"SEGUNDO AMOR? - Agente do FBI que trabalhou com canibal desaparece durante investigação 'Hope Diamond'"

Ele meditou por um longo instante sobre a manchete do Tattler antes de se levantar, lançar o jornal na lareira e caminhar na direção de seu quarto, cruzando o caminho direto para o banheiro da suíte, ele estudou seu rosto no espelho e decidiu deixar a barba crescer, satisfeito ele se voltou para seu guarda roupa, estudando as peças, decidindo que precisava de um novo visual assim que chegasse a sua próxima parada. Pegou sua mala e começou a arrumá-la, era hora de pegar um voo para Washington.

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- Algum de vocês vai me contar o que aconteceu?

Nenhum dos três agentes se manisfestou, o que fez com que Crawford passasse as mãos no rosto e que Skinner colocasse as mãos na cintura.

- Agentes, isso não é um Arquivo X. - disse o diretor assistente.

- Um desaparecimento sem motivo aparente? Skin Man, vamos rever o conceito de Arquivo X? - falou Mulder, ganhando um olhar assassino do chefe.

- Acho que o que Mulder quer dizer é que seria interessante ficarmos no caso. - interveio Scully. - Nós tivemos algum contato com a agente Starling e o caso Diamond.

- A desculpa deles é essa, qual é a sua, agente Mapp? - perguntou Crawford.

- Agente Crawford, não é meu superior, para começar e Starling é minha amiga. - afirmou Mapp.

- O que é um motivo para tirar você do caso. - disse Jack.

- Eu conheço ela. - discutiu Ardelia.

- Acionou a senadora Martin, estou ouvido dos chefões porque ela quer saber porque uma agente ligada ao resgate da filha dela está sumida. - disse Crawford. - É só uma questão de tempo até caírem em cima de você. Quero que se afaste, pelo bem da sua carreira, já basta a de Starling afundando.

Mapp o fitou irritada.

- Vamos mantê-la informada. - assegurou Mulder, ganhando a atenção da outra agente, essa pareceu relaxar um pouco, ela assentiu e saiu dali furiosa com Crawford.

As atenções então se voltaram para a dupla restante.

- O caso fica com vocês, por enquanto, mas muito cuidado, agentes. Se isso chegar aos ouvidos errados, o Arquivo X pode sair prejudicado. - falou Skinner. - Vamos manter a investigação discreta.

A dupla assentiu, em seguida deixou a sala.

- Krendler não pode saber. - comentou Skinner.

- Não, não pode ou ele vai afundar Starling e os outros três. - disse Crawford.

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A pista que encontrara tinha se provado inútil, contudo, o perfil só fazia clarear-se cada vez mais na mente dela.

Starling logo entendeu que os diamantes que encontravam nas vítimas eram formas do assassino de representar a mulher que o havia atormentado ao ponto da loucura, provavelmente a mãe. Ele as matava após um período de tempo de cativeiro, começara com várias facadas no peito, contudo, foi diminuindo com o número de vítimas crescendo. Ele estava aprendendo a matar e se tornando mais cuidadoso com as pistas. A única coisa fora do padrão era ela. As vítimas eram todas loiras, Starling, por outro lado, era morena. Todas as vítimas tinham alguma relação com abuso infantil, menos Starling. Ele saíra do padrão para a pegar, tinha visto ela se aproximando, sabia que ela o descobriria logo. A pergunta era: qual seria seu próximo passo?

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Arquivo X, seção do FBI que trata dos casos inexplicáveis fica no porão do prédio do Bureau em Washington. Ele chegou lá intrigado com o motivo de o caso ter ido parar em tão estranho domínio da organização federal. Seguiu pelo corredor passando por uma porta onde um papel estava pregado, dizia "Bride of Dracula", estava preso bem abaixo de uma folha com fonte Times New Roman impressa onde se lia "House of Hannibal". Aquilo causou um sorrisinho nele, reparou que a porta estava entreaberta e espiou dentro do ambiente, identificou uma foto sua de dois rostos atrás e se deu por satisfeito com a mudança, a barba deixava ainda mais complicado o reconhecimento, assim como a falta da lente de contato azul. Ele fechou a porta com uma mão coberta por uma luva negra. Agora com o cabelo mais comprido ele certamente lembrava mais Mads Mikkelsen do que Anthony Hopkins.

- Eu devia ter arrancado isso. - falou uma voz feminina o fazendo virar, ele se deparou com uma ruiva baixa, ela tinha os braços cruzados no peito e o estudou com atenção por um longo instante antes de oferecer a mão.

- Dana Scully, você deve ser o agente Leon Hunter. - ela falou, ele a cumprimentou.

- Oh, sim. - ele respondeu, perfeitamente disfarçando o sotaque europeu. - Creio que foi informada de que estive investigando o caso Diamond, agente Scully.

- Sim, falou com a agente Starling antes? - ela indagou.

- Sim, tratei com ela sobre as vítimas de New York. - ele disse. - O assassino escapou quando chegamos perto.

Scully assentiu, então estendeu o braço na direção de uma outra porta perto do fim do corredor.

- Ali é o Arquivo X, onde eu e meu parceiro ficamos, pegamos o caso Diamond. - ela disse.

- Alguma pista nova de que não fiquei sabendo? - ele perguntou parecendo intrigado.

- Nada ligado ao paranormal, se é o que quer saber. Só um fator que precisava ser visto rápido. - disse Dana seguindo com ele na direção da sala supracitada. - A agente Starling desapareceu.

- Oh. - ele fez.

- Sim, mas essa é a única coisa estranha. Achamos que ele a descobriu o investigando, por isso, saiu dos padrões. O problema maior é que isso o torna imprevisível, por isso, meu parceiro está nisso.

Os dois adentraram a sala do Arquivo X, logo Mulder ergueu o olhar para os dois, perto dele o caso estava exposto por toda a mesa, as folhas espalhadas como se faria para um mapa mental.

- Mulder, esse é o agente Leon Hunter. Agente Hunter, esse é meu parceiro Fox Mulder. - apresentou Scully, os dois trocaram um aperto de mão rápido.

- Obrigado por vir, agente. - falou Mulder.

- Obrigado por me deixarem participar. - disse o homem com um leve sorriso. - Então, o que sabemos sobre o desaparecimento da agente?

Fox fez a volta na mesa, então pegando uma folha recente que imprimira, depois a entregando a Hunter.

- Essa é a agente Clarice Starling, a última vez que foi vista foi saindo do FBI na noite de terça. - disse Mulder, deixando que o homem analisasse a foto de Starling.

- Ela não bate com as outras vítimas em aparência. - disse Hunter.

- Não e nem tem os históricos dela. - completou Mulder. - É pessoal, ele se sentiu ameaçado por ela.

- Então a capturou para se manter no escuro. - seguiu o outro homem.

- Ele deve tê-la descoberto pelos jornais. - disse Scully. - O Tattler paga uma nota para quem tiver alguma notícia sobre qualquer caso mais sangrento, qualquer um pode ter vazado da investigação de Starling.

Hunter assentiu.

- Alguma ideia de onde ela foi capturada? - ele perguntou.

- O carro dela foi encontrado a garagem da casa dela, a colega de quarto diz que não a ouviu chegar naquela noite. - contou Mulder.

- Muito bem, temos uma cena de crime.