DOIS

Feita para ficar presa

No capítulo anterior...

Ela percebeu que ainda estavam se encarando quando Edward sorriu. Uma onda de calor se espalhou pelo seu corpo, e ela precisou se segurar no banco para não cambalear. Ela sentiu seus lábios se curvando para sorrir de volta para ele, mas então Edward ergueu uma das mãos.

E levantou o dedo médio para ela.

– O quê? – Alice perguntou, alheia ao que tinha acabado de acontecer. – Não importa. Não temos tempo. Sinto que o sinal vai tocar.

Como se esperando a deixa, o sinal tocou imediatamente depois, os estudantes caminharam devagar em direção ao prédio, esbarrando uns sobre os outros. Alice estava puxando a mão de Bella e tagarelando sobre quando e onde encontrá-la em seguida. Mas Bella ainda estava surpresa por um estranho completo ter mostrado o dedo a ela. Seu delírio momentâneo em relação a Edward tinha desaparecido, e agora a única coisa que queria saber era: qual é o problema desse cara?

Segundos antes de entrar em sua primeira aula, ela ousou olhar para trás. O rosto de Edward estava inexpressivo, mas não havia dúvidas: ele a estava observando partir.

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Bella observou um pedaço de papel impresso com seus horários, e tinha um caderno pela metade com que anotara das aulas de História Européia Avançada na Dover no ano anterior, dois lápis, sua borracha favorita e uma péssima sensação de que Alice talvez estivesse certa sobre as aulas na Sword & Cross.

O professor ainda precisava se materializar, as mesas bambas estavam arrumadas em fileiras desorganizadas, e o armário de matérias estava bloqueado por monte de caixas empoeiradas empilhadas.

Pior ainda, nenhum dos outros alunos parecia notar a desorganização. Na verdade, nenhum dos outros adolescentes parecia notar que estavam numa sala de aula. Estavam todos amontoados perto das janelas, dando uma última tragada num cigarro aqui, ajeitando os alfinetes se segurança extragrandes em sua camiseta ali. Apenas Eric estava de fato sentado numa carteira, gravando na superfície alguma coisa complexa à caneta. Mas os outros alunos novos já pareciam ter encontrado seus lugares entre a massa. Jacob estava com os garotos que pareciam os arrumadinhos da Dover, agrupados a sua volta. O grupo devia ter feito amizade na primeira vez que ele esteve na Sword & Cross. Rose também estava cumprimentando a garota de piercing na língua que estivera se agarrando lá fora com o garoto também de piercing na língua. Bella se sentiu estupidamente invejosa por não ter coragem suficiente para mais nada além de se sentar perto do inofensivo Eric.

Alice pulava de grupo em grupo, sussurrando coisas que Bella não conseguia entender, como algum tipo de princesa. Quando passou por Jacob, ele despenteou seu cabelo recém-cortado.

– Vassoura legal, Alice. – Ele deu um sorrisinho, puxando uma mecha na parte de trás do pescoço dela. – Dê meus parabéns ao seu cabeleireiro.

Alice o empurrou.

– Não encoste em mim, Jacob. O que significa: vai sonhando. – Ela indicou Bella com um aceno de cabeça. – E você pode dar seus parabéns ao meu novo bichinho de estimação, bem ali.

Os olhos pretos de Jacob brilharam ao notar Bella, que imediatamente ficou tensa.

– Acho que vou mesmo – respondeu ele e começou a andar na sua direção.

Ele sorriu para Bella, que estava sentada com os tornozelos cruzados debaixo da cadeira e as mãos educadamente sobre a carteira grafitada.

– Nós, alunos novos, precisamos nos unir – disse ele. – Sabe do que estou falando?

– Mas achei que tinha estado aqui antes.

– Não acredite em tudo que Alice diz. – Ele olhou de volta para Alice, que estava sentada na janela, olhando-os desconfiada.

– Ah, não, ela não falou nada sobre você. – Bella respondeu rapidamente, tentando lembrar se isso era verdade ou não. Era obvio que Jacob e Alice não se gostavam, e mesmo que Bella estivesse agradecida a Alice por mostrar-lhe a escola aquela manhã, ainda não estava pronta para escolher um lado.

– Eu lembro quando era aluno novo aqui... Da primeira vez. – Ele riu da própria piada. – Minha banda tinha acabado de se separar e eu estava perdido. Não conhecia ninguém. Seria bom ter tido alguém sem – ele olhou para Alice – segundas intenções para me mostrar como tudo funcionava.

– O que? Você não tem segundas intenções, então? – Bella disse, surpresa ao notar um tom de flerte em sua voz.

Um sorriso relaxado se abriu no rosto de Jacob. Ele ergueu uma sobrancelha e comentou:

– E pensar que eu não queria voltar por cá.

Bella corou. Ela normalmente não se envolvia com roqueiros, mas, pensando bem, nenhum deles chegou a se aproximar sua carteira da dela ou se sentara ao seu lado para depois encará-la com olhos tão belos. Jacob enfiou a Mao no bolso e tirou uma palheta preta com o número 44 impresso.

– Esse é o numero do meu quarto. Passa lá qualquer hora.

A cor da palheta não era muito diferente da cor dos olhos de Jacob, e Bella se perguntou como e quando ele mandou fazer aquela coisa, mas, antes que ela pudesse responder – e sabe-se lá o quê ela teria respondido – Alice beliscou com força o ombro de Jacob.

– Desculpe, mas não fui clara o bastante? Eu escolhi essa primeiro.


Jacob bufou e olhou diretamente para Bella quando respondeu:

– Sabe, eu achei que ainda existia uma coisa chamada livre- arbítrio. Talvez seu bichinho saiba escolher seu próprio caminho.

Bella abriu a boca para alegar que obviamente escolheria seu caminho, que era só o primeiro dia e ainda estava entendendo como as coisas funcionavam. Mas, até conseguir organizar as palavras em sua cabeça, o sinal tocou e a pequena reunião em volta da mesa de Bella se dispersou.

Os outros alunos sentaram-se nas carteiras em volta dela, e logo nem estava tão obvio que Bella estava sentada em seu lugar empertigada e atenta, de olho na porta. Esperando que

Edward aparecesse.

Pelo canto dos olhos, podia sentir Jacob olhando-a furtivamente. Bella se sentiu lisonjeada, nervosa e frustrada consigo mesma. Edward? Jacob? Ela estava nessa escola há o quê, 45 minutos? E sua cabeça já estava fazendo malabarismos entre dois garotos diferentes. O motivo dela estar nesse lugar era exatamente porque, da última vez que esteve interessada num cara, as coisas tinham acabado mal, terrivelmente erradas. Ela não devia se permitir ficar apaixonadinha (duas vezes!) já no primeiro dia de aula.

Bella olhou para Jacob, que piscou mais uma vez para ela e então tirou uma mecha de cabelo escuro dos olhos. Tirando a beleza estonteante – como se não pensasse nisso –, ele realmente parecia alguém que valia a pena conhecer. Como Bella, ainda estava se ajuntando ao lugar, embora estivesse claro que ele estivera na Sword & Cross algumas vezes. E ele estava sendo legal com ela. Bella pensou na palheta preta com o número do quarto, esperando que Jacob não saísse distribuindo aquilo à toa. Eles poderiam ser... amigos. Talvez fosse disso que precisasse. Talvez assim parasse de se sentir tão nitidamente deslocada na Sword & Cross.

Talvez assim pudesse perdoar o fato de que a única janela na sala de aula fosse do tamanho de um envelope, estivesse coberta por limo estivesse vista para um imenso mausoléu num cemitério.

Talvez assim conseguisse esquecer o cheiro de peróxido que vinha da punk oxigenada sentada na sua frente, irritando seu nariz.

Talvez assim ela fosse capaz de prestar atenção de verdade no professor sério, de bigode, que entrou marchando na sala, mandou que a turma ficasse quieta e sentada, e bateu a porta com força.

Uma pequena pontada de decepção apertou seu coração, e demorou um momento para entender de onde aquilo tinha vindo. Até o professor fechar a porta, Bella estava se agarrando a uma ponta de esperança de que Edward também estivesse na sua primeira aula.

Qual seria a aula do próximo tempo, francês? Ela olhou na sua grade de horário para ver em que sala ficava. Nesse momento um avião de papel derrapou por cima da folha, caiu da mesa e parou no chão ao lado da mochila. Ela olhou para verificar se alguém tinha percebido, mas o professor estava ocupado gastando um pedaço de giz ao escrever alguma coisa no quadro.

Bella olhou nervosamente para a esquerda. Quando seu olhar cruzou com o dele, Jacob deu outra piscadela e um aceno galante que fez com que todo seu corpo ficasse tenso. Mas ele não parecia ter visto ou ter sido que jogou a avião de papel.

– Pssssiu – sussurrou alguém atrás dele. Era Alice, que acenou com o queixo para que Bella apanhasse o avião. Ela se abaixou para alcançá-lo e viu seu nome escrito em pequenas letras pretas na asa. Seu primeiro bilhetinho!

Já está ansiosa para sair?

Mau sinal.

Ficamos nesse inferno até a hora do almoço.

Só podia ser piada. Bella checou mais uma vez a grade de horários e percebeu com horror que as três aulas daquela manha eram nessa mesma sala 1 – e que todas eram com o mesmo Sr. Cole.

Ele tinha desgrudado do quadro-negro e estava sonolentamente andando ao redor da sala. Não ouve apresentação de alunos novos, e Bella não conseguia decidir se ficava feliz por isso ou não. O Sr. Cole apenas atirou os programas sobre a mesa de cada um dos quatro novos alunos e, quando o maço grampeado caiu na frente de Bella, ela se debruçou ansiosamente para dar uma olhada. História Mundial, dizia. Contornado as desgraças da humanidade. Hummm, História sempre fora sua melhor matéria, mas contornando desgraças?

Uma olhada mais atenta ao programa foi o que bastou para perceber que Alice estava certa em relação a estar num inferno: uma carga impossível de leituras, TESTE escrito em letras grandes e em negrito em cada terceira aula, e um trabalho de trinta páginas sobre – então falando sério? – um tirano fracassado a sua escolha. Parênteses grossos tinham sido rabiscados com marcador preto em volta dos trabalhos que Bella tinha perdido nas primeiras semanas. Na margem, o Sr. Cole tinha anotado Falar comigo para a pesquisa de segunda chamada. Bella estava com medo de descobrir se existia alguma maneira mais eficiente de sugar a alma de alguém.

Pelo menos havia Alice sentada lá atrás, na fileira ao lado. Bella ficou feliz que já tivessem começado a trocar bilhetes de SOS. Ela e Callie costumavam mandar mensagens de texto escondidas uma pra a outra, mas para aguentar asse lugar Bella definitivamente teria que aprender a fazer um avião de papel. Ela arrancou uma folha de caderno e tentou usar o de Alice como modelo.

Depois de alguns minutos de um desafiador origami, outro avião pousou em sua mesa. Ela olhou novamente para Alice, que sacudiu a cabeça e lançou-lhe um revirar de olhos que dizia "você tem tento que aprender".

Bella deu de ombros se desculpando e se virou de volta para abrir o segundo bilhete.

Ah, e até ter confiança na sua mira, é melhor não mandar mensagens sobre Edward para mim. O cara atrás de você é famoso por interceptar bilhetinhos.

Bom saber. Ela nem tinha visto Laurent, o amigo de Edward, se sentou atrás dela. Agora, ela se virou discretamente em sua cadeira até ver de relances seus dreadlocks. Ela ousou dar uma olhada no caderno aberto em cima da mesa dele e leu seu nome completo: Laurent Sparks.

– Nada de bilhetinhos – disse o Sr. Cole, muito sério, fazendo com que Bella girasse a cabeça para prestar atenção. – Nada de cópia e nada de olhar o dever dos outros. Não passei pela faculdade para não receber sua completa atenção.

Bella estava assentindo junto com os outros alunos quando um terceiro avião de papel caiu no meio da sua carteira.

Só faltam 172 minutos!

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Cento e setenta e três minutos torturantes depois, Alice estava levando Bella para a lanchonete.

– O que achou? – perguntou.

– Tinha razão – disse Bella, anestesiada, ainda se recuperando de como tinha sido dolorosamente chatas as primeiras três horas de aula. – Por que alguém gostaria de ensinar uma matéria tão deprimente?

– Ah, Cole vai relaxar logo. Ele se finge se sério toda vez que tem aluno novo. De qualquer maneira – disse Alice, cutucando Bella –, podia ter sido pior. Podia ter ficado com a Srta. Tross.

Bella verificou mais uma vez seus horários.

– Tenho biologia com ela no período da tarde – comentou, sentindo seu estômago embrulhado.

Enquanto Alice gargalhava, Bella sentiu uma trombada no ombro. Era Jacob, passando por entre elas no corredor a caminho do almoço. Bella teria levado um tombo se ele não estendesse a mão para equilibrá-la.

– Cuidado aí. – Ele sorriu rapidamente em sua direção, e Bella se perguntou se o encontrão tinha sido proposital. Mas Jacob não parecia ser tão imaturo. Bella olhou para Alice para ver se ela percebera alguma coisa. Alice ergueu as sobrancelhas, quase convidando Bella a falar ela mesma, mas nenhuma das duas disse nada.

Quando atravessaram a vidraça suja que separava o corredor frio da lanchonete mais fria ainda, Alice segurou o cotovelo de Bella.

– Evite o filé de frango fito custe o que custar – avisou enquanto seguiam a multidão em meio ao ruído do refeitório. – A pizza é boa, o chilli é passável e, na verdade o borscht não é nada mau. Gosta de bolo de carne?

– Sou vegetariana – respondeu Bella. Ela estava olhando de mesa para mesa, procurando duas pessoas em particular: Edward e Jacob. Ela se sentiria mais confortável se soubesse onde estavam, para poder almoçar fingindo que não via nenhum dos dois. Mas, até agora, nem sinal...

– Vegetariana, é? – Alice franziu os lábios. – Seus pais são hippies ou é apenas uma insignificante tentativa de rebelião?

– Nenhum dos dois, eu só não...

– Gosta de carne? – Alice girou os ombros de Bella noventa graus, para que ela ficasse de frete a Edward, sentado numa mesa do outro lado salão. Bella suspirou demoradamente. Lá estava ele. – Agora, isso vale para todos os tipos de carne? – Alice cantarolou alto. – Você não gostaria de dar uma bela mordida nele?

Bella segurou Alice e a arrastou até a fila do almoço. Alice estava rindo, mas Bella sabia que estava ruborizada, o que ficava ainda mais evidente sob a luz das l6ampadas fluorescentes.

– Cala a bola, ele com certeza escutou – sussurrou ela.

Uma parte de Bella estava feliz por estar brincando sobre garotos com uma amiga. Presumindo que Alice fosse sua amiga.

Ela ainda se sentia estranha pelo que tinha acontecido nessa manhã quando viu Edward. Aquela atração por ele – ela ainda não tinha conseguido entender de onde vinha, e ainda assim ali estava mais uma vez. Ela se esforçou a desgrudar os olhos do cabelo cor de bronze dele, da linha suave do seu maxilar. Ela se recusava a ser flagrada encarando-o. E não queria dar a ele motivo para insultá-la mais uma vez.

– Que seja – zombou Alice. – Ele está tão concentrado naquele hambúrguer que não escutaria o chamado do próprio Satanás. – Ela indicou Edward, que realmente parecia intensamente concentrado em mastigar o hambúrguer. Pensando bem, parecia alguém fingindo estar intensamente concentrado em mastigar um hambúrguer.

Bella olhou para o outro lado da mesa, na direção do amigo de Edward, Laurent. Ele estava olhando diretamente para ela. Quando os dois se encararam, ele ergueu as sobrancelhas de uma maneira que Bella não conseguiu entender, mas que achou meio assustadora ainda assim.

Bella se voltou para Alice.

– Por que todo mundo nessa escola é tão esquisito?


Meus amores,

Entao gostando da fic? Eu estou achando que não, niguem deixa nenhum comentário pra mim.

Gente eu tenho muitas crises existenciais, entao eu realmente preciso que me digam o que estão pensando ( sem nenhuma pressão).

Pessoas se alguem encontrar esse livro sem ser em pdf e quiser me mandar, eu agradeceria. Estou tendo que reescrever tudo, e detalhe o livro tem mais de 400 paginas. Eu sei, vou ficar toda dura... mas espero que esteja valendo a pena o meu esfoço.

Espero voces no proximo cap. Ah. Eu vi em uma outra fic ( Um Edward em minha vida) que as autoras criaram um método bastante original, se voces não quiserem escrever, ou não tiverem tempo... e só escreverem um ponto (.) se voce achou a fic horrivel, dois se é razoavel (..), três se é boa (...), e quatro se amou(...)

Entao vcs nao tem descupas agora para não comentarem, viu?

Até o proximo

Beijinhos

S2