A volta do que não foi.
Kagome foi acordada de seu pacífico sono pelo vento gélido que passou por ela. A princípio ficou desorientada, incerta sobre onde exatamente estava ou por que estava semi-nua sob o haori de Inuyasha, mas então a lembrança do que acontecera veio-lhe rapidamente e ela ficou vermelha de embaraço.
'Inuyasha e eu, nós... Oh meu Deus, nós realmente... Não sou mais virgem.' Ela sorriu para si mesmo. 'E nem ele.'
De certa forma, aquele conhecimento lhe trazia um grande orgulho e ela aninhou-se mais contra o corpo quente que enroscava-se ao redor dela por trás. O corpo remexeu-se e mudou de posição, uma mão vindo segurá-la sob um seio para puxá-la para mais perto. O haori deslizou para o chão enquanto um par de macios lábios plantava beijos leves ao longo de seu pescoço, da orelha até o ombro. Ela gemeu com a atenção, então exclamou quando um jogo de dentes afiados a mordeu muito, muito gentilmente na junção do pescoço com o ombro, e uma língua lavou o local. Hálito quente fez cócegas em sua orelha e ela estremeceu, mas não de frio.
"Kagome..." A rouca voz de Inuyasha murmurou.
"Inuyasha," ela respondeu.
A mão que estava sobre seu ombro deslizou para acariciar sua coxa, os dedos com garras passando por baixo da saia para tocar sua pele nua. Ironicamente, o toque não teve o efeito que seu novo amante achou que teria. Ao invés disso, serviu para lembrá-la de que sua calcinha estava atirada em algum lugar na cabana e ela não fazia idéia de onde. O pensamento a fez dar risada e Inuyasha congelou.
"Kagome?" ele sussurrou hesitante.
Ela curvou o pescoço para olhar para ele, notando os olhos preocupados e inseguros, e lhe deu um doce sorriso.
"Só queria saber onde você jogou minha calcinha."
"Aquela coisinha branca?"
"Sim."
Ele procurou ao redor com os olhos e o nariz, localizando o objeto. "Está ali. Quer que eu pegue?"
Kagome não estava imaginando coisas quando pensou que a voz parecia desapontada, e ela riu de novo, sacudindo a cabeça.
"Não," replicou, pressionando-se contra ele de uma maneira que esperava indicaria que tudo estava bem entre eles. "Só queria saber onde estava."
A mão começou a acariciar novamente e os lábios dele beijaram seu ombro.
"Tudo bem."
Ela suspirou e o deixou continuar com as atenções. Enquanto a mão acariciava sua coxa, levemente arranhando com as garras – não com força para deixar marcas, mas o bastante para fazer sua pele formigar – ele deixava beijos ao longo de seu ombro. Ele virou o corpo dela e o próprio para trazer a cabeça diante do corpo dela, e começou a beijar o vale entre os seios. Quando seus lábios fecharam-se sobre o duro mamilo, ela gemeu.Então,ele relaxou os lábios e apenas lambeu gentilmente. Então recuou e descansou a bochecha contra o macio monte do seio, acariciando a pele amorosamente.
Soltando um suspiro, ergueu a mão livre e passou os dedos através do longo cabelo dele, massageando a parte do escalpo que conseguia alcançar naquela posição estranha. Ele suspirou em resposta e a puxou para mais perto com os braços ao redor da cintura dela, e não pela primeira vez ela se maravilhou com a flexibilidade hanyou, porque sabia que ele estava todo torcido mas aquilo não parecia incomodá-lo.
Apesar de Kagome querer ficar ali,daquele jeito,pelo resto da vida,ela estava incomodada em ficar molhada e queria se limpar.
"InuYasha...Eu vou me limpar e já volto...",disse cuidadosa e dando um ênfase delicado ao 'já volto'.Tinha que tomar cuidado com InuYasha,ele podia se sentir rejeitado.
"Tá bem...",disse inseguro.
Quando Kagome voltou,sentou-se próxima a InuYasha e virou-se para encará-lo e eles sentaram-se diante um do outro, ambos em vários estágios de nudez. Inuyasha estava de peito nu como ela, mas havia vestido a hakama. Ele a fitava faminto, então seu rosto corou e ele desviou timidamente o olhar.
O embaraço dele era meigo e ela sorriu. Reclinando-se, Kagome beijou sua bochecha com ternura,numa indicação de que tudo estava perfeito.
Ele tocou o local em que os lábios dela acabaram de tocar e a olhou com desejo. Ela respondeu beijando-o gentilmente, e as mãos dele subiram para segurar seu rosto enquanto a beijava de volta, a língua passando através dos lábios dela.
"Kagome..."
"Inuyasha," ela replicou, acariciando o braço dele com a mão livre, tranqüilizando-o e reconectando-se com ele. Ele devia estar se sentindo um pouco vulnerável e inseguro após o que havia se passado entre eles, e ela queria ter certeza de que ele sabia que tudo estava bem. "Obrigada pela noite passada."
Ele recuou, exclamando chocado e a fitou com olhos arregalados, os dentes superiores mordendo o lábio inferior. Então ele afastou-se alguns centímetros dela, os punhos plantados no chão enquanto lutava para controlar as emoções.
"Inuyasha?" ela questionou, infeliz pelo fato do que achava ter sido tranqüilizador ter tido o exato efeito oposto.
"Você está me agradecendo?" ele sussurrou fracamente, incrédulo, a cabeça baixa.
"Sim. Não deveria? Você compartilhou algo precioso comigo noite passada, e estou muito grata," ela explicou gentilmente, sem entender por que ele estava incomodado.
"Você está grata?" Ele exclamou, dando-lhe outro olhar arregalado antes de desviar o rosto. "Era sua primeira vez também, Kagome, e você a deu a mim. Eu quem deveria ser grato. Sou eu que recebi algo precioso. Você poderia ter qualquer um: Houjo, Akitoki, até aquele lobo fedorento, mas você me escolheu. Sou eu quem deveria estar beijando os seus pés."
"Inuyasha..."
"Obrigado, Kagome."
"Inuyasha."
Ele a olhou, expressão insegura.
"Você está longe demais."
Ele lhe deu um sorriso tímido e aliviado, e aproximou-se de novo, tomando-a nos braços de lado e acariciando a curva do seu pescoço com o nariz.
"Ainda está escuro..." ele comentou,a voz ligeiramente esperançosa.
"Uhum...",murmurou,olhando no relógio. "São 01:43 da manhã."
Ela podia dizer que ele queria fazer amor novamente, mas estava sendo tão envergonhado quanto a isso – como se temesse pedir. Sua insegurança era adorável e aquecia seu coração. Ela segurou a risada porque não queria que ele pensasse que estava rindo dele, e o esperou fazer o primeiro movimento.
Este veio na forma de um gentil beijo ao qual ela correspondeu com vontade. Então ele soltou um longo suspiro e a envolveu nos braços, puxando-a para mais perto.
"Kagome... Está tudo bem isso, Kagome?"
"Sim," ela respondeu e o beijou com um pouco mais de força do que o dele, dizendo-lhe através de palavras e ações que o queria.
"Se fizermos de novo, não acordaremos antes do almoço" ele disse quando seus lábios se apartaram.
"Tudo bem. Prefiro ficar aqui você.De qualquer forma,eles vão ver a gente dormindo e não vão nos encomodar."
"Mas depois seremos alvos dos comentários daquele Bouzou.",avisou antes de beijá-la no pescoço.
"Mais cedo ou mais tarde eles vão ficar sabendo mesmo, além disso, todos já sabem que não somos só amigos desde muito tempo.E desde que eu fique assim com você, nada me interessa.Gosto de ter você só pra mim."
Ele soltou uma risada curta e a abraçou apertado.
"Não gosto de dividir você com ninguém também."
"Eu sei."
Com um gentil empurrar ele a deitou, abrindo o haori sob ela como uma barreira contra o chão frio. Ela o fez de boa vontade, sabendo que ele não faria nada para ferí-la. Ele parecia determinado a ir devagar, removendo a saia dela e beijando sua pele docemente, mapeando seu corpo com os lábios e as mãos. Em momentos ele a fazia gemer de prazer e enroscar os dedos em seus cabelos para acariciar suas orelhas, então ele moveu a cabeça entre as pernas de Kagome e ela mais uma vez agradeceu a quem estivesse ouvindo por aquela língua muito talentosa.
Após o clímax de Kagome, ele a virou sobre o estômago e ela viu que ele queria possuí-la por trás, obviamente da maneira inu-youkai. Ela obedeceu, e ergueu-se sobre as mãos e joelhos, preparando-se para o movimento seguinte. Este veio rápido e com um pouco mais de brusquidão do que ela preferiria, mas suportou tudo sem reclamar.
Ele enroscou-se sobre as costas dela, mordiscando sua nuca de leve enquanto as mãos passavam sob ela para envolverem os seios, até descerem para segurarem seus quadris e a puxar para si combinando com seu ritmo. Ela soltou uma pequena exclamação, a posição sendo mais profunda do que aquela usada antes e seu corpo recém-aberto protestou contra a invasão, mas ela não queria dizer para ele parar. Ao invés disso, mordeu o lábio e tentou concentrar-se na lembrança da face dele durante a primeira vez, e os sentimentos que isso lhe trazia, para ajudá-la a ignorar a dor e o desconforto. Os olhos de Inuyasha enevoados de lágrimas e amor. A boca de Inuyasha aberta em um grito silencioso. Inuyasha dizendo seu nome durante o clímax...
'Amo você. Farei tudo por você. Você é lindo, meu hanyou. Te adoro.'
Ele parou e quando ela se deu conta disso, imaginou se ele havia terminado. Lentamente, ele saiu de dentro dela e ela virou a cabeça para olhar por sobre o ombro. Ele estava agachado por trás dela de cabeça baixa, orelhas caídas. Ele se acariciava com uma mão, mas parecia que ele estava perdendo rigidez.
"Inuyasha?" ela questionou. 'Qual o problema?' ela queria perguntar. Estaria falhando em agradá-lo?
"Não gosto desta maneira," ele respondeu sem fôlego e parecia estar em dor. "Não posso ver o seu rosto. E... e você não está respondendo como antes. Kagome, eu estava te machucando?"
Ela virou-se e sentou-se sobre o haori dele, encarando-o. Não sabia como responder. Não queria magoá-lo, mas não queria mentir também, então se deu conta de que ele saberia se ela mentisse e que já havia concluído que alguma coisa não estava certa. O fato de que parara era um testemunho de seu controle e sua sensibilidade às reações dela.
"Um pouco," ela admitiu tão gentilmente quanto possível. "Estava indo um pouco fundo demais e ainda estou um pouco dolorida."
"Me perdoe," ele sussurrou alquebrado.
Ela aproximou-se e tocou seu braço de forma tranqüilizadora. "Tudo bem, de verdade. Nós dois somos muito novos nisso."
Ele sacudiu a cabeça. "Não quero nunca te machucar. Nunca. Me perdoe."
Ele parecia devastado e o coração de Kagome partiu. Reclinando-se, beijou sua face e acariciou amorosamente seu peito.
"Shhh. Está tudo bem. Sei que não foi sua intenção. Está perdoado."
"Kagome..."
"Eu te perdôo, Inuyasha," ela lhe disse, então deu um sorriso malicioso. Pensou saber uma forma de assegurá-lo de que ela não o culpava, nem tinha algo contra ele.
Mais corajosa do que imaginara ser, Kagome agachou-se sobre o colo dele e o tomou na boca.
Sua amiga Yuka, a qual tinha um namorado, uma vez comparou isso a comer um picolé. Naquela época, ela havia aceitado a analogia porque não tinha nenhuma experiência pessoal. Agora viu que Yuka estava tremendamente errada. Não era nada parecido. Primeiro, picolés eram muito frios, não quase quentes o suficiente para queimar a boca. E eles ficavam menores enquanto você lambia e chupava, não maiores. E eles tinham sabor doce e de frutas, não salgado e amargo. Mas então, eles também não gritavam o seu nome e agarravam seu cabelo, te fazendo sentir poderosa, desejada, amada e bela. Picolés simplesmente não tinham um efeito tão grande sobre ela.
Inuyasha gritando, se debatendo e rasgando o chão de madeira próximo a ele com as garras para não puxar seu cabelo pela raiz, agora isso sim tinha um efeito sobre ela.
Ele havia caído de costas, gemendo, exclamando, e gritando enquanto ela trabalhava, mas sabia que não estava fazendo certo. Ayumi uma vez encontrou uma caixa de filmes adultos dos pais dela e elas assistiram uma fita durante uma noite – assim incentivando Yuka a dar-lhes toda a lição sobre o 'picolé'. A mulher na tela fora capaz de abocanhar seu homem inteiro, e ela mal conseguia colocar metade de Inuyasha antes de começar a engasgar. Mas duvidava que Inuyasha fosse se importar.
Ele agarrou a cabeça dela novamente, mas desta vez para impedi-la e não encorajá-la.
"Kagome! Kagome, pare! Pare! Eu vou…!"
'Oh…'
Ela parou, sem saber realmente se estava pronta para 'engolir' se ele liberasse em sua boca. Suas ações, entretanto, a fizeram desejá-lo e ela não tinha intenção de deixá-lo a meio caminho. Subindo sobre o corpo dele, ela cavalgou seus quadris e abaixou-se sobre ele. Inuyasha segurou suas coxas, tentando deslocá-la.
"Kagome, não! Você está dolorida!"
'Hmmm, se ainda está pensando nisso, estou fazendo algo muito errado.'
"Tudo bem. Desta maneira posso controlar a profundidade e não vai me machucar."
Ele a fitou, extremamente chocado e de olhos arregalados. As pupilas estavam quase completamente dilatadas, e ele respirava em grandes e pesados haustos. Ela sorriu para ele, começando a mover-se.
A posição a deixava em completo controle, mas também a deixava a cargo do próprio prazer. Tentou encontrar um local que agradasse a ambos, mas era mais difícil do que pensara. Finalmente encontrou um ritmo que funcionou, e com a ajuda de Inuyasha que erguia os quadris para encontrá-la, foi capaz de desenvolver novamente a paixão entre eles.
Olhando para ele, embebedou-se na visão dele sob si. Parecia quando ele tinha acabado de acordar do pesadelo. O cabelo estava espalhado ao redor da cabeça como um leque de seda prateada e mechas estavam coladas em sua testa em riachos suados. A pele estava vermelha e úmida, e a expressão em sua face era de total adoração e prazer.Ele parecia positivamente sensual e belo – a coisa mais bela que já vira em toda sua vida. Tomou suas mãos, apertando-as com força, e sorriu.
"Você é magnífico," sussurrou.
Ele soltou um grito estrangulado como resposta e atirou a cabeça para trás, puxando as mãos das dela, esticando-as então para Kagome, implorando.
"Kagome! Kagome, por favor... me deixe…"
Suas mãos estavam subindo pelo seu corpo, empurrando-a para trás, e ela deu-se conta do que ele tentava fazer. Perfeitamente contente em trocar de lugar e deixá-lo trabalhar um pouco, ela mexeu-se e o deixou deitá-la de costas. Ele deslocou-se durante o movimento, porém isso foi remediado assim que estava entre suas pernas de novo.
Com ele em controle e ambos adiantados demais para esperar, ele a levou para um rápido e poderoso clímax, sem perder tempo e atingindo o seu próprio clímax logo depois. Ambos gritaram seus nomes enquanto estremeciam, e Inuyasha caiu sobre ela imediatamente depois. Ficaram ali, uma mistura de corpos trêmula e suada, até que suas respirações acalmaram-se e os corações pararam de pular.
"Certo. Gosto mais desta posição," ela finalmente disse sem fôlego, ainda formigando com o orgasmo.
A resposta dele foi uma risadinha baixa que evoluiu para uma gargalhada, o que foi muito estranho considerando que ainda estava dentro dela.
"Gosta?" ele replicou, erguendo-se sobre os braços para poder olhar para ela. "Gosto também."
Lentamente libertou-se e veio descansar ao seu lado, uma mão esticando para segurar a dela apertado.
"Obrigado," sussurrou.
Ela riu. "Não há de que."
"Esta foi a melhor até agora, né?"
"Sim," ela concordou.
"Ótimo. Agora sei onde começar para tornar ainda melhor," ele disse, dando-lhe um sorriso presunçoso. Parecia muito feliz e satisfeito consigo mesmo.
Ela sorriu calorosamente. "Oh não, acho que estou encrencada."
"Está comigo há quase dois anos e só agora está descobrindo isso?"
"Não, mas você já deveria saber a esta altura que gosto de encrencas."
"Heh, é porque acabou comigo."
Ela lhe deu um leve tapa no peito. "Ei, não 'acabei' com você. Nunca diga isso, principalmente não quando estamos juntos assim, ta legal? Estou com você porque gosto de você e quero estar ao seu lado."
Ele lhe deu um olhar cheio de espanto e admiração. "Eu sei. E esta é a coisa mais impressionante de todas.".Ouviu o coração dela bater rápido demais,era dor. Preocupado,acariciou o rosto dela. "Não te machuquei, machuquei?"
Ela sacudiu a cabeça. "Não, só estou um pouco doída de antes. É normal, tenho certeza. Nunca estive com um menino antes e bem..." ela lhe deu um sorriso maroto. "Você é bem grande."
Ele piscou para ela e então corou. "Sou?" Então ficou meio irritado. "Pera lá, como é que sabe?"
Agora foi a vez dela corar. "Bom, já vi caras nus antes-"
"Quem? Quando? Onde? E porquê?" ele exigiu.
Ela riu diante do ciúmes dele. "Bem, você para começar. E Miroku."
"Miroku! O que estava fazendo olhando aquele tarado?!"
Ela rolou os olhos. "Ele só estava saindo de uma fonte termal. Eu o peguei de surpresa. Foi um acidente. E... já vi fotos…"
"Fotos? Onde?"
"Em casa… em livros…"
"Livros? Que tipo de livros esteve lendo, mulher?!"
Ela riu. Ele estava ficando todo nervoso e ciumento, e com ele nu e ainda suado, era engraçado. Quase esperava que ele começasse a marcar território para afastar outros homens.
'Se começar a urinar em árvores, vou sentá-lo...'
"Não é nada. Esqueça. Você é muito bem proporcionado. Deixe assim. Além do mais, não existe razão para estar tão ciumento. Como você mesmo disse, é o meu primeiro então isso lhe diz como me sinto em relação a outros homens."
Ele bufou. "Só não gosto da idéia de você olhando para outros homens."
"Por que? Nenhum deles pode se comparar à sua grandiosidade."
Os olhos dele estreitaram-se. "Ei, você está puxando saco."
Ela riu. "Só um pouquinho. Mas é verdade. Ninguém se compara a você, e ninguém nunca vai. Então relaxe, meu hanyou ciumento. Só tenho olhos para você." Ele suspirou satisfeito.
Quando estavam já devidamente vestidos,InuYasha sentou-se e se reencostou numa árvore.
Kagome aconchegou-se ao peito forte de Inuyasha. Ele acariciou seu cabelo e deu-lhe um suave beijo na têmpora como resposta, então a puxou para mais perto. Os braços de Inuyasha a circularam ainda mais, puxando-a para seu abraço, e ele descansou o queixo sobre a cabeça dela enquanto ela aninhava-se em seus ombros. Kagome adormeceu ao som das batidas do coração dele.
Quando acordou novamente, era dia. Inuyasha já havia acordado e a olhava com ternura e um pacífico contentamento .
"Bom dia," ele cumprimentou.
Ela o beijou, amando a expressão em seu rosto. "Agora é um bom dia," ela lhe disse.
Ele fez um rosnado gutural, os olhos ficando em um fogo indescritível e as mãos apertando-a um pouco mais.
"Cuidado mulher, temos que 'acordar' alguma hora."
"Está dizendo que não podemos ficar aqui o dia todo e só trocar carinhos e fazer amos e viver de ar?"
Ela viu o rosto dele ficar pensativo enquanto realmente pensava naquilo,e então sacudir a cabeça e enrugar tristemente a testa.
"Não. Precisamos descobrir como voltar lá no sub-mundo,onde Zira vive e me vingar daquela maldita...E para poder resgatar aquele gato imbecil, já que tenho certeza de que iria me pedir mais cedo ou mais tarde,e eu não teria coragem de negar... E além disso,alguém nos interromperia...", ele respondeu sem pouco desapontamento.
Mordiscou o lábio inferior do hanyou. "Ainda bem que você sabe...",deu um 'cheirinho' no queixo de InuYasha e se levantou.
InuYasha ficou a observando, enquanto coçava suas bochechas. Notou que os quadris de Kagome tinham se alargado um pouco. 'E isso fui eu que fiz', pensou orgulhoso. O fato de ter sido o primeiro homem de Kagome o deixava cheio de si; Feliz por ser o primeiro a tocá-la. 'Primerio e único. Nenhum outro homem ou youkai irá tocar nela... A menos que queira morrer... Mas mesmo assim não vou deixar.', pensou se permitindo rosnar. Pelo o visto, depois dessa noite, ele havia ficado mais possessivo também. Isso se for possível.
Reparou o olhar de inuYasha sobre si e seguiu para onde ele estava olhando. Seus quadris. 'Até ontem eles não eram assim... Ele deve estar todo convencido por ter sido ele quem fez isso...', pensava sorrindo. Ela também esta muito orgulhosa por ter sido ela quem o fez homem. Não Kikyou.
'Eu venci. Você perdeu.'
Um vento fraco entrou pela janela e levou o cheiro de Kagome até ele. Correção: o NOVO cheiro de Kagome. Sorriu. O cheiro dela ficou bem melhor e mais gostoso mistuado ao seu. Isso o fez pensar: Kouga além de ficar surpreso, ficará muito irritado e iria querer enfrentá-lo numa disputa por Kagome. Balançou discretamente a cabeça, coçando de novo as bochechas. Depois pensaria naquilo.
Agora tinha que se preocupar com os seus amigos recém-chegados.
Já tiveram a sensação de estar sendo seguida?
"Estou tendo agora.",respondeu a própria pergunta. O engraçado é que ela olhava ao redor e mesmo assim não via nada nem ninguém. Ignorou. Deve ser apenas um bicho, pensava.
Ficou bem nervosa quando InuYasha disse que os outros tinham chegado. Tinha ficado super vermelha. Mas ele disse pra ela não se preocupar, que ele já tinha uma mentira brilhante para explicar o cheiro de sexo na cabana e para ela ir tomar um banho e que depois ele iria lá para 'ajudá-la' no banho. Ela o xingou de tarado insaciável e fez o que ele mandou.
'Eu sempre soube que ele era e é um hentai encubado.', pensou rindo pela lembrança de um dia em que durante uma busca de fragmentos, ele havia a impedido de ir na Kirara para carregá-la nas costas com a desculpa de que Kirara já estava levando Shippou, Sango e Miroku. E toda a vez em que ele dava um pulo, suas mãos percorriam suas coxas e, quando ela o olhava, ele dizia que era por causa do impulso.
'Coitado dele...', pensava sarcástica. 'Pensa que eu não sei de nada...'
Quando chegou na fonte termal, Kagome se vestiu e entrou na água. Ficou pensando em mais 'façanhas hentais' que InuYasha tinha feito até hoje. Teria feito mais se ela não tivesse sido tão burra a ponto de ter esquecido de que não podia mais levar a Shikon e ido para a sua Era sem ela. Hmm... A água estava tão boa... Isso a relaxava...
Mas então... Por quê diabos ainda estava com aquela maldita sensação de estar sendo seguida?
"Olá, Kagome!"
Virou-se abruptamente ao escutar a voz tão conhecida, mas que a muito tempo não ouvia. E qual não foi a sua surpresa de vê-lo lá, sentado embaixo de uma árvore com seu costumeiro sorriso de canto.
Suspirou. "É inacreditável... Até mesmo morto você me persegue?", perguntou irritada.
Vendo que a garota tentava se cobrir a nudez, disse "Não precisa se incomodar, baby. Vejo isso direto no inferno."
"Que bom pra você.", disse sarcástica, continuando a proteger-se. "O que quer?"
"Nada, por enquanto. Só vim avisar que irá me ver muito daqui pra frente... Isso não é ótimo?", perguntou sorridente. Inédito!, Kagome pensou.
"Mal posso conter minha alegria, Naraku! Isso é ótimo!", ela exclamou numa felicidade descaradamente falsa. Não precisava ser verdadeira com ele. Ele já causou muitos problemas a todos e também à ela. Até já a tinha matado por envenenamento! O veneno a havia explodido por dentro. Ficou morta por 1 maldito dia e meio! Seus amigos, desencorajados de enterrá-la, a deixaram num esquife. Mas, estranha e incrivelmente, ela havia –da noite pro dia- acordado. Assim: PUFT! Ninguém havia conseguido encontrar uma explicação para este acontecimento, mas aconteceu. E o que era mais estranho, era que Kagome não viu nada quando 'acordou'. Simplesmente acordou.
"E é mesmo! Estava morrendo de saudades de você, baby.", Naraku diz sorridente.
Ela sabia que aquele apelido não era para demonstrar afeto. Ela sabia que aquele apelido era pra mostrar o quando ela era ingênua. E isso a irritava profundamente. Pegou uma pedra e atirou nele, só para ver a pedra passando atrvés dele e acertar a árvore atrás dele. Ela já esperava por isso, afinal, ele era um espírito agora.
"Vá embora daqui, agora!", esbravejou Kagome.
"O que é isso? Mau-humor-pós-núpcias?", perguntou rindo.
"Não! É tpm mesmo!- Sai!", rugiu estressada.
"Ok. Vejo você por aí.", desapareceu.
Suspirou. "Espero que demore..."
Quase um mês e Naraku continuava com suas visitas à Kagome, mesmo estando na Era Atual, onde ela esteve até agora. Sim, ela fora para casa logo depois do 'banho' com InuYasha, e ficou por lá até agora. Estavam nesse momento caminhando pela floresta até a cabana de Kaede. Queria reunir forças para contar a sua mãe sobre InuYasha e ela. Quando contou, Kagome esperou o sermão digna e pacientemente –e amedrontadamente, mas isso não vem ao caso–, mas esse nunca veio. Em vez de uma explosão, Sra. Higurashi fez uma expressão chocada e uma dramática saída da cozinha, onde estavam. Sua mãe, com certeza, daria uma boa atriz, Kagome pensou morrendo de rir internamente. Mas quando sua mãe entrou na cozinha gritando 'Viva! 17 de outubro, Kagome e InuYasha se tocaram!' com uma garrafa de sake na mão, fez todas as suas resistências desabarem, e começou a rir.
Em por falar em 'se tocar', por que será que InuYasha não a visitou nestes dias em que esteve fora? Será que ficou tímido em relação a ela depois do que houve? Não, ele ficou BEM irritado quando disse que ficaria um mês em casa. Deve estar com um MAU-humor...
"Responda baby!" A voz de Naraku a tirou dos pensamentos, a fazendo piscar algumas vezes para voltar ao mundo real. Estavam nesse momento caminhando pela floresta até a cabana de Kaede
"O que?"
Naraku suspirou e repetiu a brincadeira. "Meu olho espia uma coisa com a letra A."
"Ar?"
"Ar não se pode ver, baby. E não é ar."
"Animal?"
"Não."
"... Hm... Árvore?"
"Acertou..."
"Francamente, Naraku, dentre todas as coisas existentes aqui que começam com A, eu nunca imaginaria que você seria burro o bastante pra escolher a que está na minha vista onde quer que eu olhe."
"Por isso mesmo que escolhi árvore...", deu de ombros. "Sua vez..."
"Ok. Deixa-me ver... Meu olho espia uma coisa com S."
"Seiva."
"Tem certeza que não lê meus pensamentos?"
"Sim. A não ser quando você está concentrada demais."
"Sua vez...", disse entediada.
Sorriu. "Meu olho espia uma coisa com H"
Kagome procurou e não conseguiu achar nada! De onde raios ele tirou algo com e H? Maldito! Deve estar roubando!
"Desisto. Não há mais nada com H aqui."
"Engano seu. Tem sim."
"O que?"
"Hanyou."
"Onde?"
"No seu ventre.", sorriu largamente.
Kagome parou bruscamente de andar. Demorou um pouco para assimilar o que Naraku havida dito... Mas depois se tocou de que ele disse que ela estava grávida. Não que ela tenha acreditado claro que não, mas escutar dizerem, mesmo de brincadeira, que você está grávida depois de ter dormido com alguém há um mês é esquisitamente suspeito.
Imagine só: Kagome grávida de InuYasha! Nem nos melhores sonhos dela! É difícil até de pensar nisso... Pensando bem, o mais difícil mesmo é acreditar que NARAKU, seu maior adversário (morto) tanto na guerra quanto no 'Meu olho espia... ', a estava dando essa notícia. Ironia cruel, não? Um dia você está morrendo por causa de seu maior inimigo e, no outro, está brincando de 'Meu olho espia... ' com o próprio.
Deixa InuYasha saber disso...
Mas voltando ao assunto do bebê, ela ainda não podia acreditar que poderia estar grávida. Principalmente de InuYasha. Seria bom demais.
"Isso é o que dá transar sem camisinha e num período em que se está fértil..." Naraku comentou, tirando uma folha de cima de seu ombro.
Kagome negou coma cabeça. "Não transamos... Fizemos amor, é diferente." Disso ela tinha certeza.
"Sim. Mas, que você está grávida, está. Quer ver?", perguntou sorrindo largamente. Como se tivesse ganhado uma bomba atômica. Seria legal, ele pensou.
Mas antes que ela pudesse dizer 'sim, ó mestre Naraku', Naraku fez a criança, mesmo tendo apenas um mês, pular no ventre dela. Com um 'wow', Kagome amparou o ventre. Surpresa demais pra fazer/falar alguma coisa, Kagome fitava de olhos arregalados o chão, ofegante.
Cara, uma criança –não-formada– acabou de pular dentro dela!
"E-eu...? Grávida do... Um bebê dentro de mim... Meu e do... InuYasha" Estava perplexa. E muito feliz! Adorou saber que estava grávida do filho de InuYasha e tudo, mas...
E InuYasha...? Também ficaria feliz...?
E se ele a recusar porque engravidou e ele não quer filhos?... Não!
Não queria!
Não suportava!
Não conseguia!
Não podia contar a ele!... Pelo menos não agora.
"Sim, baby. Você está grávida de InuYasha..." Naraku viu Kagome sorrir largamente e decidiu que a felicidade dela deveria acabar ali e agora. "O noivo de Kikyou...".
Kagome não mais estava sorrindo.
Durante um mês esteve sendo amante de InuYasha. Ele estava enganando Kikyou... E durante um mês, Kagome esteve se enganando. Não podia acreditar que fora capaz de uma coisa dessas. Está certo de que não ia com a cara de Kikyou, mas... Ela não merecia isso... Espere, merecia sim. Mas mesmo assim, não deixava de ser errado e doentio. InuYasha era noivo, era quase a mesma coisa que casado!
Kagome se sentiu suja. Ter um caso com um homem comprometido era um dos atos que ela tinha mais repudia!... Depois das largatixas, é claro, mas não menos importante! Além disso, já era ruim ter um relacionamento com um homem comprometido, imagine estar grávida de um. Ora, Kagome não precisava imaginar. Era só olhar para sua situação e pronto.
"Tem medo de largatixas?" Naraku perguntou intrigado.
"Apenas saia, ok?", disse fria. Queria e TINHA que pensar.
Suspirou. "Ok. Até logo, baby–"
"Espere Naraku!...", gritou ruborizando.
'Já até sei o que é... ', pensou Naraku. E num doce embaraço, Kagome perguntou "Menina ou menino...?".
Bingo! Acertei, Naraku comemorou, e então riu. "Menino.", e desapareceu.
Ah, não era o que ela sempre quis... Sempre quis ter uma menina, mas tudo bem. Pensando bem, um menino seria muito mais bonitinho! Imagine aquela coisa pequenina e fofa, inquieta e nua correndo para fugir do banho. Kagome sorriu com o pensamento. Então, o menino correria para InuYasha dizendo 'Tou-san! Salve-me da Kaa-san e do banho!' Então, InuYasha diria para deixar o menino em paz. Rs.
... InuYasha... Isto, SE InuYasha estivesse lá. Mas não estaria. Estaria com Kikyou.
'E mais uma vez você se põe entre a gente, não é Kikyou?...', pensou amargurada. Mas não podia! Ela, Higurashi Kagome foi quem errou! 'Me sinto suja, um lixo... Eu não presto!', se martirizava, impedindo que as lágrimas caíssem.
"Kagome!!!", ouviu InuYasha a chamando Ele estava vindo! Kagome começou a tremer. "Kagome! Kagome, você est–" Farejou o ar melhor. O cheiro de Kagome havia mudado. Não muito, mas havia mudado. "O que aconteceu com você? Por que seu cheiro mudou? E por que ficou fora durante UM MÊS?"
Kagome engoliu em seco. Ele está ali. O pai de seu filho. Ele está ali! O que fazer? O que dizer? Pra onde fugir? Merda! InuYasha estava ali! Farejando seus-Huh!
"Hentai!", gritou, acertando-o no rosto. Só quando InuYasha pôs a mão sobre a bochecha estapeada foi que Kagome percebeu as púrpuras estrias no rosto dele e exclamou.
"O que foi agora?", InuYasha perguntou emburrado por ter sido estapeado; por ser chamado de hentai (já que esse apelido é exclusivo de Miroku); por não conseguir farejar o novo cheiro de Kagome; E principalmente por ter ficado na seca por um mês!
Viu Kagome pegar o arco e usa-lo como escudo. Não sentiu cheiro de medo ou desconfiança, mas sim de proteção e compaixão. Isso o deixou bem aliviado. "O que foi Kagome? O que você está fazendo?", perguntou temeroso.
"Só não chegue perto, ok? Só fique longe.", sussurou. "Você está se transformando, mas–"
"Não! Não estou me transformando! Essas listras são porque–", parou de falar, de repente.
Kagome viu InuYasha corar e ficar embaraçado e achou fofo. "Porque...?", incistiu.
"Porque... Myouga-jiji disse que... Quando perguntei o que eram essas listras, ele disse que é poque eu me tornei... Homem, se é que me entende...", explicou docemente embaraçado.
"Por isso suas bochechas coçavam tanto." Kagome estava derretida internamente. Ele podia ser um grosso, mas era o grosso mais fofo que ela já vira. "Então, suas estrias apareceriam no dia em que perdesse a virgindade e se tornasse homem, certo?" Ele assentiu. "Ok, então...", correu para ele. O abraçou forte pela cintura, aspirando o cheiro de canela misturado com floresta de InuYasha. 'Tão bom... Eu amo esse hanyou...'
"Por quê isso, Ka?", perguntou capturando o cheiro de sândalo de Kagome. 'O cheiro também fez uma grande falta...Que saudade, Ka...'
'Porque estou grávida de um filho seu...', queria dizer. "Só me abraça..."
Apertou-a mais contra si. "Tudo bem."
"Não. Não está tudo bem, não...", uma voz atrás de Kagome disse. "Tem um pra mim também, Kagome?"
Kagome se virou, chocada. Reconhecia aquela voz. Era impossível ele estar ali. "Ken...", sussurrou antes de largar InuYasha e correr para o abraço de urso que Kenichy lhe deu.
