Notas da Autora:

Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs.Fic 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos.


_Capitulo Três_

{Pov. Bella}

-O... Oi – gaguejei de novo

-Fugindo de mim? – ele deu um sorriso malicioso que me fez corar furiosamente

-Não – eu quase gritei ele sorriu abertamente revelando dentes brancos e perfeitos.

-Bom, pois estava te esperando. – mordi meu lábio com força e olhei em volta.

-Você esta a pé? – ele deu de ombros

-Esperava que você me desse uma carona

-Oh claro. – abri a porta do carona para ele, tão rápido que eu nem percebi ele já estava do meu lado.

Ele deu um meio sorriso e me olhou profundamente, peguei na chave para por a caminhonete em movimento mais senti a mão dele sobre a minha.

Uma corrente elétrica passou por nós quando nós tocamos, ele era gelado o que me fez estremecer, voltei meus olhos para os dele e ofeguei ao ver que ele estava tão perto. Podia sentir seu hálito frio batendo contra meu rosto.

Antes que eu pudesse pensar os lábios dele tocaram os meus, somente um leve roçar, seus lábios macios e gelados se moldavam perfeitamente aos meus, senti a língua dele extremamente gelada contornar meu lábio inferior.

Gemi baixinho entreabrindo meus lábios, a língua dele invadiu minha boca se enrolando com a minha. Nossas línguas dançavam, provando o gosto um do outro. O gosto dele era maravilhoso chupava sua língua e gemi em sua boca, minhas mãos voaram para o pescoço dele juntando mais nossos corpos, e as dele estavam em minha cintura me puxando de encontro a seu corpo.

Nós separamos, pois o ar já faltava em meus pulmões, mais os lábios dele não deixaram minha pele, ainda ofegante senti a boca fria de ele descer pele meu pescoço arranhando os dentes de leve.

Gemi alto com a sensação, fechei meus olhos instintivamente, ate sentir a dor aguda me dilacerando, era como se perfurassem minha carne, o ar faltou em meus pulmões e ofeguei alto.

Não conseguia gritar a dor era agonizante, apertei os ombros dele com força tentando inutilmente gritar por ajuda, abri minha boca mais um grito mudo escapou de meus lábios enquanto eu sentia como se a vida me deixa-se aos poucos.

Era como se meu sangue saísse de mim sendo sugado pelo que me perfurava, tive medo de abrir os olhos e ver o que era só sentia Edward ao meu lado, pois continuava apertando seus ombros com força.

Senti um cansaço estranho e meu corpo relaxou, não havia mais dor em meu pescoço e senti a língua fria de Edward passar por onde antes sentia a estranha perfuração um alívio imediato se apossou de mim e deixei a inconsciência me dominar.

Abri os olhos lentamente, meus olhos se focaram ao redor e estranhei ao reconhecer que estava em meu quarto. Levantei de um salto e uma estranha tontura me abateu. Ma apoiando nós moveis fui ate a janela e vi minha picape estacionada em frente à casa.

Coloquei a mão na cabeça tentando me lembrar do que aconteceu, o beijo veio de imediato em minha mente, logo seguido pela dor e a sonolência. Será que tudo não passou de um sonho.

Respirei fundo e desci para a cozinha, meu pai ainda não havia chegado, fui ate a geladeira e olhei o que havia para preparar o jantar de Charlie. Fritei uns bifes e fiz uma salada, enquanto cozinhava umas batatas ouvi a viatura estaciona em frente à casa. Meu pai abriu a porta e veio direto para a cozinha.

-Ta cheirando bem em Bells. – sorri para ele

-Em um minuto esta pronto pai. – ele assentiu e foi tirar a arma e jaqueta, as pendurou no cabide que tinha atrás da porta e foi lavar as mãos.

Alguns minutos depois estávamos jantando, Charlie perguntou sobre meu dia, dei de ombros e disse que foi tudo bem. Ele assentiu e não conversamos mais.

Assim que terminamos Charlie foi ver algum jogo na TV, resolvi ir para meu quarto dizendo que tinha dever de casa. Fiz minha lição e tomei um banho antes de dormir.

Joguei-me em minha cama, para outra noite mal dormida, agora alem da chuva para me manter acordada também havia ele. Se é que foi real o que houve entre nós. O que eu duvidava muito. Adormeci devia ser umas três da manha.

Acordei com olheiras horríveis no dia seguinte, e com uma dor de cabeça pior ainda.. Desci para tomar meu café, meu pai já havia saído, comi qualquer coisa e corri para minha picape.

Estacionei minha picape, e sai olhando em volta, não foi difícil vê-lo. Ele estava recostado em um carro lindo um volvo prata e a seu lado estava a baixinha que parecia uma fada. Meus olhos se fixaram nele por um momento, mais ele parecia não me conhecer.

Então decidi deixar a loucura de lado e admitir que o que aconteceu foi só um sonho. Fui ate minha primeira aula tentando não pensar no meu sonho estranho.

A caminho do refeitório Jessica tagalerava sobre uma festa que haveria daqui um mês. Baile de primavera onde as meninas convidavam os rapazes. Fingia prestar atenção ao que ela dizia, mais sem muito sucesso.

Separei-me dela para comprar meu almoço, estava na fila brincando com o zíper da minha blusa, quando senti um toque gelado na minha bochecha. Olhei para cima e o vi me encarando. Seus olhos estavam diferentes, não mais negros agora estavam dourados.

-Fugindo de mim Bella? – ele perguntou divertido

-E... Eu?

-Sim, não falou comigo, no estacionamento. Que foi eu não beijo bem? – ele falou a ultima parte em um sussurro no meu ouvido me fazendo se arrepiar. Eu me apressei a negar com a cabeça

-Não, quer dizer sim, quer dizer... – ele sorriu da minha confusão e segurou minha mão me puxando para fila que começava a andar.

-Não precisa se preocupar eu sei que você gostou. – como se fosse possível eu corei mais ainda

Ele sorriu e pegou uma bandeja e começou a colocar um monte de coisas, imaginei que fosse para seus irmãos, ele pagou o lanche e puxou minha mão. Não tive tempo de comprar meu lanche.

Já ia reclamar quando o vi me puxando para uma mesa vazia, olhei em volta e vi todos nós olhando, ate seus irmãos que estavam em uma mesa mais afastada. Ele se sentou e me puxou para a cadeira a seu lado.

-Não se importa em me acompanhar não é? – ele perguntou dando um bonito sorriso torto

-Ok – foi só o que eu consegui dizer, ele voltou a sorrir e empurrou a bandeja para mim, arquei uma sombracelha em confusão.

-Coma, comprei para você. – voltei a olhar para bandeja meio assustada, era muita comida.

-Você não vai comer? – ele deu de ombros

-Mais tarde eu faço um lanchinho. – ele riu como se tivesse uma piada que só ele tivesse entendendo, assenti e comi um pedaço de pizza.

Podia ser impressão minha o Edward estava tentando me deixar gorda, toda hora ele me empurrava alguma coisa estava empanturrada, acho que não conseguiria andar, fiz uma careta quando ele me empurrou um pudim.

-Que foi? Você não gosta de pudim? – eu neguei

-Eu adoro, mais se eu comer mais alguma coisa eu explodo. – ele sorriu torto

-Mesmo, achei que estivesse com fome.

-Eu estava ate você me empanturrar de comida. – ele riu

-Desculpe, exagerei não foi? – eu assenti e ele passou uma mão pelos cabelos os deixando mais bagunçados.

O sinal bateu e os alunos começaram a se levantar a caminho de suas aulas, eu pensei alguns segundos será que eu vou conseguir levantar. Edward vendo que eu não me mexia me olhou confuso.

-Não vai à aula?

-Estou tentando. – ele arqueou uma sombracelha confuso – Acho que não consigo andar. – ele riu e me puxou me segurando pela cintura.

-Eu te levo – ele piscou divertido, me fazendo estremecer, fomos para a sala com a mão dele na minha cintura praticamente me carregando.

O contato com o corpo dele me fez ver como ele apesar de não parecer é bem forte, os ombros largos e seus braços eram duros e... E é melhor parar por ai dona Isabella. Chegamos à sala de biologia e sentamos juntos.

O professor começou a ensinar alguma faze da mitose, não prestei muita atenção, pois a mão de Edward estava sobre a minha, e lá ela ficou a aula toda. Assim que acabou a aula ele me acompanhou ate a aula de educação física exatamente como no dia anterior.

-Podemos nós ver depois da sua aula? – eu assenti e exatamente como ontem, ele se afastou sem dizer uma palavra sequer.

E já que era pra repetir o dia é lógico que eu me machuquei em educação física, se bem que isso com certeza vou fazer todo dia.

Assim que sai, vi o volvo prata saindo do estacionamento, imaginei que ele não queria tanto assim falar comigo, soltei um muxoxo e fui ate minha velha picape, mais estaquei ao vê-lo recostado na minha picape dando seu sorriso torto.

Olhei em volta para ter certeza de que ele sorria para mim, e não para a modelo que devia estar atrás de mim, mais pra minha surpresa só havia eu ali. Fui ate ele sentindo meu rosto quente o que o fez sorrir mais.

-Me da uma carona hoje? – eu assenti e corri a abrir o carro. Assim que eu entrei abri a porta do carona para ele. Edward entrou e sorriu para mim.

-Sabe que não parei de pensar em você. – ele falou sem desviar os olhos dos meus, engoli em seco.

Antes que eu pudesse pensar eu já estava no colo dele, e sua boca colada na minha.

O beijo tão urgente quanto o de ontem, suas mãos pareciam estar em toda parte, acariciando a minha pele me deixando arrepiada com seu toque frio, mais extremamente prazeroso.

As línguas em uma batalha frenética por espaço, batalha essa que eu perdi por falta de ar. Me separei dele ofegante, seu sorriso era glorioso, e exatamente como ontem sua boca foi de encontro ao meu pescoço.

Gemi baixinho quando seus lábios tocaram minha pele, mais logo o prazer foi substituído pela dor, novamente a sensação de ser perfurada havia voltado e a fraqueza como se minha força estivesse sendo sugada.

Mais diferente de ontem eu não fiquei de olhos fechados. Olhei para cima e me surpreendi ao ver a boca de Edward em meu pescoço. Meus olhos estavam arregalados e minha voz parecia ter sumido.

Tentei empurrá-lo pelos ombros para afastá-lo de mim, mais foi em vão, ele parecia ser muito mais forte que eu, minha força nem o móvel.

Ainda apavorada vi quando seus dentes deixaram meu pescoço, ele havia me mordido. Pude sentir sua língua gelada tocar minha pele e o cansaço me dominar ate meus olhos se fecharem mais uma vez.

{Pov. Edward}

-O... Oi – ela gaguejou, prendi o riso

-Fugindo de mim? – dei um sorriso malicioso, e adorei a vendo corar fortemente

-Não – Bella quase gritou o que fez meu sorriso aumentar consideravelmente.

-Bom, pois estava te esperando. – Bella mordeu o lábio inferior com força o que me deu uma vontade de experimentar seus lábios rosados, ela olhou em volta com certeza procurando por meus irmãos.

-Você esta a pé? – dei de ombros

-Esperava que você me desse uma carona.

-Oh claro. – ela abriu a porta para mim e sem me conter

Acabei usando minha velocidade e já estava ao seu lado.

Dei um meio sorriso para a surpresa dela e a olhei profundamente mais uma vez tentando ler sua mente silenciosa, ela desviou o olhar e levou a chave a iguinição. A interrompi colocando minha mão sobre a sua.

Uma corrente elétrica passou por nós quando toquei sua mão, ela era quente e macia, a sentiela estremecer e me aproximei dela, Bella levantou o rosto e nossos olhares se cruzaram senti sua respiração quente bater em meu rosto.

Sem me conter mais colei meus lábios nós dela, seus lábios eram macios e quentes e pareciam se moldar perfeitamente aos meus, queria sentir seus gosto e passei minha língua pelo lábio inferior dela.

Ela soltou um gemido baixo me deixando louco e entreabriu os lábios, aproveitei para invadir sua boca com minha língua provando em fim seus gosto.

A boca dela era deliciosa, será que seu sangue seria tão saboroso quanto seus lábios, continuei o beijo sentindo seu gosto, nossas línguas explorando a boca um do outro.

Quase gemi quando as mãos dela vieram para meu pescoço me puxando para mais perto, minhas mãos estavam na cintura dela, estávamos tão grudados que parecíamos um só.

Percebi que ela precisava respirar e separei nossos lábios, mais minha boca ainda queria estar na pele dela e desci meus lábios para aquele pescoço esguio e suculento, os gemidos dela estavam me enlouquecendo.

Arranhei meus dentes e aspirei o perfume da pele dela, sua pele era tão clara que quase podia ver as veias, e seu coração batia deliciosamente, seus olhos fechados e os lábios entre seus dentes pareciam um convite. Convite esse que eu não podia recusar.

Sem me conter mais cravei meus dentes sentindo o liquido maravilhoso escorrer pela minha garganta saciando minha sede, Bella ofegou alto mais não abriu os olhos.

Me surpreendi por ela não gritar, somente suas mãos que apertavam forte meus ombros como se me pedisse ajuda, sua suplica muda me deixava desnorteado e tive uma certeza não podia matá-la.

Não podia deixar o mundo sem esse sangue maravilhoso, não podia deixar o mundo sem esse rosto delicado que tentava em vão lutar pela sua vida.

A cada vez mais seus lábios se abriam mais ela não emitia som algum e somente suas mãos me apertavam com cada vez mais força.

Ao ver seu rosto pálido como se não tivesse mais vida me separei dela, pensei que nunca mais veria suas bochechas, e senti uma dor estranha, passei a língua pelo ferimento, limpando o sangue que escorria pelo ferimento que fiz.

Ouvi seu lindo coração se acalmando assim como sua respiração. Bella adormeceu em meus braços e não pude evitar contemplá-la mais uma vez.

Nunca tinha experimentado sangue tão poderoso, era único e parecia querer cada vez mais aquilo, parecia uma droga, minha droga especial feita só para mim.

Ri do meu pensamento e mudei de lugar com Bella, a coloquei no banco do carona e dirigi ate sua casa, foi fácil achar era só seguir seu cheiro.

Fiquei aliviado do pai dela não estar em casa. Estacionei em frente sua casa e a peguei no colo a levando, ate a porta, olhei em volta, e vi uma janela aberta.

Saltei ate lá e sorri se não era o quarto da minha menina. A deitei em sua cama e coloquei suas chaves sobre a cômoda. Fiquei mais alguns minutos a olhando ate resolver sair de lá.

Saltei sua janela e corri ate minha casa, em poucos minutos avistei a casa grande e branca. Encontrei Alice sentada no primeiro degrau da varanda.

-Por que não me impediu? – Alice sorriu

-Não havia o que impedir.

-Como não? Estive tão perto... – tentei ler a mente da baixinha mais ela ainda me bloqueava

-Por que isso te importa Edward? Suas vitimas em outros lugares tem o mesmo fim e nunca te importou. – dei de ombros, não sabia o que dizer.

-Contou a Carlisle? – ela negou

"Não havia por que preocupá-lo. Sabia que você não ia fazer mal a Bella"

Assenti e entrei em casa. Alice me seguiu ainda sorrindo. A olhei antes de subir para meu quarto.

"Foi bom o beijo Ed?" – olhei chocado para ela e antes que eu conseguisse a pegar para lhe dar o beliscão que estava querendo dar a tempos ela correu para longe de mim ainda mostrando a língua.

Essa baixinha ainda me paga. Fui para meu quarto e tomei um banho me deitando no meu sofá, e fechei os olhos, fingindo mais uma vez.

Estacionei o volvo, em minha vaga habitual e fiquei olhando para a entrada, meus irmãos entraram estranhando minha atitude, somente Alice ficou comigo. Ouvi quando o carro velho de Bella adentrou o estacionamento.

Ela saiu de seu carro e parecia cansada, devo ter sugado demais, ela me olhou e não consegui olhar para ela, afinal não sabia o que ela tinha visto, se estava com medo de mim.

Quando voltei a olhar ela já tinha entrado na escola. Ainda fiquei um tempo recostado em meu volvo, Alice estava entediada e resolveu me deixar.

Passei o resto da manha a acompanhando pela mente dos alunos, Jessica eram quem mais falava com ela, mais eu ainda odiava ficar na mente dela. Acabei optando pelos professores.

E acabei de notar que Bella era bem desastrada, nunca vi alguém cair com tanta facilidade.

Estava indo para o refeitório e vi meus irmãos já sentados, mas os ignorei, Alice já sabendo o que eu pretendia sorriu para mim, Rose se olhava em um espelho enquanto Emmett pensava em desafiar Jasper para uma briga, e Jasper só pensava em como os humanos eram apetitosos.

Rolei meus olhos meus irmãos eram estranhos demais, a vi caminhando ao lado de Jessica que tagalerava sobre o baile de primavera, onde as garotas convidavam.

Será que Bella iria convidar alguém? Esse pensamento me frustrou quem seria o humano idiota por quem ela teria uma preferência. E por algum motivo eu desejava que ela me convidasse. Como se eu fosse perder meu tempo com bailes idiotas.

Vi quando ela se separou de Jessica e foi para a fila do almoço. Fui ate ela, Bella brincava com o zíper da blusa enquanto estava na fila e sem prestar a atenção ao que acontecia a seu redor.

Estava ao lado dela e ela não olhava para mim, fiquei frustrado.

Por que me sentia assim sempre que ela não me notava era angustiante, sem conter mais acariciei sua bochecha delicada e macia, ela se assustou mais finalmente me olhou.

-Fugindo de mim Bella? – perguntei sorrindo

-E... Eu? – como sempre ela gaguejou

-Sim, não falou comigo, no estacionamento. Que foi eu não beijo bem? – falei a ultima palavra sussurrando no ouvido dela e a senti se arrepiar, adorava causar essas emoções nas garotas, mais adorava ainda mais a causar em Bella.

-Não, quer dizer sim, quer dizer... – ri da explicação dela e a puxei para fila que andava.

-Não precisa se preocupar eu sei que você gostou. – não sabia que era possível mais Bella estava mais vermelha que o normal, minha fome aumentou consideravelmente ao ver suas bochechas tão coradas.

Sorri e peguei uma bandeja e comecei a pegar um monte de comida, não sabia do que Bella gostava e a queria bem alimentada, não queria que ela ficasse tão fraca como ficou ontem.

Sem esperar ela se pronunciar a peguei pela mão e a puxei para uma mesa vazia. Vi pelo canto do olhos meus irmãos. Alice parecia muito alegrinha e continuava me bloqueando.

Jasper e Emmett achavam que eu estava louco, o que de fato eu estava completamente louco pelo sangue dessa menina. E Rose ainda se olhava no espelho achando que eu era um idiota.

Assim que alcancei a mesa vazia mais afastada me sentei e puxei Bella para a cadeira a meu lado, ela parecia envergonhada por todos a estarem olhando, mais agora já era tarde estava viciado nela e ela não fugiria mais de mim.

-Não se importa em me acompanhar não é? – perguntei dando meu melhor sorriso.

-Ok – foi só o que ela disse o que me fez sorri mais ainda, empurrei a bandeja para ela que arqueou uma sombracelha confusa.

-Coma, comprei para você. – ofereci e ela olhou um pouco assustada para a comida, será que exagerei.

-Você não vai comer? – ela perguntou vendo que eu nem toquei na comida, eu dei de ombros

-Mais tarde eu faço um lanchinho. – eu ri das verdades em minhas palavras, ela me deve ter achado louco e comeu um pedaço de pizza.

Eu comecei a praticamente empurrar tudo que tinha na bandeja, afinal ela tinha que estar forte né? Olhei para um potinho com um negocio marrom e entreguei para Bella que fez uma careta, li o nome do negocio. Pudim, humanos gostam de pudim não é?

-Que foi? Você não gosta de pudim? – perguntei confuso e ela negou.

-Eu adoro, mais se eu comer mais alguma coisa eu explodo. – eu dei um sorriso torto, vou acabar matando a menina empanturrada e não de mordida

-Mesmo, achei que estivesse com fome? – dei uma de inocente

-Eu estava ate você me empanturrar de comida. – não consegui segurar a risada, eu exagerei mesmo

-Desculpe, exagerei não foi? – ela concordou e eu passei minhas mãos pelo cabelo meio envergonhado.

O primeiro sinal bateu e todos começaram a se dirigir para suas aulas, estranhei mais Bella continuava sentada. A olhei confuso e resolvi perguntar será que ela queria cabular?

-Não vai à aula?

-Estou tentando. – arquei uma sobrancelha confuso – Acho que não consigo andar. – eu ri e a puxei passando minha mão pela cintura dela a sustentando.

-Eu te levo – pisquei divertido e a senti estremecer entre meus braços, fomos para nossa aula colados, ela me olhava de canto de olho como se me avaliasse.

Sentir Bella tão próximo era extremamente agradável, ela era tão quente e macia e seu cheiro me deixava louco. Chegamos a sala e sentamos em nossa mesa.

O Senhor Banner explicou alguma coisa que nem fiz questão de prestar atenção, só conseguia olhar para ela, por algum motivo mantive minha mão sobre a dela toda a aula, ter contato com ela me fazia tão bem.

Ao final da aula, eu acompanhei ate sua aula de educação física, mais sem tocá-la dessa vez, o que me fez falta estar em contato com ela. Assim que paramos, perguntei sem pensar nas conseqüências.

-Podemos nós ver depois da sua aula? – ela concordou e sai a passos rápidos de perto dela.

Minha aula de espanhol estava tediosa, então me concentrei em Bella, tive que segurar a risada, ela em educação física era um desgraça, se não se machucava, machucava quem estava a sua volta.

Mal o sinal tocou e sai a passos rápidos da minha sala, não sem antes jogar minhas chaves para Emmett, ele deu de ombros e nem ligou que eu não ia com eles.

Me recostei na picape velha dela e a esperei, vi quando Bella passou em frente ao volvo e soltou um muxoxo. Será que ela pensou que eu não a esperaria?

Quando ela chegou perto da picape estacou, sorri torto, Bella olhou em volta como se tivesse alguém atrás dela, quando viu que só havia praticamente nós no estacionamento caminhou até mim enquanto corava, o que fez meu sorriso aumentar.

-Me da uma carona hoje? – perguntei quando ela ficou de frente para mim, Bella assentiu e abriu o carro e depois abriu o carona pra mim. Já estávamos dentro do carro e eu sorria para ela.

-Sabe que não parei de pensar em você. – confessei sem desviar os olhos dos dela, Bella engoliu em seco e sem a deixar pensar ou sem me permitir pensar eu a puxei para meu colo e colei sua boca na minha.

A beijei com urgência, até ter seus lábios nós meus, não sabia como senti falta deles, minhas mãos exploravam o corpo quente a colando mais a mim, sentindo seus pêlinhos se arrepiarem com meus toques.

Nossas línguas lutando por espaço na boca um do outro. Ela se separou ofegante e minha boca grudou em seu pescoço, ela deu um gemido baixo que me deixou louco e foi mais forte que eu.

Minhas presas afundaram na pele delicada provando seu sangue doce e saboroso. Estava tão concentrado em aproveitar aquele manjar que era seu gosto que nem vi que Bella estava de olhos abertos.

Ela tentava me empurrar e vi o horror em seus olhos chocolates ela estavam arregalados, mais como ontem ela não gritou somente me empurrava pelos ombros tentando inutilmente salvar sua vida.

Quando vi a fraqueza em seus olhos e sua pele ficar mais branca, retirei meus dentes e lambi a ferida, Bella ainda me olhava chocada e assustada, a mantive em meus braços ate o cansaço a dominar, seus olhos se fecharem e contemplei seu lindo rosto.

Talvez fosse a ultima vez que a teria tão perto.