Título Original: The High-Society Wife

Autora: Helen Bianchin

Sinopse:
Isabella e Edward Cullen aceitaram um conveniente casamento com os olhos bem abertos. Eles agiam como um casal feliz para criar uma aliança entre suas poderosas e milionárias famílias e dispersar as fofocas da imprensa. Mas, um ano depois, as coisas mudaram: o casamento pode não ser real, mas a paixão de Edward pela mulher, sim...


CAPÍTULO 2

Foi difícil sorrir quando Edward levantou-se, embora Isabella conseguisse fazer isso com aparente facilida de. Ela juntou-se aos outros para aplaudi-lo, enquan to ele se dirigia para o palco.

Ninguém poderia imaginar a facada que sentiu ou o esforço que fez para controlar a respiração quando percebeu a excitação de Tanya ao ficar lado a lado com Edward no palco.

Sem dúvida, a saudação efusiva da atriz foi vista por muitos como um ato orquestrado... Os beijinhos nas bochechas que trocaram como um gesto europeu familiar.

A gargalhada ardente e as longas unhas vermelhas de Tanya pareciam uma adaga perfurando d coração inseguro de Isabella.

Sai dessa, dizia para si mesma. Tanya é uma bru xa e Edward não vai cair no jogo dela.

Não em uma arena pública, uma voz demoníaca insistiu. Mas e em particular?

A possibilidade a atormentou e a deixou em frangalhos.

Sempre lhe disseram que para se ter élan social era preciso sorrir, aplaudir e até dar risadas em situações públicas... Em proveito dos convidados, da empolgação gerada pelo sorteio dos nomes das três crianças e das câmeras de televisão.

Quanto tempo mais isso duraria? A projeção dos rostos das crianças, as famílias, os comentários? Quinze minutos... Vinte?

Para Isabella, tudo aquilo parecia uma eternidade. O prolongamento da apresentação sensual de Tanya no palco, os sorrisos empolgados e as gargalhadas provocativas à medida que ela exibia fotos de sua in timidade com um homem que figurava entre os seus últimos amantes.

Seria possível arder de ressentimentos e, ao mes mo tempo, apresentar-se como uma pessoa calma e fria.

A linguagem corporal era uma forma de arte e ela sabia desempenhar bem este papel, tanto em benefí cio próprio nos eventos sociais como em situações de negócios. Consequentemente, não havia nenhuma evidência visível, nenhum sinal que pudesse ser nota do por aqueles que resolvessem observar os efeitos da apresentação de Tanya sobre a esposa de Edward.

Isabella sorriu para alguns amigos quando Edward desceu do palco e retornou à mesa. O sorriso era for çado.

— Muito bem, querido — ela cumprimentou-o de licadamente. Estava totalmente despreparada para o beijo suave que ele deu em seus lábios e para o dis creto movimento da língua dele em sua boca.

Ele estaria tranquilo? Ou seria uma declaração pú blica de união matrimonial?

A segunda opção, ela decidiu quando ele se afas tou.

Os olhos de Edward estavam sombrios e ligeira mente meditativos... Será que ele percebeu o que ela não gostaria que ele notasse? Teria sentido?

Pouco provável. Eles não tinham este grau de em patia... Ou tinham?

Como se estivesse adivinhando seus pensamentos, ele entrelaçou os dedos aos dela e levou-os à boca.

Edward já estava exagerando, ela disfarçou, fazen do um carinho com os dedos na bochecha dele... Resistindo ao desejo de cravar com força a ponta das unhas na pele macia e clara do rosto dele.

Para qualquer observador aquilo parecia um gesto de amor, mas o brilho nos olhos dele revelava que ele percebera as intenções e a restrição dela... E a finali zação silenciosa de que não estava satisfeita.

Ela manteve o sorriso e evitou falar uma palavra sequer enquanto o chá e o café eram servidos.

Não havia dúvidas de que Tanya circularia entre os convidados, mas quando isso ocorresse... E se a atriz fosse direto para a mesa deles? Ou ela seria um pouco mais prudente?

Uma pequena risada sem graça ficou presa na gar ganta de Isabella. Prudência não fazia parte do modo de agir de Tanya.

Em poucos minutos, tudo ficou claro quando Isabella, junto com os outros convidados, viu a atriz sair dos bastidores e aparecer sob o brilho dos holofo tes.

Um sorriso animado, uma leve gargalhada seguida de beijinhos jogados ao vento para a plateia ao som dos aplausos... E Tanya desceu do palco para o salão.

A plateia obstruía a passagem dela, mas não o seu objetivo. De qualquer forma, o tempo que se pas sou... Dois minutos ou dez... O destino da atriz era cer to.

Ação, Isabella disse para si mesma. Você é boa nis so.

Durante toda a sua vida, ela obedeceu. Sabia o quanto era importante para o seu pai que fosse uma filha exemplar. Sobressair na escola, conquistar res peito, mostrar para a Corporação Cullen-Swan que tinha habilidades para galgar os degraus da em presa... De um modo que provasse que o nepotismo não fazia parte do jogo.

O ano que passou na França foi uma oportunidade para sair da linha — o que ela evitava. A não ser que andar na garupa da motocicleta de algum aluno em alta velocidade ou visitar algumas casas noturnas de reputação duvidosa na companhia dele contassem. Além disso, sempre havia um guarda-costas à sua sombra para garantir que nada de mal lhe aconte cesse.

— Edward.

O ronronar felino valorizou o nome dele, enquanto o evidente olhar sensual e sufocante da atriz mexia com os nervos de Isabella.

— Só queria agradecer, querido, por ter se juntado a mim no palco.

Querido. Oh, céus.

Edward deu um sorriso sem graça.

— Não tive como recusar diante dos pedidos da plateia.

Haveria uma ponta de descontentamento na bela boca de Tanya?

— Apropriado, você não acha? — A atriz pergun tou com uma ponta de provocação. — Considerando-se sua conhecida generosidade com as obras de cari dade.

Com um gesto deliberado, Edward segurou a mão de Isabella.

— Deixe-me apresentar Isabella... Minha esposa.

Era impossível que Tanya não soubesse do casa mento deles. Na época, a cobertura da mídia foi inter nacional.

Por um segundo, os olhos azuis da atriz esfriaram como uma pedra de gelo, antes que ela pudesse mas carar a expressão outra vez.

— Que... União interessante.

— Tanya — ela manteve o tom leve. Só os que a conheciam muito bem poderiam detectar uma leve acidez.

— Temos que nos encontrar.

— Em consideração aos velhos tempos? — Isabella perguntou com uma pseudo-educação, ciente de que o convite era dirigido a Edward... Somente.

A atriz sorriu levemente.

— Nós realmente temos uma história.

— Uma ênfase na história. Tanya levantou uma sobrancelha.

— Detesto o universo feminino.

— Sério? Isso cria mais um desafio?

— Está com medo, querida.

Isabella não se fez de desentendida. As cartas esta vam sendo dadas e o jogo, prestes a começar. Ela sentiu os dedos de Edward apertarem os seus, mas igno rou seu pedido de silêncio.

— Talvez Edward possa responder isso.

— Por quê? Você está indo tão bem. — O comen tário tranquilo de Edward causou estranheza em Tanya.

A união era tudo. Ela poderia ser educada, tinha anos de prática.

— A noite está ficando monótona e nós já estamos indo.

— Não estão aguentando o ritmo?

Isabella estava muito tentada a revelar que estava levando seu marido para casa para fazerem sexo de forma ardente. Em vez disso, simplesmente sorriu e levantou-se, enquanto Edward despedia-se dos convi dados mais próximos.

— Boa noite.

— Tenho certeza de que nos encontraremos em breve — Tanya falou delicadamente.

Não se ela puder evitar, Isabella prometeu para si mesma, mal controlando a vontade de estapear o ros to da atriz.

Sem falar que poderia comer um homem vivo!

Alguns amigos e parceiros comerciais atraíram a atenção deles à medida que começaram a caminhar pelo salão, reforçando os convites e atualizando as novidades sociais.

Ela sentia o braço de Edward em sua cintura, o ca rinho discreto dos dedos dele... Uma tentativa de tranquilizar a irritação?

Será que ele tinha noção do quanto seu toque a afe tava? Na cama, sem dúvida. Só de pensar na intimidade deles o pulso de Isabella acelerou. As mãos dele, a boca... Deus do céu. Sentia um calor percorrer suas veias.

Precisava daquele amor físico, perder-se nele e acreditar, pelo menos por um tempo, que ele se im portava com ela. Mais do que mera afeição, o casa mento deles, apesar de ter sido uma aliança entre as famílias, sobrepujou a obrigação.

Ele nunca disse nada. Nenhuma vez, mesmo du rante os gemidos quando faziam amor, nem a letra A. Ele nunca perdeu o controle. Isso a irritava de modo insuportável.

— Vamos tentar nos ver na quarta-feira à noite. Pode contar, ela pensou para registrar o combina do... Jantar na casa de Michael e Jéssica Newton.

— Claro, respondeu com um sorriso.

Foi um alívio quando chegaram ao saguão do ho tel, e principalmente quando entraram no carro e ela pôde recostar-se no banco, enquanto Edward dirigia em um trânsito tranquilo pela cidade.

Qualquer tentativa de conversa estava fora de co gitação, ela mal disse uma palavra durante a viagem relativamente curta de volta para casa.

Pelo contrário, ficou olhando a paisagem pela ja nela. As luzes de néon, os vários carros, o azul-escuro do céu noturno, as folhagens das árvores enfileiradas na rua, um trem elétrico... O brilho das gotas da chuva que molhavam o asfalto e que mantinham o limpador de para-brisas funcionando. A paisagem mudou à medida que se aproximaram do subúrbio de Toorak, com suas casas grandiosas parcialmente escondidas por trás de muros altos e portões de segu rança.

Um suspiro quase inaudível saiu da boca de Isabella quando Edward estacionou o Volvo na gara gem.

Uma fileira de postes iluminados estrategicamente realçava a curva enfeitada por arbustos bem podados que levava à casa de dois andares que Edward com prou quando retornou dos Estados Unidos.

Ele contratou restauradores para manter o estilo georgiano da estrutura e reformou todo o interior para se parecer com o original. Peças de antiquário e telas originais nas paredes faziam com que a casa fos se uma das mais admiradas no bairro, chegando a atrair a atenção da mídia quando ele comprou a pro priedade adjacente para demolir a casa existente e construir uma piscina e uma quadra de tênis.

Edward colocou o Volvo na garagem que ficava embaixo de dois quartos onde moravam seus funcio nários de confiança, Ângela e Ben. Estes aposentos comunicavam-se com a casa por uma passagem es condida por arbustos. Uma academia de ginástica e um escritório foram estrategicamente construídos en tre a casa e as garagens.

Juntos, eles entraram no amplo salão, que tinha como foco principal um delicado candelabro de cris tal e uma escadaria que levava ao segundo andar.

Ela adorava as salas espaçosas com aquela esplên dida mistura de áreas formais e informais que ocupa vam o andar térreo. O delicado piso de mármore, os grandes tapetes orientais, a suíte principal e as de hóspedes que ficavam no andar de cima eram admiravelmente atapetadas e decoradas com peças genuínas de antiquário.

— Você não quer falar nada?

Isabella parou e virou-se para ele, ciente da habili dade dele em percebê-la tão bem. Ainda bem, para sua tranquilidade.

— Uma discussão no carro talvez tivesse provoca do muita distração — ela respondeu diretamente, encarando-o.

Com uma das sobrancelhas levantadas, ela foi di reto ao ponto.

— Você pretende vê-la?

A expressão dele não mudou, apesar de ela ter tido a nítida impressão de que o corpo dele paralisou, e por um instante havia algo ilegível naqueles olhos verdes.

— Por que faria isso?

A fala mansa dele causou-lhe calafrios na coluna e ela inclinou um pouco o queixo para defender-se.

— Porque é o que Tanya quer.

— Confia tão pouco em mim?

Isabella esperou um pouco para encontrar as pala vras certas.

— Não serei ridicularizada em público.

— Você quer que eu jure que sou fiel?

— Só se for verdade. — Ela virou para a escadaria. — Promessas podem ser quebradas. — Foi o melhor argumento que conseguiu encontrar.

Respeito, afeição, companheirismo e compatibili dade sexual formavam a base do casamento deles. O amor não deveria entrar nesta equação.

Mas acabou entrando, e ela não podia deixar de pensar que amor unilateral era a pior coisa do mundo.

Isabella não ouviu, mas percebeu Edward se aproxi mar dela quando chegou ao andar de cima da casa e virou-se para encará-lo.

— Você se esquivou da pergunta.

Juntos, eles atravessaram a espaçosa área central que separava as duas alas e foram em direção à suíte principal.

Isabella entrou no quarto na frente dele e logo reti rou a sandália de salto alto... Isso foi um erro, pois apenas acentuou sua estatura baixa.

— Isso não requer uma resposta.

Ela levantou o queixo ligeiramente e seus olhos estavam atentos. Segurou uma das mãos e estalou cada dedo.

— Nós estamos unidos em casamento e legalmen te ligados nos negócios. — Ela nem piscou. — Eu mereço sua honestidade na nossa vida privada.

Ele deixou transparecer alguma coisa no fundo de seus olhos.

— Alguma vez já fui desonesto com você? - Ela nem precisou pensar na resposta.

— Não.

— Pode acreditar, isso não vai mudar. - Confirmação? Possivelmente. Ele não era tolo, e ela muito menos.

Ele se aproximou dela e percebeu que ela estava com a pulsação acelerada.

— Um elogio, querida?

Esta era a questão... Ela não era sua querida. Ape nas uma parceira, quando desejava ser mais... Muito mais.

No grupo social, havia aqueles que achavam que ela tinha tudo. Uma excelente saúde, um emprego perfeito, um marido que era o máximo... Ainda assim, ela gostaria de trocar tudo isso pelo amor dele.

Então... Continue sonhando, uma voz baixinha zombava. Isto não vai acontecer.

Edward segurou-a pelos pulsos e colocou os braços dela sobre os ombros. Abaixou um pouco a cabeça e encostou os lábios nos dela, mordiscando um pouco, provocando e tentando acalmá-la.

Ela mordeu o lábio inferior dele por alguns segun do e depois largou.

— O que você acha que está fazendo?

Pergunta estúpida. Ela sabia exatamente o que ele estava fazendo!

Ele continuou beijando-a, buscando, explorando, liberando a confusão das emoções de Isabella à medi da que um calor a invadia, fazendo-a sentir-se viva como só ele conseguia.

Isabella sentiu aquela já conhecida sensação inter na, quase não percebeu que os dedos dele estavam desamarrando as tiras do vestido dela e que o zíper já estava aberto... Até que o vestido vermelho de crepe de seda estivesse no chão.

Estava quase nua, apenas com uma roupa íntima vermelha rendada. Seu corpo estremecia enquanto ele acariciava a calcinha com os dedos, até chegarem à parte superior das coxas e tocarem em seus pelos.

Foi invadida por uma sensação forte e começou a desabotoar a camisa dele, ela queria, precisava sentir a pele dele roçando na sua, sentir o calor e o cheiro dele.

— Você está vestindo muita roupa. — Seria dela aquela voz rouca?

Ele procurou os seios dela e começou a beijá-los até que ela soltasse um gemido alto.

— Tire a roupa.

Como é que ela nem percebeu que ele já havia tira do o paletó, a gravata e os sapatos?

Porque ela perdia todos os sentidos quando ele a beijava... Exceto um. A sensualidade que só aumentava... Invadindo-a por completo.

Edward era capaz de fazê-la perder o juízo, esque cer tudo à sua volta. Tudo.

Só havia ele, seu cheiro masculino, a magia do seu toque... O calor, a paixão e a magia selvagem e erótica que ele era capaz de provocar nos sentidos dela.

Quase não percebeu que os dedos deslizavam pe los botões da camisa dele nem que fazia brincadeirinhas provocativas para prolongar o momento.

A necessidade guiava a velocidade com que ela re tirou a camisa dele, livrou-se da calça e buscava a fonte de seu prazer.

Ele perdeu o fôlego quando ela chegou bem perto e deu um sorriso, os dedos dela deslizavam lentamen te até segurá-lo e depois retornar e provocar desejos enlouquecedores. Ele agarrou-a, levantou-a e colo cou seu corpo colado ao dela.

Isabella gritou de prazer quando a boca de Edward tocou seus seios e sugou-os, mordiscando os bicos dos seios antes de explorar as curvas.

Ela quase não suportou quando os dedos dele pro curaram e encontraram o seu clitóris excitado, acariciando-o até ela enlouquecer, provocando a mais fas cinante das sensações.

Quando ela começou a relaxar, ele segurou-a outra vez e beijaram-se calorosamente. O beijo era um re flexo do próprio ato sexual.

Não era suficiente, ela separou sua boca da dele e pediu mais... Muito mais.

Edward moveu-se, livrou-se da colcha e colocou Isabella na cama.

O que se seguiu foi um banquete de prazeres, longo, vagaroso e gostoso. Ela perdeu o controle, seu corpo era elevado a um nível que só a química sexual deles era capaz de proporcionar.

Paixão... Fascínio, eletricidade, tempestuosidade. Uma voracidade que saciava os sentidos e conduzia a uma descarada necessidade de satisfazer os desejos mais primitivos.

A sensação de penetrá-la e os lentos movimentos que fazia dentro dela deixavam-no em estado de êx tase. Ela curvou-se para recebê-lo quando ele come çou a fazer aqueles movimentos, regozijando-se com a maravilha que é o encontro sexual perfeito entre duas pessoas.

Isabella perdeu o controle, estava tão entregue a ele que não se dava conta dos gemidos guturais que saíam de sua garganta ou do leve ruído de satisfação, que emitiu em seguida, quando Edward puxou-a para junto dele outra vez.

Saciada, ela colocou a mão sobre o peito dele e deu um sorriso, enquanto ele acariciava as costas dela.

Em poucos minutos, a respiração dela normalizou-se e ela nem sentiu o leve beijo que ele lhe dera na testa. Também não percebeu que ele ainda ficou acordado por algum tempo.


Hey pessoal, espero que tenham gostado do Capítulo. Fiquei triste que não houve nenhum review no Capítulo 1. Não vou ser aquelas autoras/tradutoras chatas que cobram reviews em troca de postagem, apenas gostaria de saber o que vocês estão achando da história!

O próximo capítulo, sairá essa semana. Não tem data certa, pois essa semana começa ETEC, aulas e o meu curso de inglês, estão estará tudo corrido.

Beijos e até a próxima :*