Um capítulo fresquinho para as lindas que acompanha a fic =D

Quero deixar um pequeno aviso: em breve estarei postando uma fic sobre Fairy Tail, será um romance com pitada de muitas coisas. O casal principal é Natsu e Lucy, mas terá um pouco de outro também. Creio que quem gosta do anime, vai gostar bastante dessa fic, pois será um pouco fiel aos personagens e ao mundo da serie.

Boa Leitura!

"pensamento dos personagens"

_ Falas – separação de falas – Falas

(explicações, ao estilo Kagome)


Capítulo três: Entrando numa fria

_ Sorte a sua do Sesshoumaru não estar aqui, Inuyasha. – Falou Inu no Taisho soltando o ar pesadamente.

_ Vocês a prendem aqui, como se Lye fosse um cristal muito frágil. – falou o outro.

_ E ela é. – Inu no Taisho encarava o filho que andava de um lado para o outro como um animal enjaulado.

_ Pela primeira vez, desde a morte de Rin, eu vi a Lye sorrir com vontade. Trancada aqui ela não pode brincar com outras crianças, não pode viver! – a memória de ver a sobrinha sorrindo ao lado de Kagome o invadiu.

_ Baixe seu tom rapaz. – a voz do patriarca se elevou.

Inu Taisho suspirou e passou a mão sobre a face. Os traços de Inuyasha haviam sido herdados do pai, exceto os olhos, que eram do formato dos de sua mãe. Os olhos amarelados do patriarca encontraram os do filho.

_ Eu entendo sua preocupação Inuyasha, já havia pensado nisso. – admitia o mais velho – Mas Lye é uma criança, sente falta da mãe...

_ Pai – interrompeu Inuyasha numa voz mais branda – Nós dois sabemos que isso não tem haver com Lye e sim com Seshoumaru, essa "proteção" é apenas uma desculpa para trancar a menina. Lye é filha dele e não um objeto que ele pode guarda dentro de uma caixinha, um dia ela irá crescer.

Inu no Taisho estva cansado daquela discursão. Sabia que Inuyasha tinha razão, mas não podia fazer nada, afinal Lye era filha de Sesshoumaru. A única que aliviava a dor da perda de Rin. "Se ao menos um milagre acontecesse", pensou o patriarca agarrando-se a um fio de esperança.


Deus! Estou exausta! Nunca pensei que minha folga me cansaria mais do que o trabalho, mas pelo menos, foi maravilhoso!

Sexta: Depois do parque fui para a casa de Sango e Miroku – diga-se de passagem: eu quase morri quando eu cheguei lá! Passei mais de 10 minutos desviando de objetos que a Sango arremessava... "Agora que você dá as caras por aqui?", gritava ela enquanto eu dava uma de ninja, "Sua safada viciada em trabalho!"... Eu descobri como aquela casa tem coisas pequenas e pontudas. Tirando esse incidente – que me rendeu um hematoma feio na coxa – recebi noticias maravilhosas na hora do almoço, eu ia ser tia! Sango me convidou – ler-se: Intimou – para ser madrinha, estou contente demais!

Sábado: Esse foi o mais cansativo. Visitei todos os meus amigos que a tempos – por conta do trabalho – não os via. Minha lista resumisse apenas a: Ryuu, Shaemi, Shean, Katia e Sebastian.

Preciso dizer que quase fui espancada por ele? Exeto Ryuu, que se limitou apenas em me dá uma bronca e um super abraço.

Domingo: Viajei a Shiki, cidade onde mora a minha mãe e minha irmã caçula (n/a: Kagome tem 25 anos; MIroku, 24 e Kykyo 21). Descobri, por minha mãe, que Kykyo está noiva. Claro que fiquei chateada por ela mesma não me contar, a gente não conversa muito, mas... Poxa sou irmã dela! Ok, sempre houve uma briguinha quando estávamos no mesmo cômodo, mas isso era quando éramos adolescentes! No fim das contas, acabei por comprar um presente e enviar pra ela pelo correio, ao invés de entregar pessoalmente – porque talvez eu fosse capaz de bater naquela ingrata.

Agora vou dormir, mesmo sendo 20h30min. Amanhã tenho que trabalhar como uma escrava de novo.


A porta do quarto de Lye foi aberta. O cômodo era iluminado por um abajur, cuja luz fraca não incomodava os olhos da pequena deitada sobre a cama.

Sesshoumaru encarou a filha encolhida sob as cobertas, como ela estava grande. "Passara-se tanto tempo assim?", pensou ele.

"Sim..."

Três anos passara-se desde a morte de sua esposa. O acidente de carro ocorrera dois dias depois do aniversario de três anos de Lye. Ele ainda sentia-se vazio, exausto... Conseguiu seguir em frente, a seu modo. A única coisa que o mantinha vivo era a pequena criatura que dormia tranquilamente na cama.

Ele a observou por um tempo passara um semana fora resolvendo problemas da empresa. Estava com tanto saudade de sua pequena, mas não a acordaria, limitou-se apenas em beijar-lhe a testa.

Lye remexeu-se um pouco e resmungou algo inaudível. Sesshoumaru observou a face, da filha, ficar angustiado. "Está sonhando?"

_ Mamãe... – resmungou Lye.

Os olhos de Sesshoumaru arregalaram-se. Não deixaria sua pequena ter um pesadelo como esse. Estava prestes a acordá-la quando a expressão dela suavizou. Então, outra surpresa... Lye sorriu e murmurou:

_ Kagome...


Sesshoumaru estreitou os olhos. Não reconhecia o nome, teria uma conversa com Lye quando esta acordasse.

_ Parece apreensivo. – falou Ino no Taisho adentrando o escritório, onde seu primogênito estava recostado à janela do cômodo.

_ Apenas cansado. – Sesshoumaru limitou-se a falar.

_ Durma um pouco – o patriarca tocou o ombro do filho – Você chegou a apenas uma hora, e já são 00:00, os assuntos da empresa podem esperar.

Sesshoumaru apenas assentiu e retirou-se.

Sobre a mesa, Ino no Taisho viu uma pasta, PublicLight – Projeto Taisho Technology, estava escrito na capa.


_ O quê? – quase caiu no chão. Para a minha sorte a cadeira estava no caminho.

_ Foi exatamente o que ouviu Kagome. – falou Andrew. – O presidente da Taisho Technology dispensou a apresentação do esboçou do projeto, porque ele já o quer pronto.

Senti o mundo girar. Aquilo não podia ser verdade, podia? Como assim o presidente da Taisho Technology quer a campanha pronta para sexta-feira? Há pouco tempo eu apenas terminei o esboço do projeto! Meu Deus... Eu vou morrer!

Comecei a rir histericamente.

_ Kagome, você está bem? – Andrew levantou de sua cadeira a me ver arfar.

Bem? Estou ótima! Acabei de descobrir que nosso cliente é um doido retardado – só pode! Porque pedi que um projeto de campanha, cujo nível deve ultrapassar as fronteiras do Japão, seja feito em três dias... No mínimo é louco! -; e que vou perder meu emprego, pois nunca conseguirei realizar tal milagre.

_ Kagome? – Andrew pareceu aflito. Deve ser porque agora estou chorando. – Tome isso. – ele me entregou um copo com água – Procure se acalmar.

Bebi o liquido e com dificuldade me recuperei.

_ Melhor? – ele voltou a sentar a minha frente.

_ Isso é... – comecei a falar, mas me contive. "Calma Kagome, não esqueça que Andrew ainda é o seu chefe e que ainda não está desempregada." – Andrew... – respirei fundo – Isso é impossível! Você sabe disso. – aos pouco o desespero voltou a tomar conta – Não tem como construir um projeto completo em três dias!

_ Já temos um esboço. – argumentou Andrew.

_ Isso é apenas uma ideia de como o projeto pode ser feito! – Minha cabeça parece que vai explodir e acho que estou sentindo minha pressão baixar.

_ Que foi aprovada.

_ Que demorou quase uma semana para ser feito, sem incluir o tempo que passamos planejando, um mês!

_ Nosso cliente pediu então nós...

_ Isso é insanidade! – acho que dessa vez eu gritei, pois Andrew arregalou os olhos.

_ Senhorita Higurashi... – uma voz grave falou atrás de mim, virei surpresa para ver quem era.

Se minha pressão não estava baixa, tenho certeza que, agora, ela despencou. Sinto como se meu sangue congelasse nas minhas veias.

_ Se... Senhor Teishin. – gaguejei.

Kouga Teishin, presidente da PuclicLight estava me encarando. Nossa... Ele é bonito... Foco Kagome! Desde quando ele estava me observando? (gelei) Será que ele viu o meu ataque? Deus... Vou perder o emprego!

_ O que está acontecendo aqui? – ele perguntou.

Ufa! Acho que ele não viu o momento em que meu emocional desmoronou. Agora, mas aliviada, posso observar bem o senhor Teishin – que de senhor, não tem nada. Pelo menos em relação à idade, ele aparenta ter uns 28 anos.

O cabelo dele é castanho escuro, que está charmosamente assanhado; os olhos de um azul-celeste parecem brilhar e tentar hipnotizar quem os encara, contrasta bem com a pele castanha clara. Nem vou falar do sorriso... Maroto e brilhante... Veste um terno azul marinho, com a camisa branca interna desabotoada – dando uma brechinha (muito pequena – que podia sem problema nenhum, ser maior. Concordam?) do peitoral sarado. Percebo que ele é bem mais alto do que eu achava, deve ter em torno de 1,85 de altura.

_ Senhor... – comecei com a voz suave, pondo-me de pé. O que estava preste a dizer poderia levar a minha demissão, mas pra quem já está na chuva, o que é um copo d'água jogada na cara, não é mesmo? – O prazo que a Taisho Technology impôs é um absurdo. – tentei conter minha indignação, juro que tentei – Ninguém conseguiria fazer essa proza, bem... Talvez Jesus conseguisse, porque o que eles estão pedindo é um milagre ou um prova divina!

Hmm... Acho que exagerei um pouco. Kagome e seu bocão. Pensei que seria repreendida, mas me surpreendi quando Teishin esboçou um sorriso, antes de soltar um suspiro pesadamente.

_ Eu sei... É um absurdo... – o moreno parecia falar mais para ele do que para mim. Ele sorriu novamente. – Poderia me acompanhar até minha sala, senhorita Higurashi?

Isso foi uma ordem? Se for, nem de muuuito longe pareceu. Talvez tenha sido o sorriso ou o tom educado do belo homem – e cá entre nós, põe belo nisso!

_ Claro senhor. – respondi antes que meus devaneios me levassem ao mundo da lua – de novo.

_ Com licença Andrew. – disse o senhor Teishin antes de dirigir-se a porta.

_ Claro senhor. – Andrew disse apressadamente.

Despedi-me do meu chefe e segui Teishin-san. Internamente eu rezava, afinal, o que ele queria comigo?


Sentei-me em uma das poltronas de frente a bela mesa de vidro – que pertence ao adorável, lindo e tudo mais presidente da empresa PublicLight. Atrás da mesa, sentado numa confortável cadeira, está o dito cujo falando no telefone com a secretaria sobre algo que não tenho noção do que seja.

A sala de Kouga Teishin é bela e simples: poucos móveis e paredes claras (um tom claríssimo de creme), com exceção da parede oeste – que é pintada de preto e com o nome da empresa em tinta dourada-metalizada. Na parece norte (meu norte galerinha) grandes janelões de vidro dão uma bela vista do centro de Tóquio; Na parede leste um belo armário é enfeitado com artigo de decoração e alguns livros; No sul, um divã preto com almofadas xadrez preto e branco fica ao lado da porta, com uma pequena mesa de centro, onde um jarro com flores é o único enfeite.

_ Perdão senhorita Higurashi, mas tinha que atender a esse telefonema.

_ Tudo bem. – digo rapidamente.

_ Vou direto ao ponto. Tenho consciência que o prazo dado pela Taisho é... – Kouga respirou fundo, será que ele estava tentando segurar a raiva? – Absurdo. – disse por fim – Sei também que você é uma de nossas melhores funcionarias.

Para tudo! Ele tá me elogiando? E me chamou de você?

_ Senhor...

_ Por favor, deixe-me terminar. – ele sorriu docemente – Quero lhe fazer uma proposta. Tente, eu disse tente, fazer o possível para concretizar o projeto em três dias. – meus olhos se arregalaram. Kouga pareceu diverte-se? – Obviamente não deixarei que cuide de tudo sozinha.

Obviamente? Foi só pra mim, ou mais alguém também achou que não estava tão obvio assim?

_ Você liderara uma equipe de mais três publicitários, os melhores que tem na empresa. Vocês trabalharão por 12 horas, sei que é um absurdo... – ele falou quando cogitei abrir a boca – mas com o passar dos três dias, todos terão um aumento, uma bonificação da empresa, e duas semanas de folga. – ele analisou minha expressão.

_ Serei demitida de não conseguir? – o quê que custa perguntar né?

Ele sorriu.

_ Não, porque sei que não será por incompetência se não conseguir. – Deus meu, que olhar é esse que ele me lançou agora!

_ Tudo bem. – suspirei resignada. – Mas com algumas condições. – o senhor Teishin estreitou as sobrancelhas. Pode até ser abuso, mas povo entenda, eu vou passar três dias como um zumbi! – Primeiro quero a equipe pronta agora.

_ De acordo.

_ E preciso de hora, antes de começarmos o trabalho.

_ Ajeitarei a equipe pessoalmente senhorita Higurashi. – ele se levantou e eu imitei o gesto – Enquanto isso tem a sua "hora". Quando os preparativos já estiverem pronto, mandarei avisa-la.

_ Obrigada.


O dia até tinha iniciando-se bem. Sesshoumaru tomou café-da-manhã com sua filha, ela estava tão animada por conta de seu retorno.

Flash Back on

_ O senhor veio antes do meu aniversário! – ela sorria. Há quanto tempo não à via tão alegre?

_ O que irá querer de presente? – ele levava a xícara de café à boca.

_ Quero passear com o senhor, no shopping.

Flash Back off

Agora as coisas pareciam ir por água abaixo. "Quem foi o incompetente que fez isso?", pensava ele enquanto analisava os relatórios dos dias em que estivera fora do país.

_ Dolores – disse ao apertar o botão do telefone.

_ Sim senhor Taisho. – a secretária respondeu a secretaria prontamente.

_ Já entrou em contato com a empresa que está cuidado publicidade do projeto? – ele controlou a raiva em sua voz. Porque todos eram tão incompetentes?

_ Sim senhor. A empresa confirmou o dia da apresentação da campanha. A publicitária responsável já enviou um relatório está manhã e informou que estará realizando a mesma ação a cada progresso, para que o senhor mantenha-se informado e, se lhe for de seu desejo, opinar.

Sesshoumaru ergueu a sobrancelha. "Parece que o mundo não está perdido, ainda existem pessoas competentes neste planeta".

_ Quem é a publicitária responsável? – estava impressionado, tanto que se sentiu curioso para saber o nome de tal pessoa singular.

_ Kagome Higurashi, senhor. – "Kagome?"... Onde ele já ouvira esse nome. Então ele estreitou a sobrancelha, lembrou-se da visita ao quarto de Lye na noite passada. Ele escutara a filha murmurar o mesmo nome. Claro, podia ser apenas coincidência.


Eu sei, eu sei... Meio arrastado. Mas compreendam que eu preciso deserrolar esse negocio antes de irmos para os "comes e bebes".

Aproveitando para agradecer as povas que acompanha a fic e continue acompanhando ok?

Super beiiijoos

E no próximo capitulo: Entrando numa fria, parte II

Rsrrsrsrs Vocês acham mesmo que vou deixar a Kagome em paz tão cedo? Aguardem.