Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugar, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.
15 de janeiro de 1971
Richard decidiu que ele levaria Audrey para Cokeworth, cidade a qual morava Severo. Ele não queria que sua esposa se encontrasse Tobias novamente e ele queria ver se o irmão de Audrey realmente precisava da ajuda dela.
No caminho para a casa dos Snape ele ainda tentou persuadir a filha para que ela voltasse atrás e esquecesse aquela ideia ridícula de ir morar com o pai biológico:
– Filha... você tem certeza? Olha, a gente pode ir embora e esquecer disso tudo... o menino tem pai e mãe, ele vai sobreviver...
– Tenho sim. Papai, eu sei que você me ama e quer o melhor para mim, mas eu não vou mudar de ideia. Eu sei que o Severo precisa da minha ajuda...
Os dois chegaram à Rua da Fiação e Richard não gostou do que viu. A rua tinha algumas casas de alvenaria aparentemente desertas e a iluminação era precária, uma vez que os postes estavam quebrados. Perto dali havia um rio sujo e uma fábrica de lã abandonada com uma chaminé alta.
Eles chegaram à casa de Severo. Enquanto Audrey tirava as malas do carro, seu pai apertou a campainha e esperou alguém sair. Uma mulher aparentando ter 39 anos, magra, pálida, com um rosto pálido e azedo saiu:
– O que você quer? Já disse que não queremos comprar nada! – disse a mulher.
Eillen Prince nasceu numa família puro sangue rica, os Prince. Quando ela estava em seu sexto ano em Hogwarts ela se tornou capitã no time de Bexigas de Hogwarts. Ela era uma moça pálida, mal humorada, com um rosto grande e sobrancelhas pesadas, porém muito talentosa com Poções. Em seu sexto ano, enquanto passeava com a mãe ela conheceu Tobias.
Tobias era simpático, gentil, sorridente, tudo o que ela queria ser. A sua mãe não aprovou o relacionamento dela, mas não impediu. No final do sexto ano ela se casou com ele.
Em 1959 Eillen descobriu que estava grávida, mas para o seu desgosto ela descobriu que seu marido tinha uma amante e que a mulher também estava grávida. O casamento deles esfriou com a notícia.
Para piorar, por causa de uma crise na fábrica, Tobias perdeu o emprego e começou a beber. Com isso sua personalidade mudou: ele ficou agressivo, proibiu a esposa a ter contato com sua família e perdeu o interesse por ela. Por conta disso, ela perdeu a alegria de viver; já não s arrumava mais, não limpava mais a casa e não ligava quando Tobias abusava de Severo.
"Cruzes, que mulher mal amada e mal cuidada!" – pensou Richard.
– Desculpe moça, bom dia. Sou Ricarhd, marido de Victoria, a mulher que veio conversar com o seu esposo... Vim deixar a Audrey com vocês... – disse Richard, completamente sem graça.
– Deixe–me adivinhar – disse Eillen com uma sobrancelha levantada. – Vocês se cansaram da menina e resolveram deixá–la aqui...
– Não é nada disso, ah, deixa para lá... Audrey, venha aqui.
Eillen olhou surpresa para a o caminho para a. Ela está carregando as malas? Eram três malas de rodinhas enormes que estavam cheias e aparentemente muito pesadas.
"Essa menina vai atrapalhar a diversão do meu Tobias..." – pensou Eillen assustada. Ela perguntou assustada:
– O que é isso?
– Malas de rodinhas. Práticas, não? – respondeu Richard.
– Não, seu estúpido, você faz sua filha carregar as próprias malas?
– Sim... Ela é forte o suficiente para isso...
– Já que você a trouxe, VÁ EMBORA!
Richard se aproximou de sua filha, deu–lhe um abraço e disse:
– Tchau filhinha, papai te ama e você sabe, se acontecer alguma coisa com você, pode voltar para casa. – ele se aproximou e falou baixinho no seu ouvido. – E trazer esse seu irmão, se ele quiser.
Audrey abraçou seu pai e disse:
– Muito obrigada papai!
As duas entraram na casa e Richard ficou olhando a casa por um momento. Ele viu um menino pálido e com um olhar triste se aproximar da casa. Ele percebeu que o menino mancava. Ele se aproximou do menino, colocou a mão no seu ombro e perguntou:
– Ei menino, você é o Severo?
Severo se assustou com o homem. O que ele queria com ele?
– Como você sabe o meu nome? MÃE!
Ninguém apareceu. Severo ficou mais nervoso. Ele tentou correr e quase caiu. Richard o segurou, o fez se sentar na cadeira de área e disse:
– Calma, não precisa ficar assustado... eu sou o pai da sua irmã, vim trazê–la e já que você estava chegando resolvi te conhecer...
– Onde ela está?
– Ela entrou com a sua mãe, espere até você se acalmar. Eu vi que você está mancando, você está bem?
– Eu caí, não foi nada de mais...
Richard esperou o menino se acalmar, se despediu dele e voltou para a casa dele. Ele pensou que talvez Audrey tivesse razão...
Quando Audrey entrou na casa dos Snape ela segurou–se para não espirrar. Com muita tristeza ela notou que a pequena sala dos Snape tinha um ar descuidado, mais parecia uma cela de uma prisão.
"Bem, ao menos eles têm livros..." – Pensou Audrey.
Ela se aproximou das paredes cheias de prateleiras com livros antigos com capas de couro e começou a examinar os livros. O assunto dos livros era variado, porém a maioria era sobre poções e Defesa Contra a Arte das Trevas.
"Será que vem daí o interesse doentio pelas Artes das Trevas de Severo?" – pensou Audrey. Ela se lembrou que quando ela ainda era adulta ela morava com os pais de Hermione e nas suas férias ela adorava conversar sobre a escola e sobre Severo e sua ambição de se tornar o professor de Defesa Contra a Arte das Trevas.
Ela olhou para os móveis maltratados: o sofá, a mesa e o candeeiro suspenso no teto. A casa era horrível, parecia que ninguém a limpava.
Para não espirrar, Audrey ergueu os braços e imaginou a casa limpa. Momentos depois, toda a poeira e as teias de aranhas se juntaram num monte. Ela conjurou um saco de lixo e horrorizada ela percebeu que aquela sujeira toda cabia em um saco de 25 litros!
Eillen virou–se e viu o fetiço que a menina havia acabado de fazer. Ela pensou:
"Quem essa intrusa pensa que é, mexendo na minha casa?"
– Você está aqui para reparar na casa? – disse Eillen mal humorada.
– Não senhora Snape, me desculpe... mas agora está bem melhor a senhora não acha?
– Humpf... – Eillen gemeu e saiu da sala
– Onde a senhora vai?
– Fazer poções para vender numa lanchonete aqui perto, por quê?
– Quer ajuda?
– NÃO!
"Mulher recalcada..." – pensou Audrey
A magia de Audrey se manifestava pela vontade dela sobre os elementos. Como ela não tinha o que fazer, ela fez o primeiro feitiço que aprendeu, apontando para os móveis:
– Reparo!
Quando ela se deu conta, ela viu um menino pálido de olhos e cabelos pretos olhando para ela de forma assustada. Ela deu um passo para frente e ele recuou.
– Ah, você deve se o Severo, meu irm...
Severo viu a menina e ficou com medo. Apesar de ser menor do que ele, seu pai disse que ela tentou matar a irmã, por isso a família dela se livrou da menina.
– Por favor, não toque em mim! – Severo gritou e saiu correndo, subindo as escadas com dificuldade.
– Peraí, Severo, vamos conversar... – gritou Audrey.
Ela viu Severo entrar no quarto dele, quando ele viu que a irmã estava seguindo–o, ele trancou a porta do quarto e começou a chorar. Audrey abriu a porta sem nenhuma dificuldade. Severo foi para o canto do quarto e se encolheu.
– Pare... por favor...
Ela se aproximou do irmão e viu que ele tremia de medo. Ela se abaixou, o abraçou e disse:
– Eu não sei o que o nosso pai disse, mas é tudo mentira... eu não vou te machucar, entendeu.
Severo ficou rígido quando Audrey o abraçou, mas depois de um tempo ele relaxou com o abraço. Ela levou Severo para a cama, sentou–se ele deitou–se com a cabeça no colo dela. Eles ficaram assim por um tempo até Eillen aparecer no quarto e dizer:
– Menina, o seu quarto é na frente do quarto dele. Agora vamos jantar.
Enquanto eles jantavam, Tobias chegou. Ele correu para Audrey e disse:
– Minha filha, seja bem vinda! Cadê o dinheiro?
Revirando os olhos, Audrey levantou a mão, conjurando a sacola de dinheiro que a sua mãe havia mandado–a entregar para seu pai. Eillen foi pegar a sacola e Tobias bateu violentamente em sua mão, dizendo:
– Minha filha, meu dinheiro, tira a pata!
Tobias se aproximou de Severo e deu–lhe um beijo na testa. Ele se encolheu de medo.
O jantar continuou em silêncio. Na hora de dormir, Audrey se dirigiu ao seu quarto. Ele tinha uma cama e uma cômoda velha, ambos em péssimo estado. Depois de reparar os móveis, ela subiu na cama e começou a espirrar. Depois de vários feitiços de limpeza, ela deitou–se novamente na cama e começou a pensar:
"É assim que o meu pai trata a sua esposa?
Por que o Severo tem tanto medo de mim e do nosso pai?
O Severo tem problema nas pernas? Ele manca de vez em quando...
Meu pai estava mais preocupado com o dinheiro do que em mim... ou no Severo...
A Eillen não liga nem para a casa, nem para o Severo... só para o marido... se ela é uma bruxa, por que ela deixa a casa em tão péssimo estado?"
Foi pensando nisso que ela dormiu.
Obs: A mala de rodinhas surgiu na década de 70
