Disclaimer: Essa história pertence a MyBabyBlues, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

This history belongs to MyBabyBlues, who allowed me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.


Eu estava deslumbrada enquanto seguia Emmett pela casa e subia pelo grande conjunto de degraus. Eu nem mesmo conseguia captar ao meu redor porque eu me sentia como se estivesse em algum sonho terrível.

Emmett abriu a porta pra mim e gesticulou para que eu entrasse.

"Aqui estamos. O banheiro é através daquelas portas ali. As toalhas estão lá dentro, assim como uma variedade de produtos para o banho. Se você precisar de alguma coisa, só precisa apertar o botão verde no interfone. Têm um aqui na porta, um dentro do banheiro e um ao lado da cama. Existe algo que eu possa fazer por você agora Srta. Swan?" Emmett me perguntou.

"Emmett, porque ele está fazendo isso? Porque eu? Ele realmente espera que eu me torne sua esposa?" eu perguntei com falta de firmeza na minha voz.

"Sim, Srta Swan, ele espera que você se torne sua esposa. Os motivos são dele e somente ele poderá compartilhá-los com você. Eu sei que ele pode ser um pouco rude e exigente mas uma vez que você realmente conhecê-lo, verá como ele é um homem bom e leal. Apenas saiba que está segura. Eu sou o braço direito de Edward aqui, então se precisar de alguma coisa ou se alguém estiver lhe incomodando, não hesite em me chamar. Você é importante para Edward, então você é importante pra mim e não deixarei nada acontecer com você."

Eu não sei porque mas por alguma razão eu pareci confiar em Emmett mesmo que ele estivesse trabalhando para o diabo.

"Obrigada Emmett." Eu disse.

Ele me deu um sorriso enorme. "A qualquer hora. Lembre-se, botão verde – se precisar de alguma coisa. Tudo ficará bem, eu prometo. Vejo você mais tarde Srta. Swan.

Eu só balancei a cabeça e ele saiu do quarto. Eu não podia dizer mais nada pra ele. Eu não podia dizer pra ele 'não com certeza nada ficará bem' e o que eu precisava era sair daqui. Eu sabia que pelo menos por agora eu não teria escolha. Eu estava presa aqui, quer eu queira ou não.

Dei uma olhada em volta do grande quarto. Eu nunca tinha visto um quarto tão grande. Era como um pequeno apartamento.

Havia uma confortável área de estar com sofá e poltrona. Tinha uma grande escrivaninha de um lado que parecia compartilhar a visão com a sala. Havia um grande rio na visão. Havia lindas árvores e belíssimas montanhas ali perto. Eu não tinha idéia de onde realmente estávamos mas eu sabia que não estávamos mais de um estado longe de Seattle, nem sei se saímos de Washington.

Do outro lado do quarto estava uma enorme cama king-size. Tremi ao pensar que eu teria que dividir a cama com esse homem. Eu orei para que ele não esperasse nada sexual de mim agora. Eu esperava que antes que isso acontecesse eu descobrisse um jeito de escapar desse inferno em que eu me encontrava.

Fiz meu caminho até o banheiro enorme. Eu não queria mais ter interesse nessa casa enorme. Essa casa representava o que eu não queria e era dele. Fui até o chuveiro e o liguei. Era bem ao lado de uma enorme banheira de hidromassagem. Eu não queria pensar em como aquela banheira foi feita para dois.

Tomei um banho gostoso e demorado e tentei não pensar mais. Claro, não funcionou. Tudo que eu pude fazer foi continuar a chorar. Chorar por não ser mais capaz de tomar decisões da minha vida. Claro que minhas decisões nunca eram as melhores. Eu sei que minha vida não era uma das mais excitantes mas as escolhas do que eu podia fazer eram minhas e não de outra pessoa.

Depois de colocar um roupão que achei no banheiro eu voltei para o quarto, olhando para a camisola que Edward deixou pra mim.

Era de seda preta com alças finas e tinha laços no busto e laço na cintura continuando reta para baixo até meus joelhos. Eu nunca tinha usado nada assim antes. Ele realmente esperava que eu colocasse isso e deitasse na cama com ele?

Honestamente, qual era o seu problema? Ele não parecia entender nenhuma apreensão da minha parte nessa situação ridícula. Ele não sabia que não é normal seqüestrar alguém? Não é normal seqüestrar alguém e esperar que eles fiquem felizes instantaneamente porque ela deve se casar com esse bastardo. O que diabos ele esperava quando tirou alguém se sua vida sem consentimento?

Coloquei a roupa ofensiva mas rapidamente me cobri com o robe. Por Deus se eu tenho que vestir isso essa noite então vou vestir o robe também. E quando eu for pra cama essa porcaria desse robe vai permanecer!

Alguns minutos depois houve uma pequena batina na porta e então foi aberta. Um homem entrou empurrando um carrinho com pratos cobertos.

"Boa noite Senhorita. Estou aqui para servir seu jantar." Ele então foi até a parede perto do banheiro e retirou um vaso cheio de flores e colocou na mesinha de centro.

A pequena mesa que o vaso estava foi puxada e aberta dos lados se tornando uma mesa. Eu não percebi que era uma mesa. Mas quem pode me culpar se eu não tive um grande interesse a minha volta.

O homem, um idoso tipo avô com cabelo grisalho e óculos sorri pra mim enquanto pega uma toalha de mesa de linho dourado e cobre a mesa. Ele então coloca as refeições, talheres, e flores frescas em um pequeno vaso de cristal, com a precisão de um homem que tem feito isso há tempos. Ele coloca duas cadeiras em cada ponta. Eu nem mesmo sei de onde as cadeiras vieram.

Ele sorri e diz "Sr. Cullen está com você em breve." Então ele acena, se vira, e saí empurrando seu carrinho.

Sr. Cullen, huh? Então, eu finalmente aprendi o sobrenome desse bastardo. Quem diabos é Edward Cullen e o que o fez pensar que pode brincar de Deus e bagunçar com a vida das pessoas?

Enquanto eu estava debatendo quem esse homem realmente é e como ele é mentalmente capaz, advinha quem entra? O próprio bastardo entra valsando pela porta como se fosse dono do lugar. Okay, bem, eu acho que ele é dono do lugar mas você sabe o que eu quis dizer.

"Certo Isabella, vejo que tomou banho e se trocou. Está se sentindo mais relaxada agora?" Ele perguntou enquanto olhava pra mim.

"Ah completamente, me sinto como pêssego. Muito obrigada por sua preocupação." Eu zombei dele.

"Isabella, eu apreciaria se você falasse comigo com algum respeito." Edward declarou com severidade.

"Sim, Edward. Eu apreciaria o mesmo." Eu repliquei.

"Você realmente quer começar com isso agora? Você realmente acha que eu vou ficar ouvindo você falar besteira e se enfurecer? Essa é sua vida agora e quanto mais rápido você se acostumar com isso, melhor será pra você." Ele olhou pra mim tão duramente que me assustou.

Eu dei meu melhor para parar as lágrimas que estavam ameaçando escorrer. Mordi meu lábio e olhei pra baixo, tentando ganhar controle das minhas mãos trêmulas antes que o resto do meu corpo começasse a tremer. Minhas emoções estavam ficando confusas.

Finalmente com um suspiro eu comecei a falar novamente. "Me desculpe Edward. Isso é realmente muito difícil pra mim. Minha vida mudou drasticamente em apenas algumas horas e nunca será a mesma novamente. É simplesmente demais para captar. Por favor, seja paciente comigo." Eu agora estava implorando para esse filho da puta. Eu odiava sentir como se tivesse que implorer para ser tratada bem.

Ele deu aceno e um pequeno sorriso.

"Sente-se. Vamos jantar agora." Ele disse enquanto puxava uma cadeira pra mim e gesticulava para eu sentar.

Eu não quero jantar com ele. Eu quero falar pra ele ir pro inferno e me deixar em paz. Mas, eu sabia que não podia. Eu sei que não vou sair daqui e francamente, eu tinha passado por muita coisa emocionalmente hoje e não acho que poderia agüentar muito mais. Então, decidi cooperar com as coisas agora até que eu pudesse ter minhas emoções sob controle e ter mais energia para que pudesse descobrir como diabos eu vou sair daqui.

Nós sentamos para comer e graças a Deus nosso jantar foi silencioso. Eu posso dizer que Edward quer falar comigo mas parece perceber que eu preciso de mais tempo. Eu acho que deveria ser grata por ele ser um pouco decente agora.

Assim que acabamos o jantar ele empurrou o carrinho para fora do quarto. Ele pegou algo do closet, disse que iria se trocar e entrou no banheiro.

Respirei fundo e tentei relaxar. Então percebi suas palavras. Ele iria se trocar. Ah merda! Ele está pronto pra ir pra cama. Comigo! Que diabos eu devo fazer? Eu não quero deitar com esse homem. Eu sinto como se fosse hiper ventilar.

Ele saiu pela porta. Ele está sem camisa e vestia apenas uma calça de pajama preta.

Ele percebe minha reação, rola seus olhos e suspira.

"Isabella, nada vai acontecer essa noite. Só vamos dormir. Agora vamos para a cama." Ele disse, o que indica que não há espaço para argumentação.

Eu nervosamente caminhei até o lado esquerdo da cama quando percebi que ele caminhou para o direito. Ele puxou os cobertores, deslizou na cama e olhou pra mim.

"Deite na cama Isabella." Ele exigiu.

Com a respiração acelerada, eu deitei na cama e puxei os cobertores também. De repente a mão de Edward no meu pulso me parou.

"Você não vai tirar o robe?" ele perguntou.

"Um, eu prefiro ficar com ele." Eu disse nervosamente.

"Bobagem, se está com frio, temos abundâncias de cobertores. Se é modéstia, então Isabella, é melhor se acostumar a ficar um pouco mais desinibida perto de mim. Logo te verei com muito menos. Eu prometi a você que nada aconteceria essa noite, então tire o robe agora e deite na cama." Sua voz mais uma vez estava exigente.

Agora eu estava tremendo novamente. Eu tremi tanto que tive problemas para tirar meu robe.

"Ele suspirou novamente, se sentou e se inclinou pra mim mas agora falou com uma voz muito mais suave. "Isabella, por favor você não tem nada para temer. Pare de se preocupar. Eu não vou machucá-la."

Ele desamarrou meu robe e deslizou pelos meus ombros, o jogando no chão, então voltou para onde ele estava momentos atrás.

Ainda nervosa e tremendo, subi na cama e rapidamente puxei o cobertor sobre mim. Então rapidamente me virei de costas pra ele e me curvei como uma bola o mais perto da ponta da cama possível.

Eu o ouvi suspirar novamente e deslizar a luz.

"Durma bem, minha Isabella." Ele disse suavemente pra mim.

Sim, claro. Durma bem. Claro, sem problema. Me conhecendo e meu sonilóquio, eu provavelmente irei xingá-lo no meu sonho. Então ele provavelmente gritará comigo e achará algum jeito de me punir. Sim, mal posso esperar para adormecer.

Me lembro de ter tido um pesadelo. Sonhei com meus pais, então tão rápido quanto eles apareceram, eles se foram. Eu estava implorando para eles me salvarem. Eu queria que eles me ajudassem a sair daqui e me abraçassem. Era como se eles soubessem que eu precisava da presença deles na minha vida agora e então ironicamente, eles foram embora.

Eu me lembro de chamar o nome deles. Eu estava implorando para eles não me deixarem novamente.

A próxima coisa que eu me lembro foi ouvir. "Shh, tudo bem. Você está bem. Volte a dormer." Eu senti um abraço reconfortante e voltei para um sono tranquilo e sem sonhos.

Quando acordei, percebi que meu pesadelo não havia terminado completamente. Eu estava sozinha nesse mundo mas não sozinha na cama. Edward estava atrás de mim, eu estava aconchegada em seu peito com seus braços em volta da minha cintura. Por mais confortante que eu achasse, eu sabia que era errado.

Fiquei ali perfeitamente imóvel por alguns minutos encontrando coragem para me afastar dele. Depois de respirar fundo algumas vezes, eu decidi, tentei soltar as mãos dele da minha cintura. Isso somente o fez me abraçar mais apertado em seu peito.

"Bom dia linda." Ele sussurrou no meu ouvido.

'Bom dia imbecil' é o que eu queria falar. Ao invés disso eu fiquei quieta e me tornei uma estátua.

Ele se inclinou e beijou minha bochecha. Eu hesitei e ele suspirou.

"Isabella..." ele disse e eu podia senti-lo balançando a cabeça. Aparentemente ele decidiu não continuar com a conversa sobre o que ele estava pensando.

"Bem, precisamos nos preparar para o dia. Vamos tomar café lá embaixo hoje. Vou pegar algo para você vestir." Ele levantou e foi até o closet.

Sim, eu esqueci que era uma criança. Claro, que eu precisava que alguém pegasse minhas roupas pra mim. Eu acho que meu gosto era muito simples para o Sr. Tenho muito dinheiro.

Ele colocou uma roupa na cama junto com calcinha e sutiã. Ah ótimo, ele escolhia minhas roupas íntimas também. Ele precisa limpar minha bunda também? É melhor eu não perguntar ou ele vai realmente querer. Bastardo doente.

Ele começou a tirar sua calça de pijama e colocar suas roupas.

Se ele pensava que eu ia me trocar na frente dele, bem ele estava enganado. Eu rapidamente peguei minhas roupas e fiz meu caminho até o banheiro, rapidamente fechando e trancando a porta atrás de mim.

Uma vez que estava lá dentro, dei uma boa olhada nas roupas. Eu fiquei um pouco surpresa. Eu estava esperando algo revelador como a camisola. Ao invés disso era uma roupa bem atraente e não tão reveladora, talvez mais para o lado conservador.

Era uma saia de babado azul marinho que ia até os meus joelhos. Tinha uma cintura boa mas não muito apertada. A blusa era de seda marfim e abotoava até abaixo dos seios e então franzia até a linha do pescoço onde tinha um belo decote. As mangas eram três quartos e ficou muito boa em mim.

Claro, esqueci de mencionar a lingerie. Eu tinha um sutiã de seda marfim com renda e calcinha combinando. Pelo menos não era fio dental. Era meio assustador ter esse homem que eu não conheço escolhendo lingerie e roupas para eu vestir. Mais assustador que o fato de que ele sabia meu tamanho. Esse homem que eu realmente não sabia nada sobre, já estava escolhendo roupas íntimas pra mim. Isso era simplesmente demais pra mim.

Escovei meu cabelo e dentes, ignorando completamente a maquiagem. Inferno, talvez se ele visse como eu realmente era sem graça, ele me deixasse ir. Ele era lindo, ele definitivamente podia encontrar alguma super modelo que ficaria toda feliz ao seu lado. Só o dinheiro já a manteria lá. Eu? Eu não me importava com isso. Claro que é bom ter dinheiro mas alguém precisa dizer ao Sr. Glorioso que o dinheiro não pode comprar amor.

Ele estava sentado no sofá esperando por mim quando sai pela porta do banheiro. Acho que ele estava tentando agir pacientemente mas não estava dando certo. Posso dizer que ele não é um homem muito paciente.

"Seus sapatos estão perto da cama." Ele disse enquanto levantava do sofá e então me seguia até a cama.

O sapato era um peep toe azul marinho com fivela perto do tornozelo. Pelo menos era salto baixo. A última coisa que eu precisava era tropeçar pela casa enquanto tentava ficar ao lado dele.

"Eles estão bons?" ele me perguntou.

Ele realmente estava preocupado com meu conforto? Onde estava a preocupação ontem a noite quando era obvio que eu não queria dormir na mesma cama que um estanho.

"Eles estão bons." Eu respondi brevemente.

Outro suspiro de Edward. "Bem então, vamos descer e tomar café. Certo?" ele disse oferecendo seu braço pra mim.

Eu não queria pegá-lo mas ele estava olhando pra mim com um olhar que dizia 'É melhor não reclamar da sua sorte.' Então, eu relutantemente coloquei meu braço no dele e ele caminhou para o corredor.

Ele nos conduziu pelo corredor até uma escada no final. Era o lado oposto que tínhamos vindo ontem. A escadaria não era tão grande quanto a que Emmett tinha me levado a noite passada. Descemos para um pequeno corredor e ele abriu a porta da esquerda. Ele nos levou para uma pequena e acolhedora sala de jantar.

Não pude evitar a confusão no meu rosto.

"O que foi Isabella?" ele perguntou percebendo minha reação.

"Eu acho que estava espirando uma sala de jantar monstruosamente grande." Então percebi que eu provavelmente soei esnobe dizendo isso. Mas não era nada além da verdade. "Quero dizer, comparado com o que eu vi desse seu palácio, eu simplesmente assumi que seria diferente;"

"Desapontada?" ele perguntou com um olhar divertido no rosto.

"Não, claro que não. Essa sala é na verdade a primeira que eu vi que parece normal" eu exagerei na pronúncia do 'normal' para obter meu ponto de vista.

Ele riu.

"Bem Isabella, desculpe desapontá-la mas há uma maior e mais forma sala de jantar. Essa é uma área mais particular. Você terá sua chance de zombar da minha sala de jantar formal mais tarde."

Eu certamente desejava que ele não esperasse que eu pedisse desculpas por meu comentário. Eu não dava a mínima se ele estava satisfeito ou não com a minha avaliação. Estou sendo honesta. Esse lugar não tem nada a ver comigo. Será que ele esperava que eu saltasse de alegria por saber que em breve estaria na sala de 'banquete'? Dá um tempo.

Sentei na mesa em silêncio. Me recusei a fazer contato visual com ele. Então, nosso café da manhã foi servido e continuamos a comer em silêncio. Ele ocasionalmente tentava começar uma conversa mas eu não o encorajava.

Achei que se ele iria me manter aqui contra minhas vontades então ele teria que lidar com as conseqüências de seus atos. Eu não pedi para estar aqui. Eu certamente não queria me entregar.

Depois que terminamos de comer, eu acho que Edward finalmente decidiu que teve o suficiente de meu comportamento.

Ele levantou e estendeu sua mão pra mim. Ele parecia muito furioso então eu não e dei a minha mão enquanto levantava. Ele nos levou até o corredor e entrou em outra sala. Era uma varanda com móveis confortáveis e uma bela visão das árvores e um rio.

"Isabella, eu me recuso a ser ignorado por você. Você precisa mudar sua atitude agora!" Edward disse quase gritando.

Que diabos lhe dava direito de ficar bravo comigo?

"Desculpe?" eu olhei pra ele sem acreditar.

"O que você não entendeu Isabella? Eu tentei ser agradável com você e até deixar algumas de suas indiscrições pra lá. Eu espero que você responda minhas perguntas e converse comigo. Eu não vou tolerar comportamento infantil." Ele disse olhando para mim com olhos severos.

"Que diabos você esperava? Você me tirou da minha vida. Eu sou uma prisioneira aqui. Todas as minhas escolhas foram arrancadas de mim. Tenho que dormir com um completo estranho. Inferno, você até mesmo escolhe o que vou vestir. Eu tenho que simplesmente aceitar que você será meu marido? Eu não conheço você e você certamente não me conhece ou se importa comigo." Não pude evitar o tom ácido na minha voz.

Ele apertou a ponte de seu nariz e soltou um suspiro exasperado. "Você está errada."

"Não, não estou. Você não sabe nada de mim." Eu disse em tom desafiador.

"Sério. Vamos ver. Seu nome é Isabella Marie Swan. Você nasceu em 13 de setembro. Sua mãe foi morta quando você estava na terceira série. Seu pai foi baleado tentando salvar duas vítimas. Você se graduou com honrarias na escola mas decidiu sair da escola estadual e ir para um colégio comunitário. Você recentemente começou a trabalhar na editoração que você é além de qualificada. Seu chefe é um idiota e te ataca quase diariamente. Você vive em um apartamento que não é seguro. Isso soa certo?"

O olhar em seu rosto era absolutamente assustador, mas o que ele disse me assustou ainda mais.

"Você ... você tem me observado?" eu perguntei com um caroço na garganta.

"Claro que tenho." Ele respondeu como se fosse a coisa mais natural no mundo.

"Isabella, suas condições de vida eram inaceitáveis. Seu carro – completamente sem segurança. Você não tem idéia de como sua vida era perigosa. Eu tinha que ter você observada constantemente para mantê-la segura. Eu não podia deixar nada acontecer com você."

De repente eu me senti fraca. Eu podia sentir o sangue saindo do meu rosto e me senti tonta. Minha respiração tornou-se irregular e eu estava tentando desesperadamente acalmar minha respiração. Eu podia me sentir balançando sob meus pés.

Aparentemente Edward percebeu também.

"Venha se sentar Isabella."

Ele me guiou até uma cadeira de couro no canto da sala. Ele me ajudou a sentar e pressionou o botão para algum de seus servos trazerem um copo de água.

"Shhh, meu amor. Relaxe. Respire. Tudo vai ficar bem. Tudo bem." Ele ergueu sua mão e gentilmente afastou algumas lágrimas do meu rosto, que eu nem tinha percebido que havia escorrido.

Então minha sensação de ser observada o tempo todo não eram infundidas. Eu simplesmente não conseguia colocar na minha cabeça. Isso era mais doentio e estranho do que eu pensava. Eu estava sendo perseguida e nem sabia disso.

O homem de cabelo grisalho que tinha servido nosso jantar ontem a noite entrou e me entregou um copo de água. Ele me deu um sorriso simpático e saiu da sala.

Eu lentamente bebi o copo todo de água. Edward pegou o copo vazio de mim e colocou na mesa de vidro.

"Quanto ... quanto tempo?" eu gaguejei em um sussurro.

Ele se ajoelhou na minha frente e pegou minhas mãos trêmulas nas suas.

"Quanto tempo o quê, meu amor?" ele me perguntou.

"Quanto tempo ... quanto tempo v-você tem me o-o-observado?" Eu finalmente consegui terminar com minha voz trêmula.

Com suas mãos ainda na minha ele me levantou e me levou até o sofá de dois lugares. Ele me puxou para sentar ao lado dele e instantaneamente me puxou para mais perto dele, mantendo suas mãos em volta da minha cintura enquanto ainda segurava minha outra mão na sua.

Ele soltou um suspiro. Esse suspiro não foi frustrado mas um que o preparava para o que ele iria me dizer.


N/T: Tá, ele é louco, mas ele me deixa tão ... tão não sei. Eu fico suspirando, ele pode ser louco, mas não deixa de ser lindo e carinhoso, as pequenas coisas que ele faz (me deixam depressiva). Próximo capítulo todas vão morrer ao saber das coisas que ele fez. Lindo lindo e lindo ... e doentio, mas lindo.