Título –Sinners

Resumo: Resumo: Ele se foi, e agora? O que será dela? Heero & Relena

Música Tema – "Aus Den Ruinen"

Música do Capítulo – "Have I Ever?" – L'Ame Immortelle

Disclaimer: Gundam Wing não me pertence...

Mas um dia irei superar! Até lá, espero que minha psiquiatra que me agüente!

Ah sim, e, eu não ganho nada ao escrever isto, apenas o mero prazer de escrever...

Parte III

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"Você rasgou meu coração, minha alma roubada
Isso poderia ter acabado de uma maneira que nunca acreditei
Sem consideração a perdas, você destruiu meu mundo
Um mundo no qual só nós teríamos ouvido falar..."

Heero olha sua dama e não entende o motivo de ela ter se assustado. Então, como de súbito, uma coisa estala em sua mente.

"Droga!" – Heero se aproxima de Relena, que se encolhe um pouco mais contra a parede

-Você não tem reflexo... – Murmurava baixo, com olhos arregalados. Heero põe seu braço contra a parede, encostando atrás de Relena, os dois estavam abaixados no chão, ela sentada, assustada, e ele na sua frente, muito próximo – O que é você?

-Você não deveria saber? Minha dama das Trevas... – Então ele acaricia os cabelos sedosos dela – Ou você se esqueceu? Como você pôde esquecer? – Heero tinha uma cara que começava a beirar o desespero, o que amedrontava mais ainda Relena – Depois de tudo o que passamos juntos? Você não pode ter esquecido...

"Ele é... Louco!" – Relena se levanta de súbito, assustando até Heero que a seguiu apenas com os olhos, a dama saiu correndo porta afora, a verdade é que agora já não tinha mais certeza se queria saber a verdade sobre aquele quarto, ou aquela casa. Tudo estava apenas, muito confuso!

Tinha medo, muito medo! Não sabia ao certo o que temia e nem como combater aquilo.

Sentiu seus olhos molharem ao se encherem de lágrimas, mas não se importou. Desceu as escadas e saiu pela porta da frente.

Correu em direção ao nada, mas a verdade é que não poderia mais ficar ali! Tinha de fugir, não importava para onde!

Como se o desespero que sentisse, sobrepujasse qualquer outro sentimento, correu para fora, na floresta, na tentativa de voltar para casa.

Correu durante muito tempo sem perceber. A floresta era muito assustadora e tudo o que Relena via eram monstros, não importava para onde olhasse.

Apavorada, nem viu o tempo passar, a noite chegava e o silêncio aumentava. A cada instante que passava, Relena se sentia mais e mais desesperada. Até que, enfim, viu a saída daquele inferno!

Podia ver as luzes da cidade bem próximas a ela! Correu o mais rápido que seu longo vestido negro permitiu. Ao sair da floresta, se deparou com algo jamais esperado. Podia-se dizer, uma surpresa de mau-gosto!

-O que? – Mas as palavras morreram por ali e uma lágrima escorreu pelo seu delicado rosto.

A cidade ardia em chamas! O fogo havia tomado tudo! Relena não sabia o que fazer, mais uma vez, sentindo um enorme desespero!

Percebeu então, que se começava uma forte chuva, com muitos trovões e raios...

A dama simplesmente não soube como, ficou simplesmente parada olhando as grossas gotas se encarregarem das fortes chamas. Sentou-se no chão, tudo havia acabado! Como pôde abandonar seus pais sem que soubessem quanto os tinha amado?

Deu um grito, e depois outro, e depois outro, começando a soluçar.

Sentiu, pela primeira vez, a dor da perda de alguém querido. Coisa que nunca se esquece! Também sentiu, pela primeira vez, um outro sentimento, se é que podemos chamá-lo assim, sentiu, o desejo pela morte...

Levantou-se e pôs-se a andar em direção ao seu antigo lar, agora em pedaços.

Agora restavam apenas cinzas do que um dia fora uma mansão. Pôs-se a andar sobre as ruínas, pedaços queimados de madeira se espalhavam pelo chão. Para juntar-se a isso, cadáveres queimados podiam ser vistos ao longe, por toda a cidade.

Estava em uma cidade em ruínas!

Relena tinha o rosto muito molhado, não só pela chuva, mas pelas lágrimas que insistiram em cair. Ouviu um barulho, seria um sobrevivente?

Virou-se com incrível velocidade e pôde, estranhamente ver, um pouco longe dela, um homem parado, em pé, em meio a muitos destroços, na chuva.

Mas, o que era aquilo? Relena se abaixa com a mesma velocidade com a qual tinha se virado. Aquilo, não era humano! A única coisa que pôde ver foram asas gigantescas, que mais lembravam as de um morcego.

Sentiu, novamente, lágrimas escorrerem pelo seu rosto. Vira-se com cuidado para ver, mas ele não estava mais ali. Mas o que?

-Ah! – Relena se sente ser levantada pelos cabelos, e com muita dificuldade, abre os olhos que haviam se fechado com a dor. Era um demônio! Tinha olhos vermelhos, vazios, sem alma e a pele branca, feito mármore. As asas negras e pés de morcego completavam sua aparência amedrontadora.

Mas havia algo de mais terrível! Aquele monstro tinha o rosto de Heero!

Sentiu então, uma dor aguda, e logo, quando estava prestes a cair no chão, se sente ser segurada por alguém.

-Relena! – Era...Heero? – Não me deixe sozinho novamente!

Seus olhos estavam pesados e sua visão, nublada. Sentia que não conseguiria agüentar muito tempo!

-Heero... – Chama baixinho – Que bom que veio... – E depois disso, o breu tomou conta de seus sonhos e lembranças.

A dama acorda, como quem tem um pesadelo, sobressaltada e assustada, sentando-se na cama.

-O que aconteceu? O que era aquilo? Eu sonhei? – Então sente uma pontada no estômago, que a faz levar a mão ao local dolorido.

-Infelizmente não, minha Relena – A loira se vira e, a seu lado, Heero estava sentado em uma cadeira, com uma cara cansada, olheiras e um curativo no braço.

-O que...Era aquilo, e o que houve? – A voz de Relena estava embargada.

-Aquilo, era um demônio – Responde Heero amargurado – Ele veio lhe buscar...

-Me buscar? – Relena parecia surpresa

-Sim, quando eu cheguei, apenas vi ele lhe apunhalar com a adaga que carregava, então o empurrei e você caiu, eu te peguei e você desmaiou.

-Como você lidou com um demônio daqueles? – A dama levanta um sobrancelha, muito desconfiada

-Eu apenas... – Heero pára, como se escolhesse as palavras – Eu apenas não posso lhe contar.

-Como não pode? Por que aquele demônio me quer? O que eu sou sua? O que vivemos juntos? Como enfrentou um demônio sendo apenas um humano? – Relena se descontrolara e gritava enquanto apertava com força os lençóis negros de sua cama. Mas Heero apenas virou o rosto, olhando para o lado em vez de olhar para Relena, abaixando o rosto e permitindo que a franja cobrisse-lhe a expressão.

Heero apenas se levanta e caminha para a porta e, ao tocar a maçaneta, murmura um "desculpas", muito baixo e sai.

Relena fica só no quarto escuro e sente novamente o lugar arder e se deita. Havia vindo parar, novamente naquela casa, onde pensara que jamais colocaria seus pés novamente!

Olhou as cortinas fechadas e sentiu os olhos pesarem, caindo em um sono profundo. Em seu sonho, via demônios, fogo e cadáveres a andar. E então, Heero, sem um reflexo no espelho!

Relena acorda assustada e muito suada.

Então, quer dizer que, Heero não é...Humano?

Aquela idéia a deixava desconfortável! Se ele não era humano, então o que queria com ela? Naquela hora, fez uma decisão!

Era madrugada, devia ser, por volta das duas da manhã.

Levantou-se rapidamente, pegou um castiçal que estava ao lado de sua cama e pôs-se a andar em direção ao quarto de Heero. Andou o mais rápido que pôde, quando chegou à sua porta, estava corada e extremamente nervosa, nem sabia o por quê, mas tremia.

Abriu as portas com todo o cuidado que pôde. Largou o castiçal com cuidado em um grande criado-mudo que havia na frente da cama.

Mais uma vez, a cortina aberta, e mais uma vez chovia. Será que todas as vezes que entrasse naquele quarto seria assim?

Heero estava dormindo. Era tão bonito quando dormia...

Mas o que estava pensando? Não podia pensar isso dele! Nem ao menos sabia se ele era humano! Lágrimas vêm a seus olhos antes mesmo que pudesse fazer alguma coisa, então leva a mão à boca para se impedir de soluçar.

Relena se aproxima da cama e se ajoelha ao lado desta, ainda chorando. Com cuidado, leva sua mão ao rosto de Heero e, de leve, encosta seus dedos em sua testa, em uma leve carícia, para depois tirar algumas mechas que estavam sobre seus olhos.

Ele não podia ser um mostro...Não ele...

A dama se assusta ao vê-lo abrir os olhos.

Arregala um pouco os olhos ao vê-lo sorrir de leve e levar sua mão de encontro a seu rosto. Acariciando de leve sua bochecha, como ela mesma havia feito anteriormente. Relena fecha os olhos para apreciar o contato. Heero, então meche um pouco nos seus fios sedosos.

Heero se senta na cama, ficando de frente para Relena, ele usava uma calça preta e nenhuma blusa. O moreno se inclina um pouco para frente e puxa Relena do chão, para seu colo.

Pega de surpresa, Relena demora um pouco a corresponder o beijo que Heero lhe dava. Logo línguas começaram a brigar por espaço, em um lugar tão pequeno.

Relena se sentia tão quente, e, seu coração batia tão rápido, não sabia o que era aquilo!

Heero estava sentado na cama, com as pernas levemente abertas e, sua dama, estava ajoelhada entre elas.

Suas línguas estavam tão juntas, úmidas, trocando calor entre si. O que era aquilo? Será que... Estava amando?

Sente Heero empurrá-la de leve, logo se deita. Heero estava por cima dela, pára de beijar os lábios dela e começa a beijar seu pescoço, para depois dar uma mordida de leve.

-O que está fazendo? – Pergunta Relena, sua voz saindo em um sussurro.

Então Heero pára. Ela espera um pouco, sua respiração normalizar e abre os olhos, se deparando com duas orbes azuis fitando-a, um olhar tão profundo que poderiam ler seus pensamentos.

Heero a olhava sério, porém com muito carinho.

-Por que estava chorando, e por que veio a meu quarto?

-Eu não sei porque estava chorando... – Murmura sem jeito, agora estranhando o contato de sua leve camisola com a pele de Heero

-E por que estava no meu quarto? – Relena apenas vira o rosto, sem saber o que responder, levemente corada.

-Não vai responder? – Heero continua de onde havia parado, voltando a beijar o pescoço de sua dama.

-Não Heero, eu não posso... – E então, ele apenas põe o seu dedo indicador sobre os lábios dela, em um sinal de silêncio

-Vai ficar tudo bem, não se preocupe...

E então, Relena apenas se deixa levar pelo momento.

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Relena abre os olhos, havia dormido na cama de Heero. Não era manhã, o sol nem havia raiado ainda.

Senta-se na cama. Heero estava parado em pé, em frente da janela, olhando para fora, segurava a cortina com a mão direita. Seus olhos estavam perdidos em algum ponto enquanto admirava o horizonte. Parecia pensativo.

Relena se aproxima devagar e abraça-o pelas costas e ele apenas põe sua mão sobre a dela, apertando de leve, como se quisesse protegê-la.

-Me promete que nunca vai me abandonar sozinha? – Pergunta Relena, a voz levemente embriagada por um choro segurado – Só a idéia de te perder faz meu coração apertar a ponto de não agüentar de dor...

-Eu prometo! – Responde, firme, fechando as cortinas, antes que os primeiros raios de sol pudessem atingir o quarto onde os dois amantes faziam promessas.


Oi gente!

Desculpa a demora...Sei que demorei dessa vez...O mais engraçado foi que nem percebi, simplesmente não tive tempo pra postar...Desculpas mesmo viu?

Obrigada a Scath, Sílvia,Relena-chan Ray Shimizu(Deve ser, a melancolia deixa tudo com um ar mais surreal não?) e a Nique (Adoro a Victoria Frances, os desenhos dela são lindos!)

Ah sim, boa notícia aos leitores de Fairy Tale, o capítulo está pronto, só falta a minha beta ler e postarei...Espero que ainda queiram lê-lo mesmo depois de tanto tempo...É isso..

Beijos!!!

2.06.2007