Oláaa meu povo, aqui vai mais um cap quentinho com a Bellinha furacão botando pra quebrar!

Se divirtam e boa leitura!


4º Capítulo - Pensamentos

Eu queria passar em casa, tomar um banho e trocar o vestido, porque o desgraçado tentando fugir sujou com o pé a barra do vestido e minhas coxas, além de ter conseguido rasgar atrás, nas minhas costas, com as unhas.

Pelo atraso meti o pé no acelerador, chegando ao limite de velocidade do meu bebê. Eu queria desistir quando uma chuva começou a cair se transformando em uma tempestade. Droga, porque antes de marcar eu não previ a merda da tempestade?

Estava voltando pra casa, quando uma visão atingiu-me em cheio, fazendo eu quase bater meu bebê numa arvore, deu tempo de parar o carro com tudo no acostamento, antes que ela continuasse.

VISÃO ON

A duende, Alice, estava com os olhos vidrados e parada como uma estátua.

"O que você está vendo Alice?", o loiro com cara de dor perguntou pra duende. Aaah, quer dizer que a baixinha prevê! Interessante.

"Parece que aquela ãn, coisa não vem, deve ter desistido por causa da tempestade". COISA? Ela está falando de mim por um acaso? Eu sei a resposta, sim.

"Ela deve ser de açúcar, será que não é" Emmett disse com cara de confuso e logo levando um tapão de Rosalie na cabeça, claro só podia ser ele. Eu ri.

"Esperem, ela mudou de ideia, está vindo pra cá, eu vejo... Ela está conversando conosco" a baixinha disse.

VISÃO OFF

Voltei em direção a clareira pisando fundo no acelerador fazendo meu carro cantar os pneus.

Cheguei à trilha, a chuva ainda caia. Droga, eu realmente não queria sujar essas sandálias, eram as minhas preferidas e a Gucci não as vendia mais, era da coleção passada. Não que eu me importe com as minhas roupas, mas realmente, eu amava essas sandálias.

Saí do carro pra ver a situação da trilha, é, definitivamente não tinha condições de não sujar, estava pura lama. Eu não queria usar meus poderes hoje sem ser necessário, mas realmente a situação era crítica.

Fechei meus olhos e quando os abri estavam totalmente púrpura, meus braços estavam caídos ao lado do corpo meio que abertos e com as palmas viradas para baixo. Fui subindo devagar e fui seguindo pra clareira na velocidade de vampiro, mas quando estava chegando diminui um pouco pra o ritmo de uma caminhada.

Fui entrando na clareira e os vi, eles me olhavam com espanto.

"Vou pedir pra ela me ensinar isso, cara não sabia que a gente levita" com essa eu tive que rir, Emmett, claro.

"Ta, ela adora mostra que é foda" a loira com cara de esnobe pensou e bufando logo em seguida.

Procurei uma pedra e parei em cima, pisquei voltando meus olhos ao normal, só a íris num púrpura brilhante.

- Não Emmett eu não sou de açúcar, e não vocês não levitam, aah, Rosalie, eu adoro mesmo – dei uma piscadinha pra ela, ela rosnou. Olhei para o resto da família, Carlisle vendo meu olhar sobre ele ficou um pouco mais a frente de Esme protetoramente, desviei meu olhar dos dois e lancei-os em direção a Edward. Eu quase caí da pedra.

POV Edward

A imagem dessa criatura desconhecida não me abandonava. Sua boca um pouco cheia e bem rosada me chamava, seu rosto de anjo misturado com maldade me enlouquecia, seu corpo é perfeito e totalmente proporcional. Mas o que não sai da cabeça são seus olhos. Sua íris é de um púrpura brilhante, e seus cílios grandes o deixam mais expressivos.

Eu me odiava cada vez que pensava naquela... O que ela era senhor? Eu não acredito que depois de anos sem desejar ninguém, eu agora desejo esse ser, que nem sei o que é. Ela veio do inferno pra me atormentar, só pode.

"Edward, filho o que aconteceu com você?" Esme me tirou dos meus devaneios quando pensou com preocupação. Ela tinha percebido meu humor negro desde que cheguei da faculdade, ela tinha medo que eu voltasse a minha forma de zumbi como antigamente. Virei-me em sua direção e dei um meio sorriso e neguei com a cabeça a fim de tranquilizá-la de que não havia nada comigo e voltei minha atenção ao piano.

Era uma nova composição minha, enquanto voltava da faculdade no jipe de Emmett, a melodia se formava em minha cabeça. Ela era um misto de sedução e mistério, fazendo-a ficar maravilhosamente perfeita. E enquanto a compunha, a imagem Dela ficava em minha mente, me atormentando, fazendo eu me odiar, só por pensar nela sem que seja a odiando. Ela fez mal a minha família, quase nos expos e nos humilhou, mas mesmo assim eu a desejava. Eu realmente me odeio.

Nós estávamos esperando Carlisle chegar do hospital para contar o ocorrido. Emmett estava lá fora lutando com Jasper, Alice e Rosalie foram fazer a 3ª compra de roupas do mês e eu estava tocando meu piano.

Estava cansado de ficar em casa e fui caçar, aqui perto mesmo. Abati dois veados que bebiam água no rio aqui de casa, olhei para o relógio e vi que meu pai estaria chegando e fui correndo pra casa.

Ele estava estacionando sua Mercedes quando cheguei.

- Pai, precisamos conversar – ele viu minha expressão e percebeu que o assunto era sério.

- Claro filho, já estou entrando - fechou e porta do carro e entrou junto comigo.

Meus irmãos já estavam sentados no sofá e Esme estava do lado da porta esperando meu pai, que a recepcionou com um beijo apaixonado, mas suave. Eu nunca gostava de presenciar essas cenas, me lembrava do passado feliz que nunca terei novamente, porque a mulher da minha vida estava morta.

Carlisle passou um braço pela cintura de minha mãe e foi caminhando para o centro da sala.

- O que aconteceu?

- Pai, essa cidade não está sozinha – falei indo me sentar no braço do sofá.

- Como assim meu filho?

- Há uma criatura nessa cidade que é parecida com um vampiro, mas parece ser muito mais poderosa – Jasper disse. Percebi que Carlisle ia repetir a pergunta anterior, mas eu interrompi respondendo.

- Quando chegamos na faculdade, ela teve o instinto que qualquer vampiro teria quando invadem seu território. Ficou em posição de ataque com os olhos negros e com as presas expostas, só que com ela tiveram coisas diferentes. Ela ficou em posição de ataque, com as presas expostas, mas seus olhos um era totalmente roxo e o outro totalmente preto, além de, sei lá o que era aquilo, um tipo de vento surgir do chão embaixo dela, não sei, parecia magia.

- Uma bruxa? – Carlisle disse mais pra si mesmo imerso em pensamentos.

- E as presas, e os olhos? Bruxas não tem nada disso pai – Alice falou, discordando da ideia.

- Eu sei filha, mas a reação dela foi parecida com uma.

- E tem mais pai – Emmett disse com uma raiva eminente – essa coisa, conseguiu tacar uma bandeja de comida em mim, com a mente, eu acho – disse coçando o queixo pensando na cena.

- Me expliquem melhor isso, eu preciso de mais informações – meu pai disse chamando a atenção pra ele de novo.

- Ela tem o poder parecido, ou igual, de Jane, mas ela mandou a sensação de dor pra nós cinco na mesma hora, e quando íamos atacar não conseguimos nos mover, parece que ela conseguiu nos paralisar com a mente – meu pai se soltou de minha mãe dando um beijo em sua testa e foi em direção a sua poltrona, acenou pra que eu continuasse - ela ainda conseguiu se comunicar por pensamentos com todos nós, era tipo uma conversa, só que mental, além de ela ter algum tipo de escudo mental bloqueando seus pensamentos. Ela também sabia de todos os nossos nomes sem ao menos a gente falar.

- É alguma criatura nova, ou desconhecida, não sei – disse ele se sentando e massageando as têmporas e fechando os olhos.

- E tem outra coisa também pai – ele me olhou – ela tem sangue quente nas veias, não tão quente quanto de humano, um pouco mais frio, mas nada comparado ao de nosso corpo gelado. É um tanto atrativo – falei me lembrando quando fui falar com ela, e a vontade de mordê-la me atacou em cheio.

- Estranho – meu pai disse.

- Ela quer conversar conosco, aliás, ela aceitou conversar conosco Carlisle – Jasper disse.

- Quando?

- Essa madrugada, às 3 da manhã, na clareira que Edward costuma ir – coincidência ela ter marcado na clareira, é o lugar que mais gosto, é lindo e longe de qualquer pensamento de alguém. Realmente um lugar onde eu tenho certa paz.

Meu pai olhou para o relógio em seu pulso e balançou a cabeça negativamente.

- Eu queria caçar antes de ir, mas falta menos de uma hora. Bom, vou tomar um banho e vamos pra clareira depois disso – disse ele se levantando e indo para o quarto.

...

Fomos correndo pra clareira, eram 2h30m ainda quando chegamos, ela não tinha chego. Enquanto esperávamos, Emmett treinava com Jasper e o resto estava sentado conversando. Eu estava quieto, mas ao mesmo tempo frustrado porque a imagem dela não me abandonava. Jasper me olhava de canto de olho de vez em quando, mas eu só negava, fingindo não ser nada.

Eram 3h30m e ela não chegava, uma chuva começou a cair virando uma tempestade e Alice teve uma visão Dela desistindo e voltando pra casa. Minha família disse algumas coisas, mas nem prestei atenção, eu estava me odiando pela tristeza que me abateu quando soube que ela não viria. Já estava me virando pra voltar pra casa, quando a visão mudou, aparecia a criatura conversando conosco, estava meio desfocada, mas parecia ser ela.

Depois de dez minutos, senti seu cheiro, que veio das arvores até nós. E que cheiro, ela era a criatura mais cheirosa que já tinha conhecido. Não demorou muito e ela apareceu. Fiquei espantado com a cena que vi.

Ela levitava, seus olhos dessa vez estavam totalmente roxos. Ela estava linda, seu vestido molhado grudava mais ainda em seu corpo e seu cabelo molhado balançava com o vento que ela mesmo fazia, dando um ar de selvagem. Eu fiquei admirando-a. Como que uma criatura tão perfeita pode ser tão fria e calculista. E porque eu tenho que me interessar sempre pelas erradas, porque não uma vampira normal, esse sim seria um relacionamento certo, sem riscos. Mas não, eu sempre tenho que me ferrar nessa parte. Eu desisto.

Ela parou em cima de uma pedra e olho pra Emmett e Rosalie, respondendo a seus pensamentos, um tanto ridículos, com um meio sorriso cínico.

- Não Emmett eu não sou de açúcar, e não vocês não levitam, aah, Rosalie, eu adoro mesmo – é, Rosalie encontrou uma esnobe a sua altura.

A criatura olhou para o resto da minha família e quando olhou pra mim ela deu uma bobeada na pedra quase caindo, mas se conteve, enquanto eu engasguei com o seu olhar.

Ela me olhava com cara de boba, meio fora de foco, ela ficava ainda mais bonita assim. Chegou a dar um passo pra frente, como se estivesse em um transe, mas depois parou e chacoalhou a cabeça como se estivesse espantando pensamentos. Desviou o olhar do meu e corou, ela ficou envergonhada por minha causa? Eu abri um meio sorriso de satisfação, ela voltou a me olhar, ficou fora de foco de novo, mas voltou ao normal e corou de novo. Tive que me segurar pra não ir até ela e lhe agarrar. Acho que ela leu o que eu disse, porque ela olhou pra baixo corando violentamente e olhando pra mim depois com um meio sorriso, mas desfazendo logo em seguida como se lembrasse de algo ruim, fechando a cara e voltando a sua máscara de frieza e indiferença, com isso desfiz meu sorriso fazendo a minha máscara de indiferença.


Vixi... Será que vai ficar nesse enrosco esses dois hein?

Vamos comentar pessoal, não deixem uma autora deprimida!

beeijos, até o proximo cap!