariga entre soluços.

- Culpa do que amor?

- Disto. – Sakura pega no teste e entrega-o ao rapaz. Assim que ele segura ela volta-se a encolher na cama e a chorar mais. Ele olhava para o objecto em sua mão sem ainda entender o que se estava a passar.

- O que é isto?

- Teste de gravidez. – Responde com voz fria. O rapaz congela ao ouvir aquelas palavras vindas da jovem.

- Isto quer dizer que… - Mas não conseguiu concluir os seus pensamentos. Sakura tinha sentado na cama mas ainda de costas para o rapaz.

- Eu andava a estranha, a menstruação não tinha aparecido, o peito doía-me e estas tonturas e vómitos, não eram normais. Ontem quando vim para casa passei por uma farmácia e…

- Foste comparar. – Sakura afirmou com a cabeça.

- Shaoran… estou grávida. – Diz a rapariga olhando para o rapaz finalmente naquele dia. Os olhos de ambos encaravam-se cheios de medos e tristezas.

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Continua…

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Bem, voltei com mais um capitulo, pequeno e um bocado sem acçao. Mas espero que o próximo seja melhor

Quero reviews xD

Beijinhos

Daniela alex