Vampire Knight – Immoral Love
–Capítulo 4—
Quando Yuuki acordou na noite seguinte estava aquecida e segura, ela cheirava sutil e sugestivamente a sangue e quando ela olhou para cima viu que estava em sua própria cama, Yori-chan dormia próxima. Ela ouviu o estar da porta fechando e passos na entrada.
"Nii-sama…" ela murmurou, voltando-se para enfrentar a amiga. "Como você pode ser tão sagaz?"
Os olhos de Yori se abriram e ela olhou para Yuuki. "O que você disse, Yuuki-chan?" ela perguntou, abraçando a amiga calorosamente.
"Nada," Yuuki sorriu, beijando a bochecha de Yori. "Boa noite."
Yori deu uma risadinha. "Eu me sinto como um vampiro, dormindo durante o dia e acordando durante a noite,"
Yuuki sorriu.
"Você está feliz, Yuuki-chan," Yori perguntou, concentrando-se em sua melhor amiga, descansando sua mão no ombro dela. "Honestamente?"
Yuuki ficou lá, olhando através da cama sua amiga confidente. Tão mau que ela queria apenas desmoronar e chorar no ombro da amiga, mas ela sabia que isso iria afetar sua amiga negativamente. Também não conseguiu sorrir de forma tranqüilizadora para ela.
"Eu… Eu não sei…" Yuuki sussurrou. "Eu… Eu amo o Kaname com tudo o que sou, e eu não quero viver sem ele… sob quaisquer circunstâncias… mas… Eu me sinto tão fraca e inútil o tempo todo, pelo menos na Academia Cross eu era prefeita e fazia algo importante… mas aqui… eu me sinto… insuficiente o tempo todo…" ela murmurou, algumas lágrimas rolando pela sua bochecha. "Nii-sama… ele me protege, e ele se preocupa por mim… mas às vezes eu gostaria que ele me deixasse cair para que eu pudesse me levantar e limpar-me sozinha."
Yori abraçou-a. "Fica fácil com ele, ele ama você, e ele só quer protegê-la."
"Mas às vezes isso é o problema," Yuuki disse baixinho. "É difícil distinguir se ele está tentando me proteger, apenas a Yuuki, ou se ele está tentando proteger a versão de mim com cinco anos de idade…"
Yori mordeu o lábio enquanto considerava o dilema de Yuuki. "Eu não sei muito sobre o Kaname-sempai, exceto que ele é um vampiro, mas eu sei de uma coisa," ela disse, segurando os dedos dela elaborando um ponto. "Kaname-sempai poderia ter tido qualquer garota, tanto humana quanto vampira, em toda escola, entretanto ele não tem olhos para nenhuma outra garota exceto você."
Yuuki considerou o ponto de Yori por alguns segundos antes de sorrir. "Você está… Você está certa…"
"Vamos nos vestir e ir para fora, nós podemos brincar de jogar neve como fazíamos na escola!" Yori disse, pulando para fora da cama. "Eu vou correr yah!"
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Kaname encostou-se na janela da sala entre os outros vampiros quando ouviu uma corrida vindo do corredor. Todas as cabeças dos vampiros viraram-se para ver Yuuki e Yori correndo para a sala, dando risadinhas e arfando conforme evitavam uma a outra simulando um pique-pega. Elas forçaram uma parada na frente de Kaname, que olhou divertido.
"Nii-sama, está tudo bem se Yori-chan e eu formos brincar lá fora na neve? Eu prometo que vamos ser excepcionalmente cuidadosas!" Yuuki implorou, agarrando a camisa dele com as duas mãos.
"Está muito escuro e frio lá fora agora, senhoritas," Kaname disse, olhando a neve macia caindo na janela.
"Eu sei, mas eu prometo Nii-sama, se ficar frio, ou se sentirmos qualquer perigo lá fora nós entramos!" Yuuki tranqüilizou.
"Por favor Kaname-sempai?" Yori perguntou, entrelaçando as mãos.
"Se isso fizer você se sentir melhor, Kaname-sama, eu vou acompanhar essas belas damas em seu jogo!" Aidou disse, inclinando-se para beijar a mão de Yori e Yuuki.
Ambas colocaram a mão para trás e lhe deram um tapa antes que Kaname pudesse reagir.
"Wow Hanabusa partiu de ambos os lados…" Kain disse agradavelmente.
"Na verdade… eu sinto que elas estariam em um perigo maior se as colocasse em seu cuidado, Hanabusa-san," Kaname disse, gota escorrendo. Mas então ele se virou para as meninas rindo. "Você pode sair se assim desejar, mas por favor agasalhe-se, está muito frio lá fora, e não queremos que vocês duas peguem um resfriado, não queremos?"
"Obrigada, Kaname-sempai!" Yori disse, correndo para o hall.
Yuuki olhou profundamente nos olhos de Kaname, inclinando-se para beijá-lo na bochecha carinhosamente. "Obrigada, Nii-sama,"
"Divirta-se, meu amor," ele disse, escovando o cabelo dela com os dedos.
"Vamos Yuuki-chan!" Yori chamou e Yuuki giro em volta, rindo enquanto passava por outros vampiros em direção à saída.
"Kaname-sama?" Aidou perguntou gentilmente, olhando para ele.
"Eu sei…" Kaname respondeu.
"Quanto tempo tem sido," Shiki perguntou, jogando umas bolinhas no ar.
Rima pegou em sua mão estendida. "—desde que Yuuki-sama sorriu e riu assim?"
"Muito tempo…"Kaname disse infeliz enquanto o riso alegre ecoou distante.
"Você está presente, era perfeito para a Yuuki-sama." Kain disse.
"Quais são seus pensamentos, Kaname-sama?" Ruka perguntou suavemente enquanto ele olhava pela janela as duas jovens correndo pela neve, deixando um rastro de pegadas para trás.
"Eu me perguntou se fiz a decisão certa em tirar Yuuki desta felicidade," ele disse tristemente. "Eu pensei que o meu amor seria o suficiente para fazê-la feliz, mas aparentemente eu nunca poderei ver seu sorriso sem Yori-san," ele disse tristemente.
Depois de um momento Aidou suspirou. "Kaname-sama, Yuuki-chan tem uma relação muito diferente com você do que com a amiga humana," ele disse, em pé enquanto andava até o lado dele na janela. "Yori-san preenche um vazio que vem de não ter uma influência parentesca feminina, como uma irmã ou mãe," ele disse. "Você não pode esperar preencher esse vazio,"
Kain olhou para Aidou, completamente chocado. "De onde é que toda essa sabedoria vem?"
"Isso foi sábio de acontecer!" Aidou vociferou.
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Yuuki estava enrolada em um cachecol e Yori fazia um boneco de neve quando sentiu a aproximação de Kaname.
"O lanche está pronto," ele disse calmamente enquanto sorria divertido sobre Yuuki, que tinha o cabelo molhado, as roupas estavam pesadas e encharcadas. "Você parece triste," ele disse, espremendo a água congelada do cabelo dela.
"Estou me divertindo muito, Nii-sama…" ela gemeu, e de nenhum lugar, Yori tinha jogado uma bola de neve, rindo.
"Eu vou pegar você por isso, Yori-chan!" Yuuki disse, inclinando-se param apanhar um punhado de neve, jogando nela. Houve uma forte pancada quando Yori levou o golpe no ombro.
"Owwie!" ela gritou, e eles cercaram o gramada da frente com risos alegres.
"Yuuki…" Kaname repreendeu, e Yuuki virou-se para ele. A face dele era séria.
"Oh… Okay Nii-sama," ela disse levemente, virando-se para Yori. "Você quer um lanche, Yori-chan?" ela gritou.
"Sim!" ela disse, correndo para a casa. "Eu vou me trocar rapidinho!"
Yori desapareceu dentro da casa e Yuuki pegou a mão de Kaname.
"Seus dedos estão congelando," ele disse, esfregando-as para aquecê-las.
"Sim, eles estão completamente dormentes," ela disse contente enquanto ele os levava para a mansão.
"Eu temo que este seja o último dia que a Yori-chan pode dormir aqui," ele explicou, apertando os dedos dela. "Nós devemos ir para nossas férias em algumas noites,"
Yuuki assentiu. "Obrigada por permitir que ela fique aqui, Nii-sama," ela disse, beijando a bochecha dele.
"Fico feliz que você tenha gostado da companhia dela," ele disse calmamente.
"Eu sei que tenho me esquecido de você," ela disse enquanto ele os subia pelos degraus da entrada. "Eu realmente sinto muito."
Ele riu. "Você vai saber quando eu me sentir desprezado, Yuuki."
Ele a levou para cima das escadas até seu quarto onde lentamente tirou o casaco dela e o pendurou na porta do armário. Ele então brincalhão tirou a boina dela e jogou uma toalha sobre seus cabelos molhados.
"Você se lembra quando eu costumava me sentar aqui e secar seu cabelo?" ele perguntou.
"Lembro-me de adormecer antes de você terminar…" ela respondeu, sorrindo calorosamente enquanto tirava as botas e colocava os chinelos. "Porque você fez isso?"
Ele sorriu totalmente consciente, colocando a toalha em volta do pescoço dela, puxando-a contra ele. "porque, eu quero protegê-la, e quero te fazer feliz."
"Mas porque?" ela perguntou. "Porque você me mimava tanto quando eu era pequena?"
Ele sorriu. "Porque eu queria preservar a menininha, da mulher que eu sabia que um dia se tornaria."
Uma imagem apareceu em sua mente quando ela se lembrou de si mesma correndo na neve, um sorridente Kaname andando atrás dela.
"Nii-sama! Nii-sama! Vamos correr!" ela exclamou, pegando a mão de Kaname e arrastando-o para o meio do quintal.
"Seja cuidadosa, Yuuki!" ele disse, lentamente perseguindo-a enquanto ela ria e corria em círculos em torno dele.
Então de repente outra imagem apareceu em sua mente. Ela ocorreu apenas a alguns momentos atrás.
"Eu vou pegar você por isso, Yori-chan!" Yuuki disse, inclinando-se param apanhar um punhado de neve, jogando nela. Houve uma forte pancada quando Yori levou o golpe no ombro.
"Owwie!" ela gritou, e eles cercaram o gramada da frente com risos alegres.
Ela sorriu. "Eu acho que você conseguiu."
"Depois de ver você hoje," ele disse, jogando o casaco quente dela e a saia cáqui. "Eu não duvido um minuto que eu consegui."
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Yuuki sorriu para si mesma quando Yori finalmente adormeceu enquanto o sol lentamente atingia o horizonte. Ela cuidadosamente saiu da cama e caminhou para o quarto do Kaname.
Ela girou a maçaneta e sorriu quando ele estava perto da janela olhando para fora pensativo.
"Você ainda está acordado," ela disse docemente.
"Eu estava esperando por você," ele disse estendendo os braços, mas ela já estava correndo em sua direção.
Ele apertou-a em sua volta e soltou-a sobre a cama macia, seu corpo ressaltou quando ela bateu no conforto macio. O rosto dele enterrado em seu pescoço, deixando beijos curtos onde quer que fosse. Ela correu os dedos pelo cabelo castanho dele.
"Pode por favor pegar meu sangue, Kaname?" ela perguntou sem fôlego enquanto expunha seu pescoço.
"Eu pensei que você nunca pediria…"
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"Não me questione sobre isso, Yuuki." Kaname disse, seus olhos sombrios.
Yuuki estava diante dele, braços cruzados. "Eu vou com você!" ela exclamou.
"Não, você vai ficar aqui," ele disse, fato real. "A Academia Cross é muito perigosa pra você agora."
"Não vou deixar você levar a Yori-chan para casa por si mesmo," ela disse severamente.
Os olhos dele se arregalaram. "É tudo sobre isso?" ele perguntou incrédulo. "Você está preocupada que eu vá morder sua amiga, quando eu evitei morder você por dez anos? A única mulher por quem eu ansiava?"
"Não, não tem nada a ver com isso!" ela exclamou. "Eu quero vê-la novamente, Academia Cross…" ela disse, então olhou para cima. "E Otou-san! Eu não vejo o Otou-san a mais de um ano!"
"É preciso lembrar que existe a possibilidade de que Kiryuu-kun esteja escondido em algum lugar, esperando sua volta para matá-la?"
"Eu estou indo," ela disse teimosamente.
"Não você não vai, mesmo que eu tenha que subjugar você, eu não permitirei que você venha," ele disse.
"Você não pode me subjugar! Eu não sou um dos nobres Kaname, Eu sou um puro-sangue também!"
Ele empurrou-a contra o colchão, suas mãos prendendo-a enquanto ele olhava sombriamente nos olhos dela. "Eu não preciso de poder pra subjugar você,"
Ela lutou para se libertar, mas ele a manteve presa. Frustração borbulhava dentro dela depois de alguns minutos e lágrimas escorriam pelo seu rosto. "Você não pode fazer isso…" ela disse.
Os olhos dele se arregalaram em choque. "Fazer o quê, Yuuki?"
"Você não pode voltar lá… e não me levar com você," ela chorou.
"O que você está falando?" ele perguntou, espelhava confusão em suas feições enquanto segurava-a firmemente contra o colchão.
"Você não pode… você não pode me deixar longe daquele lugar por um ano inteiro, e então quando eu tenho a oportunidade de visitar, você tirar isso de mim."
"Eu não estou te mantendo afastada da Academia Cross, Yuuki," ele disse, ferida aparecia em suas feições. "Você optou por me acompanhar."
"Nii-sama…" ela implorou. Lágrimas escorrendo de seus olhos. "No momento em que sentir o cheiro do Zero, eu vou correr… eu prometo…"
Ele sentou-se e ela o abraçou, enterrando a cabeça no seu peito, quase embaixo do queixo dele. "Por favor… Nii-sama…"
Ele olhou para ela e beijou sua testa carinhosamente. "Impotente…" ele disse com uma risadinha.
Ela sorriu calorosamente, correndo a ponta dos dedos pelas costas dele enquanto plantava beijos no peito dele.
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"Nós vamos ficar apenas algumas horas no máximo," ele disse a ela, Yuuki e Yori caminharam em direção à escola.
Yori apontou para os dormitórios da noite. "Segundo o Presidente Cross, a Associação de Caçadores que encher o Dormitório da Lua de alunos novos, mas o Presidente Cross recusa-se, ele diz que está guardando-a para "proteção"," Yori disse, olhando para Kaname. "Os vampiros talvez estejam pensando em voltar?"
Kaname sacudiu a cabeça. "Não até algumas coisas se encaixarem, Yori-san."
Ela virou-se e sorriu. "Bem este é o nosso dormitório," Yori disse e Yuuki olhou para o campus que uma vez ela tinha gasto todo seu tempo. Em todo lugar havia uma memória, e quase todas as memória, tinha Zero nelas.
"Muito obrigada por me convidar, Kaname-sempai," Yori disse, curvando-se respeitosamente.
"Não, obrigada você," Kaname disse, retornando o cumprimento. "Você fez minha Yuuki muito feliz."
"Tchau, Yuuki-chan," ela disse, abraçando Yuuki firmemente. "Tome cuidado, tudo bem?"
"Eu vou," Yuuki respondeu puxando-a firmemente contra sí. "Cuide-se também…"
"Mais tarde!" ela chamou enquanto corria para o dormitório.
"Yuuki-chan!" uma voz de repente a chamou e quando estava prestes a puxá-la para um abraço apertado, Kaname agarrou-a pelo braço e puxou-a para trás. O homem loiro caiu de cabeça no chão.
"Assim como nos velhos tempos hein?" ele disse de pé.
"Presidente Cross!" Yuuki disse, abraçando-o.
"Eu pensei que era Otou-san…"
Ela sorriu. "Eu senti sua falta… Otou…san…"
Ele sorriu. "Também senti sua falta, Yuuki." ele então disse sóbrio, virando-se para olhar Kaname. "Como tem passado, Kaname-kun?"
"Tenho certeza que já ouviu falar sobre a nova missao do Kiryuu-kun…" Kaname disse, puxando Yuuki para perto dele. "Ele está por perto?"
"Ele saiu e deixou a Academia Cross cerca de um mês atrás, ele não voltou… Eu tenho ficado tão sozinho!"
Mas o grunhido de Kaname o deixou sóbrio .
"Como está seu… impulso?" Kaname perguntou.
"Ele ganhou um incrível controle sobre sua tendência vampírica," ele disse.
"Com os dons que lhe foi dado, não me surpreende…" Kaname murmurou.
"Dons?" Yuuki perguntou, confusa.
"Tal como seu sangue, por exemplo…" Kaname lembrou, propositalmente deixando-se de fora.
"Oh…" ela disse, desviando o olhar.
"Bem, temos que ir…" Kaname disse, curvando-se ao Presidente Cross. "Agradeço por ter dado alguns dias de folga à Yori-san para ela passar com minha irmã."
"Oh é claro, feliz aniversário atrazado, Yuuki," ele disse, abraçando-a.
"Nii-sama… Eu não quero ir…"
"Vamos Yuuki," ele disse. "Eu gostaria de voltar antes dos dias de descanso."
Ela cruzou os braços impassiva.
"Não falamos sobre isso antes de você me permitir vir junto? Você disse que iria quando eu dissesse sem argumentos…"
Ela suspirou, voltando-se para as escadas que levavam a saída do campus. De repente um pergume encheu seu nariz. Sangue…
Mas não apenas o sangue de alguém… esse sangue ela não tinha sentido a mais de um ano… esse era o sangue dele."
"Parece que o filho pródigo fez uma aparição depois de tudo…" Kaname disse sombriamente quando ouviu um clique em sua cabeça.
"Z…Zero…" Yuuki gaguejou, e quando ela virou-se, ela pegou o olhar de um vampiro… com a morte nos olhos.
Os olhos dele deslocaram-se para baixo, sua arma a sua vista antes de ser destinada a Yuuki. "Bem Yuuki… já faz um tempo, não é?" ele perguntou.
"Sugiro que aponte essa arma para longe dela, antes que eu o transforme em pó," Kaname disse sombriamente.
Finalmente Kaien Cross interveio. "Não haverá nenhuma morte neste campus, Zero, abaixe sua arma, agora."
A mão de Zero tremia enquanto ele apontava a Bloody Rose para ela e neste momento Yuuki soube o porquê. Eles ficaram frente a frente, olhos fechados, e cada uma das memórias brincando em suas mentes.
—"Zero?" a menininha perguntou enquanto abria a porta vendo-o violentamente raspar as unhas no seu pescoço. "Zero! Não!"
Ela o abraçou calorosamente. "Está tudo bem…"
—"Está tudo bem!" ela gritou, envolvendo os braços em volta dele. "Eu vou me tornar sua aliada!"
—"Ninguém vai nos ouvir aqui," ela disse, o casaco de seu uniforme escolar caindo no chão. "Só por favor, continue de ontem," ela disse, expondo seu pescoço.
"Yuuki…" ele disse, e lágrimas escorriam pelo rosto dela enquanto todos desapareciam em volta deles, era apenas os dois, em pé de frente um para o outro, e ele estava segurando a Bloody Rose no peito dela.
"…Eu… Eu senti sua falta… Zero…" ela admitiu.
De repente ele saiu de seu transe sua mão se estendeu e golpeou-a limpamente no queixo. Os olhos dela se arregalaram em choque e ela segurou seu queixo, que foi se tornando lentamente um vermelho vibrante.
"Como você ousa sequer pensar em tocá-la?" Kaname disse, sua raiva fervendo em uma investida enfurecida.
Mas antes que Kaname pudesse atacá-lo, Yuuki empurrou Zero com força, ele caiu para trás e bateu na parede do dormitório feminino num baque duro. Ela recuou o punho mas antes que pudesse acertar um soco na cara de Zero ele agarrou seu punho com a mão.
"Eu estou sob a ordem de assassiná-la, Yuuki," ele disse, seu cabelo prata caindo em seu rosto como se protegesse seus olhos dela. Sua mão apertou dolorosamente a mão dela até seus dedos desenrolarem e foram comprimidos dolorosamente em seu punho de ferro.
"Porque você está fazendo isso?" ela perguntou, lágrimas frustradas escorrendo pelo seu queixo. "Nii-sama vai matar você se me machucar."
"Isso é bom," ele cuspiu, olhando os olhos escuros de Kaname que estavam vermelhos de sede. "Me mate quando quiser, Kaname-sempai…"
Kaname ergueu a manga. "Confie em mim, não há nada que eu queira mais do que cumprir esse pedido."
"Não!" Yuuki gritou, e voltou-se para Zero. "Me desculpe Zero, mas você não me dá outra escolha a não ser correr," ela disse.
Neste instante ela bateu a pulseira de subjugação contra a testa dele fazendo-o cair no chão com um baque pesado.
"Vamos… Nii-sama…" ela murmurou lamentavelmente enquanto descia as escadas, dirigindo-se para a cidade.
"Adeus… Zero…" ela murmurou, enquanto Kaname a seguia descendo as escadas.
"Volte aqui!" Zero gritou, chutando e gritando. "YUUKI! PORRA, LUTE COMIGO! LUTE COMIGO!"
Seus gritou ecoaram pela cidade enquanto ela escapava, lágrimas brilhando enquanto escorriam dos olhos dela.
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"Você está muito quieto…" Yuuki disse ao Kaname em sua longa viagem até em casa. As mãos dele estavam segurando o volante com tanta violência que ela se perguntava se ele estava pensando em Zero… ou ela mesma…
Ele não falou, apenas olhou para frente enquanto corria pela rua.
"Nii-sama?"
"Por favor, Yuuki," ele disse sombriamente. "Agora não."
Eles fizeram o resto do caminho em completo silêncio. Até o momento em que eles chegaram a mansão Yuuki estava tão irritada que ela mesma abriu a porta do carro, saiu, e bateu-a antes mesmo que ele e aproximasse para abri-la. Ela então subiu as escadas como um furacão, despindo-se enquanto ia, cada artigo do seu vestuário torcido onde ela tinha puxado com tamanha raiva até chegar ao banheiro enorme banheiro de Kaname, completamente nua.
Ela girou a maçaneta e entrou no chuveiro frio, deixando a água fria bater nela. Tantos pensamentos flutuavam em sua mente, muitos sobre Zero, mas sua principal preocupação era Kaname, porque ele não falava com ela?
Frustração borbulhava dentro dela e ela perfurou o azulejo. Para sua surpresa, ela tinha muita raiva acumulada, que esmagava sob seus dedos.
Ela apertou a mão e olhou para as juntas sangrentas enquanto ela afundava os azulejos até se sentar no chão duro do chuveiro, braços em volta de seus joelhos. Ela observou seu sangue cor de ferrugem correr lentamente pelo ralo e os nós de seus dedos rapidamente se curarem. Ela olhou para o bracelete, o mesmo que ela usava para subjugar Zero e jogá-lo no chão, reabrindo a ferida.
"Pare com isso," ela ouviu alguém dizer, e quando olhou para cima, viu Kaname de pé pela porta do chuveiro. Ele abriu a porta, nem mesmo se importando se ela estava nua.
Ela cruzou os braços, encolhendo-se no canto, teimosamente não respondendo.
"Yuuki?"
"Vá embora…"
"Você está no meu banheiro," ele lembrou-a.
"Bem então," ela disse de pé passando por ele. Ele a pegou pelo braço antes que pudesse sair do seu quarto.
"Onde você acha que está indo?" ele perguntou.
"Para o meu banheiro…" ela cuspiu.
"Você está indo para o seu banheiro… no outro lado da mansão… assim?" ele perguntou, apontando para o corpo despido dela.
"Sim, eu estou…" ela disse.
"Não, não está…" ele disse, mas quando ela se virou para sair ele a pegou pela cintura.
"Me deixe ir, Kaname, isso não é apropriado…" ela disse, suas bochechas avermelhando.
A personalidade cavalheira dele assumiu em seguida e ele empurrou-a para o closet dele. "Vista-se…"
Ele descansava na cama enquanto ela vestia alguns pijamas. O sol estava lentamente chegando ao longo do horizonte e o resto do mundo foi acordando.
"Porque você está irritado?"
"Eu não estou irritado, Yuuki," ele disse, chegando por trás dela, e quando ela se virou ele enconchou a mão no queixo dela onde Zero havia batido. "Estou com ciúmes."
"Ciúmes, de que?" ela perguntou. "Zero quase atirou em mim!"
"Eu sempre vou ficar com ciúmes quando puser os olhos no vampiro que se atreveu a morder minha Yuuki contra sua vontade."
Ela balançou a cabeça. "Eu não… eu não entendo você…" ela disse, empurrando-o para a cama. "Zero e eu nunca mais seremos amigos…"
"Isso faz você infeliz?" ele perguntou, quando ela subiu na cama e se misturou debaixo do calor das cobertas.
"Me faz…" após um momento ela assentiu.
"Eu vejo."
Ela agarrou-o pela manga antes que se afastasse. "Você não precisa…" ela disse. "Isso me deixa triste, mas minha lealdade não mudou," ela explicou. "Zero é o irmão mais novo que eu nunca tive…"
Kaname virou-se e olhou profundamente nos olhos de Yuuki. "Sinto muito…"
"Pelo que?" ela perguntou.
"Sinto muito por permitir que o meu ciúme nublasse sua dor…" ele disse, beijando sua testa. "Eu nunca soube que você se sentia desse jeito."
Ela assentiu. "Está tudo bem." ela disse, aconchegando-se contra o peito de Kaname. "Eu só soube hoje, que Zero e eu nunca mais poderemos voltar a ser do jeito que éramos."
Kaname encostou o nariz no pescoço dela amorosamente.
"Seus sentimentos sempre mudam, Nii-sama?" ela perguntou, uma simples lágrima rolando no seu rosto. "Eu quero dizer como os meus?"
Ele segurou suas mãos uma de cada lado do rosto dela enquanto ele olhava-a. O cabelo castanho dele caindo em seu rosto. "Eu amei você mais do que qualquer um no mundo desde o dia em que você nasceu," ele disse, tranqüilizador. "E isso não vai mudar até que a morte nos separe."
Ela o abraçou e beijou-o suavemente nos lábios.
"Eu amo você, Nii-sama…"
Omg, nem preciso dizer como eu sofri para poder postar a tradução hoje Ç.Ç
Eu sinceramente tenho um ódio mortal pelo Zero, esse filho da mãe mordeu o pescoço do Kaname-sempai e os fãns dele ficam chamando o Kaname de viado.
Como um Deus daquele ia ser algo desse tipo u.ú
Bom, estou escrevendo outra fic, que está bem adiantada! Ela é uma coleção de Drabbles, onde eu pequei pedaços marcantes das cenas YuukixKaname e coloquei o ponto de vista de um dos dois – sem ser narrado por eles – sobre o que aconteceu.
Se chama Little Pieces e foi minha forma de me desculpar por atrasar pra caramba os posts.
Amo vocês!
