Capítulo 6: A lua de mel.
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-Vamos, apressa-te.
Eriol mandou-lhe uma mirada exasperada a seu marido através do espelho, enquanto terminava de sacar-se a maquiagem que Tomoyo e Hermione tinham insistido que usasse para o casamento. Ele não esteve de acordo em um princípio, mas ambas tinham um poder de convencimento que aterrorizava. E não era para fazer tanto escândalo também não, já que só lhe tinham posto algo de cor em suas pálpebras e delineador negro, que em realidade fizeram a seus olhos realçar. No entanto, não pôde evitar se sentir como uma rapariga.
-Qual é o apresso? –perguntou com um bufo. - Não é como se fosse fazer nossa primeira vez.
-Mas vai ser especial, Eriol. É nossa primeira noite na lua de mel, a primeira vez como homens casados.
-Recordo-te que levamos casados já quase em um ano.
-Sip, mas recém esta noite todo mundo Mágico e minha família vão saber que você e eu teremos sexo louco. –sorriu de orelha a orelha. - Não te esquenta isso em algo? Sabendo que todo os que nos conhecem estão seguros que esta noite o vamos fazer?
Eriol se ruborizou furiosamente e girou-se para dar-lhe uma mirada enfadada a seu marido.
-Não. –grunhiu. - Eu não sou pervertido como você. E, por Merlin Harry, como pode pensar nisso em um momento como este? –Estremeceu-se. - Não me esquenta para nada saber que há gente lá fora que se imagina a nós tendo sexo.
-Aw não seja tímido meu amor, não é como se em Hogwarts ninguém sabia por que às vezes tinha dificuldade para caminhar durante as manhãs.
Eriol mandou-lhe outro olhar fulminante, de modo que o Gryffindor, sabiamente, decidiu guardar silêncio. Dando outro suspiro exasperado, Eriol subiu à cama e Harry não perdeu tempo em encerrar em seus braços e começar a lhe tirar a fina bata de seda que levava em cima, ele por suposto, já estava completamente nu baixo as cobertas.
-Então, Como o quer? Com uma posição em especial? –ronronou, enquanto beijava a cara de seu marido.
Eriol mandou-lhe um olhar divertido.
-Se pergunta-me por uma posição em especial, te diria que gostaria de ser o seme.
Foi significado para ser uma broma, mas após que essas palavras saíssem da boca de Eriol, Harry perdeu seu sorriso e franziu o cenho pensativo. Confundido, o de olhos azuis olhou como diferentes emoções passavam pela cara de seu esposo.
-Então eu te diria que me dê um pouco de tempo. –respondeu Harry ao fim.
Os olhos e a boca de Eriol abriram-se como pratos.
-… q-que? –conseguiu dizer, em um momento não muito Ravenclaw.
Harry deu-lhe um sorriso suave.
-Bom, como te disse faz um momento, agora todo mundo sabe que você é meu e que eu sou seu. –suspirou. - Acho que é justo que sejamos um do outro… completamente. –Olhou-o aos olhos. –Mas peço-te que mês dê algo de tempo, para acostumar à ideia de que serei comido.
-Oh, bom. –disse Eriol, ainda pasmado. - Então você também deve me dar tempo para me acostumar a mim à ideia. Vai ser… estranho; e um tanto torpe, em vista que não o fiz nunca.
-Aw não se preocupe. Eu, o experiente Harry de Lioncurt, te darei as indicações para que me faça perfeitamente. –começou a beijar seu pescoço. - Só espero que não te volte um vicioso, em vista de que se te sente tão bem como eu, quando meu pênis se forra com sua carne quente e apertada, não acho que queira voltar a ser um uke.
-Deixa de ser tão pervertido. –resmungou exasperado. Seus pensamentos ainda nadavam em a possibilidade de poder lhe fazer o amor a Harry em um futuro próximo.
-Hey, falas como se o sexo fora em o único que penso todo o dia.
Eriol levantou uma sobrancelha ante a voz exasperada de seu marido.
-E talvez isso não é verdade? –perguntou sarcasticamente.
-Nop, não penso em sexo enquanto durmo.
-Seguro? –perguntou cético.
-Seguro. –assentiu, antes de começar a colocar entre as pernas de Eriol. - Por que sonhar com sexo se antes de dormir me sacio contigo? Quando durmo quase nunca sonho, e quando o faço, nunca são sonhos pervertidos, se total nossa vida sexual real é melhor que qualquer sonho. E mesmo assim, quando estou acordado, não penso em coisas pervertidas o tempo todo.
-Não te creio, sempre tem um que outro comentário quando estamos juntos.
-Já, mas vai ter que me crer.
Eriol cruzou-se de braços e levantou uma sobrancelha.
-Não é este o momento onde me desafia a provar que tem razão de que não está pensando em coisa pervertidas todo o dia?
Harry deu-lhe um sorriso malicioso.
-Claro que não, sou Gryffindor, mas não estúpido. Não vou apostar por algo que sei que vou perder… e depois você o vai usar para me tirar a cara.
-Ha! Então admite que sim pensa em coisas pervertidas quando está acordado.
-Eu não disse isso. –murmurou, começando a lamber uma dos mamilos de Eriol. - O que passa é que se me faz uma aposta de que não pense em sexo, evidentemente o vou fazer, porque vou estar sugestionado. De modo que não se vale.
Eriol rodou os olhos e enterrou suas mãos no cabelo negro, para poder atrair a cara de seu marido à sua e assim ter um beijo apaixonado. Cedo teve uma batalha de línguas, com roces, saliva trocada e gemidos elogiosos pela capacidade muito boa de beijar do outro. Finalmente, quando se separaram, ambos respiravam agitadamente.
-Amo-te.
-Amo-te também, meu amor.
-Lemon aqui-
Harry fez-se brincalhão de repente, sacando sua língua e começando a fazer padrões aleatórios sobre o ventre de Eriol. O menor retorceu-se e arqueou seu corpo, porque enquanto seu marido fazia isso com sua língua, uma das mãos calosas de Harry baixou para acariciar suas pernas, desde o joelho, até seus testículos. Desabrigado, o único que ele podia fazer era agarrar nas cobertas de seda e encerrar em seus punhos, enquanto sua boca deixava sair gemidos descarados.
-Quer-me dentro de ti, Eriol?
-Mmmhhh… mmmhhh…
-Diga. –exigiu em um rosnado. - Diga que quer que te faça. –sussurrou, metendo sua língua em o umbigo de seu amante.
-Que-quero. –suspirou desabrigado. - Quero que me apanhe.
-Oh? –levantou uma sobrancelha, enquanto sorria lascivo. - Duro ou suave? –perguntou em um sussurrou, enquanto uns de seus dedos começava a sondar a entrada desvirgada faz muito.
-Mmmhhh, os dois. –arquejou, fechando seus olhos com forças. O primeiro dedo de Harry já estava adentro. - Primeiro suave e depois duro, muito duro.
Harry grunhiu e em um movimento que tomou a Eriol por surpresa, seu marido tomou sua ereção em sua boca. Hiiragizawa gritou e arqueou seu corpo, fazendo que mais carne entrasse dentro da boca de seu marido, quem não protestou em absoluto. Harry tinha experiência nesse assunto e faz muito tinha perdido o reflito de amordaçar em estas ocasiões, o que o fazia uma pessoa adequada para praticar garganta profunda.
Assim, enquanto sentia o prazer de estar dentro da boca de seu esposo, com três dedos em seu ânus o preparando, Eriol deixou que sua boca exibisse o êxtase que estava sentindo. Harry arranjava-lhes para sorrir enquanto dava-lhe o sexo oral, encantado de escutar esses ruídos "caninos" que seu amante deixava sair, tal e como ele o acusava de ser. Uma cadela.
Pergunto-me qual seria sua forma animago, se se converte em um.
Após ter esse pensamento a esmo, Harry decretou que já era demasiado, não era justo que em sua primeira noite de casamentos, só Eriol estivesse sentindo tanto prazer. De modo que deixou ir a ereção do chinês, não fazendo caso do som de decepção deste, sacou seus dedos do ânus apetitoso e depois o virou.
-Eh? –manejou sair Eriol, enquanto sua cara enterrou-se em o colchão por um segundo, para sentir ao seguinte como Harry o moldava, para que estivesse em quatro patas, com seu cu ao ar.
-Quero estilo cachorrinho hoje. –Foi toda a advertência que teve, antes que Harry se fincasse em seu corpo.
Gritou e agarrou com forças a coberta, fechando os olhos e respirando agitadamente, sentindo como algumas lágrimas se escapavam de seus olhos.
-Idiota! –gritou. - Isso doeu!
-Disse-te que queria estilo cachorro. –sussurrou Harry contra seu ouvido, lambendo o lóbulo de sua orelha. - Sou um animal agora.
-É sempre um animal. –se queixou Eriol, mas já o tinha perdoado.
Esperaram um par de minutos mais, até que Eriol lhe grunhiu a seu marido que começasse a se mover. Contente, Harry fez-lhe caso e em seguida sacou-se completamente, para depois entrar com a mesma violência de antes. Seu marido pareceu tomar-se em sério isso de ser um cão, porque se agachou no colchão, agarrou os quadris de Eriol e começou a penetrar em um ritmo constante e rápido.
Eriol não estava seguro, mas podia assegurar que até tinha a língua fora.
Sorrindo para si, o Ravenclaw se deixou levar pela paixão de seu ato. O membro de Harry sentia-se tão bem dentro dele, parecia tocar exatamente todos os nervos dentro dele, não só estimulando sua próstata, senão tudo dentro dele. E a boca de Harry estava travada agora em seu pescoço, o mordendo, beijando e chupando, deixando marcas que veria novamente em a manhã, quando se olhasse ao espelho. De fato, se recordava bem, desde o momento em que se fez noivo de Harry de Lioncurt, sua pele jamais voltou a ser a mesma. Sempre teve um que outro chupão em alguma área de seu corpo pálido, não deixando dúvidas a quem quer que pudesse o ver nu, que ele tinha um dono e que deveria ser afastado.
Idiota possesivo.
Provavelmente, Eriol tivesse tido mais destes pensamentos estranhamente carinhosos, se a mão de Harry não tivesse ido a agarrar sua pene, começando a masturba-lo, para que chegasse ao limite junto com seu marido. Para ele não demorou muito, já que tinha tido estímulo anterior, antes de que chegasse a penetração e se veio com um gemido satisfeito sobre a palma da mão de seu marido e as cobertas de seda.
A Harry tomou-lhe um pouco mais. Apesar de que as paredes anais de Eriol apertaram sua carne, ele deu uma dúzia mais de investidas rápidas, antes de se esvaziar dentro do corpo de seu esposo.
Ambos caíram derrotados à cama, respirando agitadamente e sentindo como o cansaço de todas as atividades do dia, mais esta culminante, tomavam portagem em seus corpos e os faziam se cair dormidos imediatamente.
-Fim do lemon-
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À manhã seguinte, quando Harry acordou, se encontrou só na cama e o quarto ainda cheirava às atividades noturnas que tiveram em o dia anterior. Fazendo uma careta, levantou as cobertas que o cobria e yup, comprovou que estava nu e tinha substâncias suspeitas ao redor de seu "amigo" e pernas.
-Caímo-nos dormidos sem limpar-nos ontem à noite. –disse Eriol com uma careta, saindo do banho, usando sua encantadora bata de seda chinesa negra, com um dragão vermelho e verde em as costas.
-Não seria a primeira vez. –disse Harry, levantando da cama, mostrando toda sua glória nua.
-Cobre-te, não? –Eriol franziu o cenho ao olhá-lo caminhar para ele.
-Por que? –Levantou suas sobrancelhas. –Não é como se nunca me tenha visto nu.
-Estamos em um hotel e as janelas estão abertas.
Harry olhou para fora e comprovou o dito por seu marido, fazia alguns edifícios ao lado do hotel que tinham elegido para passar esta noite.
-Não me importo que me vejam, de fato, me sinto caritativo e vou deixar que tenham um espetáculo. –sorriu e mexeu um pouco seu traseiro, antes de passar sensualmente uma mão por seu peito.
Eriol grunhiu e acercou-se a seu esposo, para dar-lhe um beijo possesivo e apertar o traseiro de Harry, tampando assim a frente com seu corpo e a retaguarda com suas mãos.
-Não seja tonto e entra ao banho de uma vez.
Harry riu.
-E depois dizem que eu sou o zeloso. –se queixou, obedecendo a seu marido.
Quando o banho começou a correr, Eriol se dirigiu ao telefone e pediu que o comunicassem com a casa dos pais de Harry. Uma vez que obteve a comunicação, quis falar com seus amigos de Japão.
-Foi uma festa incrível! –gritou Sakura pelo alta voz. - Tenho tido experiências mágicas com as cartas, mas o de ontem à noite foi genial.
-Hn. –escutou-se um bufo desde o fundo, seguro que era de Shaoran, mas Eriol podia dizer que estava de acordo com sua noiva.
-Sakura tem razão. –disse Tomoyo, com voz sonhadora.
-Bom, tudo isso têm que lhe agradecer a meu sogro.
-Acha que possa aceitar fazer meu casamento se caso-me alguma vez? –pediu Tomoyo.
Eriol riu.
-Não sei, lhe pergunta a ele. Ainda que se quer uma tão maravilhosa como a de ontem à noite, acho que terá que te buscar um mago.
-Ah o pensarei.
-E daí vão fazer vocês? Regressar-se-ão a Japão cedo?
-Provavelmente estaremos aqui um par de dias mais. –contestou Sakura. - O primo de Harry prometeu levar a um lugar chamado "Beco Diagonal" e bem… Yue se sente muito bem aqui, já que pode ser transformado e voar sem que ninguém faça escândalo.
-Yukito-san transformou-se?
-Yup, esta manhã decidiu transformar-se, dando-lhe um susto à família de Harry. –riu Tomoyo. - O senhor Lestat olhou-o um pouco invejoso, sobretudo porque chamou muito a atenção de Louis-sama.
-Que passa com meus pais? –perguntou Harry, saindo do banho com sua própria bata de seda.
-Viram a Yue.
-Quem é Yue?
-Harry-san não o conhece? –perguntou Sakura, ao outro lado da linha.
-Não. –Eriol franziu o cenho. - E preferiria que não o fizesse. –murmurou para si, um tanto zeloso. Yue era formoso em sua forma de anjo e conquanto Harry amava-o, este era um pervertido e preferia que não conhecesse à atraente criação.
-Tsk, bom. Preparamo-nos para ir? Paris espera-nos.
Eriol sorriu a seu marido e assentiu.
-Vou-me, Sakura, Tomoyo e Li-san. Entrarei em contato com vocês em qualquer momento, faz muito que não os via. Agora que fui aos visitar e após passar tanto tempo com vocês, não quero que voltemos a estar fora de contato por muito tempo.
-Por suposto que não, Eriol. –Sakura soava chorosa. - Que tenhas uma boa lua de mel.
-Compra-me algum souvenir. –disse Tomoyo, com um riso em sua voz.
-Até depois. –foi o curto saúdo de Shaoran.
Cortaram a comunicação e Eriol girou-se para olhar a seu esposo, que lhe estava dando uma mirada pensativa.
-Que?
-Tens deixado de tomar a poção anticonceptiva?
O Ravenclaw piscou várias vezes.
-Não, Por quê?
Harry encolheu-se de ombros, um tanto incômodo, enquanto ia buscar algo de roupa que se pôr.
-Uh, bem. –tossiu nervoso. - Enquanto banhava-me veio à mente quando te vi carregando a meu irmão… e bem… uh…
Eriol riu ao ver a incomodidade de seu marido.
-Não vou deixar de tomar ainda, amor. –Se acercou para o abraçar. - Temos ambos dezoito, não temos decidido ainda que faremos de nossa vida, mal nos estamos conhecendo como companheiro. Desejo esperar.
-Mas não muito. –Se separou um pouco, para olhar com intensidade o estômago de Eriol. - Desejo ver-te gordo com nosso bebê crescendo dentro de ti.
O garoto pôs os olhos em alvo, por suposto Harry pensava em como ele se veria com sua pança claque e não em as responsabilidades de ter um bebê.
-E teremos todos os que queira, amor. Mas vamos esperar.
-Bom, esperaremos. –refutou o moreno.
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Foi exatamente em um mês após o casamento, que os flamantes recém-casados (ainda que não tanto), voltaram a sua pátria, após viajar pelas cidades mágicas que rodeavam Europa, até se tinham ido a América. E sendo que Eriol pensava em todo mundo, muito à irritação de seu amor, ele comprou presentes para todos seus amigos.
-Bem, aqui estamos. –disse Harry, deixando as malas no andar e olhando a que seria sua nova casa.
Estava tal e como o queria, seu pai outra vez se tinha encarregado de fazer os arranjos, que incluíam mandar à pintar e a arranjar. No entanto tinha só os móveis necessários, já que esta seria sua casa e a de seu esposo, pelo que eles mesmos queriam amondar a seu gosto. A cor era um celeste, combinado com branco, a escada estava no centro da entrada, que levava à segunda planta, onde estavam os dormitórios, junto com um salão recreativo e a biblioteca, por suposto.
-Não posso esperar a que saiamos a comprar tudo o que lhe falta para que seja finalmente nosso ninho de amor.
-Para ti que é um pássaro será um ninho, para mim que sou leão será uma guarida –caçoou Harry.
Seu marido pôs os olhos em branco.
-Bom então, esposo meu. –Tomou uma grande inspiração. -Pronto para a vida de casado?
-Por suposto, é o que mais desejo.
E assim, tomando das mãos, eles caminharam para o interior de sua nova casa.
Fim!
Continua no Epílogo…
