Título: Momentos de Loucura
6 – Plano B
Harry caminhava sozinho pela beira do lago. A tarde ia caindo e os raios do sol se escondendo pelo horizonte.
Passou os dedos pelo cabelo soltando um longo suspiro.
Malfoy ainda estava na enfermaria e Madame Pomfrey não o deixava vê-lo. Fazia uma hora que havia tido aquelas conversas assombrosas com Hermione Granger e Ron estava em estado vegetativo desde quando deixou a ala hospitalar.
Não culpava o amigo, afinal, não era qualquer um que sobrevivia depois de uma cena como das que foi testemunha...
Sua cabeça dava voltas e voltas no assunto tratado com Hermione. Ela ficara uma fera por ter deixado a Malfoy naquelas condições. Disse que era desumano, cruel e contra todos os direitos de uma pessoa.
Só faltava ela dizer que abriria uma associação em combate ao maltrato dos furões arrogantes, pois havia se referido ao loiro como os elfos domésticos, isso era notório.
Mas depois dessa conversa, acabou por enxergar as coisas de outros modos...
Hermione havia insistido que não era certo usa-lo como estava usando, muito menos manter esses ataques noturnos.
- Harry... Se você quer namorar o Malfoy, não pode ficar indo atrás dele e o forçando a nada! Quem vai querer se relacionar com um tarado que só pensa em ficar e exige à força? É um insulto! – Hermione franziu o cenho depois de um tempo em silêncio – E quanto ao Cedric? Já esqueceu dele?
Harry chutou uma pedra pra dentro da água. Cedric era outra história completamente diferente. Ainda gostava do lufaniano, queria voltar a namora-lo, mas com Malfoy era questão de quem vence.
Como lá ia saber como tratar o loiro arrogante se nem gostar dele gostava? Malfoy era... Um desafio...
Parou em seco e fitou o céu alaranjado. Agora que percebia isso. Malfoy, na sua cabeça, sempre foi um desafio e não uma pessoa!
Sempre disputaram para se mostrarem quem era o melhor. Desde o Quidditch até nas Classes de Duelo. Era homem contra homem, olho por olho e dente por dente. Quem podia mais e quem era o perdedor...
Se o assunto mudava para namoro teria que vê-lo como um ser humano! Oh Merlin! Agora sim a ficha caía!
Teria que passar a ver o furão como um suposto pretendente para cortejar, seduzir e cativa-lo!
De repente estava se sentindo mal, enjoado e com dor de cabeça.
Sabia-se um ótimo sedutor, claro, mas somente seduzia àqueles em que se interessava como foi o caso de Cho Chang no seu quarto ano, Ernie MacMillan no ano passado e agora Cedric Diggory quem de certa forma mostrou-se muito mais superior e carismático que os anteriores, a tal ponto que namoraram por quase oito meses e ainda queria tê-lo em seus braços.
Como caralho se seduzia alguém que você nem sequer via como um bombom em duas pernas?
Não, ta certo, Malfoy era bonito, atraente e tinha um baita corpo. Batia de dez a zero em muitos por aí, mas vê-lo pelo lado amoroso era sinistro!
Grunhiu em frustração e esfregou a cabeça em desespero. Seus cabelos se arrepiaram mais que o natural, caindo algumas mechas no rosto.
Havia aqueles que só ficou uma noite, como por exemplo, Lavander Brown, Parvati Patil, Zacharias Smith... Bastou chegar, conversa fútil, mostrar seu interesse e o que tinha de bom e interessante e levar pra cama.
Malfoy certamente se enquadrava nessa categoria, porém, queria namora-lo então teria que trata-lo mais que um encontro casual sem compromisso sério.
Fora que estava se esquecendo completamente que o aludido do loiro não queria saber nada de si, nem por uma noite quem dirá por vários meses.
Sua situação era realmente mais complicada do que esperava...
Assim que voltou para o castelo, soube por Hermione que Malfoy estava para receber alta. Não perdeu tempo em ir vê-lo, mas ao cruzar pela porta da enfermaria, foi barrado por um punho de encontro ao peito.
- Nem tente seu idiota! Se acerque novamente de mim e eu vou cantando de felicidade pra Azkaban por ter de esquartejado!
Harry só teve que erguer as mãos, afastar contra a parede e observar como o loiro deixava a enfermaria com muito rancor. Incluindo Madame Pomfrey, Minerva MacGonagall e Severus Snape estranharam esse ato agressivo.
Snape encarou estreitamente a Potter. – Sei que isso tem a ver com você, e não demorarei em descobrir e te ferrar... – sibilou antes de deixar também a enfermaria.
Minerva por sua vez veio dar as más noticias, ou seria boas notícias?
- Depois do incidente no dormitório, Dumbledore achou que o senhor Malfoy definitivamente não poderá retornar à Sonserina e pediu que tomássemos medidas mais rigorosas – apertou os lábios antes de soltar a bomba – O senhor Malfoy dormirá num quarto separado, para não haver problema em ferir algum companheiro, como aconteceu essa noite. E como não confiamos em que durma sozinho, propus que você, senhor Potter, fique com ele.
- Ah sim? – levantou as sobrancelhas em surpresa – Bem... Não posso me negar se for o melhor para todo mundo...
Minerva apoiou a mão em seu ombro direito e apertou com firmeza, em forma de respeito e gratidão. – Sempre soube que você era uma ótima pessoa Harry... Me orgulha seu ato tão nobre.
Harry apenas sorriu em resposta, mostrando-se um bom moço.
- Hermione, eu preciso de sua ajuda – Harry sentou à frente da amiga na Sala Comunal da Grifinória.
Havia saído da enfermaria e corrido em busca da sabe-tudo.
Agora que ficariam definitivamente a sós em um quarto fora das quatro Casas, teria chance de seduzir e convencer a Malfoy a namora-lo.
O problema era: como?
A garota ergueu os olhos do pergaminho e o fitou com curiosidade. – Sobre?
- Hum... Como posso conquistar ao Malfoy? – foi direto ao assunto.
Hermione ficou de boca aberta, sem acreditar. – Harry... Isso é pergunta que se faça? Como eu vou lá saber o que você faz se é você quem quer conquista-lo?
- Não sei! Por que acha que estou te perguntando? – começou a se impacientar.
A garota fechou a boca e pensou por um momento ficando quase vermelha. Então disse para o amigo esperar um segundo e sumiu escadaria acima.
Harry ficou esperando e nesse tempo finalmente enxergou a Ron, sentado em uma poltrona frente ao fogo e olhar distante.
- Hei colega! – passou a mão frente o rosto do ruivo – Tudo ok?
- Furão... Pelado... Você... Sexo... Horror... Morrer... – balbuciava como se tivesse sido beijado por um Dementador.
Harry negou com a cabeça, sentindo pena do melhor amigo. – Lamento Ron, não foi a minha intenção derreter parte de seus neurônios com aquela imagem...
Então ouviu como Hermione descia a escada e quase caiu de costas, tamanha pilha de livros que esta trazia nos braços e flutuando atrás de si.
- Mione... Que? – ficou pasmado quando ela fez questão de praticamente soterra-lo com os livros.
- Aí está! – ela sorriu satisfeita, batendo as mãos como se as limpasse de um pó invisível.
- E o que farei com tudo isso? – estava ainda em choque. Mal conseguia mover os braços, soterrado pelos mais diversos exemplares.
- Você não queria uma ajuda com esse assunto seu? – ela apontou para os livros – O tem agora!
- Ma... Mas... Mione! Pelo amor de Merlin! Como vou ler tudo isso? O dia que conseguir acabar de ler o Malfoy já vai estar viúvo e esperando seu décimo primeiro tataraneto! – estava indignado.
Hermione fechou a cara e apertou os lábios. – Você me pediu ajuda!
- Sim, pelo que eu me lembre estava esperando seus conselhos! – rolou os olhos.
- Como posso te dar conselho de algo que não sei? – ela se exasperou.
Então todos os alunos que estavam naquele momento na Sala Comunal olharam-na assombrados.
Hermione Granger, a sabe-tudo, confessava que não sabia algo? Essa era para entrar na nova edição de "Hogwarts: uma história".
- Eu sei! Apenas achei melhor você próprio ler e tirar suas conclusões! – ela soltou em voz alta, olhando de esguelha às pessoas que no instante em que ouviram perderam o interesse e decepcionados soltando um "Ahh...", voltaram a seus próprios afazeres. Depois de se certificar que ninguém prestava atenção, ela se sentou ao lado do amigo que a olhava com cara de interrogação. – Eu não sei... – cochichou para não chamar atenção alheia – Por isso achei melhor pegar todos os livros que precisa e entrega-lo a você, para que leia...
- Como assim não sabe? – Harry estava impressionado.
Hermione o encarou com irritação. – Por que? Acaso deveria saber? Isso é coisa que eu não penso por enquanto, pois o mais importante é estudar para os exames finais! Somente pessoas como você e o Ron perdem tempo com namoricos e encontros noturnos!
- Depois dizem que eu que pirei... – pôs os olhos em branco antes de retornar a fitá-la com seriedade – Hermione... - começou calmamente a olhando bem dentro dos olhos – Você já parou de estudar alguma vez e prestar atenção ao seu redor? – ela parecia não entender aonde queria chegar com essas palavras, então resolveu explicar – Todos perdem tempo com namoricos e encontros noturnos! Só você que fica socada o nariz nos livros e torrando o cérebro dia e noite e não o contrário!
- Escuta Harry, se vai começar a me insultar, pode vazar agora mesmo que estou perdendo meu tempo com você – nervosa e disposta a ignora-lo, agarrou um grosso livro de feitiços e o abriu na página 1896 passando a ler fervorosamente.
- Ok, ok! Desculpa Mione! – quase implorou, mas ela fez um sinal de "some daqui" com a mão sem desprender a atenção do livro.
Como não haveria quem a tirasse da leitura pelas próximas cinco horas, Harry resolveu deixa-la em paz.
Draco seguia o professor Snape até o lugar onde passaria a habitar, suas bagagens, pela segunda vez na mesma semana, flutuavam atrás de si. Se fosse em outra situação, adoraria estar em um lugar especial, longe das Casas e da montoeira de alunos, mas como a situação era exatamente esse rolo com Potter o Estuprador, não achava a menor graça.
Pararam frente a um quadro retratando um cavaleiro de armadura negra que apontava uma gigantesca espada contra um encurralado dragão branco. Draco franziu o cenho e tentou a todo custo ignorar essa imagem até que Snape girou para encara-lo.
- Abra o jogo comigo Draco... Sabe que pode confiar em mim, sou seu padrinho...
Draco desviou os olhos. Queria poder dizer, mas sabia que sua situação era ridiculamente ridícula. Como confessar a esse homem exemplar, todo um legítimo sonserino e que foi um espião duplo na guerra, que seu afilhado deixou que Harry Potter, grifinório e imbecil lhe humilhasse? Também corria o risco de falar e Severus querer saber a história toda e nos mínimos detalhes, coisa que não diria nem a seu próprio reflexo e sob tortura. Era vergonhoso demais.
- Sabe padrinho... Potter me fez ficar de quatro e quase se apodera da região sul e a única coisa que consegui fazer foi gritar feito uma donzela indefesa enquanto Weasley assistia de camarote... – corou profundamente e sacudiu enfaticamente a cabeça em negação, tentando arrancar essas lembranças. Não. Não diria nadinha de nada.
- Draco... – Snape colocou as mãos em seus ombros e o fez fitá-lo nos olhos. Viu vergonha estampada nas íris prateada, muita vergonha, e soube que o afilhado não diria nada. - Suspirando, soltou os ombros de Draco e torcendo a boca com repulsa pelo que ia dizer, pronunciou a senha para ter passagem – Pepino e almôndegas.
Draco engasgou com a própria saliva e começou a tossir descontrolado. Quem foi o retardado que colocou uma senha dessas?
Oh! Por Salazar! Tudo agora era sinônimo de indiretas e partes púbicas?
- Dumbledore tem uma senha mais idiota que a outra... – Snape bufou enquanto o quadro abria caminho – Infelizmente essa será a senha padrão que não poderá ser modificado por nenhum de vocês. O diretor achou melhor assim, caso aconteça uma briga e por raiva alguém tente deixar o outro para fora do dormitório, ou trancafiado até apodrecer, que seja.
Draco ergueu os olhos para o teto. Só podia ser o velho caduco...
Tivera que se despedir do padrinho e assim que entrou e ficou só, olhou ao redor. Era uma sala pequena, metade do tamanho das Salas Comunais.
Havia uma lareira, um sofá e duas poltronas e perto das janelas uma mesa redonda com duas cadeiras. Torceu os lábios. Pelo menos não era excessivamente vermelho. Era marrom e creme com tapeçaria de tonalidade tabaco. Não possuía escada e a um lado estava uma solitária porta. Caminhou até lá e a abriu, dando de cara com um quarto mediano com duas camas de dossel. Oh! Perfeito! Teria que dividir as noites com o maníaco!
Com cansaço e sentindo-se miserável, entrou e passou a arrumar suas coisas. Quando estava terminando de acomodar seus livros, ouviu barulhos vindo da sala. Ficou tenso.
Harry Potter se despedia de MacGonagall e depois de alguns minutos, que julgou ser para apreciar a nova habitação, o moreno entrou no quarto. A primeira coisa que os olhos verdes miraram foi a si. Depois de frisar os lábios com desagrado e estreitar os olhos, Draco finalmente desviou os olhos para trás do grifinório.
Uma pilha de livros vinha flutuando junto com o baú e a mochila de Potter.
- Está tentando acabar com a frustração sexual empenhando na leitura Potter? – não resistiu e as palavras escapuliram de sua boca junto com um sorrisinho afetado. Era o costume de implicância que falava mais alto, mesmo sabendo que não era bom provocar o testa-rachada.
- Claro Draco... Mas não seria mais inteligente ter uma longa e prazerosa noite de sexo pra conseguir isso? – ergueu uma sobrancelha de forma sugestiva – Você sabe, aquele vuco-vuco todo...
Então o sorriso morreu nos lábios do sonserino, quem se afastou alguns passos com receio antes de se trancar no banheiro.
Harry bateu na testa. – Droga... Não era para dizer isso...
Com pressa depositou os livros sobre a cama e o baú no chão. Passou a vasculhar pelos livros algo que lhe ajudaria a remediar essa situação, mas a coisa estava difícil. Eram muitos livros pra ler, milhares de folhas para folhear.
Grunhiu ao se dar conta que não sabia usar o índice e muito menos associar o que buscava pelo título nas capas.
Depois de meia hora, ainda estava submergido nessa árdua tarefa quando a porta do banheiro voltou a se abrir e um temeroso loiro vestido de pijama verde oliva saiu.
Draco praticamente correu para sua cama e tentou enfeitiça-la, o que não surtiu efeito algum. Sacudiu a varinha de forma confusa e voltou a tentar enfeitiçar a cama com alguma proteção. Nada.
Apontou para as costas do cara-rachada que estava ajoelhado ao lado da cama e intertido com seus livros e tentou aturdi-lo, mas como das vezes anteriores, não aconteceu nada.
De olhos arregalados fitou a ponta da varinha e sussurrou um simples "Lumus". Nada. Dessa vez sim, estava assustado.
- Por que não funciona? – soltou em voz alta, alarmado.
Harry derrubou o livro que folheava já desistindo de procurar e olhou para o loiro, sem compreender. – O que aconteceu?
- Fiquei sem magia! – gritava mentalmente. Não podia ser... Não podia ficar squib numa hora dessas! Olhou ao grifinório, que o observava com interesse e escondeu a varinha nas costas. Não era tolo de se denunciar ao tarado. – Hum... Tire esse troço do caminho! – reclamou, indicando ao baú do moreno, largado no meio da habitação.
Harry franziu o cenho sem entender. Olhou para os livros e pensou o que faria agora. Retrucaria, atacaria ou obedeceria?
- Argh! Isso é frustrante! – berrou se erguendo de repente e fazendo com que o loiro saltasse para trás, na defensiva.
Sem pensar mais, Harry cortou o espaço até o sonserino e tentou agarra-lo.
Com um gritinho, Draco correu em volta do baú e deu graças por ele estar jogado ali no meio. Apontou com a varinha para o moreno que nesse momento estava querendo saltar pelo objeto.
- Fique aí ou eu te amaldiçôo até que nem mais se lembre do próprio nome! – ameaçou com a voz trêmula.
- Muito bem, pode começar! – Harry estava ficando passado. Por que esse loiro não se entregava de vez? – Vamos Draco, ou me ataca ou eu te ataco!
Saltou pelo baú e quase conseguiu agarrar o sonserino que fugiu covardemente, como o esperado. Não perdeu tempo e o perseguiu, conseguindo detê-lo um passo pra fora do quarto.
- Me solta seu maníaco! Estuprador! Socorro! – que se danasse sua reputação. Potter estava realmente empenhado em deflora-lo.
- Nem tente fugir... – o abraçou pela cintura e tentou arrasta-lo para dentro do quarto – Por que não aceita e pronto? Seria mais fácil pra todo mundo seu loiro testarudo!
Com empenho e uma força sobre-humana, Draco se agarrou nos marcos de madeira e encravou os pés nas beiradas da porta.
- Nem morto cara-rachada! – bramou como se proclamasse uma batalha.
Harry reforçou o agarre e tentou puxa-lo com mais empenho até que conseguiu que uma das pernas de Malfoy escapasse de seu apoio.
Nesse forcejo os botões do pijama de Draco começaram a voar pelo ar acabando, para seu pesar, com o peito à mostra. Isso serviu para encrespar os dedos e com um grunhido se inclinou para frente.
- Madame Pomfrey realmente fez um excelente trabalho na sua restauração física... – Harry murmurou com os dentes apertados pela força.
Desviou quando o loiro tentou chuta-lo com a perna solta o que o obrigou a agarra-lo pela coxa. O loiro exclamou assustado pelo agarre muito perto da zona vermelha.
- O que afinal você quer quatro-olhos desgraçado? Não percebe que essa parte do meu corpo não está disponível? Tenho que usar um feitiço tapa rolha pra você entender? – estava realmente desesperado e começava a ser extremista.
Sinceramente Draco não se importava em usar um feitiço de rolha naquela parte, contando que frustrasse as intenções pervertidas de Potter.
Mesmo duvidando que existia um feitiço assim, Harry parou de puxa-lo. Havia se lembrado que não podia passar a noite toda tentando forçá-lo ou acabariam na enfermaria e dessa vez em condições mais graves. Sem soltá-lo, olhou para sua cama e mirou o primeiro livro.
- Accio livro – invocou. Para seu desconcerto, nada aconteceu. Franziu o cenho sem entender, então ouviu as risadas histéricas de Malfoy.
- Pensei que era só comigo, mas pelo jeito nenhum de nós conseguirá usar magia aqui.
Harry apertou os lábios e estreitou os olhos. Lembrou que MacGonagall havia dito algo sobre quando encerrasse o feitiço de levitação das bagagens, estariam apenas os dois sem nada que possam machuca-los além de si mesmos, para a segurança de todos.
Estalou a língua com moléstia. Ali dentro da habitação magia não funcionava...
Draco tentou se livrar de seus braços, mas reafirmou o agarre e com um sorriso travesso, tratou de desgrudar o sonserino da porta.
Se o livro não ia até ele, ele teria que ir até o livro.
Então encostou os lábios no pescoço pálido e soprou fortemente causando um ataque de riso no loiro que todo arrepiado não pôde fazer outra coisa que se soltar do marco da porta e tentar empurra-lo.
Aproveitou para arrasta-lo para dentro do quarto e joga-lo em sua cama.
Draco arregalou os olhos ao cair deitado e tentou, como sempre, sair correndo, mas Harry se sentou ao seu lado, jogando uma das pernas sobre seu estômago. Não tardou em esmurrar o moreno e soltar vários adjetivos ofensivos e nada elegantes para um Malfoy.
Harry simplesmente o ignorou, passando a buscar na pilha de livros algo que fosse útil.
- Hermione só me deu bobagens... Pra quê vou querer saber sobre "o dicionário amoroso", "controle seu ciúme" ou "como descobrir o que seu parceiro mais gosta"? – resmungou para si mesmo – Hei! – lançou uma mirada perigosa ao loiro que ousou a morder-lhe a cintura – Fica quieto que estou tentando buscar algo pra tentar com você!
Malfoy arregalou os olhos e afogou um grito horrorizado. Potter estava pior do que pensava! Agora buscava formas sádicas e pornográficas em livros e artigos para testar consigo, como se fosse uma cobaia de laboratório!
Em sua mente surgiu enormes cartazes fluorescentes piscando as palavras "BONDAGE", "BDSM", "SEXRAPE", "SEXTORTURE" e "SADOMASOQUISMO".
Debateu-se, tentou chutar e socar o moreno. Não queria ser preso em algum equipamento monstruosamente estranho, com couro, coleira, corda, chicote e brinquedos eróticos macabros.
- Sai de cima seu doente! Monstro! – Draco o mordeu novamente, conseguindo que gritasse com mais dor, só que Potter não se moveu e depois de tentar arrancar-lhe um pedaço sem sucesso, pois o grifinório teve a idéia de contrair os músculos, tivera que soltá-lo ou ficaria com dor de dente.
Uma hora depois, nessa mesma posição Malfoy só conseguia empurra-lo molemente enquanto ainda soltava um ou dois xingamentos completamente esgotado. Harry apenas assoprava a franja que lhe caía nos olhos enquanto lia alguns trechos pulados em um livro.
Duas horas depois, Malfoy dormia cansado, cabeça caída fora do travesseiro e uma mão ainda segurava a camiseta do moreno.
Depois de duas horas e meia, Harry jogava o livro sobre a pilha de livros no chão ao lado da cama e com os olhos irritados, dor no pescoço e muito sono, acabou por desistir definitivamente. Amanhã diria a Hermione que se tratando de relacionamento ela precisava fazer um intensivo em tempo integral, pois era uma lástima pior que ele.
Caiu deitado de costas ao lado de Malfoy e apagou no sono.
Agradecimentos a: Amanda Miranda; Simca-chan; JuzinhaMalfoy; St. Luana; Nyx Malfoy; Miyu Amamyia; Nanda W. Malfoy; Bruh M.; Srta. Kinomoto - olá, pois é, pra frustração dobrada do Draco, além do Weasel ter visto ele numa situação humilhante, foi o próprio Weasel que o salvou! O.O O Draco deve ter ficado nas trevas por causa disso! XD Obrigada pelo comentário! Bjs; Condessa Oluha; Lis Martin - olá, obrigada por dedicar um tempinho pra comentar! Que bom que está gostando, espero que acompanhe sempre! Bjs; CarineCG; Vivvi Prince Snape; Fabi - olá, o Harry saiu por cima porque tinha a capa e o Draco estava um bagaço, fazê o quê? -.- Quem sabe o Draco não vira um pouco grifinório e toma coragem pra bater de frente com o Harry? Apesar de que eu duvido, já que o Draco é sonserino na veia XD Obrigada pelo comentário! Bjs; Narcisa Le Fay.
Espero que eu não tenha esquecido ninguém. Caso isso tenha ocorrido, me avisem.
Harry Potter comenta: Primeiramente irei agradecer a todos que me adoram e os comentários dizendo que seu lindo, sexy e 'tudo'. Sei que agi mal quase violentando o Draco, mas ele me insultou e zombou sobre minha capacidade sexual! Agora respondendo aqueles que me enviaram mensagens particulares:
St. Luana – finalmente alguém que apóia exatamente a minha estratégia! Mas como assim 'por enquanto'? Não seria mais fácil tentar forçá-lo? Afinal, quem garante que o Draco aceitaria algo que venha de mim? Talvez eu tente com as flores... (pensando seriamente nisso). Mas sinceramente, não acho que minha estratégia de agarra-lo à força seja tão má assim... Obrigado pelo conselho!
Bruh M – com tanto entusiasmo a meu favor, creio que conseguirei agarrar o pomo dourado! Hum... Acha mesmo que valeria a pena trocar o Cedry pela arrogante serpente? Ele é tão escorregadio que chega a ser frustrante! Será que se eu agarra-lo e obriga-lo a me 'receber' ele acaba namorando comigo? Isso parece algo válido na minha opinião, se tratando de Malfoy... Agradeço a força!
Condessa Oluha – bem, não que eu não queira te ouvir, suas dicas serão testadas em breve, mas primeiramente tenho que dar preferência aos mais próximos (Ron e Hermione por exemplo) senão eles ficarão tremendamente chateados comigo(-.-). Ainda acho que a artimanha dos bombons é uma ótima idéia e bem ao estilo sly. Que tal eu colocar absinto misturado com amendoim e pimenta dentro das trufas? Seria um potente afrodisíaco? O Draco iria querer arregaçar todas? A Hermione já mostrou que é zero a esquerda pra dar conselho nesse ramo... Lástima... O Ron nem adianta pedir conselho, está mais morto que zumbi... A única pessoa que falta pedir alguma opinião é o Sírius, quem sabe ele tenha algo em mente, o que acha? Eu também concordo que o Draco está sendo muito cego em não cair de boca em cima desse corpinho que vos fala, isso seria o mais sensato e poupava trabalho, mas como ele tem que ser sempre do contra... Paciência... Obrigado pelas dicas e por essa estranha forma de gostar tipo 'estapeio, mas te apoio'.
CarineCG – acha que preciso mudar de tática? Em que opina? Estou buscando sugestões. Assim mesmo acho que o Draco não me aceitaria sem ser à força...
Fabi – Agradeço essa confiança em mim! Mas como assim com carinho? Acha que eu preciso acaricia-lo? E se eu agarra-lo e passar a mão? Sempre fomos tão rudes um com o outro que esse assunto de carinho é meio constrangedor... Bem, em todo caso vou pensar no assunto, quem sabe eu tente ser carinhoso com ele, mas se ele continuar um babaca arrogante pro meu lado os carinhos passarão para meter a mão mesmo.
E um recado para Simca-chan e Narcisa Le Fay: tenho que cortar o barato de vocês, mas eu não vou morrer (sobrevivi o Avada Kedrava com um ano de idade! Quem me mata agora depois dos quinze? Mais poderoso e experiente) e não vou perder meus documentos, nem bolas, nem ovos, nem salame e nem nada do estilo! Sonha, sonha... Vocês terão que me agüentar durante muito, muito tempo e sim eu irei atormentar o Draco até ele me aceitar e nenhuma de vocês poderá fazer nada (sorriso perverso).
Draco Malfoy comunica depois de ter que ir ao corujal altas horas de madrugada, seqüestrar Edwirges, leva-la até a Floresta Proibida e usar um Impérius na pobre ave:
Venho esclarecer a vocês muggles, que eu não "posso" me comunicar com vocês e Não que eu "não quero". Captaram a diferença? Tenho que explicar com desenhos e pauzinhos? Puf, muggles! (rolando os olhos). Sou um Malfoy puro-sangue e pra quem duvida eu garanto que meu sangue não é azul, é de ouro líquido! Só sai vermelho para disfarçar ou toda linhagem Malfoy estaria morta por miseráveis da sociedade decadente e pobre sedenta por dinheiro. Mesmo eu tendo minhas crenças sobre vocês, eu nunca deixaria de responder, pois para começo de conversa, eu sou da alta sociedade aristocrática e não sou "mal-educado". O caso é que nenhum Malfoy tem corujas treinadas a enviar mensagens a muggles, nossas aves somente percorrem o território bruxo e estão previamente enfeitiçadas para isso, portanto, eu tive que ter todo o trabalho de colocar minhas lindas e delicadas mãos nessa ave imunda do Potter, pois esta aqui sim já deve ter percorrido todo mundo muggle. Viram como não sou sem classe como os grifinórios? Ainda bem que existe uma bruxa que me entende... Hum... Gostei dos elogios a minha pessoa. Acho que vocês muggles que vêem a verdadeira encarnação da beleza e do poder, ou seja, eu, terão o meu respeito. E pra quem me enviou mensagens particular, agradeço. As dicas são muito boas, vou tentar usar contra o cara-rachada, mas ele me assunta. Não sou feito para uma luta de bestas, lembrem-se que sou um bruxo legítimo e nós bruxos nunca usamos a força física somente a mágica, isso complica um pouco as coisas, fora que é completamente deselegante. Se alguém tiver alguma dica que não me faça virar um selvagem como o Potty quatro-olhos terá os meus sinceros agradecimentos. E olha que isso é muito, pois um Malfoy dificilmente agradece os outros! Cordialmente, Draco Lucius Malfoy.
