Nothing Else Matters

Fic de niver da Anarco Girl

Shipper: Destiel

Supervisão: Cassboy


"Never cared for what they do

Never cared for what they know

But I know

So close no matter how far

Couldn't be much more from the heart

Forever trusting who we are

And nothing else matters"

Por que a distância o incomodava tanto, quando a distância era o que ele mais queria? O anjo nunca estivera tão afastado. Como era possível sentir tamanha falta de ter o seu espaço pessoal invadido com a mais pura inocência, que, no fim das contas, era a inocência que lhe tirava o fôlego? O que poderia justificar tamanho silêncio e ausência do ser angelical?

Todo aquele silêncio o incomodava. Se não conhecesse bem, diria que o anjo estava fazendo algo errado. No entanto, errado estava ele em cobiçar e duvidar daquele que o livrara da perdição.

Entre uma dose de álcool e outra ficava dividido entre a dor da separação e culpa por alimentar sentimentos que não deveria ter. Mas por que não? Sentia-se solitário em um mundo de lutas, sangue, traições, intrigas, desconfiança e morte. Então qual seria o mal em se apaixonar pelo único ser que ainda tinha um brilho. Quem não se sentiria ofuscado por uma luz de esperança no umbral de sua vida?

Outro copo se esvaziava enquanto pensava no anjo. O pensamento se converteu em som, quando um nome fora pronunciado em voz alta, traindo aquele que tentava espantar os pensamentos.

- Dean...

- Cas? – O caçador o olhou surpreso e confuso.

- Você me chamou.

Dean arqueou as sobrancelhas. Ele havia chamado? – Hum... Sim, Cas! É claro! – Levantou-se da mesa, desviando o olhar do copo vazio e ajeitando a jaqueta. Encarou aqueles olhos inquisidores. Era óbvio que o anjo gostaria de entender o motivo do chamado. Perdeu-se em seus pensamentos enquanto buscava uma resposta, ou uma desculpa, seria melhor dizer.

- Dean? – O anjo o encarava sério. – Onde está o Sam? – Perguntou quando não recebeu nenhuma resposta além de outro olhar.

- Ah... Ele está em outro quarto. Precisávamos de alguns momentos de privacidade. – Do que ele estava falando? O que Castiel entendia de privacidade? – E então? Como vão as coisas no céu? – Essa era a sua melhor pergunta? Dean se amaldiçoou.

O anjo suspirou. Parecia cansado, mas se bem se lembrava, anjos não dormiam e muito menos se cansavam. Talvez estivesse enganado.

- Sob controle, eu acho. Alguns dias são piores, outros são melhores. Rafael não vai descansar enquanto não assumir o poder. - O anjo andou até e a mesa e passou a mão pela garrafa quase vazia. – Mas acredito que não foi por isso que me chamou. – Castiel se aproximou. - O que você precisa?

Que diabo de pergunta era aquela? Poderia interpretá-la como se o anjo dissesse que ele só o chamava quando precisava de alguma coisa. Ou poderia respondê-la com sinceridade, dizendo que precisava sentir o sabor daquela boca, assim como aquela criatura infernal havia feito. Sentiu o ódio tomando conta de si quando lembrou-se da cena. Nenhuma das alternativas parecera muito adequada. Rosnou baixo, fazendo o anjo inclinar a cabeça e arquear as sobrancelhas tentando entender.

Aquilo era um convite para a insanidade. Aquela boca tão perto e em uma posição que era praticamente um apelo. Dean fechou os olhos e apertou os lábios tentando não ver aquilo, por mais que sua mente insistisse em manter aquela imagem como se seus olhos ainda estivessem abertos.

- Talvez você não possa me dar o que eu preciso, Cas. – Dean abriu os olhos temerosos. Rendido por seus pensamentos lógicos e recriminadores, ele se amaldiçoou mais uma vez.

Não havia nada que o anjo pudesse fazer. Seu coração já havia sido consumido por um amor que não deveria existir e o envenenava a cada momento em que tentava negá-lo. Nunca havia se importado com si mesmo, então não seria mau nenhum continuar querendo proteger a integridade do único que ainda lhe inspirava confiança. Não era justo. Não era certo.


Capítulo atualizado apenas para deixar a segunda-feira do meu amor mais gostosa.

Beijos =***