Disclaimer: Vocês já sabem, né? Naruto não me pertence e talz...

OBS: Cap. postado nas pressas...Não deu pra responder review, então i'm sorry! Eu juro que no próximo capítulo eu faço isso direitinho!

DOMO ARIGATOU TO REBECCA-SENPAI.


Capitulo Quatro: Amargo veneno

- Ai...Ai, minha cabeça... – Resmungou Naruto alisando a testa.

Ele havia sido deixado em casa no dia anterior por Kiba e Sai, ambos já embriagados assim como ele próprio. Sai havia dirigido, pois ficava somente ainda mais implicante quando bêbado.

Saiu do superlotado vagão de metrô e saiu subindo as escadas, até chegar a uma rua movimentada.

Em poucos minutos, Naruto entrava pelo saguão do prédio da sede da polícia do Japão, que era imenso, diga-se de passagem.

Ele saiu andando até que parou de frente de um dos elevadores, para esperar.

A dor de cabeça começou a aumentar e ele enfiou a mão dentro do terno preto e tirou de lá uma cartela de comprimidos para dor, enfiando uma pílula na boca.

Guardou a cartela num dos bolsos do terno e ajeitou a sua pasta marrom-escura de couro na mão esquerda, já que a direita estava engessada.

- Ohaiyo, Naruto-kun. – Falou Sai parando ao seu lado, sorrindo.

- Minha nossa, você surge do nada mesmo. – Falou num tom de susto..

- Assim é mais divertido. – Argumentou ele, entrando no elevador.

- Há, há.

- Então, de ressaca?

- Você nem imagina. Parece até que jogaram um ônibus em cima de mim.

- Eu falei para não exagerar.

- E você, de ressaca?

- Não, você sabe que eu não tenho essas coisas, Naruto.

- Também, você bebe mais que um barril! Álcool não te afeta mais, Sai.

- Ah, obrigado. Isso é mesmo um elogio.

- Hmpf.

O elevador se abriu e eles entraram num longo corredor.

Andaram por alguns minutos, e passaram por várias portas, com várias plaquinhas e vários nomes.

Entraram numa sala com uma enorme porta de vidro, cujo sensor fez com que se abrisse. Nela havia uma plaquinha que dizia: CCO – Tókio.

Atrás de um balcão que se havia logo de cara, estava uma mulher loira com um tailleur roxo e camisa de gola alta branca, que tagarelava no telefone, enquanto lixava as enormes unhas.

Ao lado do balcão, havia um homem corpulento vestido com roupas de segurança, em pé, parado como uma estátua na frente de uma porta de vidro.

- ...Kami-sama! Mas que galinha! E eu pensei que ele era um homem direto. Sim, sim, não é? Ele é tão educado!...É, é, sim! Oh, mas essas coisas engordam muito, você sabe que eu tenho que me cuidar, querida... Ah, aquela Prada vermelha? Ahã, sei, sei...Sim, mas é claro...Ahn, humrum...Oh...Ahn...Fale, Fale. Sei e então...NARUTO! É querida, o dever me chama, desculpe, mas tenho que ir, docinho. É, na sexta, sim beijinhos, florzinha! – Finalizou Ino, batendo com violência o telefone no gancho. – NARUTO! O QUE ACONTECEU COM VOCÊ?!

A moça se jogou em cima de Naruto, o abraçou e começou a chacoalhá-lo.

- Olha só! Você está pálido, e olha só, está mais magrinho também! Kami-sama, e olha só o seu braço, homem!

- Calma, Ino! Não mate o Naruto! – Disse Chouji afastando-a do loiro. – Ficamos muito preocupados com você, sabia? – Começou ele sério.

- Desculpe. Eu dei mancada. – coçou a cabeça.

- Ora! Daquela vez a Temari-san caiu daquela escada! E depois o Gaara quebrou a clavícula! E o Sai esse irresponsável, que levou aquelas facadas aquela vez! E agora você com esse tiro, Naruto! Olhe, vocês vão se matar desse jeito. Eu não agüento isso não, meu Kami-sama! – Resmungou Ino indo para trás do balcão, implicante.

- Desculpe-me por ter que ter levado aquelas facadas para que aquela bomba não explodisse a rua inteira, Ino. – Urrou Sai, olhando-a com o seu melhor olhar de irritação.

- E perdoe a mim, a Temari e ao Gaara por termos feito nosso trabalho como manda o figurino. – Resmungou Naruto. – Qualé, Ino. 'Cê sabe que é nosso trabalho.

- É, ossos do ofício, sei, sei. – Disse ixando as unhas. – Vocês me deixam louca e ainda fazem isso comigo... O Kiba já chegou. A Temari, o Gaara, o Kankurou e o Kakashi já estão enfiados aí dentro também.

- Certo...Então, 'té mais.

- Tchau.

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Sasuke estava cansado. Passara a noite do dia anterior em um de seus sete hospitais.

Como herdeiro da consagrada família de médicos e farmacêuticos Uchiha, ele ficara com a parte hospitalar da família, e seu irmão Uchiha Itachi com a parte farmacêutica que tinha vários laboratórios cujos remédios chegavam a toda a Ásia.

Enquanto perambulava pelos corredores indo em direção à sala que sempre ficava com Juugo, Suigetsu e Karin, o jovem herdeiro estava pensativo.

O motivo de tanta reflexão? Simples.

Chegou à sala prometida e lá estavam as únicas pessoas das quais poderia considerar amigos: Suigetsu, Karin e Juugo.

No momento que ele entrou na sala, Karin se levantou sacudindo os seus brinquinhos de bijuteria e cumprimentou, requebrando os quadris e jogando os cabelos para trás:

- Ohaiyo Gosaimasu, Sasuke-kun!

- Oi. – Falou ele secamente.

- Bom dia, Sasuke.

- Dia, Juugo.

- Sentiu falta de mim na sua cama, honey?

- Vá passear, Suigetsu. – Disse ele lhe lançando um olhar frívolo.

- Alguma novidade, Sasuke-kun? – Perguntou a médica em som tom altamente meloso de sempre.

- Recebi uma carta hoje. – Anunciou ele colocando sua bolsa em cima da bancada de vidro.

- Pensei que você recebesse cartas todos os dias. – Falou o pneumologista em tom zombeteiro.

- É uma carta diferente, Suigetsu. – Disse Juugo simplesmente. – Do que se trata, Sasuke?

- Um congresso na Alemanha. Em Berlim. – Anunciou ele, revelando o motivo de sua preocupação. – É um evento longo, dura mais de três semanas e tem algumas palestras muito interessantes sobre neurologia.

- Não tá muito em cima da hora, não? – Perguntou a proctologista.

- Tinha recebido a carta faz tempo, mas só tive saco de ler hoje. Pensei que era mais uma desses orfanatos pedindo dinheiro para crianças aleijadas e cotós.

- Uh...Mas esse troço não dura muito tempo não?

- É inédito. Reúne gente do mundo todo e traz muitas informações.

- Significa que nós vamos ter que ficar de olho em seus hospitais, né? – Perguntou seriamente o de cabelos muito claros.

- Meus advogados cuidam disso. – Disse Sasuke tranqüilamente. – Só o que me preocupo é com as datas. Se eu for, minha agenda superlota para quando eu voltar, e as coisas vão ficar muito complicadas. – Ele suspirou e disse com seriedade: - Acho melhor não ir.

- Não se preocupe com isso, Sasuke. – Disse o Juugo olhando para ele. – Uma chance assim só aparece uma vez na vida. E além do mais, você nunca tirou férias nem saiu de Tókio desde que assumiu os hospitais. Você já está sobrecarregado.

- Concordo. – Disse Suigetsu. – Ter vossa gostosoridade por perto é maravilhoso, mas acorda, Sasuke. Você não tira férias há anos e convive com uma agenda superlotada. Você vai fazer uma viagem a trabalho, o que nem é tanto. Mas vai te fazer bem, lindão. Vai dar pra descansar um pouco.

- Concordo plenamente com eles. – Falou Karin ajeitando o seu brinco que caía.

Sasuke olhou para os três por instantes. Sim, era verdade, tirara férias pela última vez quando ainda fazia curso no exterior. Desde que voltara ao Japão com vinte e seis anos e um monte de diplomas à tira-colo, nunca ficara mais tempo sem trabalhar do que a semana da Golden Week, e muito menos havia saído de Tókio. O máximo que já fizera era ter ido a bairros que chegavam perto das rodovias que ligavam a cidade ao resto do Japão; sem falar que congressos também só na mega-cidade.

Talvez os três idiotas tivessem noção do que estavam falando.

- A gente manda passar seus pacientes para outros médicos, quem sabe assim sua agenda fica mais livre. – Falou a proctologista por fim.

O herdeiro Uchiha olhou para os três por um longuíssimo minuto, e falou por fim:

- Vou pensar nisso.

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- Naruto-kun! – Berrou uma criatura sorridente se aproximando de Naruto.

O loiro olhou para além da sua escrivaninha e disse por fim:

- Lee! Tudo bom, compadre?

- Tudo ótimo, Naruto-kun! E aí, como vai? Está melhor?

- Claro! E obrigada pelas flores, dattebaiyo! Aquelas rosas amarelas eram muito legais...

- De nada. – Disse fazendo a pose de Nice Guy e abrindo um sorrisão.

- Hehehehe. E aí, a Sakura-chan ta aí?

- Tá, mas ela tá vendo um corpo que chegou mais cedo. Assalto a mão armada, sabe como é...

- Eca! Francamente, Lee, não sei como você gosta disso. A Sakura já namorou comigo e a gente falava de muita coisa, mas até hoje eu não entendo como vocês gostam disso.

Lee abriu um sorrisão e disse:

- Eu sinto a energia deles fluindo para mim, Naruto-kun! É como se eu revivesse, com toda aquela energia positiva fluindo dos seus poros para os meus! É MARAVILHOSO! MÁGICO! E a juventude dos mais jovens e a sabedoria dos mais velhos também entram no meu corpo! E suas almas sorriem para mim, Naruto-kun! E tudo fica melhor...!

- Tá, tá ele já entendeu, Lee. – Resmungou uma voz de mulher de trás deles. – Você mal o vê e já vai enfiar essas baboseiras na cabeça dele.

- Sakura-chan! – Cumprimentou o policial sorrindo como uma criança que ganha um doce.

- Você já está melhor? – Perguntou a mulher de cabelos rosados gentil. – Não faça mais essas besteiras, ouviu? Eu não pretendo ir ao seu velório, seu baka...

- Eu tô legal, Sakura-chan! Só tenho que fazer fisioterapia agora...

- Certo. E faça mesmo, pra ficar bom logo.

- Sakura, não fale assim logo de cara com o Naruto-kun...

- Ah, é, eu tenho uma coisa importante pra perguntar, 'ttebaiyo. Por que foi que abafaram aquele caso, do velho e da mulher em Shibuya...?

Silêncio.

Sakura e Lee se olharam por um instante com ar de cumplicidade, deixando Naruto muito curioso.

- Lee, vamos logo! – Bradou Sakura do nada. – Temos que examinar aquele corpo...

- Ah, é, temos sim, temos... Até mais, Naruto-kun!

- EI! Respondam-me!

- Depois, depois! – Disseram os dois legistas sumindo pelo grande amontoado de escrivaninhas e computadores.

- Eu já perguntei isso pra a Temari-san e pro Kiba e ao Sai também! Por que todo mundo tá escondendo isso de mim? – Perguntou-se ele se jogando em sua cadeira com raiva. – Por que eu sempre faço papel de idiota?! Já estou cheio disso!

- Você quer mesmo saber? – Perguntou uma voz sombria vindo de trás de si.

- AHHHHHHHH!!

- Cala a boca! – Resmungou Ino.

- Ah, é você, Ino. – Disse Naruto aliviado.

- Eu mesma. – Disse ela toda cheia de si.

- Só podia ser você mesmo. – Resmungou Naruto enfiando um comprimido para dor na boca. A ressaca ainda não passara. – Desculpe por hoje mais cedo, exagerei.

- É, eu reparei. Mas não tem como eu ficar brava com uma coisinha inocente como você, tem? – Perguntou ela cravando suas unhas na bochecha dele. – E além do mais me precipitei hoje de manhã também.

- Minha bochecha dói... – Chiou ele tentando tirar as unhas da garota de sua bochecha com o braço bom. – Mas me conta, me conta! O que é que todo mundo está escondendo de mim!?

Ino a olhou com um semblante muito sério e preocupado.

- Naruto... Olha, sério, eu não tenho o direito de te impedir de saber a verdade. Ninguém tem. Mas talvez isso seja muito chocante pra você. Deixa você melhorar e ficar com a saúde perfeita logo...

- Me diga logo. – Bradou Naruto curioso.

- Tem a ver com seus pais. E com o Orochimaru. – Sussurrou ela.

Naruto gelou no mesmo instante. Pensara que se tratava de uma coisa normal como tiros. Mas nunca iria associar o assassinato de seus pais com isso. E muito menos aquele homem.

- Então fale logo. – Disse ele agarrando o braço da recepcionista.

Ino olhou para ele como se perguntasse se tinha certeza. E ele chacoalhou a cabeça para baixo e para cima, com uma expressão um pouco assustada, mas decidida.

- Me disseram para não contar isso a você, mas pelo o que eu vejo, se eu não disser, você não vai parar de me encher. – Disse ela suspirando. – Os corpos tinham os rostos desfigurados com ácido fólico e foram mortos com uma mistura de veneno de cobra. Taipan, Naja e Mamba Negra. E por cima de tudo, tinham o selo proibido no pescoço. Como seus pais, Naruto. – Falou ela bem devagar, para que o garoto entendesse bem. – Orochimaru voltou.

Naruto soltou o braço de Ino e arregalou os olhos, olhando para o nada.

- Acho que você quer ficar sozinho. Foi mal. – Disse a mulher se retirando.

Olhava para o nada, se lembrando da sua mãe, e de seu pai... As pessoas que mais amava e que mais sentia falta.

Agora, já sabia o que iria querer fazer da vida.

Ir atrás de Orochimaru.

Uma lágrima solitária cheia de dores e de lembranças doídas escorreu pelo rosto do Uzumaki.

Alguém tinha jogado sal numa ferida. A ferida que Naruto mais queria esquecer, a que mais lhe amargurava e fazia sofrer.

Ele olhou para o braço, reflexivo. Iria passar um bom tempo daquele jeito.

Era o tempo que tinha para pensar no que fazer.

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Uma semana depois...

Naruto estava sentado numa cadeira confortável, no consultório de um médico já bem conhecido seu: Uchiha Sasuke.

Naruto não estava com o gesso, tinha o braço enfaixado.

Sasuke olhava pasmo para uma radiografia que colocara na frente de um painel de luz.

- E então, Sasuke? Eu já estou bom? – Perguntou o paciente.

O médico se virou lentamente para ele e lhe perguntou, assustado:

- Você sabe quanto tempo a chapa e os ossos levam para ficar no lugar normalmente?

O loiro sacudiu a cabeça para os lados, negando.

- Um mês ou mais.E isso sem contar a fisioterapia.

Naruto ficou feliz e perguntou:

- Então eu já vou poder tirar o gesso de vez?

- Não tenho mais porque mantê-lo.

O homem se segurou para não gritar de alegria.

- Ainda bem! Eu sou destro e as coisas tem sido um inferno sem a minha mão... Ah, é, tem uma coisa que eu queria perguntar a você: quem é o dono deste hospital?

- Eu.

Agora foi a vez do loiro ficar estupefado e o outro achou graça.

- Você voa também? Consegue pular de um prédio sem se machucar? Minha nossa senhora, Sasuke! Tem alguma coisa que você não faça no fim das contas?

Sasuke abriu um sorriso. Um sorriso completo, como não dava há muito tempo, o que fez Naruto reparar numa coisa: seu médico era um homem bonito.

- Na verdade, acho que você nunca ouviu falar no meu nome antes de chegar aqui. Mas sou um dos herdeiros da famosa família Uchiha de médicos e farmacêuticos. Eu e meu irmão somos herdeiros do maior patrimônio em instituições médicas do país. – Falou com sua voz rouca.

- Ah! É por isso que você faz de tudo! Agora eu entendi! – Falou Naruto, encaixando as coisas na sua cabeça. – Bem, mas dá pra tirar essa coisa? Não vou precisar mais, não é? – Disse apontando para o braço cheio de faixas.

Sasuke se levantou e saiu tirando as camadas de algodão e de bandagens do braço do outro.

- Pronto. – Disse se virando para o paciente, e o olhando dentro dos olhos azuis como o céu, de perto.

Naruto sentiu uma coisa muito estranha subir pela sua espinha. Era como se alguém tivesse passado gelo por dentro de suas costas e depois amassado seu estômago e colocado uma coisa fria e gosmenta lá dentro, chacoalhando com força.

Os olhos de Sasuke eram de um negrume incomparavelmente bonito. Era como se todos os anjos tivessem feito aqueles olhos com a máxima precisão, todos juntos.

- Você tem olhos bonitos. – Disse o loiro. Ele percebeu o que falara e começou a se xingar mentalmente.

- Ah, obrigado. – Agradeceu Sasuke. Achou estranho. Um homem falando que seus olhos eram bonitos? Mas se tratando de Naruto, talvez isso não fosse tão incomum assim. – Bem, quero que fique tomando esses remédios aqui. – Disse entregando-lhe uma receita com o nome de três medicamentos. – Esse aqui é para que os ossos fiquem mais fortes mais rápido, tome duas caixas. Este para caso você fique com dores; se ficar, me ligue. E esse é para o seu corpo não tenha nenhuma reação alérgica em relação à chapa. Tome durante um mês. Se acontecer qualquer coisa, pode em ligar ou me procurar. E por favor, por enquanto não faça nenhuma operação ou coisa perigosa.

- Certo. – Disse o loiro se levantando. – Obrigado. – Disse estendendo a mão ao seu médico.

- Disponha. – Disse o neurologista, apertando a mão do loiro. Ele levou até a porta, que dava direto para um dos corredores do hospital e disse: - Lembre-se, se precisar me ligue. Mas não poderei te atender se acontecer alguma coisa nas próximas três semanas. Eu vou estar em um congresso em Berlim.

- Certo. Mas você vai ver que eu não vou precisar. 'Té mais. – Disse fazendo sinal de tchau com a mão esquerda.

Sasuke estendeu a mão no ar, retribuindo o gesto discretamente.

Naruto foi embora pelo corredor e passou pela recepção, onde várias balconistas falavam ao telefone e marcavam consultas, todas elas aparentemente apressadas.

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Suigetsu, Sasuke, Karin e Juugo comiam na sala onde sempre se encontravam, em silêncio.

- Cê ainda tem shoyu aí, Suigetsu? – Perguntou Karin esticando a mão. – Passa.

- Pensei que você estava fazendo dieta. – Falou ele entregando um saquinho com molho.

- Hoje eu posso. Ontem eu não jantei e nem tomei café hoje de manhã. – Disse ela vitoriosa. – Desse jeito eu vou ficar igual a uma modelo rapidinho.

- Nem aqui nem na China. Tá difícil, hein, Karin. – Falou Suigetsu entre risadinhas maldosas.

Karin nada disse, apenas enfiou seu salto agulha prateado nas costas do homem que gemeu de dor.

- Já comprou a passagem para a Alemanha, Sasuke? – Perguntou Juugo, educado como sempre.

- Sim. Vou depois de amanhã.

- Vou sentir saudades. – Disse Suigetsu soltando um beijinho à Sasuke que lhe mostrou o dedo num gesto obsceno.

- Quer que eu te leve ao aeroporto, Sasuke-kun? – Perguntou Karin que já terminava sua refeição.

- Não, vou de táxi.

- Que pena... Mas se precisar ligue! Bem, já vou indo. – Disse a moça se levantando. – Até mais, Sasuke-kun

- Tchau, Karin.

Karin saiu da sala excitada. Sasuke nunca lhe dissera 'tchau' nenhuma vez na vida.

- Vou-me indo também. – Falou o herdeiro afortunado levantando-se da cadeira. – Tchau, Juugo. Até mais, Suigetsu.

- Tchau, Sasuke. – Disseram os dois homens em uníssono.

Quando Sasuke foi embora, Juugo disse:

- É, você tem razão. Ele está apaixonado.

- Eu sou foda mesmo. – Falou Suigetsu orgulhosíssimo.

- Eu tenho achado ele estranho nos últimos dias também. Mas imaginei que fosse alguma outra coisa. Mas me diga Suigetsu: como você descobriu e quem é a sortuda?

- Bem, eu diria que descobri por mera coincidência e diria também que não existe nenhuma 'sortuda'. – Falou se levantando. – Tenho que ir.

- Me explique melhor.

- Bem, você já viu o Sasuke mandando algum paciente ligar para ele?

- Não. – Respondeu o de cabelos castanhos de imediato.

- Bem, existe uma pessoa para quem ele faz isso. Mas vamos deixar que você descubra o resto sozinho, Juugo. Tchauzinho! – Disse saindo com um sorriso cheio de escárnio no rosto.

- Odeio quando você faz isso, Suigetsu. – Murmurou o médico de cabelos castanhos cerrando os punhos.

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Naruto acabara de voltar do médico. Ele se sentou em sua cadeira e ficou olhando para o teto. Estava ficando louco? Aquela coisa no que aconteceu quando ficara cara-a-cara com Sasuke lhe pareceu além de patética, completamente louca.

Quer dizer, ele tinha sentido o que Ino chamava de frisson. E segundo ela, um frisson acontecia nos momentos mais inesperados com as pessoas mais inesperadas e se você sentisse muitos frissons quando estivesse com uma pessoa, então você estava apaixonado.

Mas o Uzumaki não tinha por que dar ouvidos à Ino, não é? Todo mundo tem calafrios pelo o menos uma vez na vida, principalmente ele que não era de ferro e estava doente...

O rapaz se virou para a sua escrivaninha que era colocada dentro de um boxe bege, cujas paredes estavam lotadas de um único nome: Orochimaru.

As paredes tinham este nome escrito em recortes de jornais e revistas, de todo o tipo de letra, de todos os tamanhos possíveis e várias reportagens e fotos de um homem que tinha uma face horrível; a pele completamente branca e olhos que lembravam os de uma cobra das mais grotescas.

Depois de ligá-lo, Naruto começou a mexer em diversas janelas de seu computador.

Depois do que a recepcionista loura lhe dissera, Naruto agora ficara obcecado com o tal de Orochimaru.

"Orochimaru era um grande mafioso japonês. Era o líder da família Oto, a mais poderosa da Yakuza há cerca de vinte anos.

Ele fazia de tudo: transportava drogas, armas, mexia com lixo nuclear, tinha um bando de extermínio...Em fim, a 'cobra' como era conhecido, fazia de qualquer negócio.

Mas um agente da polícia japonesa, Namikaze Minato havia comandado uma mega operação policial que o prenderia e faria a sua família simplesmente desmoronar.

Mas antes de ser preso, o mafioso descobrira que o tal de Minato tinha família; uma esposa e um filho pequeno, com sete anos.

Então ele foi até a casa da família e vasculhou-a... Encontrou a mulher e o policial que o tentara prender. Jogou ácido fólico nos rostos dos dois para que ficassem desordenados. E depois injetou em cada um uma mistura de venenos de algumas das cobras mais temidas: a Taipan, a mais venenosa do mundo, a Naja, muito temida e a Mamba Negra, cujo nome sempre causava admiração nas pessoas. O veneno de apenas uma daquelas cobras teria sido o suficiente... Mas por motivos desconhecidos, ele resolveu envenenar o casal com aqueles três venenos.

Depois, quando teve certeza de que estavam mortos, o homem colocou a marca proibida, símbolo de sua agora falida família no pescoço de cada um deles.

Quando acabou o serviço, o homem vasculhou a casa à procura do tal filho dos policiais bastardos, que não sabia nem o nome.

Como não achou a criança, ele resolveu ir embora para que não fosse descoberto.

A mulher tinha chamado um eletricista para fazer um serviço, e como o prometido, o homem foi até lá naquela tarde...

...E achou os corpos.

O filho dos Namikaze, Naruto, tinha ido brincar com alguns amigos num parquinho do bairro. Quando voltou, a polícia já estava lá e os corpos já haviam sido levados.

No fim, o menino ficou sobre a guarda do tio-avô, que era o único familiar vivo.

Ninguém nunca soube o paradeiro de Orochimaru. Ele deixou escrito na parede da sala da casa as seguintes palavras: 'Eu voltarei, e aqueles que agora comemoram meu fim irão pagar, e pagar muito caro.'

Foram feitas buscas à procura dele, mas ninguém nunca o achou, nem no Japão e nem em nenhum lugar do mundo."

Naruto leu alguma coisa no computador e arregalou os olhos.

Como uma bala ele correu até a sala do chefe do departamento e entrou berrando sem a mínima cerimônia:

- KAKASHI-SENSEI! KAKASHI-SENSEI!!

O tal de Kakashi era um homem de cabelos cinzentos que caiu da cadeira na hora que Naruto entrou berrando em sua pequena sala.

- O que é, Naruto? – Perguntou ele desconcentrado.

- DisseramqueacobrasebosaestáemBerlimeeuqueroirláinvestigar!

Kakashi olhou para o loiro assustado e disse enquanto pegava um livrinho laranja que havia deixado cair no chão:

- Como é?

- Acham que a cobra sebosa está em Berlim! Não viu aquela nota da Interpool não? Deixa eu investigar lá! Deixa! Deixa! Deixa!

- Não.

- Vaaaaai, por favor... – Falou Naruto se ajoelhando no chão à frente de Kakashi. – Deixa...

- Naruto... Nós não temos dinheiro para isso. – Disse o homem sério. – Ultimamente a polícia tem estado com vacas magras.

- Please! – Disse o loiro com os olhos brilhando.

O chefe de departamento o olhou sério.

- Posso perguntar à central se eles liberam... Mas as chances de isso acontecer são quase de zero, Naruto. – Falou ele com um suspiro. – Vou tentar mais não garanto nada, tá ouvindo?

- Kakashi-sensei. Mesmo se a central não liberar, eu vou acabar indo. – Falou o loiro se virando para a porta.

- Mas é arriscado demais. – Falou Kakashi por fim. – Não posso deixar você fazer uma besteira dessas.

- É uma besteira, mas é questão de honra.


Ops! Me desculpem, mas é que hoje eu estou sem tempo de ver as coisas direito, por aqui. Mas eu prefiro ser pontual do que deixar vocês esperando, minna...

Da próxima eu JURO que respondo às reviews! E desculpem qualquer erro de escrita!!

Mandem reviews, se puderem e não estiverem desapontados comigo. ó.ó

Kissus, Mei (que de senpai não tem nada!).