Traduzido por PaulaHalle

Revisado por Seffora Ingrid

Betado por Shay Carmo

Capítulo Três – Mãe é a Palavra

Se levantar mais cedo do que sete horas da manhã é simplesmente errado.

Em tantos níveis.

Mas aqui estou eu, certificando-me que meu filho tenha um bom café da manhã no dia mais importante de sua jovem vida.

"Mamãe, eu posso ter mais cereal, por favor?"

"Eu prefiro que você tenha um pouco mais de salsicha. Cereal não vai mantê-lo cheio."

"Mas se eu comer mais cereal, eu vou estar mais cheio", argumenta ele. Seus olhos disparando desde os meus até a caixa de cereal com expectativa.

"Coma sua comida, Garrett!".

Isto é o que acontece quando você reza por uma criança inteligente. Você também terá um espertalhão. É parte do negócio.

O caminho para a escola me traz de volta para quando eu era criança e minha mãe costumava levar-me. As mesmas árvores, as mesmas curvas da estrada, o cheiro familiar de terra molhada quando abro a porta do carro e saio, inalando o ar frio da manhã nublada.

Garrett olha desconfortavelmente em direção ao prédio de tijolos, observando as outras crianças caminhando em pares e grupos. Eu posso sentir a hesitação rolando fora dele. Quebra meu coração, mas se eu não o tirar do carro, eu não vou estar fazendo-lhe nenhum favor.

"Não se preocupe, G. Eu vou estacionar o carro e andar com você, ok? Todas as outras crianças vão estar indo com suas mamães e papais também, assim como você."

Ele simplesmente balança a cabeça.

Senhor ajuda-me. Eu não posso dizer quem está mais nervoso, ele ou eu.

Entrando na sala do jardim-de-infância, imediatamente me deparo com rostos familiares. Rostos que antes eram rechonchudos, redondos, cheios de espinhas, e inocentes, agora são mais velhos, mais definidos, e atado com o ar de experiência e idade.

"Bella? Bella Swan?"

Eu conheço essa voz.

"Oh, meu Deus é você!"

O timbre irritante na voz da mulher é inconfundível.

"Sou eu, Lauren!" Ela pisca os dentes artificialmente brancos.

Sim. Claro que é. Ela é a mesma que ela sempre foi, toda loira falsa e pele bronzeada.

"Ei você aí, Lauren, bem me pareceu que era você. É bom vê-la depois de todo esse tempo."

Não. Não, não é. Não de todo. Eu preferia ter meus dentes arrancados sem anestesia.

"Eu sei!" Ela grita, sua voz cáustica é o suficiente para descascar uma pintura. "Ouvi dizer que você estava de volta, mas não acreditei nisso! Imaginei que a única maneira que você ia voltar era se você tivesse fracassado em Seattle. Oh, eu espero que esse não é o caso." Seu ar falso de preocupação me dá vontade de dar um soco nela.

Fico feliz em ver que ela ficou consistente. Ela ainda é uma cadela total.

Eu decido manter a minha explicação mínima, desde que eu sei que ela está realmente atrás da história suculenta do meu relacionamento fracassado. "Oh, bem, eu apenas pensei que era hora de desacelerar um pouco. Felizmente, eu estou fazendo muito bem para mim mesma, assim posso trabalhar basicamente em qualquer lugar. Eu pensei Garrett poderia aproveitar para estar mais perto de seus avós."

"Eu vejo. Bem, é claro, é claro. Penso que alguém mencionou que você começou um pequeno blog, isso é tão maravilhoso." Ela enfatiza as últimas palavras com condescendência e me dá um tapinha no ombro.

Oh meu Deus, eu posso dar um tapa nela, por favor?

"Sim, eu acho que você poderia dizer isso", eu respondo sem rodeios, olhando em volta para os rostos amigáveis. Garrett está começando a remexer, me puxando em direção à sala de aula.

Felizmente, um rosto amigo que me faz esquecer sobre o canal que eu estou experimentando atualmente com Lauren Mallory.

"Ângela?"

"Bella? Ah, eu ouvi que você estava de volta. Estou tão feliz em vê-la!" Ela vem para mim com o abraço do ano e eu deixo Garrett apenas por tempo suficiente para devolver o gesto.

Quando ela se afasta, eu tenho a oportunidade de dar uma olhada nela. Seu cabelo castanho uma vez longo é mais curto agora, em um estilo típico de 'mamãe ', mas ela parece ótima.

"Quanto tempo se passou?" - Ela pergunta. "Muito tempo, eu acho. Oh Deus, você está incrível! Este é seu pequeno?" Ela olha para Garrett com um sorriso brilhante. Meu filho é um bom juiz de caráter e não vendo nenhuma ameaça ele rapidamente relaxa, sorrindo, com os olhos brilhantes.

"Eu sou Garrett! Você é amiga da mamãe?"

"Sim eu sou, Garrett. É um prazer conhecê-lo." Ela estende a mão para apertar a sua, o que ele ama. O faz sentir-se adulto.

"Sua mãe e eu éramos melhores amigas nesta mesma escola. Agora olhe para nós", acrescenta ela, olhando de volta para mim. "Aqui estamos nós com as nossas próprias crianças. Completando o círculo." Ela balança a cabeça em descrença.

Eu senti falta de Ângela. Me esqueci de quanta diversão costumávamos ter juntas.

"Sim, totalmente insano." Concordo com um sorriso. "Então, onde está sua prole?"

Ângela bufa. Ela sempre gostou do meu sarcasmo.

"Lily já está lá dentro. Vamos lá. Vamos dar uma olhada no seu assento especial, Garrett. O que você diz?"

"Ok!" Ele exclama, pegando sua mão estendida.

A sala de aula é brilhante, com muitas janelas. É claro que eles fizeram algumas reformas, nos últimos anos, porque eu não me lembro de alguma vez ter visto muita desta luz natural nestes cômodos.

As paredes têm cores vivas decoradas com letras e números, rótulos de nomes de cada objeto, gráficos que mostram os progressos futuros de leitura e para acompanhar as tarefas. É tudo muito alegre. Garrett vai ter um monte de diversão.

Quando ele vê o centro de arte, com todos os cavaletes, baldes de tinta e pincéis, seus olhos se arregalam e ele corre em direção a eles. Ângela sorri da sua reação.

"Ele é adorável, Bella. Olha, ele já fez um amigo", diz ela com uma piscadela. Eu olho para vê-lo conversando com uma pequena mini-Ângela. É como se eu tivesse dado um passo para trás no tempo.

"Uau. Olhe para ela. Ela é uma cópia carbono de você! Que gracinha."

"Ha! Não diga isso na frente da mãe de Ben. Ela jura que é tudo dos Cheney. Mas eu concordo com você, ela é tudo de mim." Ela ri, batendo o ombro contra o meu.

Lauren caminha para a sala em direção a um garoto alto, magro com cabelo loiro-branco pegajoso, assim como o dela.

Eu estava esperando que seu filho estivesse em uma classe ou grau diferente. Ótimo, isso não vai prestar.

Atrás dela, alguma coisa escrita no quadro-negro chama a minha atenção.

Bem-vindo ao jardim-de-infância, classe do Sr. Cullen!

Está escrito naquelas letras perfeitas de professor.

Sr. Cullen? O professor do jardim-de-infância é homem? Tudo bem então.

Uma imagem de um homem gay de meia-idade vestindo uma pólo coordinating* e calças cáqui, enquanto vomita sobre a importância de abraçar a sua criatividade e explorar seu interior me vem à mente e eu sorrio. Pelo menos não é alguma velha senhora ranzinza muito perto de se aposentar para se importar.

*É uma marca de camisas pólo.

"Então, onde está o professor?" Eu pergunto para ninguém em particular, ainda encarando o seu nome.

"Oh, ele provavelmente está no escritório principal ou algo assim. Ele estava aqui antes, e menino, ele é um número quente." Ângela suspira sonhadora.

Eu rio. "Ah, é? Ele é de Forks? Eu não me lembro de ninguém com o nome Cullen na escola."

"Não. Eu acho que eu ouvi que ele é de Chicago. Mudou para cá algumas semanas atrás. Naturalmente, todas as mães já estão tentando afundar seus dentes nele, as vagabundas". Ela sussurra a última palavra quando ela se inclina para mim em confiança, aborrecimento claro em seu rosto.

"Como elas sabem que ele não joga para o outro time? As chances são de que ele não está em mulheres".

Ângela encolhe os ombros, os olhos flutuando até onde nossas crianças estão brincando. "Oh, Eu não sei sobre isso. Eu duvido muito. Mas eu creio que você nunca se sabe hoje em dia não é?"

Só então, eu sinto a mudança do ar ao meu redor. Há uma súbita explosão de energia com carga positiva que me impede de formar minha réplica. Ângela olha sobre meu ombro, um pequeno sorriso e os olhos arregalados no rosto subitamente interessado.

Os próximos minutos acontecem em câmara lenta. Pelo menos, a sensação é essa.

A conversa feminina a partir das mamães pára.

Lauren ajusta seus peitos.

As cabeças das crianças saltam em conjunto, eles olham para a fonte da excitação.

Meus olhos estão fixados em seus grandes sapatos.

Eles sobem para as pernas longas, vestindo calça cinza escuro, então arrasta sobre o peito largo e os ombros cobertos por uma camisa azul claro com o botão para baixo.

E os antebraços.

Os antebraços são apenas... apenas... wow. Querer lambê-los seria apenas tão clichê. Mas isso é exatamente o que eu quero fazer... Quero tanto. Particularmente quero correr minha língua ao longo daquela veia que vem através de algum lugar ao redor de seu cotovelo até seu pulso. Eles estão espreitando para fora das mangas arregaçadas, insultando-me.

Antebraços mau.

Finalmente, a forte linha da mandíbula, o choque do castanho claro, quase bronze cabelo tudo isso me traz de volta a noite passada.

Dançando.

Tocando.

Beijando.

Bebendo.

Oh, Deus... muita bebida.

Minha perda de equilíbrio me força a agarrar a algo. Eu penso ser o braço de Ângela, mas não posso ter certeza. Ainda estou olhando para os antebraços.

"Whoa. Ei, você está bem?" Ela pergunta, sua a voz contendo uma pitada de diversão.

É ele.

"É ele" Murmuro, tentando ser sutil.

Ângela estreita os olhos para mim. "Quem? Sr. Cullen? Sim, é ele. Você vê agora o que eu quero dizer sobre todas as mães com tesão? Quero dizer olhe para Lauren, vadia sem vergonha", Ângela responde, balançando a cabeça em desgosto.

Eu não tenho palavras. Ele está ali, dizendo Olá para todos os meninos e meninas em sua classe com um enorme sorriso brilhante em seu rosto.

Antes que eu possa encontrar uma pequena pedra para esconder embaixo, no entanto, a voz do meu filho toca para fora, chegando mais perto. Merda.

"Por aqui, Sr. Cullen! Venha conhecer a minha mãe!"

Merda. Merda. Merda!

De repente eu encontro a prateleira da biblioteca da sala de aula muito, muito interessante.

"Aqui está ela! Mamãe olha! Este é o meu professor, o Sr. Cullen. Esta é a mamãe!"

Eu posso ouvir sua risada aveludada. Bom Deus.

"Ok, ok, amigo!" Sua voz profunda responde. "Vamos encontrar a mamãe que te deixou tão empolgado sobre a escola..."

A mão se estende a partir de minha visão periférica. E é isso. Ângela deve pensar que eu sou doida. Eu não posso mesmo olhar para ela agora para confirmar.

"Oi. Eu sou o Sr. Cullen. Você deve ser a mãe de Garrett, tenho o prazer de conhecer v..."

E lá está. Eu viro ao mesmo a tempo para encontrar o seu olhar.

Ele está congelado. Eu estou congelada. Há um ser saltitante de cinco anos de idade, segurando minha mão. Eu lentamente levanto a minha mão para oferecer um pequeno cumprimento.

"Oi".


N/Paulinha: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Adorooo esse cap, Bella pensando que o Sr. Cullen é velho ou gay é hilario e quando eles se encontram haha

Vãoo amar o proximo cap, e ja ta traduzido, só esperando a Beta me mandar então comentando que eu posto mais rapido \o/