Anime: Gundam Wing
Pares: 1x2, 3x4
Género: U.A., Supernatural, Romance, Angst, Mystery, Yaoi, Lemon.
Disclaimer: Gundam Wing não me pertence. Eu bem tentei, mas ainda não são meus…
"Heero é o cara mais gostoso do planeta" – telepatia
- "Duo é um sonho de consumo…" – falas
«A autora é louca» – pensamentos
Os Seis Anjos das Trevas
Capitulo 3
Os Olhos Verdes dos Meus Sonhos
Quatre Pov
A minha partida não foi como tinha imaginado. Ou melhor, como tinha fantasiado… Esperava um abraço do meu pai e palavras animadoras e tranquilizantes; que a separação ficasse marcada por lágrimas.
Mas foi totalmente diferente.
Senti alivio vindo do meu pai e do resto da minha família ao me ver entrar no jacto particular e ir embora do Cairo para seguir um destino perigoso e, quem sabe, nunca voltar.
Estavam quase felizes por eu ir embora. Não devia ter sido uma surpresa, nem sei porque procurei sentir as emoções que vinham deles. Só me desiludi…
No final não houve lágrimas. Nem as minhas… não vi sentido em chorar, nem tinha vontade de o fazer. No fundo estávamos todos ansiosos por terminar com essa farsa de família feliz.
Iria teria chorado e se agarrado a mim, não querendo que eu fosse embora. Mas a minha partida foi de forma precipitada e ela está nos Estados Unidos da América numa palestra. Deixei uma carta de despedida. Um pouco ridículo, agora que penso nisso… Podia ter telefonado, mas não tive coragem para isso.
Como dizer para a única pessoa que partilha o meu sangue e não me deixa de lado por ser estranho que estou ansioso para deixar tudo para trás e conhecer outros anormais como eu?
Talvez ela compreendesse… Iria tinha o dom de surpreender. Mesmo sentindo as suas emoções nunca consigo adivinhar as acções dela. Será que era por isso que eu não a assustava? Por eu não a ler como a um livro aberto, tal como fazia com os outros?
Rashid também é uma excepção. Ele é muito bom a esconder emoções e sentimentos. Não sei se o faz por uma questão de privacidade ou para me poupar a ter de sentir as dores e sentimentos de mais uma pessoa. Desconheço os pormenores do seu passado, mas sei que é doloroso.
Passei grande parte da minha vida fechado no meu quarto para evitar um contacto mais directo com pessoas. Apesar de mesmo separado pelas paredes, os seus sentimentos chegavam até mim, só que com menor intensidade.
Isolado do resto do mundo para não enlouquecer.
Quando era mais novo estava em constante depressão e tive muitos ataques de loucura. Durante esses períodos de insanidade tornava-me violento e era comum que objectos voassem á minha volta chocando-se contra o que estivesse na frente.
Isso durou até que consegui formar uma barreira que evita que emoções fluam dentro de mim sem serem minhas; que sejam projectadas para mim sem a minha vontade.
Amor.
Ódio.
Felicidade.
Tristeza.
Traição.
Desespero.
Todas essas emoções já passaram por mim, sem serem realmente minhas. Já senti o amor sem nunca me ter apaixonado. Sei o qual é a sensação de ser traído sem nunca ter tido um relacionamento. O meu dom, é como Rashid chama, para mim é uma maldição.
Solidão.
Essa é a emoção mais forte que eu sinto e que é unicamente minha.
Agora isso não importa mais. Ou, pelo menos, não devia importar. Vou conhecer os meus companheiros de luta, que certamente compreenderão o que sinto melhor do que ninguém. Vou saber as respostas a todas as minhas perguntas e descobrir outros tipos de poderes para além dos meus.
Faltam poucas horas para isso. Dentro de poucas horas vamos aterrar em Roma e aí vou finalmente conhecê-los…
Mas então, porquê é que me sinto tão mal? Como se me faltasse algo? Não devia estar entusiasmado… Feliz?
O o O o O
Nápoles
Um jovem estava parado a contemplar o céu no meio de uma praça movimentada e repleta de turistas a decidirem onde almoçar e a fotografar tudo ao seu redor. Era dono de um corpo invejável, com músculos firmes sem serem exagerados, pernas longas e coxas firmes revestidas por um jeans justo que não deixava nada para a imaginação. Alto, rondando 1,80m de altura e com um penteado no mínimo original, que cobria um dos olhos de um tom de verde sem misturas de castanho ou azul. Puramente verdes.
Trabalhava num circo como palhaço, para além de ajudar a treinar os animais devido á sua espantosa facilidade de lidar com eles. Era quase como se falassem a mesma língua. Até o mais bravo dos tigres ficava dócil junto do moreno.
O circo tinha acabado de chegar á cidade e, após ter ajudado a montar o acampamento, o jovem tinha ido explorar os arredores da cidade italiana.
Os seus olhos verdes esmeralda fitavam a linha do horizonte com concentração. Como se vissem mais além do que era possível.
O seu espírito estava longe, vagueando á procura de um certo loiro.
«Deixa-te guiar por mim Quatre… Dorme e deixa-me guiar o teu sonho até mim…»
O o O o O
Los Angels
A situação não era inédita. Até que era bastante comum: um táxi pára em frente ao aeroporto e dele sai um passageiro que larga a correr para não perder o voo.
O que não era assim tão comum era o passageiro.
Um rapaz alto com o cabelo preso numa trança que chegava á cintura e óculos escuros, apesar de ainda ser de madrugada e só agora se avistarem os primeiros raios solares no horizonte. A camisola do avesso, os ténis All Star desemparelhados, sendo um preto e o outro vermelho, uma mala de viagem por cima do ombro e o passaporte presos nos dentes. As mãos estavam ocupadas com um embrulho longo e de aspecto estranho, com uma carteira, um sobretudo cinzento chumbo e outra mala de viagem mais pequena.
Olhava constantemente para o relógio de pulso e via o tempo a passar mais rápido do que gostaria. Se ele perdesse o voo estaria com problemas. Padre Maxwell iria fritá-lo em óleo e dá-lo de almoço para algum demónio de dentes afiados.
Percebeu, aliviado, que o seu voo estava uns minutos atrasado e dirigiu-se ao balcão para tratar dos documentos e levantar o bilhete reservado. Colocou etiquetas nas malas e foi para ultimo lugar na fila de detecção de metais, batendo o pé impacientemente no chão e bocejando de sono.
Quando chegou a sua vez, Duo pousou o embrulho que carregava na mesa, mostrou o bilhete e a identificação e tirou os óculos de sol, revelando um par de íris absurdamente violetas. Os dois funcionários encarregues da segurança fitaram embasbacados o conjunto exótico que aquele jovem apresentava.
Duo fitou primeiramente o mais alto dos dois e as íris esverdeadas do segurança saíram do foco. Depois fez o mesmo com o outro homem e os olhos castanhos também ficaram enevoados. O violeta era agora manchado por um leve brilho avermelhado.
Duo sorriu para eles, que apresentavam um ar meio tonto, e começou a tira os objectos pessoais dos bolsos e colocá-los no tabuleiro. Depois passou sem problemas pelo detector de metais e esperou que os seguranças avaliassem as suas coisas.
O homem de olhos esverdeados entregou-lhe os pertences do tabuleiro, depois de os analisar e não ter encontrado nada suspeito.
Muito feliz com o resultado, Duo recolheu e guardou, entre outros objectos, o seu punhal de estimação e dois revolveres de prata, de cano curto e com balas especiais. Enquanto isso, o outro funcionário passava a sua bagagem pela máquina de raios X.
A mala maior, que estava cheia de roupas amontoadas á pressa e totalmente desalinhadas, passou sem problemas. Mas a mais pequena acusava estar cheia de objectos estranhos, maioritariamente afiados e com aspecto mortífero. O segurança juntou essa mala á primeira, já no carrinho das bagagens, sem pestanejar.
Por fim, passou o embrulho pela máquina, revelando serem três tubos metálicos com cinquenta centímetros de comprimento e com uma lâmina, semelhante a uma foice, presa numa das extremidades de um deles. O embrulho também passou pela avaliação de segurança e foi colocado com o restante da bagagem.
As íris de Duo voltaram ao habitual tom violeta e ele voltou a colocar os óculos escuros.
- "Siga em frente e dirija-se para a plataforma de embarque número cinco." - O segurança mais baixo e de olhos castanhos deu as instruções para o passageiro. Na sua memória, as duas malas estavam cheias de roupa e o embrulho era uma peça de arte em madeira. – "Tenha uma boa viagem!"
- "Obrigado!" – Duo falou pela primeira vez, sorrindo sempre, e voltou as costas aos seguranças, com a trança a chicotear atrás de si, num movimento quase hipnótico…
Já dentro do avião preste a descolar, olhou uma última vez para a cidade que o tinha acolhido desde sempre e percebeu que ia sentir saudades. Desde o Padre Maxwell e os seus constantes sermões ás noites passadas a exterminar bichos feios em algum beco escuro ou no serviço de esgotos no subterrâneo…
Mas não trocaria esse momento – a altura de conhecer os seus semelhantes – por nada deste mundo.
O o O o O
Roma
Na secretária impecavelmente arrumada estavam agrupados três processos que seriam iguais se não fosse pela discrepância de grossura. O que tinha uma fotografia de um adolescente loiro era o mais cheio deles, seguido do processo que pertencia a um rapaz de longos cabelos cor de cobre apanhados numa trança que caí pelo ombro e o último, com a foto de um oriental de incomuns olhos azuis e cabelos rebeldes, era o mais fino de todos.
Treize tinha estado a ler novamente esses três ficheiros apesar de já os saber por inteiro. A verdade é que não sabia o que iria dizer aos três jovens que chegariam dentro de algumas horas. Só esperava esse confronto daí a dois anos… Não tinha um discurso preparado e estava com pouca capacidade para improvisar. Haviam mesmo partes que ainda estava a investigar…
Era cedo demais.
Quatre ainda só tinha dezasseis anos e Heero só tinha começado o treino há dois anos. Ainda estavam a descobrir novas capacidades. Não era assim que Treize tinha programado a situação. Os seus quatro protegidos deviam receber apoio dos mentores seleccionados especialmente por ele até que fossem capazes de lutar dependendo apenas deles mesmos.
Depois, quando Quatre atingisse a idade de despertar para a sua verdadeira natureza, Treize iria juntá-los e daria todas as respostas que eles quisessem; diria tudo o que queriam saber. Então, começariam um novo treino, desta vez em duplas e em grupo. Para sincronizarem os seus poderes e aprenderem a usá-los conjuntamente.
E se a sorte estivesse do seu lado, seriam capazes de descobrir os dois últimos escolhidos, que ele suspeitava estarem com Relena, antes da verdadeira batalha começar e eles perceberiam que estavam do lado errado; que tinham sido enganados.
Então, os Seis estariam juntos como destinado, para eliminarem todos os demónios que não pertenciam a esta dimensão. Relena inclusive.
Porque Treize recusava-se a acreditar que Eles tinham sido enviados para castigarem os humanos e dominarem a Terra, como era a ideologia de Relena.
Mas agora não tinha alternativa. Tinha de juntar Duo, Heero e Quatre o mais rapidamente possível para evitar que também eles fossem descobertos como ele tinha sido. Ainda estava a tentar descobrir como Relena tinha conseguido localizá-lo mesmo estando ele oculto sob a sua protecção.
Vai desfolhando, distraído, os processos, enquanto pensa no confronto que terá com os três jovens dentro de algumas horas.
Levanta-se, decidido a sair do seu estado de impotência e tomar um banho quente e relaxante, para depois pensar no que irá dizer aos escolhidos. Tinha passado o tempo a andar em círculos pelo escritório sem fazer nada de concreto e estava na altura de tomar uma atitude. Sai do escritório e acaba por deixar as fichas abertas na primeira página, no entanto, a brisa da corrente de ar causada entre a janela e a porta aberta, faz com que uma das fichas se feche e fiquem só duas abertas. Quase um presságio.
Duo Maxwell
Nascimento: 31 de Outubro de 2006
Idade: 17 anos (encontrado aos oito anos)
Grupo Sanguíneo: O negativo
Características Físicas
- Altura: 1,73m
- Peso: 63 quilos
-Cabelo: Comprido. Castanho.
- Olhos: Violeta
- Sinais: Marca de nascença ao fundo das costas.
Família: Desconhecida
Localização: Los Angels, América.
Mentor: Padre Maxwell
Habilidades Sobrenaturais: Super-velocidade; Auto-regeneração; Visão; Hipnose; Ilusão; Manipulação das Sombras (em teste).
Alterações Físicas Sofridas: Mudança da cor das íris para vermelho quando usa a Hipnose ou Ilusão; os olhos ficam totalmente negros quando utiliza a manipulação das sombras.
xxxxxxxxxxx
Heero Yuy
Nascimento: 15 de Fevereiro de 2006
Idade: 17 anos (encontrado aos quinze anos)
Grupo Sanguíneo: O negativo
Características Físicas
- Altura: 1,77m
- Peso: 68 quilos
-Cabelo: Curto. Castanho.
- Olhos: Azuis-escuros
- Sinais: Marca de nascença no ombro esquerdo.
Família: Pai e avô materno.
Localização: Kyoto, Japão.
Mentor: Odin Lowe
Habilidades Sobrenaturais: Super-força; Super-velocidade; Visão Nocturna; Absorção de Conhecimento (através do tacto); Auto- regeneração; Telepatia; Controlo Mental (ainda em fase inicial); Criação/Manipulação de Vento (em teste).
Alterações Físicas Sofridas: Os olhos ficam numa tonalidade de azul claro e por vezes prateado quando o esforço mental é muito grande.
Alerta: Desequilíbrio psicológico.
O o O o O
A sobrevoar o Mar Mediterrâneo
Quatre tinha acabado de adormecer. Estava meio de lado no banco com a cabeça inclinada para a esquerda na posição mais confortável que tinha arranjado.
O seu sonho era agradável e conhecido. Estava numa praia deserta e desconhecida, iluminada apenas pelo luar. Sentia os pés descalços afundarem-se na areia fofa e fria e o cheiro do mar a entrar pelas suas narinas. À sua volta, estava uma ligeira neblina que o impedia de ver o mar, mas ouvia o som da rebentação das ondas a chocar na areia… A maré estava calma.
Até que uma figura meia desfocada e sombreada apareceu ao fundo. A luz da lua permitindo vislumbrar apenas os olhos verdes já familiares para Quatre, que pareciam brilhar no escuro.
Habituado a ter essa figura a povoar as suas noites durante o ultimo ano e a receber sensações reconfortantes durante os sonhos, o loirinho tinha começado a desejar sonhar sempre com o dono dos olhos verdes que lhe traziam tanta tranquilidade e que apaziguavam toda a sua sobrecarga de emoções negativas.
Nunca tinha conseguido visualizar as feições do outro homem, apenas a sua silhueta, porque ele nunca se aproximava e a neblina estava sempre presente. E sempre que o loiro fazia intenções de avançar na sua direcção, o sonho acabava.
Nem tão pouco tinham trocado palavras, mas Quatre sentia quase como se a sua mente fosse invadida a cada "encontro" e todos os seus segredos fossem desvendados por aquele estranho. Mesmo assim, esses breves momentos davam-lhe um conforto tão grande e que não conseguia sentir em mais nenhuma outra situação.
Contudo, desta vez, a figura aproximava-se dele mais do que o usual. As sombras que o ocultavam desvaneciam-se lentamente, permitindo que Quatre visse pela primeira vez as formas do seu corpo nítidas e as feições jovens e bonitas do seu rosto.
Era mais novo do que Quatre tinha imaginado, apesar de ser inegavelmente mais velho que o loiro. E mais alto. O árabe de repente sentiu-se pequeno com o seu 1,67m de altura. Calças justas e camisa negra eram as indumentárias do outro jovem. O cabelo era num tom de castanho canela e alongava numa franja que tapava quase metade do rosto.
O loiro estava com as mesmas roupas que tinha vestido na realidade, próprias para o calor sufocante do Egipto e que na pressa de partir não tinha mudado: calça um pouco larga da cor branca e uma camisa de tecido leve azul-turquesa.
A onda de sensações que o atingiu com a proximidade, obrigou-o a fechar os olhos e elevar o seu escudo. As emoções enfraqueceram, mas não desapareceram totalmente. Elas eram agradáveis e mornas e Quatre desejava continuar a senti-las, por isso não criara um escudo mais forte.
Estavam a uma distância de dois passos agora e o moreno tinha parado, apenas a observá-lo. Quatre sentiu o seu rosto corar, mediante o olhar intenso. As emoções estavam tão fortes e misturadas, que Quatre não conseguia dizer de quem elas vinham ou quais elas eram exactamente.
Certo de que desta vez o sonho não ia acabar, não teve dúvidas em dar os dois passos que os separavam e foi acolhido por barcos fortes que o puxaram para um abraço carinhoso. Quatre ofegou com a sensação e agarrou a camisa do moreno com as mãos, enterrando o rosto no peito forte e inspirando o aroma cítrico que vinha dele, querendo gravar aquele momento para sempre na sua memória.
O moreno segurou o queixo dele e gentilmente fez o árabe levantar a cabeça e estabelecer contacto visual entre eles. Um sorriso calmo apareceu nos lábios do mais velho e então uma voz rouca penetrou na mente de Quatre, causando arrepios pela sua coluna.
"Tenho estado á espera deste momento Quatre…"
O loiro franziu o sobrolho intrigado por o outro saber o seu nome. Ao tentar verbalizar a sua dúvida, percebeu alarmado que não conseguia falar. A sua boca mexia, mas nenhum som era produzido.
"Não te preocupes. O meu nome é Trowa e estamos numa ligação telepática estabelecida por mim através do teu sonho, por isso não está perfeita e não consegues falar. Mas eu posso ler a tua mente. Não temos muito tempo… Quatre tens de vir a Nápoles…"
Nápoles? Não, era para Roma que tinha de ir. O moreno leu o seu pensamento facilmente e a sua voz foi novamente projectada na sua mente.
"Não Quatre! Antes de ires para Roma tens de me encontrar, depois a decisão é tua… mas pelo teu próprio bem deves vir a Nápoles primeiro… É onde eu estou. Eu guio-te até mim."
Quatre não sentia nada negativo vindo do outro adolescente e inexplicavelmente confiava nele, assim como sabia que ele era um dos seus companheiros, sentia-o, mas desejava ouvir a confirmação.
Trowa elevou o seu braço direito ao nível dos olhos de Quatre e desapertou uma faixa de couro preto que envolvia o seu pulso e que só agora o loiro notara. Por baixo existia uma tatuagem com um desenho desconhecido mas vagamente familiar para Quatre. Era um pentagrama com um pequeno circulo em cada ponta e que se encontrava dentro de um circulo maior, que lembrava vagamente o símbolo do ying-yang.
"Tens uma igual, apesar de não ser negra ainda… Uma marca de nascença que apenas nós, os Seis Escolhidos, temos."
Quatre tinha realmente uma marca idêntica, apesar de ser apenas um pouco mais escura do que o tom da sua pele, o que não permitia que o seu desenho fosse percebido com a nitidez da de Trowa, mas não ia mostrá-la. Estava num local um pouco constrangedor. Os olhos de Trowa brilharam divertidos e Quatre lembrou-se, tardiamente, que o moreno lia a sua mente. As suas bochechas tingiram-se com um leve rubor e Trowa deslizou a mão pelas madeixas loiras numa carícia, quase um pedido de desculpas.
O cenário da praia começava a desvanecer-se, sinal que a telepatia de Trowa não ia aguentar muito mais tempo aquela ligação.
"Tenho de soltar o teu sonho. Vem ter comigo a Nápoles, quando chegares eu saberei ir ao teu encontro… Confia em mim. As perguntas que tens também eu posso responder… Já despertei por completo e sei mais do que alguém que possas encontrar de momento… sem ser influenciado… humanos ou demónios…"
As palavras de Trowa soavam cada vez mais baixo até serem apenas sussurradas e perderem-se da percepção do loiro. A praia tornava-se desfocada e a figura de Trowa tornou-se transparente até desaparecer por completo. Quatre quis gritar para que ele voltasse e segurá-lo, mas não conseguia verbalizar nenhum som e as suas mãos só encontraram o ar.
Acordou abruptamente com as mãos estendidas para onde julgava estar a figura de Trowa e com um grito preso na garganta.
«Nápoles! Preciso ir a Nápoles!»
O o O o O
Nápoles
Trowa saiu do transe em que se encontrava e levou a mão á cabeça, massajando. O esforço mental que tinha feito para estabelecer uma ligação com Quatre tinha sido grande, ainda para mais estando os dois separados fisicamente a uma distância tão grande. As pessoas á sua volta continuavam a discutir por que restaurante escolher e a fotografar ou filmar os amigos. Ninguém parecia ter notado nada de anormal no jovem moreno.
Lendo e revistando a mente de um italiano residente na cidade, Trowa encontrou o que procurava e saiu da praça tomando o caminho para a pista de aterragem privada a que a família Winner tinha acesso.
Agora era só esperar pelo seu loiro. Não ia deixar que alguém o manipulasse, não importava os motivos ou crenças.
Eles tinham os seus próprios destinos nas mãos e o de toda a população da Terra.
Continua…
KIARA: A culpa desse cap ter demorado tanto é do Quatre!
QUATRE: Minha???
KIARA: Sim!!! Quem mandou ter uma mente complicada? Eu escrevi o teu Pov de três maneiras diferentes e cada uma delas com duas páginas de Word! Foi de bater com a cabeça nas paredes…
QUATRE (triste): Desculpa… snif snif
TROWA (apontando uma metralhadora): A culpa é de quem?
KIARA: Do Wufei!!!
WUFEI: Injustiça! Eu ainda nem apareci!
KIARA: Quem disse que ia aparecer?
WUFEI: O.o ?
KIARA (sorrindo): Vai se ver e já estás morto, como o Solo em todas as minhas fics!
WUFEI E SOLO (dentro da campa reservada): INJUSTIÇA!!!
Agradecimentos a Arkanjo90, Niu, yue-chan,Blanxe, Joicinha sem juízo e Karin Kamya pelas maravilhosas reviews. E a Patrícia que me contactou por mail. Espero q gostem deste cap.
A próxima fic a ser actualizada deve ser Verdade Proibida…
Kiara-chan
