Família das Fichas
Declaração- Infelizmente, Reborn! Não é meu... Senão teria muito, muito mais yaoi. Ainda bem que a autora original é mulher.
Descrição: Fic de fichas! Você é uma fanficher, só que não encontra muitas dessas fics por aqui? Acha chato quando acaba de fazer uma ficha e quer mais? Entra para ver! Yaoi ou Hetero, ou os 2... Vamos decidir!
Abely- Choise! - Roda aquele negócio cilindrico e dourado. - E deuuuu... ! o-o Sky (Não vou falar o nome do Boss da Família ainda. Leiam!), que chama é essa?
Sky- Tempestade.
Abely- Heee! Vamos lá para a sala de comando-geral! E gente, não fiquem tristes. Foi o destino que escolheu...
Sky- Sim, ela escreveu os elementos em papéis e foi sorteando. Menos o Céu, que será o último.
Abely- Sky, fique quieto e não dá spoiler. Vamos, Kou-chan! Deixe sua Mama orgulhosa, quer onde ela esteja te vendo... - Apanha de novo.
Kou- Si! - Vai para o cômodo de vídeo.
Capítulo 1 - A Guardiã da chama que destrói todo mal ao seu caminho.
- Aqui é um ótimo lugar, Boss! - Uma garota de 14 anos deixou cair as malas no chão, impressionada.
- Sim. Como nosso Perla (N/A: De acordo com o tradutor, Pérola) se encontra aqui no Japão, decidi fazer uma residência para podermos avaliá-los melhor. - Disse um rapaz mais alto que ela, pegando a chave e abrindo o grandioso portão da frente, feito todo de madeira, em volta, grandes muros de cor amarelo-claro.
- Não creio que o Padroncino (N/a: De acordo com o tradutor, Pequeno Mestre) tenha dado tanto dinheiro assim só para nos instalar. - Demorou um pouco para entrar porque teve que pegar novamente as malas que havia soltado, e quando pisou no caminho de pedras - elas davam até a entrada da casa -, ficou novamente estupefada. - Gran Dio! (N/a: Grande Deus)
- Meu irmãozinho concordou em nos dar essa grande residência, tanto pelo fato que mais pessoas logo irão se juntar a nós... - Ele tirou os sapatos e pediu para a pequena fazer o mesmo. - e também porque eu disse: Para compensar por não ser o escolhido de proteger o Perla, eu te enviarei uma lembrancinha quando chegar ao Japão.
- ... Ah... - Kou não se mostrou tão surpresa ao ouvir o resto da frase. - Como sempre, Boss é um persuador nato.
- Aquele mão-de-vaca queria que morassemos em um apartamento pequeno... - Apertou a palma da mão com força, olhando sério para algum ponto qualquer. - Ainda bem que dei ordens para o Giovvane melhorar o caráter del-
- Seja muito bem-vindo, Boss! - Repentinamente, no cômodo amplo da sala principal, os dois récem chegados viram filas humanas horizontais, japoneses e poucos italianos, abaixados em forma de reverência. O Décimo Chefe da Família Protezione até esqueceu do que ia falar em seguida.
- A-ano... - Fechou lentamente os olhos e respirou fundo. Falava bem japonês, porém 'estar' na frente dos novos empregados era um tanto... desconfortável. - Obrigado por essa recepção calorosa. Entretanto estou um pouco confuso, porque pensei que não teria ninguém aqui...
- Boss, o Mordomo e assistênte do pequeno mestre da Itália mandou entregar isso. - Um italiano entregou um envelope com o Emblema da Família: Uma ostra rodeada por muitas faixas, parecendo abraça-la.
- Arigatou. - Pigarreou quando Kaoru riu baixo; seu sotaque era muito brasileiro quando dizia as coisas mais simples.
" Caro Boss...
Aqui quem escreve é seu fiel servo Giovvane [...] (Resolveu pular as devidas apresentações), que deseja ter chegado bem. No tempo livre que tive nesses dois meses, tomei a liberdade de escolher com muita preucação os empregados da Casa Principal do Japão, enquanto Ivan ( O Boss pensou no irmão de seu grande amigo, que cuidou dele desde pequeno) selecionou empregados japoneses. Espero que goste da surpresa. De seu humilde servo, Giovvane".
- Ah, então foi o Giovvane? Que ótimo! Já não aguento mais carregar essas malas! - Ela entregou seus pertences a uma das mulheres que tinham se aproximado para levá-las para os respectivos quartos, e arrumá-los.
- Sim, sim. Mas parece que Ivan teve mais trabalho por aqui. Como se chama?
- Me chamo Gregório, Boss.
- Certo, peça para prepararem um jantar para nós, por favor. De acordo, Kao-chan? - Sorriu para a Guardiã, se espreguiçando.
- Hai, seria ótimo. - Disse.
- Isso não será preciso, Boss. O jantar está pronto, e será servido no cômodo ao lado. Queira acompanhar-nos... - O italiano fez sinal aos outros empregados, que se espalharam e sumiram rapidamente.
- Me diga Gregório, por acaso você também é um ninja contratado? Que energia tem eles... - Riu, dando de cara com uma sala de jantar incrivelmente decorada. Tinha telas de Sakuras espalhadas por todas as paredes, ricamente feitas.
- Ahhh, é tudo tão lindo! Exatamente, ou melhor, do que imaginei!
- Sim. E essa será a casa em que a nova geração será formada... – O Boss se sentou naqueles 'puffis' no chão e inclinou a cabeça, fechando levemente os olhos cansados. Gamberini Kaoru sorriu ligeiramente, indo do outro lado da mesa e sentando também. Ouviu cochichos de alguns servos do lado de fora do cômodo e se virou para eles.
- " Oh, parecem um lindo casal..."
- " Então aquela garota será a esposa do Boss?"
- " Com aquele corp- Ai!"
- "Não diga coisas assim! São sentimentos que contam!"
- Kao-chan? Algum problema? - Os olhos sonolentos e alheios a aquelas vozes miraram a garota, que parecia emitir uma aura assustadoramente grandiosa e vermelha de... raiva.
- ESCUTEM AQUI! - Ela arrastou a porta de pano com violância, fazendo todos se assustarem, menos o Boss. Ele estava acostumado com os ataques dela, mesmo a tendo vista algumas vezes na Itália. - EU SOU UMA GUARDIÃ DO BOSS, OUVIRAM? NÃO IREI SER A ESPOSA DELE! NEM TENHO IDADE PARA ISSO! E QUERO DEIXAR ISSO BEM CLARO! EU-NÃO-FAÇO-UM-PAR-LINDO-COM-O-BOSS!
- ... - Parecia uma cena trágica paralisada. Bem quando o urso faminto vai devorar alguns aldeões encurralados. Os servos nem se moviam ou emitiam som.
- Ahn... - Ouviram o rapaz e todos se voltaram para ele, que mais parecia ter bocejado. - Que bom que terminou com essa fofoca rápido, Kou-chan. Agora, vamos comer. Estou faminto.
- ... Hai, Boss. - Fechou a porta, com um tanto de raiva ainda, e voltou ao seu lugar. Odiava quando havia várias pessoas num local, mas parecia que todos queriam ver cada movimento deles. Sentia a presença dos novos trabalhadores, aliás, via as sombras deles na porta de tecido. Além do mais, já passara de cinco horas sem se alimentar. Estava com fome...
AbelyAbelyAbely
- Então... - Kaoru estava na frente de alunos, todos vestidos com o uniforme do colégio Namimori, que faziam cochichos sobre sua pessoa. Conseguiu ouvir a conversa de duas amigas: " Mas olha só, que corpo vulgar a garota tem! Odiei o cabelo dela, não combina". Já na parte dos meninos... O esperado. Pensavam que seu corpo era 'muito desenvolvido' para sua idade tenra de treze anos. - Me chamo Gamberini Kaoru. Sou italiana e gosto de Vôlei e música.
- Certo. Pode sentar naquele acento próximo a janela, Kaoru-san. - O professor disse, tranquilo. Logo começou a colocar fórmulas na lousa. Ótimo, Matémática.
A morena de cabelos que atingiam até um palmo abaixo dos ombros suspirou, enquanto se acomodava na carteira. Tudo ali era desconfortável... Não gostava daquele amontoado de olhos negros olhando-a de lado, não gostava da matéria e por fim, não gostava daquele uniforme. Beje não combinava com ela, nem saia xadrez. Tentou pensar positivo; pelo menos estava servindo direito, já que o Boss teve a bondade de comprar para ela e as outras guardiãs, por encomenda, aquelas roupas. Além disso poderia usar seus dois queridos colares de ouro e prata, sua pulseira de prata, fina, e seus dois anéis de prata. Um mais simples, já o outro mais estiloso e morderno.
Os pingos de chuva começaram a se fazer presentes, indo lentamente para o chão, para o topo do prédio e também nas janelas das salas de aula. Alguns fizeram cara feia, pois não tinham guarda-chuvas. Outros nem ligaram. Já a italiana...
- Pioggia... - Sussurou "Chuva", em sua língua natal. Gostava também quando chovia, afinal, a água era sua inspiração. Esquisito pensar naquilo, afinal, era a Guardiã da Tempestade da Família Protezione. Se bem que, de acordo com o seu chefe, esses dois elementos na maioria das vezes entravam em discussões pequenas, porém eram sempre muito chegados. Devia ser por isso que sempre lhe vinha inspiração quando chovia. Deixou um pouco as anotações de lado e começou a rabiscar algumas palavras no caderno. Não se continha quando a inspiração vinha.
Na hora do terminio das aulas, ela viu muitos colegas e outros - sempais e kouhais - olhando para o céu, querendo que aquilo passasse logo para poderem voltar para casa secos. Bobagem.
- Mas que porcaria de chuva! - Ouviu alguém.
- Se estão com tanta pressa, coloque a bolsa em cima da cabeça e corra. Tudo bem se acabar molhado - afinal, é só água.
Antes que o outro respondesse, Kaoru andou apressadamente para fora do colégio, pulando para não pegar nas possas d'agua e aproveitando o momento. Não era forte, estava até bem fraquinha, quase uma garoa. Quando passou pelo portão da escola, não sentia mais as gotinhas geladas. Mas via elas cairem na calçada; somente nela não a tocavam. Por quê?
- Ahaha! - Ouviu uma risada engraçada atrás de si. Não era de zombeira, era na verdade... Engraçada... - Você deve gostar mesmo de água! - Virou-se e se deparou com um garoto maior. Devia ser do segundo ano, pela altura e casaco. - Mas se não cuidar de sua saúde, pode pegar uma Pneumonia!
- Eu não fico doente fácil. - Resmungou, apesar de ter falado alto. Voltou a olhar para frente e, diferente de antes, passou a caminhar com mais calma e reto, querendo sair da vista daquele ser estraga-prazeres. O que não deu certo.
- Espere um pouco! - Ainda risonho, apertou o passo para segui-la. - Você não tem um guarda-chuva, certo? Que tal eu te levar para casa?
- Não, obrigada. - Continuou seu rumo, passando a ser veloz. - Eu me viro bem sozinha!
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- Obrigado. - Sato (Sky) agradeceu uma das empregadas e entregou a mala escolar. - Aliás, onde está Kou-san?
- Ela... Bem, meu senhor... Nós tentamos avisar, mas ela... A Kaoru-san não quer sair debaixo da chuva! Ela disse que iria treinar, nós insistimos que ela fosse para a área do dojo da casa, mas ela não nos ouviu!
- Ah, entendo. Fique calma e vá preparar um chá, certo? - Sorrindo, foi em direção da varanda que rodeava toda a casa, de onde podia ver toda a parte do jardim de onde se encontrava. Nada. Continuou o seu trajeto até que ouviu o som da lâmina cortar o ar. - Boa tarde, Kou-san.
- Ahhhhh! - Movia sua arma, que era um Bizento com um laço vermelho enrolado no cabo, de forma veloz. Aquilo era incrível, dado pelo tamanho da face cortante e o peso que devia ter. A menina de quatorze anos estava totalmente molhada, da cabeça aos pés, usando seu uniforme de treino vermelho - que tinha ficado mais para o tom vinho. - Boa tarde, Boss!
- Venha para dentro, você está mais molhada que a chuva. - Fez um movimento com a mão, puxando a porta e inclinando a cabeça para o lado. - Mandei esquentar um chá para se aquecer.
- Uhn... - Tinha parado com o treino e feito uma reverencia para o outro, plantada no meio do jardim. Não gostava de ser interrompida nos treinos, Sato sabia disso... Então, para ele estar a chamando devia ser algo bem importante mesmo. - Certo, Boss.
Após Kaoru ter ido se trocar e ambos sentarem em volta de uma mesinha, tomaram um pouco daquilo.
- Desculpe interromper seu treinamento. - Disse finalmente o mais velho, olhando para ela. - Sabia que tem um dojo do outro lada da casa?
- Hai, Boss. Uma das empregadas me disse.
- Então, por que não foi para lá? Pensei que já tinha superado essa fase, Kaoru-san... - Suspirou, sorvendo outro gole.
- A chuva até que está fina, e eu senti necessidade de treinar em um local mais amplo, Boss.
- Hum. - Olhou no fundo daqueles olhos verdes, bem diferente dos seus, demonstrando um olhar de irritação. Aquela cor de verde-musgo não combinava em nada com a personalidade da sua guardiã. - Me diga, aquilo que aconteceu na escola realmente de deixou tão desconcertada assim?
- ... - Ficou quieta. Normalmente pessoas normais perguntariam: " O que aconteceu hoje?", ou "Qual é o problema?". Mas o Boss não. Era como se ele sempre estivesse um passo a frente, e tendo total noção do problema, ia direto ao ponto. - C-como sabe? Me viu hoje quando eu saia?
- Não, não cheguei a te ver. - Pegou o bule e reabasteceu sua xícara. - Lembra que eu irei ficar até mais tarde, indo ao clube de pintura?
- Então, como? Como o Boss sempre sabe de tudo?
- Ahaha, não, eu não sei de tudo Kou-san. - Sorriu novamente, entretanto notou a posição mais rígida que a outra tomou. - Hum... Então, é um garoto?
- Boss! - Ficou ligeiramente desconcertada, mas logo ficando quieta.
- Ah, você sabe, Kou-san... Eu sou bom em notar as reações das pessoas. E ao que me indica, foi um garoto sim.
- Hunf, como se um idiota como ele fosse me afetar... - Resmungou, acabando de tomar seu chá com um gole.
- Ah, está lhe afetando um pouco sim. - Se levantou, desativando o alarme do celular. - Tenho que ir cuidar dos papéis, Kou-san. - Virou o corpo, andando em direção a saída. - Mas pegue leve no treino, entendeu? Não quero saber que você acabou gripada por causa de um descuido desses.- Sutilmente, desapareceu das vistas dela.
- Han, eu não iria ficar gripada tão depressa... - Levantou novamente e foi pegar a sua querida arma, indo treinar no tal dojo.
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Kou-san encostou na árvore perto da pista de corrida, da gincana escolar da escola Namimori, respirando rapidamente. Seu time tinha ganho a prova anterior, entretanto estavam empatados com o time B. Se completassem a próxima prova, ganhariam. Apesar do time adversário ter uma sorte estranha, levando em conta os idiotas e os inúteis que continha - Ryohei, Gokudera e Tsuna-, estava empenhada em ganhar aquilo.
O Boss estava no time C, outro time adversário. Ele não parecia estar querendo ganhar, talvez porque o sol estava muito quente, além disso era algo bem inútil. Então ela teria que mostrar que era capaz de levar seu time a vitória!
- Muito bem, todos aos seus postos! A última prova será uma corrida de três pernas! - Anunciou o professor.
Teriam que correr em duplas? Ótimo, pensou irônica. Analisou todos do time; os melhores corredores tinham se cansado nas provas de corrida de bastão e salto, o resto era inútil... E também tinha o idiota.
- Hahaha! Parece que vamos correr juntos! Prazer, sou Yamamoto Takeshi! - Estendeu a mão, que foi retribuida. - Vamos nos esforçar juntos!
- Prazer, sou Gamberini Kaoru. Fique sabendo que é melhor nós ganharmos, e se perdermos será por sua culpa! Mas, como serei eu a correr, é pouco provavel a derrota. - Cruzou os braços, enquanto via os outros chegarem.
- Ahahaha, é? - O que ele era? Um idiota completo para ficar rindo daquele jeito? - Não se preocupe, Kaoru-san! Eu sou bom em corridas e em baseiball também!
- Ótimo, se concentra. - Tomaram suas posições. De um lado, Ryohei e Gokudera, do outro, Sato e algum garoto com cara de mimado. E então BAM! foi dado a largada! E então a competição acabou com a vitória do time B!
- Ótimo trabalho, Kaoru-san! - Ofegava, fazendo um positivo com a mão e sorrindo meigamente para ela. Pegou o troféu que lhes era entregue e foi elevado, assim como ela, pela onda de alunos contentes. - Ah, você é aquela menina na chuva, não é?
- Sim. - Simplesmente disse, localizando o Boss. Este sorriu e tirou uma foto escondido, para se lembrar daquele momento. Sabia que a garota com corpo mais desenvolvido para a idade ficaria um tanto incomodada se fosse posar. - Bom trabalho, senpai!
- Ah, em que série você está? - Foram deixados no chão e continuaram com a conversa. Takeshi queria saber a classe dela para visitar nos intervalos...
- ... Eu estou no último ano do fundamental. - Disse séria, já preparada para aqueles comentários de desagradáveis sempre.
- Ah, e já corre assim? - Continuava a sorrir. - Impressionante, Kaoru-san!
... Ele era realmente um idiota, ou um cara bem legal. Mas tolo soava melhor.
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Estava reunida numa grande sala da casa, junto com todos os outros guardiões, em pé. Analisava - ao lado da Guardiã da Chuva - os guardiões recém chegados e acolhidos na casa, perguntando internamente se aceitar eles seria uma ideia segura. Fitou as órbes azuis e cristalinas da Guardiã mais velha, Ophelia, e experiênte ao seu lado, vendo o mesmo rosto sério e indecifrável de sempre. Aquilo era um sinal bom, logo, relaxou o corpo e sentou finalmente na mesa retangular central.
- Como você está, Kaoru-chan? Faz tempo que não nos vemos! - Tentou puxar conversa com a Guardiã da Nuvem, que tímida como era, batia o dedo indicador na madeira, reproduzindo uma música qualquer.
- Estou muito bem, Kou-san! - Sorriu, parando com o movimento e juntando as mãos para descansarem, fazendo-as desaparecem por debaixo da mesa. - Ouvi dizer que pegou um resfriado alguns dias atrás... Está tudo bem agora? - Inclinou a cabeça, preocupada.
- Sim, sim... Parece que andam fofocando muito de mim, nee? - Alicia, a Guardiã do Trovão, sentou um olhar tenebroso sobre si e olhou para o lado, bem quando estava terminando de comer seu décimo primeiro palitinho doce.
- Ahhh~ - Começou manhosamente a pequena. - Desculpe, mas escapou maninha Kou-Rou! - Logo, Alicia conseguiu o que queria: Todas as garotas - menos Ophelia -, se glomeraram ao redor da baixinha de quinze anos e ficaram paparicando a mesma.
- Ahh! Uma gracinha! Faz essa carinha de novo, Ali-chan! - Kou abraçou a menor e um ano mais velha. Odiava admitir, porém na maior parte das vezes caia naquele truque.
- Isso foi mais fofo que os coelhos e tigres do circo, COEJOS! - Coneo, a guardiã do Sol gritou.
- Tome alguns biscoitos, Alicia-san! - A Kaoru e Sarah, que tinha e materializado para perto do grupo, começaram a dar os docinhos na boca da menina. A ideia foi aceita por todos e logo começaram a imitar as duas.
- Parem com isso, AGORA! - Ophelia gritou, logo todas se calaram e olharam para esta. - Mas que bagunça! - Olhou feio para Alicia, que se encolheu nos braços das duas Kaoru's. Iria iniciar um belo e tedioso sermão, isso se o Boss não tivesse entrado...
- Boa tarde, pessoal, desculpem-me o atraso, é que... O que? - Sato parou na porta, vendo o que parecia uma cena congelada no ar; todas estavam avançando contra a Alicia com algum alimento açucarado e bonitinho na mão.
- ... Mas que droga é essa? - Sem delicadeza alguma, Pablo, saiu de trás do Chefe - empurrando este para o lado e viu melhor aquilo.
- Ah, Pablo-kun... Se controle. Por favor, todos sentados. Tenho algo muito importante para falar a todos. E como por mágica, tudo estava e volta a harmonia. Até Alicia tinha adquirido uma postura melhor, o que era bastante raro.
" Vou começar pela razão que me levou a formar tão cedo minha Família. Meu avô, o antigo Boss, morreu cinco meses passados - honrando nossa tradição de proteger o Boss Vongola até o último suspiro. Nesse meio tempo, eu e meu irmão mais velho travamos uma batalha pelo título da Família Protezione, e só recentemente soubemos a resposta."
- Por que demoraram tanto para anunciarem? - Pablo interrompeu, curioso. Um mês talvez seria o básico, mas cinco!
- Ambos ficamos muito feridos naquela luta. - Coçou a cabeça, evitando o olhar do mais novo membro. - Os guardiões da antiga geração esperavam nossa recuperação para nomearem oficialmente, pois poderiamos ficar com sequelas irreversíveis ou morrer.
- Ah... Certo... - Pablo olhou para o meio da mesa, pensativo. As meninas pararam de fitar ele e voltaram a total atenção para o chefe.
" Por isso, agora chegou a minha vez de proteger a Família Vongola. Eu perguntei antes de vocês, como meus amigos e minha família, queriam me acompanhar nessa guarda tão pesada... E quando eu terminar, vou perguntar de novo. Por isso, essa será a última chance de desistirem."
Com isso, usando um controle, Sato fez a sala ficar escura e um monitor gigante aparecer na parede. Passou todas as informações e vídeos dos integrantes da jovem família do Décimo Vongola, feita pelo seu primo Leandre, da Família Gli Occhi. Talvez por isso uma foto de quando o chefe era pequeno e dormia no berço tinha aparecido misteriosamente ali. Acalmado os animos de todos, retomou.
" A Família Protezione começou e ainda é uma organização que visa proteger somente a Vongola, auxiliando-a de modo quase anônimo. De certa forma, meu avô e o Nono Vongola talvez só se viram duas vezes em toda a vida, e creio que nem ele tenha conhecimento de nós. Em toda a história, houveram guardiões que morreram completando suas missões, e todos temos muito orgulho deles..."
- É? Ter orgulho de ter nomeado pessoas como guarda-costas e feito elas protegerem com a vida uns caras que nem sequer conheciam direito? - Sato podia sentir a aura irritada do Pablo e de Kou-san, que desejava mais do que nunca arrancar a cabeça de alguém.
- Pablo-kun, é claro que meus antecessores se preocupavam muito com seus guardiões... - Notou o menino fazer uma expressão que poderia ser traduzida como "É? Não me parece tanto assim". - ... E eu também. Saiba que em algumas gerações, às vezes a Família era somente integrada por três ou dois guardiões, entretanto eles estavam determinados a proteger e dar forças... A Família mais promissora e que representaria o melhor do nosso futuro. Vongola.
- Hunf... - Descruzou os braços lentamente, se calando.
- Mas que menino idiota... - Começou Kou-san, querendo torcer aquele pescocinho.
- É, se é um covarde pode sair fora... Ninguém liga se não nos acompanhar. - Coneo completou, olhando de lado para a Tempestade e ambas sorriram.
- Não estou obrigando ninguém... - Tocou levemente no ombro do Guardião, mas logo retirando pelo outro se esquivar. - Mas gostaria muito que fizesse parte, Pablo-kun. E também, ficarei muito agradecido pelos que aceitarem me acompanhar. E serão todos, de minha eterna gratidão e confiança. - Sorriu, mas logo adotou um tom sério novamente. - Então, quem está comigo?
- Eu, Boss! - Todas levantaram os braços. Até Pablo.
- Dentre os guardiões da Vongola, tem um amigo de infância meu... Tá certo, vou fazer parte disso. - Disse por fim o guardião do elemento do Gelo, se retirando de imediato. Estava com sono e precisava muito dormir. Kou-san quase foi atrás do moleque e ensinar alguma educação para ele, mas foi impedida pela Ophelia e Sato.
AbelyAbelyAbely
- Não consigo acreditar que ele faz parte da Vongola... - Sussurava a morena, enquanto mechia em um de seus colares de prata, distraida em direção do colégio. Na foto, ele não parecia ser tão bobo assim...
- Realmente. Squaaaalo-chan seria um Guardião da Chuva muito melhor... - Alicia, a única garota de cabelo curto começou, se envolvendo em sonhos junto ao albino de cabelo longo e liso.- Sinto tanta saudade de puxar aquele cabelo...
- Não acredito que continua sendo assim, Alicia-chan... - Sarah gostaria de aconselhar a menor a ser menos infantil, ainda mais na frente do membro da Varia, entretanto ficou quieta ao ser ameaçada com uma carinha de choro.
- Ahahaha! Que dia lindo para um COELHO! - Coneo gritou para o céu, pulando com a mochila fina que trazia nas costas.
- Aliás, alguém viu o Pablo-kun? - Sarah, a guardiã da Névoa Protezio, olhou ao redor.
- Ele deve estar cabulando aula, bem no primeiro dia dele. Vai saber, é um menino. - Kou respondeu de imediato, preferindo o guardião exclusivo ficasse bem longe delas.
- Sim! Também prefiro assim! - A pequena e fofa Alicia disse. Afinal, a posição de pessoa de baixa estatura, fofa, peste e infantil era dela. Aquele afeminado só iria trazer problemas. Pelo menos para a 'princesa'.
- Eu acho que devemos trazer ele com a força do COELHO! - A albina pulou, dessa vez, fazendo parte da calcinha aparecer...
- Idiota vulgar. - Ophelia apareceu repentinamente, pegando com os longos braços a menor no ar e colocando a mesma no chão, arrumando a saia desta. - Pelo menos coloque um shorts por baixo. Quer desonrar o nome da Família com essa sua atitude? - Os olhos azuis como a água gelada dos polos deixou todos um pouco surpresos.
- É que eu não gosto de shorts! - Coneo tentou explicar, mas recebeu um tapinha na cabeça. - Ai! Mas isso não doeu nada, juro pelo Coelho!
- Porém irá doer, e muito, se eu te ver pulando só de saia...
- Certo, certo... Ordem. - Sato apareceu ofegante, puxando Pablo pelo braço. Estivera tentando acordar, arrumar e convencer o garoto a ir no horário certo de aula. Parou para reabastecer os pulmões de ar, e foi quando o sinal bateu. - Então, que tal todos nos encontrarmos no terraço?
- Ótimo local, Boss! - Kou-chan falou de imediato. Sato desejou boas aulas para as mais novas, já que não eram do mesmo ano. Logo, ele foi para a classe do terceiro escoltado pelas Ophelia e Sarah - afinal, elas também eram de sua classe.
- Ahahaah! Kaoru-san! Que coincidencia a encontrar por aqui! - Uma figura de cabelo preto e arrepiado se aproximou, após deixar Gokudera levar a força Tsuna para classe, afim de entrarem antes do professor.
- Olá, senpai. - Cumprimentou, andando.
- Aquelas meninas eram suas amigas? Parecem se dar muito bem! - Continuava a sorrir. Qual era a dele, afinal?
- N-Sim! São, são. - Gostaria de declarar que eram uma Família também, mas não poderia revelar o nome ou quem eram realmente. - Então, vamos logo entrar, senpai. Ou vamos nos atrasar.
- Ahaaha! É verdade! Bem, nos vemos pelos corredores, Kaoru-san!
- Tá, nee... - Viu aquela corrida de pessoa feliz e boba. - Deprimente... –Balançou a cabeça.
AbelyAbelyAbely
Era um dia ensolarado na Itália, e dias assim não eram bons para treinar por causa da elevada temperatura. Nenhuma nuvem era vista no céu. Onde se encontrava era uma vasta pista de grama, longe de tudo. A menina menor se movia com grande velocidade, porém ainda não dominava muito bem a técnica de correr e às vezes acabava no chão. Correr nas plantas molhadas pelo dia anterior não era muito sábio.
Do alto de um poste fino, instalado recentemente ali, um adulto jogava aviões de papel colorido, outras vezes eram origamis em forma de pássaro (Estes eram os mais difíceis de pegar). O jogo era assim: A moreninha tinha que usar a força e velocidade do próprio corpo para pegar todos que ele lançasse no ar, isso antes de encostar no chão. Em sua mão, um leque vermelho com chamas vermelhas estava redirecionando o vento.
O mestre e aprendiz continuaram ali até o pôr-do-sol na terra, e nesse dado momento, a pequena já estava semi-desmaiada no chão, segurando fracamente algumas cestas onde guardara seus alvos. O adulto desceu do poste com leveza, e se aproximou dela. Tinha agüentado melhor do que todos os outros, evidente, e o resultado era... promissor. Cinquenta e dois aviões azuis ( Pontos 5), trinta aviões amarelos (Pontos 3) e dez origamis (Pontos 10). Olhou para a sua cesta com origamis recolhidos e que sua aluna não pegara, de número aproximado de cinquenta e poucos.
- Seu pai vai gostar de saber que melhorou no treinamento de velocidade com o vento. – Jogou água no rosto dela, que reagiu instantaneamente.
- ... Gasp! – Sentou-se. – Meu pai vai ficar decepcionado em saber que eu só consegui evoluir para pegar dois origamis a mais que o normal. – Resmungou, lembrando da fisionomia violenta e grossa do guardião do Sol.
- Joshua é um homem insatisfeito por natureza. – O companheiro de batalhas sussurou, guardando sua arma. – Venha, todos devem estar voltando para a mansão para um belo jantar.
- Sim, mestre.
Depois, a imagem mudou para um dia de chuva, anos depois daquilo. Já conseguia carregar sua arma enorme e afiada com dois braços, pelo cabo da mesma. Se empenhava melhor por estar sentindo o cheiro refrescante no ar, entretanto, aquele mesmo ficou azedo quando visualizou seu pai passando pelo corredor, olhando e reprovando aqueles ataques de iniciante. Kou-san lembrou ter se sentido totalmente desmotivada naquele dia, e como era de se esperar, trancou-se no quarto com uma foto da falecida mãe.
" Você matou sua mãe!"
- Não, não matei... – Levou aos ouvidos as mãos pequenas, atormentada pelas palavras dele. – Não matei...
Nesses momentos, sempre agia como uma criança fraca e pobre, iludida. Então, conheceu o Boss.
- Este será o próximo chefe da Família. – Disse seu mestre, indicando um garotinho de olhar sério. Não era frio, apenas sério... parecia analisar a pequena Kaoru completamente, mas não se incomodava com aquilo.
- Me chamo Sato. E você? – O sotaque denunciava que estava aprendendo italiano.
- Me chamo Kaoru. Gamberini Kaoru. Irei servi-lo como uma de seus guardiões, Boschan. – Disse, em tom decidido. Aquela era sua meta.
- Irei precisar de você no futuro. – Sorriu, e aquilo pareceu trazer paz a Kou-san, se lembrava perfeitamente desse dia. Foi quando começou a mudar sua atitude, parando de se lamentar e sendo ainda mais determinada. Foi há muito tempo.
AbelyAbelyAbely
- Então, vim aqui porque me pareceu que você estava febril. – Declarou Sato, no meio da noite, vestindo um roupão laranja claro, que estava relativamente aberto, mostrando seu pijama com estampa de carneirinho.
- Me desculpe por preocupar o Boss, eu... – Kou estava sentada na cama, semi-descoberta, revelando seu pijama, sendo um shorts e regata de seda e azul bebê.
- Eu me preocupo com todas as minhas guardiãs. E preciso saber quando elas ou eles estão desconfortáveis, para ajudá-los. Somos uma Família agora. Sempre fomos. – Relembrou de ambos terem se conhecido bem pequenos.
- Sim, Boss... – No fim, acabou contando seus Flashs de memória enquanto sonhava, e Sato abraçava Kou-san de maneira quase maternal (Apesar de ser homem). Do lado de fora, Ophelia estava segurando a caneca de leite dele, fumegante, esperando...
AbelyAbelyAbely
- Agora, explica mais uma vez... – Kou se encontrava junto com Alicia e Sarah, as mais caseiras da Família. Kaoru-san, a mais velha e alta, estava junto com a banda, motivo de não estar ali. – vocês vão mesmo ficar por aqui?
- Mas é claro! – Sawako, a guardiã da chama do Trovão de Montagna, estava na cozinha fazendo bolinhos de chuva. Mais uma vencida pelo olhar de princesa e pidona de Alicia, que ficava de um lado ao outro, feliz do jeito que era. – O seu Boss permitiu, não permitiu?
- Nós podemos cuidar dos Vongola sozinhas, obrigada.
- Não é questão de potência, é questão de união. – A garota brasileira tinha prendido seu longo cabelo castanho-escuro num coque, para evitar do cabelo cair na massa. E também para Alicia não ficar pendurada nela, parecia que a pequena tinha um fetiche por cabelos longos e sedosos. Os olhos esverdeados estavam atentos ao que preparava, com as mãos brancas batendo o alimento.
- Hm... Diz isso a garota que fugiu de casa porque não se dava bem com seu pai.
- Tive minhas razões. – Acrescentou, pensando que talvez não fora bom contar parte de seu passado... Entretanto, respondeu como cozinhava e limpava em tão tenra idade, sendo ensinada pelos seus falecidos avós, para conseguir sobreviver. Uma vez teve um mini-apartamento, próximo a casa dos avós onde ia de vez em quando, limpar. Entretanto, desde que se aliara a Família, passava pouco tempo ali. Talvez devesse vender para comprar mais malas, e ter dinheiro para ir a antiga casa. – Além disso, este lugar é grande o suficiente para empregados e visitantes.
- Realmente, o terreno tem em torno de - E lá foi Sarah dando informações.
- Está bem, está bem. Mas não gosto daquele casal 'dark'; uma se parece a cópia feminina daquele presidente do Comitê Disciplinar, e o outro... Um lunático? Psicopata? Ainda me lembro de como ele agiu na Guerra de Bolas de Neve, no Natal. (Vide Especial de Natal.)
Todas ficaram quietas e sentiram um arrepio na espinha. Menos Sawako, se importando apenas com seus bolinhos.
- Aquilo foi tenso, sério. – Kou-san deixou o copo na mesa, metade de água cheio.
- Quero bolinho! Bolinho! – Alicia agora grudava na maior, apesar de ser dois anos mais velha que a guardiã Montagna, agia como mimada.
- A-ahh! – Quase desequilibrava, levando o recipiente junto. – Alguém!
- Alicia, que tal jogar Paintball? – Sarah levantou, andando até a sala.
- Paintball! – Correu até o próximo cômodo.
- Desde quando temos Paintball de mesa? – Kou-san olhou para a guardiã da Névoa, que sorriu em retribuição, levando um dedo até a boca para pedir segredo.
- Hum... – Maligna. As duas pensaram.
AbelyAbelyAbelyMaho
- Takeshi-sempai! - Correu velozmente, ainda que a arma lhe pessasse muito, disferiu um golpe para frente do japonês, italiano e para o japonês menor. Assim, conseguiu deter as pequenas bombas que tinham sido lançadas contra eles, e ao mesmo tempo, danificando parte de sua arma.
- Névoa! Distraia o polvo e o anão! - Coneo pulou para perto também, afim de ajudar a Vongola.
- O-o-o-o queeeê? M-mas como? - A figura pequena de criança vestida de motoqueiro roxo, com um capacete maior que o corpo estava confuso. De onde tinham brotado aquelas meninas?
- Nani? Quem são elas? - Tsuna logo foi de encontro ao chão firme, caindo ali pateticamente.
- Yo! Veio em boa hora! - Yamamoto viu a garota jogar Gokudera de qualquer jeito para trás, assim como fizera ao Sawada.
- Como está indo com o polvo, Névoa? - Kaoru gritou, retirando a corda de emergência o mais rápido que podia.
- Está tudo bem! - A ilusionista Sarah disse, conseguindo fazer o animal retroceder assustado assim como o Arcobaleno da Nuvem. Como ambos tinham uma capacidade minima para lidar com ilusões, a guardiã conseguiu dominar a situação completamente.
Assim, conseguiram salvar os membros da jovem Vongola...
- Ano... Muito obrigado por nos salvarem novamente! - Tsuna se colocou na frente dos outros dois. E logo, estava no chão, porque Reborn acertara em cheio as costas dele. - Reborn!
- Ciaossu. - Cumprimentou, mas quando voltou a olhar para onde as garotas deviam estar, tinham desaparecido. - Hunf, que pena... desapareceram.
- Ah, é verdade! Elas são rápidas, não são? - Takeshi continuava a olhar para o local de grama pisada, sorrindo como um bobo. Entretanto, não era qualquer sorriso bobo que estava expressando... Era como se tivesse notado algo a mais em uma delas...
- Ei, maníaco do baseball! Venha logo! - Hayato o trouxe de volta a realidade, enquanto o grupo caminhava de volta para casa.
AbelyAbelyAbely
- Kaoru-san... - A garota mais velha focou os olhos cinzentos na guardiã da Tempestade.
- Sim? - Disse com um quase tom de resmungo, retirando o lenço de sua arma - pois tinha se sujado de lama por causa do Perla da Família Vongola. Ela usava uma máscara que cobria do nariz até os olhos somente, vermelho e no formado de um falcão. O bico de tom carmesim cobria a ponta do nariz dela, enquanto do resto, formava desenho de penas de um tom avermelhado vivo.
- O Yamamoto-kun... Acho que ele notou alguma coisa... - Sussurou, incerta. Sarah também usava uma.
- Se ele notou, então nó-! - Coneo foi calada rapidamente, sendo que as outras olharam em volta por alguns minutos, antes de soltá-la.
- Fale baixo, criatura... - Murmurou, pegando novamente no seu bisento. - Vamos, antes que alguém chegue. E Sarah, duvido que aquele adorador lunático do baseball possa notar algo, para começar.
- Se você diz... - Concluiu, seguindo a outra.
- Ei, Sa-chan - Sussurrou Coneo ao lado da maior. - Como Kao-chan sabe tanto sobre o Yamamoto-kun?
- ... Um dia você entenderá. - Sorriu, mesmo um pouco tensa e preocupada caso a Kaoru tivesse ouvido aquilo, e continuou andando.
- Ahn? Mas você não me respondeu, COELHO!
- CONEO, FIQUE QUIETA! - Gritou a 'líder' lá na frente.
AbelyAbelyAbely
- Então, o Boss acha que Shimon é uma Família podre? - Kao-san observava-os do alto da janela do corredor, enquanto os alunos passavam por ali. Nenhum rapaz ousava se aproximar dela, afim de paquerar como sempre faziam, pois Sato-kun estava junto desta. Covardes.
- Eu não acho, Kaoru-san. Tenho o máximo de certeza. - Comentou sombrio. Surpresa, esta olhou para o lado e viu a face séria do outro, que segundo se lembrava, nunca, nem em hipótese, nem em fantasia ou sonhos, Sato-kun ficara daquele jeito. Parecia até outra pessoa, pois o ar em volta dele estava mais carregado, como um ser rancoroso e já com opinião formada.
- Hum... Para falar a verdade, eu nunca tinha ouvido sobre essa Família, Boss. E você? - Arriscou, desconfortável.
- Sim. Eles são citados no Diário. - Fechando a janela, fez seu rumo para longe. Colocou as mãos nos bolsos da calça jeans e foi andando pensativo e decidido, causando estranheza geral. Como se a escola já não tivesse o grupo de desordeiros violentos (Hibari, Gokudera e Ryohei).
- Isso não é bom... - Desencostou-se da parede e foi atrás dele, sabendo que estavam no caminho da guerra. Seria sua primeira vez em se tratar de localizar e destruir uma Família mafiosa, e mesmo com sua grande força e determinação, Kaoru não sabia se estava pronta para aquilo. Apesar de aparentemente, Shimon ser a mais fraca de todas. Ou será que eles estavam guardando um segredo poderoso, e essa seria a razão da subta mudança de comportamento de seu chefe? Não sabia, e precisava de respostas...
AbelyAbelyAbely
Futuro. Dez anos depois.
A jovem mulher de, agora, vinte e quatro anos estava na beira da piscina, olhando o fundo desta. Era irritante ver a água parada, entretanto, ao mesmo tempo tranquilizante. Talvez porque à água da chuva tenha mais movimento que água parada. Sabia que não podia entrar nela agora, afinal, via claramente algumas nuvens carregadas chegarem aos poucos até a mansão. Mas como Kao-san era Kao-san... Não resistiu e pôs a ponta do sapato dentro, balançando aquele mundo úmido.
- Ahaha, ei, Kao-chan. Não vai entrar aí agora, viu?
- T-Takeshi! - Surpresa, se recolheu por impulso e olhou na direção dele.
- O que houve? - Quando o guardião da chuva chegou ao lado dela, tocou sutilmente o ombro. – Está nostálgica? Nem sentiu minha 'presença'.
- Se isso fosse um filme... – Comentou, recostando-se ao guardião Vongola, entrelaçando os dedos com os deles.
- Você está estranha hoje. O que posso fazer por você? – Mudando a expressão e tornando-se mais sério, dedicou toda a atenção e foco a resolver o problema de sua querida...
- Estou pensando sobre aquela semana e—Foi cortada pelo Yamamoto.
- A semana sobre a Revelação? Faz dias que só fala sobre isso. Está de férias, não deveria ficar pensando em trabalhos concluídos, ou isso. Não quero ver sua face preocupada.
- Sabe que briguei com Pablo de novo. Não consigo evitar de puxar briga com um... um cara que tem o mesmo elemento daquela...! – Fechou o punho, esmagando a mão do marido por acidente, teve então que mergulhar a mesma na piscina, pedindo perdão sem parar.
- Ah, sua força não mudou nada... Minto, você até ficou mais forte, e sempre fazia isso comigo. – ria, apesar da dor. – Porém, você está errada nessa história, Kaoru. Pablo, ele é um bom homem. Provou isso na Batalha das Famílias.
- Eu sei que estou errada, mas é difícil ignorar isso. – Suspirou, tentando controlar seu gênio. – Não sou como você, que é calmo mesmo nos momentos mais tensos, e sorri, para amenizar a dor dos outros. Sei que você agora ri, para me fazer pensar no nosso namorinho de colegial. Mas, nem isso adiante diante da vergonha de saber que no passado, era preconceituosa diante a um colega de batalhas.
- Que tal pedir desculpas para ele, assim que entrar?
- ... VOCÊ ACHA QUE ELE VAI ACEITAR ISSO, NA CARA DURA? Talvez ele grite também, mas... Por que não? – Se levantou, caminhando duramente para dentro da casa. – Você não vem? Vai se molhar se continuar ai.
- Ahahaha, uma vez, alguém me disse que ficar molhado é bom. – Takeshi não sentia mais a dor em sua mão, e soube que, sua mulher iria enfim aceitar que não tinham alguém de sangue traidor na Família. Mas sim um estimado colega... Afinal, Kou-san era muito vulnerável a palavras como 'traição', 'morte' e 'união'.
- Acho que você devia dar uma chance para ela. – Sussorou um homem de trás de uma coluna, encarando outro, mas todo de branco. Uma névoa dissipava-se em torno deles.
- Onze anos para me encarar como amigo. Que desperdício de tempo. – Suspirou, olhando para um Boss risonho. – Por que está tão feliz? Acabei de ouvir barbaridades de uma guardiã, e você assim?
- É, talvez... Mas também, ouviu um coração arrependido e ouvirá mais tarde um pedido de desculpas por parte dela. E você vai aceitar, ouviu? – Se inclinou sobre o outro, apertando a bochecha deste até o guardião da Neve concordar.
AbelyAbelyAbelyAbely
Ficha da Kaoru:
Nome: Gamberini Kaoru
Apelidinho: Kou
Idade: 14
Signo: Capricórnio
Nacionalidade: Italiana
Aparência: Cabelos castanho médio um palmo abaixo dos ombros, tem duas franjas, uma repicada na altura das sombrancelhas e a outra no queixo. Possui olhos verde musgo e pele clara, com 1,67cm de altura e 45kg possui um corpo bem formado para a idade, o que mais chama a atenção são seus seios maiores do que o da maioria das outras garotas de sua faixa etária.
Personalidade: Kaoru é uma garota meiga mais explode facil, é facil a tirar do sério. É educada e atenciosa e fala o que pensa, por causa da sua sinceridade ela dá bons conselhos e não tem medo de falar as coisas só por medo de deixar a pessoa chateada, quem a conhece sabe que ela tem um bom coração.Não tem medo da morte por isso não pensa duas vezes quando um amigo está em perigo, parte logo para a briga.
Gosta de: Jogar volei,compor musicas, tocar violão e escrever inpirações costumam vir geralmente quando esta chovendo. Sempre é vista escutando musica no seu mp4
Não gosta de: Matematica,acordar cedo,muitas pessoas no mesmo lugar e passar mais de tres horas sem se alimentar
Roupa normal: Adora usar saias de prega e shorts. Suas principais roupas são short jeans com uma regata preta,casaco e all star vermelho ou saia de prega preta com uma corrente pendurada, uma camiseta branca escrito "Rock 'n Roll" em preto com uma jaqueta preta por cima e um sapato de salto não muito alto. Nunca sai de casa sem seus dois colares, aneis e inverno coloca uma meia calça preta grossa por de baixo dos shorts/saias e um sobretudo até o joelho, tem que estar muito frio para ela usar calça. Em reuniões da familia ela usa uma saia justa preta social, camisa vermelha, gravata e blazer igualmente pretos
Roupa de festas: Informal: Vestido vermelhor balone até metade das coxas tomara-que-caia com uma fita branca em baixo dos seios e sandálha preta.
Formal: Vestido verde musgo frente unica com um decote V, o vestido vai até o chão.
Pijama: camisola de seda azul bebê ou short e de seda
História Gamberini Kaoru é filha do guardião do Sol da geração passada da familia. Seu pai, Gamberini Joshua, sempre foi um homen muito rígido e orgulhoso, que sempre sonhou em ter um filho homem para seguir seus passos e se tornar um guardião, no entanto isso não foi possivel pois seu pirmeiro filho foi uma menina e sua mulher, que era japonesa, morreu após o nascimento de Kaoru. Por isso ele sempre joga a culpa em cima dela, dizendo que ela matou a própria mãe, desde que ela se conhece por gente ela começou a treinar para poder se tornar uma guardiã e conseguir ser respeitada por seu para o antigo guradião da tempestade a treinar e quando foi escolhido o próximo líder da familia foi enviada para 'cuidar' dela. Hoje conseguiu se tornar uma guardiã e seu pai a trata de uma maneira diferente, mais ainda não é da maneira que ela gostaria por isso continua sempre treinando para ficar cada vez mais forte.
Habilidade: Costuma sempre saber o que dizer para confortar as pessoas
Poderes: É capaz de se mover muito rápido, sua alta velocidade faz com que ela consiga dar pulos muito altos e chutes muito poderosos
Arma: Sua arma é uma esécie de lança, conhecido como Bisento, no entanto a lamina da ponta é maior e mais grossa do que a de uma lança normal. Sua box libera um falcão [Falcone di Tempesta]
Chama: Tempestade
Com quem você acha que vai se dar bem, dos guardiões? Fale o elemento: Nuvem
Tem algum inimigo-rival em mente?: Não, pois para ela o unico iimigo e rival que alguem pode ter é ele mesmo, pois devemos nos aperfeiçoar sempre
Par: Yamamoto Takeshi
Como ele te trata? Como você trata ele?: Ela trata ele com certa ignorância no começo pois o geito despreocupado dele a tira do sério, mas depois ela vai se acostumando e gostando pois sabe que apesar da personalidade ele é muito forte e responsá a trata como uma amiga, mesmo mal a conhecendo, sempre puxa assunto, afinal esse é o seu geito de ser. De inicio ele acha que ela é parecida com o Gokudera, por isso não liga pela maneira em que ela o trata, mais depois ele descobre que Kaoru e o Hayato só tem de igual o atributo de sua chama.
Você, cara(o) leitor, aceita que eu mude algo caso precise mesmo?: Sim
Cara(o) leitora(or), aceita que eu determine o Futuro de seu personagem com o par livremente? Aham
Responda ao questionário que se segue:
Tsuna ou XanxuTsunas?
Bel ou Fuuta? Bel
Preto ou Branco? Preto
Kyoko, Haru e Chrome ou Hibari, Mukuro e Byakuran? Hibari,Mukuro e Byakuran
Algo a acrescentar?: Não
Qual nome você acha que a família deve receber? Protezione
Por que acha que ela deve receber esse tal nome?: Não consegui pensar em algo melhor, mais esse nome é pelo fato de que a máfia luta para proteger seus ideais e seus entes queridos,acima de tudo [eu sei que essa resposta foi besta]
Como você imagina o estilo da box dos guardiães da Família?: eu imagino que cada uma represente um planeta do nosso sistema solar[Eu não entendi muito bem essa parte e.e,]
Como você acha que foi o(a) primeiro guardião de seu elemento?: O primeiro guardião da tempestade era um homem totalmente ao contrario das caracteristicas de um guardião desse tipo de chama, fisicamente ele possui curtos castanhos levemente bagunçados, olhos verdes e fisico bem era um pianista famoso
Abely- Cada capítulo sairá mais ou menos assim.
E não se preocupem, pois com o passar dos capítulos os formatos das armas serão revelados. Acrescentei a máscara porque... só agora pensei nisso. Mas vai ser legal, espero que gostem dos formatos! E terá uma festa legal no final, ok? Aliás, no final é que tudo vai se resolver...
Todos imaginam uma carnificina sem fim.
Abely- Exagerados... - Personagens levando tapas de amor.
Ah, sim! Enfim, alguém completou as fichas de Leandre e da Boss Montagna! Salva de palmas para Hahi-san~
Aliás, palmas para todos que me acompanham e me acompanharão até o fim da fic! – Personagens criados batem palmas. Menos Raphael, que de uma hora batia palmas, na outra não.
Abely- Maho, Renev, vamos... Precisamos preparar o estúdio para o próximo capitulo.
Maho- Sim, Jyuu Ichi Bannnn-samaaa! – Gokudera e Kou-san multiplicado pelo infinito. ( Décima primeira)
Renev- Quero meu salário. Como assim, reviewrs?
Abely- Ahh, como é bom ser poderosa... E... AHH! UMA TEMPESTADE DE GELO VINDO EM NOSSA DIREÇÃO!
Maho- Protegerei Abely-sama com minha vida!
Abely- Não, Maho! Vamos nos abrigar! Bosses e mulheres primeiro!
Vão para o subterrâneo e esperam a tempestade passar. O que aconteceu com o Pablo por ter aumentado a potência do ar-condicionado do estúdio...
Pablo- Mas não fui eu! – Do lado do Sato.
Abely – Ué, então quem foi?
Xanxus- Lixo, roubando meus subordinados de novo, não? – Aponta para Alicia grudada no Squalo ( Isso desde o Natal) e Maho, mais agarrando do que ajudando.
Abely- Ahn... Aceita cheque?
Xanxus liga (?) as arminhas dele.
Abely- Mahooo! – O que aconteceu com a autora depois disso... Dizem que se encontrou com Giotto, e resolveu ficar por lá. Não, não foi para o céu, ela Foi para a Box do Céu...
Jornais: O mistério dos climas descontrolados... Quem fez a Tempestade no capítulo anterior (ao Natal)? Quem fez a Tempestade de neve nessa? Descubram no próximo episódio.
PS: Comentem na fic, viu?
PSs: Sim, ainda estamos todos vivos... Alguns soterrados de novo, mas vivos.
PSss: Obrigada Renev-san por se fazer de minha diretora e puxar minha orelha até o capítulo sair, de forma malvada, mas vale.
