Parte IV

Here I am looking for signs to lead me (Aqui estou eu, procurando por sinais de partida)
You hold my hand, but do you really need me (Você segura minha mão, mas você realmente precisa de mim?)

I guess it's time for me to let you go (Acho que está na hora de eu deixar você ir)
But I'll be thinking about you (Mas eu estive pensando em você)

Thinking About You – Norah Jones

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Estava começando a ficar apavorada com o modo como ele estava agindo. Draco sempre fora impaciente e um pouco imprevisível quando se tratava de ataques de fúria, mas eu não esperava que ele fosse agir assim. A sua mão estava fechada firmemente ao redor do meu pulso e ele praticamente me arrastava para fora da Babylon. Naquele momento, não o reconheci. Na verdade eu mal reconhecia o Draco que me vira dançando na noite passada. O mais estranho, porém, era tentar entender o que se passava pela minha cabeça.

A sensação que aquilo tudo me transmitia não era agradável, mas tampouco desagradável. É como se eu estivesse em conflito, tentando decidir se gostava ou não do rumo que as coisas estavam tomando. Talvez eu seja doente por pensar dessa forma, mas ter Draco agindo daquele modo, com todo o seu jeito amargo de falar e gestos nem um pouco delicados de certa forma me excitava.

Ele permaneceu em silêncio durante todo o trajeto e quando chegamos em frente ao prédio em que eu morava, me soltou e deu um toque em meu ombro para que eu fosse adiante.

Não pude deixar de me sentir apreensiva, mas realmente queria aquilo. Queria estar com Draco, mesmo que fosse para vê-lo partir na manhã seguinte com palavras frias. Acho que ele sabia que é era isso que se passava pela minha mente.

Quando entramos no meu apartamento, me virei para ele que olhava ao redor sem muito entusiasmo.

- Você não deve ganhar muito bem – comentou casualmente.

Senti uma pontada no peito em antecipação às palavras desagradáveis que viriam logo em seguida, mas ele não disse mais nada. Simplesmente me deu as costas, voltando a olhar para tudo ao seu redor.

Podia sentir toda a mágoa e apreensão que transbordavam dele e percebi que as palavras ditas na boate não eram tão reais assim. Draco não iria tomar iniciativa, não iria me tocar e nem exigir nada de mim. Ele ficou totalmente perdido e sem saber como agir assim que pôs os pés ali. Então me aproximei devagar, sem pensar no que estava fazendo.

Realmente o queria. Ainda posso sentir os seus toques em minha pele, queimando e marcando. Era como um vício.

Abracei-o por trás, sentindo o cheiro forte do seu perfume. Draco pousou as mãos em meus braços ao redor da sua cintura.

- O que você está fazendo? – ele perguntou, o que me deixou um pouco confusa.

Virei de frente para ele, colocando os braços ao redor do seu pescoço, encarando as orbes acinzentadas.

Aproximei meu rosto até encostar-se aos seus lábios. Beijei-o suavemente, esperando uma resposta, ainda confusa e incerta do que fazia, mas Draco parecia tão ou mais confuso do que eu.

Querendo apagar todas as nossas duvidas, voltei a beijá-lo, dessa vez com mais intensidade, finalmente recebendo alguma resposta física dele. Draco enlaçou os braços ao redor da minha cintura e me trouxe para mais perto, aprofundando mais ainda o beijo. Então ele se afastou bruscamente, me olhando de maneira interrogativa.

- O que você está fazendo? – perguntou-me novamente. Olhei sem entender e ele sorriu, sem humor. – Dessa vez eu não quero.

- Mas você disse que...

- Te tirei de lá para podermos conversar melhor – ele sentou na beirada da minha cama. – E você vai me contar tudo o que aconteceu no dia em que morreu e o porquê de todo aquele teatro.

Desviei os olhos. Ainda não estava pronta para contar tudo, mas sabia que ele não sairia dali até ouvir toda a verdade. Pensei que pudesse adiar por mais tempo. Na verdade, achei que nunca precisaria enfrentar aquilo até Draco me encontrar.

- Se você me contar, não me meto mais – ele disse um pouco baixo. – Só preciso saber o porquê para poder esquecê-la e te enterrar de uma vez – voltei a fitá-lo, ele que agora mantinha a cabeça baixa, olhando fixo para algum ponto qualquer no chão. – Preciso esquecê-la, Ginny. Preciso continuar vivendo.

Meus olhos embaçaram com as lágrimas que cairiam a qualquer momento. Draco parecia tão... indefeso, diferente do Draco que tinha me abordado há alguns minutos e me levado até ali a força. Não sabia lidar com aquilo, não sabia lidar com um Draco que me pedia algo como se a sua liberdade dependesse disso, como se quisesse se libertar de mim.

- Você não passa de um fantasma, Ginny. Um fantasma que voltou para me perturbar, mas eu não vou deixar que faça isso.

Aproximei-me da cama, hesitante. As lágrimas caíam pelo meu rosto. A ferida que eu havia feito em Draco ia muito além do que eu imaginava. Ficando de frente para ele, me ajoelhei para poder ficar da altura do seu rosto e coloquei cada mão ao lado da sua face, fazendo com que ele me olhasse.

- Não sou um fantasma, Draco. Eu estou viva – disse, chorando. Ele sorriu levemente, mas negou com a cabeça. – Para com isso, Draco! Pare de fingir que não acredita em mim, pare de agir como se tivesse enlouquecido! – ordenei em desespero.

- Você só precisa me contar o que houve e vai ficar tudo bem – seus dedos tocaram o meu rosto, limpando-me as lágrimas.

Sorri, vendo esperança naquelas palavras. Ainda tínhamos uma chance e dessa vez eu não fugiria. Iria lutar pelo que sentíamos e consertar as mágoas que lhe tinha causado.

Sentei ao seu lado e segurei a mão que está apoiada no colchão.

- Certo... – murmurei incerta, ainda insegura sobre em como deveria contar-lhe os fatos. – Mas é tudo um pouco confuso... – ele dá de ombros e isso me desencoraja.

- Apenas conte o motivo – Draco ainda mantinha os olhos fixos no chão e talvez fosse melhor daquele modo.

- Você lembra da carta que eu te mandei? – ele fez que sim. – E ainda tem o colar que te dei, não é? – perguntei, já sabendo a resposta. Draco tirou o colar de dentro da camisa. – Já vinha planejando aquilo há algum tempo... antes da gente começar a... sair. Na verdade, você acabou entrando no plano e depois eu percebi que tinha sido um erro.

Ele me olha, esboçando reação.

- Você não vinha sendo muito discreto com os seus olhares, Draco – disse em um tom casual. – E eu me perguntava por que você estaria interessando em uma Weasley, e achava mesmo é que não teria nada de bom nesse porquê. Então decidi me aproveitar disso. Tinha de arranjar alguém em quem pôr a culpa e você era... - as palavras ficaram pressas como se só agora eu me desse conta o que estava falando.

- Hm. Então você ia me culpar da sua morte por que eu era a pessoa perfeita? – seu olhar estava frio e ele fez com que eu soltasse a sua mão.

- Não culpar exatamente... é que eu achei que... achei que assim ficaria um pouco mais fácil, sei lá, Draco. Não pensei muito quando o envolvi e assim que me dei conta disso, desisti da idéia. Acabei me apaixonando por você e cheguei a pensar em desistir do que iria fazer, só que eu estava tão confusa com tudo. Sentia-me bem quando estava ao seu lado, mas os pesadelos não passavam e...

- Que pesadelos? Com o tal do Tom? Com Voldmort? – o olhei, surpresa.

- Você sabe?

- Você citou Tom na carta e eu fui procurar saber de quem se tratava. Os pesadelos tinham a ver com ele e com o diário que meu pai te deu?

- É, tinham... Depois do meu primeiro ano, achei que tudo tinha acabado, mas no quinto ano eles voltaram. No começo tentei não ligar, dizer para mim mesma que eram apenas pesadelos e que Tom jamais voltaria, mas eles não pararam e ia ficando cada vez mais reais. Eu não agüentava mais – meus olhos voltaram a se encher de lágrimas e eu sinceramente não entendi o porquê. Já tinha superado aquilo, tinha certeza disso, mas ainda era difícil lidar com as lembranças. – Não contei para ninguém. Guardei aquilo só para mim até que acabei falando para Luna. Acho que ela sempre teve uma espécie de sexto sentido muito apurado, porque foi a única que reparou o quanto eu estava esgotada emocionalmente. Foi Luna quem me fez ter a idéia de simular minha morte.

- Luna Lovegood? – Draco sorriu, sarcástico. – Então ela sabia que você estava viva esse tempo todo? Ela esteve presente esse tempo todo, vendo como sua família ficou e não contou nada? E ainda por cima foi quem deu a idéia? – seu tom era amargo.

- Não foi ela quem deu a idéia. Luna me induziu a ter esse idéia sem querer. Ela disse que uma pessoa morta não tinha esse tipo de problema, disse que pessoas assim não eram atormentadas dessa maneira. Foi aí que achei que se Tom pensasse que eu havia morrido, iria me deixar em paz. Depois vi que aquilo era loucura, mas com um tempo voltei a pensar na idéia. Nesse meio tempo eu já estava com você... os pesadelos continuavam, iam ficando mais vivos. Às vezes achava que estava enlouquecendo. Havia horas em que eu realmente pensava em cometer uma loucura para que eles parassem. Você não tem noção do quanto era difícil lidar com aquilo e fingir que nada estava acontecendo.

- Por que você não me contou? – eu quase ri ao ouvir a pergunta.

- Sejamos realistas, Draco. Nós nos conhecíamos há pouco tempo. Como você reagiria se eu chegasse e lhe contasse o que estava passando?

- Eu iria te ajudar – ele respondeu com convicção, brincando distraidamente com um fiapo que soltava da colcha da cama.

- Ia mesmo? Nós nunca contamos o que se passava realmente na mente do outro, nunca atravessamos essa linha. Você iria dizer que eram só pesadelos, que iriam passar. Era isso que eu dizia para mim mesma no começo.

- Ainda sim eu não entendo porque você fez isso. Ele saberia que você não tinha morrido.

- É, mas Luna me lembrou de que havia feitiços de desligamento de mente e corpo. Eu podia ter usado um feitiço desse, mas só adiantaria durante um tempo, certo? Tom daria um jeito de penetrar na minha mente de novo. Mas e se ele achasse que eu havia morrido e simultaneamente eu fizesse o feitiço? Ele não teria porque tentar invadir a minha mente de novo. E acabou dando certo. Os pesadelos pararam na mesma noite, Draco. A sensação de estar livre foi tão reconfortante, não ser mais atormentada por ele... Então eu pensei que poderia voltar com o fim da guerra, contar a todos o que tinha acontecido, era isso o que eu queria, mas quando Tom já não existia eu não consegui voltar. Como eu ia explicar o que tinha acontecido? Como ia contar que havia feito todos acharem que eu tinha morrido por conta de pesadelos? Não consegui...

As lágrimas tinham voltado a cair e eu sufoquei um soluço que queria escapar da garganta. Draco se levantou e eu levantei os olhos para ele. Queria que ele me abraçasse, me consolasse e dissesse que entendia. Mas eu sabia que nada disso iria acontecer.

- Você armou tudo só com Lovegood?

Acenei com a cabeça, confirmando. Ele ainda não podia saber de tudo. Na verdade, nem penso em contar tudo. Draco suspirou um pouco, inconformado, e desviou o olhar.

Já não conseguia mais conter os soluços e espasmos.

- Sabe que nada disso justifica, não é? Por isso que você não voltou. Não foram os pesadelos, foi a sua vida. Você queria fugir da sua vida, sem se importar com quem fazia parte dela – ele se afastou, indo em direção à porta. – Bom, você conseguiu.

Nem vi quando ele abriu a porta e se foi. Eu chorava, apertando a colcha com força entre a mão.


- Elanor? Você está bem?

- Estou ótima, já disse – respondi, impaciente. Já era a quarta vez que Milena me perguntava aquilo.

- Melhor passar bastante pó e corretivo no rosto, querida. Está com uma cara péssima!

Mirei o espelho à minha frente, constatando que ela estava certa. Meu rosto estava um pouco pálido, o que acentuava mais ainda as olheiras.

- Se continuar assim, vai deixar de ser a preferida – ela fez questão de alfinetar e eu me vi respondendo automaticamente.

- O que você iria adorar...

- Ah, que isso, querida, só estou te dando um toque. Você ficou sabendo do novo gerente?

Comecei a me maquiar, fingindo não ter ouvido a pergunta. Não que isso fosse impedir Milena de dizer o que queria.

- Deu a maior confusão. Set era quem queria assumir o lugar do antigo gerente, mas acabou vindo um outro cara, um tal de Josh ou sei lá o que. Nunca ouvi falar desse sujeito. Set disse que ele é novo e que com certeza não tem peito pra comandar isso aqui...

- O que houve com o Jeremy?

- Set me contou que ele sumiu. Passou esses dois dias sem aparecer. Ele acha que o Jeremy se meteu em encrenca e deram cabo dele, talvez estivesse envolvido com tráfico ou algo do tipo.

Virei-me para Milena sem acreditar que ela falava aquilo com tanta frieza. Como se lesse meus pensamentos, ela sorriu e piscou.

- O show continua, não é mesmo? – largou o lápis de olho na penteadeira e se levantou, dando uma última olhada no espelho e sorrindo mais ainda. – Perfeita! – e saiu do pequeno camarim, me deixando sozinha.

Voltei a me olhar no espelho e meus olhos ameaçaram marejar. Havia momentos como aquele em que eu me dava conta do peso das minhas escolhas, que só tinham servido para me deixarem sozinha, esse tinha sido o preço de abandonar tudo.

Milena era amante de Jeremy, mas não parecia se importar com o que havia acontecido com ele. Ela não tinha ninguém, assim como Jeremy, e talvez aquilo se aplicasse a mim também.

- Elanor, já está quase na hora de você subir no palco – alguém me avisou e eu terminei de me maquiar rapidamente, quando na verdade o que mais queria era fugir dali.

Subir no palco era sempre difícil, mesmo que eu já fizesse aquilo há bastante tempo, mas era só subir ali que de certo modo a minha mente apagava. Não me importava com os olhares e nem com os que ficavam visivelmente excitados, pois fazia parte do meu trabalho e aquilo era o sinal de que eu o estava fazendo bem. No começo era difícil. Sempre antes ou depois de subir no palco me dava uma sensação de que estava fazendo algo errado, mas depois de um tempo essa sensação deixou de existir.

A parte mais chata era quando eu descia do palco e circulava pela boate. Evitava fazer aquilo. Preferia voltar para o camarim, mas não teria que dançar mais naquela noite e não estava com vontade de voltar para casa. A verdade é que eu tinha esperanças de que Draco aparecesse ali, como tinha feito na noite passada. Fui em direção ao bar, torcendo para que não fosse incomodada.

Os caras ali confundiam um pouco as coisas. Eu era uma dançarina e nada mais, mas eles sempre achavam que podiam me levar para a cama, oferecendo um bom pagamento. Garotas que aceitavam eram o que não faltava ali, mas havia algumas – e eu estava incluída nesse grupo – que recusavam sem cerimônias.

- Você dança divinamente bem – não consegui conter o suspiro irritado. Mais um idiota que provavelmente tinha deixado mulher e filhos em casa enquanto pagava por sexo.

- É, já me disseram isso... – nem me dei ao trabalho de olhar para ele quando respondi e, parecendo não muito satisfeito, ele mudou de lado, ficando com o rosto de frente para o meu.

- Imaginei que isso não fosse novidade para você, mas eu não podia deixar de vir aqui e ser mais um a te dizer isso – dessa vez eu o encarei, me deparando com olhos azuis e um rosto bastante jovem. Ele devia ter a minha idade ou ser mais novo do que eu. Tinha os cabelos pretos e despenteados propositalmente e um sorriso que eu não pude deixar de achar bonito.

- Olha – tentei cortar logo aquela conversa. – Acho melhor não perder seu tempo comigo. Eu não...

- Eu sei, garota – ele me interrompeu, sorrindo. – Você é uma das dançarinas da casa, nada mais. Elanor Jonhson, não é? Eu sou Josh, o novo gerente – ele estendeu a mão para mim e eu a apartei automaticamente. – Meu elogio foi sincero, Elanor. Ninguém tirou os olhos de você enquanto dançava, você sem duvida nenhuma foi a melhor dançarina da noite.

- A noite ainda não terminou – tentei soar neutra.

Uma coisa que eu havia aprendido ali era a nunca dar conversa a ninguém, fosse cliente ou chefe.

- Ainda sim vai ser difícil alguém superá-la – desviei os olhos na direção da entrada. Draco não tinha aparecido até agora. – Sabe, Elanor, eu acho que a conheço de algum lugar – voltei a olhá-lo, séria. Ele sorriu, um pouco sem graça. – Não, é sério, não estou te passando uma cantada. Realmente tenho a impressão de já conhecê-la.

- Acho que é só impressão mesmo – respondi, tentando disfarça a insegurança, mas estava sendo paranóica.

Ele era um trouxa, não tinha como saber quem eu realmente era. Essa era uma das vantagens de estar entre os trouxas: eles mal sabiam quem eram os seus vizinhos, diferente de nós bruxos, que muitas vezes reconhecíamos alguém pelas características das famílias, e isso se aplicava bem no meu caso.

- Não sei... seus cabelos são inconfundíveis. Você é dessa área de Londres mesmo? Não, porque eu sou de Devon.

Gelei ao ouvir o que ele disse. Devon era o condado onde ficava Oterry St. Cathpole(1).

- Não, eu sou de Manchester.

- Ah, vai ver que já te vi pelas redondezas... Você quer beber algo, Elanor? – não gostei da forma como ele disse o meu nome. Estava com uma péssima sensação sobre aquela conversa.

- Não, já tenho que ir – disse e, sem esperar que ele dissesse mais alguma coisa, me afastei em direção à saída.

Tinha certeza de que não o conhecia e era a primeira vez que o via, mas algo no seu jeito de falar me deixou alerta. Perguntas demais em pouco tempo. Pessoas naquele meio sabiam que não era muito prudente perguntar e responder demais. De certo modo, era como se só existíssemos à noite, então a nossa vida fora e antes dali nunca vinha à tona. Era uma questão de preservação e segurança.

Tirei o maço de cigarros e o isqueiro da bolsa, acendo-o nervosamente.

Draco havia me achado, não seria tão difícil assim outra pessoa me achar.

Continua...


(1) Eu li uma vez no Wikipédia, que alguns leitores acham que Ottery St. Cathpole, o povoado onde fica localizado a Toca, é em Devon, que fica no Sudoeste da Inglaterra. Não é um fato confirmado pela J.K., não até onde eu sei, mas eu queria achar um lugar trouxa pra o Josh que fosse próximo de onde os Weasley moram e essa me pareceu a melhor opção. Agora vocês perguntam: Por que o Josh tinha que morar próximo a Toca? Hoho... e ficam sem resposta até o dado momento.

N.A: E aqui estou eu de volta (se protegendo das pedradas). Mas um dia eu ainda termino essa fic, vocês podem ter certeza disso! Desculpem mais uma vez essa demora e acho que isso ainda vai continuar por um bom tempo...

Chunli, não tive uma estafa mental, mas foi quase. Obrigada por ser preocupar. Você é tão paciente, lê minhas fics desde ENSV, não é?

E pra Juzinha Malfoy que perguntou quanto capítulos vai ter a fic, bom eu planejei doze, mas isso pode diminuir.

É isso, como estou sem tempo pra responder reviews, qualquer duvida eu respondo aqui mesmo, ok?

Bjs!

E obrigada a todos por acompanharem Delicate e espero que vocês não tenham desistindo dela.

No Próximo Capítulo:

- Então... – Cruzei os braços, e me encostei a parede, esperando ela tomar iniciativa. Vi bem o quanto ela pareceu frustrada no nosso último encontro quando constatou que eu não iria pra cama com ela.

- Os pesadelos voltaram – estava de costas para mim e sua voz saiu baixa, não era exatamente isso que eu esperava. Eu não tinha nada haver com os malditos pesadelos dela e aquilo não me importava mais.

- E no que isso me interessa, Ginny? – ela se virou para mim, os grandes olhos castanhos arregalados.

- E-eu... – mordeu o lábio inferior, me olhando como se estivesse perdida e eu senti uma pequena vontade de confortá-la. – Você não entende? Os pesadelos com Tom... eles voltaram. Isso não podia acontecer, ele esta morto e isso não podia acontecer – ela se aproximou relutante, confusão estampa em seu rosto e eu soltei um suspiro baixo.