Book/Movie: Harry Potter

Spoilers: Até ao quinto livro

Paring: Draco & Harry

Notas de Autora: Harry Potter não me pertence (e isso já não é novidade para ninguém), não ganho dinheiro nenhum a fazer estas Fictions, faço porque gosto e porque me apetece. É uma Fiction Yaoi ou mmslash, como lhe queiram chamar e quem não gostar já sabe…não lê.


Always

Sumário: Nem odios nem rivalidades duram para sempre...


Chapter 4

A manhã seguinte não podia deixar de ser maravilhosa também. Ambos acordaram ainda abraçados e com grandes sorrisos nos seus rostos. Tinham apenas vestidas calças de pijama e estavam tapados com enormes cobertores.

"Que horas são?" – perguntou Harry ainda com os olhos meios fechados por ter acordado em pouco tempo.

"Ainda é cedo…" – respondeu-lhe Draco que passava as mãos pelos cabelos revoltos de Harry.

"Temos que sair daqui rapidamente… aposto que já deram pela minha falta…"

"É o que dá ser Gryffindor… não tens direito a um quarto só para ti…" – brincou o loiro fazendo o seu sorriso convencido.

"Nestas alturas é pena não haver quartos separados… mas eu não me importo… já me acostumei… se bem que por vezes podia ser muito bom…"

Foi com muito custo que os dois se levantaram e se começaram a vestir. As roupas estavam completamente espalhadas pela sala e as almofadas ainda mais desarrumadas. Não precisavam de arrumar muito, era só um simples pensamento e tudo aquilo desaparecia, voltando ao normal.

Pegaram nas suas capas e varinhas e dirigiram-se para a porta, onde Draco com alguns toques fez desaparecer o feitiço que toda a noite tinha protegido a entrada a estranhos naquele lugar. Antes que Draco pudesse abrir a porta na maçaneta, Harry puxou-o para si, espetando-lhe outro maravilhoso beijo.

"Chegou a hora de deixar-mos o que é bom de lado…" – disse Draco após o beijo.

"Quem sabe não vamos estar mais tempo juntos?" – disse Harry com um sorriso.

"Fico á espera…"

Após saírem da sala, sem serem vistos por ninguém, chegaram a meio do caminho e separaram-se correndo rapidamente para as suas salas comuns.

Draco entrou de mansinho e subiu sem fazer muito barulho, até ao seu quarto, que como era habitual estava trancado, não fosse Pansy ter a ideia maluca de se esconder lá dentro. Como já não valia a pena dormir mais, aproveitou para ir tomar um banho. Olhou para o despertador e ainda marcavam as 7.00horas, tinha tempo para se lavar vestir e ainda acompanhar os seus colegas no pequeno-almoço.

Enquanto a água morna lhe escorria pelo corpo, e este mantinha os olhos fechados, só conseguia lembrar-se da noite que passara com Harry. Não esquecera nenhum pormenor, a maneira como o moreno lhe beijava o pescoço e lhe massajava a pele era arrepiante e maravilhosamente boa. Sentiu que tinha sido completamente dominado por Harry e isso agradava-lhe, mas não se podia deixar ficar… na próxima vez era ele que dominava a fera com o nome de Harry Potter…

Quando entrou no quarto novamente, após o banho, olhou para a sua roupa em cima da cama, era obvio que tinha de ir para lavar pois estava num estado lastimável. Foi quando pegou na capa preta que estava entre a roupa e sentiu o cheiro de Harry a invadir o seu quarto.

"Mas…?"

Abriu a capa e arregalou os olhos ao notar que aquela não era a sua e sim a de Harry. Com a pressa de sair da sala e com a distracção do beijo nem tinha reparado que aquela não era a sua capa.

Será que ele notou que as capas foram trocadas?

A aula, como sempre, estava a ser uma verdadeira seca. Poções? Por amor de Deus, só mesmo pelo sacrifício de ser Auror… e por poder ver Draco, claro! Para variar, Snape estava de mau humor, mas por algum milagre ainda não tinha descontado pontos a Harry ou aos Gryffindors, como ele sempre fazia. Ao contrário das outras aulas, Snape estava calado, sentado na sua secretária a corrigir os trabalhos de casa que os alunos tinham entregue, mas ao ver que os alunos estavam um pouco para o conversadores, decidiu acalma-los com um trabalho de pares.

Tinha escrito os ingredientes de uma poção, que ele considerava dificílima, no quadro e com um sorriso no rosto pálido começado a citar nomes de pares, que obviamente iam ser muito óbvios.

"Normalmente, deixo-vos escolherem os vossos pares… mas hoje sou eu que os vou escolher. Esta poção é algo muito complicado de fazer e precisa de muito cuidado. Quero dizer com isto, e só digo UMA vez, que vou tentar juntar duas inteligências, aqueles que sabem tudo e aqueles que nada sabem!" – deu um sorriso irónico – "Agora vão se sentar com os pares que eu vou começar por dizer."

"Granger e Parkinson" – Hermione bufou de raiva, embora soubesse que entre as duas, era ela a mais inteligente, não suportava Pansy por nada, mesmo sabendo que ela já nada tinha a ver com as trevas nem com Voldemort (que graças a deus já tinha sido bem morto e enterrado). "Weasley e Goyle" – Ron, ficou aparvalhado e engoliu em seco. Olhou para o amigão de Malfoy e ficou pensativo durante algum tempo, não tinha medo de uma bolinha de carne, mas o facto de ter que se sentar ao seu lado e trabalhar com ele era nojento.

Snape foi escolhendo outros pares que sabia tão bem que nunca fariam nada certo juntos, pois haviam muitas rivalidades e isso era uma óptima maneira do professor se divertir a tirar ou atribuir pontos. Olhou para Harry, que o encarava ansioso e sorriu cinicamente, olhou para a sala a procura de um lugar ideal para o sentar, onde de certeza as tentativas de bom comportamento do moreno não iam durar por muito tempo.

"Potter e Malfoy" – Draco foi o primeiro a levantar-se, pegou nas suas coisas e sentou-se na cadeira ao lado. Snape achou a atitude dele um pouco estranha mas não pensou muito no assunto. O que mais intrigou o professor de poções foi o facto de Harry nem reclamar e ainda por cima sorrir, embora pouco. O que estaria Potter a tramar!

Os pares iniciaram a poção, de facto era um pouco difícil, até mesmo Hermione estava com dificuldades em desvendar tudo aquilo. Draco simplesmente olhou para o quadro e começou a explicar a Harry como e o que deviam fazer. Quando o moreno entrou no mesmo raciocínio iniciaram a poção também.

"Não sei se reparas-te mas nós trocamos as capas…" – disse Harry baixinho.

"Sim, notei… o teu cheiro não passou desapercebido no meu quarto" – disse o loiro com um sorriso.

"Eu só reparei nisso quando me estava a vestir e olhei bem para a capa, para além de ser mais comprida do que a minha, o verde não passou desapercebido…"

"Eu estava aqui a pensar…" – começou Draco. "Este sábado que vem não há jogos que envolvam as nossas equipas… podia-mos ir dar uma volta a Hogsmade… o que achas?"

"Sério? Por mim… está tudo bem…" – Harry acenou positivamente com a cabeça e sorriu a Draco. Não teve problemas em que o seu sorriso fosse notado, já nada mais lhe incomodava.

Por baixo da mesa, longe dos olhos de todos, os dois rapazes tinham as mãos dadas…

Ron observava Harry intrigado, não percebia como é que ainda nem Harry, nem Malfoy tinham feito merda na sala de aula, e pior, ainda sorriam um para o outro como se fossem os melhores amigos… olhou para Hermione, afim de ver se esta também tinha notado alguma coisa, mas a menina parecia ocupada de mais a ler e a experimentar ingredientes na poção…

O fim da aula chegou, para tristeza de Harry e Draco, tinham feito a poção em menos de meia hora e pelo que Snape dissera estava correcta, mas apenas dera mérito ao loiro que nem comentou, muito menos Harry que fez como se nem tivesse ouvido nada do que o arrogante professor dissera.

Á saída o moreno despediu-se de Draco com um aceno de mão e foi ter com Ron e Hermione que já o esperavam á porta da sala.

"Aquela Parkinson… que raiva, só me apeteceu bater-lhe! Não dizia nada certo nem tão pouco sabia quais eram os ingredientes para pôr… estando eles escritos no quadro!"

"Pois, mas não te esqueças que estás a falar da Parkinson. Mas olha que aquele Goyle é um calão… não faz nenhum… se não fosse eu a olhar e a perguntar a outros nem metade tinha-mos feito…"

Harry cantarolava baixinho, mas estava atento á conversa dos amigos. Ele nem olhara para eles a fim de saber como estavam as coisas, estivera apenas a contemplar outros horizontes.

"E tu, Harry? Como foram as coisas com o Malfoy? Parece que nem houve confusão nesta aula…" – disse Hermione. Ron agora concentrava-se para poder ouvir o que Harry tinha a dizer.

"Correram bem… fizemos a poção e tivemos tudo certo… não havia nada para correr mal!" – disse, deixando os amigos agora com um ar desconfiado.

"Estranho… se fosse a alguns anos atrás tu tinhas saído da sala furioso… como as coisas mudam…" – comentou Ron.

"Pois… mas isso era á anos atrás… as coisas mudam… as pessoas mudam!"

"Pessoas como o Malfoy não mudam Harry…" – disse Ron e Hermione apenas permaneceu calada.

"Olha que não sei…" – disse o moreno e desta vez Hermione interveio.

"Como assim? Harry, o que é que nos estás a esconder?" – a menina tinha sido directa, como sempre fora.

"Querem saber?" – Harry parou repentinamente no meio do corredor o que fez os dois amigos recuarem um passo.

"Eu e o Draco somos amigos! Ele mudou, eu mudei… as coisas mudaram… já não temos motivos para nos odiarmos um ao outro… já não somos mais rivais!"

"Desde quando é que ele é Draco!" – perguntou Hermione confusa.

"Foi desta que te passas-te, Harry, o que é que te deu? Já te esqueces-te do que ele nos fez? Do que ele te fez? Como é que podes ter esquecido tudo isso e simplesmente teres-te tornado amigo daquele idiota?"

"Ouve bem Ron, eu não me esqueci de nada do que ele me fez, obvio que não… mas eu não sou um Dementor, a minha Natureza permite perdão, são poucas as pessoas a quem eu nunca perdoarei certas coisas… mas nenhuma dessas se chama Draco Malfoy!"

"Isto é tudo muito estranho…Harry eu não compreendo…" – disse Hermione que tinha levado uma mão á cabeça.

"Não há muito para compreender, simplesmente quero que percebam que eu e o Draco já não somos inimigos, rivais… somos amigos e ponto final. Eu sei que ele fez coisas horríveis ao longo dos anos em que passamos, mas vocês se calhar não sabem o porquê dessas atitudes, daquelas atitudes estranhas e mimadas… eu compreendi e percebi que o Draco podia mudar, o Dumbledore percebeu isso… e lembrem-se que foi o Draco que nos deu uma GRANDE ajuda quando eu estava a lutar com o Voldemort!"

Ron nem disse mais nada e saiu atordoado de perto dos amigos, voltando assim para trás em direcção á sala comum. Hermione olhou para ele e para Harry e sem pensar muito correu atrás do ruivo que não parou para esperar.

Harry deu um pontapé num jarro que havia no chão e gritou "foda-se" bem alto. A sua sorte foi de nenhum aluno ou professor estar a passar por ali. Como era de se esperar, o pobre jarro tinha-se partido, mas após alguns segundos a andar de um lado para o outro Harry voltou a coloca-lo na forma original.

"Ron espera! O que é que vais fazer! Tem calma." – Hermione corria atrás de Ron que se dirigia para as masmorras.

"Ele pode iludir o Harry, mas a mim não me ilude… aquele Malfoy idiota, aposto que está a tramar alguma!"

Ron caminhava a passos rápido e ia decidido a não parar. Hermione nem que fizesse toda a força do mundo ia conseguir para-lo.

Olha que sorte a minha… ele está sozinho! – Pensou Ron assim que viu Malfoy a caminhar sozinho para a sua sala comum.

Os gritos de Hermione para pararem Ron não passaram desapercebidos ao loiro que caminhava tão calmamente. Ao ver o ruivo a encaminhar-se na direcção dele, com cara de poucos amigos, o seu primeiro pensamento fora fugir, mas não, ele ia ficar… não era um cobarde.

"Por favor Ron… deixa-o em paz… ele não merece que percamos tempo com ele…" – mais uma vez Hermione falara, mas o ruivo estava determinado a ignorar qualquer comentário ou pedido vindo de fora do seu único pensamento.

Assim que se chegou perto de Draco, Ron agarrou-o pelos colarinhos da camisa e encostou-o a uma parede com brutalidade. O loiro sentiu uma forte dor nas costas mas não se queixou. Queria saber o que se estava a passar com o ruivo e o porquê de toda aquela fúria… ele tinha uma vaga ideia do que podia ser mas preferiu esperar e ouvir o que este tinha a dizer.

"O que é que te deu, Weasley?" – perguntou, fingindo admiração.

"A mim? Não sei deixa-me pensar… talvez vontade de te matar…" – respondeu com um sorriso no rosto.

"Não te percebo…explica-te!"

"Ron, calma… não faças aquilo que não queres…" – disse Hermione mais uma vez.

"Escuta bem Malfoy… eu ainda não sei o porquê de teres tanto interesse na amizade do Harry, nem percebi o porque de vocês agora se darem tão bem… mas ficas avisado… eu estou de olho em ti… e ficas a saber, se fizeres alguma coisa que prejudique o Harry ou a Hermione, tu vais fazer companhia ao teu pai e ao Voldemort ao Inferno…"

"Eu provavelmente vou para o inferno, Weasley, mas não é pelas tuas mãos!" – disse Draco. "E fica descansado… não tenho nenhum interesse em fazer mal á tua namoradinha nem ao Harry. Se quiseres podes armar um exército e mandares vigiarem-me 24 horas por dia…mas digo-te que isso seria uma autêntica perda de tempo."

"Não confio em ti…! Não mereces que confiem em ti… porque é que não nos deixas em paz? Estamos bem se ti…"

"Talvez tu e a Granger estejam bem sem mim, e eu também estou bem sem vocês, mas o Harry não está e eu também não… mas isso não é da tua conta!" – para evitar dar um murro em Draco, embora fosse essa a sua vontade, Ron largou-o fazendo-o cair sentado no chão. Um gemido de dor saiu da boca do loiro e Ron recuou.

"Ficas-te avisado Malfoy… agora cuidado com o que vais fazer." – E virando costas ao loiro, Ron pegou na mão de Hermione e saíram dali a caminhar normalmente.

Durante quase metade do caminho, os dois mantiveram-se calados, mas sempre com as mãos dadas, até Ron parar novamente e olhar para a menina que caminhava silenciosamente ao seu lado, como se ainda tivesse a meditar no que se tinha passado.

"Hermione, eu…"

"Não precisas de te justificar Ron, eu compreendo que tenhas sentido raiva do Malfoy… não te julgo por isso…"

"Ainda bem que compreendes, mas não era isso que eu te queria dizer…"

"Aí não? Então… o que é que há mais para dizer? Não me digas que é outra ideia maluca! Ron, tu"

"Calma Hermione, não é nada ideias malucas…" – interrompeu o ruivo. "Ouve, o que eu tenho para te dizer, é algo que eu já devia ter dito á muito tempo… mas que nem sempre tenho tido coragem suficiente…"

Hermione não falou mais. A expressão no rosto do ruivo era séria e de certo que o assunto que ele ia iniciar também era. Por outro lado, Ron ficava cada vez mais nervoso, sentia o seu coração acelerar e um pouco das mãos a tremer.

"Hermione eu… Erm… eu… gosto muito de ti…" – essa ultima parte tinha-lhe saído tão mal que ele próprio se riu da sua figura. - "Ah que se dane, se sou homem para umas coisas, também sou para outras." – Disse – "Hermione, eu amo-te!"

A rapariga ficou sem fala. Não sabia o que dizer, não sabia se havia de correr dali para fora ou atirar-se nos braços do ruivo e bater-lhe por ele finalmente ter tido a coragem de se declarar. O seu cérebro estava proibido de pensar naquele momento e o seu corpo completamente "imóvel".

"Desculpa se fui um idiota contigo, mas no fundo eram tudo ciúmes…" – e sem dar tempo à menina de dizer alguma coisa, Ron aproximou-se dela e beijou-a…beijo esse que ela não recusou…

To be Continued...


N/a: Após um tempão…finalmente actualizei! Eu disse que podia demorar…mas que irei sempre actualizar…só se eu morrer é que não. Enfim…quem ainda tiver interesse em ler…força…espero que gostem. Beijos!

FenixFawkes