Pela coragem, liberdade e justiça

Autor (a): Phoenix

Comentários:

Nessa,

É claro que eu te perdôo pela demora, mas só se vc prometer que deixará reviews em todos os caps, sem falta!

Bom, Rafinha, se vc continuar lendo, garanto que vai descobrir do que se trata!

OI Maga, obrigada pelo review e pelos elogios. Um beijo, continue lendo e palpitando!

Vc hein Cris? Adiantando os acontecimentos na fic, né? Tudo bem, eu deixo... Quanto à Marguerite, pois é, eu gostava dela assim chatinha mesmo, achava mais engraçado! Por isso na fic ela vai andar meio de lua!

Pra vcs, o cap 4...

CAPÍTULO 4

"Venham amigos, não é tarde demais para procurar um novo mundo,

pois eu existo para velejar muito além do pôr-do-sol.

Embora não tenhamos a força que antigamente movia céu e terra,

o que nós somos, somos.

Um bom caráter e corações heróicos enfraquecidos pelo tempo,

mas fortes na vontade de lutar, procurar, achar e não ceder"

(Alfred Lord Tennyson)

Verônica bem que tentou não causar furor diante de sua descoberta, mas foi impossível. Diante daquilo, não hesitou e pôs-se a chamar a todos para que viessem até a varanda. Não preciso dizer que Marguerite veio à contragosto, enquanto os outros pularam da cama e rapidamente enfileiraram-se ao lado da jovem, curiosos sobre o porque do alvoroço matinal.

- E então Verônica, o que foi? Perguntou Roxton, enquanto esfregava os olhos, tentando adaptar a visão à luz do dia.

- Olhem ali! Disse ela apontando na direção da muralha.

- Que seria aquilo? Foi o que perguntou o cientista, atônito diante daquela visão.

- Minha nossa! A muralha da China! Deixou escapar o jornalista.

- Você perdeu o juízo Malone? Disse Roxton.

- O que? O jornalista parecia perdido em seus pensamentos diante da visão da muralha, mas com a pergunta do caçador um estalo o acordou.

- Você perdeu o juízo! A muralha da China? Aqui no plateau? Repetiu Roxton.

- Interessante...eu tinha certeza de que ela ficava na China! Disse Marguerite no mais afiado tom de sarcasmo.

- Ora! É claro que eu sei que não é a Muralha China! O que eu quis dizer é que esta muralha que estamos vendo deve se parecer com ela...pelo menos segundo a descrição que li...

- Ta, ta, tá...mas o que eu sei é o seguinte: isso não estava ali ontem e agora apareceu do nada! O que isso significa? Indagou Marguerite, com as mãos na cintura.

- Só vamos saber se formos até lá! Disse Verônica já saindo da varanda e dirigindo-se à mesa para um rápido café.

- Ei! Você vai lá agora? Perguntou Marguerite.

- Nós vamos, você quer dizer... Disse Roxton juntando-se à jovem da selva à mesa.

- Minha nossa! A cada dia este plateau nos surpreende! Isso é fascinante! Disse Challenger com o entusiasmo que lhe era peculiar, também tomando seu assento à mesa.

Por fim, Malone também sentou-se e só Marguerite permaneceu de pé, perto da varanda. Vendo-se sozinha, ela dirigiu-se à mesa a fim de demovê-los da idéia de sair tão cedo. Ela já estava de mau humor por ter acordado tão cedo, de madrugada, como ela mesma definiu, e estava ficando cada vez pior ao ver que seus argumentos não estavam sendo nem mesmo ouvidos. O grupo estava empenhado em montar uma expedição desbravadora e descobrir, afinal, que raio de muralha era aquela.

Depois de muito reclamar, ela resolveu tomar café, afinal, pior seria se aqueles loucos acabassem com toda a bebida na ânsia de alimentar-se para a longa caminhada. Foi exatamente isso que ela pensou enquanto sentava-se e degustava seu café da manhã. A herdeira pensou em ficar na casa da árvore enquanto eles partiam, mas duas coisas fizeram-na desistir disso: apesar de não demonstrar e muito menos confessar a ninguém, ela detestava ficar na casa sozinha à noite.

Os sons da mata e a profunda escuridão lá fora faziam despertar os fantasmas da mente até mesmo do mais cético dos seres. Além disso, seu sexto sentido lhe cutucava como se avisasse que aquela exploração poderia ser muito interessante, e, porque não, lucrativa.

- Está bem... eu vou... Disse Marguerite com voz suave, tomando o último gole de seu café e dirigindo-se a seu quarto.

Os demais aventureiros entreolharam-se com a surpresa estampada no rosto de cada um. Porque ela teria mudado de atitude tão drasticamente? Nem mesmo ela sabia. Passado o susto cada um tratou de arrumar suas coisas, comida e itens de primeira necessidade, afinal, sabiam que a caminhada seria longa e cansativa, provavelmente teriam que acampar no caminho e quem sabe o que iriam encontrar ao chegar a seu destino. E lá se foram eles, rumo à descoberta de mais um mistério do plateau.

Cinco horas de caminhada ininterrupta depois:

- Acho que deveríamos fazer uma parada... Disse Malone abaixando o corpo cansado e apoiando as mãos nos joelhos.

- Ai, finalmente um sugestão sensata! Estou exausta e faminta! Disse Marguerite largando-se na primeira sombra que achou.

- Vou tomar isso como um elogio Marguerite... Retrucou o jornalista, tentando mostrar que as aulas de ironia da herdeira surtiam efeito, pouco a pouco.

- Como quiser...

- Sabe Marguerite, às vezes eu prefiro quando você está dormindo ou comendo! Alfinetou Verônica.

- Posso saber por quê!

- Porque fica de boca fechada...

- Defendendo seu príncipe...ops, devo manter a boca fechada...

- Quase sempre é a melhor opção... Disse Roxton tirando sua mochila e sentando-se em uma pedra larga.

- O que está havendo com vocês hoje? Estão todos meio ácidos! Perguntou Challenger, revelando ele mesmo, certa irritação.

- Parece que estamos juntos tempo demais... Pensou alto, Malone.

- Isso deveria ser um ponto a nosso favor, afinal nossa sobrevivência depende de nosso entrosamento e do quanto podemos ser úteis uns aos outros.

O cientista tinha toda razão no que dizia; se como um grupo, as coisas ficavam difíceis às vezes, imagine se passasse a ser cada um por si. Dividir para conquistar, com este lema, Alexandre o Grande conquistou 90 do mundo conhecido em sua época, e este parecia ser o lema também do clima que estava se infiltrando, paulatinamente, no grupo, outrora unido como uma família.

- É uma pena, porque lá se vão anos aqui e não temos nenhuma perspectiva de sair. Seria mais fácil se nos entendêssemos! Completou o cientista.

- Lá vem você com aquela idéia maluca de "conversa aberta"! Disse Marguerite, revirando os olhos.

- Não é uma idéia maluca! É uma forma de resolução de conflito que estava começando a ser usada em algumas partes do mundo quando deixamos Londres. E estava dando certo, pelo que ouvi dizer... Continuou o cientista.

- Então nos sentamos aqui em círculo e começamos a dizer tudo que achamos uns dos outros. No final, damos as mãos, choramos e cantamos uma linda canção sobre amizade... A simplista descrição da herdeira era, no mínimo, hilária.

- Se dermos as mãos já será um avanço para o dia de hoje! Disse Verônica rindo.

- Na verdade não é isso, simplesmente precisamos manter uma política de transparência em nosso grupo. Cada vez que tivermos problemas com alguém ou alguma coisa, devemos discutir o assunto e não levar a mágoa e o ressentimento adiante.

- Eu acho uma idéia boa! Disse Malone.

- Eu também! Concordou Roxton.

- Podemos até tentar, mas...A jovem da selva não parecia levar muita fé nesta idéia, apensar de não se opor totalmente a ela.

- Mulheres...tão diferentes e tão iguais... Cochichou o caçador, mas não pode evitar que seu comentário, no mínimo maldoso, fosse ouvido pelas damas.

- Não está mais aqui quem falou! Assentiu Verônica.

- Sou voto vencido...mais uma vez...Marguerite completou.

- Eu não queria ser chato, mas antes da discussão, do círculo, mãos dadas e lágrimas, poderíamos comer?

Diante de uma fala tão espontânea vinda de Roxton, ninguém agüentou sustentar o clima tenso por muito tempo, e finalmente, a descontração, que há um tempo não rondava a vida deles com tanta freqüência, resolveu dar o ar de sua graça. Eles fizeram um rápido lanche e logo retomaram a caminhada a fim de aproveitar a luz natural e ganhar o máximo de tempo possível.

Felizmente, com o humor um pouco melhor e os estômagos forrados, eles apertaram o passo, e a colina, que, da varanda parecia tão distante, estava agora bem perto. Mesmo assim, como a noite estava prestes a cair, eles resolveram acampar em um local mais seguro, a salvo de predadores e passar a noite. Com os corpos descansados e à luz do sol, seria mais fácil chegar à muralha.

Na manhã seguinte eles acordaram com os primeiros raios do sol e depois de comer algo leve, pegaram suas coisas e percorreram o último trecho até a muralha. Depois de mais 4 horas, finalmente chegaram diante dela, que se erguia imponente. As pedras que formavam a muralha e desenhavam suas altas colunas eram perfeitamente cortadas, indicando que um trabalho minucioso havia sido feito ali; na verdade, não era uma muralha pura e simples e sim, uma muralha que se ligava a uma outra construção: um castelo bem ao estilo medieval, seu caráter rústico não ofuscava sua beleza.

Atrás daqueles muros havia uma intensa vila medieval que pulsava em diversas cores e personagens, os mais variados e curiosos, alguns até mesmo misteriosos. Mas os nossos aventureiros ainda não poderiam descobrir isso pela simples observação de suas pedras. Eles caminharam ao longo da muralha, sempre olhando para os lados e para cima, mas ninguém aparecia, nenhum som podia ser ouvido, até que eles encontraram uma enorme porta de madeira maciça, mas ela estava fechada.

Eles começaram a maquinar sobre várias coisas, entre elas o porquê de um castelo medieval estar ali, bem no meio do plateau e, além disso, como e se deveriam entrar nele. Não tiveram, no entanto, muito tempo para pensar e formular teorias, pois logo um clangor foi ouvido e um ranger seguiu-se a ele. Lentamente o portão foi se abrindo e por ele passou uma cavalaria apressada.

Homens vestidos com roupas escuras e frisos dourados, organizados em duas fileiras, formando cerca de dez pares, montados em enormes e robustos cavalos passaram como o vento sem nem notar a presença de cinco espectadores boquiabertos que se espremiam contra a parede. À frente deles ia um homem esguio com trajes mais nobres que os demais. Após a saída da cavalaria, o portão voltou a se fechar, antes que os aventureiros tivessem coragem suficiente para aproveitar a deixa e entrar.

Entre a vontade de dar meia volta e a curiosidade de saber que lugar seria aquele, eles nem notaram quando finalmente alguém os viu lá de cima e avisou aos outros guardas. Antes que pudessem notar ou mesmo se esconder, se viram cercados por guardas medievais, armados de balestras, enquanto outros tantos já estavam a postos em toda a muralha com seus arcos posicionados e os exploradores na mira.

Os guardas só se afastaram quando uma figura encapuzada caminhou entre eles e colocou-se frente a frente com nossos amigos. Ele tirou o capuz negro que escondia sua face e revelou seu semblante austero e forte, quase ameaçador e dirigiu-se aos cinco desconhecidos:

- Quem são vocês e o que querem aqui?

CONTINUA...

conversa aberta: gostaria de deixar claro que o termo utilizado não se refere a nenhum tipo de técnica de resolução de conflitos, muito menos a terapia de grupo. Foi apenas um termo que utilizei para explicar a idéia que Challenger queria expressar. É um argumento fictício, sem nenhuma base científica.

DISCLAIMER: Os personagens aqui citados fazem parte da série "Sir Arthur Conan Doyle's The Lost World", não sendo, portanto de propriedade do(a) autor(a) desta fanfiction.

P.S: desculpem a desatenção, e os pequenos erros que cometi, como a não separação dos diálogos no cap 2 e a falta de créditos da produção original no final do cap 3. Ficarei mais atenta. Sorry.