Respostas às Reviews do Capítulo Anterior e um Aviso:
Pessoal, meu site está mudando de endereço. Agora é http dois pontos barra barra ptyx ponto noigandres ponto com. Se acharem complicado, vejam no meu perfil.
Magalud: Suspiros... Ah, o amor. Espero que goste do final. Mas depois tem mais.
Lilibeth: Isso mesmo, o que aquele Chapéu Seletor tem na cabeça? É verdade o que você disse sobre o Harry. A continuação vai ser sob o ponto de vista dele, então vai dar para entendê-lo melhor.
Amanda Saitou: Pois é, essa história tem um clima de sonhos que surpreendeu até a mim mesmo. Estou feliz que você esteja gostando.
Sheyla Snape: Site? Hm, eu estava convidando você para entrar no nosso grupo de discussão sobre slash, o Potter Slash Fics. Não é site, é um grupo yahoo. O endereço está no meu perfil. Tem fãs de todos os casais, pelo menos em tese. Se eu acho anti-ético o que o Snape fez? Acho. Ele também acha, mas isso não é desculpa. Esse Snape está muito longe de ser perfeito.
Paula Lírio: Você mandou, então eu coloquei bastante conversa e ação neste capítulo.
Baby Potter: É uma das minhas expressões favoritas nessa história, também! Sobre o "segredo", pode ser também que eu não saiba a resposta, não é? Leia o último capítulo e você entenderá melhor por que estou dizendo isso.
Marck Evans: Doce. Verdade, doce, meio inconseqüente, e onírica (glossário ptyx: "sonhadora", "viajante"). Bela análise, como sempre, amiguinho!
Capítulo 4
Chegaram a um ponto de relaxamento mental, juntos, que lhes possibilitava compartilhar pensamentos. Severus ouvira falar que isso, a chamada Comunimência, era possível, mas nunca passara por tal experiência. Seus dois mestres eram hábeis Legilimens, mas ele apenas sentira sua mente ser invadida por eles, jamais compartilhada. Entre Harry e ele, não havia invasão ou dominância. E Severus se surpreendeu ao perceber o quanto a experiência era agradável. Talvez porque eles só conseguissem compartilhar pensamentos depois que suas mentes estavam completamente relaxadas.
A partir de então, Harry não precisou mais da poção nem de estar perto de Severus ou do travesseiro do Mestre de Poções para ter um sono tranqüilo. Dizia que conseguia dormir bem assim que relaxava a mente e entrava em sintonia com a de Severus.
.s.s.s.s.s.s.s.
— Vou ter de passar o Natal em Grimmauld Place.
— Eu sei — respondeu Severus.
— Não vamos poder, você sabe...
— Claro que não.
— Então hoje é a última noite.
— É.
— Severus...
O garoto começara a tratá-lo pelo primeiro nome. Era deliciosamente irritante, como tudo em Harry.
— Fale de uma vez!
Em vez de falar, Harry se levantou e se aproximou da poltrona onde Severus estava sentado e... tirou as vestes, ficando só de cuecas diante de Severus. Então se agachou ao lado de sua poltrona e começou a abrir-lhe os botões.
— O que pensa que está fazendo, sr. Potter?
As palavras nunca haviam sido o forte do garoto. Como se soubesse disso, ele se sentou no colo de Severus e o beijou ardentemente. Perdendo a capacidade de raciocinar, Severus o segurou contra si e levantou-se, carregando-o no colo até o quarto. Deitou-o na cama com cuidado e passou os olhos sobre o corpo do garoto. Como ansiava por tocar aquela pele suave, passar os dedos por aqueles músculos esculturais, desde o tórax até o considerável volume mal oculto pela cueca. Na verdade, distendendo a cueca ao máximo...
Severus engoliu em seco.
Livrou-se de suas vestes sob o olhar encantado do garoto, tirou-lhe os óculos, depositando-os sobre a mesa de cabeceira, e jogou-se na cama, agarrando-o e esmagando o corpo magro contra o seu.
— Oh, Harry. Por favor me diga... até onde vamos esta noite? O que você me deixa fazer?
Harry enterrou a cabeça na curva do pescoço de Severus e murmurou:
— Qualquer coisa. Tudo.
O gemido gutural que saiu dos lábios de Severus era irreconhecível para ele próprio. Mas uma voz interior mandava que se contivesse. Sabia que Harry era virgem, e totalmente inexperiente. Não podia ainda fazer o que queria, o que o corpo o empurrava a fazer com o garoto.
Afastou-o com firmeza de si.
— Vamos com calma.
Harry olhou para ele com expressão de total desespero.
— Não, por favor, não diga que nós não podemos.
— Sinto muito.
— Não é possível. Por que... por que não fazemos o mesmo que você fez comigo, aqui, aquela noite?
Severus gelou.
— Do que está falando, Potter?
— Eu sei que não foi um sonho. Nem da primeira vez, nem da segunda, quando você... disse que me amava também.
— Está dizendo um monte de absurdos, garoto.
— Não adianta negar. Conheço bem o efeito da poção, e sei quando estou sonhando e quando estou... naquele estado que não é nem dormindo nem acordado.
Severus sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo.
— Se acha que meu comportamento foi inadequado, fale com o Diretor.
Harry franziu o cenho, e meneou a cabeça.
— Mas... Não é nada disso! Do que você está falando?
O garoto parecia tonto, mas Severus achava que já era hora de ambos encararem os fatos.
— Da forma inadequada como um professor de Hogwarts se comportou com um aluno. Não vou pedir que me desculpe, porque meu comportamento foi indesculpável. Você estava em estado de semi-consciência, e eu me aproveitei de você. Fale com o Diretor; é o melhor que tem a fazer. Estou disposto a aceitar as conseqüências de meu comportamento. Mesmo que isso implique em perder um emprego de quinze anos.
— Não sei do que está falando. Eu não vou contar nada ao Diretor. Se não contei até agora, por que acha que agora eu contaria?
— Por que só agora está me contando que sabia?
— Porque eu sabia que você ia ter uma reação paranóica.
— Ah. Então você não é totalmente irrecuperável. Tem alguma noção da gravidade dos fatos.
— O que eu sei é que você é paranóico.
— Durante esse tempo todo você sabia, e não me contou. Entendo. Você tem se aproveitado de mim durante esse tempo todo.
— Aproveitado? O que quer dizer? — O garoto franziu o cenho. — Isso é ridículo. Não está querendo dizer que eu o seduzi, está?
— Por que acha a idéia ridícula? Só porque você é vinte anos mais jovem do que eu?
— Não, seu... idiota! A idéia é ridícula porque... porque você também me queria, desde o começo. Ou não? Diga que não.
— Desde o começo? Que começo?
O garoto socou o colchão, com expressão de total frustração. Severus teve pena dele, e o enlaçou pela cintura.
— Então você quer... o mesmo daquela noite?
Harry fez que sim com a cabeça.
— Posso fazer o mesmo em você, se quiser.
— Ahn... eu tenho outros planos, esta noite. Espero que não se importe com... uma pequena variação.
— N-não. Desde que... desde que a gente faça alguma coisa, sabe.
— Além de ficar "discutindo a relação" a noite toda?
— É.
Severus puxou Harry para si e o beijou, lentamente, saboreando-o, provocando-o, lambendo, mordendo-lhe um lábio, depois o outro, chupando-lhe a língua. Ao mesmo tempo, percorria as costas do garoto com as mãos, até cobrir-lhe as nádegas ainda por sobre a cueca.
Então Severus descolou os lábios dos de Harry e lambeu-lhe o lóbulo da orelha, depois a região do pescoço.
Harry se contorcia embaixo dele.
— Gosta disso?
— Hmhmm.
— E disso — perguntou Severus, colocando a boca ao redor de um mamilo e começando a sugá-lo.
— Oh, sim!
Ainda brincando-lhe com os mamilos, Severus introduziu a mão por dentro da cueca de Harry, e cobriu-lhe o membro ereto.
Harry murmurou palavras desconexas e levou as duas mãos ao elástico da cueca para retirá-la. Daquela posição, era impossível, e Severus estava decidido a não facilitar-lhe a tarefa, descendo ainda mais com a boca até o umbigo e penetrando o inocente buraquinho com a língua, simulando uma outra carícia em um local muito mais íntimo.
Enfim, Severus desceu um pouco mais e ajudou Harry a se livrar das cuecas. Ao ver o pênis do garoto erguido em sua direção, pedindo para ser tocado, apertado, lambido, seu próprio pênis pulsou dentro da cueca.
Severus ajeitou-se entre as pernas de Harry e, em uma manobra diversionista, lambeu-lhe o interior das coxas.
— Severus, por favor!
Severus deu um sorriso sádico, e soprou sobre o pênis, já com uma gota prematura escorrendo.
— Oh, deuses... — lamuriou-se o garoto.
Finalmente compadecido, Severus agarrou-lhe a base do pênis com firmeza e o puxou para si. Ainda provocando, lambeu-lhe a pele do escroto, depois umedeceu-lhe a base do pênis com rápidas lambidas. Por fim, passou a língua pela pontinha e pelo lado interno, várias vezes, saboreando-lhe a gotinha de sêmen.
— Harry, você é doce — disse Severus, em tom surpreso, erguendo um pouco a cabeça. Ao fazê-lo, viu a expressão totalmente concentrada e enlevada do garoto, e resolveu que iria tentar dar o melhor de si.
O estranho era que Severus jamais gostara de chupar. Mas Harry era diferente. Tudo em Harry era diferente.
Severus soprou ar quente ao redor da pontinha outra vez. Harry gemeu, e Severus soube que ele não agüentaria muito mais. Cerrou os lábios firmemente ao redor do pênis róseo e macio e, aplicando cada vez mais pressão, começou a descer. Sua boca se encheu de saliva, e um gemido grave vibrou no fundo de sua garganta. Por que será que era tão bom ter o pênis de Harry em sua boca? Senti-lo pulsar lá dentro, então, era o paraíso. E sentir as duas mãos do garoto tocarem-lhe os cabelos, era... Severus nem conseguia mais pensar, mas não importava. A excitação fazia com que conseguisse descer mais e mais, até ter Harry inteirinho dentro da boca. Aplicou o máximo de pressão à base, com os lábios, cuidando para manter os dentes longe daquela carne macia.
Severus começou a sugar, subindo e descendo por toda a extensão do pênis. Ao mesmo tempo, massageava com as mãos os testículos de Harry, que iam ficando cada vez mais rígidos.
— Oh... Severus... tão bom...
Severus parou um pouco, para Harry não ejacular ainda. Sonhando com futuros prazeres, passou o polegar ao redor da entradinha de Harry. Quando este fez um movimento como que para tragar-lhe o dedo para dentro, ele não resistiu e, trocando de dedo, inseriu o indicador lá dentro. Seu próprio pênis doía de tão duro.
Enquanto seu indicador iniciava uma viagem pela estreita fenda, Severus voltou a chupar o pênis do garoto. A pontinha tocava-lhe o fundo da garganta no exato instante em que o dedo alcançou o ponto mais sensível do garoto, e o jorro de sêmen cálido quase o sufocou. Heroicamente, Severus engoliu tudo, até o fim.
Quando ergueu a cabeça para fitar o jovem amante, sentiu-se recompensado pela expressão totalmente saciada do garoto.
Deitou-se a seu lado, e o abraçou. Harry aninhou-se em seus braços. Ao fazê-lo, deve ter sentido o pênis de Severus pressionar-lhe as coxas, pois afastou um pouco a cabeça para olhar para ele, depois para o rosto de Severus.
— Me deixa... fazer o mesmo com você?
— Você não vai gostar — respondeu Severus, em voz rouca.
— Como sabe? Eu quero aprender.
Harry o encarava com tanta ansiedade, e Severus queria tanto, que não conseguiu dizer mais nada. E logo Harry estava lhe tirando as cuecas, com a sua ajuda, e instalando-se entre suas pernas já separadas.
— Não tente abocanhar tudo — aconselhou-lhe Severus, tentando parecer ameaçador e sabendo que estava se saindo muito mal. — Você pode machucar a nós dois, se tentar. Só a pontinha... já é muito bom. Mas cuide para não encostar os dentes, também.
— Sim, professor — respondeu Harry, absurdamente animado para quem acabara de gozar. Vantagens de se ter um amante de dezesseis anos.
Harry segurou-lhe a base com as duas mãos e começou a lamber-lhe a ponta. Severus achou que fosse gozar de imediato, de tanto que esperara por aquilo, e de tão bom que era. Mergulhou os dedos por entre os cabelos indóceis do jovem mago e mordeu o lábio inferior enquanto aquela boca quentinha cerrava-se em torno de sua ponta e começava a descer por seu membro. Mordeu forte, para conter o impulso de mergulhar até o fundo da garganta do amante. Quando Harry lambeu o lado de dentro de seu pênis e depois roçou os lábios com firmeza ao redor de uma veia especialmente sensível Severus gemeu, quase gritou, e derramou sua semente dentro daquela boca deliciosa. Fechando os olhos, rendeu-se ao prazer.
Os espasmos ainda o percorriam, agora mais fracos, quando lábios com seu próprio sêmen colaram-se aos seus, possessivos e generosos ao mesmo tempo, como tudo naquele garoto impossível.
— Você me ama ou não, afinal? — perguntaram aquelas lábios, depois, quando os dois descansavam nos braços um do outro.
Severus não queria ter de responder. Não depois daquela noite perfeita. Mas sentiu que devia isso a Harry.
— Sinto muito se o que eu lhe disser não é o que você está esperando. A verdade é que eu não sei o que é "amor". Algumas pessoas já disseram que me amavam, e acabei descobrindo que isso não significava o que eu esperava que significasse. Acabei aprendendo que cada um dá a essa palavra um significado diferente. Portanto, eu preferia não responder a essa pergunta. E você? Sabe o que é o amor?
— Sei.
— E acha que está apaixonado por mim? Por quê? — perguntou Severus, sem conseguir entender.
— Ora, porque sim. Você é corajoso, poderoso e... se importa comigo.
— Quando começou a... ter essa idéia exótica?
Harry enrubesceu.
— Desde a primeira vez que tomei aquela poção Papaverea.
— Ah. As opiáceas. O seu amor não passa de uma alucinação.
Harry deu de ombros.
— E faz diferença?
A resposta do garoto era mais sábia do que parecia. De fato, se o amor é alguma coisa, não será uma espécie de alucinação?
Sem dizer nada, Severus fitou longamente os olhos do jovem amante. Olhos que, de repente, adquiriram tons de preocupação.
— Por que disse que me amava, então, naquela noite? — perguntou Harry.
Severus sentiu um nó na garganta, e respirou com dificuldade.
— Era como se eu estivesse no seu sonho. Foi algo... poético.
— Você não quis me decepcionar.
—Você sabe que eu não sou costumo me preocupar em não decepcionar as pessoas. É mais do que isso. Eu quis ser... especial para você. No seu sonho.
Harry abriu um sorriso radiante.
— Então eu acho que era verdade, o que você disse.
— Talvez você ainda esteja sonhando, Harry.
Fim
Continua em "A Ilha de Quetzal", a ser postada em breve.
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