Autor: dhulli
Título Original: Dawn Of Darkness
Tradutora: Bella Potter Malfoy / DarkAngelSly
O Nascer da Escuridão
Capítulo 4: Fuga
"Ok, deixe-me entender isso direito... Dumbledore colocou proteções na casa para, literalmente, me prender aqui, não que eu tivesse qualquer outro lugar para ir, mas, mesmo assim, o pensamento de estar preso em minha própria casa... Droga! E então, Ron e Hermione, que amigos! Eles realmente não me entendem. Ron com seu ciúme e Hermione com seu respeito pela autoridade, eu duvido que eu seja capaz de contar a eles como eu realmente me sinto. Eu queria que houvesse alguém... alguém como Sirius. Mas ele está morto, droga! Esqueça isso". Harry Potter estava andando furiosamente pelo seu quarto, pensando.
Dumbledore realmente havia pensado que Harry iria perdoá-lo pelo que ele havia feito? É claro, ele era o menino de ouro, não era? Com o coração mais puro que qualquer outro, sempre pronto para perdoar.
Harry Potter não sabia o que pensar, nem o que fazer, então ele seguiu sua única opção: dormir. Ele teve um pesadelo, mas, diferente dos pesadelos que costumava ter, aquele era baseado nos eventos daquele dia. Com Dumbledore colocando-o em uma jaula e Ron e Hermione balançando a cabeça, como se ele tivesse feito algo errado. Harry acordou de seu sono, quase pronto para gritar. E então, ele tomou uma decisão"Eu não sei quando, e também não sei como, mas eu vou sair daqui".
No café da manhã, a tensão parecia estar crescendo cada vez mais. Aparentemente, Ron e Hermione haviam sido ordenados pela Sra. Weasley a falarem com Harry.
– Harry, por que nós não vamos até a biblioteca dos Black, eu ouvi dizer que é enorme.
Ron fez uma careta e deu uma alternativa - Ou nós poderíamos jogar xadrez ou Snap Explosivo ou alguma coisa assim. - Olhando-os nos olhos, Harry percebeu que eles estavam sendo forçados a falar com ele, e não era isso que ele queria.
– Não, obrigado, mas eu não estou afim. - Neste momento, a campainha tocou.
– Quem poderia ser à uma hora destas? - A sra. Weasley foi até a porta da frente - Professor Snape! Que surpresa, você, ahn... gostaria de juntar-se a nós para o café da manhã? - Harry ouviu isso da cozinha e seu coração pareceu afundar rapidamente.
Snape apareceu no corredor da cozinha. - Eu preciso falar com Potter. - Ele disse, com desprezo, e foi para a sala de estar esperar. Harry decidiu manter o homem esperando mais tempo e continuou com sua refeição.
– Você não deveria manter o Professor Snape esperando, querido. - A Sra. Weasley disse, então Harry levantou-se e depois de uma olhada em seus amigos, que estavam olhando para ele com pena, foi juntar-se a Snape. "Eles realmente acham que eu tenho medo daquele idiota" Harry pensou, amargamente.
– Potter, o Professor Dumbledore me pediu para continuar com suas aulas de Oclumência. E, embora eu odeie estas aulas tanto quanto você, nós precisamos continuar mesmo assim. - Snape disse, antes mesmo que Harry pudesse se sentar.
– Ok, Professor, eu estarei em sua sala nas Quintas à noite, como antes.
– Você não me entendeu, Potter. É claro que com um cérebro do tamanho do seu, eu não esperava nada melhor. Você deve continuar suas aulas de Oclumência no verão. Eu estarei aqui com freqüência para suas aulas e, como eu já estou aqui agora, eu creio que nós podemos começar.
Harry estava completamente chocado com isso, mas não estava, de maneira alguma, preparado para o que aconteceu em seguida. Snape acenou com a varinha para todas as portas e as trancou. Um outro aceno e toda a área da sala de estar ficou livre de mobília. E, finalmente, ele apontou sua varinha para Harry e gritou "Legilimens!" Foi um dos assaltos mais violentos que Harry havia experimentado, mas ele conseguiu puxar sua varinha e gritar "EXPELLIARMUS". Snape foi jogado para trás e aterrissou em um sofá, que estava de cabeça para baixo. Sua varinha voou e Harry a pegou.
Harry então percebeu as conseqüências de suas ações. Ele havia utilizado magia fora da escola. Ele sentou-se no chão, esperando pela coruja do Ministério, com sua carta de expulsão.
– Levante, Potter, e vamos tentar mais uma vez. - Snape pegou sua varinha do chão, ao lado de Harry.
– Mas, eu usei magia... fora da escola.
– Você está tentando se fazer de bobo, Potter? É claro que você pode usar magia fora da escola, você está emancipado, embora isso não parecesse lhe impedir de usá-la quando você não era.
Aquilo era novidade para Harry, ele não havia pensado sobre isso. Então ele rapidamente se pôs em pé e antes que ele pudesse pegar sua varinha, ele foi assaltado pela Legilimência de Snape. É claro que Harry acabou jogado ao chão, segurando a própria cabeça. Depois de diversos ataques, Snape certificou-se de que ele não poderia levantar, antes de deixar a sala, em silêncio.
Harry ficou deitado lá, no chão, amaldiçoando Snape e Dumbledore por isto. Ele não iria agüentar tudo isso mais uma vez. Ele iria devolver na mesma moeda da próxima vez. E, pensando naquilo, Harry desmaiou.
O som da porta fechando acordou Harry. Ele se colocou em pé, a varinha na mão e olhou em volta. Ele estava no quarto de Sirius. Parecia que a Sra. Weasley havia apenas largado ele lá, o deixado ali, no chão. Harry sabia que a Sra. Weasley não era assim normalmente e se perguntou que tipo de mentiras Dumbledore havia contado a ela.
Harry sabia que não seria capaz de suportar aquilo, não mais; ele precisava escapar... Naquela noite. Harry deitou-se na cama, formulando planos para sua fuga, e acabou por cair em um sono sem sonhos. A Legilimência de Snape havia o deixado alerta. Ele acordou sentindo-se refeito e com fome. O almoço estava sobre sua mesa de cabeceira, então Harry adivinhou que já havia passado da hora do almoço. Ele comeu mais uma vez, planejando sua fuga.
Naquela noite haveria um encontro da Ordem. Parecia que Dumbledore havia finalmente decidido contar a todos sobre a emancipação de Harry e sobre a segurança "extra" para ele. Depois de espiar um pouco, foi confirmado que seria um encontro completo, com todos os membros. Harry esperava exatamente isso para formular a última parte de seu plano.
Quando os membros da Ordem começaram a chegar, logo depois do jantar, Harry já estava na sala de estar. Talvez fosse apenas pura sorte que Mundungus Fletcher, uma pessoa muito importante para que seu plano funcionasse, já estivesse adormecido. Harry rapidamente murmurou um feitiço de sono sobre Mundungus, esperando que ele dormisse durante todo o encontro. E um pequeno feitiço de silêncio, suficiente para que as vozes viessem, mas não claramente, certificou que ele não iria ouvir nada.
O encontro da Ordem foi tão bem quanto Harry poderia ter esperado. Com Mundungus dormindo o tempo todo, e ninguém pensando que ele fosse importante o suficiente para acordá-lo. Enquanto Mundungus saía da sala onde havia acontecido o encontro, Harry viu que ele colocava o dedo em seu ouvido e o girava um pouco, enquanto alguém tentava contar a ele o que havia acontecido. Harry cancelou o feitiço no momento em que o outro terminava de falar.
– O quê? - Mundungus repetiu.
– Ah, nada. - O outro membro da Ordem saiu, balançando a cabeça. Devido a pequena multidão na sala, ninguém percebeu a presença de Harry. É claro que alguns feitiços de afastamento também ajudaram. Harry rapidamente aproximou-se de Mundungus.
– Hey, Dunga.
– Ah, oi, Arry, não te vi aí.
Harry rapidamente começou a falar de negócios. - Ok, Dunga, eu sei que você não gosta de cumprimentos e eu também não gosto. Eu quero fazer um acordo. Eu lhe dou vinte galeões se você me deixar ir por Flu com você até o Beco Diagonal. Eu preciso comprar algumas coisas, sabe? E eu não quero que ninguém me veja, eu vou usar minha capa de Invisibilidade. Com sorte, eu vou estar de volta à meia noite e ninguém vai nem notar.
– De noite? Bem, mas faça disso vinte e cinco galeões e vamos. - Mundungus sabia que 25 galeões valiam aquele problema, se é que haveria algum. Mas, como o garoto havia dito, seria tudo tranqüilo, afinal, quando ele tinha 15 anos também costumava fazer viagens tardias à noite, mas à Travessa do Tranco. Mundungus balançou a cabeça para limpá-la das lembranças de infância e se concentrou na sua tarefa.
– Não agora. Deixe Moody ir, porque ele pode ver através da minha capa. Dumbledore provavelmente pode também, mas ele já foi. E ali vai o Moody. - Harry apressou-se para o andar de cima, encolheu seu malão e sua vassoura, colocou-os no bolso e estava de volta, embaixo da capa, em menos de cinco minutos. Ele cutucou Mundungus nas costas. – Vamos - ele cochichou.
Eles apareceram no Caldeirão Furado. - Eu vou esperar você aqui, Harry, e volte antes da meia noite. - Mundungus disse, em um sussurro rouco. Enquanto Mundungus pedia um Whisky de Fogo com os galeões que Harry havia dado a ele, Harry deslizou para fora, mas não em direção ao Beco Diagonal, e sim à Londres trouxa.
O vento estava soprando forte àquela noite, mas Harry manobrava sua Firebolt com perfeição, a sensação de ser livre mais uma vez passando por ele. Este seria o começo de algo novo, algo melhor. Sem ser ouvido por ninguém, Harry deixou escapar o primeiro sinal de riso em muitos dias.
