N/A: EU AMO FMA / EU AMO ROYAI / EU AMO REVIEWS / EU AMO LEITORES / EU AMO INTERNET
Só avisando que Taverna é um dos restaurantes mais chiques e caros da Central (eu que inventei, mas dá pro gasto).
FMA NÃO ME PEEERTENCE... infelizmente.
Encontro
Riza pegou o pequeno envelope vinho que estava entre os papéis. Como o tal admirador colocou o envelope ali? Imediatamente abriu o envelope e lá havia um pequeno cartão onde estava escrito:
Nada torna um sonho impossível,
Apenas o medo de fracassar,
Por isso não tenho medo de fracassar,
Porque o meu sonho é te conquistar.
E fracassar nesse sonho, é algo que eu não estou disposto á fazer.
Vá até á Taverna hoje ás 22, estarei te esperando.
Ela não sabia se ria ou fingia serenidade, o poema era bonito, mas ela não sabia quem havia mandado, e isso era muito estranho, afinal, por enquanto era um total desconhecido que estava se declarando pra ela, além disso, ele estava pedindo um encontro. Mas ela nem sabia quem ele era...
- Tenente Hawkeye?
Riza deu um pulo de susto, o Coronel estava á alguns centímetros do rosto dela, olhos nos olhos, então ele reparou o envelope, e disse:
- O que é isso? – Ele parecia nervoso.
- Ah, nada Coronel, apenas uma carta.
- UIIIII, outra carta do admirador secreto. – disse Havoc que não pôde deixar de notar a situação.
Dessa vez ele foi praticamente fuzilado pelos olhos de Riza e de Roy, então disse:
- Calma, eu só tava tentando descontrair.
- POIS NÃO CONSEGUIU SEGUNDO-TENENTE!
Todos olharam pra Roy meio espantados, principalmente Riza, o que havia dado nele? Roy percebeu o seu "pequeno" deslize e tratou de se corrigir:
- Não estou de bom-humor, vou ter que fazer hora extra no fim de semana. (embora ele gostasse dessa parte) Mas confesso que descarreguei minha frustração nisso. Foi Mal Havoc.. Essa noite algumas garotas vão ter que ficar com você.
- Er... Ok Coronel. – Havoc já parecia mais feliz.
- Agora, Primeira tenente. Deixe-me ver o papel.
- Mas senhor... Não tem nada relacionado com o trabalho aqui e...
- É uma ordem do seu superior Hawkeye.
Riza não podia discordar, deu um longo suspiro e deu o envelope para o Coronel, então depois de dar uma lida profunda no bilhete, Mustang olhou para ela e disse:
- Depois precisamos conversar Tenente.
- Sim senhor...
- Continue seu serviço, e guarde esse envelope. Mais tarde nos falamos.
- Sim Senhor!
Riza sabia que o "mais tarde" era durante as horas extras que fariam naquele dia, já esperava a grande bronca sobre irresponsabilidade, embora ela não tivesse culpa de nada...
As horas foram passando, Riza havia entregado a chave reserva do apartamento para Fuery, assim ele poderia alimentar Hayate. Depois voltou á sua mesa. Ela e o coronel não se falaram ou se olharam durante todo o expediente. Mas quando Fuery saiu da sala, só restou o silêncio e o ar pesado pairando sobre a cabeça dos dois.
Riza havia acabado de preencher os relatórios da tarde, só restava ao Coronel assinar... Depois juntos eles decidiam o destino de cada relatório. Essa era a rotina das horas extras. Mas naquele dia os dois tinham certeza que a hora extra não seguiria a rotina.
O clima estava pesado na sala até que o Coronel disse:
- Bom, agora que Fuery já foi, podemos começar não é Tenente?
- Ah, Claro senhor.
- Antes de tudo... Você poderia pegar café para nós?
- Café? – O pedido era incomum, Mustang nunca pedia café para as horas extras, mas eram ordens superiores, e ordens eram ordens.
Ela saiu da sala para pegar o café, e imediatamente Mustang pegou o telefone e discou um número conhecido:
- Alô?
- Maes, eu to pirando, o que eu faço?
- Ah, pare de sair tanto, e beba menos Mustang.
- Idiota, eu to falando do caso da Riz.. Quer dizer, da Tenente!
- Hum, peça ela em casamento.
- COMO?
- To brincando, mas não deixaria de ser maravilhoso ver vocês casados e..
- Cala a boca! O tal do cara convidou ela pra ir num encontro hoje ás 22!
- Vá junto.
- O que?
- Ué, você mesmo não disse que poderia ser um assassino em série ou um cara que quer se aproveitar dela pra chegar em você? Pois bem, vá com ela e observe.
- Mas é na Taverna!
- Ohh, o homem tem bom gosto, aquele lugar é perfeito pra um primeiro encontro...
- Hughes..
- Que?
- VOCÊ NÃO TA AJUDANDO!
- Ah, só to falando que você tem um concorrente á altura, acho melhor ficar de olho, ou vai perder sua tenente para um homem com mais atitude que você...
- EU TENHO ATITUDE!
- Pelo menos com ela você não tem.
- Mas quem disse que eu to com ciúmes?
- Você acabou de afirmar, eu não falei de ciúmes, só falei de atitude. Mustang, deixa de ser vagabundo e vai trabalhar na sua preciosa hora extra, eu sou um homem de família, tenho coisas mais importantes para fazer do que conversar no telefone, boa noite!
"Como assim ele desligou na minha cara? Ele acha que eu to com ciúmes, mas tudo isso é pelo bem da minha carreira e pelo bem da dela! Idiota, Inútil, Imbecil, Ingrato!!"
- Coronel?
- AHH! Riza!! Você me assustou.
Dessa vez quem se assustou foi ela, Roy nunca havia lhe chamado de Riza durante o expediente, e quando o fazia fora das horas de trabalho era apenas quando se dirigia a ela bêbado ou antigamente quando ele era apenas aprendiz de seu pai, mas era a primeira vez que ele a chamava de Riza durante o expediente.
- Ah você trouxe o café, obrigado.
- Não tem de quê senhor. – Ele parecia não ter percebido, devia estar distraído.
Meia hora depois sem nenhum diálogo, ele se levantou e foi em frente á ela e disse:
- Riza, lembra que eu disse que precisávamos conversar?
Ela congelou novamente, ele não á estava chamando de Riza por desatenção, era por opção própria!
- Eer...Sim Senhor!
- Pois bem, a situação é a seguinte, eu quero que você..
- O que?
- Vá ao encontro.
- Como?!?!?
- Vá ao encontro. Mas eu vou com você.
- Coronel, o senhor está bem?
- Melhor impossível, tenho que ir para te proteger, nunca se sabe quem está do outro lado da carta não é? Principalmente quando se intitula Admirador secreto.
- Mas foi o tenente Havoc que disse que era um...
- Mas é! Portanto já sabe. Afinal se for algum criminoso ou vigarista, estarei pronto para capturá-lo com a minha perspicácia de general...
- Mas senhor...
- Sim?
- Na Taverna só entram casais. Com quem o senhor vai?
- Oras, com você!
- Mas eu já tenho par!
- Com certeza ele entra antes para reservar mesa, e, além disso, fica muito feio se me acharem tentando entrar escondido pelos fundos, isso é péssimo pra minha imagem, e eu sei que você não gostaria de ver seu superior com má fama.
- De jeito nenhum senhor... Mas na Taverna estão presentes 50 das fofoqueiras da Central, portanto se formos juntos, podem dizer que estamos tendo um caso.
- Bom. Ninguém no quartel acreditaria. Afinal, não estamos mesmo não é?
- Ah, claro que não! – Aquela frase tinha um pouco de desapontamento.
- Certo, então, vamos juntos á Taverna ás 22. Certo Riza?
- Err sim! Mas é melhor começarmos a trabalhar.
Ambos afundaram os rostos em pilhas e pilhas de relatórios e foram categorizando cada um e mandando para seus respectivos destinos, a atmosfera na sala não estava mais pesada, parecia que uma brisa batia de leve e afastava qualquer pensamento ruim.
Roy não sabia por que, mas se sentia melhor, como se tivesse feito algo certo após intermináveis tentativas resultantes em erro. Riza estava meio confusa quanto ás atitudes do Coronel, mas estava feliz por ele se importar com ela.
Eram 21:00 quando perceberam que já haviam adiantado muito serviço, dessa vez Riza tomou a palavra:
- Coronel, acabamos mais cedo, peço permissão para me retirar antes.
- Ei, sem tanta formalidade, não tem ninguém aqui que você precise impressionar, eu também preciso ir pra casa, não vou á um lugar chique como a Taverna com farda militar, e espero que você também não.
- Certamente que não Coronel.
- Já disse... Sem tanta formalidade, acabamos o expediente. Agora somos apenas Roy e Riza, pessoas normais, com vidas normais, que tem um emprego e um apartamento normais.
Riza não sabia o que dizer, que bicho tinha mordido ele? Estava tão... diferente! Achou melhor não questionar, nem dar brechas, afinal, á frente dela estava o "conquistador da Central".
- Ãnh, certo Coronel.
- Coronel?
- Roy.
- Melhor assim. E... Será que você poderia me dar carona como sempre?
- Claro Coro... Quer dizer, Roy.
Ambos saíram do QG e sentiram aquela brisa leve e gelada que parecia cortar a cidade como um leve assovio que o luar demonstrava. Era uma linda noite.
O percurso até ao apartamento do Coronel era curto o suficiente para impedir um grande diálogo entre os dois, então Roy desceu e disse:
- Obrigado Hawkeye, nos vemos ás 22! Eu passo na sua casa, preciso treinar a direção.
- Ahh. – Ela gostaria de dar um corte dizendo que ela que iria buscá-lo, mas resolveu concordar, assim não geraria nenhuma discussão.
- Claro... Nos vemos ás 22 então. Até.
- Até.
N/A: Não fiquem bravos comigo, só quero separar os capítulos e dedicar um exclusivamente para o "encontro ás escuras" de Riza com monitoração do maior galinha da Central, Roy Mustang.
Muito obrigada pelas reviews, deixem muuuuitas reviews, elas incentivam sabe?
