Disclaimer: Paradise Kiss não me pertence, contudo, esta fic e as suas ideias sim, apesar de não lucrar nada com isso.
É tudo, continuação de boa leitura. :D
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Quente e Frio
- Terça-Feira
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Há uma semana e dois dias que era uma mulher casada e uma pequena parte de si parecia finalmente adormecer para não mais acordar. Contudo, uma vez mais, havia algo que a despertava.
Todos os canais de televisão abordavam o assunto, a nenhuma revista escapara o estrondoso acontecimento. Após tantos anos, o aguardado e oficial regresso estava para breve. Ela recusava estar presente para dar as boas vindas. Decidira que, a partir de agora, seria apenas ela e seu marido. Tudo bem, o Passado é importante, por isso mesmo não o esqueceria, mas também não procuraria mais por ele. Não voltaria a invocá-lo.
E mandaria definitivamente para a cama o pequeno pedaço teimoso de seu coração.
Alegou uma desculpa de querer internacionalizar-se como modelo. Internacionalizar-se? O que queria dizer era tornar-se um pouco mais conhecida… Sabia que iria ser difícil consegui-lo, mas também não era algo que realmente ambicionava pois já era bastante conceituada. Quanto ao seu habilidoso marido, haveria sempre um lugar disponível para um pediatra onde quer que ele fosse.
- O que planeia a minha esposa?
Vender a casa recentemente comprada. Sim, aquela enorme mansão ensolarada onde eles supostamente iriam ser felizes para sempre. Onde fora definido por Hiroyuki o lugar onde teriam e criariam os seus filhos. Onde seria a elegante prisão de Caroline.
Após uma pequena discussão o homem deu-se por vencido perante tal teimosia e determinação. Sempre soube que sua mulher era fogo selvagem, embora nem sempre tenha sido assim. Sorriu paciente e orgulhoso por ter conquistado tão singular beleza, perguntando em seguida com toda a sua doçura:
- Queres voltar para a América?
Não, América nunca mais. Europa.
- Milão? Madrid? Londres? Praga?...
Nenhuma delas. Se lhe perguntassem, ela não saberia o porquê. Pareciam distantes e incomodativas. Como aquele anel que era obrigada a usar todos os dias.
Porque ela se obrigou a fazê-lo.
Imagens de livros escritos em francês surgiram sem aviso. Falou antes mesmo de ter noção do que dissera. E aquela palavra sim, satisfizera os seus exigentes lábios. Porquê? Não fazia ideia, mas pelo menos não estava relacionada com ele, já que a sua carreira profissional se desenvolvera na América.
- Paris.
- A cidade do amor?
Olhou para o homem à sua frente e sorriu. Um sorriso verdadeiro, cheio de esperança e expectativa. Respirou fundo, satisfeita consigo própria e com a coragem que teria que angariar para esquecer tal penetrante homem.
Agora, seria apenas Tokumori Yukari.
E sê-lo-ia com orgulho.
Continua…
- Neffer-Tari
