Notas da Autora

Hanako continua fazendo justiça ao prolongar, um pouco, o seu tempo de permanência na Terra.

Chichi acaba...

Os irmãos descobrem que...

Capítulo 6 - Humilhação e descoberta

Chichi estava saindo de uma limusine para assistir a Premier de um filme.

Ela usava um vestido comprido com busto de taça, da metade do seio para baixo, levantando os mesmos, enquanto uma fenda latera cortava até o início de sua coxa. Usava um sapato de salto bem alto e nos ombros um casaco de pele. Seu cabelo havia sido penteado por um cabelereiro profissional, assim como a sua maquiagem e seu vestido foi feito por um estilista famoso, sobre encomenda. Ostentava belas joias em seu pescoço e pulsos. Ela era a própria personificação da riqueza.

Hanako, na forma de uma criança humana de oito anos, se esgueira entre as pernas e sorri malignamente, quando a humana para no centro do tapete vermelho para que os jornalistas tirassem fotos dela.

Enquanto os flashes pipocavam, ela aparece atrás dela e usa magia, para depois puxar o vestido, o rasgando, sendo que ela não usava nada por baixo. Os fotógrafos e todos os demais observam a criança desaparecendo na multidão.

Próximo dali, a dragoa concentra de novo a sua magia e Chichi não pode se mover e não somente isso, a faz fazer poses eróticas, para depois subir no poste ao lado dela e fazer poli dance ao fazê-la ser tomada pela luxúria insaciável, sendo visível em seu semblante, enquanto sorria e fazia um face sensual.

As filmagens que eram ao vivo, não paravam, embora haviam colocado tarjas pretas por causa do público menor de idade, enquanto que os jornalistas tiravam fotos avidamente.

Então, ao longe, ela desfaz a sua magia e desesperada, a princesa corre e entra no carro, ordenando ao chofer que saísse dali e ele assim o faz.

Enquanto isso, no palácio dela, Goten andava pelos corredores, deprimido por não ter encontrado aquela que amava Minako, até que Hanako, na sua forma humanoide com um feitiço de desilusão para que não a vissem, o faz parar os passos, sugestionando-o, imperceptivelmente, ao dar a curiosidade a ele de uma porta de edição que estava sempre fechada e que a dragoa havia deixado destrancado com os seus poderes.

Goten entra na sala, sendo que Gohan aparece no corredor e arqueia o cenho ao ver o seu irmão mais novo entrar em um quarto, que só a genitora deles entrava.

Ele segue o irmão e ambos observam que era um estúdio de edição de vídeo, sendo algo que os deixou surpresos.

Sem eles saberem, Hanako havia deixado os vídeos deles sendo estuprados, enquanto dormiam, pela mãe, em cima da mesa e os faz ficarem curiosos para ver os vídeos, sendo que tinha os seus nomes neles.

- Não é estranho ter esses vídeos?

- Tem o nosso nome. Deve ser de quando nós éramos bebê. – Goten comenta inocentemente e igualmente ansioso, colocando o CD no leitor de uma teve de plasma gigantesca.

- Não me lembro da nossa mãe nos filmar e nem a você. Não tínhamos isso, na época. – Gohan fala pensativo.

- Bem, vamos ver. – o mais novo fala entusiasmado.

Nisso, quando o vídeo começa a rodar, eles ficam em choque, com os olhos "colados" na tela, por assim dizer, sendo visível, inicialmente, a incredulidade em seus rostos, para depois ficarem em uma mescla de nojo, ódio e tristeza, conforme assistiam eles inconscientes, sendo masturbados e a genitora deles agindo com extrema perversão, como uma vadia sedenta por sexo, enlouquecida de prazer.

Por uma hora, os irmãos nada falam, enquanto sentiam os seus corações sendo quebrados. Ou melhor, esmigalhados brutalmente. Eles amavam a sua mãe e descobriram o que ela fez. Lágrimas brotam de seus orbes, enquanto que não detinham qualquer força para mexer os seus corpos, com uma paralisia provocada pelas dores pungentes e lacerantes que os destroçava. As suas mentes tentavam lutar, debilmente e de forma igualmente, patética, contra a verdade escancarada na frente deles.

Naquele instante, ambos os irmãos descobrem o quanto foram idiotas e igualmente imbecis em sempre terem ficado ao lado de Chichi. Deviam ter ficado ao lado do pai, que sempre que podia estava ao lado deles e somente não podia passar mais tempo com eles, pois, precisava treinar arduamente para salvá-los e a Terra.

Afinal, mesmo tendo filhos poderosos, principalmente o mais velho, eles nunca se dedicaram as artes marciais em suas vidas.

Gohan por alguns anos, assim como Goten, antes de abandonar, acabando por sobrar somente o pai deles, atualmente selado, assim como a sua esposa e Vegeta, para defenderem a Terra, que era um imã para atrair problemas, sendo que a única adição ao time de guerreiros definitivos e que era poderosa, quase se igualando ao avô, Goku, era Pan. Uma guerreira nata que honrava o seu sangue saiyajin.

Eles ainda ficaram estáticos, quando a gravação termina e a tela preta é exibida, com o CD sendo expelido.

Então, após vários minutos, que parecia uma eternidade aos irmãos, eles caem de joelhos, com as lágrimas não parando um único momento, sendo que de forma letárgica, eles viram o rosto e observam os vários CD´s com os seus nomes, esmagando os vestígios dos minúsculos fragmentos em seu coração.

Naquele instante, dariam a sua alma por uma chance de voltar no tempo, para as suas contrapartes e fazer tudo diferente, sabendo o que a mulher que chamavam de mãe, fazia com eles ao dopá-los. As datas das gravações batiam com o dia que eles acordavam com uma enxaqueca violenta e se lembram de que a mãe deles não parecia surpresa. Eram lembranças que no momento não pareciam importantes, mas, agora, evidenciava que havia algo estranho.

Porém, cegos por amarem a sua mãe com adoração, não perceberam os indícios, se bem, que a única defesa deles é que nunca imaginaram que ela podia fazer algo tão vil e maligno com eles, ao ter com eles, inconscientes, relações incestuosas.

Nunca poderiam imaginar, nem em seus sonhos mais insanos, que ela os usava para o prazer ao dopá-los, pois, sabia que eles nunca aceitariam algo assim. Eles se sentiam sujos. Sentiam a sujidade em cada poro. Foi uma visão abominável e nada mais restava a eles do que chorar em lamento, desejando socarem a si mesmos por estarem tão cegos e ao se lembrarem de suas condutas do passado para com Yuri e no caso de Goten, também para Minako, pois, agia como um milionário esnobe, que tratava as mulheres como prostitutas e nada mais lhe restava, atualmente, do que a dor.

Gohan se lembrava da opinião de sua ex-esposa e agora percebia que ela estava certa, o tempo todo e que ele fora um imbecil ao se deixar influenciar por sua mãe e por ter sido um cego, acreditando piamente na opinião de sua genitora, acabando por se afastar daquela que amava e de sua princesinha.

Agora, ele era plenamente consciente, de que precisaria implorar pelo perdão delas, não sabendo se conseguiria, sendo que ele mesmo se achava indigno de qualquer perdão e ainda mais indigno de ser o pai de Pan, pois, tentara fazê-la largar as artes marciais, para somente estudar como ele, tentando ceifar o espirito guerreiro que ela tinha, acabando por afasta-la dele ao ouvir a sua genitora que via, somente, os estudos como sendo algo importante e que Pan, também era uma menina. Logo, deveria se dedicar apenas ao estudo e agir como uma dama, assim como, deveria agir como uma princesa.

Inclusive Chichi havia programado aulas de etiqueta e de postura a Pan, para ela ser uma princesa, fina e recatada, falando que era função de Gohan, como pai, fazer Pan perceber que como mulher, não devia lutar e sim estudar, assim como aprender regras de etiqueta e de conduta, por ser uma princesa.

Ele se lembra de que isso gerava mais motivos para discutir com Videl que era contra isso, defendendo o fato de que era Pan, que deveria decidir e que eles não tinham direito de ceifar a felicidade dela, se fosse mesmo as lutas. Além disso, Videl falou que ela era uma guerreira por completo e que lutar estava em seu sangue e ser privada disso, seria a sua morte, sendo que também argumentava que ela também estudava, não largando os estudos. A filha deles procurava se dedicar a ambos. Estudo e treino. Inclusive, era uma das melhores alunas da escola.

Gohan se lembrava de tudo, nitidamente, de quando agiu como um babaca desgraçado ao ouvir a sua mãe, tomando tudo que ela falava como lei, desde que era criança.

Como ele havia largado os treinos pelos estudos, se tornando um intelectual, não havia visto qualquer problema de Pan largar os treinos e se dedicar apenas aos estudos. Agora, sabia que ambos podiam ser conciliados, como ela fazia. Ela treinava, mas, não deixava de estudar e era uma das melhores alunas da escola.

Conforme se recordava dos tempos que treinou arduamente, se recorda também da felicidade que sentiu. Havia um prazer que preenchia o seu coração. Uma felicidade muito diferente de tudo que experimentava. Sentia-se vivo, na melhor definição possível. Agora, que a imagem de Deusa de sua mãe havia sido quebrada em milhares de pedaços, a sua mente estava livre. Livre para reconhecer os sentimentos em seu coração quando treinava, sendo consciente, naquele instante, que havia suprimido inconscientemente seu espirito guerreiro pela vontade de sua mãe, dele ser um estudioso, para fazê-la orgulhosa.

Ele apenas lamentava o fato de que esta liberdade veio tarde demais e que precisava, agora, batalhar e muito, para ter o perdão de sua amada e de sua filha, assim como recuperar o tempo perdido, para que honrasse o sangue em suas veias que tanto menosprezou e ignorou em prol de uma vida de estudos e afastamento das artes marciais.

Inclusive, agora, analisando a sua vida, percebeu que inconscientemente, ele suprimiu violentamente esse lado, mas, que mesmo suprimido, sempre fez ele sentir que faltava-lhe algo. As realizações acadêmicas lhe davam alegria, mas, sempre se sentiu vazio, não importando quantos prêmios ele recebesse e agora, permitia-se sentir e descobrir a verdade que sempre esteve escancarada na sua frente. Ele tinha uma alma guerreira e essa alma guerreira chorava e gritava por anos, desejando se libertar das correntes da opressão cruel que a envolveu em nome do amor de sua mãe. Era essa a sensação de falta que lhe tomava. Agora, compreendia.

Quanto a Goten, agora que a imagem de "deusa" de sua mãe e a sensação de idolatria passou, ele analisava tudo o que fez e se sentia menos do que um lixo. Fora um bastardo para as mulheres e estava tão cego que não enxergava que tinha um vínculo, que tinha a ligação verdadeira como ouviu Vegeta contando uma vez, dele com Minako.

Inclusive, ela sempre povoou a sua mente em qualquer lugar. Ela estava em sua mente e em seu coração. Agora, sem a sua "cegueira", identificava que somente se sentira feliz e pleno com ela. Era uma sensação que o preenchia de tal forma que aquecia o seu coração, mas, que não percebia e lutava contra isso, ferozmente, por sentir que estava em uma "armadilha", por assim dizer, além do pensamento de que alguém nobre e bilionário como ele, não deveria se envolver emocionalmente com aquela que devia tratar apenas como amante e cujo status, era inferior a ele, que era um príncipe. A jovem era apenas uma plebeia e, portanto, imprópria para um príncipe.

Se amaldiçoando por seguir a "cartilha" de sua mãe para um nobre, ele somente sentia a dor pungente estraçalhando ele ainda mais, o tomando com violência, com o mesmo desarmado para a dor e a culpa que lhe acossava e lhe consumia, brutalmente, como uma fera ensandecida, desejando nada mais do que estraçalha-lo.

Além disso, ele se lembrava da felicidade que sentia quando lutava, quando pequeno. As batalhas contra Trunks.

Então, se recorda que o seu coração se enchia de alegria quando lutava. Era uma sensação que estava sempre com ele, mas, que prendeu com correntes em seu interior, junto com a sua alma guerreira, para fazer a sua mãe feliz, conforme crescia e notava que ela condenava guerreiros, pois, somente os estudos eram importantes, sendo que sempre elogiava Gohan.

Conforme cresceu, desejava ardentemente tais elogios e queria ver a sua mãe feliz.

Com o tempo, descobriu que não conseguiria se igualar a ele em relação aos estudos e por isso, fez a única coisa que poderia fazer, além de dedicar tempo aos estudos. Trancar a sua alma guerreira e ao fazer isso, ignorando o vazio que se instalou nele e que debilmente, quando cresceu, a "tampou", por assim dizer, com a perversão ao ser um mulherengo e posteriormente, um playboy em relação as mulheres, viu a felicidade de sua mãe e como a idolatrava, ficou feliz. Vivia para agradar aquela que via como uma Deusa.

Naquele instante, sentia o quanto foi um imbecil e que merecia toda a dor e sofrimento, assim como a dor pungente que lhe tomava ao descobrir a verdade nua e crua sobre aquela que idolatrava, sendo que se lastimava ao pensar em seus atos contra Yuri e Yukiko, assim como o que disse sobre o seu genitor, ao concordar com o que a sua mãe fazia e falava, tomando as palavras dela como se fossem leis. Concordava que seu pai foi gentil, naquele dia da surra e que ele merecia muito mais pelo seu ato abominável.

Sabia que mesmo que pudesse pedir perdão, seria indigno de perdão, sendo que atualmente, era algo impossível, pois, o seu pai estava selado e Yuri também estava, no Outro mundo, após se sacrificar para deter um inimigo imortal, frente a uma técnica especial de seu clã, com ambos tendo se sacrificado pelo universo e outro mundo, com a filha de ambos tendo que ser criada pela atendente de seu pai, quando na vida passada era o Deus supremo da luta.

Na verdade, a seu ver, era pior do que lixo e sabia que seu irmão também devia se sentir assim. Eram piores do que lixo e não mereciam o perdão. Eram indignos de pedir isso, após ferirem e humilharem tanto os seres que eram inocentes, por seguirem a sua genitora, tentando agradá-la, sempre, tomando as palavras dela como sendo leis que deviam seguir, ardentemente.

Então, sem eles saberem que um dragão poderoso estava revelando a verdade, Hanako faz o diário da mãe deles surgir próximo deles.

Imersos na desolação e na dor pungente da traição vil, de um ato imperdoável a eles, Goten avista o diário da mãe e pega hesitante.

Mesmo ele não querendo saber de mais podridão da sua "doadora de óvulo", ele sente que precisava saber. Ele precisava saber o que mais ela fez. Além disso, o coração dele e de Gohan estavam estraçalhados. Não acreditava que haveria mais alguma coisa, capaz de aumentar a sua dor, sem saberem que tal pensamento era errôneo. Havia sim fatos para aumentar a dor deles e que não possuíam qualquer defesa contra ela, estando expostos a dores adicionais.

Na verdade, no fundo, ambos sabiam que mereceriam qualquer descoberta adicional por terem sido bastardos.

Com as mãos trêmulas, sendo que seu irmão mais velho também podia ler pelo ângulo que estava o mais novo, ele pega o diário e ambos começam a ler.