Capítulo III - Culpa


"Balayés mes amours, avec leurs trémolos,
balayés pour toujours je repars à zero"
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"Varridos meus amores
com seus tremores
varridos para sempre
Eu recomeço do zero."

(Non, Je Ne Regrette Rien / Michel Vaucaire / Charles Dumont)


Ninguém poderia culpá-la por fazer justiça com as próprias mãos. Não era o meio correto, mas ainda sim era o único. Cada detalhe fora minimamente planejado para que nada saísse errado, era hora do seu show. E quando ouviu os gritos dele ecoarem pelo quarto e seus olhos arregalados em horror, ela soube que finalmente tinha se feito justiça e o sorriso que ocupou a sua face não se assemelhava à culpa e sim, a satisfação.