Capítulo 4

Mu encontrava-se no salão da casa de Virgem, junto com Shaka, seu mestre substituto. Meditavam. Completava-se um mês que ele estava no Santuário. E a única pessoa que ele conhecia ali era Shaka.

Via o loiro todos os dias. Geralmente se encontravam para treinar às 8h da manhã e, ao término do treinamento às 8h da noite, ainda ficavam conversando por horas e horas. A jornada de treinamento fora estipulada por Shaka, que dizia que não se consegue resultado sem sofrimento. Depois de um mês naquela maratona, já havia se acostumado. Mas graças a ela, não viu nenhum dos outros cavaleiros do Santuário. E também fazia um mês que não se encontrava com Shion. Sempre que ia até o Salão do mestre procurá-lo, ele estava "tratando de assuntos que não interessam a você" (Como repetiam os guardas) e não podia recebê-lo. Aconteceu que Shaka acabou se tornando, além de seu mestre, seu melhor amigo.

- Bem, Mu, está na hora de treinarmos um pouco. - Shaka disse sério, saindo da posição de lótus e levantando-se.

- Sim, mestre. - Respondeu Mu, meio desanimado, obedecendo-o e levantando-se.

Shaka franziu as sobrancelhas.

- Algo errado?

- Hm, não é nada sério... - Mu não o encarava e falava baixo.

- Como assim "nada sério"? Eu sei que é sério.

Mu suspirou, dando um sorrisinho desanimado.

- Não dá pra esconder nada de você, não é mesmo?

- Hm, ninguém nunca teve muito êxito nisso. - Ele sorriu levemente. - Quer me contar ou não?

- Hm... Prefiro não contar. - Disse timidamente.

- Tudo bem! - Ele manteve o sorriso. - Então, vamos começar! Ataque-me.

Mu obedeceu, atacando Shaka com toda a força. É claro que até perto do mestre substituto ele ainda era fraco. A cada golpe desferido, Shaka se esquivava ou se defendia.

Sempre que aqueles olhos fechados se concentravam no rosto de Mu, Shaka podia sentir a determinação do discípulo, como ele se esforçava para atingi-lo. Shaka amava aquilo em Mu, amava como ele se dedicava quando se propunha a alguma coisa.

Nos dentes cerrados e nos olhos que se moviam desesperadamente tentando achar uma brecha para atingir o mestre, em cada movimento havia um pouco de esperança. O tibetano sabia que, se se dedicasse bastante e nunca perdesse a vontade de vencer, cedo ou tarde conseguiria atingir o indiano. Mas, pelo que parecia, isso aconteceria muito, muito tarde. Ainda assim, Mu não pretendia desistir. Teria que derrotar Shaka para poder encarar Shion com um olhar de mesmo nível, não o submisso que costumava usar.

Shaka cansou-se daquela brincadeirinha. Ficar apenas se defendendo era muito tedioso. Concentrou uma pequena dose de poder no punho direito e, depois de abaixar-se para escapar de um chute alto, enfiou-o com força no estômago de Mu, fazendo-o voar alguns metros à frente.

- A... Ai.. - Mu gemeu, apoiando-se nos cotovelos, sentindo uma dor localizada um pouco acima do umbigo.

- Para você ver mais uma vez, Mu: Não há brincadeiras nesse treinamento. - E sem perder tempo, Shaka pulou para cima de Mu, prendendo seus braços e pernas no chão usando o próprio corpo. - Não pense que o adversário deixará você em paz só porque é covardia atacar alguém caído!

Mu debatia-se, sem sucesso. Não havia como ele se soltar do mestre. Os joelhos de Shaka prendiam suas pernas fortemente, enquanto as mãos pálidas prendiam seus pulsos na altura da cabeça. O tibetano podia sentir o pulso queimar sob as mãos do indiano e um leve brilho dourado emanava de seu corpo. As partes em que seus corpos se tocavam ardiam como queimadura de fogo. Que diabos Shaka estava fazendo? Aquilo era um treinamento ou uma tentativa de assassinato?

- Sha... Shaka...

- É a primeira vez, não? - Shaka sorria marotamente, mas não aliviava nem um pouco a pressão no outro corpo. - Que eu treino sério com você.

- Treina sério? - Os olhos verdes do ariano estavam arregalados e quase sem brilho. Seu corpo não estava reagindo, ele não conseguia queimar seu cosmo.

- Sim. A partir de hoje eu não vou ajudar você a se levantar quando cair. - O sorriso já estava beirando o diabólico. - Você ainda não consegue queimar seu cosmo, Mu. Talvez precise de um estímulo maior.

- O que você quer dizer...? - Estava doendo muito. Era como se a pele dos pulsos tivesse derretido e aquela mão estivesse apertando a carne viva.

Shaka demorou um instante para responder. Parecia estar avaliando se aquela era realmente uma boa idéia.

- Já pensou em como seria ser cego, Mu?

Mu piscou, sentindo o coração acelerar ainda mais.

- O que você quer dizer com...?

Shaka não o deixou terminar a frase.

- EXTRAÇÃO DO PRIMEIRO SENT--

- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!

Uma explosão surda. A luz emanou sem controle do corpo de Mu e Shaka foi arremessado longe, antes de concluir seu ataque. Seu corpo bateu pesadamente contra uma das colunas de sustentação da casa e escorregou até o chão.

Mu levantou-se, o brilho dourado escapando de todos os poros. Os olhos, outrora verde escuros, estavam como dois faroletes fosforescentes, com um brilho felino. Calmamente ele se dirigiu até onde estava o corpo de Shaka, que só agora se apoiava nos joelhos e massageava a parte de trás da cabeça, tentando entender o que havia acontecido.

Shaka levantou-se antes que Mu pudesse se aproximar demais e ficou em posição de defesa. Seu corpo sangrava nos lugares que estavam em contato com o corpo do pupilo. O sangue descia das mãos e escorria pelo braço até o cotovelo, causando irritação.

Mu parou há poucos metros, com os pés paralelos, fora de qualquer posição. Contudo o brilho persistia.

Shaka se via sem saída. Ainda não tinha poder suficiente para usar o Tesouro do Céu a distância e os outros golpes não pareciam grande coisa perto do poder demonstrado por Mu. Estava pasmo. Sem armas. Sem ação.

Mu piscou algumas vezes e, repentinamente, seus olhos voltaram a cor natural. O brilhou do corpo extinguiu-se numa última pequena explosão. Mu caiu de joelhos e depois de quatro, arfante.

Shaka ficou observando receoso e só se aproximou quando Mu vomitou uma boa quantidade de sangue. Nesse instante, cortes se abriram por todo o corpo do rapaz e o sangue começou a verter descontrolado. Shaka ajoelhou-se ao lado dele.

- Sha...Shaka, eu... - A frase foi interrompida por mais sangue na boca.

Shaka não falava nada, apenas ajudava-o a se sentar corretamente. Analisou o estado do corpo dele. Havia cortes e queimaduras por onde escorria o líquido vermelho. Dos olhos também fluíam lágrimas vermelhas.

- Vamos subir. - Disse sem emoção.

- Mas--

- Não fale nada, ok? - Shaka ordenou no mesmo tom, recolhendo Mu no colo.

Mu não disse mais nada até chegarem ao andar de cima. Não porque não quisesse, mas por que o bom senso estava mandando-o calar a boca. Shaka parecia irritado.

Chegaram ao quarto de Shaka. O indiano deitou Mu na cama e examinou rapidamente os ferimentos.

- O sangramento diminuiu. - Informou, colocando a mão sobre o peito dele. - E os batimentos estão um pouco abaixo do normal. - Suspirou. - Eu não sou médico, mas imagino que você não vá morrer por isso. - Ele se retirou para a porta no outro lado do quarto, indo para o banheiro. - Pelo menos não desta vez.

Mu ficou esperando ele voltar, encarando o teto e respirando pesadamente. Ainda tentava entender o que e porque aconteceu. Sentia-se um tanto culpado. Havia visto as mãos de Shaka e sabia que era o responsável.

Shaka voltou pouco tempo depois. As mãos já estavam livres do sangue de ambos, mas era possível ver dois enormes machucados.

Mu ergueu-se com alguma dificuldade sobre os cotovelos.

- Shaka, sobre o que aconteceu, eu --

Um tapa sonoro. O rosto de Mu virou violentamente para a esquerda e ele se desequilibrou.

- Se me chamar de Shaka mais uma vez, será severamente castigado. - A voz estava tão gélida que Mu manteve-se estático no colchão. - Você sabe que durante o treinamento eu sou o seu Mestre e você deve me tratar como tal.

Mu não se pronunciou e eles ficaram em completo silêncio durante intermináveis minutos.

- Venha. - Shaka disse por fim, no mesmo tom de antes. - Você vai tomar um banho para lavar esses machucados.

Mu não entendeu muito bem, mas achou melhor não perguntar. Agora, além dos cortes, a bochecha direita também ardia, e ele não estava a fim de sentir a mesma dor na esquerda também.

Mu percebeu que teria que perguntar alguma coisa quando Shaka colocou as mãos em sua túnica toda rasgada e começou a abri-la para arrancá-la do corpo.

- O que é que você está fazendo? - Perguntou surpreso, tentando empurrar as mãos do loiro de cima de si.

- Pare de se mexer, ou o sangramento pode aumentar. - Censurou-o. - E não fale assim comigo!

- Mas eu posso tirar a minha roupa sozinho!

- Ah é? - Shaka cruzou os braços. - Vai fundo. E aproveita, vai caminhando até o banheiro e entra na banheira. Tenta se lavar, se conseguir alcançar o sabonete. - Disse com uma ironia venenosa.

Mu encarou o peito á mostra. A pele, que antes era alva, estava totalmente vermelha. Jogou as pernas para fora da cama, sentindo uma série de pontadas pelo corpo. Ignorou-as e firmou os pés no chão, erguendo-se sobre as pernas. Instantaneamente uma dor lancinante subiu pelos seus joelhos, alcançando seu quadril e fazendo-o desequilibrar-se. Caiu sentado na cama, soltando um gemido.

- Nem ficar de pé você consegue. - Shaka tornou a retirar-lhe a roupa. - Então é melhor parar de frescura e me deixar terminar o que comecei.

Mu não falou mais nada, apenas permitiu que seu rosto adquirisse um tom vermelho que nada tinha a ver com a hemorragia assombrosa que o acometera. Shaka deixou-o completamente nu e pegou-o no colo. Nesse instante, Áries, discretamente, levou suas mãos até entre as pernas e cobriu seu membro, morrendo de vergonha.

- Não precisa fazer isso. - Shaka, obviamente, sentiu o movimento. - Não há nada aí que eu nunca tenha visto.

Mesmo assim, Mu não afastou as mãos.

Shaka levou-o até a toalete, onde uma banheira, que mais lembrava uma piscina, cheia de água quente aguardava convidativa. Com cuidado, o indiano depositou o tibetano dentro da banheira, ouvindo o leve gemido que este soltou quando os ferimentos tocaram a água.

- Agora fique quieto. - Shaka sentou-se na beirada e pegou uma bonita jarra dourada, enchendo-a com a água da banheira e despejando-a com cuidado sobre os ombros dele.

Mu obedeceu, mesmo sentindo as dores. Era como se estivessem passando ferro quente nas feridas abertas. Não demorou muito até que o loiro trocasse a jarra por um pano vermelho e um vidro com um líquido verde-oliva. Encharcou-o com aquilo e começou a passar pelo tórax de Mu, que dessa vez não conseguiu evitar os "ai" que sua boca soltou.

- Eu sei que dói, mas vai ajudar a curar.

Shaka, sem cerimônia, enfiou a mão dentro da água e obrigou Mu a erguer uma perna de cada vez, passando o pano por elas.

- Pare de ficar vermelho, droga! - Shaka ainda estava muito irritado. - Eu não estou fazendo isso porque quero!

Era impossível controlar a cor de suas bochechas. Estava acostumado com Shion fazendo isso. Mas Shion era Shion. Shaka não tinha nada a ver com seu verdadeiro mestre. Logo, era uma situação embaraçosa. Shaka deslizava o pano, primeiro pela sua perna direita e depois pela esquerda, os olhos fechados voltados para a tarefa que realizava. A expressão fechada.

- Vire-se. - Ordenou Shaka assim que terminou seu trabalho com as pernas.

Mu obedeceu prontamente, dando as costas para o professor.

Shaka afastou os cabelos lavanda e deslizou os dedos pelas costas do ariano, desde a base do crânio até quase a cintura, onde a água batia. A pele era incrivelmente macia, marcada por várias linhas transversais. Alguns cortes eram imensos, pareciam tomar toda a pele, enquanto outros eram tão pequenos que era até difícil senti-los. Tornou a encharcar o pano com o líquido do frasco e a passar pelo corpo dele.

Mu mordeu firmemente o lábio assim que sentiu os dedos finos e longos do mestre passando por cima dos ferimentos. Queria evitar qualquer tipo de som que denunciasse que estava doendo, mesmo que estivesse. Quando sentiu novamente aquele ungüento estranho arder em suas costas, não conseguiu conter, soltando um gemido bem baixinho.

- Não reclame. Só você é culpado por isso. - Disse o loiro friamente.

- Culpado? - Mu repetiu, sem perceber sua voz soando insolente. - Me desculpe por eu ter apenas tentado me defender.

- É, estou vendo. Fez um belo trabalho. - Shaka devolveu com ironia.

- Você queria extrair meus sentidos e queria que eu fizesse o quê? Ficasse só olhando? - Mu fez um movimento brusco, tentando se levantar, mas Shaka conteve-o empurrando-o pelos ombros novamente para dentro da água.

- Não tente sair dessa banheira, menino insolente. - Falou friamente. - Eu estou muito cansado hoje para lidar com crianças mal-criadas.

Mu sentiu o sangue ferver à mesma temperatura da água na qual se encontrava. Não estava acostumado a perder a cabeça, mas também não estava acostumado a ser destratado daquela forma pelas pessoas que amava. Shion nunca lhe tratara assim. Quem Shaka estava pensando que era para agir dessa forma com ele?

- Sabe, Shaka, você fala como se fosse muito mais velho que eu. - Disse de forma controlada.

- Posso não ser, Mu, mas eu sou o Mestre por aqui. - A voz de Shaka, embora contida, deixava escapar uma pontada de irritação.

- Não, Shaka, você não é meu Mestre! O meu Mestre é o Shion. Só ele.

Mu ergueu-se da banheira. Shaka fez o mesmo e os dois ficaram ali se encarando por alguns instantes.

- Infelizmente ele passou você para mim, Mu, e espera que eu consiga lhe ensinar alguma coisa. - Shaka mostrava cada vez mais sua irritação.

- Em um mês eu não tive nenhum progresso considerável, Mestre. - Encheu de ironia a última palavra. - Aposto que se eu estivesse com o Mestre Shion, já estaria--

- Em anos com o Senhor Shion você não conseguiu elevar e dominar o seu cosmo! - Shaka deu uma risadinha debochada. - Não, não acho que o Senhor Shion é que seja o culpado. Simplesmente você é um péssimo pupilo.

A mão foi rápida e certeira. Mu atingiu o rosto de Shaka com um tapa, tão de repente que a ele nem teve tempo de se defender. O loiro estava tão surpreso com aquela reação que congelou alguns instantes, o rosto virado para a esquerda.

Mu piscou algumas vezes e a raiva foi embora tão rápido quanto veio. Viu Shaka endireitando o rosto e esfregando a bochecha direita.

- D-desculpa, é que--

Shaka devolveu com o dobro de força. Mu desequilibrou-se e caiu pára trás, espalhando água por todo o banheiro.

O coração do loiro estava acelerado de raiva. Nunca fora tratado com tanto desrespeito e acabava de descobrir que não era capaz de tolerar isso.

- Se está tão insatisfeito assim, procure seu Mestre e peça para ele arranjar outra pessoa. - A voz de Shaka estava gélida. - Não encoste um dedo em mim por causa disso.

Mu encarava-o de baixo para cima, e sabia que aquela era a posição certa para encará-lo. Shion designara Shaka para encerrar seu treinamento, então destratá-lo seria o mesmo que destratar Shion. Mu, seu estúpido, Sua mente gritou.

- Desculpe-me, Mestre.

Shaka deu uma risada divertida, como se Mu tivesse contado a piada mais engraçada do mundo.

- Mestre? Você não acabou de dizer que eu não sou o seu Mestre? - Ele sorriu, quase feliz. - Não, Mu, eu não sou o seu Mestre. Seu Mestre é o Shion, lembra-se?

- Eu falei sem pensar, descul--

- Falou sem pensar. - Shaka fechou a cara. Estava muito sério. - Agiu sem pensar. Você fez tudo sem pensar!

Mu abaixou o rosto, envergonhado.

- Fazer sem pensar é, para mim, uma grande estupidez. E me desculpe, Mu. Eu odeio gente estúpida.

Mu queria que o tampão da banheira se soltasse e que se eu corpo escoasse pelo ralo junto com a água.

Shaka agarrou uma toalha branca num suporte.

- Saia já daí, enxugue-se, vista-se e suma da minha casa. - Mantinha a toalha estendida na direção dele. - Terei uma palavrinha com o seu verdadeiro Mestre.

O ariano meneou levemente a cabeça e levantou-se, agarrando a toalha e saindo da banheira. O virginiano deu-lhe as costas e saiu, batendo a porta atrás de si com violência.

Mu escondeu o rosto na toalha.

O que foi que eu fiz, perguntou-se, deixando um suspiro arrependido escapar de seus lábios.

----------------------------------

Oieeee! Tudo bem?

Demorou mas chegou! Aqui está o capítulo 4!

Lendo e relendo a fanfic, vi que o Mu estava submisso até demais. Estava até cansativo, de certa forma. Por isso ele deu esse ataque de raiva nesse capítulo. Bom, está na cara que eles se tornaram grandes amigos (pelo menos na minha... parece mesmo, gente?), mas até os melhores amigos brigam às vezes. E é até bom que briguem. Discutir pelas diferenças e depois se acertar por causa delas faz bem, ajuda a conhecer melhor quem gostamos - Berta e seus devaneios XD. – Tá, eu calo a boca!

O Mu não tem culpa de ter perdido o controle. E o Shaka não tem culpa de ter se irritado com isso. Afinal, ele só ficou preocupado com seu pupilo, né... Afinal, ele estava descontrolado e sangrando pelo corpo todo. Er... mas o banho não teve segundas intenções da parte de Shaka XD! E a respeito da "hemorragia" do Mu, só o Shion sabe ao certo o que aconteceu. Pedirei para ele me explicar e depois eu conto! XD

Sobre o fato do teletransporte no Santuário... Desculpa NADA XD! Vocês acham que eu iria esquecer de um detalhe tão importante assim? É claro que não! Eu sei que eu sou lenta, mas não subestimem tanto assim minha memória de ameba! Afinal, deve ter uma explicação plausível para teletransporte ser proibido no santuário. Mas isso é coisa que eu só vou contar no final! HuAUHUhauAUH!XDDD

O próximo capítulo trará algumas surpresinhas...

Kisu! Matta ne!

Nota: Fiquei com preguiça de fazer a recorreção aqui no ff. net... se passou algum erro, foi mal!XD