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IV Capítulo

E os dias foram se passando na mesma rotina; sessões de terapia psicológica e terapia física, sem nenhuma resposta. Entretanto, o jovem terapeuta percebia que aos poucos estava ganhando a confiança do rapaz e que ele passava mais tempo com os olhos aberto e que parecia sorrir mais.

Sua relação com o irmão do paciente não mudou, ao contrário, o ruivo parecia cada fez mais desconfiado e distante, chegando mesmo, muitas vezes, a ignorá-lo por completo. Não se abalava estava ali por Hyoga e havia Milo, este sim, uma pessoa que se tornava cada fez mais íntima e que estava sempre disposto a ajudá-lo. Ficavam horas conversando, enquanto o enfermeiro cuidava do paciente. Aldebaran era outra pessoa que Shun considerava adorável; o gigante brasileiro levou mais alegria a casa; sempre de bom humor, sempre disposto a uma novidade, passeios, etc., combinando muito bem com o temperamento quente do grego.

Shun gostava da companhia deles, porque ficar naquela casa enorme e silenciosa, muitas vezes, era desesperador e fazia a saudade que sentia aumentar terrivelmente. Tornou-se mesmo corriqueiro, ele procurar a companhia do enfermeiro que carinhosamente chamava de Deba, para consolá-los nas noites em que a saudade da pátria, do irmão e do amor aumentava demais.

Aquela noite em especial, o encontrou no jardim em frente à imensa piscina oval, lendo um livro tranquilamente.

- Brasileiros não dormem? – brincou o psicólogo ao se aproximar.

- Pensei que era Japonês que só dormia quatro horas por dia... – disse, convidando com um sorrindo o mais jovem para que se sentasse.

- Ah, aqui tenho dormido muito, muito mesmo, porque depois que o Hyoga dorme, eu fico sem nada para fazer...

- Você é muito jovem, pode aproveitar suas noites melhor... – sugeriu o moreno com um suspiro e Shun reconheceu aquele lamento de saudade.

- Sente a falta de alguém? – perguntou o rapaz corando um pouco.

- Sim, sinto...

- Eu também... Mas estou me acostumando! – sorriu.

- Você parece gostar muito do que faz...

- Sim, gosto, mas... gostaria de estar em casa, perto do meu irmão... – Shun sorriu – Sim, eu tenho um irmão mais velho... ainda não havia falado dele, não é?

- Não, você é bem discreto e introspectivo para alguém tão jovem. – falou Aldebaran pousando o livro na mesa.

- É que não gosto de falar muito do passado...

- Entendo, você parece... bem, é melhor entrarmos, está ficando frio e o nosso paciente acorda cedo... – sorriu o brasileiro.

- Você tem razão, boa noite, Deba... – sorriu Shun e entrou na mansão, subindo as escadas e parando em frente à porta entreaberta do quarto do paciente.

Empurrou dando uma última olhada nele; Hyoga estava deitado de lado e o observava também. Shun sorriu e se aproximou, puxando o cobertor que escorregara, escondendo apenas suas pernas. Estranhou; a porta da imensa sacada estava fechada e as janelas também, como o cobertor teria escorregado? Será que ele se movera? Lembrou-se do que Milo falara; sonambulismo? Seria possível que Hyoga houvesse se movido novamente? Talvez, ele se movesse sempre enquanto dormia...

Achou melhor fazer esses questionamentos depois; ajeitou o cobertor e afastou os cabelos revoltos dele, prendendo-os atrás das orelhas; sorriu:

- Está sem sono? – perguntou e o russo confirmou – Quer que leia algo pra você?

Mais um sim, e Shun pegou um livro na mesinha de cabeceira, começou a ler um capítulo que estava marcado e quando terminou, voltou-se para o rapaz deitado na cama.

- "O conde de Monte cristo". É, eu acho que você e Edmund Dante devem ter muito em comum. Os dois foram presos inocentemente... – sorriu e afagou os cabelos macios do paciente, vendo-o fechar os olhos – Só que a prisão onde você está Hyoga, ninguém possui a chave além de você mesmo.

Inclinou-se sobre ele e beijou-lhe a testa.

- Fuja dessa prisão, Hyoga. Só você mesmo pode fazer isso... – ergueu-se, não leria mais nada para ele aquela noite, era hora de descansar – Boa noite...

Apagou a luminária e deixou o quarto, fechando a porta atrás de si. O russo continuou acordado, ainda demoraria muito a dormir naquela noite, a frase do jovem terapeuta, gravada em sua memória.

ooooooOOOoooooOOOoooooo

Hyoga e Shun voltaram para casa já no final da tarde, depois de mais uma sessão de fisioterapia e exames. Ao abrir a porta, o terapeuta se surpreendeu por encontrar dois homens numa acalorada discussão.

Milo estava encostado no bar com os braços cruzados e o rosto de Camus estava meio afogueado; situação que era surreal aos olhos do psicólogo, pois nunca o presenciara se quer alterar a voz, naquele pouco mais de um mês de convivência.

Eles se calaram assim que se deram conta da presença do terapeuta e do paciente, e Milo sorriu, mas demonstrava claramente que estava nervoso.

— E então, Shun? O monstrinho deu muito trabalho? — perguntou e o ruivo fechou a cara mais ainda e subiu as escadas para o segundo andar, sem nada dizer e nem mesmo cumprimentar o irmão, o que não era usual.

O grego fez uma careta e tomou a cadeira do "monstrinho" das mãos do psicólogo, empurrando-a para dentro da sala.

— Algum problema? — Shun não conseguiu segurar a curiosidade.

— Não, problemas banais! — falou o loiro indo até o bar e enchendo um copo com uísque; depois voltou e sentou-se no sofá convidando Shun para se sentar também e puxando a cadeira de Hyoga para perto. O jovem psicólogo aceitou meio incerto.

— Eu... bem, alguns amigos me convidaram para passar uma semana em Madri num congresso de arquitetura...

— E o Camus não gostou, é isso? — indagou olhando o rosto levemente triste do loiro grego.

— Não! — riu ele e bebericou o uísque — Pelo contrário, ele quer que eu vá, mas eu não posso!

— Não pode?

— Shun, conseguimos um enfermeiro há pouco tempo, e não me sinto seguro em deixá-lo sozinho com o monstrinho. O Camus tem muito trabalho na empresa que fica em Paris, todos os dias ele volta pra casa, exausto e não tem como...

— Então ele está preocupado com você...

— Quê? — Milo não entendeu e Shun sorriu.

— Milo, por que você não vai a esse congresso? Eu cuido do Hyoga na sua ausência.

O grego piscou e depois balançou a cabeça.

— Shun, é muito trabalho para você e...

— Qualquer problema eu ligo. Desculpe-me a intromissão, mas... eu acho que você deveria ir. Eu já estou aqui a mais de um mês, acho que já notaram que não sou um psicopata...

O escorpiano riu sem jeito e depois suspirou.

— Não sei se seria uma boa idéia...

— Acho que você conseguiria convencer o Camus, inclusive a ir com você. Ora Milo, relaxa! Vocês precisam de umas férias, não é Hyoga?

O rapaz russo piscou duas vezes, e o grego sorriu assim como o jovem de olhos verde. Ficaram somente trocando olhares, os três, e então, Camus voltou à sala. Examinou de um para o outro com olhos frios, sem nada dizer; pegou a chave do carro e caminhou para a porta.

Milo se ergueu e o seguiu.

— Aonde você vai? — perguntou irritado.

— Espairecer... — respondeu o francês, friamente e saiu.

— Camus, volta aqui! — o loiro marchou em sua direção e quase o derrubou, tão forte foi o puxão que lhe deu no braço.

O aquariano parou e o olhou, irritado.

— Você quer me largar? — disse com a voz inalterada e Milo cruzou os braços.

— Não é assim que resolveremos as coisas... — disse.

— E como resolveremos então, Milo Seferis*, se você não me escuta?

— E se eu disser que vou a esse encontro?

Camus parou e mirou o namorado, sério.

— E o que o fez mudar de idéia, tão fácil?

— Fácil? Você sabe que posso ser tudo em minha vida, menos fácil, Camus. — disse o grego e suspirou — Vou sim, com a condição de que vá comigo.

— Eu sabia! Milo, eu não posso...

— Será somente uma semana, além do mais, temos o Shun para cuidar do Hyoga...

— Milo, mas o conhecemos e...

— Camus, a questão é, se quer mesmo que eu vá, terá que ir comigo! — falou o escorpiano, irritado.

O ruivo passou as mãos nos cabelos, resignado. Sabia que ele não mudaria de idéia por mais que negasse e aquele congresso seria importante para a carreira de Milo. Poucos arquitetos foram convidados para o seleto evento e ele não poderia jogar aquela chance fora. Teria que ir; teria que fazer isso por ele.

— Tudo bem, eu vou!

— Ah, eu te amo! — Milo o abraçou com força e começou a beijá-lo.

— Idiota! Estamos no meio da rua se não percebeu! — reclamou Camus, mas acabou sorrindo disfarçadamente.

— Vamos aproveitar e sair agora... nós dois? — sussurrou o loiro sedutoramente.

— Pra onde você quer ir?

— Um lugar bem gostoso... — ele mordisco-lhe a orelha.

Camus balançou a cabeça, mas aceitou. Entraram no posche preto do aquariano e seguiram para o paraíso.

ooooooOOOooooooOOOoooooo

- Bem, acho que passaremos a noite, sozinhos! – disse Shun entrando com Hyoga em seu quarto e comentando que o francês e o grego ainda não haviam chegado do "passeio" – Vou chamar o Deba pra ajudá-lo a se vestir, certo?

Sorriu para o paciente e notou os movimentos quase involuntários dos dedos dele. Agachou-se e o encarou.

- Hyoga, você quer voltar a andar e falar?

"Mais uma pergunta idiota, garotinho?! Claro que eu quero!"

O russo piscou afirmativamente.

- Ótimo, por que vamos começar com isso agora! – nisso Shun se ergueu, levou a cadeira de volta ao corredor, e puxou o loiro que desabou no chão, de bruços.

- Você tem trinta minutos para voltar à cadeira! – disse o psicólogo e apagou a luz, deixando o corredor totalmente escuro e saindo de volta ao seu quarto.

Hyoga se viu sozinho no corredor escuro; a princípio não se importou, era crescido o bastante para não ter medo de assombração. Ficou assim por minutos, horas, até chegar o momento que a escuridão quase total começou a incomodá-lo.

"Ei! Garotinho volta aqui e me tira do chão! Aldebaran onde você está? Por acaso isso é um complô?"

Ele pensava sem conseguir mover um músculo se quer.

"Será que aquele garotinho acha que não me movo por que estou fazendo chantagem emocional, é isso? Shun volta aqui!

Hyoga realmente tentava se mover, mas não conseguia. Não sabia por que, e talvez nunca soubesse, já que, segundo os médicos ele não possuía nenhum dano físico ou cerebral. Entretanto, sentia como se estivesse quebrado por dentro e já não possuía vontade nenhuma de estar vivo... ao menos, até Shun chegar e começar a questionar sua vida ou o que sobrara dela. Até então, ele preferia não pensar, não tinha vontade nenhuma de pensar em nada, queria morrer somente para que a dor o esquecesse... mas, o que mudara?

O corredor parecia ficar mais escuro à medida que sua mente se confundia e se questionava; escuro como aquele abismo que ele sempre sonhava... isso, era um abismo, um quarto escuro... uma noite...

As lembranças voltaram a sua mente; a luz vermelha que passava e feria seus olhos... o escuro... o desespero, o medo... quis gritar, quis pedir socorro... o escuro, a luz vermelha, o sangue que escorria e o odor da gasolina... o canto da noite na ribanceira, o cheiro da morte...

***Flash Back***

- Vamos, vamos! Já é tarde! – disse Camus esperando parado próximo a porta do carro e sorrindo para Milo que andava cambaleante com o diploma na mão e que se aproximava junto com Hyoga.

- Ah, eu estou muito bêbado! – riu o escorpiano se apoiando nos braços do namorado e afagando-lhe o rosto.

Camus riu e se afastou.

- Milo, para... meu pai! – disse baixinho, observando o homem ruivo de meia idade que se aproximava conversando alegremente com uma bela garota oriental.

- Vocês são idiotas! – disse Hyoga – Ele já sabe há muito tempo, Camus, por Deus! Vocês estão juntos há cinco anos, acham que ele é bobo? Ele só finge que não sabe!

O irmão mais velho olhou o mais novo com uma interrogação muda e o grego puxou o loiro pela gola do smoking.

- Quem é idiota aqui, seu monstrinho! – perguntou enquanto o aquariano tentava se soltar de suas mãos!

- Quando chamei de idiota estava falando de você, só de você! – provocou Hyoga, fugindo do outro loiro e abraçando a namorada.

Milo fez uma careta que foi retribuída pelo adolescente.

- Vamos embora! – chamou Camus, seu humor mudara totalmente com a declaração do irmão e Milo se aproximou dele.

- Está tudo bem? – perguntou com uma ruga de preocupação na testa. Camus afagou-lhe o rosto e sorriu, não queria compartilhar com ele seus pensamentos indecisos, não naquele momento.

- Tudo bem, Milo, entra no carro...

O escorpiano obedeceu e nesse momento o pai dos rapazes se aproximou deles.

- Milo, onde estão seus pais? – ele perguntou.

- Eu não tenho pais! – disse o escorpiano tentando esconder a mágoa.

O homem sorriu e pôs a mão no ombro do jovem grego.

- Não tem problema, agora você tem outra família, não é mesmo?

O loiro grego fitou os olhos azuis de Arthus Verseau que sorriu.

- Ah, vocês não acham que sou cego, não é? – riu o mais velho e Milo acabou rindo também, ruborizando o que era uma novidade para ele – Vamos embora, eu bebi demais...!

- Então é melhor que não dirija... – disse Camus se aproximando e olhando para Milo que não estava melhor que seu pai – Melhor chamarmos um táxi.

- Espera aí! Eu dirijo! – sugeriu Hyoga segurando a mão de Aimi, a bela garota oriental.

Camus hesitou e depois negou com a cabeça.

- Nem pensar, você mal aprendeu a dirigir e já bebeu bastante, também!

- Você também bebeu e vai dirigir! – reclamou o mais jovem.

- Deixe que ele dirija, Camus... – disse Arthus, afagando os cabelos do filho mais novo que prontamente pulou dentro do carro.

- Mas, pai...

- Camus, hoje é uma noite de festa, você acaba de se formar, seja menos rígido, meu filho! – disse e entrou no carro em que Hyoga já estava ao volante com Aimi ao lado.

- Coloquem o cinto! – disse Camus antes de seguir para seu próprio carro.

Hyoga acenou para o irmão; Camus entrou no carro tirando a gravata do smoking e vendo que Milo já se livrara do seu, ficando apenas com a camisa branca.

- O que foi, Camus, algum problema? – perguntou, vendo os olhos azuis do namorado preso ao carro ao lado.

- Nada... só que... vamos embora...

Hyoga sorrira para o irmão e fez uma careta para Milo, antes de deixar o estacionamento; contente por estar dirigindo por uma auto-estrada pela primeira vez. Seu pai e Aimi conversavam alegremente sobre a festa. A formatura do primogênito era o sonho dourado de Arthus Verseau... De repente, um caminhão em alta velocidade, o desvio desesperado e o abismo da dor e do medo. A escuridão, a eterna escuridão...

***Fim do Flash back***

- Nãaaaaaaaaaaao! – gritou Hyoga no presente, abandonado no chão do corredor. A dor, o medo, a angústia voltaram como lobos a devorar sua carne, a dor era intensa demais...

Camus e Milo, que acabavam de chegar, correram para o segundo andar, assim como o enfermeiro que saiu do quarto.

- O que aconteceu? – perguntou o ruivo, pegando o irmão e colocando-o de volta na cadeira.

- Eu não sei, ele estava com o Shun... Eu não consigo imaginar o que possa ter acontecido. – disse Aldebaran com um semblante preocupado e chocado.

Milo mirou o jovem ofegante na cadeira de rodas; sua expressão era tensa, desesperada, de uma dor aterradora e lágrimas banhavam seu rosto. Ele estava claramente desesperado e inconsolável.

- E onde está o... o Shun? – perguntou Camus tentando conter a irritação da voz.

Nisso o psicólogo chegou a passos tranqüilos até eles, acendendo a luz do corredor, o que ninguém se lembrou de fazer.

- Estou aqui... – disse – E sim, fui eu que o joguei no chão.

Camus trocou um olhar com Milo e sem nada dizer, levou o irmão para o quarto, pedindo que Aldebaran cuidasse dele.

Shun ficou parado no corredor, esperando o que viria; engoliu em seco, tomando coragem para enfrentar o "patrão".

O ruivo saiu minutos depois, acompanhado por um aflito Milo; seus olhos frios examinaram o psicólogo por um tempo, antes que pedisse para que o acompanhasse até o escritório. Ele obedeceu em silêncio. Entrou no ambiente sofisticado e esperou que o dono da casa se sentasse, olhando para o loiro grego que não estava com uma expressão nada boa; Milo conhecia o namorado o suficiente para saber que ele estava irritadíssimo.

Camus puxou uma caneta prateada e um talão de cheques de uma carteira de couro marrom, fez o cheque e o estendeu para Shun.

- Acho que isso é o suficiente para pagar os seus dias trabalhados e qualquer dano que por ventura, tenha sofrido durante a sua estadia conosco... – disse friamente – Perdoe-me, mas não aceito tais métodos. Doutor Amamiya, seus serviços não serão mais necessários.

Continua...

N/A: O Camus tá lesado do juízo, mas podem deixar que o Milo dá um jeito nele! XD...

O Oga tá se libertando aos poucos do seu trauma... e o casal2 como sempre entre tapas e beijos... Ai ai... aonde vai dar essa fic, hein? Nem eu sei. Rsrsrs.

Título: O abismo

** O nome Seferis foi tirado de um poeta grego, Georgios Seferis prêmio Nobel de literatura em 1963.

Sei que o capítulo foi curto e sem grandes novidades, o próximo será melhor, prometo.

Mais uma vez peço perdão por qualquer erro de concordância, etc., mas prometo que em breve minha Beta se desocupa um pouquinho e vocês não mais terão que suportar esses pedidos de desculpas... XD!

Declaração: As Quartas feiras será o dia oficial de minhas atualizações, e, ao menos tentarei ser disciplinada quando a isso. Só se faltar inspiração mesmo, mas pretendo atualizar todas as quartas feiras. XD!

Agradecimentos especialíssimos:

Mefram_Maru, Arcueid, sasulove, naluza, Keronekoi, mio77 essa é a galera Nota 1000 do Nyah!

Suellen-San, Amamiya fã, Kojican, Amaterasu Sonne, Layzinha, Cardosinha e toda a turma 1000 do FF!

Obrigada a Ruki Fujimiya e Yuki Tinuviel que me enviaram MPs bastante positivas.

Beijos e até o próximo capítulo!

Sion Neblina 2010