Revenge

Quando o amor e a vingança caminham juntos.

Capitulo 4

Bella

Ela voltou-se e quase perdeu o equilíbrio, visto que se encontrava nas escadarias estreitas e escuras da estalagem. Apenas a mão de aço a impediu de cair.

_O que é isto? – Isabella viu o brilho dos olhos verdes na semi-escuridão. Edward se curvou, afim de aproximar seu rosto do dela, antes de sussurrar por entre os dentes : _Tens prazer em me afrontar Srta. Dwyer, pergunto-me o motivo?

_Talvez por que seja grosseiro e impertinente, agora me solte!

_Ordenas com a facilidade de uma senhora. Manipula aos incautos, mas devo avisá-la de que não me iludo com os teus atrativos, tão pouco com a tua língua doce e afiada!

Achando graça, Isabella gargalhou levemente:_Me achas doce? E pelo visto também afiada, mas não temes se cortar...?

_Brincas comigo? – dizendo isto, ele a trouxe para mais perto. Isabella sentiu-se prensada entre os braços e o corrimão da escadaria.

_Porque deveria? Nada tenho com o senhor! – madeira e menta, misturados ao suor masculino de Edward formava uma poderosa fragancia que a entorpeceu momentaneamente, mas ela não se deu conta deste detalhe e preferiu deixar a sensação que tomava conta de seu corpo, uma estranha leveza, seguida de choques, por conta do cansaço do dia.

E Isabella debateu-se. Agitou-se em rebeldia e tentou elevar a sua voz, se o Sr. Edward Cullen não iria soltá-la ela trataria de pedir ajuda. Mas, não contava com a força e destreza daquele homem, que com apenas uma mão a arrastou com extrema facilidade para até o fim da escada, à prensando em um canto mais escuro e de difícil passagem. O ato de se rebelar, fez com que seu cabelo, algumas mechas, soltasse do coque, emoldurando seu colo branco que subia rápido devido a respiração agitada. Isabella não tinha a intenção de descer as escadas quando lhe fora solicitado água quente, portanto, ela estava sem o seu casaquinho de lã, apenas com um vestido leve para dormir, que lhe revelava as curvas, os contornos de suas carnes.

_Quieta, além de afiada és escandalosa? – Edward acabou por perder seus olhos no vão daqueles seios, redondos e fartos, que subiam ao ritmo da respiração acelerada, para depois olhar as faces vermelhas e o olhar brilhante, de ódio! Ele não tinha mais dúvidas da força daquela mulher, mas seus sentidos foram assolados pelo cheiro de sua respiração, que saia forte por entre os lábios de belo contorno, entreabertos, um convite à perdição.

_Existe algo que queira dizer-me, Sr. Cullen? - Edward surpreendeu-se com a reação de seu próprio corpo, que vibrou ao som rouco da voz dela. E por mais que tentasse, ele não conseguia desviar seus olhos deles, redondos, que se insinuavam pelo decote generoso do vestido de tecido simples e fino. Revelando a brancura e maciez da pele, exalando o calor, o perfume do corpo dela, tudo ao alcance de seus dedos.

_És uma caçadora de homens! – o tapa ecoou pelo corredor escuro. Lá, no rosto dele ficaram as marcas dos dedos finos dela. Isabella viu faíscas saindo daqueles olhos, fogo verde.

_Me ofendes de todas as maneiras possíveis. Nunca me insinuei para ti!

_Não, mas enlaça com teus dotes meu pobre amigo Withlock!

_Quem és tu? Babá? Ama seca? Acredito que o Sr. Withlock seja bem crescido para estes cuidados!

_Não para as armadilhas de uma mulher como ti!

Ela ergueu sua mão na intenção de desferi-lhe novo tapa, mas ele agarrou seu pulso fino entre seus dedos a impedindo: _Aviso-te, acabo contigo se tentar seduzir meu amigo.

Depois, Isabella foi largada assim, tão de repente que chegou mesmo a temer que cairia. Edward se afastou a passos largos e rápidos, ele precisava se afastar dela, que de alguma forma o enfeitiçava. Já Isabella mordeu seu lábio inferior com força antes de amaldiçoar.

_Demônio! – ela suspeitava dos motivos daquele homem horrível. Uma lágrima fugiu de seus olhos e ela colocou suas mãos em cima de seu peito. Sua vontade era arrumar suas coisas e partir imediatamente, mas Alice estava tomada de manha e birra naquele dia. Com certeza iria dificultar e muito aquela viagem e, ela, Isabella, havia dado a sua palavra de conduzir a filha de Inácio Greenne até a mansão dos Withlocks, do outro lado do condado. Suspirando pesado, Isabella voltou-se resoluta, não seria aquela criatura perturbada, Edward Cullen, que iria fazê-la faltar com a sua palavra.

Quase meia hora depois, ela subia com uma tina pesada que fumegava a água quente, mas assim que chegou ao pé da escada perturbou-se novamente, pois as lembranças dela sendo estreitada vieram atormentá-la.

_Srta. Dwyer! – ela voltou-se, tentando disfarçar seu mal estar com um sorriso fraco nos lábios.

_Sr. Withlock! – Isabella ficou a imaginar a idade real do noivo de Alice, era jovem, talvez mais do que ela que já chegara a casa dos vinte anos bem formada. Isabella julgou que ele deveria ter dezoito, ao passo que Alice mal saíra dos quinze anos, duas crianças, sem dúvida.

_Deixe-me ajudá-la! Dê-me esta tina, deve estar pesada!

_Não se incomode, não quero vê-lo molhar-se, ao passo que já estou acostumada a carregar tinas pesadas com água. Faço todas as noites compressas em minha avó.

_De fato? – Jasper Withlock olhou assustado para o alto da escada, o que causou riso em Isabella.

_Sim, mas esta tina servirá para aliviar Alice.

_Minha prometida passa bem?

_Melhor impossível, a água quente servirá para relaxar os músculos dela.

_Talvez, eu devesse me beneficiar de uma tina também, visto que me sinto socado!

Jasper acabou ao final pegando a tina com a água quente e ambos subiram as escadas estreitas, com Isabella a sua frente. Assim que chegaram ao corredor, pararam em frente as acomodações delas e Isabella pediu de volta a tina com a água, agradecendo:_Muito obrigada, vejo que minha protegida estará se casando com um verdadeiro cavalheiro, educado, forte e prestativo.

A este elogio, Isabella viu com ternura as faces se enrubescerem do rapaz e sorriu devagar, imaginando o quão inocente ele ainda deveria ser. Mas seus olhos viram, para seu desgosto, o porte imponente de Edward Cullen, que a tudo assistia do outro lado do corredor. Sentindo-se aviltada, ela desejou boa noite ao Sr. Withlock e virou-se para entrar:_Permita-me abrir-lhe a porta.

Jasper Withlock deu passagem e fechou a porta assim que ela acabou de entrar. Mas não antes de segurar entre seus dedos uma ponta da fita que estava solta as costas dela, acariciando o tecido leve.

_Withlock!

Ele voltou-se rapidamente ao ouvir a voz de seu amigo e primo Edward:_Julguei que já estivesse capotado em sua cama, meu amigo.

_Que fazes aqui?

_Oras, não viste? Ajudava a Srta. Dwyer com uma tina pesada de água, era para a minha noiva!

_E julgo ser bom que se lembre sempre dela, sua noiva! – Jasper não fingiu que não entendeu a mensagem daquela advertência, ele olhou para a porta fechada suspirando antes de retornar ao seu aposento, com Edward em seu encalço. Naquela noite, após tomar uma taça de conhaque, Jasper dormiu pesado. Mas no outro dia as lembranças de seus sonhos ainda eram vivas, pois ele sonhara com os olhos marrons, incomuns, que lhes sorriam.

Olá!

Estou particularmente surpresa com a quantidade de leitores e, ficarei feliz em receber alguns reviews!

Bjus!