Nota: Fica até sem graça eu estar atualizando depois do Natal, mas eu não tive tempo e nem oportunidade de escrever e postar a tempo. Mas, considerem como minha ultima atualização do ano, e para que vocês terminem o 2008 com um saborzinho de romance na boca ;D
Não vai dar pra responder as reviews adequedamente, apesar de ter amado todas (Me perdoem por isso)! Foi extremamente bom chegar no ap em BH onde tem internet, e ver meu e-mail com muitas mensagens. Nossa, cês não tem nem noção da satisfação que eu senti! Pois é, lá vou eu postar a última parte desse conto natalino, e já vou adiantando: Estou pensando em fazer um tipo de continuação daqui a alguns meses \o/
Bem, de qualquer forma, vou agradecer :D
Obrigada à: Chantal Cullen, EvaCruz, Fernanda Kowalewicz, Ana Gabi, Luana, Nick, NatBell, TBarcellos, Luisa Evans Cullen, Bels'., Ari Cullen B. , Sara, Faniicat, Mariie Swan, Nubra, Penelope Cullen, Thássila Vieira e Hanari.
AME-EI TODAS AS REVIEWS! :)
Espero que entendam direitinho o cap x)
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A magia do natal.
Por: Juju ou Juh ou Juliana ou Kagome Juju Assis. Como preferirem :D
Ele sorriu enquanto percebia que ela continuava bastante desastrada. Não conseguiu não rir quando a viu trombar no garçom e derrubar a bandeja com os pratos de outra mesa, e ainda riu mais quando a viu tentando se desculpar desesperadamente. Bella continuava a mesma.
Quando ela se sentou, estava tão corada que chegava a ser ainda mais linda daquele jeito. Os olhos verdes olharam com carinho para ela, percebendo que ele a amava desde aquela época. Ter aquele almoço com Bella, fez Edward sentir que as barreiras que ela impusera caíam uma a uma, a cada conversa e momento mais íntimo que eles tinham durante o almoço. Ele sentia que talvez estivesse conseguindo curá-la desse medo dele abandoná-la novamente, coisa que ele não faria nunca mais.
E quando foram embora, ele pegou na mão dela. E não a largou em nenhum minuto, somente quando eles tiveram que seguir cada um para o próprio apartamento.
Crônica de Natal.
Parte IV.
Disclaimer: Todos os personagens são de autoria de Stephanie Meyer.
Ok, o almoço foi maravilhoso – só depois de que a confusão que eu armei com o garçom já estava desfeita – e ele ainda veio de mãos dadas comigo até o prédio. Eu sinto como que ele realmente não fosse me abandonar mais, mas mesmo assim, esse medo idiota continua dentro de mim e ele apareceu justamente na hora que eu tive que vir para meu apartamento, sozinha. É terrível ter que passar momentos tão bons com ele, e notar que meu mundo já não era mais silencioso ao seu lado, e simplesmente ter que voltar para cá sozinha e perceber que eu escutava até o barulho de alguma minhoca na terra das minhas plantinhas. E não, o pior é que eu não estou exagerando.
Quando cheguei e ouvi a mensagem de Jake, não dei muita importância, mas eu liguei. Ele não atendeu, e eu liguei de novo só para notar que ele não atendeu novamente. E eu, não iria insistir, não quando eu precisava me jogar na cama e deitar na posição fetal e dormir a tarde toda.
E foi justamente o que eu fiz.
Quinta - feira, 21 de Dezembro – Um dia depois.
Eu devo admitir que não acordei pensando que Edward tinha voltado. Tudo parecia tão surreal depois de três anos sem nenhuma notícia e de repente, 'ah há', ele apareceu. Foram dois dias muito diferentes depois de encontrá-lo no corredor. E depois de arrumarmos a árvore, depois de sentir as lembranças voltarem com tudo, e ter meu coração batendo intensamente enquanto estava perto dele tocando os enfeites, eu simplesmente percebi que nada voltaria a ser como antes. Mesmo que ele me abandonasse novamente, eu não conseguiria sobreviver igual sobrevivia antes, não meu coração pelo menos. Já que seria sugado pelo buraco negro que voltaria faminto para dentro de mim.
E assim como eu senti que não conseguiria ser que nem antes, eu também senti um pouco de esperanças que eu também não precisaria ter que passar por isso. Talvez ele estivesse falando a verdade não é? Talvez ele realmente não fosse me abandonar mais.
E hoje, eu mal acordei, ele apareceu na minha porta se candidatando para preparar meu café da manhã, e me obrigando a andar pela cidade com ele. E só para desencargo de consciência: Ele continua cozinhando muito bem.
E lá estava eu, de calça da Ellus um pouco justa, uma blusa de manga azul D&G – ele elogiou muito a cor, e como eu sabia que ele amava, por isso mesmo que eu coloquei – e a minha sapatilha preta Manolo Blahnik. E como hoje não estava fazendo tanto frio como de costume, nem precisei fechar meu sobretudo perto da Versace. E então, caminhando de mãos dadas com um Edward simplesmente lindo, com um daqueles "tênis" da Timberland, calça clara da Diesel, uma camisa pólo branca e um moletom preto por cima e aberto, passeamos por Nova York. Ele devia saber que ele vencia minhas barreiras segurando minha mão daquele jeito, e me puxando animado para todos os lugares que nós costumávamos ir antes dele sumir.
Fizemos piquenique na hora do almoço, e fomos ao teatro de tarde. Foi um dia ótimo, e ele me fez sentir como que todos aqueles três anos sofrendo sozinha e aceitando me casar com Jake, simplesmente não existiram.
Sexta - Feira, 22 de Dezembro.
Acordei escutando o barulho de gotas que caíam na minha banheira. Sim, gotas que caíam na minha banheira. Eu simplesmente não consigo mais agüentar perceber meu mundo tão silencioso dessa maneira, depois que me separo de Edward quando ele desse do elevador um andar antes do meu, e quando eu entro no meu apartamento completamente sozinha e esgotada. Eu não tenho mínima idéia de quanto tempo mais eu vou agüentar essa tristeza que bate em mim toda vez que isso acontece. E eu sei o que eu devo fazer, eu sei o que eu devo decidir. Mas eu tenho o maldito medo dentro de mim, de voltar a me envolver tão fortemente, de voltar a ter uma relação com ele, e depois da noite pro dia, não vê-lo do lado da minha cama.
Então, depois de acordar pensando tudo isso, eu tentei dormir de novo. Porque eu sinceramente não queria pensar nisso toda vez que eu acordasse.
Mas, como acordar dez da manhã e dormir de novo parece ser uma blasfêmia terrível, a capainha tocou e quando eu fui atender somente de pijama, eu fiquei surpresa, e totalmente feliz. E claro, tive que ficar acordada.
Era Edward novamente, e dessa vez, com a caixa que eu imagino ser com os enfeites que ele me dera anteontem. Ele me deu uma boa olhada de cima em baixo, me fazendo corar envergonhada, apesar de ter plena consciência que ele já tinha me visto com menos. E eu deixei que ele entrasse enquanto ele ia fazendo um discurso que acordar cedo fazia bom para a saúde. Às vezes eu não sei como ele consegue se manter tão... Normal, fingindo que nada aconteceu. É simplesmente uma merda de dom, porque eu não consigo mentir e não consigo fingir que nada aconteceu.
E nesse dia, depois de arrumar meu apartamento com vários pisca-piscas e colocar as meias natalinas na minha cama, ele me fez trocar de roupa, ir almoçar com ele, e depois ir comprar doces para o natal. Ficamos a tarde toda rindo e brincando no meio da loja de doces, e depois ainda entramos em uma loja enorme de brinquedos e ficamos conversando de forma muito íntima deitados nos enormes ursos de pelúcia – até que fomos 'convidados' a sair. O Edward me faz passar por cada coisa! - e nessas conversas, descobri que ele foi para Forks, uma cidadezinha onde Judas perdeu as meias, para ficar na tranqüilidade de uma das casas de Esme. Mas é claro que ele não ficou tão tranqüilo assim, já que ele estava meio perdido em si mesmo.
E foi justamente o que ele passou a tarde me explicando, me fazendo ver que não fora só eu que sofrera nesses três anos, apesar de ter sido escolha dele.
E ele me fez explicar como foram os meus três anos.
Coisa que eu simplesmente engoli a maior parte.
Ah, e eu preparei um jantar aqui em casa logo que chegamos. Ele veio direto para cá. Tomamos vinho, comemos uma comida gostosa – não é só ele que sabe cozinhar por aqui – e conversamos até altas horas da noite. Como ele pode mudar tudo na minha vida de uma hora para outra?
Sábado, 23 de Dezembro.
Secretária eletrônica de Bella Swam.
"Bells? Eu vi que você me retornou a ligação... Er... Duas vezes. Eu não atendi porque fiquei fora por esses dias... Er... Olhando coisas para o casamento. Mas estou ligando para avisar que já estou de volta, ok? E peço que-"
"Desculpe, acho que o 'piii' me atrapalhou... O que eu estava dizendo mesmo? Ah sim, peço que me ligue assim que puder... Tchau, Bells."
Ouvi essa mensagem do Jacob assim que voltei da loja de vestidos da Ralph Lauren que tem aqui perto. E estou achando estranho o jeito dele, mas em primeiro lugar, estou me sentindo mais culpada do que tudo. Eu nem mesmo o avisei de que irei passar o natal no apartamento de Edward com o resto dos Cullen... Meu deus, eu nem mesmo contei que Edward voltou!
E justamente por vergonha eu não liguei para ele assim que eu pude, no caso, naquele momento eu não tinha n-a-d-a para fazer, ou seja, eu totalmente podia. Eu simplesmente dei as costas para meu aparelho de telefone e caminhei até meu quarto com a sacola do meu novo vestido na mão. Eu tinha que ter uma roupa nova para o natal, ainda mais quando eu iria rever Alice, Esme e Rosálie - A loira era tão bonita e estonteante que eu não queria me sentir tão insignificante perto dela como sempre, apesar de meus esforços serem em vão - Mas tudo bem, todo mundo ali não se importa com isso mesmo.
E depois de guardar com muito orgulho meu vestido novo no armário, o telefone tocou. Fui até ele e olhei quem ligava, porque se fosse Jake eu não atenderia, e puxei rapidamente assim que reconheci o número do apartamento de baixo, do caso, do apartamento de Edward (Eu já tinha decorado o número).
Quando eu ouvi a voz dele falando de forma divertida no telefone, meu coração voltou a ser uma montanha russa. Dando loops, decidas bruscas de 90° graus. Como ele conseguia fazer aquilo? Como ele conseguia me afetar dessa maneira? A risada dele me preenchia, e ao fundo eu escutava um Papai Noel eletrônico cantando seu 'ho, ho, ho'. Senti-me nostálgica enquanto escutava ele me pedindo ajuda para terminar de arrumar os outros enfeites que ele havia comprado, já que começamos a namorar dessa mesma forma quando fui ajudá-lo a arrumar os enfeites.
Lembro-me que com meu jeito desastrado de ser, eu me enrosquei nos pisca-piscas e ele foi tentar me ajudar. Bem, vocês podem até imaginar como terminou. Ele se enroscou também, caímos no chão e rolamos até que ele ficasse sobre mim, e então ele me beijou. Tocou seus lábios aos meus com cuidado, e depois aprofundou transformando no melhor beijo que eu já tive com ele.
E acho que ele pode estar fazendo isso de propósito, comprando novos enfeites e me chamando para ir ajudá-lo. Talvez ele sinta o mesmo que eu sinto, quando se lembra de tudo. Ou talvez não.
Oh, isso dói só de pensar.
Bem, de qualquer forma, eu aceitei o convite, e desci para o apartamento dele.
E para minha infelicidade, eu não consegui me enroscar no pisca-pisca.
Mas em compensação, eram muitos enfeites. O que custaram mais um dia de minhas férias.
Mais um dia conversando, brincando, rindo, me re-apaixonando, e me curando.
Domingo, 24 de Dezembro – Natal.
Quando acordei ouvi fracos 'bips' e quando olhei para o lado, notei a luz vermelha piscando no meu telefone. Mais um recado. E que coisa, eu nem mesmo liguei de volta para Jake.
Quem sou eu e o que fizeram comigo?
Secretária Eletrônica de Bella Swam.
"Bells. Por-fa-vor. Me liga caramba!"
"Ah sim, é o Jacob."
Encarei o telefone meio, tipo, chocada. Realmente Jake estava com pressa ou urgência, ou seja o que for. Mas eu estou com vergonha de conversar com ele. Deus do céu, eu não tenho nem mínima idéia de onde está o vestido de noiva!
Me virei preguiçosamente na cama, e voltei a dormir. Ok, eram dez horas da manhã, e eu nem tinha escutado o telefone tocando de tanto que meu sono era de pedra. Mas eu ainda estava mentalmente cansada, era muita informação para pouco tempo. A volta de Edward, eu estar me re-apaixonando e me curando do medo de abandono, eu voltar a gostar e me animar para festas como o natal. Tudo em praticamente uma semana, é simplesmente difícil de digerir. E dormindo eu acho que eu consigo... Ou fujo do assunto. Tanto faz. Os dois me parecem benéficos.
Quando acordei novamente, já eram duas da tarde. Coisa que eu estranhei, não pelo fato que nunca dormi tanto assim, a pelo menos, uns sete anos. Mas sim pelo fato que ninguém – chamado de Edward – apertou a campainha me chamando para qualquer coisa que seja. Senti uma pequena dor no meu peito e me encolhi na cama. Eu não deveria me magoar com isso, ele deveria estar preparando as coisas para o jantar e talvez não pudesse me chamar...
Oh, que vontade de ligar para ele.
Levantei minha mão lentamente indo em direção do telefone, mas o pensamento que isso era inconveniente me fez parar. Talvez eu não devesse ficar insistindo tanto em estar em sua companhia, vai ver, foi justamente por sufocá-lo de alguma maneira que eu não tenho a mínima idéia de ter feito, que ele foi embora.
E minha mão voltou lentamente para perto do meu corpo encolhido.
Suspirei, e me levantei lentamente. Primeiramente, preciso de comida, e com certeza não quero almoçar. Então acho que um sanduíche seria uma boa opção. Preparei um e sentada na frente da TV assisti a qualquer porcaria que estava passando, a qual não faço mínima idéia do que seja. E quando estava anoitecendo, eu notei que ele não me chamara em nenhum momento do dia. E tristemente eu me encaminhei para o banheiro do meu quarto, depois de arrumar a cama e limpar toda a louça usada, e tomei um banho. Lavei meu cabelo novamente com meu shampoo de morango preferido, usei o sabonete de lavanda, mas dessa vez não consegui a sensação de 'limpeza-até-na-alma'. Algo ainda me incomoda. Essa coisa dele não ter me procurado em nenhum momento do dia, sendo que todos os dias ele tomou iniciativa.
Saí do banho enrolada na toalha, e com outra toalha enrolada no cabelo. Peguei a melhor roupa íntima da Victoria Secrets que eu tinha - uma preta com rendas - e coloquei. Combinaria com meu vestido, que também era preto.
Ele era do estilo tomara-que-caia, mas tinha que ser amarrado no pescoço. A alça de cetim preta vinha do meu pescoço até o meio dos meus peitos, e a fita de cetim preta fazia um lindo laçinho no busto, e no meio do laço tinha um singelo strass. Era justo nos seios, e depois era mais soltinho. Era curto, medindo seria uma palma e meia acima do joelho.
O vesti, e coloquei uma sandália preta Manolo Blahnik com as alças de cetim, e trançadas até no tornozelo. Coloquei um brinco mais singelo, e coloquei pulseiras de ouro branco no braço. No cabelo, eu não me ajeitei tanto. Sequei mais ou menos, já que ele ficaria ondulado de qualquer maneira. E arrumei a franja presa para trás por um lindo grampo de strass. Edward sempre elogiou meus olhos, então que eles ficassem a mostra.
Passei pouca maquiagem, eu não preciso muito. Um lápis branco por dentro do olho, depois o preto. Rímel, gloss.
E estava pronta.
Devo dizer que talvez tenha me empolgado já que é só um jantarzinho, mas é natal. Clima natalino e tudo mais. Até porque faz tempo que eu não sinto essa felicidade dentro do peito, de pensar em Papai Noel e renas. Eu tenho consciência que não existe, mas sem Papai Noel na cabeça não existe Natal, e renas fazem parte dessa fantasia toda. Elas que trabalham duro puxando o trenó pelos ares, não é?
Bom, peguei meu perfume da Dior, o Jadore, e borrifei calmamente. Ainda era nove horas da noite quando fiquei pronta, e resolvi me sentar no sofá.
Isso se a campainha não tivesse tocado.
Caminhei até a porta, com o coração pulando igual louco. Finalmente Edward viera me procurar. Eu não sei como agüentei passar um dia inteiro sem vê-lo, e isso era um mau sinal. Se ele realmente me largasse, como eu continuaria a vida?
Mas quando abri a porta, não foi ele que eu vi. Vi os cabelos negros e recém cortados de Jacob, vi sua pele avermelhada, e não vi o sorriso costumeiro em sua face. Senti-me muito envergonhada, já que eu ignorara todas as suas ligações. E se ele prestasse atenção, o embrulho do vestido – que eu finalmente achei nesse exato momento – estava jogado no cantinho da sala. Ele me encarou, e eu o encarei. Os dois muito sérios, um milagre, aliás.
"Bells." Ele me cumprimentou.
"Jacob."
"Você não me ligou." Ele observou. Mordi o lábio inferior.
"Jake, me desculpe. É que eu estava muito ocupada." Eu menti, e o pior é que ele totalmente percebeu que eu menti. Ele passou os olhos pela minha sala, e arqueou a sobrancelha.
"Você decorou seu apartamento?" Ele me perguntou um pouco incrédulo. Ué, o que foi? Isabella Swam não pode decorar o apartamento não? "Você não faz isso desde que Edward Cullen foi embora." Olhei boquiaberta para ele. Se caso Edward não tivesse voltado, isso teria me machucado. E Jake sabe disso. Ele sabe que dizendo o nome dele isso poderia me machucar, e ele fez isso.
"Jake, pois é, ele voltou." Respondi no mesmo tom que ele tinha usado, vendo na cara dele uma surpresa enorme. É pois é, eu sei como ele se sente. "Estou indo passar o natal com os Cullen." Completei, porque totalmente ele deu uma sacada na minha roupa. "Me desculpe não ter retornado a ligação, mas acho que é porque eu percebi que não é muito o que eu-"
"Espera." Ele me interrompeu. Eu o encarei interrogativamente. "Eu conheci uma pessoa." Ele comentou, e eu troquei o peso de pés. "E também acho que não quero mais me casar, não leve a mal Bells." Ele comentou. Estreitei os olhos, encarando-o, ele estava tentando terminar comigo primeiro?
"Isso não faz parecer que você terminou comigo, sabia?" Eu falei irritada. Mas um pequeno desespero estava nascendo dentro de mim, e a irritação se dissipou rapidamente quando eu o vi sorrir depois do que eu disse. "Você não vai me abandonar por causa dessa mulher, não é? Tipo, vamos continuar amigos." Eu perguntei. Não queria ficar sozinha no mundo caso Edward resolvesse me abandonar realmente.
"É claro que não vou te abandonar Bells. Que coisa idiota." Ele disse virando os olhos. Senti-me mais feliz depois disso. "Bem, era só isso. Tchau, Feliz Natal." Ele comentou como se nada disse tivesse acontecido, até porque nem eu considerei muito isso tudo, e foi andando até o elevador.
Depois que ele sumiu por trás das portas de metal, eu ainda fiquei parada um instante. Nem tinha devolvido o anel de noivado, e ele nem pediu. Para mim isso ficou parecendo mais um 'guarda de lembrança'. Rodei o anel no dedo, e o encarei com outros olhos. E estou pensando alegremente que não estou mais noiva e pronta para ter somente mais uma família feliz na multidão.
"Beellaa!" Ouvi um gritinho animado e olhei assustada para o elevador na minha frente. Fiquei tão pensativa com isso tudo que nem vi que o elevador já tinha decido e subido novamente. Sorri quando percebi Alice vindo até mim, com Esme e Rosalie – linda como sempre – atrás dela. "Você está muito bonita, sério mesmo." Ela me elogiou e me abraçou forte, e eu devolvi o abraço. Estava com saudades dela também.
"Obrigada." Nem me dou ao trabalho de falar que ela, Esme e Rosalie estão mais ainda. Nem vou detalhar as roupas para não me sentir muito inferior, sabe?
"Vamos, os homens nos esperam." Ela disse dando aquela leve risadinha. Eu ri, e senti meu coração acelerar drasticamente enquanto ouvi aquilo. 'Os homens', cada um com seu par. Eu seria o par de Edward?
Caminhamos ate o elevador, e quase tive um enfarte tamanha à velocidade que meu coração começou a bater, quando cheguei até o corredor do apartamento de Edward. O cheiro delicioso da comida que ele deve ter preparado chegou até nós, e a música clássica ambiente de fundo deixou ainda mais, tipo, ele. Eu me senti com ele nesse momento. Entramos e eu sorri para os enfeites natalinos espalhados pelo apartamento, vindo até a minha mente as imagens dele me encarando sorrindo, as imagens de juntos arrumando tudo aquilo. A iluminação ficou ótima, puxado para um amarelo. O apartamento estava lindo.
E a mesa então, nem comento.
E a primeira coisa que aconteceu foi a piadinha de Emmett.
"Bella, você sumiu." Ele começou, com o sorriso no rosto. "Mas se era pra voltar gata desse jeito você poderia sumir mais vezes." Ele terminou fazendo que todos rissem, me fazendo ficar coradérrima, e fazendo Edward dar uma cotovelada nele enquanto ria.
"Para de envergonhar minha mulher." Oh, meu deus.
Ele quer que eu tenha um enfarte.
Estou tentando de todas as formas não hiperventilar nesse momento.
"Ok, parei irmãozinho super-protetor." Emmett disse sarcástico, parecendo achar simplesmente normal o que Edward dissera. Encarei Alice e ela sorria docemente, de braços dados com Jasper. Quando voltei a olhar para Emmett, Rose já estava ao seu lado. Nem preciso dizer que Esme e Carlisle também já estavam juntinhos.
"Esse Natal é de casais." Comentei inocentemente. Todos começaram a rir e eu encarei Edward que sorria parecendo completamente alegre.
Acho que o Natal está influenciando seriamente o nível de felicidade desse povo.
"Pois é, vamos comer." Ele disse mudando o rumo do assunto, e todos começaram a fazer comentários felizes enquanto se encaminhavam para a mesa.
"Fiquei sabendo que você tirou férias forçadamente, Bella. E eu sinceramente não acreditei. Isabella Swam, não querendo férias?" Emmett comentou divertido e logo deu sua sonora gargalhada. Eu ri, porque eu também acho que era uma coisa difícil de acreditar.
"Mas trabalhar é muito bom." Carlisle comentou calmamente, e meu sorriso se manteve. Era simplesmente muito bom estar com todos novamente.
"Férias também." Emmett comentou, e todos se se sentaram à mesa. Carlisle ficou em uma ponta, e Edward em outra. Eu sentei ao lado de Alice que estava ao lado de Jasper, que estava ao lado de Edward. Emmett sentou-se ao lado de Edward, Rose ao lado dele, e Esme ao lado de Carlisle.
E enquanto comíamos, Emmett fazia algumas piadinhas comigo, acho que matando a saudade. Alice conversava comigo de tudo e Rose sorria.
É, foi uma boa ceia de Natal.
Durante todo o tempo, eu observei como eles estavam alegres, como eles transmitiam a felicidade. Quando eu encarava Edward e o via me encarando de uma maneira carinhosa, eu sentia meu coração brincando dentro de mim. Então eu passava meus olhos pelos pisca-piscas espalhados pelo apartamento, e sentia aquelas luzes influenciarem no meu humor assim como a felicidade natalina dos Cullen estavam me influenciando.
E mesmo depois de passar os olhos pelos enfeites, que eu voltava a encarar Edward, ele continuava a me encarar daquela maneira. Era simplesmente lindo, e emocionante toda aquela situação. Para mim aqueles momentos em que nossos olhos se encontravam, se tornavam silenciosos e lentos. Mas não no lado ruim da coisa. Era aquele silencio que só havia nossas respirações, era aquela lentidão que deixava que apreciássemos melhor o brilho no olhar um do outro. Era lindo, as luzes brilhando ao nosso redor, e o sorriso apaixonado que ele me mandava. A minha vontade era de me levantar e caminhar até ele, e matar a saudade beijando-o. A minha vontade era de levá-lo para meu apartamento, e colocarmos os doces um na meia natalina um do outro.
Eu estava curada, eu sentia isso. Com tudo aquilo, com todos os momentos que passamos juntos, com sua compra desse apartamento, eu sentia que ele não me abandonaria. Eu sentia que eu passaria muitos e muitos natais com ele.
"Bem, acho que devemos ir. Prometemos que passaríamos na festa dos Volturi." Carlisle comentou calmamente, chamando minha atenção novamente para aquele momento. Arqueei a sobrancelha.
"Mas não tinha uma rixa entre vocês?" Eu perguntei, me lembrando perfeitamente de Esme e Jane 'disputarem' muitas coisas, como, a melhor casa decorada.
"Ainda há." Esme respondeu. "E justamente por isso temos que ir provocá-los." Ri ouvindo isso dela. O brilho que passou por seus olhos me deixou com dó de Jane.
"Bem, então vamos. Felix terá que me agüentar também." Emmett comentou divertido, me fazendo sorrir. Alice me encarou séria enquanto todos começaram a se despedir de Edward.
"Não suma mais, ok? Senti muito a sua falta." Ela me pediu, e eu corei.
"Tudo bem." Respondi fazendo com que ela suspirasse aliviada. E depois de abraçar a todos e quase ser esmagada pelo abraço de Emmett, eles se foram. Ficamos Edward e eu, sozinhos no apartamento.
"Vem." Ele me chamou com duas taças de champagne nas mãos, indo em direção da sala de TV. E eu fui, imagine você, um homem como Edward te chamando para beber com ele e você não iria? "E então, gostou do jantar?" Ele me perguntou assim que sentamos no sofá da sala, e que ele me entregou a taça. Ele tinha um sorriso no rosto muito contagiante, que me fez sorrir também.
"Adorei." Respondi sinceramente. Ficamos em silencio, enquanto bebíamos pequenos goles.
"Ah, espere aqui." Ele me pediu e se levantou, me fazendo arquear a sobrancelha. E fiquei sozinha na sala, olhando para a árvore enfeitada e brilhante na minha frente. "É bem simples, mas espero que goste." Ouvi sua voz e meus olhos o seguiram chegando à sala e se sentando no sofá, com uma caixa de presente na mão. Encarei o papel em que ela estava embrulhada sem saber o que fazer. Eu estava acostumada a receber os presentes de Jake, na verdade, eu estava super-mega-hiper acostumada a receber os presentes dele. Mas de Edward, já fazia três anos que eu não recebia. Dele eu já não estava acostumada a sentir meu coração batendo acelerado quando meus dedos encostavam-se no presente e sentiam a textura do papel que o embrulhava, eu já não estava mais acostumada em sentir uma felicidade imensa me preencher quando eu puxava a fita do laço, desfazendo-o. Eu já não me lembrava da sensação de expectativa em saber o que ele comprara, eu já não sabia como agir e como meu corpo reagia aos presentes de Edward.
Ele me entregou a caixa, e eu a peguei com cuidado, com medo de que ela caísse e se partisse.
Meus dedos acariciaram o papel liso, e vermelho, e seguiram até a fita branca que formava um laço lindo. Puxei sua ponta como eu sempre fiz, e ele se desfez. Observei a caixa sem nenhum obstáculo para ser aberta, e puxei, lentamente, sentindo meu coração bater mais do que simplesmente acelerado e intenso. Quando a abri, algumas lágrimas brotaram nos meus olhos, e meus lábios tremeram levemente. A caixa era média, e dentro dela estava cheio de fotos e cartas fechadas. As fotos eu reconheci como sendo fotos nossas, que eu me lembro de ter deixado para trás no antigo apartamento. E as cartas eu não reconheci, mas vi que foram mandadas para o velho apartamento também a alguns meses atrás, e para mim, isso significava que ele me mandara àquelas cartas as quais eu não li.
E minhas mãos trêmulas, foram até as fotos. As luzes dos pisca-piscas batiam nas fotos, e quando eu as movi na caixa, as mesmas luzes bateram em algo que me deixou com falta de ar. Mas não era a mesma falta de ar que eu sentia quando pensava no nome de Edward, a alguns dias atrás. Era uma falta de ar que me fez ficar fraca, mas sem dor interior.
Senti os braços fortes de Edward chegarem até meu redor, senti seu cheiro próximo de mim, e seus lábios em minha testa. Deixei a caixa de presente sem atenção assim que tirei a pequenina caixa de veludo de dentro dela.
"Bella..." Ele disse meu nome com tanto amor que as lágrimas que eu teimei em segurar começaram a rolar pelos meus olhos. "Eu não conseguia fazer esse tipo de pedido antes de ir embora, mas agora, mesmo você já estando noiva, eu simplesmente vou fazê-lo e ignorar completamente a existência de Jacob na sua mão direita." Seus lábios sussurravam para mim de forma mágica, romântica. Aproximavam-se de meus lábios, de forma furtiva. "Aceita se casar comigo?"
E foi aí que eu chorei que nem um bebê. Claro que sem os gritos a pedido de comida, mas com grandes e fortes soluços, e com a necessidade de passar meus braços pelo pescoço de Edward e me jogar fortemente em seu carinho. Afundei minha cabeça no seu pescoço, e senti-o afundar a dele no meu. Senti-o puxar o cheiro de meus cabelos, e sua mão passeando carinhosamente pelas minhas costas.
Um coro de Natal tocou na rua, e eu reconheci como sendo as crianças que cantavam na noite de Natal pela vizinhança.
Eu simplesmente não conseguia acreditar naquilo tudo, no fato de que ele voltara, que ele me amava, que ele não me abandonaria novamente. Eu não conseguia conter a emoção e a liberação da tristeza que eu senti por esses anos sem sua presença, eu não conseguia conter as lágrimas de felicidade em perceber que nesses dias ele simplesmente preparara meu coração para recebê-lo novamente.
"Edward..." Sussurrei em emoção, com a voz trêmula. Eu senti tanta saudade da intensidade que ele me tratava, mesmo quando ele ainda não conseguia ter algo mais sério comigo por causa do abandono que ele sofrera por causa de Tânia. E ainda com a voz embargada de choro, e sorrindo eu tive que lhe contar uma coisa. "Eu não estou mais noiva de Jacob... Terminamos hoje." Disse sentindo os braços dele apertarem ainda mais minha cintura, e me puxarem para mais próximo de seu corpo. Eu sentia como se fossemos peças de um quebra-cabeça, peças que se encaixavam perfeitamente, pois nossos corpos estavam colados de forma tão correta que me fez lembrar um dos comentários que Alice uma vez fizera.
"Vocês parecem ser interligados, pois os movimentos que cada um faz, parece combinar direitinho com o que o outro faz. Quando ele abre os braços de forma inconsciente pedindo a presença de seu corpo, você já está lá."
"Por favor, então me responda." Ele me pediu parecendo suplicante, parecendo necessitar de uma resposta positiva. Senti seu coração batendo acelerado contra o meu, no mesmo ritmo alucinado. Senti o calor que seu abraço me trazia, e eu tinha certeza que mesmo na noite mais fria, eu não precisaria de mais nada para me esquentar a não ser seus braços.
"Eu..." E ouvindo a música em coro que as crianças cantavam, senti meu coração iluminado pela magia do Natal. Fora justamente essa magia que o trouxera de volta, quando a situação em que eu me encontrava somente em pensar em seu nome se tornara drástica. Fora essa magia que o fizera me querer, e fora essa magia que me curara. E era essa magia que me fazia estar perdidamente apaixonada por Edward Cullen como nunca estive. "É claro que aceito." Disse enquanto ria alegremente. Senti-o me afastando o bastante para que nossos rostos estivessem a dois centímetros um do outro. Encarei os olhos verdes sentindo que as lágrimas sumiam lentamente, para deixar que o sorriso predominasse. E mesmo sem estar olhando para seus lábios, eu sentia que ele também sorria.
"Senti tanto a sua falta." Ele sussurrou, e antes que eu pudesse responder o mesmo, os lábios dele tocaram os meus com carinho. Tocaram de forma singela, uma coisa que eu não me contentaria nunca.
E logo eu coloquei minhas mãos em sua nuca, e abri meus lábios dando lhe a permissão de aprofundar aquele momento o qual eu esperei tanto desde que ele sumiu. Seu beijo se tornou uma necessidade, se tornou um beijo que tentava matar toda a saudade que ele sentia. Suas mãos me puxaram pela cintura, e me colocaram em seu colo com uma perna de cada lado. A caixa caiu no chão, mas nenhum de nós dois se importou, mesmo que a caixinha que eu imaginava ter o anel de noivado que Edward ia me dar tivesse caído de minhas mãos também.
Suas mãos apertaram minha cintura, e minhas mãos seguravam cada lado de seu rosto. O beijo era cheio de um amor que eu senti muita falta de sentir, já que os beijos que eu já troquei com Jacob era um amor sem reciprocidade.
"Eu te amo." Ele disse quando paramos para respirar, e dessa vez eu me adiantei para que eu pudesse responder.
"Eu também, sempre amei." Eu respondi, e ele sorriu feliz. E voltou a me beijar, com intensidade. Segurando minha cintura, ele se levantou, e eu cruzei as pernas por sua cintura.
E nem preciso dizer para onde ele me levou, não é?
Segunda-feira, 25 de Dezembro.
Quando eu acordei, foi culpa dos raios de sol que entravam pelas frestas da cortina. E eu escutava a respiração de Edward ao meu lado, tranqüila e próxima. Eu não acordei por barulhos que demonstravam que meu mundo estava silencioso, eu não acordei com o barulho de qualquer gota caindo de alguma torneira, ou com o canto de passarinhos. Senti os braços dele rodeando minha cintura, e sua respiração batendo no meu ombro. E com isso eu percebi que meu mundo não era mais tão silencioso que nem antes. Que Edward era o barulho do meu mundo, era o som que permitia minha existência
Sorri quando me lembrei de ontem, do seu pedido de casamento, do nosso beijo, e da nossa ótima noite juntos depois de tanto tempo. Virei-me calmamente, tentando não movimentar muito a cama, e fiquei de frente para ele. Observei a face calma dele, observei os olhos verdes fechados. Meus dedos não conseguiram se segurar, e logo estavam passeando levemente por sua face para não acordá-lo, e tentando confirmar os traços que eu me lembrava. Meus olhos observavam cada detalhe de seu rosto, e eu finalmente sentia a ficha cair que meu futuro tinha o nome de Edward cravado. Sorri, observando que ele simplesmente não me abandonaria nunca mais.
"Eu te amo." Eu sussurrei, mesmo sabendo que ele dormia. E encostei levemente meus lábios nos seus, e quando me afastei, eu vi um sorriso se formando em seus lábios, me fazendo corar.
"Fico feliz que serei acordado sempre dessa maneira, de agora em diante." Ele sussurrou me fazendo rir levemente. Encaramos-nos em silencio, aproveitando aquele momento. "Feliz Natal."
"O Natal foi ontem." Eu disse aproximando meu rosto do dele novamente, e ele sorriu.
"Ah, mas é hoje que iremos recolher os doces nas meias!"
E ele me beijou em meio de risadas, fazendo com que eu agradecesse profundamente que Jesus tivesse nascido.
O cap foi tipo, o triplo que os outros. Espero que tenham gostado pessoinhas :) FELIZ NATAL (Atrasado)! E um ÓÓTIMO ANO NOVO PRA VOCES! Até 2009 :D
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