Categoria: Romance Yaoi
N/A: Eu não possuo Saint Seiya, infelizmente, garanto que iria ser mais legal vê-los namorando...Pra quê tanta luta? Paz e Amor...Voltando da viagem...Saint Seiya é propriedade de Kurumada, Toei e Bandai e essa fic não tem fins lucrativos.
Segunda-feira, 3 de setembro
-É só mais um ano letivo como outro qualquer... –tentava se convencer Mu, enquanto terminava de arrumar o uniforme antes de descer para tomar café da manhã.
Estava nervoso. Desde que entrara na escola, era sempre a mesma coisa: ele provocava Shaka, Shaka revidava, então ele não querendo "perder" o "jogo" se vingava, aí Shaka vingava-se de uma forma ainda pior... E assim continuava o ano inteiro. Mas aquele ano seria diferente, restava saber se para melhor ou para pior...
Olhou-se no espelho novamente. Estava horrível. Claro que isso somente na mente do ariano, na verdade ele estava sim muito bonito. Mas não sabia como seria quando encontrasse o virginiano no colégio... Como devia reagir? O mais engraçado é que mesmo nos anos anteriores os dois não se suportando, sempre se cumprimentavam. Claro que da forma deles... Provocações, na verdade. Mas enfim, era uma forma deles se cumprimentarem.
Mas e agora? O que faria? É claro que ele não desistiria assim tão fácil, até porque depois daquele beijo, ele não tinha dúvidas que Shaka sentia alguma coisa por ele. Se não, não teria lhe correspondido certo? Bom, meio certo, pensou um pouco desanimado. Afinal, as coisas com o loiro nunca eram assim tão certas. Algumas vezes, tomava atitudes tão inesperadas que chegavam a assustar. Nunca tinha conhecido alguém tão complicado!
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Shaka se arrumava sem pressa. Tinha acordado cedo. Já tinha tomado café, tomado banho, tinha arrumado suas coisas... Já tinha feito tudo o que era preciso, e agora penteava os cabelos com um certo descaso. Estava preocupado com outras coisas. Não sabia como reagiria quando encontrasse com Mu. Provavelmente, sentiria uma enorme vontade de sumir, de fugir ou algo do tipo, mas não demonstraria sua insegurança. Sempre disfarçara aquilo muito bem, não seria agora que não conseguiria.
No caminho para a escola lhe passou pela mente uma possibilidade que o deixou um tanto assustado: ele e Mu poderiam cair na mesma sala. Shaka saiu do carro sem nem se despedir do motorista e dos pais direito e passou pelo portão rapidamente. Passou mais um portão e entrou no corredor da escola em que ficavam a diretoria, biblioteca, secretaria, enfermaria e outras salas. Preferiu não entrar pelo pátio, provavelmente Mu estaria lá e ele preferia adiar o encontro o máximo possível. Continuou andando rapidamente até uma das listas em que ficava determinado quem pertenceria a qual sala.
Chegou em frente a uma das listas, aquela onde provavelmente ficariam os alunos que pertenceram a sua sala do ano passado, olhou para baixo e respirou fundo, criando coragem para olhar a lista... Passou os olhos e viu. Ele estava sim naquela lista e Mu, para sua sorte, não. Suspirou aliviado.
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Mu entrou na escola e foi falar com os amigos no pátio, não sem antes dar uma olhada em volta para ver se um certo loiro estava por perto. Depois iria até as folhas pregadas na parede do corredor que levava às salas para ver quem estava na sua sala, ou se ele mesmo tinha mudado de sala... Não, seria MUITA ironia se eu e o Shaka caíssemos na mesma classe justo esse ano...
Foi até a lista. Era melhor enfrentar aquilo de uma vez por todas. Olhou a lista em que deveria, pela lógica, estar o seu nome. Sim, estava na mesma sala que praticamente todos os seus colegas do ano anterior. Já ia virar as costas e voltar ao pátio quando viu um nome que lhe chamou atenção.
-Eu não acredito nisso! –disse após ver a desagradável surpresa.
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Shaka estava em sua sala após ter cumprimentado apenas algumas pessoas, não queria ter que encontrar Mu enquanto pudesse evitar. Conversava com Camus quando viu Ikki passar rápido no corredor parecendo irritado. Foi até a porta da sala para falar com o amigo:
-Ikki, espera! –chamou. O amigo voltou até onde ele estava e encostou-se na parede ao lado da porta, cruzando os braços, emburrado. –O que houve? Se você não entrar na sala antes do professor, vai levar uma bronca.
-Eu estava indo para a minha sala, Shaka. –disse, num quase rugido olhando para cima.
-O quê? Do que está falando? –perguntou confuso.
-Eu estou falando que caí na mesma sala que o Mu, Shaka! –respondeu Ikki, finalmente encarando Shaka.
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Mu dirigiu-se ao vestiário logo depois do primeiro treino de vôlei que tiveram. Ouvia um monte de conversas sobre o treino, mesmo não havendo jogo; tinham treinado apenas os fundamentos básicos. Estava um pouco desanimado: tinha percebido que durante o treino Shaka tinha evitado até olhar para ele. Realmente não conseguia entendê-lo. Ele sim tinha motivos para ficar chateado, afinal, no dia em que Shaka beijara Ikki na sua frente estava planejando pedi-lo em namoro, entretanto, o loiro se comportava como se ele sim tivesse saído magoado de tudo aquilo, mas pelo que se lembrava não tinha feito nada de grave! Se não tivesse uma certeza que ele não sabia de onde vinha que lhe dizia que Shaka gostava sim dele e que havia algo de MUITO estranho nessa história, desistiria.
Viu Shaka entrar no vestiário conversando com Afrodite, e dirigir-se para frente do seu armário. O loiro tinha colocado um dos pés sobre o banco que lá havia para descalçar o tênis.
-Shaka, o que é essa marca na sua perna? –perguntou Afrodite curioso. Shaka estava de short, o que permitia que fosse vista, um pouco abaixo do seu joelho, uma marca na pele clara.
-Ah, isso... eu caí nas férias. –disse. Seus olhos se cruzaram com os de Mu, que também se lembrava muito bem do dia em que aquilo tinha acontecido. E não pôde deixar de se lembrar do que ocorreu três dias depois desse acidente. Shaka ficou um pouco nervoso e foi para outro lugar longe do olhar de Mu, com Afrodite ainda andando atrás dele, perguntando preocupado (e curioso) como aquilo tinha acontecido.
Argh!! Eu já estou me cansando disso... Que droga!, pensou Mu batendo a porta do armário e saindo de lá o mais rápido que conseguiu.
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Flashback
Segunda-feira, 30 de julho
Mu procurara evitar Shaka nos dias que se seguiram ao fatídico dia da poça de lama, embora nem ele mesmo soubesse o motivo daquilo. Mas naquele dia todos iriam ao mesmo lugar: uma cachoeira que havia um pouco longe da casa onde estavam hospedados. Shaka por outro lado também procurava evitá-lo, mas naquele momento não seria possível... Ainda mais porque Dohko cismara que eles tinham que ser amigos, e volta e meia fazia eles ficarem juntos por qualquer que fosse o motivo.
Shaka estava sentado em uma pedra que havia ao lado da cachoeira quando viu Mu se aproximando dele secando o rosto pois tinha acabado de sair da água. Não soube o porquê mas ficou com vergonha ao vê-lo naqueles trajes de banho... Desviou o olhar.
-Shaka, o Dohko disse para nós irmos na frente porque ele, o meu pai e o Peter têm que resolver umas coisas. –Mu comunicou. –Ele falou que é só a gente não sair da trilha que não nos perdemos.
Ah... meu tio me paga, pensou Shaka se levantando. Kiki não tinha ido com eles pois preferira ficar brincando com as crianças que eram filhos dos empregados da casa.
-Está bem, então vamos.
-Espera só um pouco.
Após vestir uma roupa seca, Mu começou a andar com Shaka pela trilha, mas há algum tempo já estava cansado daquele silêncio. Era quase um vício: tinha que irritar Shaka de alguma forma.
-Ah, Shaka, eu "tô" cansado. Acho que vou procurar um lugar para descansar. –disse Mu, começando a andar por entra as árvores, saindo da trilha.
-Mas a gente só 'tá andando há cinco minutos! E você não reclamou quando estava vindo! –reclamou Shaka, seguindo-o. –Se a gente sair da trilha vai se perder!
-Ai Shaka, relaxa. Deve ter algum lugar para descansar perto daqui. Não precisamos ir muito longe, pára de fazer drama.
-Quer saber, Mu? Eu vou voltar pra casa, você fique aí se quiser. –e virou-se para ir embora, andando rápido.
-Ai, droga...! –murmurou Mu andando rápido atrás de Shaka. Para sua frustração, sua intenção de irritar o loiro não tinha tido o sucesso esperado e se os dois não chegassem juntos em casa levaria uma bela bronca do pai.
-Espera, Shaka!
-Nem pensar, e não precisa vir atrás de mim, eu digo pro seu pai que eu quis voltar sozinho. –disse sem se virar para trás.
-Aí você que vai levar uma bronca do seu tio. –retrucou o outro.
-Como se você se importasse. –respondeu Shaka.
-Como você consegue ser TÃO irritante?? –disse Mu, parando exasperado.
-Eu não estou o obrigando a ficar perto de mim. Está vindo porque quer. –disse, fazendo um gesto desdenhoso com a mão direita, ainda sem se voltar para o
lhar Mu.
Mu irritou-se e tentou puxar o braço de Shaka com o objetivo que este se virasse para olhá-lo. Shaka, que não esperava a atitude, acabou se desequilibrando e caindo de joelhos, com a perna direita em cima de um amontoado de pedras afiadas.
-Ai.. –gemeu pela dor, fechando os olhos e escondendo o rosto para que Mu não visse seus olhos que se encheram de lágrimas não vertidas pela dor repentina e latejante na perna.
-O que houve? Machucou muito? –perguntou preocupado se agachando ao lado de Shaka no chão, mas este virou o rosto e escondeu o lugar machucado. –Shaka, me deixa ver. –Como Shaka ainda resistia completou: -Por favor.
Shaka descobriu o machucado e Mu viu o sangue escorrendo abundantemente do corte um pouco abaixo do joelho que parecia bem mais fundo do que presumira que devia ser. Direcionou instintivamente a mão para o lugar machucado mas Shaka afastou-a bruscamente.
-Me deixa.
-Mas... 'tá sangrando muito. Eu só quero te ajudar.
-Não. Eu não quero, me deixa em paz. –disse Shaka irritado, tentando esconder o machucado mais uma vez, o que não adiantava muita coisa já que o sangue agora escorria pela sua perna.
Mu achou que entendia de certa forma porque Shaka estava irritado. Tinha feito com que ele caísse e, conseqüentemente, se machucasse... Mesmo que não fosse proposital.
-Me desculpa... Eu não queria te machucar. –pediu sinceramente. Shaka levantou os olhos como se estivesse avaliando se podia confiar ou não nele.
-Por que você veio? –perguntou Shaka, apesar de não haver agressividade em sua voz, havia um leve tom de acusação. –Você disse que não viria... Veio nessa viagem só para me irritar não foi?
-Eu... –Mu ficou constrangido, sem saber o que responder então desviou o olhar.
-Eu sabia... Por que não me deixa em paz hein? –indagou loiro, seu tom de voz não era irritado e sim frustrado. –Já não basta na escola?
-Eu... vamos fazer um acordo? –Mu sugeriu. Como Shaka não respondeu, ele prosseguiu:-A gente dá uma trégua nas brigas pelo menos por essa semana, aí domingo eu peço pro meu pai mandar o motorista me buscar e eu vou embora. Se eu pedir antes ele vai estranhar... perguntar o motivo... Se eu der um tempo, posso dizer que enjoei daqui e ele vai me deixar ir embora, e você fica livre de mim pelo resto das férias.
-Está falando sério? –perguntou o outro desconfiado.
-Sim. –respondeu. –Agora como prova de que aceita o acordo, me deixa cuidar do seu machucado.
-Como?
-Primeiro temos que fazer com que pare de sangrar, e depois vamos voltar pra casa. Lá devem ter curativos. –abriu a mochila e pegou um lenço de pano que havia lá. Aproximou-se de Shaka, mas quando este viu o que ele iria fazer, se afastou. –Shakaaa! Eu sei... vai doer um pouco, mas eu tenho que amarrar isso pra parar de sangrar.
Shaka, ainda relutante, deixou Mu amarrar o lenço no local do machucado com uma careta. Em pouco tempo, o lenço, que tinha sido amarrado com uma certa força para que o sangramento parasse, de branco passou a vermelho.
-Hum... temos que ir. O corte foi fundo mesmo... –disse Mu, e Shaka pôde ver pela sua expressão que ele estava realmente preocupado. –Consegue andar?
-Acho que sim... –Shaka se levantou com algum esforço e começou a andar, mancando. Mu o acompanhou por alguns segundos na caminhada lenta, porém viu que se Shaka forçasse mais a perna, o sangramento ficaria pior.
-Pára, Shaka. –Shaka olhou-o e Mu viu que por mais que tentasse esconder, tinha uma expressão de dor pelo esforço. –Sobe nas minhas costas. –mandou.
-Quê? –perguntou Shaka espantado.
-Eu vou te levar de "cavalinho". Anda, sobe.
-Ah, não. Nem pensar.
-Como queira. –Mu ameaçou pegá-lo no colo e Shaka disse indignado:
-Você não vai me carregar como se eu fosse uma noiva.
Mu achou divertida a cara do outro, mas segurou o riso para que ele não ficasse mais aborrecido. –Então sobe.
Shaka ficou lutando por dentro, mas por fim achou melhor fazer o que Mu pedia... Tinha prometido uma trégua não? Mu ficou de costas para ele, que subiu em uma pedra próxima para poder passar às costas de Mu sem ter que se esforçar muito. Passou os braços em volta do pescoço de Mu enquanto suas pernas se fixavam de cada lado do corpo deste, um pouco acima de sua cintura. Mu ao sentir o peso de Shaka sobre suas costas, segurou suas pernas com cada uma das mãos um pouquinho acima do joelho para poder sustentá-lo melhor e começou a andar em silêncio.
Continuaram neste silêncio até estarem próximos da metade do caminho, quando Shaka o rompeu:
-Se quiser, eu posso descer agora. Já estamos próximos da casa e...
-Não, Shaka. Eu vou te levar. A culpa foi minha. –Mu ouviu a voz baixa praticamente no seu ouvido... O rosto de Shaka estava encostado no lado esquerdo da sua cabeça, um pouco mais atrás.
-Não, não foi. Sei que não fez de propósito, desculpe se te tratei mal. –falou Shaka, sério.
-Obrigado.
-Pelo quê? –perguntou Shaka confuso.
-Por ter acreditado em mim. –disse Mu, num tom baixo.
Shaka não soube o que responder.
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2 de Julho
Mu tinha ido falar com Shaka em cada um dos três dias que se seguiram ao pequeno acidente. Sempre lhe perguntava como estava sua perna e o loiro volta e meia respondia: "Eu não estou doente!". Mas cada vez que perguntava o tom de voz de Shaka parecia mais amigável, e Mu percebeu que nunca tinham conversado tanto. Sim, porque sempre que Mu fazia-lhe a pergunta, outros diálogos se seguiam sem que nem ao menos eles percebessem. Os dois pareciam estar realmente levando o acordo a sério.
Estava andando pelo jardim depois do lanche da tarde e avistou Shaka andando entre umas árvores um pouco mais ao longe. Correu até ele.
-Shaka, você não está se forçando demais??
-Mu!! –falou impaciente. –Eu não estou doente! Que coisa! Não agüento mais você e o meu tio. Foi só um machucado. Nem minha mãe é assim!
Mu sorriu: -Está bem. Algum motivo em especial para estar aqui?
-Não... Só queria dar uma volta e você?
-Nada... eu não tinha o que fazer. –respondeu. A verdade era que alguns minutos após Shaka ter saído da casa, Mu saíra justamente para procurá-lo. Gostava de conversar com ele, apesar de que não admitisse isso muito bem.
-Bom, depois o meu tio, o seu pai, o Peter e o Kiki vão cavalgar de novo. Eu não quero, vou ficar aqui. Por que não vai com eles?
-Vou ficar te fazendo companhia. –disse Mu.
-Não se preocupe, pode ir. –disse o loiro, desviando o olhar, surpreso com a afirmação do outro.
-Mas eu...
-É sério, vai. –disse Shaka, mexendo distraído em uma folha num galho de uma árvore.
-Você não me quer mesmo perto de você não é?! –disse Mu, irritado.
-Eu... não foi isso que eu quis dizer... –falou o outro surpreso.
-Eu quero ficar aqui! –perguntou Mu, tão surpreso quanto o outro com a própria afirmação. Bem, já que tinha admitido era melhor desabafar tudo de uma vez. –Você vive dizendo que eu te trato mal, te irrito, mas todas às vezes que eu tento conversar com você, você se esquiva de mim com esse seu ar orgulhoso e indiferente de quem não precisa de ninguém. –Shaka abriu a boca para revidar, mas Mu não deixou. –E não adianta negar porque você sabe que é verdade. –e saiu andando a passos rápidos do lugar.
Shaka ficou parado um instante refletindo, mas depois começou a seguí-lo.
-Mu, espera. –pediu. Não conseguiria alcançá-lo, ainda mancava um pouco e Mu estava andando rápido demais, mas este parou para olhá-lo. –Nunca pensei que... que você se importasse. Eu sempre afasto as pessoas mesmo sem querer... Não sei porquê... Eu sou assim. –disse em tom de quem pede desculpas.
-'Tá, tudo bem. –falou Mu se aproximando e falando com a voz calma. Como conseguiria brigar com Shaka falando daquele jeito?
O dia estava muito ensolarado e os raios de sol brilhavam nas folhas das árvores. Shaka sorriu. Mu observou-o com cuidado: os cabelos loiros brilhavam pelo sol,o rosto estava levemente afogueado pelo calor, o que deixava as bochechas em um leve tom rosa natural... E os olhos brilhavam também pela luz... Eram tão lindos... Mu sentia que devia se afogar naqueles olhos azuis...
Não sabia o que estava fazendo direito... Tocou os lábios deles com os seus tão leve quanto um sopro. Shaka se afastou apenas uns centímetros em meio a uma confusão de pensamentos que repentinamente invadiam sua mente e o atordoavam.
-Mu... –sua voz e seu olhar transpareciam toda a sua confusão... Mas Mu por outro lado não teve mais dúvidas. Sabia o que queria.
Tocou seus lábios mais uma vez, desta vez encostando seus lábios aos do outro com mais decisão. Ainda viu o olhar confuso e surpreso de Shaka, mas logo depois fechou os olhos e invadiu sua boca com a língua, em uma exploração voraz e ao mesmo tempo carinhosa, enquanto passava o braço direito pela cintura do loiro e sua mão segurava seu rosto com carinho mas firmeza.
Shaka não sabia como agir... Sem perceber fechou os olhos e ficou surpreso ao sentir que sua língua correspondia aos carinhos da outra como se tivesse vontade própria...
-Mu... –ofegou, tentando dizer entre o beijo, tentando puxar algum resquício de sanidade que sua própria mente ainda possuísse... Mas Mu ao ouvir aquilo passou a deflorar sua boca sem trégua e de um jeito que ele apenas sentiu que era inútil resistir.
Quando Mu sentiu que Shaka correspondia ao seu beijo apertou-o mais junto a ele pela cintura e começou a acariciar o rosto dele com o polegar, depois passando esta mão à nuca acariciando o local e sentindo Shaka corresponder com mais vontade, e seu peito deu uma pontada atrevida de felicidade e uma coisa que ele não entendia muito bem... Só sabia que não queria que acabasse nunca...
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N/A: Ai que vergonha... Poderia dar desculpas pelo atraso, mas não tenho justificativa. T.T Foi o seguinte: eu desanimei por muito tempo com essa fic e quando tentava escrever o capítulo a inspiração não vinha... A minha imaginaçãozinha fértil me deixou na mão por um tempo. E mesmo depois de tanto tempo sem postar tentando escrever algo decente, o capítulo saiu ruim... Em quase tudo, acho eu. T.T
Mas o que vocês acharam do beijo?? Uma pergunta séria... porque eu tentei descrevê-lo de um jeito mais intenso, só espero que não tenha saído uma merda, pelo menos que tenha saído suportável! xD
E gente, eu sei que não tenho no presente momento nenhum direito de pedir-lhes isto, mas, por favor: MANDEM REVIEWS! É sério que isso anima a gente a continuar a história, porque confesso que teria deletado esta fic aqui se não tivesse recebido as reviews fofíssimas que me incentivaram.
Agradecimento as reviews:
Kiara Salkys: Kiara querida, cadê você que sumiu hein? Tadinho do Shaka.. que mico. xD Valeu pela review mais uma vez! Beijinhu!!!
Jessi Amamiya:Oie! Que bom que você tá adorando xD! Espero q seja verdade ... Eles são lindos! Não é? Annie baba no carneirinho e no loirinho dela xD Outra virgianiana no mundo! \°/ Olha que beleza xD! Tipo... eu tenho ascendente em peixes e lua em escorpião... ô.o Num sei... Peixes num eh vingativo, talvez seja escorpião xDDD! Ou talvez você tenha uma alma mais pura e boa que a minha mesmo. Beijos pra ti, fofa!
Virgo-chan: Madrinha querida! Pois bem, pois bem... É verdade, quem não ficaria a fim do meu loiro? xD Que bom que vc gosta do Saga e do Kan juntos. xD E brigadão, madrinha! Beijão! E eu tô com saudades das suas idolatráveis fics madrinha!
Bruninha: Querida mãe dos meus chibis! Que saudades de vocês da comu! Brigada pelos elogios e pelo incentivo! Te adoro! Kissus!
Litha-chan: Tipo... quendo você comentou minha fic, eu fiquei: A Litha leu minha fic... A Litha leu minha fic... A LITHA LEU MINHA FIC! xDDD Nem creditei xDDD! E eu amo essa música! É a MINHA música... dá até um frio na barriga quando escuto ela. xDD Ameeeeeei suas reviews!!! Brigadão mesmo querida!! E vou tentar atualizar sua fic um dia desses... sabe neh? A do níver do Mi? Tenho q atualizar a que é em homenagem a Virgo tbm. Beijosss!
Álefe Venuah: Oi cumadre!!! Brigada, viu?? Por ter lido, pela review e pelos elogios! Saudades! Beijos!!
Haina Aquarius-sama: Oie!!! Brigado, querida! Valeu pela review e pelos elogios e: desculpe a demora! Valeu, beijinhus!
Mais uma vez: perdão a todos pela demora! Feliz Natal se eu não aparecer xD! E Brigada por lerem!!!
Beijos,
Annie.
