Yeah, voltei!
Demorei uma vida para postar esse capítulo, eu sei.
Mas, a vida anda bem agitada e louca!
Espero não demorar nos próximos capítulos já que a fanfic é uma reescrita de um projeto antigo.
No entanto, esse capítulo é super inédito o/
Espero que curtam ;)
3 - Uma nova vida
Isabella POV
Edward, obviamente, não tinha percebido a minha chegada porque estava distraído beijando uma mulher me fazendo perceber o que aconteceria aquela noite e eu, honestamente, não sabia o que fazer.
Eu sabia que isso aconteceria algum dia e já vinha me preparando para isso há algum tempo pelo fato de saber o que eu sentia e o que Edward representava. Algum dia, ele se cansaria de ser um cara solteiro, se casaria e teria filhos.
Eu esperava que ele percebesse que essa mulher fosse eu, mas eu também não podia impedi-lo de olhar para outras mulheres, por mais que isso me machucasse.
E, entre tantas mulheres, ele escolhera Lauren.
A mesma Lauren que o hospital inteiro conhecia.
Então, eu me sentia traída e, ao mesmo tempo, idiota.
Edward tinha me atraído para uma emboscada, no meu aniversário, sem que eu fosse capaz de perceber.
E, no meio disso, eu entendi o motivo da tensão que eu tinha visto mais cedo em Alice. E entendi porque ela insistira em me emprestar o carro, ela sabia o que estava acontecendo e que, assim que eu descobrisse, iria precisar de uma fuga rápida e fácil.
E meu coração doeu ao perceber que, nessa história, eu era a única que não sabia de nada, aparentemente.
Sorri meio sem jeito ao ver o sorriso de Edward para Lauren e virei a cabeça para a maitrê, pensando rapidamente em uma desculpa que parecesse boa.
— Acabei de perceber que, na verdade, esqueci a minha carteira no meu carro – disse, dando de ombros para que ela acreditasse em mim — E eu preciso, sabe... – apontei para o lado de fora — Eu volto em um minuto – sorri.
A menina assentiu e sorriu educadamente — Claro, senhorita – disse formalmente.
Virei e comecei a andar para o lado de fora com pressa, agradecendo por ainda estar com as chaves do carro em mãos porque assim que eu passei pela porta, destravei o alarme.
Afinal de contas, Edward logo perceberia que eu estive ali e logo viria atrás de mim.
O problema é que eu não queria falar com ele, não agora e, talvez, nunca mais.
Eu sabia que um dia ele teria uma vida com alguém e eu vinha me preparando, no entanto, eu não podia conviver com o que o meu melhor amigo tinha feito.
Ele me beijou essa manhã como se a vida dele dependesse disso e, por mais que tenha me assustado, eu sabia também que algo estranho estava acontecendo e que talvez a nossa amizade nunca mais fosse igual, mas, algumas horas mais tarde ele estava ali, no meu restaurante preferido e no dia do meu aniversário, iniciando um relacionamento pelas minhas costas.
Eu tinha plena consciência que também estava errada e que eu não tinha o direito de ficar chateada pelo fato dele namorar alguém, eu só não podia conviver com o fato dele achar que podia brincar com os meus sentimentos.
Eu entrei no carro e apoiei a minha cabeça no volante respirando fundo, tentando organizar os meus pensamentos.
Não pude evitar a dor de ter o meu coração despedaçado e, por isso, percebi algumas lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Levantei a cabeça, limpando-as com as costas da minha mão, percebendo que a porta do restaurante foi aberta e vi Edward passando por ela correndo.
Ele rapidamente me localizou e acelerou seus passos em direção ao meu carro e, então, travei as portas já que os vidros estavam fechados.
Eu não estava disposta a ceder e conversar com ele hoje.
Coloquei a chave na ignição e rodei-a, ligando o carro, dando ré, vendo Edward correr, não pensei muito, acelerei e saí como uma louca do estacionamento, vendo-o colocar a mão nos cabelos.
Ele sabia que eu sabia e, obviamente, percebeu o quanto aquilo tinha me afetado.
Eu não sabia o que fazer, não sabia como agir e, agora que tudo havia passado, as lágrimas escorriam intensamente pelo meu rosto. Eu já não conseguia pensar em mais nada, além do fato de que eu não havia visto o que estava à minha frente.
Eu não sabia nem se eu conseguiria conviver com todos a minha volta por me deixarem na ignorância, o que me fez chorar mais, embaçando a minha vista.
Resolvi parar no acostamento antes que eu destruísse o carro que nem era meu, coloquei a cabeça no volante, chorando tudo o que eu tinha direito, ouvindo o meu celular tocar na minha bolsa, que estava jogada no banco do passageiro.
A essa hora, provavelmente, Jasper e Alice já deviam saber o que aconteceu porque tenho certeza de que Edward já fez um escândalo bem como sabia que encontraria inúmeras ligações dele tentando se explicar.
Se é que tinha uma explicação.
Só que se eu não desse alguma notícia, eu bem sabia que Jasper ligaria para os nossos pais e que eles estariam aqui na manhã seguinte, se quisessem.
E eu não queria explicar nada.
Respirei fundo, limpando as lágrimas, puxei a minha bolsa, peguei o meu celular vendo vinte chamadas perdidas de Edward, ignorei-as e disquei o número de Alice.
Não chegou a tocar direito já que fui atendida no primeiro toque.
— Bella! – Alice atendeu desesperada — Eu sinto muito! Queria ter te contado, mas...
Senti o meu coração se partir porque eu não podia culpá-la e engoli o nó que havia se formado.
— Eu sei – sussurrei — Eu estou ligando para te acalmar e dizer que está tudo bem.
— Por fora, você quer dizer – Allie disse — Eu sei que você está destruída por dentro.
— Eu sei que você sabe – sussurrei — Eu não quero falar sobre isso agora – expliquei — Só avisa ao seu namorado antes que ele ligue para os nossos pais – pedi.
— Bella, Edwar...
— Não! – cortei-a — Por favor, não! – pedi — Eu não quero saber.
— Tudo bem – ela concordou — Agora me diz onde você está para que eu possa te buscar.
— Eu estou em segurança, Allie – assegurei — Eu só não quero ver ninguém agora. Por favor!
Ouvi o momento que Alice começou a chorar do outro lado da linha entendendo a minha dor. Então, eu também chorei.
E, ficamos ali, ouvindo-nos chorar!
Depois de ter falado com Alice e explicado a ela os acontecimentos de hoje, eu me senti mais calma, liguei para o hospital e fui informada que os exames de Sam estavam prontos, o que me motivou a focar no trabalho.
— Isso é bom – disse — Eu já passo aí para dar uma olhada – garanti.
— Isabella, eu não posso deixar que você volte para cá já que você não teve nem três horas de folga – Aro disse — E eu tenho outro pediatra que pode olhar esses exames.
— Mas... – tentei intervir já que eu não precisava de uma folga, eu precisava trabalhar.
— Não! – ele disse — Eu sei que você tem feito muitos plantões e que tem horas de folga sobrando — revelou — Então, sim, você está fora até cumpri-las.
— Eu não quero folgas, Aro – reclamei.
— Claro que não – ele riu — Mas precisa delas.
Suspirei.
— A Alice te contou, não é? – perguntei, quase adivinhando a resposta.
— A Alice não me contou nada, se você quer saber – Aro disse — Eu preciso saber de algo?
— Não, claro que não – ironizei. — Entendi a mensagem, Aro.
— Que bom, Isabella! – justificou — Se eu te encontrar nesse hospital nos próximos três dias, eu juro que você vai assinar uma advertência.
Eu não reclamei, no fundo, eu sabia que ele estava certo e o quanto eu estava sendo irresponsável, afinal, eu tinha a vida de crianças em minhas mãos.
Só que eu também não podia ir para casa, lá seria o primeiro lugar que Edward iria me procurar.
Um pouco mais calma, eu voltei a dirigir sem saber para qual direção seguir e, no fim, acabei indo para a casa de Alice e Jasper, estacionei e bati na porta.
Jasper atendeu, me olhou e eu dei um sorriso sem jeito.
— Posso falar com a Allie? – perguntei a ele.
Ele sorriu, sincero. Ele estava feliz em me ver e por saber que, aparentemente, eu estava bem.
Alice apareceu logo em seguida para ver quem os incomodaria aquela hora da noite e, assim que a vi, não deixei de notar seus olhos vermelhos.
Isso estava ficando cada vez pior
— Aro me deu alguns dias de folga – expliquei para meu irmão e cunhada — Ele sabe que andei dobrando alguns plantões e me obrigou a dar um tempo.
— Você está precisando mesmo – Jasper se manifestou — Não tem a menor possibilidade de você aparecer no trabalho desse jeito.
Por Deus! A preocupação do meu irmão era memorável e eu o amava por isso.
— E é exatamente por isso que eu preciso da ajuda de vocês! – contei — Allie, eu gostaria que você fosse até a minha casa e pegasse algumas roupas.
— E por que eu faria isso? – Alice arqueou a sobrancelha.
— Porque lá seria o primeiro lugar que Edward me procuraria. – expliquei — Eu não quero vê-lo.
— E o que você pretende, Bella? – Jasper perguntou.
Dei de ombros — Eu vou passar uns dias fora – contei — E quando eu voltar, vou dar um jeito de manter-me o mais distante de Edward, depois eu vou trocar de número e, provavelmente, de emprego.
— Bella, eu acho que isso é muito precipitado – Alice disse — Especialmente a parte de sair do hospital.
Respirei fundo e contei a ela que Lauren quase me bateu mais cedo por causa do nosso pequeno acidente.
— Eu não quero interferir em mais nada – justifiquei — E eu não quero estar aqui quando Edward descobrir quem realmente é a Lauren porque isso vai acabar comigo.
Eles assentiram, sem dizer mais nada.
Eu fiquei na sala, enquanto meu irmão se arrumava para ir ao meu apartamento com a namorada buscar algumas coisas minhas e eu esperava não estar mais aqui quando Edward percebesse que, na verdade, Jasper e Alice sabiam onde eu estava.
— Você promete não contar nada? – perguntei ao meu irmão.
— Você é a minha irmã, Bella – ele sentou-se ao meu lado, me abraçando — E eu sempre vou te proteger.
— Eu te amo, Jazz – sussurrei com a voz embargada — Obrigada por ser esse irmão atencioso e forte.
Ele riu sem humor — Nem sempre é fácil, Bella – comentou — Nem sempre.
— Eu sei – encostei a cabeça em seu ombro, feliz em ter uma família que estava disposta a tudo por mim.
E isso incluía me ajudar a ter uma nova vida.
Uma vida sem Edward.
Não sei exatamente se vocês curtiram esse capítulo e a decisão da Bella
Nem eu sei se eu curti hahaha
Mas, pensando um pouquinho, eu acho que faria a mesma coisa.
Ela só quer que ele seja feliz, mas também não precisa assistir isso, né?
Enfim...
Contem-me o que acharam o/
