Disclamier: Naruto pertence a Masashi Kishimoto.

Revisado em: 11/10/2014


Prisioneira

Konoha estava tranquila. Há meses não tinham noticias de Orochimaru ou da Akatsuki. As missões eram concluídas com sucesso. Shizune acreditava que Tsunade estava bebendo menos. A Godaime descobriu onde esconder suas garrafas de saquê. Kakashi se maravilhava com o novo volume de Icha Icha Paradise lançado. Jiraya buscava informações para o próximo livro. Sakura tinha dias calmos no hospital. Naruto comia ramen até não poder mais. Hinata treinava com Neji para aperfeiçoar as técnicas da família. Em resumo, todos estavam felizes.

Sakura: Mandou chamar-me shishou?

Tsunade: Sim, Sakura. Entre por favor.

A Haruno entrou no escritório e sentou-se em uma cadeira de frente para a hokage. Na sala estavam Konohamaru, Moegi e Udon.

Tsunade: Como anda o hospital?

Sakura: Tranquilo. Não houve nenhum chamado urgente.

Tsunade: Ótimo. Preciso que você tire férias.

Sakura: Para?

Tsunade: Você ira liderar o time de Konohamaru em sua primeira missão Rank C.

Sakura: O que houve com o jounnin responsável?

Tsunade: Ebisu foi pego espiando as fontes termais femininas. Acabou apanhando da Kurenai e da Anko. Deve estar chegando ao hospital agora.

Sakura: Isso não me surpreende.

Tsunade: Pois é.

Sakura: Bem, qual é a missão?

Tsunade: Escoltar um homem até Suna.

Sakura: Partimos quando?

Tsunade: Em quatro horas.

Sakura: Pois bem. Esquadrão, encontrem-me na ponte em três horas.

Konohamaru: Sim.

Moegi: Tá bom, sensei.

Udon: Certo.

Os três gennins saem da sala ansiosos. Pela primeira vez sairiam da vila. Tinham grandes expectativas. A jounnin fez uma suave reverência perante a loira e se retirou. Tinha muito a fazer. Precisava avisar o hospital, preparar a mochila, deixar o gato com Ino, entre outras coisas. Chegou à ponte no horário. Sorria internamente. Conseguiu vencer o terrível hábito que adquirira do ex-sensei. Logo avistou os três jovens se aproximando. Não era a primeira vez que saia como líder de um time, mas era a primeira em que o time era formado por gennins treinados até então por Ebisu. Com um pouco de sorte aquele pervertido teria ensinado alguma técnica útil para eles.

Sakura: Vamos. Deve-se sempre chegar antes do cliente. Ele precisa confiar em nós. Atrasos não é uma boa maneira de demonstrar competência.

Moegi: Sim, sensei.

Udon: Certo.

Konohamaru: Mas o Kakashi-sensei está sempre atrasado e ninguém duvida dele.

Sakura: A força do Kakashi-sensei já é conhecida no mundo todo. Ele tem licença para se atrasar.

Konohamaru: Eu serei mais forte que ele. Serei o próximo Hokage.

Sakura: Já ouvi tantas vezes essa história.

Moegi: Sensei. Qual o nome do cliente?

Sakura: Yoshikazu Toshio.

Em alguns minutos eles estavam a esperar o cliente nos portões de Konoha. Moegi fazia um desenho no chão utilizando uma kunai. Udon estava sentado lendo um pergaminho e Konohamaru se exibia com ataques precários. Sakura, que estava encostada em uma árvore sorria. Era bom ver o desenvolvimento dos novos ninjas ser tão tranquilo. Lembrava-a de quando era criança. Tudo começou exatamente assim. Mas então apareceu Orochimaru, depois a Akatsuki. Ela foi forçada a crescer mais rápido. Muito da antiga kunoichi já não existia mais. Mas tudo bem. Foi um sacrifício que aceitou fazer, mesmo que sem escolhas, para se tornar a melhor jounnin e médica-nin. Poderia ser líder ANBU agora, porém recusou a proposta. Tsunade chegou a cogitar treiná-la para ser a Sexta. Recusou também. O próximo Hokage seria Naruto. Afinal de contas, como filho do Quarto, discípulo do mestre do próprio pai, já está no sangue dele. E esse sempre foi o sonho dele.

Toshio: Estou morto. Um garotinho exibido, um perebento, uma guriazinha que fica desenhando e uma que fica sonhando acordada. Como querem me proteger?

Sakura: Não se preocupe Yoshikazu-san. Garanto que as habilidades do time são mais do que suficientes para lhe garantir uma viagem tranquila.

Toshio: Pelo menos a líder é bonitinha. Podemos mandar as crianças para casa dormir e aproveitar essa missão melhor, não acha?

Sakura: Meu dever é proporcionar algum treinamento a esses gennins e garantir que nenhum de vocês se machuque. Eles é que vão escoltá-lo. Eu só supervisionarei.

Toshio: Garota difícil. Eu gosto de um bom desafio. Até o final dessa viagem você será minha.

Sakura: Acredito que meu namorado não gostara disso.

Toshio: Ele não precisa saber.

Sakura: Ele é um rastreador. Não me surpreenderia se ele estivesse aqui agora.

Toshio: Um rastreador? O que é um rastreador?

Konohamaru: São os ninjas mais fortes. Treinados para caçar os traidores da vila.

Moegi: Eles são rápidos, fortes, discretos e fatais.

Udon: É impossível esconder algo deles. E quando começam a caçar alguém, é quase impossível fugir.

Konohamaru: Os únicos que conseguiram até hoje foram o Orochimaru e os outros são da Akatsuki.

Toshio: Isso quer dizer que um homem como eu?

Konohamaru: Ele ia te achar e matar antes que a vila percebesse que ele saiu sem autorização. Ia sumir com seu corpo e ninguém nunca iria descobrir.

Sakura: Vamos?

Toshio: Si-sim.

Moegi: Vamos!

Udon: Pode ser.

Konohamaru: Yeah! Vamos!

Konohamaru ia à frente, logo atrás Toshio e Udon e por último Sakura e Moegi. Essas conversavam em sussurros.

Moegi: Sakura-sensei, você está mesmo namorando algum dos rastreadores?

Sakura: Não.

Moegi: Você mentiu para o cliente?

Sakura: Sim. Nunca se deve fazer isso. Mas, se for para um pervertido parar de te incomodar, algo pequenininho não vai fazer mal.

Moegi: Hihi. Você foi má Sakura-sensei. Ele tinha gostado de você.

Sakura: Quando você crescer Moegi, vai entender do que ele gostou. Um namorado rastreador será a melhor coisa. Sendo ele real ou não.

Konohamaru: Ei vocês. Sensei, Moegi. Vamos mais rápido.

Foi uma viagem tranquila até demais na opinião de Konohamaru. Já estavam retornando e nem mesmo um bandido havia aparecido. Mal sabia ele que alguns tentaram se aproximar, mas ao reconhecerem a jounnin, acharam melhor buscar outro alvo.

Konohamaru: Que coisa sem graça.

Moegi: No final não aprendemos nada.

Sakura: Querem uma técnica nova?

Moegi: Por favor. Ensina algo novo e legal para nós.

Konohamru: Algo que me ajude a matar 100 ninjas com um único golpe.

Udon: Éééé...

Sakura: Pois bem. Ensinarei o que o Kakashi me ensinou na nossa primeira missão Rank C.

Konohamaru: Legal. Uma técnica do Kakashi-sensei.

Moegi: Qual é?

Sakura: Subir em árvores.

Konohamaru: Mas isso é fácil.

Sakura: Sem as mãos.

Moegi: É só pular.

Sakura: Andando.

Udon: Impossível.

Sakura: Vejam.

Konohamaru: E pra que isso serve?

Sakura: Vai ensinar vocês a controlar melhor o seu chakra.

Konohamaru: E?

Sakura: O que se precisa para fazer um jutsu?

Moegi: Chakra.

Udon: E concentração.

Sakura: Se vocês controlarem seus chakras, conseguiram fazer os jutsus sem desperdício. Sendo assim, executarão mais jutsus em uma luta.

Konohamaru: Eu vou ser o primeiro a subir.

E, exatamente como na sua época de gennin, Sakura ensinou o time a ter um melhor controle do chakra. Ficaram lá por cinco dias até que todos conseguissem. Eles foram muito bem na opinião dela. Novamente estavam voltando para Konoha. Os três agora mais felizes. Sakura estava apreensiva, uma presença desagradável estava muito perto.

Moegi: Que chakra é esse?

Udon: Não sei.

Konohamaru: Será que ele quer perder para o futuro Hokage.

Sakura: Fiquem quietos. Contra ele vocês não lutarão.

Konohamaru: O quê? Por quê?

Sakura: Porque estou mandando.

Konohamaru: Não vale.

Udon: Somos ninjas também.

Moegi: E muito fortes.

Sakura: Silêncio.

Orochimaru: Olá, de novo.

Sakura: O que você quer aqui?

Konohamaru: Quem são eles?

Sakura: Orochimaru e Kabuto. Vieram sozinhos?

Orochimaru: É só uma visitinha a minha kunoichi favorita.

Sakura: Como?

Kabuto: Viemos fazer um convite.

Sakura: Eu recuso.

Orochimaru: Que falta de educação. Ainda nem falamos nada.

Sakura: ...

Kabuto: Você vem com a gente. E deixamos os três vivos.

Sakura: ...

Orochimaru: Ou podemos lutar. Você perde para mim e Kabuto os mata.

Sakura: Não tenho escolha, tenho?

Orochimaru: Não.

Sakura: Como posso saber que não vão machucá-los assim que não estiverem perto de mim?

Orochimaru: Se eu quisesse, já os teria matado. Você é forte, mas não o bastante para me deter. E além do mais, preciso de você inteira.

Sakura: ...

Orochimaru: Vamos?

Sakura: Konohamaru, Udon, Moegi, sigam em linha reta. Chegarão em Konoha em duas horas se correrem. Não façam nenhuma besteira e não nos sigam.

Konohamaru: Mas...

Moegi: Sensei...

Sakura: Vão! Isso é uma ordem!

Sem escolha os três seguiram para a vila e Sakura ficou com os nukenin. Ao chegaram, os três gennins correram até a Quinta para contar o ocorrido. Tsunade mandou quatro equipes ANBU atrás deles, mas não chegaram a tempo. Não havia rastros de Orochimaru, Kabuto ou Sakura.

No covil de Orochimaru, este treinava com Sasuke.

Sasuke: Onde vocês foram?

Orochimaru: Isso não é da sua conta. Concentre-se.

Sasuke: "Por um momento pensei ter sentido o chakra dela."

Nos subterrâneos, Kabuto se encontrava em um laboratório escondido. De todos os seguidores do sannin, somente ele podia adentrar aquele local. Em uma mesa, Sakura estava amarrada por cordas de chakra.

Sakura: O que vai fazer?

Kabuto: Fique calma.

Ele se aproximou com uma imensa agulha. Com um movimento preciso ele perfurou Sakura na região do ventre e inseriu um liquido de cor azulada nela. A jovem franziu o rosto de dor, mas não gritou. Não daria esse prazer a ele. Em seguida, teve uma pequena pulseira presa em cada um de seus pulsos.

Sakura: Para que isso?

Kabuto: Impedirá que você use algum in.

Sakura: Normalmente se sela o chakra.

Kabuto: Precisamos que você fique bem. Seu chakra é fundamental. Você só não pode atacar.

Sakura: Isso é estranho.

Kabuto: Eu já disse para relaxar. Cuidaremos bem de você.

Sem entender a garota foi guiada por inúmeros corredores até uma peça isolada e muito bem protegida. Kabuto entrou na frente e a chamou. A visão seguinte a chocou. Eles estavam em um quarto. Uma grande cama com dossel e tudo mais no canto e coberta com um cobertor rosa. Uma estante repleta de livros de diversos assuntos. Desde jutsus avançados, romances e auto-ajuda até decoração, culinária e cuidados durante a gravidez. Todos separados por assunto. Uma escrivaninha, uma rede, diversas almofadas e um armário. Uma janela com cortinas brancas. A menina se aproximou desta e afastou os tecidos macios para olhar. Do outro lado, terra.

Kabuto: Estamos abaixo do solo. Não tem como sair. O banheiro é naquela porta. Se quiser se lavar. Tem roupas no armário. Se sentir fome, é só me chamar. Com licença.

Aquilo era tudo muito estranho. Entrou no local indicado como banheiro. Todo branco e completo. Uma banheira, chuveiro, pia e vaso. Achou toalhas limpas, macias e cheirosas. Xampu e condicionadores com perfume de flores. Sabonetes e hidratantes. Todo o necessário para a sua higiene. Voltou ao quarto, abriu o armário e se deparou com um espelho de corpo inteiro na porta, diversos sapatos e kimonos. Alguns largos demais para ela. Mas todos muito bonitos. Escolheu um e resolveu tomar um banho. Estava se sentido suja. E enquanto estivesse ali, por que não aproveitar e mergulhar na banheira? Ficou lá por algumas horas. Não tinha certeza. Quando saiu encontrou Orochimaru sentado em uma cadeira, os braços apoiados sobre uma mesa que não estava ali antes e com o rosto apoiado nas mãos. Uma fina toalha cobria a madeira. Pratos, talheres, taças. Tudo indicando um jantar. Aquilo era esquisito demais.

Orochimaru: Deve estar com fome. Sente-se.

Sakura: Posso perguntar o porquê de tudo isso?

Orochimaru: Claro que pode. Você pode fazer o que quiser. Menos sair deste quarto.

Sakura: Então?

Orochimaru: Você precisa se alimentar bem. Só estou cuidando da sua saúde.

Sakura: ...

Orochimaru: Não precisa ter medo. Ninguém ira tocá-la. Você é importante demais para meu projeto.

Sakura: Qual é meu papel?

Orochimaru: Você já o está desempenhando. Fará melhor seu trabalho se comer.

Sakura sentou-se na mesa e começou a comer. Estava faminta. O sannin a olhava e sorria. Estava contente. Ela teria tudo o que quisesse. Bastava se alimentar, descansar e proteger o espécime.