ATENÇÃO: Contém cenas mais íntimas entre os personagens. Se é que me fiz entender. Quem não gosta disso, ou não leia (assim perde este lindo capítulo xD) ou passe essa parte. (Devo dizer que gosto especialmente deste capítulo.)
Boa leitura
Capítulo 3 – Uma noite muito agitada
A escuridão da noite já reinava quando os alunos saíram do salão principal. A noite fria, o céu escuro, carregado de nuvens, e um frio cortante, deveria estar uns zero graus. Lily apercebeu-se disso quando saiu do aconchegante e quente salão principal e deparou-se com os frios corredores de Hogwarts. Com um gesto rápido, colocou os seus braços à volta do seu corpo, tentando aquecer-se.
- Está realmente muito frio – disse uma voz masculina que ela já conhecia bem.
- Ah, sim, realmente uma noite muito fria.
- Não falta muito para nevar…
- É, como o céu está.
- Lils?
- Sim…
- Que conversa mais parva – e começa a rir.
- Podes quer – rindo também.
- Hoje estás muito bonita.
- Oh, Ste… Ai! – Exclamou ela, quando esbarrou em alguém. – Potter! O que estás a fazer parado no meio do caminho?
- Se estivesses mais atenta ao que se passa à tua volta, saberias – disse James, e ela desviou o olhar dele e olhou à sua volta. Deparando-se com um aglomerado de alunos parados em frente ao quadro da Dama Gorda.
- O que está a acontecer aqui?
- A senha foi mudada, e ninguém sabe a nova senha.
- Merda! Foi eu que esqueci-me de avisar aos outros – disse muito aflita. - Desculpem, deixem passar.
- Ei! Foi ela que mudou a senha! – Exclamou uma menina do terceiro ano.
- Evans, onde é que tinhas a cabeça para mudar a senha e não informares ninguém – disse Cristin. – Nem sei como é que foste eleita para Delegada.
- Cala-te! – disse Lily irritada. – Desculpem-me! Foi eu que mudei a senha por causa das últimas visitas que a sala comum tem recebido e tudo porque uma menina disse a senha às suas amigas – Lily olhou feio para uma rapariga do sexto ano, que tinha dado a senha da sala, para a amiga entrar na torre e fazer uma visitinha nocturna a um certo maroto. - Assim já não haverá visitas ao quarto dos rapazes do sétimo ano. A nova senha é "Beijos gelados" – finalizou Lily, e o retrato abriu-se dando passagem aos alunos cansados.
- LILY! – Lily ouviu a amiga chamá-la do fundo das escadas.
- O que foi Lene?
- Não é nada, não precisas de estar com esse mal humor, eu só queria ter companhia.
- Mas tu tinhas companhia, onde está o Sirius?
- A gente veio o caminho a falar, mas fartei-me dele. Acreditas que o Sirius passou o caminho todo a chatear-me a cabeça, em como o namoro dele está óptimo, e que a Elizabette é maravilhosa, e que eles estão cada vez mais apaixonado! Tenha paciência!
Lily não aguentou e começou a rir exageradamente. Marlene completamente indignada, pergunta o que ela tem.
- Desculpa, mas não consigo parar de rir… É completamente improvável…
- Evans – alguém a interrompe.
- Potter?
- Preciso de falar contigo – disse ríspido e frio.
- Ok. Fala.
Ele olhou para a Marlene.
- Eu vou para dentro – disse subindo as escadas, e desaparecendo conforme o retrato ia-se fechando.
- Sim, estou à espera. Chamaste-me só para ficares a olhares para a escada?
- O que acabou de acontecer há bocado?
- Eu já pedi desculpas, e sabes muito bem o porquê de ter mudado.
- Não é isso que eu quero saber.
- Então…
- Porquê que tentas fazer tudo sempre sozinha?
- James, desculpa…
- Agora é James. Fazes tudo sem nem me consultares.
- Desculpa, eu não pensei que…
- Que, o quê? Como achas que eu estou? Achas que eu gosto quando tu me excluis?
- Desculpa, eu deveria ter feito as coisas contigo…
- Mas não fizeste! Não quiseste saber a minha opinião!
- Eu não pensei que te importasses.
- Pois, mas importei-me! Achas que fiquei satisfeito em saber que a senha tinha sido mudada, e eu como delegado dos alunos, nem sequer sabia disso.
- Quantas mais vezes vou ter de pedir desculpas. Foi sem querer. E, BOLAS, EU SEI QUE ERREI!
- Mais nenhuma. Desde que não te esqueças que eu sou teu parceiro, e não posso ser excluído.
- Ok. Não vai repetir-se mais. Eu prometo.
- Boa noite – disse James sério, dirigindo-se para a entrada da sala, sem nem sequer olhar para ela.
- Boa noite, James – murmurou ela, quando o retrato tinha-se fechado. Cansada entrou também.
A sala comum estava com poucos alunos. Um grupo de alunos do 5º ano nas mesas a fazer os últimos trabalhos, e um com alunos do 6º ano, sentados em frente à lareira. Sem nenhuma vontade de subir, apesar do cansaço, foi até à janela, encostando-se na parede ficou a observar a lua, perdida nos seus pensamentos.
- Onde estiveste a tarde toda?
- Que susto! O que estás aqui a fazer?
- Não tinha sono e foi dar um giro! O que achas? Estou a fazer a ronda.
- Às vezes esqueço-me que és prefeito. E que tens essas coisas para fazer.
- Pois, eu não consigo esquecer-me – disse sentando-se ao lado dela. – Mas a menina está fora da sala comum, e são onze horas. Eu deveria dar-te uma detenção!
- Deverias Scott, mas eu sei que não vais dar.
- Oh, Merlin! Como eu consigo resistir a esta brasa?
- Deixa de ser parvo Scott – disse ela, começando a rir.
- AH! Haseena?
- O que foi?
- Não respondes-te à minha pergunta. Onde estiveste?
- Não posso esconder, né?
- Claro que não! Se não levas detenção.
- Não tenho medo disso – disse rindo. – Se o Filch nos apanha.
- Não desconverses, onde estiveste?
- Ok, eu conto logo. Tive com o Steve.
- Steve? O Stone dos Gryffindor? O chaser?
- Sim ele, porquê? Qual o mal?
- Tu sabes que ele é totalmente apanhado pela Evans.
- Sim eu sei, não te preocupes. Foi só uma curte. Uma vez, acabou.
- Ainda bem – ela olha para ele com um ar inquisidor.
- Ainda bem?
- Sim, eu não acho que ele seja o homem certo para ti.
- Sabes também concordo – ele sorriu, e ela também.
- Aí é! E quem achas que é homem para ti?
- A pessoa por quem eu estou apaixonada!
- Estás apaixonada? – Ele sorria cada vez mais.
- Sim, acho que sim – disse ela com um ar de boba apaixonada.
- Quem seria ele?
- Não querias mais nada.
- Então, só uma pista?
- Ok, acho que mereces uma pista – disse aproximando-se dele, e encostando a boca na orelha dele. – É loiro… – sussurrou, e ele abriu mais o sorriso, fechando os olhos. – E Gryffindor - disse levantando-se, o sorriso dele murchou na hora e abriu logo os olhos para encara-la, mas ela estava de costas a observar a lua.
- Gryffindor? – A voz quase que lhe falhava. Ela só sorriu e acenou positivamente.
- Vamos, já está tarde, e tu estás cheio de sonho, além disso fica mal o prefeito dos Ravenclaw andar pelos corredores, a estas horas da noite, ainda por cima acompanhado por uma brasa destas! O que é que vão pensar! Vamos! – disse empurrando Scott, e lá foram os dois para a torre dos Ravenclaw.
Numa sala de aula, dois Ravenclaw…
- Tens a certeza? – perguntou a loira, olhando para ele.
- Claro, eu estou contigo é porque te quero.
- Tom, tu queres mesmo ter-me?
- Se não quisesse ter-te em mim, não estaria namorando contigo.
- Ok! Estou pronta, já está mais que na hora.
- Agora sou eu que te pergunto, queres mesmo?
- Eu Sarah estou completamente apaixonada por ti!
- Isso é um sim?
- Não, isto é um "cala essa bola e beija-me logo"!
- O seu desejo é uma ordem – começou por beijar-lhe na boca, enquanto as mãos dela percorriam as costas dele. Ele começou por abrir os botões da camisa, e conforme ia abrindo beijava-lhe a nova parte desnuda. Percorreu o contorno dos seios dela. Quando acabou de tirar a camisa dela, ela já tinha-se encarregado de lhe tirar a dele. Levou a mão ao fecho do sutiã dela, e com pressa e necessidade abriu e retirou o mesmo dela. Apreciou o peito dela, os mamilos já duros de excitação, e rosados. Uma tentação para ele. Abaixou a boca contra um deles, colocando em seguida beijos neles. Ela apenas acariciava o cabelo dele enquanto isso saltava pequenos gemidos. Ele começou a abrir os botões da calça, começando por retira-las. Ela fez o mesmo, tirando a saia, estava pronta para tudo. Ele deitou-se por cima dela, beijando o corpo dela enquanto ela fazia o mesmo. Lentamente baixou a mão até o sexo dela, e acariciou por cima, e esperou a reacção dela, sorrindo logo a seguir. Calmamente ela levou a mão até a sua cueca e começou a baixá-la.
- Estou mais que pronta – disse num sussurro.
- Vou levar-te à loucura – beijo-lhe em seguida.
- Lily? – a ruiva suspirou, virando-se e dando de caras com Remus.
- Remus! – Foi em direcção ao rapaz, e abraçou-o em seguida.
- Lily, o que foi? Pareces abatida?
- O Potter…
- O que ele fez de errado agora?
- Nada, aí é que está o problema. Ele não fez nada!
- O que querias que ele fizesse?
- Não sei! Mas eu errei, eu disse que errei! – Começou a chorar, e Remus ficou sem saber o que fazer. – Não era suposto eu errar, não diante dele.
- Mas o que aconteceu?
- Eu não contei com ele, eu ignorei-o, não quis saber o que ele é, e errei.
- Lily, o que se passa contigo? – Segurando nos braços ela, afastou-a e olhou para os seus olhos.
- Eu não sei, sinto-me tão confusa.
- Lily podes desabafar comigo.
- Remus, ele está chateado comigo?
- Porquê que perguntas isso?
- Ele estava frio comigo, isso não é normal.
- Lily, eu realmente não sei o que se passa naquela cabecinha. Mas fizeste-lhe alguma coisa?
- Merda – xingou baixinho, começando a chorar novamente.
- Lily, vá anima-te – disse ele, e levantou a cabeça dela, para olhar-lhe nos olhos. - Deixa isso agora, amanhã vai falar com ele, e resolve as coisas, ok?
- Ok, eu vou falar com ele.
- Bom, agora vamos para cima, já é muito tarde e amanhã temos de levantar muito cedo.
- Obrigada Remus!
- Boa noite, Lily!
- Boa noite – disse dando um beijo no rosto dele, e logo a seguir marchou em direcção do dormitório, assim como ele.
- Lucius, para quieto, aqui não! – exclamou a jovem, tentando sair dos braços do loiro.
- Ah, deixa-te relaxar… E aproveita.
- Não faças isso! – e com um suspiro beijou-o. – Assim não consigo resistir! – concluiu, aproximando-se ainda mais, entrelaçando as suas pernas na cintura dele. Soltou um pequeno suspiro de desejo quando ele deposito as mãos, debaixo da saia, no seu rabo, acariciando-o.
Um barulho ouviu-se, quebrando o silêncio do salão comum de Slytherin.
- Xiu… Lucius, aproxima-se alguém - disse ela aflita.
- Lianne, não te preocupes – sussurrou. – Não importa quem seja.
- Está alguém aí? – perguntou uma jovem loira, descendo as escadas.
- É a Cisa! – exclamou Lianne aflita.
- Atrás do sofá, eu empato-a – sussurrou ele. Lianne correu para trás do sofá verde, tentando fazer o menos barulho possível. Enquanto que Lucius atirou-se para cima do mesmo sofá.
- Ah, és tu Lucius. Estavas a falar com quem?
Ele levantou a cabeça, e levantando-se soltou um sorriso cínico. – Ninguém, deves ter ouvidos vozes – colocou o braço à volta de Narcissa e fazendo ela virar-se, começou a leva-la para cima.
- Se calar, estou um bocado cansada.
- Cansada? Que pena – disse fingindo desapontamento. – Eu tinha uns óptimos planos para esta noite. Mas como estás cansada…
- Quem aqui falou em cansaço? – interrompeu, abrindo em seguida o seu típico sorriso safado.
Lianne levantou-se assim que eles saíram.
- Aquele Lucius não tem jeito – disse rindo em seguida. - 'Desde que não se esqueça de mim mais logo, todo bem.'
Não muito longe dali…
- Sam? O que fazes em pé?
- Devo perguntar o mesmo, né Kimberly!
Olharam os dois um para o outro, um olhar carinhoso. – Sem sono – disseram ao mesmo tempo.
- Queres conversar sobre nada? – perguntou ele sentando-se ao lado dela. E encarando o salão vazio da Hufflepuff, esperando a resposta.
- Claro, não tenho sono mesmo!
E ficaram um bom tempo a conversar, mas por mais que as horas apertassem, o sono parecia não vir.
Mas não eram os únicos. Mais duas pessoas pareciam completamente acordadas, perdidas, ambas nos seus pensamentos. Ele, olhando para o teto do seu dormitório, sem conseguir parar de pensar nela. E no quarto ao lado uma jovem deitada na sua cama, também pensando nele. Ambos sem saber que estavam mais perto do que pensavam.
Finalmente eu resolvi actualizar. Eu sei, demorei um bocado, mas aqui está!
E lembrem-se, eu avisei que ia ser mais activo! Hehe xD
Obrigada às meninas: Juh MoonyDina Moony Black, Lady Bella-chan e zihsendi, que comentaram no último capítulo. Muito obrigada, adorei todas.
E obrigada a quem lê e não diz nada.
Próximo capítulo a viagem, assim dita.
Até Breve
Laude Evans Potter
10 de Setembro de 2007
