Notícias de Terras Inóspitas
Rickon a escoltava pelo castelo agora, seguido de perto por Cão Felpudo. Os pequenos passeios que faziam com que Arya se distraísse e dava a ela a chance de se reaproximar do irmão mais novo.
Jon os observava quando não tinha de cumprir suas obrigações como Lorde de Winterfell. Ela se divertia com as histórias que Rickon lhe contava e o garoto estava mais tratável agora que tinha uma figura feminina por perto, sem mencionar que ele estava achando a ideia dela ter um bebê mais do que apenas interessante.
Entendia Rickon mais do que o irmão podia imaginar. A falta de uma figura materna havia cobrado dele um preço alto. Sua agressividade com estranhos, seus rompantes violentos e medos estavam intimamente ligados com a sensação de abandono que ele havia sentido quando Eddard Stark foi para Porto Real, Lady Catelyn decidiu perseguir os Lannistes e Robb marchou para a guerra.
Bran havia feito um trabalho admirável com Rickon, mas um garoto de dez anos dificilmente conseguiria controlar um de quatro anos. Quando se separaram e Rickon ficou aos cuidados de Osha, então todo referencial de família dele se desintegrou.
Quando Jon retornou a Winterfell fez o possível pra dar a Rickon um lar, ou o mais próximo disso possível. Osha era de grande ajuda neste sentido, mas não era uma figura maternal. Havia considerado a ideia de apressar qualquer plano de casamento minimamente viável e providenciar uma lady para Winterfell e alguém que pudesse tratar Rickon com um pouco de carinho, mas agora que Arya estava de volta as coisas pareciam ter encontrado um caminho próprio.
Ele gostava dela e das histórias que ela contava. Gostava de como Arya permitia que ele acariciasse sua barriga e o incentivava a planejar as lições que ele daria ao bebê quando este tivesse idade para empunhar uma espada. Rickon ria mais quando ela estava por perto e era menos instável. O retorno de Arya tinha sido uma benção para ambos e por um tempo Jon viveria na ilusão de que aquela pequena família duraria para sempre.
Arya e Rickon decidiram ir ao bosque sagrado naquela manhã, aproveitando que a neve havia dado uma trégua. Jon estava ocupado supervisionando os estoques de mantimentos quando Sam veio até ele com uma carta em mãos, com passos tão rápidos quanto seu peso permitiam.
- Acaba de chegar. – ele disse a Jon imediatamente – É de seu irmão.
Jon pegou a carta imediatamente, quebrando o selo cinzento com o lobo gigante gravado. Seus olhos passaram pela mensagem algumas vezes até que ele dobrasse o pergaminho outra vez.
- Algum problema? – Sam perguntou.
- Howland Reed faleceu e Jojen Reed está vindo a Winterfell prestart seu juramento como o novo lorde. – Jon respondeu sério – Bran aproveitará para visitar Arya. Devemos esperar por Meera também.
- Conhecia o homem? – Sam perguntou. Jon negou com a cabeça.
- Nunca o conheci, mas ele era um dos amigos mais antigos do meu pai e um vassalo honrado. – Jon disse sério – Eu sinto que essa visita nos levará a assuntos delicados.
- Que tipo de assuntos? – Sam perguntou.
- Meera é jovem, bonita e não está comprometida. – Jon respondeu – Acho que Jojen tentará me convencer a aceitá-la. Ele sabe que minhas opções quanto a noivas estão bem restritas graças ao meu nascimento. Ele tentará me dar a irmã como prova de lealdade a mim.
- E você não está interessado. – Sam concluiu.
- Não. – Jon respondeu tranquilamente – Bran gosta dela desde que se conheceram e além disso eu não acho que seja o melhor momento para encontrar uma esposa.
- Ainda preocupado com ela? – Sam perguntou e Jon entendeu imediatamente de quem o maester estava falando.
- Ela precisa de mim mais do que qualquer outra pessoa. – Jon concordou – Eu vou esperar pelo parto e até que eu esteja certo de que tudo vai ficar bem tanto para ela, quanto para o bebê e Rickon, eu não vou me preocupar com uma lady para Winterfell.
- Mas já é hora de começar a pensar num herdeiro, Jon. Sabe que precisa de um. – Sam insistiu.
- Rickon é meu herdeiro. – Jon respondeu firme – E se isso não for o bastante, o filho de Arya pode ficar com Winterfell quando eu me for.
- Ele será um bastardo. – Sam disse imediatamente.
- Eu também era e cá estou. E se for o caso, eu posso pedir um favor à rainha. – Jon sugeriu – De qualquer modo, se Jojen quiser uma união com a casa Stark, eu ficarei feliz em providenciar um casamento para Bran e isso é tudo o que os Reed terão.
- Não seria uma boa ideia oferecer lady Arya Stark a Jojen Reed? Se ele está tão interessado numa união com a casa Stark, talvez concorde em aceitá-la mesmo nas presentes condições. – Sam sugeriu e se arrependeu imediatamente ao ver Jon amassar a carta.
- Fora de questão. – ele retrucou – Cinco anos tentando voltar pra casa e para esta família e agora que ela finalmente conseguiu eu não vou mandá-la para aquele fim de mundo. Arya fica aqui e já que todos insistem que Winterfell deve ter uma lady então ela ficará com este papel. E eu não vou ouvir mais uma palavra disso, entendeu?
- Perfeitamente. – Sam concordou – Para quando devemos esperar os Reed?
- Ao final do mês. – Jon informou.
- A esta altura, lady Arya estará dando a luz. – Sam disse.
- E é responsabilidade sua cuidar para que tudo esteja preparado para quando a hora dela chegar. Parteiras, amas e tudo mais. Dos Reed eu me encarrego. – ele disse sério.
- Acho que está mais simpático a ideia de ter um sobrinho. – Sam comentou.
- Muito pelo contrário. – Jon respondeu – Ainda acho que tudo isso foi uma grande idiotice da parte dela e seria uma gentileza do destino se a criança não sobrevivesse, mas isso acabaria com Arya. Eu não quero que ela sofra, também não acho que a vida de um bastardo é uma boa vida para qualquer criança, mas já que eu não posso ter Arya aqui sem o filho, então eu cuidarei para que nenhum dos dois tenha que tolerar qualquer tipo de crueldade.
Ele deixou Sam para trás e foi cuidar de seus afazeres.
Nos dias que se seguiram, o castelo foi tomado por uma movimentação constante de pessoas que estava cuidando para que tudo estivesse em ordem para a chegada de Bran e dos Reed. Rickon estava animado com a chegada do irmão e dos amigos, Arya estava grande de mais para conseguir acompanhar toda movimentação.
Sam insistia que a criança poderia chegar a qualquer momento e o melhor era que lady Arya Stark ficasse de repousou. As pernas dela estavam inchadas e as costas doíam muito para que ela se sentisse confortável em pé. Repouso foi uma das poucas recomendações que ela não estava ignorando, assim como alimentação.
Ao fim do mês outro corvo chegou, anunciando que os Reed chegariam no dia seguinte. Jon subiu até o quarto onde ela estava para dar a notícia e se deparou com Rickon sentado junto dela na cama, enquanto Arya passava as mãos pelo cabelo dele, num carinho quase inconsciente.
- Como ela era? – Rickon perguntou – Eu quase não me lembro. – Arya tinha uma expressão melancólica no rosto.
- Bonita. – ela disse – Tinha cabelos vermelhos, como os seus e os de Sansa. Os olhos eram azuis e ela usava vestidos bonitos. Ela podia ser muito brava quando nós aprontávamos alguma coisa. O que ela mais odiava era quando Bran escalava as paredes. Mesmo assim, ela era carinhosa quando estávamos a sós.
- Você também sente falta dela? – Rickon perguntou se aninhando mais junto da irmã.
- Todos os dias. – ela respondeu – Eu tentei salvá-la. Eu não consegui, não tinha como.
- Jon nunca fala sobre ela comigo. – Rickon disse e Arya fez uma pausa por alguns segundos.
- Ela não gostava de Jon. – Arya disse por fim – Nossa mãe nunca gostou dele por perto e eu acho que ela tinha raiva de mim quando eu corria pra ele para brincar, ou para me esconder das minhas lições. Nosso pai trouxe Jon pra casa quando Robb ainda estava no peito. Um filho de outra mulher e isso sempre magoou nossa mãe.
- Jon não tem mãe? – Rickon ergueu a cabeça para encarar o rosto de Arya melhor.
- Ele tem, mas nunca a conheceu. Acho que também nunca soube quem ela é e isso é algo muito triste, não é mesmo? – Arya disse serena – Ele sempre quis um pouco do afeto que ela nos dava, mas não havia espaço para isso quando ele era a razão de todos os medos dela.
- E o seu bebê. Ele vai conhecer o pai? – Rickon perguntou, deixando-a desconfortável.
- Não sei. – ela respondeu – Acho que não, mas ele terá tios maravilhosos, não é verdade? – ela lançou um sorriso de encorajamento a Rickon, antes de perceber que Jon estava na porta.
Rickon se levantou da cama e Arya lhe desejou boa noite, antes que ele deixasse o quarto e permitisse que Jon entrasse.
Jon se sentou ao lado dela e se recostou um pouco. Arya estava calada. Supunha que o fato dele ter ouvido a conversa o deixaria desconfortável. Não havia uma razão para tanto silêncio, ambos sabiam que aquilo que ela havia dito era verdade e que ela estava disposta a fazer com a criança o que fizeram com Jon. Negar a um filho o direito de conhecer seu pai, mas Jon não agiria como Catelyn Stark. De baixo daquele teto, a criança seria amada, nem que Jon tivesse de engolir todo seu ressentimento para isso.
- Como se sente? – ele perguntou quebrando o silêncio.
- Enorme. – ela respondeu – Desconfortável e impaciente.
- Dentro do normal, eu imagino. – Jon lançou a ela um sorriso fraco – Bran chegará amanhã. Recebemos a mensagem hoje.
- É uma pena que eu não tenha sido de grande ajuda pra você. – ela disse – Poderia ter ajudado a organizar as coisas por aqui.
- Já está tudo pronto e não houve nenhum problema. – ele disse simpático – Acho que vai gostar de ter mais companhia. Meera é uma boa pessoa e é possível que vocês tenham muito em comum.
- Se Bran gosta dela, suponho que seja boa pessoa. – ela respondeu.
Ficaram em silêncio por um bom tempo. Jon se levantou, preparando-se para sair do quarto, mas antes que chegasse a porta Arya o chamou.
- Acha que meu bebê vai sofrer por não saber quem é o pai? – ela perguntou.
- Eu sofri não por não saber quem era minha mãe, mas por nunca ter tido uma figura que pudesse preencher esse espaço. – Jon respondeu – Você não quer que seu bebê saiba quem é o pai e por mim tudo bem, mas ele vai precisar de uma figura que cumpra esse dever. Que o ensine sobre honra, sobre coragem, sobre dever e tantas outras coisas. Alguém que cuide dele e dê carinho.
- Está sugerindo que eu devo arrumar um marido que aceite isso? – ela questionou arqueando a sobrancelha.
- Não. Estou dizendo que na falta de opção melhor, eu vou cumprir este dever. – Jon respondeu sério.
- Não quero que acolha meu filho por dever ou por piedade, Jon. – ela rosnou.
- Eu estou fazendo isso por você não porque acho que é minha obrigação, mas porque eu quero. Eu faria muito mais pra ver você feliz e protegida. Ele é uma parte de você agora e eu sempre a amei por inteiro. – ele respondeu – Vou me deitar. Tenha uma boa noite.
No dia seguinte ela não desceu para receber os Reed, como já era esperado. Bran estava alto, ainda resignado a uma cadeira que havia sido adaptada para dar a ele alguma mobilidade. Uma cadeira com rodas que era empurrada por todos os cantos.
Ele sorriu ao rever o irmão e o abraçou com força. Rickon também veio saudá-lo e contar suas notícias. Bran parecia mais animado e forte do que Jon se lembrava e perguntou imediatamente sobre Arya e como ela estava passando. Mesmo nas circunstancias em que ela havia retornado, a gravidez parecia só aborrecer Jon.
- Nossa família foi severamente reduzida. Não pode me culpar por quer vê-la grande novamente. Crianças correndo por aqui dificilmente seriam algo indesejável. – Bran se justificou em dado momento.
- O ideal seria que fossem crianças legítimas. – Jon completou. Bran lhe deu um tapa amistoso no ombro.
- É uma vida, Jon. Tão preciosa quanto qualquer outra. – Bran insistiu – E isso não impede de que logo venham os legítimos. Já é tempo de você pensar nisso.
- Arya e Rickon precisam de mim agora. Quando tudo estiver mais calmo eu pensarei em filhos e esposa. – Jon prometeu. Ele finalmente se virou para encara o casal de irmãos cragnomanos. Jojen eram baixo e de rosto solene, nenhum traço que chamasse muita atenção, além do fato de ser jovem. – Eu lamento sua perda Lorde Reed. – Jon disse de forma austera – Howland Reed sempre foi um bom amigo para o meu pai e ao longo destes anos vocês foram nossos vassalos mais honrados e confiáveis.
- É muito gentil, meu senhor. – Jojen respondeu – Sempre foi nosso orgulho e nossa honra servir à Casa Stark.
- É um prazer revê-la, lady Meera. – ele se dirigiu a moça bonita com o cabelo trançado.
- Igualmente, meu senhor. Uma pena que seja um momento de pesar para minha família. – ela completou educada. Jon tentou ignorar quando Brando roçou sua mão contra a dela num sinal discreto de apoio. Eles estavam juntos, Jon tinha certeza disso.
Quando todos estavam descansados da viagem, foi servido um belo jantar. Bran sentou-se entre Jon e Rickon para saber a respeito de tudo o que estava acontecendo no castelo e nos arredores. Apesar de ter se tornado mais taciturno e melancólico com os anos, ele ainda tinha um pouco de bom humor e gentileza em si.
Houve um pouco de música e risadas discretas. A conversa era agradável e Jon estava satisfeito com a reunião de sua família. Em dado momento Sam apareceu no salão para transmitir uma mensagem de Lady Stark com um pedido de desculpas por sua ausência em razão de seu mal estar.
- Lady Stark? – Bran ergueu uma sobrancelha e riu – Bem, esse é um dia inusitado. Arya sendo chamada de Lady Stark, isso é quase...Surpreendente.
- É o que ela é. – Jon disse imediatamente.
- Este título deveria ser reservado a sua esposa e sabe disso. – Bran o corrigiu – Mas não faz diferença.
Terminado o jantar Jojen pediu para ter uma pequena audiência com Jon o que foi imediatamente concedido. Era o mínimo que poderia fazer por alguém que serviu a ele e seus irmãos tão bem por tantos anos. Se Jojen Reed queria falar, então ele falaria.
Foram até a sala de estudos que Sam gostava de usar. Sentaram-se imediatamente e Jon providenciou para que vinho quente fosse trazido até eles. Jojen bebeu alguns goles antes que Jon pudesse perguntar sobre o que lorde Reed desejava falar.
- O que posso fazer pelo senhor? – Jon perguntou.
- Eu devia ser um bom filho e cumprir o último desejo de meu pai, mas...Receio que isso não vai acontecer. – Jojen disse enigmático – Meu pai tinha esperanças de que o senhor pudesse se interessar por minha irmã e que um dia Meera se tornasse Lady Stark.
- Mas nós dois sabemos que ela está muito mais interessada em Bran do que em qualquer outra coisa. – Jon completou – Eu sinto muito, mas eu não posso magoar Bran desta maneira. Acho que o senhor me entende.
- É claro. – Jojen concordou – Meu pai nunca entendeu o que eles têm, eu acho. Ele dizia que seria uma vida desperdiçada para ela, caso Meera ficasse com Bran. Sem filhos, sem um marido inteiro, se é que me entende. Mas ela é teimosa e insiste que Bran é a única coisa que ela deseja da vida.
- Então concorda com a união, mesmo depois da renuncia e tudo mais? – Jon perguntou surpreso.
- Concordo e acho que faria ambos muito felizes, se o senhor concordar. – ele disse imediatamente.
- É claro que sim. Eles têm a minha benção. – Jon concordou imediatamente.
- Bom. – Jojen sorriu timidamente – Mas não é só por isso que eu vim até Winterfell, meu senhor. – ele pegou um bolo de cartas amareladas e colocou sobre a mesa – Meu pai jurou proteger um segredo até seu último suspiro. Um segredo que pertencia à sua família e que ele guardou até o dia de sua morte em respeito a Eddard Stark. – ele disse solenemente – Um segredo que poderia ter mudado o curso do mundo. Quase vinte anos guardando um segredo. Só decidi revelar isso ao senhor, porque acho que é um direito seu saber.
- Saber o que? – Jon perguntou levando a mão às cartas sobre a mesa.
- A verdade sobre seus pais e sobre o que você é. – Jojen respondeu no momento em que Jon pôs os olhos sobre os selos que em outros tempos haviam lacrado as cartas. – Certamente se recorda que meu pai e Lorde Stark foram os únicos sobreviventes do incidente da Tower of Joy.
Jon leu as cartas em segundos, tentando entender o que estava escrito e o significado que aquelas palavras tinham para a vida dele. As cartas de uma dama que falava do filho que estava esperando e da urgência em reencontrar seu esposo. Cartas de um príncipe que afirmavam que o bebê estava destinado a grandes feitos. Lyanna e Rhaegar...Apaixonados, casados...Com um filho a caminho.
- O que aconteceu com a criança mencionada nas cartas? – Jon perguntou com a voz oscilante.
- Foi retirada da Tower of Joy no momento em que a mãe faleceu. – Jojen respondeu – Lorde Eddard o pegou e manteve escondido do mundo e em segurança, mesmo depois de sua morte. Um nome de bastardo pode ser um excelente escudo, não concorda?
- Me diga que isso não é verdade. – Jon disse assustado. Nem todo ar do mundo seria o suficiente para fazê-lo recuperar o fôlego – Eu não posso...Deuses! Lyanna e Rhaegar?
- Herdeiro do Trono de Ferro. – Jojen fez uma breve reverência – Todos sabem que a rainha não consegue conceber e que o rei Aegon não a abandonará por uma questão de honra. Se Aegon e Daenerys não tiverem filhos, o trono é seu, meu príncipe.
- Não diga isso. – Jon suplicou – Não diga uma coisa dessas. Eu não sou nem mesmo um lorde, que dirá um príncipe!
- É sim. – Jojen disse sério – E eu o aconselho a pensar em uma consorte e em filhos também. Um príncipe precisa de herdeiros. Talvez possa garantir à Lady Arya o título de Lady de Winterfell de forma definitiva.
- Arya é minha irmã! – Jon respondeu com a voz assombrada.
- Sinto muito, meu príncipe. Ela não é e isso pode ser extremamente benéfico se bem aproveitado. – Jojen disse de forma prática – Se me permite, eu vou me retirar. Eu o aconselho a pensar na ideia com cuidado. Sei que é muito para assimilar em tão pouco tempo, mas infelizmente é uma realidade.
- Bran sabe? – Jon perguntou antes que Jojen se retirasse.
- Ele soube antes de renunciar. Acho que foi um dos motivos que o levou a renuncia. Ele queria que você tivesse a chance de governar, caso um dia o trono passe para os seus cuidados e também uma chance para conhecer e comandar os homens que lutarão ao seu lado, caso seja necessário. – Jojen disse - Ele o apoiará seja qual for sua decisão. Tenha uma boa noite, meu príncipe. – e então lorde Reed o deixou sozinho, com todos os seus receios, suas magoas e suas dores. Ele nunca se sentiu tão perdido na vida.
Nota da autora: Gente, eu quase deprimi achando que o capítulo anterior não teria reviews XD. Bem, mais uma vez, eu sigo a teoria R+L=J, só pra pesar menos na consciência. Notem que o Jon é o único que está realmente puto com a Arya grávida, mas pelo amor que tem à ela, tudo bem assumir o papel de figura paterna. Logo teremos um ponto de mudança, onde tudo o que eles pensavam e conheciam vai começar a ser refeito e ai, o que vai sobrar pros dois? E o pai do bebê, ele vai aparecer eventualmente e ninguém vai agradecê-lo por isso. Eu espero que gostem e continuem comentando e me deixando feliz.
Bjux
Bee
