Olhei para a tela do meu celular e o relógio marcava dezoito e trinta. Droga! Meia hora para o meu encontro com House e eu ainda estava presa na maldita reunião. Não iria nem poder passar em casa pra tomar um banho e trocar de roupa. Espera! Ele sabia disso, certo? Sabia que nesse horário eu não poderia passar em casa, a não ser que eu saísse mais cedo do hospital, mas a reunião me impediria de fazer isso. Como esse homem me deixa confusa.

As dezoito e quarenta eu finalmente deixei o hospital. Restavam-me vinte minutos pra chegar à casa de House. Como ele nunca cumpre horário e saí na hora que quer provavelmente já estava lá. Entrei no meu carro e dirigi ansiosa até a casa dele.

Quando desci do carro a cada passo que eu dava ficava ainda mais nervosa. Era como se eu estivesse indo ao meu primeiro encontro. Indo para a minha primeira noite de amor. Entrei no pequeno corredor e ao chegar de frente à porta do apartamento toquei a campanhia. Eu mal podia falar quando ele abriu a porta pra mim.

"Oi." ele falou olhando em meus olhos com um copo de bebida na mão.

Eu apenas sorri; não consegui falar um simples oi de volta. Senti-me tão estúpida por isso.

House esperou como um cavalheiro eu dar um passo a frente e ao entrar foi atrás de mim. Eu realmente estou aqui? Isso realmente estava acontecendo? Eu olhei para House. Ele sorriu como se tentasse ler todos os pensamentos em minha cabeça. Mas ele não podia. De jeito nenhum ele poderia saber o quanto eu penso nele, e todas as coisas obscenas que eu imaginei ele fazendo comigo.

Ele fechou a porta e colocou o copo em cima da mesa na entrada. Eu coloquei minha bolsa numa poltrona que estava perto da mesa. Olhamos um para o outro por um momento, e eu me perguntei se isso ia ser fácil ou difícil ou...

"Venha."

Fácil. Eu o deixei me levar para o quarto.

"Você não sabe como foi difícil deixar a sua sala." disse ele, quando chegou ao seu quarto, "Faltou pouco pra eu não perder a cabeça."

"Você pode perder agora." eu disse quando ele fechou a porta, meu coração estava a ponto de sair pela boca. Ele me encarou e eu chupei meu lábio inferior entre meus dentes. Estava nervosa. Na verdade, ansiosa.

''Essa sua boca... '' ele inspirou pesadamente e suas palavras me fizeram ficar molhada instantaneamente. Será que ele sabia? Será que ele conseguia perceber?

Senti minhas costas bater contra a parede quando House avançou em mim; parecendo querer me engolir. Sua boca sugava meus lábios tão fortemente e suas mãos passeavam por todo o meu corpo. Senti o abandono de sua boca, mas as mãos continuavam em mim. Ele me despiu sem pressa como se admirasse cada instante daquele momento.

"Deite na cama, Lisa."

Ele já disse o meu nome antes? Assim? Sem contar nas minhas fantasias? Eu acho que não. Ele sempre me chamou de Cuddy. Eu queria ouvi-lo dizer meu nome novamente.

Por favor, diga Lisa novamente, eu silenciosamente desejei.

"O que mais você vai fazer? Fora me amarrar?" perguntei ao deitar na cama. E como eu consegui ficar tão tranquila estando completamente nua na cama dele? Tão exposta como eu estava nesse momento? De alguma forma eu precisava estar tranquila pra não parecer tão desesperada.

"O que você quer que eu faça, Lisa?"

Oh, assim. O jeito que ele disse meu nome golpeou uma corda dentro de mim. Eu queria que ele pressionasse os lábios ao meu ouvido e sussurrasse meu nome de novo e de novo.

Em vez de contar a ele, eu apenas sorri, sentindo o colchão macio em minhas costas. Ele estava esperando de pé frente à cama.

Claramente esperando. Finalmente eu sussurrei, "Eu quero que você faça o que quiser.".

Eu não precisei dizer duas vezes.

House procurou alguma coisa entre minhas roupas jogadas no chão, e ao voltar a se aproximar da cama o vi com minha echarpe na mão. Ele me posicionou no centro da cama.

"Braços sobre a cabeça." eu estava pelada em seu colchão, e eu senti seus braços quentes em meus pulsos ao amarrar a echarpe neles.

Eu respirei. Eu poderia gozar sozinha desse jeito, eu acho. Por que eu precisava trapacear todas as outras noites? Simples. Porque House não estava em meu quarto.

Ele me encarou, e seu rosto parecia diferente de todas as minhas fantasias.

"Você sempre imaginou eu fazendo isso com você, não é mesmo, Lisa?"

"Sim"

O que faltava em meus sonhos? O calor em seus olhos que eu vi agora. Ele era bonito, sim, mas ele era mais do que isso. Ele olhou satisfeito comigo, como se eu fosse algum desafio.

"E você se masturbou pensando nisso?"

Pensei no quase-flagra que tive no estacionamento do hospital, e eu virei minha cabeça. Ele segurou meu queixo me obrigando a encontrar o seu olhar. "Quando eu quiser que você olhe para longe de mim, eu lhe digo", ele disse. Houve uma batida de ameaça em sua voz. Mas isso me deixou ainda mais molhada.

"Sim, eu me masturbei", eu admiti extremamente envergonhada.

Ele sorriu. "Eu teria gostado de ter encontrado você assim. Entrado em seu quarto e presenciado você se tocando enquanto pensava em mim".

Eu teria virado minha cabeça, mas ele me disse que não. Eu teria fechado meus olhos, tentando me esconder de vergonha, mas ele já tinha me avisado.

Em vez disso, eu simplesmente olhei para ele, forçada a enfrentar meus medos.

Meu estômago se apertou. Isso foi muito mais difícil do que eu esperava.

"Muito bem", ele disse; palavras que me aqueceram dentro como se ele tivesse excitado meu forno interno. "Não se afaste de mim. Não se afaste de mim nunca."

Então foi como toda fantasia que eu já tive, e as que eu nunca havia fantasiado. Ele começou a me beijar, seus lábios nos meus. Eu já tinha sido beijada assim por outros homens, mas com certeza o que eu tinha sentido anteriormente não se comparava ao que eu estava sentido agora. Este foi mais real. Isso foi tudo o que o beijo é, uma definição de um dicionário obsceno. Senti seus lábios partirem contra o meu, eu senti nossas línguas se encontrando. Eu queria que isso durasse para sempre, até que ele deslizou uma mão ao longo de meu corpo e começou a acariciar minha buceta.

"Você está molhada", ele disse.

"Eu sei."

Isso mudou tudo. Agora, eu queria algo mais, algo novo. House começou a beijar o seu caminho pelo meu corpo. Ele não deixou uma parte sequer intocada. Se sua boca estava acariciando meus mamilos, - um, depois o outro – então suas mãos estavam ocupadas acariciando cada centímetro de minha pele.

Eu me senti amada, admirada, adorada. E eu ainda queria mais.

Gananciosa. Isso é o que eu era. House não pareceu se importar.