-Disclaimer Inuyasha pertence a Rumiko-sense, faço essa fic apenas por diversão.
-Disclaimer Um Golpe de Cupido pertence a Jo leigh , eu fiz uma pequena adaptação apenas por diversão e por que gostei da historia.


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Um Golpe de Cupido

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Capítulo VI – Mulher fatal.

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Mulher fatal. Tentação. Rita Hayworth, Marilyn Monroe.

A vestimenta de Rin e sua pose sensual haviam surtido o efeito esperado, mais alguns segundos e o queixo de Sesshoumaru cairia ao chão. Aquele modo de agir não era do feitio dela, e a deixava pouco a vontade, dessa vez, porém, Rin seria corajosa e iria até o fim. Iria se revelar sensual como o pecado, e havia de levar Sesshoumaru a loucura.

- E então, gostou? – perguntou, com um sorriso sedutor, apontando para o baby-doll que vestia.

- S-sim, claro... Mu-muito bo-bonito.

- Muito bonito? Só isso?

Ele fez que não com a cabeça, enquanto seu olhar ia descendo pelo corpo dela. Rin sentiu-se corar quando aquele olhar se deteve por vários segundos em seus seios, o tecido era tão transparente que Sesshoumaru podia ver-lhe os mamilos. Rígidos e proeminentes, os bicos dos seios de Rin, por si sós, já serviam de clara indicação de suas intenções. A longa e lenta observação terminou nos dedos dos delicados pés femininos, deixando Sesshoumaru com o rosto vermelho e a respiração ofegante.

Ao perceber que ele não iria fazer nada além de contemplá-la com aquela expressão faminta, Rin decidiu tomar a iniciativa. E começou a andar lentamente na direção dele, meneando os quadris.

- O que está fazendo, Ri.. Kagura?

- É que nós dois estamos muito longe um do outro – sussurrou ela.

- Não, não precisa chegar mais perto, estou vendo você muito bem daqui mesmo.

- Esta vendo, mas não pode tocar...

- Não tem importância, eu não quero tocar em você.

- Sesshoumaru, você não precisa ser tímido assim comigo.

- Ah, mas eu, sou terrivelmente tímido. Então, por que você não se veste e vai se encontrar comigo na cozinha?

- Boa tentativa, moço - sorriu ela. – Seus lábios estão dizendo que não, mais seus olhos estão dizendo que sim.

- Meus olhos são mentirosos...

A três passos de chagar até Sesshoumaru, Rin parou e começou a puxar a alça para baixo, lentamente.

- Sesshy, por que não admite que você quer o mesmo que eu?

- Não, eu não quero nada – ele apressou-se a responder.

- Por quê? Não me acha atraente?

- Esta brincando? Você não é apenas atraente, você é... incrível.

De repente, a brincadeira acabou. Os olhos de Rin se encheram de lágrimas, tudo ficou escuro a sua frente e, por um momento, ela pensou que iria desmaiar.

Sesshoumaru a segurou-a imediatamente pelo braço.

- Kagura! – ele exclamou, alarmado. – O que foi? – Ela se limitou a sacudir a cabeça, o nó que sentia na garganta impedia-a de falar. Então se afastou um pouco dele e se voltou para contemplar a própria imagem no espelho. O que estava acontecendo? Deus do céu, ela estava praticamente nua! O que lhe dera na cabeça para... – Kagura? – insistiu Sesshoumaru. – Rin sentiu-se invadir por um imenso alívio, e o ligeiro estado de confusão mental que a dominava desapareceu. Sesshoumaru segurou-a pelo braço, por trás, e delicadamente a fez voltar-se novamente para ele. – Vamos, Kagura, diga-me o que está sentindo!

- Não foi nada – murmurou ela. – Uma tontura, não sei... vai ver que é porque estou com fome.

- Então troque de roupa e vamos sair para jantar.

- Ah, Sesshy, vamos ficar em casa e preparar alguma coisa nós mesmos!

- Está bem – concordou ele -, mas só se você vesti uma roupa decente.

- Certo – disse ela com um muxoxo. – Mas é que fazia tanto tempo, querido, e eu pensei...

- Eu sei, eu sei, pensei a mesma coisa. Só que achei que iríamos esperar um pouco mais.

- Até a hora de dormir?

- Não, Kagura, até o casamento.

- Sério? Ora, mas que coisa... Que graça!

Ainda bem – sorriu ele – que você não esta me achando fora de moda.

- Não, pelo contrário! Estou achando encantadora essa sua atitude.

- Ótimo. Mas não vou conseguir resistir com você vestida desse jeito.

- Esta bem, vou trocar de roupa. Mas só concordo porque amo você.

- Muito obrigado.

- Só muito obrigado? –perguntou Rin com um sorrisinho malicioso. – Pois só vou atender ao seu pedido se você me agradecer direito. E um agradecimento de verdade não se faz com palavras.

- Ah, não, de novo não... – gemeu Sesshoumaru, olhando para a porta, depois para a cama, depois para os seios de Rin.

E então beijou-a.

Tentou fazer daquele um beijinho rápido, mais ela lhe envolveu o pescoço com o braço, decidida a lhe ensinar como fazer um agradecimento de verdade.

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Mis dois segundos e ele não teria resistido. Sesshoumaru afastara abruptamente de Rin, consciente de seu desejo por ela estava se tornando quase incontrolável. Aquilo tudo era uma loucura, que não se limitava ao fato de Rin pensar que era Kagura.

Ele foi para o outro lado da sala, diretamente para o armário de bebidas, e se concentrou em preparar um martíni seco. A porta fechada de seu quarto não o deixava mais tranqüilo, a imagem do corpo de Rin ficara gravada em suas retinas, e a ânsia de possuí-la ainda lhe fervia nas entranhas.

Houve uma época em sua vida em que as mulheres e o sexo não lhe saíram da cabeça. Na faculdade, Sesshoumaru tinha dificuldade para se concentrar nos estudos, até que finalmente fora para a cama com uma garota.

Kagura, a verdadeira Kagura, fora essa garota, a primeira mulher de sua vida Ela o fizera esperar seis meses inteiros antes de concordar em fazer amor com ele, e quando acontecera, fora uma coisa fantástica. Só que rápida demais. E assim continuara a vida sexual dos dois: durante o amor, Kagura jamais dissera nada que o incentivasse a ser menos afobado, em compensação, depois do amor falava e falava sem parar. Da vida social dela, de sus amigos, dos amigos dos amigos...

Depois de Kagura, houvera mais duas garotas na vida de Sesshoumaru.Seu relacionamento havia sido muito bom, tanto com uma quanto com a outra, mas o sexo... Não passara de um alívio dos sentidos, da liberação de uma descarga hormonal.

Depois que o pai dele havia morrido e a vida social de Sesshoumaru cessara quase completamente, Hakudoushi vivia tentando arranjar encontros para ele. As vezes conseguia, mas apenas para um jantar, um concerto ou uma festa. Sesshoumaru jamais passava a noite com nenhuma daquelas garotas, afinal de contas, o mercado asiático o esperava bem cedo no dia seguinte.

A responsabilidade com a empresa se tornara a coisa mais importante de sua vida, mas ele finalmente percebera que, no mundo dos negócios, um empresário solteiro não era tão respeitado quanto um casado. E kagura lhe parecera a mulher certa para resolver esse problema.

Só que agora ele já não tinha certeza disso.

Sua atração por Rin era algo completamente diferente de qualquer outra coisa que ele já sentira. Sua vontade era jogá-la em cima da cama, arrancar-lhe as roupas e possuí-la como um homem das cavernas.

Sesshoumaru levou a bebida aos lábios com a mão trêmula, depois deixou-se cair no sofá. Até aquela manhã sua vida vinha correndo de forma tão ordenada... Sua maior preocupação era o contrato com Onigumo Narak. Agora, pelo que lhe importava, Narak e seu seboso advogado bem que podiam ir se atirar no rio Hudson.

A porta da suíte se abriu, mas Sesshoumaru resistiu ao impulso de olhar imediatamente para Rin. Como estaria ela vestida dessa vez? Com um pijaminha de flanela? Com uma das camisas dele? Com absolutamente nada?

- O que é que você está bebendo?

- É um... Acho que... – Deus do céu, o simples som da voz dela, infantil e sensual ao mesmo tempo, deixava-o completamente perturbado. Sesshoumaru tomou coragem e ergueu o olhar para ela. Graças aos céus, Rin vestira calça jeans e uma blusinha, mas nem por isso parecia menos sexy. Retocara o batom e dera um jeito nos cabelos castanhos, que balançavam feminilidade e sedução, deixando Sesshoumaru em um estado de confusão que ele jamais experimentara.

- Alô? – disse ela, aproximando-se do sofá. – Marte chamando Terra! Tem alguém em casa?

- S-sim, sim.

- Perguntei o que você está bebendo.

- Ah, sim, um martíni.

Rin torceu o nariz, e ele teve de se controlar para não lhe segurar o braço e puxá-la para seu colo.

- Não gosto de martíni – declarou ela. – O que mais você tem?

- Sirva-se a vontade – respondeu Sesshoumaru, apontando para o armário de bebidas.

- Obrigado – sorriu Rin, aceitando a sugestão. Depois, examinando as garrafas, perguntou: - Aquele drinque chamado Amêndoa Tostada é feito com amaretto e creme de leite, não é mesmo?

- Não faço a menor idéia. Parece mais o nome de uma sobremesa do que de um drinque.

- Ah, mais é um drinque, e muito bom. Você deveria experimentar, parece milkshakecom um gostinho de bebida alcoólica.

- Não gosto de milkshake.

Rin deu de ombros e se serviu de uma boa dose de amaretto, depois, não encontrando creme de leite no frigobar, saiu em direção a cozinha.

Era impossível não olhar para aquele traseiro arredondado e perfeito. Do jeito como Rin meneava os quadris quando caminhava, Sesshoumaru teve de tomar mais um gole de martíni par não perder o resto de controle que ainda possuía.

Ela entrou na cozinha e saiu do alcance da visão dele. Foi então que Sesshoumaru percebeu que estava com a pulsação acelerada, a respiração ofegante e as mãos ligeiramente unidas na palma.

Que diabo, ele não era nenhum adolescente maníaco por sexo, era um homem adulto, o dono de um império empresarial. As pessoas diziam que Sesshoumaru Warren não tinha sentimentos, que em suas veias, em vez de sangue, corriam quilômetros de fibras óticas.

E aquela pobre criatura que levara uma pancada na cabeça o estava transformando em um bobalhão inseguro, que mal encontrava forças para controlar os próprios impulsos.

- Achei – disse Rin, de volta da cozinha, exibindo uma embalagem de creme de leite. – Depois dos drinques vamos preparar a comida, está bem? Estou faminta.

- Sim, está bem.

Ela terminou de preparar sua bebida e levou o copo consigo para o sofá. Sesshoumaru torcia para que não se sentasse muito perto dele, mais foi exatamente isso que ela fez. Muito, muito perto.

- Está uma delícia. Ah, Sesshy, você tem que experimentar...

- Não, obrigado. Bebida doces não fazem o meu gênero.

- Como pode dizer que não gosta se não experimentou? – insistiu ela. – Diga-me, gosta de pudim de leite condensado?

- De vez em quando.

- E de amêndoas?

- Ah, sim, de amêndoas eu gosto.

- Então vai adorar isto aqui – concluiu Rin em tom de triunfo.

- Está bem, está bem. Deixa-me tomar um gole dessa... coisa.

Ela lhe levou o copo aos lábios e Sesshoumaru tomou um pequeno gole. Ah, que coisa horrível... Doce demais, aquilo não era drinque que se apresentasse.

- Bem, você pelo menos tentou – constatou Rin, vendo a careta que ele fazia. – Já é alguma coisa. – Depois tomou mais um gole da bebida e ficou com um bigodinho da mistura de amarettocom creme. – E então, vamos ou não vamos para a cozinha?

- Espere... – murmurou Sesshoumaru, apontando para o lábios superior dela.

Em vez de tentar limpar o próprio lábio, Rin limitou-se a ficar olhando fixamente para o rosto de Sesshoumaru.

Ele levou algum tempo, mas acabou entendendo. Diante daquela nova forma de tortura, de nada lhe adiantaria protestar.Levou então a ponta dos dedos ao lábio dela para limpá-lo.

- Não, assim não – sussurrou Rin com a voz rouca.

- Mas o que você... Ah, não! – protestou Sesshoumaru. Fingindo que não ouvira, Rin colocou seu copo na mesinha e se voltou novamente para ele, fitando-lhe o rosto bem de perto. – Não, nada disso, nem pensar!

- Como pode dizer que não gosta se não experimentou? – repetiu ela com um sorriso maroto.

- Ah, por que está fazendo isso comigo? É pura maldade...

- Que nada... – respondeu Rin, baixinho. – Deixe-me mostrar o que quero que você faça. – E, antes que Sesshoumaru pudesse detê-la, inclinou-se ainda mais e, bem devagarinho, passou a ponta da língua de uma extremidade a outra do lábio superior dele.

O copo de martíni caiu no tapete persa, mas Sesshoumaru não se importou nem um pouco.

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