Parte 4

Palavras da autora: 1º, relembrando, Naruto não é meu. Se fosse eu já teria me colocado para casar com Itachi faz tempo. u.u 2º esse cap é um tanto triste, vou avisando logo! Se você não conseguir ler tudo, tudo bem, mas pode atrapalhar um pouco na compreensão do resto da história.

Gostaria de agradecer a PAM III. Obrigada pela review! XD

E também a Uchiha Rin. Continue ligadona na história, ok?

Para todos os leitores: deixem reviews!

Bjuuusss

OOooOO

A noite logo havia caído, resolvemos dar uma parada para descansar. Amanhã pela manhã estaríamos em Konoha. Eu estava um pouco cansada. Carregando o menino e minha mochila... tudo bem, a minha mochila não pesava tanto, mas á medida que eu corria com ele nas minhas costas, eu percebia que ele era um tanto pesadinho... -.-''' Bem, isso não vinha ao caso. O importante mesmo é que a missão foi um sucesso. Orochimaru e Kabuto iriam demorar muito até descobrirem que foi a Vila da Folha quem invadiu o seu esconderijo. Eu estava bastante confortável com relação a isso. Com o justu especial do Clã Uchiha, acendi a fogueira que meus companheiros arrumaram. Coloquei o Uchiha ali perto. Seu corpo estava gelado, parecia que aquela noite estava mais fria do que a noite passada... bem mais, mas não abri mão de dormir no alto de uma árvore. Eu estava alerta a qualquer movimento perto do menino. Nunca se sabe o que poderia acontecer e, se acontecesse, era minha cabeça que iria a prêmio, então, toda segurança era necessário. Olhei para baixo, lá estavam meus companheiros. 3 estavam indo dormir e 2 estavam conversando baixo porto da fogueira. Não sabia dizer quem era quem porque só tinha a luz da fogueira para me guiar e, já que eu estava deitada num galho um pouco alto, não consegui distinguir. Mas tudo bem. eu estava querendo relaxar depois daquele dia.

Fechei meus olhos e comecei a relaxar. De repente, comecei a sentir uma presença ali. Apesar de fraca, ela era poderosa. Era, inclusive, a mesma presença que senti quando estava na Vila Oculta do Som. Estranho. Não dava para saber se era homem ou mulher, mas dava para ver que era poderosa e que havia nos seguido até aqui. Estranhei mais ainda porque meus companheiros não estavam sentindo, ou, pelo menos, não se importavam com tal presença. Me levantei devagar para que ninguém sentisse que dei uma saída. Precisava saber quem era que estava nos seguindo. Isso não é típico do sexo feminino, mas um mal hábito que eu tinha era ser curiosa. Muito curiosa. Eu não estava nem aí se era um chakra muito maior do que o meu, eu estava interessada em saber o por que daquilo tudo. Por mais que eu procurasse, parecia que a presença se afastava. Como se soubesse perfeitamente aonde eu estava e em todos os momentos. Eu estava me afastando muito do acampamento, resolvi voltar. O objetivo dessa pessoa poderia ser esse mesmo, me afastar do acampamento para dar o bote. Resolvi voltar. Simplesmente não me importei mais com aquela presença. Se ela não fez nada até agora, quando estamos perto de Konoha, então ela não iria fazer nada. Não por enquanto, pelo menos. Voltei e dormi tranqüilamente naquele galho.

Vi quando aquele grupo parou para descansar, já perto de Konoha. Resolvi sentar em um galho e esperar até que amanhecesse para poder segui-los. Acabei me interessando muito naquela moça, não apaixonado, mas interessado em suas habilidades. Ela formou um plano perfeito, pegou o que queria, saiu do território do inimigo e agora já estava perto de casa. Tudo isso sem lutar. Era impossível para mim imaginar alguém completar seu objetivo sem lutar. Fiquei surpreso quando vi seu clone saindo com Kabuto do esconderijo. Ela separou o senhor de seu servo exatamente para que o alarme não soasse ali. Foi um plano perfeito.

Ela começou a relaxar naquele galho, quando percebeu que eu estava ali. Ela se levanta devagar e começa a seguir a minha presença. Sua coragem era grande ao ponto de seguir um chakra muito maior que o seu. Eu gostei daquilo. Foi um jogo legal. Ri quando vi a cara de indignação dela por não estar me achando. Estávamos nos afastando cada vez mais do seu acampamento. Eu não pretendia fazer nada com ela, mas logo se desconfiou e voltou para o acampamento. Um animal selvagem. Que persegue arduamente seu objetivo, mas quando vê que não terá sucesso, simplesmente desiste sem fazer escândalos. Ela voltou para o mesmo galho e, para a minha surpresa, ela dormiu tranqüilamente. Ela por si só percebeu que eu não era uma ameaça. Isso era incrível. Em todas as minhas missões, jamais tinha visto um ser igual a ela. Minha organização não tinha me dado missão alguma. Foi coincidência eu ter pegado ela em missão de resgate na Vila Oculta do Som. Na verdade, eu só estava lá porque eu queria me livrar logo daquele verme do Orochimaru. Como se eu não percebesse que ele havia pegado o pirralho para que pudesse me derrotar um dia. Definitivamente, aquele ser era um vírus na sociedade dos ninjas. Eu já não agüentava mais o ver tentando se fortalecer para que eu não fosse mais o seu maior pesadelo, que iria se concretizar naquele dia e sua morte iria chegar, mas resolvi deixar isso para depois. Que sorte é a dele! Foi roubado e salvo por uma adolescente ao mesmo tempo. Já que é essa jovem, é uma honra. Iria observá-la até que eu descobrisse tudo dela. Se ela se encaixar no perfil da minha organização, a levarei para lá. Se não, eu simplesmente voltaria e mataria Orochimaru e esqueceria de tudo que aconteceu. – o homem pensou sentando-se em um galho perto do acampamento.

Amanhece. Yumi acorda com os raios solares em seu rosto. Ela olha para baixo. Seus companheiros estão sentados lado a lado, formando um círculo. Eles deviam estar jogando alguma coisa, mas isso não chamou sua atenção. Adiante, Sasuke dormia tranqüilamente, ainda sob o efeito do sedativo. Ela desce e agacha ao lado dele, vendo se ele tinha algum tipo de ferimento.

H5: Bom dia Yumi! Dormiu bem?

Yumi: Dormi sim. Estou mais relaxada agora que estamos perto de Konoha. – n.n''

H4: Então vamos voltar. Tsunade-sama está nos esperando.

Yumi: "Ah, eu já tinha me esquecido da Hokage-sama!" – gotinha

Todos seguiram direto para a Vila da Folha.

Eu estava preocupada com aquele menino. Ele já deveria ter despertado do sedativo. Será que exagerei na dose? Ah, isso já não importa mais. Konoha não estava muito distante. Estávamos correndo bem rápido e, em poucas horas, já dava para ver os portões da vila. Meu coração apertava um pouco por causa do "método de convencimento" que eu iria usar no Uchiha. Ah, o que eu mais queria é que ele tivesse vindo conosco por conta própria, mas essa não era a realidade. Suspirei desapontada. Se esse método é a única alternativa, então eu, como sua nova sensei, teria que fazer isso, mesmo sendo contra a minha vontade. Iria doer muito mais em mim do que nele, com certeza.

Finalmente chegamos em Konoha. Não perdi meu tempo, encostei o menino numa parede, tirei da mochila um papel e um lápis e escrevi uma carta para a Hokage-sama. Eu tinha trazido o menino de volta, mas precisava convencê-lo de ficar e isso não seria nada fácil e nem um pouco agradável, afinal, essa sina que ele tinha em conseguir poder não era algo a ser discutido numa mesa tomando chá. Teria que cortar o mal pela raiz e era exatamente isso que eu iria fazer. Não só como sendo sua nova sensei, mas também a pessoa que iria ajudá-lo a se livrar dessa maldição: o selo amaldiçoado. Dobrei o papel e mandei que meus companheiros entregassem para a Hokage-sama, depois fui embora com o menino seguindo meu caminho pela floresta. Era um caminho muito maior, mas pior ainda seria chamar a atenção das pessoas.

Yumi chega em sua casa, que ficava um pouco distante da vila. Ela aliviou-se com isso. Pegou uma kunai e cortou as alças da mochila. Ela não queria desamarrá-lo. Ao lado da lareira, tinha um pequeno gancho na parece, seria para pendurar plantas, mas serviria perfeitamente para o Uchiha também. Ele ainda dormia. Amarrou a corda no gancho de modo que ele ficasse de pé. Ela foi à sua mochila e tirou uma tira sagrada que as sacerdotisas usavam para impedir que o seu oponente usasse o chakra, que seria um youkai ou um kyuubi. Resolveu amarrar a tira no tornozelo de Sasuke, impossibilitado de usar o chakra, era apenas um menino indefeso. Também estaria incapacitado de usar a força, pois não comia desde que saiu da Vila Oculta do Som. Depois de amarrar a tira, ela olha para a lareira, ou melhor, para o objeto que se encontrava encima dela. Ela havia trazido aquilo não sabia porque. Quando chegou, apenas jogou-o para cima da lareira e esqueceu, mas agora lá estava a sua arma de tortura: um chicote. Ela começa a se lembrar de como ela apanhou aquele dia por ter fugido de sua vila, mas aquele foi o dia em que ela despertou de novo para a vida. Sasuke começa a despertar. Ela pega o chicote e fica de frente para ele, olhando-o séria.

Sas: Você! Que lugar é esse? Por que me trouxe aqui?- perguntou indignado e tentando se soltar.

Yumi: Sou Yumi. Estamos em Konoha e eu te trouxe para cá para saber se você tem a capacidade de raciocinar.- ela disse batendo levemente o chicote na mão.

Sas: O que quer dizer com isso?- se indigna mais ainda ao perceber que não consegue usar o chakra e muito menos ativar o sharingan. Se bem que isso não serviria de nada naquele momento.

Yumi: Vou te explicar fazendo outra pergunta: você estava pensando o que quando se uniu ao Orochimaru? Desse jeito você só mostra que é um ser estúpido e irracional.- ela disse passando a ponta do chicote no queixo do menino.

Sas: Ele pode me dar o que Konoha não pode: poder. Isso é tudo o que quero.

Yumi: Tolo.

Sas: Nani?- mal deu tempo dele falar e ela chicoteou-o na costela. A dor foi tão grande que não deu tempo de gritar.

Yumi: Você acha mesmo que Orochimaru vai te dar poder sem pedir algo em troca? Ele não está fazendo isso por caridade!

Sas: Para mim pouco importa. O meu objetivo é matar meu irmão e vingar meu clã. Não estou nem aí para os planos dele!- ela o chicoteou mais uma vez.

Yumi: Um vingador... Sasuke você é mais tolo do que eu imaginava.

Sas: ...

Yumi: Olhe para você. Um menino perdido em seus próprios objetivos, sendo impulsionado pelo ódio que tem do seu irmão. Você realmente é um ser irracional, pirralho.

Sas: O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO? QUE EU DEIXARIA ELE VIVER DEPOIS DO QUE ELE FEZ?- gritou, ela o chicoteou mais ainda e mais forte.

Yumi: Não fale comigo nesse tom de voz. Aqui, quem manda sou eu.

Sas: ...- a olhava com ódio.

Yumi: Você se diz um vingador, mas você não sabe o que um vingador faz. Você é um cego.

Sas: Como se você soubesse...

Yumi: E sei. Vingador que é vingador se comporta como predador. Ele planeja tudo e tudo que ele faz, ele faz por si e sem precisar da ajuda dos outros. Um caminho que ele mesmo trajeta.

Sas: Por acaso não fiz isso?

Yumi: Não. Você depende do Orochimaru e desse selo amaldiçoado para ser forte. Sem essas duas coisas, você é apenas um menino indefeso. Devo confessar: você jamais vencerá seu irmão assim.

Sas: ...- apenas a olha sentindo dores por causa das chicotadas.

Yumi: Se você quer ser mais forte que seu irmão, seja igual a ele, mas ande em caminhos corretos. Prove para ele que não é matando as pessoas que ele conseguirá ser o maior dos ninjas, mostre para ele que você pode se tornar muito melhor do que ele construindo caminhos de paz e não de guerra.

Sas: Você não entende. Ele matou nossos pais e todo nosso clã. Essas palavras bonitas não vão me fazer mudar de idéia!- ela o chicoteia várias vezes e com gosto.

Yumi: Tolo, ingênuo. Você acha que com esses pensamentos você chegará em algum lugar? Você anda em círculos, Sasuke. Tão cego que mal percebeu que Orochimaru com certeza te deixaria mais forte para que ele mesmo pudesse derrotar Itachi com o seu corpo. Seu irmão é o maior pesadelo de Orochimaru.

Sas: ... – apenas a olha espantado, ele nunca tinha pensado nisso.

Yumi: A única coisa que você prefere guardar como algo precioso é seu poder. Você é assim porque você acha que está sozinho. Que você perdeu tudo naquele dia. Que engano.

Sas: Engano? Meus pais, meu clã foi morto pelo meu irmão. Minha família era tudo que eu tinha, mas ela foi destruída. Você acha que eu tenho algum tesouro agora? Eu não sou preso a nada porque, aquilo que me prendia, foi tirado de mim.

Yumi: É mesmo? E a sua equipe?

Sas: Eles tem um alguém muito melhor do que eu para cuidar deles.- ela o chicoteia com força. Suas roupas já estavam rasgadas por causa daquilo tudo.

Yumi: Você gasta a sua vida em algo que não vale à pena, Sasuke. Você tem a auto-estima tão baixa que acha até que há pessoas melhores que você por aí... pra quê tanto ódio se a morte nem sempre é a alternativa para nossos problemas?

Sas: Não consigo esquecer o que ele fez naquele dia. Não posso perdoá-lo.

Yumi: Você pode até não perdoá-lo, mas nunca se esqueça que você não está sozinho.

Sas: ...- ele a olha.

Yumi: Você perdeu a sua família, mas você tem uma outra aqui.

Sas: Eles não me merecem. A minha vida deveria ter sido tirada aquele dia também.- ela começa a chicoteá-lo incansavelmente, fazendo com que suas roupas rasgassem mais ainda e que ele desse pequenos gritos, pois já não agüentava mais a dor das chicotadas.

Yumi: Você é realmente um idiota, Sasuke.- seus olhos estavam úmidos.- Deixe-me te dizer umas coisas. Se você tivesse lá no dia do assassinato dos Uchihas o que você acha que teria acontecido?

Sas: ...- ele a olha já meio cansado e ofegante por causa das dores, fica sem jeito quando a vê com os olhos úmidos.

Yumi: Os seus pais te amavam, Sasuke. Você diz que precisa vingar a morte deles e do seu clã. Se chama de vingador, tem sede de poder e por causa disso se uniu ao inimigo. Você acha que seus pais gostam disso? Você se esconde por trás de máscaras. Você tem esse jeito frio e introvertido porque essa é a maneira mais fácil de não mostrar seus sentimentos às pessoas, mostrar o quanto você é infeliz por causa dessa memória que não sai da sua cabeça.

Sas: ...- ele a olhava surpreso.

Yumi: Se você tivesse lá, seus pais teriam dado suas vidas para que você vivesse. Você conseguiu escapar com vida, mas você chama isso de vida? Esse é realmente o desejo dos seus pais e do seu clã? Você só pensa em você mesmo. O mundo não gira em volta do seu umbigo e os fatos do mundo não acontecem por causa da sua existência!- ela falava e o chicoteava, fazendo com que ele gritasse, ela parou por um instante, ofegante como ele.

Yumi: O que foi? Isso não é gostoso?- ela o olhava com os olhos ainda úmidos. Ele só estava de pé porque a corda o sustentava. Já estava trêmulo e ofegante. Não agüentava mais apanhar.

Sas: ...

Yumi: Você está sentindo uma dor terrível, mas nada se compara com a dor daqueles que você abandonou quando se uniu ao Orochimaru. Sua família verdadeira foi morta pelo seu irmão, mas você matou o coração daqueles que te amam e que são agora, sua família. Não existe dor pior do que a dor do coração quando nossos sentimentos são feridos. Isso é até mais imperdoável do que o seu irmão fez com seu clã.- ele abaixou a cabeça. Ela percebeu que ele chorava silenciosamente e que só não voltou a olhá-la, porque não queria que visse suas lágrimas.

Minhas lágrimas insistiam em querer descer, fiz o máximo para contê-las, mas não consegui conter um abraço. Larguei o chicote e o abracei. Ele tremia de dor. Logo senti que ele encostou sua cabeça em meu ombro.

Yumi: Eu entendo você, Sasuke. Mas aprenda a enxergar dentro de si. Você não está feliz com isso que você faz, acha mesmo que sua família estaria? Jamais fale que existe um alguém mais especial que você nesse mundo, porque ninguém substituiria você no coração daqueles que te amam. Não escolha o caminho do ódio para cumprir suas metas. Já basta a morte da sua família e de seu clã. Faça seu próprio caminho, faça metas construtivas e nunca mais se perca pelo seu "eu".

Sas: O que eu faço? Já estou acostumado a viver desse jeito.- ele sentiu as lágrimas dela escorrerem pelo seu ombro.

Yumi: Viva, mas não como se você estivesse sozinho. Os humanos não foram feitos para viverem sós. Treine e se torne forte, não para que você possa matar seu irmão, mas para que tenha força suficiente para derrotá-lo e dizer na cara dele que é o mais forte. O futuro você pode planejar, o passado você esquece, mas o presente você vive, o presente é uma dádiva, é por isso que é chamado de "presente". Aproveite porque vida, você só tem essa.

Ele tinha parado de tremer e já não ofegava mais, já até se agüentava de pé. Desamarrei a corda do gancho e o levei para fora de casa. Ele só foi entender o que eu queria fazer quando eu comecei a amarrar a corda no galho de uma árvore, retrucou um pouco, mas aquilo não iria me impedir de aplicar o castigo. Amarrei num galho um pouco alto para que ele não alcançasse, mas deixei a corda longa para dar mobilidade a ele. Tirei sua bolsa que guardava as churikens e as kunais. O olhei. Ele estava completamente machucado, as roupas rasgadas e os pulsos feridos, já que se pendurou na corda enquanto estávamos na minha casa.senti uma certa dó dele, mas ele precisava aprender a lição.

Yumi: Você ficará aqui para repensar um pouco nisso tudo que você fez. Sem bebida ou comida. Voltarei quando chegar a hora.- ela virou-se e entrou dentro de casa.

Enquanto o deixei lá fora, resolvi arrumar algumas coisas, como o quarto que ele iria ficar. Agora que sou sensei dele, ele passaria a morar comigo. Meu coração apertava, mas ele precisava ter o que merecia. Eu estava preocupada porque tinha alguns ferimentos abertos. Rezava para que ele estivesse bem até amanhã de manhã. Os minutos se passavam rapidamente, quando olhei na janela já era noite. Me aproximei para poder ver como ele estava. Bem como eu pensava, estava se debatendo e tentando tirar a tira sagrada, mas era impossível. Essa tira tem uma proteção especial, ela só reagia com o meu chakra. Apenas eu poderia tirar essa tira dele. Seus pulsos deveriam estar mais feridos ainda, já que ele se debatia com força, apesar do cansaço. Eu estava com vontade de tirá-lo de lá logo de uma vez, mas não podia. Balancei minha cabeça para parar de pensar nele e desci. Fui para a parte de trás da casa, pois lá havia algumas árvores que tinham frutas maduras. Elas seriam ótimas acompanhantes no café de amanhã, não para mim, mas para o Sasuke. Quando eu terminei tudo fui dormir, ou, pelo menos, tentar. Eu estava preocupada com ele, mas se aquilo foi necessário, então não teve outro jeito. Espero que ele possa estar bem amanhã de manhã.

Yumi acordou com o despertador. Ela não tinha dormido direito aquela noite. Rapidamente levantou-se e se vestiu. Comeu uma fruta e foi ao encontro de Sasuke, que estava sentado encostado na árvore. Estava tão exausto que mal conseguia se mexer. Ao perceber que alguém estava na sua frente, abriu lentamente os olhos. Yumi o olhava séria.

Yumi: Está pensando em voltar para a Vila Oculta do Som?

Sas: ...- ele abaixa a cabeça e a balança negativamente.

Ela pega uma kunai e corta a corda de seus pulsos feridos. Ele não reage, já que estava completamente esgotado. Ela o carrega em suas costas e o leva para casa. Sem querer, ele acaba dormindo no caminho.

Sasuke acorda. Estava, agora, sentado numa cama num quarto um pouco grande, arrumado e limpo. Um local relativamente luxuoso por causa do tipo de decoração. Pensou em tudo que ocorreu no dia anterior, pensou que tivesse sido sonho, mas logo confirmou que estava errado ao olhar as ataduras em seus pulsos, pescoço e em todos os locais machucados por causa das chicotadas. Percebeu que estava sem a tira sagrada também. Lembrou-se da mulher que tinha feito aquilo. Ele já não estava entendendo muita coisa. A porta se abre lentamente. Yumi coloca apenas sua cabeça para dentro do quarto para certificar-se se Sasuke ainda dormia, ao ver que não, ela entra com uma bandeja de comida. Ela comprou algumas coisas enquanto Sasuke dormia. Fechou a porta ao entrar no quarto, ele apenas a olha se aproximar e colocar a bandeja (que tinha apoio para colocar na cama) na cama, sentando-se logo em seguida. Ele apenas cruzou os braços e olhou para o lado, chateado.

Yumi: Vai ficar chateado comigo, agora?- ela ri.

Sas: Hunf.- ù.ú ele resmunga.

Yumi: Tudo bem, pode ficar chateado, mas, pelo menos, coma alguma coisa.

Sas: Não estou com fome.- ù.ú disse ainda não olhando para ela.

Yumi: Não? Tudo bem, já que você não quer, eu quero.- n.n ela disse pegando um garfo e espetando uma fruta cortada no prato. Ele a olha de esguelha. Ela mergulha a fruta num potinho de mel, provocando-o, depois come. Ele fica com uma certa inveja, mas seu orgulho não lhe permitia que comesse alguma coisa vindo dela, mas ele também não estava resistindo.

Yumi: Humm, está uma delícia! Essas frutas estão bem frescas, mesmo.- ela disse sorrindo.

Sas: - T.T- fez cara feia.

Yumi: Que cara é essa? Você disse que não queria...- quando ele abriu a boca para responder, ela coloca outra fruta, espetada no garfo, em sua boca. Ele não resiste mais. Aos poucos, começa a comer cada coisa que ela havia trazido para ele.

Sas: Por quê?- ele pergunta meio triste olhando para a bandeja.

Yumi: Nani?

Sas: Por que ontem...?

Yumi: Às vezes, as pessoas pensam melhor na hora da dor, Sasuke. Isso também foi lição para que você sentisse um pouco a dor que as pessoas sentem.- ela o olhava séria.

Sas: ...- estava pensativo olhando para a bandeja e comendo cada coisa lentamente.

Yumi: Você deve estar confuso porque fui eu quem fez isso, não é?- ela sorri.

Sas: ...- ele a olha.

Yumi: Bem, foi porque serei sua sensei enquanto o selo amaldiçoado não for completamente removido.- ela disse.

Sas: É você quem vai tirar?

Yumi: Sim. Será um processo demorado, principalmente porque já está muito avançado.

Sas: Kakashi não pode me treinar enquanto você retira-o?

Yumi: Requer treinamentos especiais para que você possa resistir ao tratamento. Kakashi não sabe que tipo de treinamentos são esses, pois esse é um caso especial.

Sas: Isso tudo é necessário?- ele a olha.

Yumi: Sim, querido.- ela o olha séria.

Sas: É, parece que eu não tenho alternativa...- ¬¬

Yumi: Por acaso você não quer ser meu discípulo?- ¬¬

Sas: Estou mais acostumado com os treinos de Kakashi e... sei lá o que você pode fazer comigo...- ù.ú

Yumi: O que quer dizer com isso?- T.T

Sas: Hunf.- ù.ú

Yumi: Bah. Já que você não é de maior idade, não tem poder de decidir o que é o melhor para você. Tsunade- sama sabe o que faz, já que é a Hokage. Isso será interessante porque o único Uchiha que eu treinei foi o meu irmão. Treinar você será uma ótima experiência, já que também sou uchiha.- disse sorrindo.

Sas: Nani?- O.O

Yumi: Sou mestiça. Meu pai era um Uchiha puro que saiu de Konoha e minha mãe era uma sacerdotisa. Fui treinada pelos dois. Minha mãe não sabia nada de táticas ninjas, mas me ensinou tudo que sabia sobre como usar o chakra para purificar ou, até mesmo, curar ferimentos leves. Meu pai foi meu mestre a princípio, mas depois que ele morreu, tive outro mestre que não era Uchiha.

Sas: E seu irmão?

Yumi: Ele morreu assassinado por um cara chamado Zabuza, mas esse assassino foi morto por um ninja daqui.

Sas: Kakachi. Foi ele quem matou Zabuza.

Yumi: ...

Sas: Sinto muito pela sua família. Nunca pensei que você fosse como eu.- ele olhou para o lado, não tinha coragem de encará-la.

Yumi: Tudo bem.- ela sorri. Ele a olha.

Yumi: Isso já passou e eu também tive o meu castigo por ter fugido da minha vila um dia.

Sas: O que você fez comigo, o seu mestre fez com você?- O.o

Yumi: Sim. Ele fez até pior. Ele me deixou pendurada numa árvore por 3 dias em época de chuva.- n.n

Sas: - O.O

Yumi: Ah, já está ficando tarde. Eu tenho que ir ver a Hokage-sama. – ela disse levantando-se.

Sas: Ela já sabe que estou aqui?

Yumi: Sim, mas eu estou indo lá para pedir a ela a sua guarda.

Sas: Nani?

Yumi: Mesmo que o tempo de seu tratamento passe e você volte a treinar com Kakashi, nos dois ficaríamos melhor se morássemos juntos, já que, em parte, temos uma ligação.- ela disse sorrindo.

Sas: ...- ele apenas a olhava. De certa forma, ela estava certa. Ele concordou silenciosamente.

Yumi: Já vou. Seu treinamento vai começar amanhã, portanto descanse.- disse aproximando-se da porta.

Sas: E o tratamento?

Yumi: Só quando os ferimentos estiverem completamente sarados. O tratamento para o selo amaldiçoado é um tanto... brusco. Se eu começar agora, seus ferimentos poderão se abrir e, até mesmo, ficarem maiores. Bem, agora eu vou indo. Vou demorar um pouco, pois ainda vou comprar algo para o estoque da casa. Não deu tempo de fazer nada!- n.n''' ela disse saindo.

Sasuke colocou a bandeja numa cômoda ao lado da cama e deitou-se. Estava cansado ainda e a única coisa que queria fazer naquele momento era dormir.