n/a: Legal é que o natal passou, e eu não terminei minha fanfic de natal... Mas ok.

ps: como já deu pra notar, eu amo o Gajeel. Tipo, muito. E não consigo não dar destaque para ele.


- Laxus! Gajeel! Eu vou vencer todos vocês... – Natsu gritava o tempo todo, o que já estava enchendo a paciência não apenas dos outros dois Dragon Slayers como também de Gildarts, que se segurava com todas as suas forças para não largar tudo ali e voltar para a guilda para poder beber.

- Natsu... Isso não é uma competição – Ele disse pela milésima vez, olhando ao redor a procura de crianças para presentear. Então, quando ele viu uma forma pequena próxima de si, começou a apontar e gritar – Olha, uma ali! Tem uma ali!

Ele pegou um presente dentro do saco e foi correndo em direção a criança que estava escondida em um beco escuro, observando-os. Quando chegou mais perto, porém, percebeu que não era uma criança, mas sim uma pequena Levy que fervia de raiva.

- EU. NÃO. SOU. UMA. CRIANÇA. – Ela disse, irritada. Quando Gajeel viu a cara que ela estava fazendo, deu dois passos para trás, afastando-se.

Com isso, Levy saiu do beco e foi marchando em direção a guilda, e só então Gajeel e os outros tiveram a chance de ver sua roupa. Pela risadinha que Mirajane deu, eles já puderam dizer que fora ela quem escolheu a fantasia curtíssima de Mamãe Noel para a maga. Não era a toa que ela estava escondida em um beco esperando eles passarem, o Dragon Slayer sabia que ela iria evitar o máximo que eles a vissem vestida daquela maneira. Gajeel, no entanto, não poderia reclamar da vista.

- É falta de educação ficar encarando assim – Gildarts se aproximou, colocando o braço nos ombros de Gajeel – Pelo menos, tente disfarçar.

O Dragon Slayer se limitou a olhar feio para ele enquanto Mirajane dizia que eles deviam seguir em frente, ou ficariam para trás na contagem. Depois disso, eles tiveram que aguentar mais uma rodada de Natsu dizendo que iria acabar com todos eles.


- Eu não acredito que a Mira-san está nos fazendo passar por isso – Lucy disse, chateada. É claro que, levando em conta todas as suas roupas modestas, ninguém de fato acreditava que ela estava tão decepcionada assim.

- Eu, pessoalmente, gosto muito – Erza disse, tentando consola-la. Apesar de não estar sendo obrigada a usar nada em especial, ela também usava uma roupa especialmente ousada.

- Por que será que isso não me surpreende? – Lucy disse e suspirou. Tanto ela quanto Wendy tiveram que usar essas fantasias para um concurso de dança que haveria, e ambas estavam se perguntando quem iria se juntar ao seu trio quando um casal entrou na guilda, chamando-lhes a atenção.

- A-Aqueles são...? – Erza gaguejou ao avistar nada mais nada menos do que a Crime Sorciere entrando na guilda, ambos Jellal e Meredy com um presente nas mãos.

- Meredy-san? – Juvia perguntou, com um sorriso no rosto. Ela não demorou mais do que dois segundos para correr e abraçar a maga – Juvia está tão feliz em vê-la!

- Juvia! Quanto tempo! – Ela sorriu também e lhe entregou o presente que estava segurando.

A maga da chuva agradeceu, surpresa e com um pouco de vergonha, e começou a abrir o presente. Dentro, havia nada mais nada menos do que uma miniatura do Gray, o que fez com que a maga fosse levada as alturas e começasse a dizer que agora tinha mais um para a sua coleção. Porém, agora que o presente fora aberto, todos os olhos estavam em Jellal, que vasculhava a guilda a procura de Erza. Quando ele a encontrou, porém, seu rosto se tornou vermelho escarlate quando viu a roupa que a maga estava usando.


- Tenha um feliz natal! Mennnnnn – Ichiya, fantasiado de Papai Noel, disse enquanto entregava o presente para o que deveria ser a sua oitava criança. A menininha abriu a caixa e encontrou uma miniatura de Jenny, que a própria havia colocado dentro do saco de presentes. Na verdade, se você parasse para olhar, notaria que todos os presentes para meninas eram uma boneca da Jenny. Claro que ela não estava querendo ganhar fama nem nada.

- Feliz nataaaaaaaaaaal! – Os trimens, fantasiados de ajudantes, entoaram alegremente.

Todos os membros da Blue Pegasus estavam incomunmente felizes, não apenas pelo espírito natalino que tomava conta de Magnolia, mas também pelo fato de que aquele desafio já estava praticamente vencido. Eles haviam topado com a Fairy Tail minutos antes, e eles só haviam entregado três presentes. Eles já estavam no oitavo. A Blue Pegasus finalmente teria sua chance de vencer a Fairy Tail, mesmo que fosse com uma coisa tão banal como um concurso de natal. Jenny estava tão radiante com a ideia de vencer Mira que estava quase criando asas e saindo voando por ai.


- Aquilo, com certeza, é uma criança – Gildarts disse, apontando para um garoto que estava sentado dentro de um beco escuro e sem saída, com cara de que estava passando fome – Mas ele meio que me dá arrepios.

- Ele parece um mini Gajeel – Natsu disse, provocando.

Mesmo sabendo que era uma brincadeira, o Dragon Slayer de Ferro não pode deixar de comparar o garoto a si mesmo logo após ter sido deixado por Metalicana. Antes de entrar para a Phantom, ele havia passado meses nas ruas, passando fome e tendo até mesmo que roubar para poder se alimentar. O roubo não era algo de que ele se orgulhava, mas ele sabia que não estaria vivo hoje se não houvesse feito o que era necessário. Ao olhar para aquele garoto, no beco frio e com fome, ele não pode evitar sentir um pouco de piedade e compaixão, algo que absolutamente não era comum para ele.

Então, sem dizer nada, ele pegou um presente do saco e levou para o garoto. O formato do presente sugeria que era uma bola de futebol, e mesmo que o garoto ficasse feliz com o presente, ele sabia que aquilo não mataria a fome de ninguém. Então, ele pegou todo o dinheiro que tinha em seus bolsos e deu um jeito de enfiar dentro do embrulho de presente, sabendo que estava fazendo a coisa certa. Por sorte, ele já havia comprado o único presente que precisava naquela mesma manhã, então o dinheiro não lhe faria falta.

- Ei, pirralho – Ele disse, e o garoto levantou os olhos, pronto para atacar. Gajeel, porém, não perdeu tempo e jogou a bola para o garoto, que a pegou com as mãos e lhe lançou um olhar desconfiado – Feliz natal.